domingo, 16 de outubro de 2011

Narciso vai voltar




PdL está em condições de anunciar que Narciso vai recandidatar-se à Câmara Municipal de Matosinhos.

Fico à espera de uma marcha de indignados com uma certeza: o dux tem toda a legitimidade para querer regressar ao castelo.

Desta vez vou votar nele pois gosto de sumo de laranja.



sábado, 15 de outubro de 2011

Leça é grande, não precisa de junta

Quando Siza Vieira quis fazer a marginal de Leça à sua maneira, alguns leceiros, sobretudo os imigrados em condomínios de luxo, indignaram-se sob o lema "Leça é da palmeira e não do Siza Vieira". Ao que consta, defendiam a plantação de palmeiras na marginal, quiçá para compensar a liamba que desapareceu com os antigos canaviais (ou será canabiais?).
Tal como PdL antecipou, Leça da Palmeira vai perder a sua junta de freguesia.
Nada se perde.
Uma junta de freguesia é uma perfeita inutilidade. Que me lembre, apenas precisei dela para me lembrarem o número do cartão de eleitor.
Leça da Palmeira tem uma história grande e os leceiros não a esquecem. É o mais importante. Manter esta identidade não depende, obviamente, de qualquer junta de freguesia apenas preocupada na manutenção de um pequeno poder. Compete a cada um de nós, leceiros, manter Leça da Palmeira tal e qual ela é, ou seja, um lugar com história, com identidade, com referências e com futuro.
A junta não era nem nunca foi um facto de fomento, foi sempre um obstáculo à iniciativa pessoal dos leceiros.
Vamos deixar de ter esse obstáculo.

Bendita reforma administrativa!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

SOMOS LEIXÕES


No Facebook, eis um grupo muito interessante:
http://www.facebook.com/#!/groups/somosleixoes/

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Mar Nosso

Matosinhos tem uma iconografia muito associada ao Mar.
Aliás, durante muitos anos os seus naturais sentiam-se orgulhosos quando eram tratados por peixeiros. Hoje, nem por isso...
A comunidade foi-se desligando o mar e o mar deixou de ser a base da economia local. A atividade mercantil do porto comercial e a refinaria depressa superaram o viver tradicional. A decadência da indústria conserveira ajudou à festa...
Mas nem por isso Matosinhos perdeu a sua ligação ao mar, bem traduzida no nome do ainda estádio do Leixões, construído muito graças ao empenho dos nossos pescadores.
Temos ainda o Mar Shopping, animando o pólo comercial de Leça da Palmeira, uma rotunda-onda ainda na mesma localidade e uma Anémona que simboliza os perigos do mar implantada quase no jardim de Narciso Miranda.
O mar não "deslarga" Matosinhos. Ainda bem. Há sempre a esperança de que uma tempestade perfeita vinda do mar varra a porcaria que empesta a nossa terra.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Pimbalhada fora do ar



Lá se foi a Rádio Clube de Matosinhos.
Na minha modesta opinião, nada se perdeu.
Mas há quem entenda o contrário e já esteja com saudades da pimbalhada que o dinheiro dos nossos impostos também patrocinou durante alguns anos.

SIC em Matosinhos



A SIC, ou melhor, o Grupo Impresa instalou-se em Matosinhos. Não sei nem quero saber quanto custaram as novas instalações. Sei que houve um empenhamento grande da nossa autarquia para trazer a Imprensa/Norte para Matosinhos. Matosinhos só tem a ganhar com isso e ponto final.

As freguesias de Matosinhos

O tema parece escaldar mas ninguém fala num novo mapa das freguesias matosinhenses.
A procura excede sempre a oferta deste tipo de lugares e compreendo o embaraço.
Mas a verdade é que Matosinhos podia e devia tomar a iniciativa de partir para uma reorganização paroquial.
Lavra e Perafita, por exemplo, são duas freguesias que nada perdiam em unirem-se.
Bem assim como Santa Cruz e Guifões.
Ou Leça do Balio e Custódias.
E até Matosinhos e Leça da Palmeira, até porque ambas integram a mesma cidade.

Mas ninguém vai querer sequer aflorar este assunto. O jogo das cadeiras ia ficar muito mais difícil e os poderes dos presidentes da junta reforçados. Nem uma coisa nem outra interessam a quem faz da política local a sua carreira.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Boa Nova não é do Siza, é de todos nós




Muitos antes de Siza Vieira se ter apropriado da Boa Nova já este sítio era de todos nós. Como continua felizmente a ser, apesar de quem decide pouco se importar com o que os leceiros em particular e os matosinhenses em geral pensam sobre o assunto.


A Boa Nova já foi um sítio muito mais bonito - como dá para ver - mas a vida é um processo de mudança e só um parvalhão pretenderá que tudo continue tal e qual. A Boa Nova mudou. Já não tem lá o velho farol - resta a base de sustentação - mas a capelinha e os penhascos ali permanecem, lembrando-nos os anacoretas que ali viveram há meio milénio. A Boa Nova também tem a Casa de Chá e ainda bem, sendo apenas pena que a mesma não tenha sido objecto já de um restauro (presumo que o último foi realizado ainda no tempo do dux).


A Boa Nova melhorou também, e muito, com a ligação pela borda praia entre este sítio e o Cabo do Mundo. Só se estranha que tenha demorado tanto tempo até os nossos políticos descobrirem que todo o dinheiro gasto ali não seria debalde, sendo apenas serviço público.


Mas a Boa Nova não tem tudo o que queremos. Não basta fazer passeios e estrada, passadiços e restaurantes. A Boa Nova merecia que a sua memória, e as dos faróis, também pudesse ser conhecido por quem lá vai. Não seria preciso muito. Um simples painel bastaria.




Entretanto, caso estejam interessados aqui vos deixo um link para um trabalho meu sobre este lugar especial e aberto, que muitos de nós gostam de frequentar não apenas para dar quecas mas também para meditar (a ordem é arbitrária).






quarta-feira, 5 de outubro de 2011

BARRA DE NOVO ABERTA




Após um longo interregno, e a pedido de várias famílias, vamos voltar a abrir a barra. O vento começa a ficar de feição para umas tantas caldeiradas.

quinta-feira, 17 de março de 2011

EU ESTIVE LÁ...

EU ESTIVE LÁ, - Fui dar o meu grito de protesto de revolta.
“A LUTA CONTINUA, QUANDO O POVO VEM PARA RUA”
Não com saudades das minhas lutas do meu passado mas porque o presente está a ferir demais.
Foram milhares e milhares na cidade do Porto e por todo o Pais, múltiplas gerações numa reivindicação unânime por uma sociedade mais justa sem exploradores, nem explorados POR UM PORTUGAL MELHOR.
EU ESTIVE LÁ, participei numa das maiores manifestações efectuadas no Porto, encontrei vários Amigos, Camaradas Companheiros, conversei com muitos jovens e com idosos, todos estávamos no mesmo diapasão, porque todas as gerações estão à rasca dos vários quadrantes políticos e religiosos.
EU ESTIVE LÁ e vou continuar a estar presente, para demonstrar aos novos “TALIBANS Portugueses” do poder, da finança e da europança. Que o Povo vai continuar a lutar na rua, porque a vida não é apenas sobrevivência, e sim existir, mas sem carências, com entusiasmo, amor, felicidade e ser solidário. Viver SÓ POR VIVER…NÃO VALE A PENA!
Temos de lutar contra os abusos do poder, temos de exigir rigorosos padrões éticos e de cidadania.
Vamos continuar a lutar correndo o pano e mudar a cena, buscando uma melhor realidade, quebrar o passado e começar tudo do zero.
EU ESTIVE LÁ, com todas as gerações presentes, de todos os que sobrevivem no dia-a-dia, pois nunca pertenci, nem pertencerei àqueles que têm lugares cativos, nas administrações, nos gabinetes do Poder Local e Central e nunca me aproveitei dos meandros da política.
Estas grandes manifestações têm de continuar, contra a epidemia destes senhores governantes, o desemprego, a miséria, a degradação social e cultural, já há muito que são os presentes destes pseudo-socialistas e sociais-democratas.
Todas estas facturas que nos estão sendo apresentadas, sendo sempre negativas, são facturas contra o desenvolvimento errado e prejudicial ao Povo cujas consequências obviamente que são danosas para os mais desfavorecidos urgente que todos nós, todas as gerações e nos consciencializemos, que sós não vamos a lado nenhum, è necessário e urgente aproveitar estes descontentamento
EU ESTIVE LÁ, e um dos meus filhos também, irei continuar a lutar para que os dois meus filhos não sejam mais explorados e não permitir que lhes roubem o seu direito ao futuro.
PROCURÁ-LOS NA LUTA NÃO É PRECISO
POIS ESTAREI SEMPRE AO VOSSO LADO,
NESTA OPORTUNIDADE TRIUNFANTE
DE LUTAR AO LADO DOS MEUS FILHOS.
Jorge Carvalho

domingo, 13 de março de 2011

IMPARÁVEL


Depois de dez anos e meio no Vietname, o nosso conterrâneo Henrique Calisto estreou-se hoje no comando do Muangthong United, de Banquecoque, com uma vitória por 2-0 sobre o rival da capital tailandesa.
Pode acompanhar mais de perto esta nova aventura do antigo presidente da junte de freguesia de Matosinhos aqui:

quinta-feira, 3 de março de 2011

"MANIF"

Adeptos do Leixões e do Leça manifestaram-se junto da sede do PSD, manifestando-se contra a teimosia do líder concelhio dos laranjas, o inefável Pedro Vinha da Costa, que continua a opor-se à municipalização dos estádios do Mar e do Leça.
Não me parece que PVC vá mudar de ideias mas acredito que os laranjas de Matosinhos terão o bom senso de mudar de líder.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Vaga de fundo

MANUEL SEABRA

Sem querer estar a fazer apostas, creio que daqui a seis anos e meio este homem vai ser de novo presidente da câmara de Matosinhos. Já o foi, quando Narciso trocou o título de dux de Bouças pelo de secretário de Estado dos portos, e tudo indica que a Matosinhos voltará quando Guilherme Pinto não puder candidatar-se. É certo que há outros candidatos que ainda vão jogar os seus trunfos mas sinceramente não estou a ver nem António Parada nem Luísa Salgueiro com andamento para este Manel que já chegou à 1.ª fila da bancada do PS na Assembleia da República. A lota continua.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

AUGUSTO GOMES

Encerrou-se hoje, na "cottage" da Casa de Santiago, o ciclo que assinalou o 100.º aniversário de Augusto Gomes. Sala cheia e boa conversa. Joel Cleto fez as honras da casa - mordomo que se preza é mesmo assim! -, Fernando Rocha informou-nos que foi no seu mandato que mais obras de AG foram compradas pela câmara (parabéns!) e aproveitou para nos informar também que o Quarteto de Cordas e a Orquestra de Jazz de Matosinhos foram seleccionados pelo Ministério da Cultura para um programa de apoio e incentivo (parabéns outra vez!), Manuel Dias da Fonseca deu à sessão o tom poético e emotivo, Alfredo Barros recuperou boas memórias do artista que vivia no seu prédio e António Cunha e Silva disse tudo quando falou de génios e de simples mortais.
Gostei bastante.
Como diz Fernando Rocha, a cultura é sempre investimento.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

PISCINA DAS MARÉS


Uma piscina tal como o nome indica, como fica demonstrado neste magnífico trabalho de Francisco Teixeira (Nito)
CLICA NA IMAGEM PARA VER MELHOR

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

JOSÉ MODESTO VOLTA AO ATAQUE NA AM


PERMITAM-ME QUE AS MINHAS PRIMEIRAS PALAVRAS DE HOJE VÃO DIRECTAMENTE PARA O NOSSO EX.COMPANHEIRO DR.NELSON CARDOSO, VEREADOR DESTE EMICICLO:

EMBORA A MINHA PRESENÇA AQUI SEJA MERAMENTE A DE UM ELEMENTOS DO PÚBLICO, UM SIMLES CIDADÃO, ESTOU CERTO QUE O SEU TRABALHO NESTA CÂMARA FOI SEM DUVIDA RECONHECIDO, E TODOS NÓS DEVEMOS ESTAR ORGULHOSOS DO SEU TRABALHO DA SUA COOPERAÇÃO EM PRÓL DE UMA CIDADE, A CIDADE DE MATOSINHOS.
OBRIGADO DR.NELSON CARDOSO.


HOJE, DOU POR TERMINADO UM TEMA QUE FICOU SEM RESPOSTA: SALVO O PEQUENO ALERTA (PARA O QUAL DESDE JÁ AGRADEÇO DO SR.PRESIDENTE DESTA MESMA ASSEMBLEIA) “AS SENHAS DE PRESENÇA”, DIZER-VOS APENAS QUE FICOU PATENTE QUE MUITOS DOS NOSSOS REPRESENTANTES AQUI NESTE EMICICLO, PRECISAM EFECTIVAMENTE DO MONTANTE DAS REFERIDAS SENHAS... (RELEMBRO QUE O REPTO FOI SÓ E SÓ DURANTE O MÊS DE DEZEMBRO...NAS DUAS ASSEMBLEIAS QUE JÁ SE EFECTUARAM)…AINDA ASSIM V.EXª.S PURA-E-SIMPLESMENTE IGONORAM ESTE MEU REPTO.
FELIZMENTE RECEBI DEZENAS E DEZENAS DE E-MAILS AGRADECENDO SOBRE ESTE REPTO.


EM TODO CASO QUERIA DIZER-VOS QUE, E DE ACORDO COM INFORMAÇÃO QUE RECEBI, EXISTE UMA FORÇA POLITICA NESTE EMICICLO QUE ABDICA DESSA VERBA A FAVOR DE UMA INSTITUIÇÃO CIVICA NO NOSSO CONCELHO...O NOSSO OBRIGADO.



HOJE FALAREI DE ALGUMAS ACÇÕES QUE ME PARECEM IMPORTANTES E QUE FORAM REALIZADAS E IMPLANTADAS EM MATOSINHOS.


1º. A REVOLUÇÃO QUE ESTÁ A DECORRER EM TODO PARQUE ESCOLAR EM MATOSINHOS…NINGUÉM FICA INDIFERENTE.
“ A EDUCAÇÃO É UM PROCESSO SOCIAL, É DESENVOLVIMENTO.
NÃO É A PREPARAÇÃO PARA A VIDA…É A PRÓPRIA VIDA…
PARABÉNS AO SEU VEREADOR.


2º. A SOLUÇÃO ENCONTRADA SOBRE A ESTILHA DEPOSITADA NO PORTO DE LEIXÕES...DIZER A ALGUNS ELEMENTOS DA OPOSIÇÃO QUE NÃO BASTA CARREGAR NO BOTÃO E JÁ ESTÁ.
SEMPRE O DISSE (E V.EXªS. RECORDAR-SE-ÃO)” DEVEMO-NOS CONCENTRAR MAIS NA SOLUÇÃO E MENOS DO PROBLEMA).
CONTRA FACTOS…NÃO EXISTEM ARGUMENTOS.


A NIVÉL DAS JUNTAS DE FREGUESIA SALIENTO ALGUMAS ACÇÕES BASTANTE POSITIVAS, E DESDE JÁ AS MINHAS DESCULPAS POR NÃO ENUMERAR TODAS AS FREGUESIAS, FALAREI SOMENTE DAS QUE CONHEÇO E QUE ME SÃO MAIS PRÓXIMAS:

LEÇA DA PALMEIRA “UMA PEGADA ECOLÓGICA E SOCIAL” O CHAMADO ROUPÃO…O NOME DIZ TUDO.

“VENHA APRENDER A EDUCAR” UM PROJECTO ENTRE A UNIDADE DE CUIDADOS CONTINUADOS E A ESCOLA EB 2-3 DE LEÇA DA PALMEIRA …DIREI SIMPLESMENTE “O SABER NÃO OCUPA ESPAÇO”.



EM MATOSINHOS
“VENHA APRENDER INGLÊS”
QUEM NÃO LEU: “ENTÃO GOODBYE, QUE EU GOOD FICO”
A PROVA DE QUE O NOSSO PODER IMAGINATIVO NUNCA SE ESGOTA.

CAROS REPRESENTANTES, DIR-ME-ÃO O SEGUINTE:
MAS ISTO HOJE É TUDO ELOGIOS…NÃO É NÃO E TERMINAREI SR. PRESIDENTE COM OS MEUS JÁ HABITUAIS ALERTAS PARA OS QUAIS ESPERO RESPOSTA DO SR.PRESIDENTE


NA MARGINAL DE LEÇA DA PALMEIRA PARA QUANDO A INSTAÇAÃO DAS FAMOSAS PARAGENS DE AUTOCARRO.


SERÁ QUE OS NOSSOS SURFISTAS QUANDO SE DESLOCAM Á NOSSA MARGINAL DE LEÇA DA PALMEIRA VÃO CONTINUAR A TER FORTES CONSTIPAÇÕES, PORQUE NÃO EXISTE UM VESTIÁRIO CAPAZ DE OS RECEBER?


DADA A APROXIMIDADE DA ZONA BALNEAR
DADA A APROXIMIDADE DO NOVO E MODERNO TERMINAL DE CRUZEIROS, NÃO ACHA DEFINITIVAMENTE QUE OS TERRENOS DA EX-ALGARVE EXPORTADORA DARIAM UMA ÓPTIMA ZONA DE LAZER PARA OS MATOSINHENSES E OS SEUS TURISTAS?

4º E ÚLTIMO PONTO, E ESTE É SEM DÚVIDA IMPORTANTE.
VOLTO A INSISTIR SR.PRESIDENTE, DA RECONVERÇÃO DA ARTÉRIA: HERÓIS DE FRANÇA.
ELA A CONTINUAR ASSIM VAI SER O PATINHO FEIO DA NOSSA CIDADE.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

COISAS TRISTES

O corte da estrada marginal junto ao kartódromo do Cabo do Mundo é um escândalo, sobretudo depois de uma excursão de autarcas e jornalistas ali se ter deslocado, há duas semanas, garantindo que as máquinas iam entrar em acção. Não entraram. A gincana continua.

AI QUE SAUDADES, AI, AI...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

UM VALIOSO CONTRIBUTO DE JORGE REIS

Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal.

Dizia-lhe eu à boa maneira do "coitadinho" português:

Sabes, nós os portugueses, somos pobres ...

Esta foi a sua resposta:

Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu?

Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA?

Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.

Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda impostos municipais.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.*
*E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.

Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre o ordenados e ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais menos os vossos 2.080 €uros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da electricidade. Aí pagam segurança privada no Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.

Vocês enviam os filhos para colégios privados, financiados pelo estado (nós) enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.


Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.

Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos..........

RESPOSTA DE JORGE "PISCO"

Não me importa quem é você, só sei que “António Teixeira” é um imbecil, os anónimos são gente estúpida, cobardes, gente sem carácter.
Este anónimo “António Teixeira”, já por várias vezes, em outros blogues CP, e PL, cita o “Pisco” referindo-se à minha pessoa pela alcunha e uma pessoa ao dirigir-se a outra pessoa rotulando-a, é gente de baixo calibre. Apenas pretendo e gostaria de lhe dizer, tendo em conta que não costumo nem ler, nem responder aos cobardes anónimos, esta é a minha segunda resposta ao “clandestino António Teixeira”, só escrevo estas palavras preambulares e que jaz velada, pois apetecia-me responder-lhe de outra forma mais fervente.
Não queria tanto discorrer sobre anónimos ou a nomes forjados, apesar de mais uma vez, este anónimo A.T. cita a minha alcunha como sou conhecido “Pisco” no seu comentário sobre o artigo “A NOSSA BIBLIOTECA”.Discordo do seu comentário e o mesmo não corresponde à verdade, salientando que o artigo de EUGÉNIO QUEIRÓS, frequentador assíduo da Biblioteca, está muito bem escrito, valorizando aquele espaço em Matosinhos, importante para o desenvolvimento intelectual de cada um de nós (nem todos o merecem!).
Os factores negativos que aponta são falsos, dado que actualmente os responsáveis da Biblioteca, têm-se esforçado a melhorar aquele espaço cultural para melhor servir os utentes. Factos que o anónimo A.T. não conhece, como: as obras literárias existentes na Biblioteca, as iniciativas para crianças, como a hora do conto em todos os primeiros sábados de cada mês como as iniciativas para adultos e jovens o “LEV” a “FESTA DA POESIA” e os lançamentos de livros, conferências, etc., etc.
Daquilo que tive oportunidade de ver e assistir, os actuais responsáveis da Biblioteca, pelo seu conhecimento e experiência têm-se envolvido em aplicar o seu melhor com rigorosos métodos para servir melhor a cultura e os seus frequentadores dando a estes melhores condições.
Quanto à minha saída da biblioteca, nada tem a ver com o ridículo comentário, a minha saída já estava há muito anunciada
, fui colocado num lugar onde naturalmente os responsáveis acharam que podia ser muito mais útil, nestas minhas novas funções.
No que se refere ao CCDPMM, continuo a manter a minha posição de falar do CCDPMM no lugar próprio, mas pelos vistos, temos um anónimo atento, será funcionário da CMM?! Se o é, então intervenha nas assembleias.
Vamos ficar por aqui, gastar cera, com anónimos, é badalar com estúpidos. Não se preocupem com o “PISCO”, ou melhor dizendo, desista de falar do JORGE CARVALHO, este não fica afectado, já resistiu a muito.
Anónimo A.T. as minhas piores horas são aquelas que o meu estômago dá!
Deixe-me desempenhar as minhas funções com responsabilidade neste meu novo posto «CÚBICULO DE PORTARIA, onde há mais filosofia do que em todos os tratados do Mundo» e receber, como tem acontecido, a simpatia de todos, mas de todos, os meus colegas que lá trabalham, bem como pelos outros locais por onde tenho passado.
Os meus cumprimentos
Jorge Carvalho

sábado, 5 de fevereiro de 2011

REGIONALIZAÇÃO

A convite do meu amigo Carlos Alberto estive sexta-feira à noite na junta de freguesia de Matosinhos para assistir a um debate sob o mote "Regionalizar para quê?". Infelizmente só pude assistir à primeira intervenção dos três oradores convidados: José Luís Carneiro, presidente da Câmara de Baião, Guilherme Pinto, que dispensa apresentações, e Rio Fernandes, professor universitário. O debate foi organizado pelo clube "Pensar e Agir Local", mais conhecido pelo acrónimo PAL, um grupo que resultou, pelo que fiquei a saber, do movimento da candidatura de José Luís Carneiro à distrital do PS do Porto, que acabou por perder, embora sem levar goleada. Comecei por estranhar que os três convidados estivessem todos a favor da regionalização mas pelo que soube depois muitos dos presentes, que encheram o auditório, não estavam. Como todos sabemos, a regionalização já foi referendada pelos portugueses e foi chumbada por um total superior a 60%. Mas continua a ser o que podemos chamar uma questão de fundo que o PS, sobretudo, de vez em quando pretende trazer à superfície. Ouvi atentamente os argumentos dos seus defensores e gostei sobretudo da prudência de Guilherme Pinto, que entende que o lançamento de um novo referendo talvez seja prematuro. O nosso presidente da câmara, usando o seu timbre impressionista e grave, nunca se engasga quando fala e mais uma vez marcou pontos, descontando obviamente o seu fanático optimismo em relação ao programa do actual governo e às virtudes da aposta nas renováveis e nas novas tecnologias... Mas, pronto, quem anda na política é como quem vai à igreja: tem de haver fé!
Não penso que a regionalização seja propriamente uma prioridade nacional. Como foi dito no debate, Portugal é um país sem regiões geográficas, ao contrário, por exemplo, de Espanha e a regionalização que devia fazer já está feita nas ilhas. Eu se fosse presidente da câmara iria achar sempre que me estavam a passar um atestado de incompetência quando se falasse na necessidade de dotar determinadas "regiões" de um governo. A regionalização que reconheço é a que foi feita por Passos Manuel, com os concelhos e as freguesias. Como todos sabemos excessiva. Mas quase impossível de mudar devido aos pequenos regionalismos: a tendência não é para reduzir o número de concelhos mas sim para aumentar. Guilherme Pinto pode defender o contrário mas acredito que só o fará num ambiente inócuo, como, por exemplo, num debate deste tipo. Nenhum partido político ousará ter por bandeira o ideal de apagar do mapa municípios. Como não o conseguem, querem alguns dos partidos governos regionais, embora ainda ninguém saiba como pretende "dividir" o país e muitos percebam os perigos de uma tal coisa, terreno fértil para o germinar de bairrismos estúpidos e sem qualquer sentido. Estar a falar hoje da regionalização é, no meu modesto ponto de vista, o mesmo que alguém que está perdido no deserto pedir um copo de vinho em vez de uma garrafa de água. Mas enfim. Quando há ideias em cima da mesa, como foi o caso, podemos perdoar mesmo aquilo que nos parece uma idiotice.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

sábado, 29 de janeiro de 2011

A NOSSA BIBLIOTECA

Sou um utente da Biblioteca Pública Municipal de Matosinhos, agora baptizada com o nome de Florbela Espanca, cuja última morada permanece ignorada no miolo urbano da cidade, ali ao lado da "Farmácia Campos".
Sou ainda do tempo da antiga biblioteca na Brito Capelo e ainda me lembro do grande livro que tínhamos de assinar antes de qualquer consulta e dos velhos ficheiros.

Muito mudou desde então.

A "nova" biblioteca é, provavelmente, o melhor investimento feito pela autarquia desde o 25 de Abril. Basta entrar lá para verificar o que ficou escrito. Sempre com muito movimento no espaço de leitura de jornais (e não só), com um excelente espaço infanto/juvenil e um acervo que não sendo do outro mundo já ultrapassou os "serviços mínimos" que se conhecem noutros espaços idênticos.

Gosto de passar parte das minhas folgas na nossa biblioteca, até já lá criei um pequeno "ninho" onde me embrenho em leituras, e costumo trazer para casa alguns livros, embora sempre a ponderar se vou ter tempo para os ler pois os prazos são curtos para quem tem uma vida por vezes muito ocupada.

Já aqui o disse mas repito. Esta biblioteca, que presta um serviço público tão importante, nunca devia fechar, devia funcionar 24 horas por dia. E, obviamente, cada vez mais justifica um ESFORÇO SÉRIO no sentido de dotá-la com mais livros e mais documentos, não se permitindo que o crescimento do seu acervo se produza por inércia.

O que está feito e o que a biblioteca já faz pelos matosinhenses justifica plenamente, mesmo em tempo de crise, um investimento sério da autarquia. Mais a mais, não é todos os dias que o investimento de dinheiro público gera projectos de excelência. O dinheiro não abunda mas pelo menos que seja gasto nos projectos que funcionam e que acrescentam valor. Como é, manifestamente, o caso.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

CRUZEIROS


Admito que seja discutível o potencial dos cruzeiros que atracam em Leixões mas o que tenho visto faz-me meditar. Hoje, por exemplo, cerca das 10 horas, vi sair do cais Norte uma série de velhinhos a caminho da ponte móvel e, suponho, de uma pequena jornada de compras em Matosinhos. Quando voltei, 30 minutos depois, encontrei alguns desses velhinhos já perto da praia de Matosinhos, na zona da Anénoma, o que me pôs a pensar sobre a minha má forma e a capacidade dos sexagenários para galgar quilómetros. Com o novo terminal de cruzeiros, acredito, no lado Sul, será possível Matosinhos, que tem uma oferta incomensuravelmente superior a Leça da Palmeira, aproveitar ainda mais estas curtas incursões dos turistas do Norte da Europa, que hoje vi partir, já à saída da barra, pelas 15 horas, depois de um inevitável almoço a bordo pois, como todos sabemos, nestes esquemas funciona o "tudo incluído". Não sobra muito para a receita local mas o pouco que sobra deve ser aproveitado ao máximo. O José Modesto sabe do que estou a falar.

sábado, 15 de janeiro de 2011

TINTO NO BRANCO

Numa viagem peloa facebook deparei-me com uma imagem do nosso presidente da câmara na campanha do candidato Alegre. Há imagens subliminares, outras não, e já estou a ver aqueles que tratam GP por GT a salivarem de satisfação. É o país que temos. O mesmo país que goza com o crime hediondo que aconteceu no Hotel Intercontinental de NY, atirando para a net e espalhando nos cafés as piadas mais ignóbeis. Já vi mesmo algumas pessoas a exibirem alegremente saca-rolhas. A outro nível, os que tratam GP por GT fartam-se de insinuar que o PC da Bouças gosta de tinto e de branco e que perde muitas vezes a lucidez. Quando não se tem mais nada, vale tudo para atingir o inimigo. Não vou pôr em causa de GP gosta ou não de tinto, é algo que não me interessa minimamente, apenas me interessa que seja um bom autarca, como parece que é. Para além de saber português, GP tem revelado um estilo próprio de governação e tem sabido tocar áreas sensíveis. É uma pessoa empenhada, interessada e com muito energia. Como todos sabem, inclusivé o que hoje são seus inimigos, não ando aqui a tentar ajudar a rapar o tacho, apenas ando aqui para deixar as minhas impressões. Os frequentadores deste espaço fazem o favor de passar por aqui. Só tenho pena de não lhes poder disponibilizar a garrafeira que completa esta imagem.

Saúde! E, já agora, bom 2011.

BENZENO = VENENO



Há uma “relação directa" entre o funcionamento da refinaria e as concentrações” de benzeno na envolvente da Petrogal de Leça da Palmeira, revelam análises levadas a cabo pela refinaria.

Até à data, foram realizadas 5 das 13 campanhas de monitorização, informou esta segunda-feira a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), que alerta para os riscos para a saúde pública e ambiente. O benzeno é altamente cancerígeno.

“Da análise da informação disponível, obtida a partir das campanhas realizadas até 30 de Julho, verifica-se que 10 dos 57 pontos de amostragem apresentaram teores médios de benzeno acima do valor limite legislado“, refere a CCDR-N em comunicado.

“Não foi detectada uma influência significativa das principais vias rodoviárias sobre os teores de benzeno monitorizados, assim como de outras fontes industriais existentes na envolvente”, diz a CCDR-N, que lembra que a avaliação definitiva da situação só acontecerá no segundo trimestre de 2011, altura em que a monitorização estará concluída.

Estes são os primeiros resultados da monitorização a que a Petrogal foi obrigada e que está a fazer desde 27 de Abril.

Estudos anteriores “indiciaram níveis [de benzeno] elevados e crónicos e, portanto, uma situação passível de constituir um problema ambiental e de saúde pública”, mas a metodologia usada nas análises não permitia demonstrar que as emissões ultrapassavam o valor limite anual.

Esses dados levaram à implementação de medidas de melhoria e já estão anunciadas novas medidas para 2011. Porém, lembra a CCDR-N, “só após o conhecimento dos resultados completos e definitivos da campanha de monitorização em curso (…) se poderá concluir pela adequação e suficiência destas medidas de mitigação de emissões difusas de benzeno”.

dos jornais
Estranhamente, ou talvez não, esta notícia que veio a lume (!) no final do ano, entre duas festas, não mereceu qualquer comentário dos responsáveis de Bouças. Não interessa, de facto, mexer no balde da merda. Há muito tempo que sabíamos que a refinaria não está protegida por uma redoma e que os seus gases atingem sobretudo as populações de Leça da Palmeira e de Perafita. Mas também sabemos que a Petrogal "controla" muita coisa e que até se pode orgulhar de ter fotografias dos políticos da terra devidamente equipados e a abençoar a "qualidade ambiental" da mesma. O que é terrível é o regabofe continuar. Talvez um dia apareça por aí um sindicato de advogados a escrutinar os malefícios directos da refinaria na população mas aí já estará o leite derramado. E o benzeno, obviamente.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

GUILHERME PINTO NA LINHA DA FRENTE



Com sapatinhos de lã, Guilherme Pinto começa a alcandorar-se à primeira linha do PS. Já é "paineleiro" num programa da RTP-N e vai aparecendo nos noticiários com alguma frequência. O PS volta por isso a abastecer-se em Matosinhos com munições a sério para o combate nacional.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

MURO DA VERGONHA


A APDL vai gastar 400 mil euros - o que não se faria com este dinheiro, por exemplo, em termos de valorização do nosso património? - numa barreira de contentores para esconder a estilha que tem de ficar estacionada dias a fio em Leixões porque o engenheiro Belmiro não tem armazéns para a mesma. Os moradores de Cartelas Vieira ficam assim satisfeitos e Matosinhos ganha o seu muro da vergonha. Mas felizmente, como sublinhou o presidente do Porto de Leixões, os artistas plásticos de Matosinhos vão ganhar também um espaço para exprimirem a sua criatividade.
Teme-se o pior.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

PEDRO SOUSA SEMPRE A SOMAR



A Junta de Leça da Palmeira estabeleceu um Protocolo de Cooperação com a empresa Wipitex, a fim de serem instalados cinco "Roupões" na Freguesia.

Trata-se de uma medida ecológica e social, na medida em que as roupas colocadas nestes contentores serão redistribuídas pelos carenciados ou recicladas para posterior utilização.

Neste momento, temos "Roupões" nas seguintes artérias: Avª Dr. Fernando Aroso ( junto à Rotunda da Galp), Rua dos Dois Amigos ( junto à Escola de Ballet de Leça da Palmeira), Avª da Liberdade ( junto ao Edifício do Paço da Boa Nova), Cohaemato ( junto à Praceta Engº Fernando Pinto de Oliveira) e Avª Combatentes da Grande Guerra ( frente aos Correios).

Deixamos algumas regras para boa prestação deste serviço. Os cidadãos devem:


Colocar a roupa ou calçado sempre em sacos de plástico fechados; Não colocar sacos de grande volume porque ficarão retidos na boca do contentor;
Quando colocar o saco fechado na boca do contentor, devem girar a roldana para que este caia dentro do roupão;
Não deixar o saco junto ao contentor, pois facilmente será espalhada pela via pública, impossibilitando a sua recuperação.

domingo, 9 de janeiro de 2011

S. CLEMENTE DAS PENHAS (Boa Nova)*



O sítio da Boa Nova faz parte do imaginário não apenas da população de Leça da Palmeira. É uma das muitas “finisterras” que se assinalam na costa norte atlântica da Península Ibérica que sobrevive sempre reinventando-se. Sítio “mágico”, especial, o destes penedos acantonados sobre um mar em visão de 180 graus. É o mar sobretudo que ali importa, não tanto a terra suavemente ondeante que ali começa ou acaba em praias rochosas e de pouca areia fina.
“Boa Nova” é um nome moderno que sucedeu ao de S. Clemente das Penhas, sendo
tudo o que se retém na memória colectiva. Mas para trás estarão certamente outros nomes, outros sinais, outros propósitos e diferentes discursos. Mas não ousemos avançar por esse caminho porque “um enunciado é sempre um acontecimento que nem a língua nem o sentido podem esgotar por inteiro” (1).
Na Boa Nova do hoje que já é ontem persiste uma certa maravilha que resulta do espaço natural e aberto, selvagem quase, e também de três referências que podemos de certa forma sublimar: a Casa de Chá imaginada nos anos 50 do século XX por Siza Vieira, a capela que simboliza o velho eremitério de frades menores que ali viveram na transição do século XIV para o XV e os versos de António Nobre cravados num rochedo entre os dois edifícios:

Na Praia lá da Boa Nova, um dia
Edifiquei (foi esse o grande mal)
Alto castelo, o que é a fantasia
Todo de lápis-lazúli e coral!

É certo que entender o “maravilhoso” remete-nos para o reconhecimento adequado do próprio termo (2), embora o poeta de “Só” nesta simples quadra diga muito sobre o “espírito” do lugar, ele que, à sua maneira, viveu nele a experiência que hoje alguns arqueólogos chamam “dwelling”. A forma como o poeta leu, absorveu e reescreveu o lugar importa muito. É uma espécie de documento histórico, onde se reproduz a transcendência de um lugar que nas páginas seguintes também precisa de ser “estoriado” pois o património não pode ser apenas objecto de uma leitura técnica. Tanto mais que, está visto, o homem é capaz de edificá-lo apenas com palavras (será esse o grande mal?)

Partindo do princípio que a realidade humana “é evanescente por definição e a sua observação e explicação também” (3) – e aqui já estamos a somar uma proposição a uma conclusão –, sente-se ainda hoje nos penhascos da Boa Nova o impulso de parar o relógio. Como aconteceu quando, em 1992, por ocasião do 600.º aniversário da instalação dos franciscanos no local, se passou para a pedra um “frame” dessa realidade humana perdida e que ainda assim somos tentados a querer observar. No que não foi mais que um momento de adição patrimonial num sítio que também se reinventa quando é recordado.
Esta pedra epigrafada que hoje passa despercebida entre os “chorões” apenas evoca. Ao contrário da lápide com os versos de Nobre, que provocam. Mas tanto a efeméride como a poesia se inspiram, embora em planos distintos, no tal breve momento de 83 anos que deixou poucas sobrevivências materiais mas grandes valências culturais.
“Desde 1392 que existia, na solidão inóspita dos areais da Boa Nova, apartado do convívio terreno para de todo se entregarem aos louvores e culto de Deus, um mosteiro dos Frades Menores da Observância, chamado S. Clemente das Penhas” (4).

Atente-se que o próprio historiador, ainda imbuído de resquícios românticos, se deixa “contaminar” pela poesia de um lugar ainda hoje considerado ideal para os jovens casais de namorados, numa reclusão apartada também voluntária do mundo, tal como a dos frades da Baixa Idade Média, mas numa modalidade de amor bem mais telúrica.
“Meditei nos frades, no convento, no refúgio dos desamparados do mundo, nas lápides profanadas que mãos ímpias arrancaram de sobre as cinzas de muitos corações, extintos com o segredo de sublimes torturas. Meditei, e maldisse a civilização (…). A minha angústia era ainda imensa, por que eu não podia dispensar-me de Deus, e dos homens, que apontavam o caminho de melhor mundo (5).”
Camilo Castelo Branco, no terceiro quartel século XIX, também por aqui e também aqui se deixou impressionar por um sítio então ainda mais retirado do Mundo e da civilização. Espaço sem tempo para quem não tem tempo, de sons uterinos, mar e vento, vento e mar, sal e sol, sol e sal. A música do silêncio.
Não se faça esperar mais a entrada do protagonista. Não é o Património. Mas apenas aquele que o provoca. Antes e depois, num “durante” aparentemente interminável, de memórias reinventadas, de vivências partilhadas, de histórias sem escrita, de escrita com estórias. Num processo, tal como W. Benjamin referiu, de permanente “reaurização”.
O convento franciscano de S. Clemente das Penhas, por seu lado, nunca ousou ser mais que o lugar. Por isso as palavras “conventinho” e “modesto” são repetidas por muitos autores que a ele se referiram. Modesto e minimal, sim, mas nem por isso menos significante. Rezam as crónicas que Afonso V se deslocou “ao humilde mosteirinho de S. Clemente em peregrinação”, após uma batalha (Toro) em que o rei saiu derrotado e o filho (o futuro D. João II) vencedor.
A S. Clemente também chamaram oratório de que sobrou a “triste e romântica ermidinha” moderna (6), a tal “capelinha à beira-mar” que António Nobre cantou e onde quis construir um torreão que não pôde erguer na eira e que fez “debaixo do chão”.
Tomemos como referência duas datas: 1392 – a da instalação no lugar de um pequeno punhado de frades – e 1481 - embora documento do séc. XVII (7), relativo ao processo de transferência do convento, fale apenas em 83 anos de utilização “da praça de S. Clemente, colocando o fim deste 1.º ciclo em 1476. Pouco importa.

Gonçalo Marinho foi o frade fundador desta pobre “ermida do glorioso S. Clemente”, conforme ainda Manoel da Esperança. Localizada, como descreve, num sítio “inculto”, “desabrido” e “estéril”, onde os frades “nem água tinham para beberem se não a de uma fonte que lhes ficava longe”. Os penhascos defronte dos quais a ermida se implantou já eram conhecidos por S. Clemente (naturalmente das penhas). Resguardo do vento mas nem sempre das vagas alterosas que tornavam mais dura a vida do pequeno grupo de frades que aproveitou a penedia para abrir as suas celas (ainda hoje se podem perceber algumas dessas marcas).
Tanto mar, tanta solidão. E o deserto desejado pelos anacoretas. De que se ocupavam os frades? Meditavam, escreviam livros, rezavam. Uma rotina invariável quer no rigoroso Inverno quer nos picos do estio. Esta inclemência vivida em S. Clemente ditou o fim do eremitério. A ordem dos franciscanos crescia em influência, gozava de privilégios reais e garantiu melhor colocação, na margem direita da foz do rio Leça, mais ao abrigo dos ventos, longe das marés vivas. Do deserto para a placidez do preguiçoso Leça que se abria em dois braços (o doce e o salgado) antes do mergulho oceânico.
“O frade minore, ao contrário dos seus irmãos religiosos das ordens mais antigas, ao sair do espaço conventual, da recolecção claustral e da segurança da cela, partiu pelos caminhos da vida e do mundo como um peregrino, sofrendo, ensinando, orando, cantando, pregando, levando a humildade seráfica e a sua força de vida junto daqueles que eram mais esquecidos pelo clero tradicional (…) A pobreza, a caridade e a alegria foram as virtudes essenciais do apostalado franciscano e os elementos definidores de uma personalidade colectiva única” (8).
Ainda segundo Vítor G. Teixeira, 1214 é uma data que resulta de uma “lenda duvidosa” que atribui a S. Francisco a fundação desta ordem em Portugal, concretamente em Bragança. Dois anos depois fundam-se eremitérios em Alenquer, Guimarães e Coimbra, sendo provável a fundação do convento de Évora em 1224 e o de Leiria em 1233. Seguem-se Covilhã, Guarda, Estremoz, Santarém, Portalegre, Lamego…e as famosas clarissas de Vila do Conde em 1317.
O acto fundacional de- S. Clemente das Penhas, em 1392, resulta de um movimento de regresso à matriz da ordem fransciscana, com a adopção da observância, quase por oposição à regra claustral. Um movimento recorrente nesta ordem mendicante, que conheceu ondas sucessivas de “purificação”, com o regresso ao ascetismo original.
Mosteiró, em Valença, conhece a primeira revivificação, no final do século XIV, deste momento que, no caso, desceu da Galiza para o Norte de Portugal. Seguiu-se logo a fundação de outros eremitérios: S. Paio do Monte (Cerveira), Nossa Senhora da Ínsua (Caminha), S. Francisco do Monte (Viana do Castelo) e S. Clemente das Penhas. Todas eles formados por pequenas comunidades que nunca excederiam os 10/12 frades
Este regresso ao deserto, à solidão e à meditação – numa época em que se declaram os primeiros sintomas renascentistas – corresponde também a uma espécie de rebate de consciência, quando alguns religiosos decidem romper com o estar no Mundo de um clero que engordava com os impostos que cobrava em nome de Deus. Alguns séculos depois, vemos algumas estrelas de Hollywood trocarem o mundanismo por conventos de monges tibetanos.

“Os recintos são sítios construídos, mantidos e eventualmente transformados ao longo de períodos variáveis de tempo, por vezes em pontos destacados da paisagem, ou seja, marcos incontornáveis de referência visual” (9).
O que resta hoje do recinto que foi S. Clemente das Penhas é aparentemente quase nada – o sítio está a pedir uma prospecção geofísica para apurar eventuais estruturas – mas a verdade é que temos “matéria” para imaginando fazermos a nossa reconstrução. Repare-se na moderna referência visual sobre os penhascos que abrigaram os frades, no topo do qual se construiu também um farol de que restam as fundações. No final do primeiro quartel do séc. XX, ali se construiu uma torre quadrada de três andares com uma lâmpada verde luz branca fixa que esteve 8 anos em funcionamento, acabando os seus breves dias como caserna de alunos-faroleiros.

O novo farol, de 46 metros de altura, instalado 200 metros a Sul, começou a varrer o mar com três lampejos intervalados 14 segundos, 57 metros acima do nível marinho, com um alcance máximo de 28 milhas. Ao mesmo mais tarde foi anexado um forte sinal sonoro, obtido através de duas trompas sopradas por dois compressores a que o povo dava o nome de “Ronca”. Cinco segundos terríficos sobretudo para as crianças mas não tanto como os intervalos de silêncio de 14 segundos. Sim, porque bem pior que o medo é a certeza de que algo de terrível está a chegar…
Os frades “minores” que ali viveram também teriam os seus, em noites de poderosa invernia, nas trevas, com os demónios transformados em salpicos marinhos. Imaginamo-los deitados nas suas pobres enxergas, cobertos por gastos mantos de burel, gelados pelo medo e pelo frio. Mas também os podemos supor em dias solares, com o olhar pousado no Oeste, contemplando um mar bêbado de azul e em breve não tão infinito quanto se julgava.


“(…)Não há memória colectiva que não se desenvolva num quadro espacial. Ora, o espaço é uma realidade que dura: as nossas impressões afastam-se umas às outras, não há nada que fique no nosso espírito e não compreenderíamos que pudéssemos rever o passado se ele não se conservasse com efeito pelo meio natural que nos envolve” (10).”
Três planos sucessivos, três “realidades”. A ermida moderna que simboliza o antigo eremitério, a casa de chá da Boa Nova desenhada por Álvaro Siza em 1954 e o farol de Leça de que se falou atrás. Podendo ainda ver-se, na foto, as novas urbanizações nascidas recentemente, que preencheram finalmente o largo espaço entre a velha povoação de Leça da Palmeira e os penhascos de S. Clemente.
A casa de chá-restaurante da Boa Nova caiu nas mãos do arquitecto Siza Vieira de forma quase acidental pois o projecto foi entregue inicialmente a Fernando Távora. Compromissos que este tinha no estrangeiro motivaram a sua aposta no então jovem arquitecto.
“O processo de projectar, no início, faz-se de forma muito global, quase nebulosa. Portanto, o que vem de referências não é citação; é a carga que tem o nosso computador pessoal e intransmissível” (11)
A Casa de Chá-Restaurante da Boa Nova é a 9ª obra de Siza Vieira, sucedendo à cozinha da casa da avó, ao portão da casa do tio, ao quarto de banho da casa de Irene Gramacho, a quatro habitações em Matosinhos, ao centro paroquial de Matosinhos, a um projecto não concretizado, ao jazigo da família Siza e à casa de Carneiro de Melo no Porto. Ainda estava longe o projecto da igreja de Santa Maria, no Marco de Canaveses, mas já Siza Vieira pisava terreno sagrado, no caso concreto do projecto da casa de chá dividindo a penedia com a velha ermida.Curiosamente, a este projecto seguir-se-ia a piscina da Quinta da Conceição, em 1958. Realizando, deste modo, o mesmo percurso dos frades franciscanos que abandonaram S. Clemente e se foram instalar na então chamada Quinta da Granja, onde ergueram o Convento da Conceição “em louvor da Senhora Mãe de Deus”, deixando em S. Clemente apenas a ermida e “desfazendo” tudo o resto” (12). Uma coincidência que se regista.
A ordem dos diversos planos é relativa em relação ao tempo para o utente deste espaço aberto onde a terra acaba e o mar começa. Os edifícios como que nascem do maciço rochoso onde as ondas se abatem neste pedaço da orla costeira hoje encravado entre uma refinaria e um porto artificial que transformaram radicalmente não apenas a paisagem mas que nem por isso “transformaram” quer a velha ermida, quer os modernos farol e casa de chá, quer a visão romântica e fatalista de um poeta maior das nossas letras.
Ainda sobre a casa de chá…
“A sala se a memória separou as cores dos sentidos era verde verde limosa como as paredes de um poço, os rostos apagaram-se num filtro de espuma pouco a pouco foram fendendo a treva era assim nas noites a lembrança da noite nos corpos em brasa o toque das línguas nas bocas ásperas de sal, depois os copos chocalhavam luziam em nossas mãos embaciavam-se desapareciam” (13).

Quase cinco séculos depois, do estirador de um arquitecto saiu mais um edifício que sobressaiu das pedras nesta espécie de palimpsesto de arquitecturas e funcionalidades.
“Primeiro”, a ermida e as celas dos monges.
Depois, o farol que ilumina o mar.
Agora, a “casa incomum” de janelas abertas para o horizonte.
E, antes da chegada do avanço urbanístico, a leitura do poeta António Nobre talvez como maior contributo para a “captura” de um passado de que nos queremos sempre apoderar mas que acaba sempre por se escapar na corrente das palavras, soprado por um vento que nos empurra sempre para onde não queremos ir…
Resta esperar. Um lugar como este certamente terá mais para somar a um sítio onde homens quiseram fazer um deserto tendo apenas como certo a infinitude do mar e do espaço.


1 – Cf. Michel Foucault, A Arqueologia do Saber, Coimbra, 2005, p. 57
2 – Cf. Jacques Le Goff, O Maravilhoso e o Quotidiano no Ocidente Medieval, 2010, Lisboa, p. 15
3 – Cf. Vítor Oliveira Jorge, “Das Sete Vidas do Objecto”, Revista da Faculdade de Letras do Porto (Departamento de Ciências e Técnicas do Património”, 2003, pág.84
4 – Cf. Guilherme Felgueiras, Monografia de Matosinhos, 1957, Matosinhos, pág. 364
5 – Amor de Salvação, 1864, Lisboa, pág. 93
6 – Cf. Guilherme Felgueiras, Monografia de Matosinhos, pág. 368
7 – Cf. Fr. Manoel da Esperança, História Seráfica da Ordem dos Frades Menores de S.
8 – Cf. Vítor Gomes Teixeira, O Maravilhoso no Mundo Franciscano Português da Baixa Idade Média, Estarreja, 1999
9 – Cf. Susana Oliveira Jorge, O Passado é Redondo, 2005, S. M. da Feira, pág, 169
10 – Cf. Halbwachs, 1968
11 – Cf. Siza Vieira, Abril de 2005, “Diário de Notícias”
12 – Cf. Fr. Manoel da Esperança, 1666, Lisboa

13 – Cf. Mário Cláudio, “Homenagem ao Arquitecto Álvaro Siza Vieira”, 2005, Porto

* relatório para a disciplina de "Teoria do Património", regida pelo prof. dr. Vítor Manuel de Oliveira Jorge, do Mestrado de Arqueologia, FLUP