sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O LEIXÕES EM DESTAQUE NO SITE DA UEFA


O treinador do Leixões, José Mota, está "consciente das limitações do plantel" do Leixões e lembra que a equipa tem de "ser humilde", mas a verdade é que a formação de Matosinhos se encontra, nesta sua segunda temporada após o regresso à Liga portuguesa, no topo da classificação, para gáudio dos seus fiéis adeptos.
Em igualdade pontualO Leixões regressou ao convívio dos grandes na última temporada, pela primeira vez desde a época 1988/89, tendo garantido a permanência apenas na derradeira jornada do campeonato. Contudo, esta época, ao fim de seis rondas e em vésperas de receber a equipa de sempre do seu técnico, o Paços de Ferreira, a turma leixonense encontra-se na liderança ao lado do Nacional, com 13 pontos.
O último jogo foi, provavelmente, o melhor até agora, pois ganhou por 3-2 frente ao campeão FC Porto em pleno Estádio do Dragão, numa partida em que o médio Bruno Braga apontou dois dos golos da equipa. "Ganhar no Dragão é algo que não acontece todos os dias", lembrou Mota. "Foi mesmo a primeira vez que o consegui e os meus jogadores também. O resultado foi justo, porque conseguimos marcar três golos, neutralizámos os pontos fortes do FC Porto e mantivemo-nos organizados".
Momento de glóriaMas esta não constituiu, contudo, a primeira vitória da história do Leixões no terreno do FC Porto. O antigo Estádio das Antas foi palco do momento mais alto do clube de Matosinhos quando, em 1960/61, na final da Taça de Portugal, o Leixões aí bateu os "dragões" por 2-0. Essa vitória colocou os matosinhenses na Taça dos Vencedores das Taças de 1961/62, onde a formação portuguesa caiu nos quartos-de-final, derrotada pelo SC Motor Jena.
Mais recentemente, o Leixões – que em Novembro último festejou o seu centenário –qualificou-se para a Taça UEFA, mesmo encontrando-se na segunda divisão, depois de ter perdido a final da Taça de Portugal ante o Sporting, então campeão português. Todavia, após bater na pré-eliminatória o FK Belasica GC, da ARJ da Macedónia, o clube de Matosinhos foi afastado pelo PAOK FC logo na ronda inaugural da prova.
Por enquanto, ainda não se fala para os lados de Matosinhos do regresso às competições europeias, mas seria uma justa recompensa para os adeptos do clube, famosos pela lealdade à equipa, que não se desvaneceu mesmo com a ausência do Leixões dos escalões principais do futebol português. A forma sempre combativa como a actual formação aborda os jogos é reflexo do espírito dos adeptos, à qual se alia o excelente momento de forma de Bruno Braga e do avançado Wesley, autor de quatro golos no campeonato.
No entanto, mesmo com o Leixões a viver a sua melhor série de resultados desde há muitos anos, o treinador José Mota, cujo conjunto também empatou a um golo diante do Benfica no Estádio do Mar, faz questão de lembrar que o primeiro e principal objectivo da equipa para esta temporada passa por fugir à descida de divisão. "O mais importante nesta altura é olhar para o número de pontos conquistados e não para o lugar que se ocupa na tabela", alertou. "Temos consciência das nossas limitações e temos de manter a humildade. Peço apenas que mostremos sempre a mesma atitude em todos os jogos".


AVISO

Atenção, pessoa. Hoje não é sexta-feira, 13. Mas é sexta-feira, 31. E vem aí a noite das bruxas...

OLIVEIRA, O IMPARÁVEL







Foto reportagem Luís Vieira Estive ontem no mercado de Matosinhos e pasmei.
Carlos Oliveira confirma-se como um verdadeiro homem do povo. Distribuiu carisma e cachecóis junto às bancas das hortaliças e depois na zona do peixe. Beto, Bruno China e Roberto tentaram acompanhar a pedalada do presidente da SAD.
Também por lá passou Guilherme Pinto e parte da sua equipa. Uma presença discreta, quase marginal, com o presidente da Câmara e a sua "entourage" apenas a ver como paravam as modas.
Carlos Oliveira quis agradecer ao "povo do mercado" o entusiasmo e o apoio. Fez bem. O povo gosta de ser reconhecido e correspondeu. Os cachecóis não chegaram para todos...
Ainda fiquei na expectativa de ver um determinado sócio ilustre "que não paga quotas há 32 semanas" aparecer ali por acaso para comprar nabos. Debalde. Não foi visto nas imediações. Também comecei a ficar mais calmo quando percebi que estava no mercado do peixe e não na lota. Será que estou a falar do mesmo personagem que assistiu ao FC Porto-Leixões num camarote e que não festejou os golos da nossa equipa?

[em breve, fotos do evento]

VAI UM CAFÉ?

« um contributo de José Manuel Simões Lopes


Um bêbado entra num bar e pede ao balcão três cafés:
- Três cafés? - pergunta, atónito, o empregado. - Sim, um para mim, outro para ti e outro prá puta da tua mãe!!!
No dia seguinte, o mesmo bêbado repete o mesmo pedido, no mesmo café e aomesmo empregado:
- Três cafés...- Três?...- Sim .. Três ... um para mim, outro para ti e outro prá puta da tua mãe!!!
Desta vez o empregado "passou-se", saiu do balcão, agarrou no bêbado edeu-lhe uma sova e peras!
No dia seguinte, todo entrevado, o bêbado vai na mesma ao café, dirige-seao balcão e o empregado com um sorrisinho cínico pergunta-lhe:

-Então, três cafèzinhos, não é verdade?....
-Não. - Responde o bebado.
-Só dois: um para mim e outro prá puta da tua mãe! Pra ti não, porque o caféaltera-te o sistema nervoso...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

FAÇA VOCÊ A LEGENDA

« um contributo de Zé Tone * e ganhe um almoço (no caso de ser homem) ou um jantar (género oposto) na plataforma da monobóia, à luz do farol de Leça da Palmeira

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O MEU DIA

A rotunda da ponte móvel finalmente ganha forma no lado de Leça e o mesmo acontece na outra banda, na cidade.
O mar hoje estava com uma cor metálica e os polvos deviam estar bem recolhidos nos seus covos. Os surfistas apenas se arriscavam no outro lado do paredão, depois do Titã.
Um frio madrugador sibilava sob um céu azul de anti-ciclone.
Aguarda-se por um último fogacho de calor, no tal Verão de S. Martinho, mas já saem castanhas quentes na rotunda da Anémona. Perto dali vi Narciso. Estava ao telefone e ao mesmo tempo à conversa. O homem não pára. Será que tem tempo para reparar no tempo?
Somos empurrados pela velocidade da vida sem percebermos que vamos na direcção abismal. Qualquer segundo em que ousamos resistir à força do movimento...é um segundo a mais que ganhamos. Um segundo pode ser muito importante. Nas corridas de 100 metros é uma eternidade.
A Brito Capelo estava oca mas os poucos que lá passavam iam com pressa. De malinha ao tiracolo, percebi um amigo antigo. O mesmo estilo, mais alguns quilos, cabelos brancos. Não sei como se chama, só sei que faz parte das minhas memórias...
Parei no "Aliança", o mais antigo dos restaurantes de Matosinhos, e desta vez não comi a famosa alheira. A "jardineira" estava um regalo e ousei, apesar da acidez do aparelho digestivo que tem perturbado os meus dias e até algumas noites. A máquina já não é o que era.
Segui para um encontro que se desencontrou e regressei em passo lento. Entrei numa loja ao acaso. Utilidades, anunciava. Como nada de útil achei, entre esfregões e detergentes, voltei à luz diurna, paguei o estacionamento no parque das marisqueiras e dei duas voltas à Serpa Pinto. Por extraordinário que pareça, a "coisa" funciona e saúdo o facto de terem perpetuado os mecos, agora agarrados ao asfalto.
Segui com o mar à direita e mergulhei em mais um dia de trabalho. Pouco trabalho, confesso. E muito sono. Cumprida a pífia missão, voltei à base. E aqui estou com duas torradas e um chá de cidreira e, confesso, um pouco de doce de tomate, em homenagem ao meu amigo Punk, que tanto gosta deste momento do dia.
Dois toros ardem já na lareira e só lamento não a poder levar para o quarto para viajar com Newton na Londres do século XVII. Quando nada mais acontece, o que até nem foi o caso, um bom romance é sempre um bom pretexto para justificar o esforço de viver no ocaso de mais um dia de que amanhã já não teremos memória.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

domingo, 26 de outubro de 2008

933

Reparem que tenho dois três no meu número de sócio, que até podia ser mais baixo pois quando deixei de ser atleta do andebol houve lapso e quando retomei a filiação perdi alguna anos. É o que menos interessa. Ser sócio do Leixões, e ser um sócio...superior, não é um estatuto, é uma condição. E um orgulho. O clube dos peixeiros continua a fazer história e segue a todo o pano. Cuidem-se.

AVISO


Circulação suspensa na Linha Azul. Ou melhor, via única: Senhor de Matosinhos. Conselho de Administração da Metro reúne de emergência e muda o nome do andante para andrade. Estação do Dragão passa a ser a única a integrar as zonas C3 e C2.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O CEGUINHO

« um contributo de José Manuel Simões Lopes

O CEGUINHO, APESAR DE TODA SUA JUVENTUDE, ESTAVA Há TEMPOS SEM DAR UMA E VIVIA PEDINDO: - 'Arruma uma mulher pro ceguinho, arruma !'
Um Amigo, já de saco cheio, resolve dar uma força pro ceguinho e diz que vai arrumar uma mulher pra ele. O ceguinho vai para casa e fica esperando...
Logo batem à porta. - Quem é ???
- É a Suely. Vim a mando de um amigo pra resolver o seu problema.
Ele diz: - Como é que você está vestida, heim, heim ?
- Botinha de couro, saia justa, uma blusinha de seda, e nada por baixo.
- Ahhh!!! - suspira o ceguinho - é hoje! Tira a botinha, tira. Como é que você está agora ?
- Descalça, deitada na cama !
- Ai meu Deus, é hoje. Tira a blusinha, tira.
Como você está agora ?
- De seios nus, só de sainha.
- Tira a saia. Tira a saia, pelo amor de Deus !
E agora ? Como está ?
- Estou nua, deitada na cama, só esperando o meu garanhão dizer como quer.
- Suely, ..... você já fez 69 ??
- AINDA NÃO. FAÇO DAQUI A DOIS MESES...

BULDOGUE


Apanhei ontem, no PortoCanal, um debate sobre o metro com Renato Sampaio, Guilherme Pinto e Costa Amorim. Dois "xuxas" e presumo um social-democrata da linha Menezes que um dia se pegou comigo, ali mesmo, no canal 13, num debate sobre corrupção no desporto. Mas essa é outra estória. Confesso que tinha de Renato Sampaio, líder da distrital do Porto do PS, a ideia de que era um rústico. Estava enganado. O Renato que ali vi é um tipo determinado e que não dá ponto sem nó. O homem a falar do Metro é quase tão bom como o meu amigo Luís Graça a falar de pornografia, ou seja, é insinuante e ao mesmo tempo enciclopédico. Face a uma moderadora ainda a cheirar a dodots mas que não era nada de deitar fora, como começa a ser tradição na nossa televisão, Sampaio validou o andante e tomou conta do programa, com uma ou outra intervenção de Pinto só para confirmar o timbre de 2.º barítono. Costa Amorim ia fazendo contas de cabeça. Foi assim que fiquei a perceber que quem manda no Metro não são os seus utentes mas sim os presidentes de câmara. Basicamente, cada um puxa conforme pode a linha para a sua sardinha. Renato Sampaio sabia do que estava a falar e, no melhor estilo mestre-escola anos 50 de varinha na mão, não deu hipóteses de contestação e zurziu Rui Rio e as suas corridas de automóveis na Boavista. Costa Amorim continuou a fazer contas de cabeça e Guilherme Pinto pigarreou. Continuou Sampaio a toda a brida - claramente numa velocidade superior à do metro que temos, o que também não é difícil - e Costa Amorim lá acordou para dizer que uma derrapagem de uns milhões de contos é coisa pouca pois há quem derrape mais... Com políticos assim estamos feitos! Acabei por mudar de canal, pouco fiquei a saber mas percebi que, afinal, este Renato Sampaio é um "bicho político" de respeito. Não apenas rosna como também morde. Cuidado com ele.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

VOLVO OCEAN RACE


Sei que grande parte da nossa clientela nasceu com o mar e no mar continua a ter um porto de abrigo. Nada de mais relaxante pode haver, para mim, que contemplar o mar de Leça da Palmeira numa tarde de sol como a de hoje... Para eles, aqui vai um link que recomendo:


Podem acompanhar uma das maiores regatas de circunavegação e também "comprar" um barco para uma corrida simulada. Eu tenho o meu, dá pelo nome de "Leixões" e embora tenha começado atrasado está a recuperar, a todo o pano, posições.


Na foto, o Green Dragon, o primeiro a dobrar a bóia em Fernando de Noronha, rumo a Cap Town.

MÁQUINAS EM MANOBRAS

As máquinas já trabalham no aterro da marginal de Perafita entre a ETAR e a Aldeia Nova. É surpreendente vera taxa de utilização da marginal Leça da Palmeira/Cabo do Mundo. Mais ainda do que verificar que durante mais de 20 anos a nossa autarquia não mexeu uma palha para qualificar uma zona de excelência e que tudo o que está a acontecer é uma espécie de reacção tardia ao movimento de especulação imobiliária que ali aconteceu...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

LEITURA RECOMENDADA

http://circunvalacao.blogspot.com/
O dissidente deste blog continua a dar-lhe. É isso mesmo, Rafa, dá-lhe com força...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

POWER BOXER


« um contributo de Delfim Ribeiro

NUMA GALÁXIA MUITO DISTANTE...

Cândida Almeida, directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, alertou para o regresso da corrupção "à moda de Al Capone" e diz que "faltou coragem" na reforma penal para a combater. A responsável do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) recordou as "prendas" dadas pelo gangster americano aos agentes da autoridade, para os ter do seu lado, num seminário organizado pelo Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, em Castelo Branco. "Em 2000 conseguimos a criminalização das 'prendas', mas a moldura penal é ridícula: prisão de dois anos ou multa de 240 dias. Ou seja, com um prazo de prescrição até 5 anos", referiu. "Na era da globalização, volta a estar na moda o processo de actuação de Al Capone, que não pedia, nem prometia ou dava vantagens. Disponibilizava generosas avenças mensais para todos os agentes de que dependia a sua vida criminosa e não lhes pedia nada. No momento certo, o polícia não via, o juiz absolvia, o director-geral absolvia o pedido", salientou Cândida Almeida. Olhando à moldura actual, disse que "se fossem recolhidas provas contra o agente corrupto, este podia ser condenado apenas em multa, porque não se provou ter praticado qualquer acto ilícito: eram apenas prendas por questão de simpatia". "Aqui sim, a reforma penal deveria revestir um acto de coragem demonstrativo da vontade de lutar contra este tipo de criminalidade, mas nada se passou. Ficou tudo como dantes", destacou a directora do DCIAP. "O mesmo se passa em relação a fortunas extraordinárias, rápidas, inexplicáveis e muito significativas de quadros superiores da administração pública e políticos do poder local e central", em poucos anos de função pública. Segundo Cândida Almeida, falta "uma cultura contra a corrupção que deve começar nas escolas", apontando como o exemplo o que já se passa ao nível da educação ambiental. "A cultura contra a corrupção tem que fazer parte de cultura de escola, numa disciplina de cidadania, em que crianças sejam habituadas a exigir do Estado aquilo a têm direito, pagando a sua taxa ou imposto, mas sem ceder ao pagamento de luvas".
in JORNAL DE NOTÍCIAS

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

AS ELEIÇÕES NO CAZAQUISTÃO


O PS tem em Matosinhos um dos seus bastiões mas não tão inexpugnável como parece ou como se quer fazer parecer. Recuando às primeiras eleições autárquicas, em Dezembro de 1976, verifica-se que o partido da rosa arrancou uma vitória difícil, com uma margem de pouco mais de dois mil votos em relação ao PSD, precisamente 16.136 contra 13.991. Mário Maia foi quem fez o PS arrancar bem dos tacos, deixando para trás Sérgio Bacelar. Nesta primeira estafeta, Narciso Miranda fez o terceiro percurso, atrás de Emídio Pinho, numa equipa socialista que contava ainda com João Laranjo e Manuel Renato Silva. Três anos depois, em 1979, Narciso avança como cabeça de lista e embora o PS tenha passado de 16.136 votos para 29.711, a verdade é que o PSD com o CDS (na famosa AD) voltou a ficar perto, com um total de 26.319 votos e tantos mandatos (4) como o PS. Mais uma vez Sérgio Bacelar foi cabeça de lista ao lado de Teixeira Dias. De então para cá, nunca mais os dois maiores partidos representados em Matosinhos estiveram tão perto. Em 1982, Narciso marca a diferença para Domingos Silva, com um score de 39.533 votos contra 12.455 dos laranjas, com estes quase transformados em terceira força, pois a APU somou 10.667 votos e o CDS 8517. O PS recupera a maioria absoluta de 1976 de Mário Maia que Narciso tinha perdido em 1979. Em 1985, o PS acusa algum desgaste e baixa de 39.533 votos para 31.638 e o PSD recupera de 12.455 para 18.701 votos, colocando 4 vereadores em onze. Os comunistas não conseguem mais que 7.982 votos e o CDS deixa-se ultrapassar pelo PRD. Domingos Silva continua a assumir-se como líder laranja. Em 1989, António Canotilho surge como cabeça de cartaz do PSD e tem como lugar tenente o jovem advogado António Carlos. Ficou tudo pela esperança. Narciso consegue pela primeira vez ultrapassar a barreira dos 40 mil votos, precisamente 41.222, conseguindo a melhor percentagem de sempre (59,90) até à época. O PSD fica-se pelos 17.789 votos (25,85%) e o PCP derrapa para os 5.613 votos enquanto o CDS quase desaparece, com 1.867 votos. Com Narciso Miranda partilham esta grande vitória Guilherme Vilaverde, o meu pai Joaquim Queirós e Guilherme Pinto, que é o 4.º da lista. As eleições de 1993 enchem as medidas ao PS: 52.952 votos, 65,55%!!!!!!! Se alguém me puder ajudar que me diga quem foi o candidato do PSD que, de facto, merece ser esquecido pela história, pois não foi além dos 16.980 votos (21%), enquanto os comunas somavam 5.113 votos e o CDS espevitava um pouco somando 3.237 votos. Este é o Everest do PS. De então para cá, foi sempre a descer. Pouco mas a descer: 46.547 votos em 1997, 37.231 em 2001 e 35.900 em 2005. Ou seja, o score de Guilherme Pinto em 2005 foi apenas o 5.º melhor da história do PS em Matosinhos, ficando a 17.052 votos do pecúlio de Narciso no fantástico ano de 1993. Ninguém deu muita importância ao facto mas o que é certo é que o trofense João Sá conseguiu, em 2005, a melhor votação de sempre do PSD, com 23.376 votos enquanto lá por baixo Honório Novo tinha de pedalar para ganhar a Gonçalo Torgal, com o PCP a somar 6536 votos e o Bloco de Esquerda 5.316. É sempre bom recordar. As conclusões devem ser tiradas por si. Fico à espera do fogo cruzado. Cá por mim, acredito que o PSD com um bom candidato poderá manter-se acima dos 20 mil votos e com um bocado de sorte até pode ganhar se o PS se partir ao meio. Repare-se: se Narciso e Guilherme dividirem o último pecúlio, cada um somará apenas 17.950 votos. Com um último registo de 23.376 votos, o PSD tem uma oportunidade histórica para colocar a sua bandeira em Matosinhos e até o PCP e o Bloco de Esquerda (11.852 votos nas últimas eleições) podem fazer umas cócegas às...duas candidaturas socialistas. Obviamente, nem o PS se partirá ao meio, nem o PSD conseguirá evitar uma grande transferência de voto da zona laranja para as zonas rosas... E, depois, há sempre o velho problema dos "anarcas" como eu que a caminho do velho liceu mudam sete vezes o sentido de voto...

PAUSE+ DELETE

Uma calma de morte envolve a cidade na forma de um nevoeiro que se corta à faca. 'O Desejado' e 'O Eleito' farejam no ar o cheiro a pólvora. Mas desta vez não é um fogo preso de Senhor de Matosinhos que se anuncia. Desta vez é fogo de morteiro. O melhor mesmo é começar a cavar uma trincheira.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

ESTE ANO NÃO VAI HAVER PRESÉPIO

Por JOSÉ MOREIRA

Este ano não vai haver presépio!...
Lamentamos mas:
- Os Reis Magos lançaram uma OPA sobre a manjedoura e esta foi retirada do estábulo até decisão governamental;
- Os camelos estão no governo;
- Os cordeirinhos estão tão magros e tão feios que não podem ser exibidos;
- A vaca está louca e não se segura nas patas;
- O burro está na Escola Básica a dar aulas de substituição;
- Nosso Senhora e São José foram chamados à Escola Básica para avaliar o burro;
- A estrelinha de Belém perdeu o brilho porque o Menino Jesus não tem tempo para olhar para ela;
- O Menino Jesus está no Politeama em actividades de enriquecimento curricular e o tribunal de Coimbra ordenou a sua entrega imediata ao pai biológico;
- A ASAE fechou temporariamente o estábulo pela falta da manjedoura e, sobretudo, até serem corrigidas as péssimas condições higiénicas do estábulo, de acordo com as normas da UE.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

E CONTUDO ELE MOVE-SE...

Não percebo a perplexidade e até a indignação que vai para aí a propósito do movimento cívico lançado por e para Narciso Miranda. Sempre tive a certeza que o Barroselas ia lançar-se mesmo, a solo, na corrida eleitoral, tentando resolver a seu favor o caso que começou a perder na lota de Matosinhos. Está no seu pleno direito. Aqueles que hoje se indignam foram os que votaram nele, que andaram com ele ao colo, que lhe deram palmadinhas nas costas e que dele se aproveitaram para construir uma carreira na função pública ou afins. Narciso Miranda tem, em Matosinhos, um capital que não caiu do céu aos trambolhões, foi construído ao longo de mais de 20 anos na presidência da Câmara, onde era senhor absoluto até ao dia em que decidiu experimentar os gabinetes do poder em Lisboa. Rapidamente verificou que uma coisa é ser o responsável pelas marinas e pelos portos e outra ser o suserano das terras de Bouças. Na altura disse que esta decisão lhe podia sair caro porque alguns matosinhenses jamais iriam perceber que tivesse trocado a governação da nossa terra por um posto tão insignificante. Mas a vida é feita de boas e más decisões e todos temos o direito de tentar corrigir o que não esteve tão bem. Narciso voltou, Narciso foi cuspido pelo aparelho do PS, Narciso tentou digerir mas rapidamente concluiu que não é homem para reformas antecipadas. Por isso está de novo no terreno. Um movimento cívico é algo que todos devemos respeitar sobretudo quando surge à margem dos partidos. Não será bem o caso deste mas pelo menos estamos perante um agitar de águas interessante. Se Valentim arrasou em Gondomar, se Isaltino e Felgueiras ganham com processos embaraçosos às costas...porque razão não pode Narciso aspirar a recuperar o ceptro e a coroa? Conquistou esse direito e tal deve ser respeitado. Eu, que por ele nunca morri de amores, mas que sempre admirei o lado exótico e singular da figura, respeito-o. Não vou ao beija-mão, não participo em comícios, não aspiro a tachos mas até Outubro de 2009 vou pensar se voto ou não nele. Gosto de ter esta liberdade que está isenta de IVA e de disciplinas partidárias.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

PORTUGAL NO SEU MELHOR

« um contributo de Luís Vieira

terça-feira, 14 de outubro de 2008

O HOMEM ESTÁ IMPARÁVEL

Narciso Miranda lança amanhã, em Matosinhos, uma associação cívica que inclui nomes de seis freguesias do Concelho e cujos objectivos poderão estar relacionados com a sua intenção de se candidatar à presidência da Câmara. A associação, cujo nome ainda não é conhecido mas que já foi registada no serviço nacional de pessoas colectivas e com personalidade jurídica, conta entre os seus fundadores com o general Alfredo Assunção, um militar de Abril que foi adjunto de Salgueiro Maia e que reside na Freguesia da Senhora da Hora. Alfredo Assunção, presidente da Assembleia Geral do Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC), fundado por Manuel Alegre, foi protagonista de uma das histórias famosas do 25 de Abril, quando, no Largo do Carmo, em Lisboa, foi esbofeteado por um brigadeiro do regime deposto. A resposta do militar de Abril, registada no filme sobre a Revolução dos Cravos da autoria de Inês de Medeiros, foi colocar-se em sentido e fazer continência ao oficial adversário. A lista de fundadores da associação inclui nomes menos conhecidos, como Alexandra Gavina (residente em Matosinhos), Alexandra Pereira (Custóias), Ana Fernandes (Lavra), Erica Sousa (Senhora da Hora), Liliana Moreira (Perafita), Pedro Negreiro Pereira Pinto (Matosinhos) e Pedro Andrezo Taboada (Leça da Palmeira). Os fundadores da associação contactados pela Lusa recusam-se a assumir que ela vá funcionar como suporte a uma candidatura de Narciso Miranda, afirmando apenas que ela irá realizar "acções de cidadania". Narciso Miranda tinha já referido a formalização de uma associação cívica que iria funcionar como suporte jurídico à sua intenção de apresentar candidaturas não apenas à Câmara de Matosinhos mas também à Assembleia Municipal e às juntas de freguesia.
in LUSA

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

RIR É O MELHOR VIAGRA

« um contributo de José Manuel Simões Lopes

O casal estava assistindo televisão, à noite. O marido diz:- Posso saber por que você está emburrada desde que eu cheguei?>> E, irada, a mulher responde: - Hoje completamos 25 anos de casados e estamos aqui, parados em frente a esta televisão..- MEU DEUS! Eu estava tão atarefado que esqueci completamente! Perdoe, minha querida. Vá pôr seu melhor vestido de noite, que vamos sair! Você terá uma noite inesquecível!- Ah, querido, eu sabia que você não era um monstro insensível.À Entrada do restaurante, o maitre, todo solícito: - Prepare a mesa do senhor Gonçalves. A mulher: -Parece que eles te conhecem bem por aqui, querido. - Ah é!... Acho que eu vim aqui para almoçar com alguns clientes. Eles acabam de jantar e o marido propõe de irem a uma boate. Na entrada tem uma fila enorme. O marido diz à mulher que vai arranjar tudo e se dirige ao porteiro:- Salve Fortão!!! Como vai essa força? E o Fortão: - Tá muito bem, Sr. Gonçalves. Pode ir entrando! Dentro da boate, o dono vem falar com eles: - Boa noite, Sr. Gonçalves! E diz, logo em seguida: - Liberem a mesa do senhor Gonçalves!! A mulher, desconfiada: - Você vem sempre aqui? - Ah, não! O dono é um cliente da firma... Uma vez na mesa, a garçonete vem e diz: - O de sempre, Sr. Gonçalves? Enquanto isso, uma mulher que terminava um strip-tease em cima do palco grita: - E A CALCINHA, VAI PRÁ QUEM?!!! A boate, em peso, responde: -GONÇALVES!!! GONÇALVES!!! GONÇALVES!!! A esposa, furiosa, sai da boate, o marido vai atrás e eles entram juntos num táxi. O marido tentando apaziguar as coisas: - Querida, não vamos estragar esta noite maravilhosa, com certeza eles me confundiram com outro Gonçalves... - Você está pensando que eu sou alguma idiota? Canalha! Não me toque mais!!! Blá, blá, blá... Eu sou mesmo uma otária, blá blá blá... Seu grande filho-da-puta, blá, blá, blá... Nisso, o motorista de táxi se vira e diz: - Gonçalves, quer que coloque a puta pra fora do carro?

ESTE GAJO É UM ANIMAL!


Estava aqui à volta dos meus papéis - e só eu sei como isso é complicado - quando descobri duas folhas a propósito de um processo que Narciso Miranda, então ainda Governador Civil das terras de bouças, enviou para a Alta Autoridade para a Comunicação Social. A propósito de crónicas que escrevi no "Matosinhos Hoje", na "Ocidental Praia". Narciso queixava-se de ter sido insultado por este humilde servo da gleba. Nomeadamente de o ter considerado "um autarca do jurásico" e "um exemplar perfeitro dos malefícios de um 25 de Abril feito à pressão", que pensa "que a democracia é um estatuto". Provavelmente mais grave, considerou-O "um parolo do Alto Minho", prevendo aos matosinhenses "a morte cultural" caso o mesmo fosse eleito pela oitava vez. Matosinhos corria assim o risco de entrar, definitivamente, "num processo de corrupção interior completamente irrecuperável". Na queixa constava ainda um sonho do autor sobre um jantar de apoio a um autarca, tratado aí como "macho dominante" e "rei da sardinha assada e da escama". Bem, até eu acho que fui excessivo mas a verdade é que a AACS arquivou o processo. A redenção aconteceu, porém, no dia em que D. Manuel Martins me considerou um "insuspeito jornalista" e incluiu uma passagem das minhas crónicas ocidentais no prefácio de um dos livros de Narciso Miranda. Lamento não ter sido convidado para esse lançamento no qual esteve presente Pinto da Costa, que me considerou, em conversa com Narciso, "um perigoso benfiquista". Sinceramente, não sabia que era perigoso.

domingo, 12 de outubro de 2008

UMA POSIÇÃO MUITO INTERESSANTE

Eugénio Queirós, acho que você põe bem a questão sobre o modo como se faz política, hoje, em Portugal e, se calhar, no resto do mundo. Se isto é global para o bem, também será para o mal. As campanhas são cada vez mais agressivas e mais chatas. É como a campanha de promoção de carros. No fundo, no fundo, usam os mesmos métodos. A política tem vez cada vez menos graça. É um negócio como outro qualquer. Uma desilusão.Não concordo consigo quando diz que os funcionários da câmara que estiveram no jantar, fizeram-no por receio de retaliações. Acho que o raciocínio contrário também é verdadeiro: os que lá estiveram arriscam a sofrer retaliações do eventual futuro candidato à Câmara, Narciso Miranda que, segundo opinião dos seus apoiantes, tem a Câmara no papo. Pode crer que o número de funcionários que lá estava representava uma reduzidíssima percentagem dos mais de mil que lá trabalham.Você não pode pôr todos no mesmo saco. Se há funcionários que apenas querem o tacho, outros há que trabalham duro, seja com este Presidente, seja com o que lá esteve, seja com o que aí vem. Há funcion+arios que trabalham porque são sérios. E isto é igual para as empresas privadas, sejam jornais ou bancos: há os que trabalham para agradar ao patrão, os que trabalham para se sentirem bem consigo mesmos, e os que não fazem nem uma coisa nem outra, isto é, não fazem puto e chupam na teta. Começo a ficar cansado de ouvir o discurso sobre o clientelismo no Estado. E na privada o que é que há? Se tudo é tão bom na privada porque é que o país está na merda? Não serão os "gestores privados" os principais responsáveis pelo estado da nossa economia? Porque é que as maiores golpadas são dadas nas empresas privadas? Acho que é altura de as pessoas perceberem que na função pública há tanta gente competente e séria como na privada. Nem mais nem menos.Deixe-me lembrar aqui uma curta história relatada por um jornalista do "Público" há cerca de dois ou três anos. Estávamos no período das festas de Santo António que, como todos sabemos, fazem com que não se trabalhe puto durante mais de uma semana, principalmente lá para os lados da capital. Então o nosso jornalista, referindo-se à gigantesca onda de críticas que dizimava por completo os deputados da A. da República que tinham ido passar uma semana de férias para o Algarve, deixando a Assembleia ao abandono, dizia com graça, mais ou menos o seguinte: então os senhores o que é que querem? Os deputados foram passar uma semana de férias para o Algarve? Oh meus senhores, não se iludam! O que os deputados fizeram não é mais nem menos do que aquilo que nós faríamos se lá estivéssemos, pela simples razão que, o que eles fizeram, não é por serem deputados, é por serem portugueses! Desiludam-se os que pensam que os oportunistas estão no Parlamento! No Parlamento estão apenas portugueses!...De facto é isto. O nosso jornalista tinha toda a razão. Somos assim. E esta doença tanto dá no Estado, como nos bancos ou nas companhias aéreas... Só há uma diferença: no Estado nota-se mais porque são muitos e ganham menos, por isso têm de fazer um bocadinho mais de cera.
comentário ANÓNIMO

sábado, 11 de outubro de 2008

PUTEDO NACIONAL


Sinceramente, esta história dos casamentos de homossexuais aborrece-me. Como o casamento em geral. Panascas e fufas, por mim estais à vontadinha. Deus não vos deixa subir ao altar - embora continuemos sem saber o sexo dos anjos... - mas não sou eu que vos impedirei de subir ao cartório do registo civil. É apenas mais um papel, mais um compromisso...o resto é cama, convívio e umas estaladas de vez em quando. Isto quando a coisa não descamba para uma machadada ou um tiro de caçadeira de canos cerrados. Como dá para ver pelas notícias de jornal e pelo que contam os nossos vizinhos, o casamento é uma instituição que está bem e que se recomenda. Não querer que os excêntricos que gostam de abafar a palhinha ou que usam a língua e o dedo não entrem neste filme é francamente desolador. Toda a gente tem direito a mandar-se contra uma parede com a consolação de que o fez, sim senhor, mas primeiro assinou um papel. Não tenho é paciência para os sacristas que um pouco por todo o lado aparecem a defender "a instituição" e que certamente têm muito mais dinheiro do que eu para gastar em putas.

AINDA A COMEZAINA

A pergunta que faço é esta: qual a necessidade de um presidente da Câmara comemorar mais um ano de mandato? Por acaso os eleitores mandatam-no anualmente? Isto é quase como o cidadão comum num simples ano civil comemorar o dia em que andou pela primeira vez de bicicleta, o dia em que tirou o virgolino a uma moça ou o dia em que atropelou dois gatos. Mas percebe-se. O que Guilherme Pinto fez na quinta-feira, Narciso Miranda fez ao longo dos sete dias da semana durante a sua longa permanência no poder. Nada de novo por aqui. O que me deixa um bocado abananado é o afã daqueles que estiveram lá sabendo que se não estivessem as respectivas carreiras podiam ficar comprometidas. Não sei quantos funcionários tem a nossa autarquia (mil? alguém pode ajudar?) e poucos terão sido aqueles que c... de alto para este jantar provavelmente de carne mal assada. E isto porque, infelizmente, o clientelismo é uma doença que progride horrivelmente bem dentro das câmaras municipais e não há purga para ele. Quem lá está, agarra o tacho. Quem está de fora, não passa de gente ingrata, que não reconhece o bem que é o serviço público ou que não gosta de carne assada. Eu gosto mas quanto ao resto, passo. Embora um lugar como chefe de divisão das zero horas às 7 me agradasse profundamente pois tenho algumas ideias perversas para a cúpula do trovão a que alguns chamam sala ogival.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

1747

É a contagem oficial dos participantes no jantar do 3.º mandato de Guilherme Pinto. Afinal os torniquetes funcionaram, digo eu,

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

UM DIA FELIZ


A minha filha hoje quis visitar os seus amigos da Escola da Praia, em Leça da Palmeira, onde frequentou o 1.º e o 2.º ano. Era para estar com eles apenas um pouco à hora da almoço mas foi tal a alegria que a professora Teresa Guimarães a convidou para ficar até ao fim do tempo lectivo. Nesse entretanto, a Francisca descalçou as sapatilhas e o Afonso atirou uma delas para a casa do vizinho (o objecto acabou por regressar ao ponto de partida, horas depois). Sobretudo devido aos horários descontrolados dos pais, a Francisca foi este ano para um colégio particular mas continua muito ligada aos seus amigos, alguns deles que a acompanham desde o infantário (o Iô-Iô, uma instituição exemplar e a quem ela muito deve). É bom verificar este tipo de fraternidade que acaba por envolver também os pais. Como é bom também verificar o carinho com que a miúda foi recebida pelas funcionárias e pelas docentes da escola que frequentou. É algo de absolutamente enternecedor. A escola pública pode ter muitos defeitos - a minha miúda teve, por exemplo, seis professores no 1.º ano... - mas a experiência que hoje vivi apenas demonstrou que nada depende das instituições e que tudo está, no fundo, nas mãos de todos nós.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O TÉNIS NO LEIXÕES

Este é o velhinho court do Campo do Prado - que existia na Tomás Ribeiro - que recuperei do indispensável livro de Belmiro Esteves Galego, a propósito de uma investigação que um amigo meu anda a fazer sobre as origens do ténis em Portugal. Ali se pode verificar que...
A 7 de Novembro de 1909 foi inaugurado o primeiro court do novo parque de funcionar, onde também funcionava um court de croquet, praticando-se também aí jogos de spiropoe, punching ball e boxing.A 29 de Maio de 1910 é a inauguração do parque de jogo, situado na rua Tomás Ribeiro (ainda existe a rua), com uma superfície de 12 mil metros quadroso programa das festas começaou com um torneio de lawn tennis (homens pares e pares mistos), meteu um jogo de futebol e terminou com uma luta de tracção, Dava pelo nome de Campo do Prado.No torneio de ténis participaram Cristopher North e Francisco Guedes de Carvalho (antepassado do agora famoso Rodrigo Guedes de Carvalho), Maria Louise Gotz e Artur Nugent (este foi um dos fundadores do Leixões, falecido em 11 de Setembro de 1932).A 15 de Julho de 1921 o Leixões participou no campeonato do Norte, que decorreu no campo da Constituição, estando inscritos 20 jogadores. José Joaquim Lobão, Eurico de Paiva e Norman Hall foram os tenistas leixonenses.O ténis continuou em actividade. Em 25 de Agosto de 1928 realizam-se nos courts do Leixões os campeonatos anuais de men-doubles. Os pares Aurélio-Lobão e Barros Nobre- António Castilho disputaram renhida final, onde chegaram em igualde de pontos (7 vitórias e 1 empate). Os irmãos Lobão venceram por 6-4 e 6-2 Normal Hall-Eduardo Cruz foram terceiros.Em 16 de Junho de 1929, disputou-se um torneio com o Boavista FC. O leixões alinhou com Aurélio Lobão e Américo Pacheco, Norman Hall e Carlos Neto, Barros Nobre e António castilho e António Lobão e António Amorim de Carvalho. O Boavista participou com Nicolau de Almeida e Pinheiro Torres, entre outros.A 4 de Setembro de 1932, nas festas do 25.º aniversário do clube, Taça José Paiva, o Leixões venceu o Boavista por 18 vitórias contra 6A 1 de Julho de 1934, o Leixões conquistou a Taça Início organizada pelo Lawn-Tennis Club da Foz, tendo na final Mário Paiva vencido Aurélio Lobão, ambos dos Leixões, e venceu também um torneio em Espinho.26 de Maio de 1935, Aurélio Lobão e Carlos Neto são apurados para os quartos de final do campeonato do norte singles júnior ou nao classificadosJulho de 1935 Aurélio Lobão conquista Taça Início, no court de ténis da Foz.é a última notícia relativa ao ténis no livro, de Belmiro Esteves Galego, "Leixões Sport Club - Marcos Importante da sua História", editorial Maresia Recorde-se que os clubes fundadores do Leixões foram o Grupo Lawn-Tennis Prado, Gupoe Lawn-Tennis de Matosinhos e Grupo Leixões Foo.BallersO clube foi fundado numa quinta-feira à noite, em 18 de Novembro de 1907, tendo feito parte da primeira comissão directtiva José Menéres, Jayme Lopes e Guilherme Felgueiras (pelo Prado), Eduardo Torres, Arthur Nugent e José Barbosa (pelo clube de ténis de Matosinhos).

Quem puder acrescentar dados a tudo isto, fico desde já encarecidamente agradecido, bem assim como o meu amigo Norberto Santos.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

TIREMOS-LHE A CARTOLA

Foto Luís Vieira Digam lá se não parece o nosso presidente...com bigode!

OS BANDIDOS TIRARAM A MÁSCARA


O crash dos mercados mundiais é algo que nos pode afectar a curto prazo, pondo em causa planos de vida feitos com realismo e com base no produto que é o trabalho. A leviandade chegou ao ponto de os próprios Estados admitirem planos de salvação para os bancos que estão em falência técnica, passando uma esponja sobre a responsabilidade que esses mesmos bancos têm na crise que nos afecta a todos. No fundo, o mercado financeiro não passa de um gigantesco bluff e de uma espécie de selvajaria em nome do liberalismo capitalista. Quando a merceria da nossa rua abre falência porque entretanto abriu um centro comercial a 700 metros - com apoios públicos diversos - ou quando o nosso amigo cai no desemprego aos 40 anos porque é preciso continuar a pagar chorudos ordenados aos admnistradores da sua empresa, o Estado pura e simplesmente assobia para o ar. Salvar os bancos que estão a ir ao charco é uma indignidade. Deixem-nos ir, fizeram por isso e certamente não serão salvos com os fabulosos lucros que alguns especuladores conseguiram antes da falência deste sistema tipo pirâmide. Não tenham pena dos bancos e dos banqueiros pois eles já roubaram q.b. e não dependem, quase como todos nós, do salário que se recebe no final do mês. Vistas bem as coisas, não precisamos dos bancos para nada e muito menos para gerir o nosso (pouco dinheiro). O capitalismo não tem mais de 200 anos e está longe de ser o sistema perfeito. Que pelo menos esta crise mundial sirva de lição e proporcione uma mudança de paradigma no decrépito e ganancioso sistema financeiro mundial, um universo impune onde diversos sharks amplificam fortunas ilícitas enquanto o Zé Povo dá ao gatilho ou estiola à fome. Não deixa de ser, isso sim, confrangedor ver os chamados analistas financeiros, que mamam da teta agora pôdre, sem palavras para explicar as razões da crise e a sua profundidade. E não venham dizer que não estavam à espera disto...


A CRISE NÃO PASSA POR AQUI?


No 2º trimestre de 2008 o valor médio de oferta dos fogos da Área Metropolitana do Porto (AM Porto) era de 1.271 €/m2. O crescimento registado entre os dois primeiros trimestre do ano foi de 0,7%. O valor/m2 mais elevado continua a verificar-se no Porto, tendo crescido 0,5% no trimestre em causa, fixando-se nos 1.673 €/m2. Matosinhos é o segundo concelho da AM Porto com valores mais elevados, estando 140 €/m2 acima da média da área metropolitana. Porto, Matosinhos e Espinho foram os concelhos com valorizações mais acentuadas da AM Porto. Os restantes seis concelhos apresentaram valores abaixo da média da AM Porto, ou seja, abaixo de 1.271 €/m2, com um ritmo de crescimento menos acentuado, face aos três concelhos acima citados. A Maia e Gaia evidenciam mesmo uma tendência de estabilização em torno dos 1.080 €/m2.Foz supera 2.300 €. As dez freguesias com maior volume de oferta da AM Porto pertencem aos concelhos do Porto e de Matosinhos, estas freguesias concentram 78% da oferta residencial existente nestes dois concelhos. Paranhos é a freguesia da AM Porto com maior oferta residencial sendo responsável por de 22% dos imóveis em oferta no concelho do Porto, com valores médios na ordem dos 1.500 €/m2. As freguesias com imóveis mais valorizados estão na sua maioria no concelho do Porto. Nevogilde e Foz do Douro são as freguesias com imóveis mais caros, acima dos 2.300 €/m2. No patamar intermédio, acima dos 1.900 €/m2, estão Aldoar e Massarelos, seguidas por Lordelo do Ouro e Ramalde, com valores de 1.770 e 1.662 €/m2, respectivamente.A zona histórica do Porto, constituída pelas freguesias de São Nicolau, Sé e Vitória, colocam-se no ranking com valores médios na casa dos 1.650 €/m2.Matosinhos (freguesia) e Leça da Palmeira também estão entre as freguesias mais caras, com valores que rondam os 1.600 €/m2. Cedofeita consiste na última freguesia a entrar no ranking das dez mais caras, com valores médios já abaixo dos 1.600 €/m2.
in JORNAL DE NEGÓCIOS

GRANDE LEIXÕES


Belo ambiente no Estádio do Mar, onde muitos corações estiveram divididos - o jogo foi também um bom teste ao leixonismo de alguns... Ficou, no final, um sabor agridoce porque evitou-se a derrota mas ficou a sensação de que a vitória teria sido possível. Enfim, lá somamos mais um ponto, estamos a um do líder, com 9 de distância para a linha de água, isto quando se disputaram apenas 15 pontos. Vamos de Mota e parece que ainda não metemos todas as velocidades.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O SR. MÁRIO MAIA

Primeiro presidente da Câmara de Matosinhos após o 25 de Abril, Mário Moreira Maia, ao que me conta, está a escrever um livro. Faz muito bem. O sr. Mário Maia viveu um tempo único e é um dos esteios do poder realmente democrático em Matosinhos, sendo uma referência também do Partido Socialista. Pela parte que me toca, terei com ele uma dívida eterna, pois foi o meu primeiro patrão, tinha eu 16 anos. Na "Gónia", onde de manhã vendia anzóis e de tarde ajudava a rematar os encerados de automóveis. Foi um Verão inesperadamente feliz onde aprendi o valor do trabalho, contando com companheiros afáveis e um patrão que me tolerava pois era amigo, e continua a ser, do meu pai. Um homenzarrão de sorriso fácil e com uma faceta humana incomum. Que terá muito para contar. Cá ficamos todos, pois, à espera da sua história de vida.

O KARTÓDROMO


O director do kartódromo do Cabo do Mundo, em Perafita, diz ter licença para exercer a actividade, rejeitando um parecer da Câmara que hoje será votado e onde é também considerado que o nível de ruído excede limites. "Ainda não fomos notificados nem recebemos nenhuma ordem judicial por parte da Câmara de Matosinhos. Tomamos conhecimento do parecer pelo JN", afirmou, ontem, Filipe Silva, director do kartódromo do Cabo do Mundo. O JN deu a conhecer, anteontem, um parecer dos serviços jurídicos da Câmara - hoje em discussão na reunião pública do Executivo -, que propõe encerrar temporariamente o espaço, com o argumento de "constituir um foco de poluição sonora, em desrespeito pelos limites da lei". Por utro lado, o documento diz que a actividade no kartódromo não está "devidamente licenciada", logo "imbuída de ilegalidade" . Para Filipe Silva, porém, nada disso é correcto. "O kartódromo tem licença e está legal há 29 anos. Está tudo registado. Não entendo a Câmara quando diz que existe ilegalidade na licença. Não vejo necessidade para obras", diz. Quanto aos níveis de ruído e às consequentes queixas de moradores, o proprietário afirma que o kartódromo "cumpre o nível de ruído definido por lei". "As pessoas quando vieram para aqui morar sabiam que existia um kartódromo há muitos anos. A Câmara deveria ter tido algum cuidado em construir as casas para que não ficassem perto deste espaço", diz. Contudo, o proprietário assume que recebe " visitas constantes da GNR", motivadas por queixas de moradores e que até já foi alvo de uma providência cautelar, que proibia os karts a dois tempos. Filipe Silva admite, ainda, que já foi multado. "Foi há dois anos, quando eram utilizados os motores a dois tempos ", explica.
Também no ano passado, um juiz, acompanhado por residentes, esteve nas instalações para discutir o problema do ruído. Do encontro resultou um acordo: o proprietário só poderia utilizar os karts a quatro tempos. " Desde aí não recebemos qualquer notificação", refere o director.
O responsável pelo kartódromo revela que a notícia do encerramento está a prejudicar o funcionamento do espaço, " esta situação está a causar transtorno. Já perdemos clientes, três deles levantaram os karts e saíram da pista porque pensaram que o kartódromo ía fechar".
Paulo Pardalejo frequenta o kartódromo desde que abriu e não acredita que a Câmara o feche. "É um desporto que engloba o maior escalão etário: dos sete aos 50 anos. É impensável fechar esta pista". Segundo este cliente, " talvez haja a necessidade de actualizar o espaço (colocando bandas que nivelem o som), mas a Câmara deve colaborar com os responsáveis."
Manuel Santos, ex-emigrante no Brasil, e os seus filhos são presença assídua na pista de karting. "Discordo do encerramento. A urbanização foi feita depois do kartódromo. Moro perto e nunca tive problemas com o barulho. Eles utilizam a pista no horário em que, em princípio, todos estão acordados", realça. Manuel diz que vai procurar outro kartódromo se o espaço em Perafita fechar. "Os filhos pegaram o vício e não querem parar", acrescenta.

in JN


Um breve comentário: moro perto do Kartódromo e os moradores que conheço não se queixam muito, quando ali chegaram já lá estava o equipamento e habituaram-se à "coisa", sendo que aquele é, comprovadamente, um espaço lúdico muito frequentado ao fim de semana, proporcionando bons momentos aos grupos que lá fazem as suas corridinhas. Eu de vez em quando vou até lá beber uma bejeca e ver os popós a acelerar... Prefiro aquele rrrrrrrrrrrrrr a um qualquer mamarracho que ali possam implantar...em breve.

OS MECOS

Foto O Leixão
A http://www.matosinhos.otos.tv/ é cada vez mais uma ferramenta indispensável para os matosinhenses. Embora seja claramente um meio de comunicação social de oposição ao actual poder autárquico, ela mostra-nos o povo em todo o seu esplendor democrático, como de tal é exemplo a manif na Serpa Pinto a propósito dos mecos. Manif que o presidente da junta transformou numa reunião no interior de um armazém de vinhos. Salta aos olhos que a alteração da sinalização naquela avenida é no mínimo polémica e que foi feita sem qualquer consulta prévia aos moradores e comerciantes daquela importante via de circulação. Uma questão claramente de autismo de quem pode e decide face àqueles que formam e usufruem do espaço público. As imagens editadas dão conta de uma verdadeiro pandemónio - que muitas vezes também se registava na postura anterior de trânsito... - e também da revolta daqueles que pelos vistos só contam na hora do apelo ao voto. O "poder ao pé da porta" deve ser exercido como tal e não com decisões à má fila, pela calada da noite. Não sou eu que vou contestar a qualidade dos nossos técnicos de trânsito mas, caramba, meus senhores, o que fizeram desta vez é uma verdadeira obra de engenharia criativa: uma espécie de rally paper num vaso arterial fundamental. Ainda na Matosinhos TV, imprescindível também ouvir Pedro Baptista, acompanhado por um senhor de cordão cervical e com um fundo de gaivotas em terra, a afirmar que a primeira medida que vai tomar se for eleito presidente do PS Porto é convocar matemáticos no sentido de encontrar um sistema eleitoral perfeito, o que só confirma o que atrás se disse, ou seja, que a matemática eleitoral é uma prioridade dos políticos que temos e não o trânsito, o interesse particular das populações e o pulsar de uma cidade. É pena mas pouco há para fazer a não ser, de quando em vez, exercer o nosso direito à indignação, que era o que estava a fazer o meu primo Miguel naquela concentração na Serpa Pinto onde presumo ter visto, muito caladinha, a líder do PSD local, a dona Clarisse.

domingo, 5 de outubro de 2008

F7 + ESC+ DEL

O Outono corre manso, de luz filtrada e brisas anunciando gelos. Um tempo de certo suspense. Se em breve um cometa atingir o planeta ninguém se importará. A fulminante explosão terá pelo menos o condão de relembrar a nossa breve inexistência.

sábado, 4 de outubro de 2008

O METRO

Esta foi uma semana fértil em notícias e contra-notícias sobre o pequeno metro do grande Porto. Em causa está a expansão da rede. A um ano das autárquicas, os presidentes de câmara em exercício querem "metros", ou até "centímetros", para acrescentar às respectivas campanha. É isso que está em causa e não o modelo de sustentação económica de um equipamento que dá um prejuízo brutal e que é espantosamente lento e pouco eficaz. Não sou um utilizador frequente do metro mas não é preciso muito para se perceber que nada tem a ver com qualquer metropolitano digno desse nome, ou seja, abrangente, rápido e barato. O povo, claro, não tem voto na matéria e só tem de aproveitar o que há. Que é manifestamente pouco, sobretudo se comparado com o folclore recente. Onde Rui Rio mais uma vez aparece na posição de besta negra. O presidente da Câmara do Porto é um não alinhado e pagará com isso até ao fim. Queria o metro a descer a Avenida da Boavista? Pois que espere sentado, ele vai dar a volta pelo Campo Alegre. Pouco importa que, à conta desse projecto anunciado, já se tenham gasto mais de 3 milhões de euros na requalificação da maior avenida do Porto... O nosso presidente da Câmara também estava de acordo com este traçado mas entretanto mudou de ideias. É algo que pode fazer e que se aceita sobretudo para quem está por dentro da própria administração do Porto. Como todos já perceberam, neste país a presidência de uma autarquia não é suficientemente motivadora, faz sempre falta um lugarzito numa administração pública vizinha, no caso, a Metro. Por isso, toda esta discussão a que assistimos é simplesmente patética. Os decisores estão a discutir uma decisão que tomaram em colégio, obviamente com base em estudos que jamais conheceremos. Quando muito teremos um "cheirinho" dos mesmos, tal como acontece com as regalias inerentes à duplicação de cargos na administração pública. Eu sei, eu sei: essa malta só anda de Metro no dia das inaugurações. De borla, claro.

O NIASSA

Este paquete fez durante muitos anos parte do meu imaginário. É normal um miúdo que nasce ao lado do Porto de Leixões ter com os barcos e tudo o que é navegação uma ligação especial. Por mero acaso, um amigo meu, o António Duarte, que reside em Unhais da Serra, ali com vista para o ponto mais alto de Portugal, enviou-me magníficas imagens de antigos paquetes da marinha imperial portuguesa. Entre eles o meu eleito - o Niassa. Porque foi nele que o meu padrinho, o Barocas, já falecido, viajou para Angola, numa viagem que toda a família acabou por fazer quanto mais não seja nas asas da imaginação. É também a memória de um país que não era mais rico mas que muitos garantem que era mais feliz. Pela parte que me toca, confirmo, mas era uma criança ainda e já nessa altura sabia que melhores dias não viriam.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

ELAS ESTÃO DE VOLTA


JPC

Foi visto em Matosinhos, pelas cinco da matina, perigoso cronista de costumes, à caça do gambozino, do rouxinol e da ave de arrivação. Consta que tomou o pequeno almoço no restaurante Estrela do Mar - uma sopa de peixe - e que seguiu caminho pela Rua do Sul. Um guarda-nocturno tresmalhado garantiu que o viu entrar no bar "Macau", onde gastou as últimas munições. Políticos locais continuam fechados nos respectivos bunkers. JPC, o atirador de faca e garfo, afinal o crítico gastronómico mistério da "Sábado", promete voltar a atacar. Muito provavelmente quando tiver de novo apetite, depois do safari que iniciou em Bragança e que terminou algures numa mousse de chocolate.

PS - Agora a sério: são de Matosinhos os dois melhores cronistas nacionais - este moço bem vestido e o Alberto Gonçalves -, o treinador da selecção da Vietname, o melhor jornalista da SIC (Rodrigo Guedes de Carvlho) e também a Ana Brochista, mais conhecida por Ana do Bochecho. Posto isto, o que nos obriga a importar políticos da Trofa ou de Santa Marta de Portuzelo? Só por puro masoquismo pois a Ana daria uma excelente presidente da Câmara das Caninhas Verdes e restantes terras de bouças.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

JOÃO FONSECA

Há leixonenses e leixonenses. João Fonseca é um daqueles que não oferece dúvidas. Hoje, no Estádio do Mar, conversei com ele longamente. O nosso "bebé", hoje com 60 anos, contou com um brilho nos olhos a sua história. O seu início como empregado da secretaria do Leixões, a sua estreia no velhinho campo de Santana, substituindo o grande Rosas, a sua passagem para o Benfica, dando ao Leixões mais de 500 contos, isto em em 1969. O dia em que se meteu no "foguete" e foi sozinho para Lisboa, apanhou um táxi e subiu à sede do Benfica para assinar contrato. A entrada no serviço militar, na Figueira da Foz, onde foi companheiro de armas de Manuel Galrinho Bento, mais tarde titular da baliza benfiquista. A Polícia Militar em Lisboa e a ameaça de ser destacado para Timor, enquanto Jimmy Hagan, um inglês que treinava o Benfica, não entendia por que razão Fonseca perdia tempo com o serviço militar. Voltou ao Leixões por empréstimo e pagou-o do seu bolso numa fase difícil da sua vida, em processo de divórcio, com dois filhos já. Foi viver para o Hotel Porto-Mar mas a pressão subiu e teve de ir para a Foz, para um hotel onde mais tarde o Leixões estagiou. "Íamos de eléctrico, no 1, para o estágio", recordou quem não tinha coragem de sair de casa, tal como os seus colegas, sempre que o Leixões perdia. Fonseca voltou ao Benfica, foi emprestado ao Varzim, foi internacional A pela primeira vez ao lado de Chalana e com o 25 de Abril tornou-se um jogador livre, depois de passar também pelo Ourense, na Galiza. FC Porto e Benfica disputaram-no. Acabou no FC Porto onde foi bicampeão, tal como no Benfica, onde conseguir fazer 20 jogos, apesar de estar na sobra de José Henriques (Zé Gato). No último jogo, nas Antas, na celebração do bicampeonato, pediu para sair perto do fim para permitir que Rui, o seu suplente, fosse campeão. O público portista obrigou-o a dar duas voltas ao estádio como prémio pelo gesto. Acabou a sua carreira já depois dos 40 anos, no Chaves, foi treinador adjunto de vários clubes e hoje é o treinador dos guarda-redes do Leixões. Fonseca foi tudo isto e é também ainda um homem com memória. Não esquece o "pai" António Teixeira, treinador dos "bebés", seu treinador também no Varzim. Nem esquece o meu pai, Joaquim Queirós, um dos dirigentes leixonenses que mais destaca como importante na sua brilhante carreira. Só um clube como o nosso pode ter homens com esta grandeza.

SEXO NA CIDADE

Há alguns dias, entrei num prédio de Matosinhos Sul e, perante alguma hesitação, o porteiro fez o favor de me dizer que as meninas estão no 2.º B esquerdo. Por acaso não era para lá que me dirigia... A cidade está cheia de "massagistas" e podemos ter a sorte, ou o azar, de um dia nos calhar uma ao pé da porta. É todo um mundo aparentemente fascinante a fazer fé nos anúncios dos jornais. Mulheres escaldantes, quarentonas gulosas, gordinhas baixinhas, muito meiguinhas sozinhas, quarentonas meigas de bumbum e peito grandes, cabritas sem pressa, indianas, japonesas, romenas e, para quem não se satisfaz apenas com acrobacias, meninas mulher cultas e gulosas. Os preços variam entre as 25 e as 200 rosas, o que não é muito dinheiro se quisermos ficar a saber finalmente o que é um pingulin grande! É todo um mundo de mulheres sensuais, meigas, simpáticas, sem pressa, jovens, ardentes e experientes - enfim, tudo o que normalmente não temos em casa - e com diversos estatutos sociais: casadas, divorciadas, solteiras, universitárias... Tenho procurado (nos anúncios, claro) mas ainda não vi oferta de virgens. Presumo que foram todas requisitadas por Alá, para receberem os bombistas que entram em ignição na perspectiva de um pingulim imaculado. Melhor só mesmo a dominação oferecida (grátis mesmo) com "disciplina, fétiche e masmorra". Ainda bati no 2.º B esquerdo mas não era lá.

LINHA CONTÍNUA


O presidente da junta de freguesia de Matosinhos está revoltado com o traço contínuo da Avenida de Serpa Pinto. A cidade está, pois, parada. Por muito menos já houve revoluções. A lota continua, perdão, a luta.

PUM PUM!

No próximo dia 9, no centro de congressos, Guilherme Pinto comemora mais um aniversário do seu mandato à frente da nossa autarquia. Mais uma oportunidade para contar espingardas. Faltará saber apenas se algumas das espingardas que irão estar presentes não são de duplo cano...

AIR BALL

O grupo de amigos do jogo do cesto roto, que se reunia uma vez por semana no pavilhão da Bataria, em Leça da Palmeira, foi avisado esta semana que não há mais nada para ninguém. Se o José Rodrigues quiser continuar a fazer triplos tem de ir pregar para uma freguesia que não seja patrocinada pela Matosinhos Sport. Claramente, foi uma falta técnica!

OBRAS EM CURSO


Este porto de águas livres reabre dentro de momentos, depois de bater no fundo.