segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O KARTÓDROMO


O director do kartódromo do Cabo do Mundo, em Perafita, diz ter licença para exercer a actividade, rejeitando um parecer da Câmara que hoje será votado e onde é também considerado que o nível de ruído excede limites. "Ainda não fomos notificados nem recebemos nenhuma ordem judicial por parte da Câmara de Matosinhos. Tomamos conhecimento do parecer pelo JN", afirmou, ontem, Filipe Silva, director do kartódromo do Cabo do Mundo. O JN deu a conhecer, anteontem, um parecer dos serviços jurídicos da Câmara - hoje em discussão na reunião pública do Executivo -, que propõe encerrar temporariamente o espaço, com o argumento de "constituir um foco de poluição sonora, em desrespeito pelos limites da lei". Por utro lado, o documento diz que a actividade no kartódromo não está "devidamente licenciada", logo "imbuída de ilegalidade" . Para Filipe Silva, porém, nada disso é correcto. "O kartódromo tem licença e está legal há 29 anos. Está tudo registado. Não entendo a Câmara quando diz que existe ilegalidade na licença. Não vejo necessidade para obras", diz. Quanto aos níveis de ruído e às consequentes queixas de moradores, o proprietário afirma que o kartódromo "cumpre o nível de ruído definido por lei". "As pessoas quando vieram para aqui morar sabiam que existia um kartódromo há muitos anos. A Câmara deveria ter tido algum cuidado em construir as casas para que não ficassem perto deste espaço", diz. Contudo, o proprietário assume que recebe " visitas constantes da GNR", motivadas por queixas de moradores e que até já foi alvo de uma providência cautelar, que proibia os karts a dois tempos. Filipe Silva admite, ainda, que já foi multado. "Foi há dois anos, quando eram utilizados os motores a dois tempos ", explica.
Também no ano passado, um juiz, acompanhado por residentes, esteve nas instalações para discutir o problema do ruído. Do encontro resultou um acordo: o proprietário só poderia utilizar os karts a quatro tempos. " Desde aí não recebemos qualquer notificação", refere o director.
O responsável pelo kartódromo revela que a notícia do encerramento está a prejudicar o funcionamento do espaço, " esta situação está a causar transtorno. Já perdemos clientes, três deles levantaram os karts e saíram da pista porque pensaram que o kartódromo ía fechar".
Paulo Pardalejo frequenta o kartódromo desde que abriu e não acredita que a Câmara o feche. "É um desporto que engloba o maior escalão etário: dos sete aos 50 anos. É impensável fechar esta pista". Segundo este cliente, " talvez haja a necessidade de actualizar o espaço (colocando bandas que nivelem o som), mas a Câmara deve colaborar com os responsáveis."
Manuel Santos, ex-emigrante no Brasil, e os seus filhos são presença assídua na pista de karting. "Discordo do encerramento. A urbanização foi feita depois do kartódromo. Moro perto e nunca tive problemas com o barulho. Eles utilizam a pista no horário em que, em princípio, todos estão acordados", realça. Manuel diz que vai procurar outro kartódromo se o espaço em Perafita fechar. "Os filhos pegaram o vício e não querem parar", acrescenta.

in JN


Um breve comentário: moro perto do Kartódromo e os moradores que conheço não se queixam muito, quando ali chegaram já lá estava o equipamento e habituaram-se à "coisa", sendo que aquele é, comprovadamente, um espaço lúdico muito frequentado ao fim de semana, proporcionando bons momentos aos grupos que lá fazem as suas corridinhas. Eu de vez em quando vou até lá beber uma bejeca e ver os popós a acelerar... Prefiro aquele rrrrrrrrrrrrrr a um qualquer mamarracho que ali possam implantar...em breve.

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