sábado, 27 de fevereiro de 2010

RUNENYOGA


Posturas Mágicas


O Corpo como Celebração do Poder Divinatório das Runas


A meditação através do uso de posturas psicodinâmicas corporais abre um novo horizonte no contacto com as entidades celestes que se “escondem” num simples símbolo rúnico e, assim, activam memórias subconscientes. O som, cor e o seu significado, quando sentidos e experimentados numa sequência de posturas rúnicas (a partir dos 24 sigilos mágicos do FUTHARK), transformam o corpo no melhor instrumento de captação de energias numimosas com as quais poderemos trabalhar num contexto divinhatório e, ao mesmo tempo, activar o processo de autodesenvolvimento. A proposta aqui apresentada visa criar um veículo de revelação dos Mistérios da Natureza a partir de dentro de cada indivíduo. Através das experiências individuais, nestes exercícios, vai-se elaborando e enriquecendo um sistema complexo de caracteres de uma linguagem mágica, que se vai incorporando no quotidiano invididual. As Runas vão revelando os seus segredos de acordo com as emoções e os sentidos de cada participante.

Recorrendo às Asanas do Ioga e à Euritmia de Rudolf Steiner, o alemão Frieddrich B. Marby, no início do século XX, criou um método de meditação corporal assente nos sigilos rúnicos: Runenyoga. Para cada runa, uma postura, acentuada com um mantra. O corpo toma a forma da runa, concentrando a mente no seu significado, chamando para o exterior o som mágico e traz à superfície a energia psíquica presente na sonoridade da fórmula sagrada ou da divindade, incorporando-a no corpo. Ao interagirmos dinamicamente com o corpo e com o conjunto de 24 Runas desvelamos, então, uma nova faceta de cada Runa, em função do impacto que cria na consciência individual. As experiências diferem de caso para caso, o que permitirá formar conceitos muito pessoais sobre o significado de cada um dos símbolos. Os exercícios fortalecerão o corpo e, sobretudo, estarão a reaproximar-nos intimamente às forças dos mundos celestes e subterrâneos que marcam o compasso dos ritmos do meio natural.
Os objectivos da prática de Runenyoga são os seguintes:

Controle do corpo através da postura, exercitando impulsos de movimentos.
Controle dos pensamentos através do som, ou seja galdr (mantra)
Controle da respiração
Controle das emoções com o propósito de abrir janelas à visualização.
Despertar os sentidos internos às mensagens das runas que ressoam do nosso Ser e dos Mundos da Árvore do Conhecimento.
Controle da vontade no sentido de a direccionar a um determinado objectivo.

Divido em três sessões por mês, durante seis meses, o workshop arrancará em Abril, estendendo-se até Junho. A segunda fase começará em Setembro.

PRIMEIRA FASE
Abril: 6 (Terça-feira), 14 (Quarta-feira) e 23 (Sexta-feira)
Maio: 30 de Abril (Sexta-feira), 18 (Terça-feira) e 25 (Terça-feira)
Junho: 2 (Quarta-feira), 11 (Sexta-feira) e 18 (Sexta-feira)
Todas as sessões serão em horário pós-laboral das 19 horas às 20,30 horas
LOCAL
Estúdio Ganesh, Praça dos Lóios, 37- 2º andar, Porto.
Contribuição mensal: 25 euros.
Desconto para membros do Projecto Karnayna.
Inscrições/Informações
valquiria@projectokarnayna.com
Telemóvel: 91 722 78 85
Cada participante deverá trazer:
- roupa confortável e calçado ou peúgas indicados para meditação
- Lápis de cor, canetas ou aguarelas.
- um baralho de Runas, caso o tenham
Este trabalho constituiu uma etapa complementar à temática desenvolvida no livro “As Moradas Secretas de Odin”, de Valquíria Valhalladur.

AQUI FICA DIVULGADA ESTA INTERESSANTE INICIATIVA DA MINHA COLEGA DE "O JOGO" CRISTINA AGUIAR

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

ELE SABE-A TODA


Mais uma vez o imparável mostrou a sua raça. Apostou no "cavalo" certo, isto é, em Filipe Pinto. Quem está no poder desprezou o pedido de ajuda. Narciso viu ali logo uma oportunidade. E agarrou-a. Marcou pontos. Mostrando que não está morto politicamente. Menosprezá-lo será porventura o mais erro de quem parece ter adormecido depois da vitória de Outubro. Aqui e na marginal do Cabo do Mundo.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

BLOGUES E POLÍTICA

Com a moderação de Carlos Mouta, falou-se sexta à noite, no Café da Biblioteca, um espaço (bem) renovado, de política e de blogues. A Juventude Socialista convidou alguns bloggers locais, entre os quais o accionista maioritário e único do PdL, para além de Vítor Maganinho, José Modesto, Otília Gradim, Carlos Alberto e Américo Freitas. Esteve presente também uma doutoranda mas que me desculpe pois o nome varreu-se-me. O debate durou um pouco mais de duas horas e nele entrou, de forma veemente, a engenheira Olga Maia, no seu estilo bem característico, para se queixar de alguns bloggers e dos comentários que estes não filtram e que terão atingido a sua pessoa (aparentemente sem lhe causarem mossa). Pode dizer-se que foi uma noite de revelações embora sem grande participação do público. A conversa prolongou-se depois para uma mesa onde já se podia fumar e onde a água não era o elemento líquido dominante e terminou quase às 3 da manhã junto ao espelho de água da biblioteca com o desenvolvimento do palpitante tema "Como seria bom se fossemos todos polígamos". Aviso desde já que se atiraram foguetes mas ninguém se baixou, prudentemente, para apanhar as canas pois o Modesto estava a ameaçar ligar a "Máquina de Furar". Gostei de estar com todos, gostei do espaço, gostei da simpatia dos jovens socialistas, gostei do "Tango" e só não gostei de ver mais gente na plateia porque é nestes momentos, raros, que acontece aquilo a que se chama exercício de cidadania. Obrigado pelo convite e pela consequente catarse.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A VIDA QUE TEMOS

Este país é mesmo surpreendente.

O primeiro-ministro fez questão de abrir os telejornais, ontem, para sublinhar o que considera 3 verdades.
Acabou a falar de falsidades.
Da cabala (ou do robalo) montada em Aveiro.
Das radiações solares.
Das deambulações que deviam ficar "cofinadas" ao seu círculo de poder, povoado por "boys" que fizeram o tirocínio na juventude partidária lá do sítio que tiveram percursos meteóricos em diversas administrações públicas e semi-públicas.
Depois, temos o Mário Crespo a vender t-shirts na AR.
José Manuel Fernandes a explicar o que Belmiro já tinha explicado numa recente entrevista, isto é, que é bom rapaz, faz muitos twites mas tem pouco jeito para vender jornais.
Para ajudar à festa, Rangel propõe que se comecem a preparar as crianças para uma profissão aos 12 anos. Presumo que está a falar de políticos e não de sapateiros.
O que sobra é a espuma dos dias.
É a inteligência do Ruben Micael naquele livre que deu o 2-1 ao FC Porto.
É o FC Porto-Sp-Braga que aí vem.
O Medina Carreira.
O cone de amêndoa do McDonald's.
O Ferreira Fernandes a fingir que não se passa nada.
O senhor da AMI a declarar já a situação de calamidade pública ao candidatar-se à presidência não se sabe bem de que República.
O Narciso nos "Ídolos" a querer aparecer na fotografia.
O Guilherme Pinto desaparecido em combate sem conseguir rematar a marginal do Cabo do Mundo.
Guilherme Aguiar entretido com a conversa da treta.
E o Inverno que nunca mais acaba.

Bem, o caso é sério. Vou pedir o rendimento mínimo, o telefone da Tele Pizza e enfiar-me debaixo dos cobertores até sentir algum calorzinho.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

MOÇÕES E LOÇÕES

Nas assembleias municipais e de freguesia a que já assisti pude deliciar-me com a apresentação das mais disparatadas moções. Desde moções pró-Timor a moções pró-liberdade dos piriquitos...tudo serve para que obscuros deputados municipais brinquem aos verdadeiros tribunos, fazendo perder tempo e dinheiro aos contribuintes e munícipes. O que nunca tinha visto era uma moção apresentada pelo público, no caso pelo meu amigo José Modesto, em prol da pontualidade dos senhores deputados. O excesso de gel anda claramente a perturbar o pensamento do homem das saudações marítimas.

As melhoras.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A SAÍDA DE MOTA*

Concordo inteiramente consigo caro...anónimo.
A cobardia é mesmo uma coisa muito feia.

Quanto à demissão do José Mota, não me surpreendeu. Há algum tempo que se percebia que o treinador do Leixões andava a patinar. Não que tenha muita culpa mas a verdade é que também deixou as coisas andarem.

A saída de Vítor Oliveira, já quando a época tinha começado, deixou mossa. Oliveira, o treinador, nunca explicou as razões da sua saída e se o tivesse feito provavelmente hoje perceberiamos todos melhor que se está a passar esta época no Leixões.

E o que se está a passar é o seguinte.

O investimento na equipa foi feito à pressa. E com muito pouco dinheiro. Obrigado a vender Beto e Bruno China, simplesmente os esteios da equipa, o Leixões não foi capaz de garantir a continuidade do central Élvis e do ponta-de-lança Roberto. Com esses quatro jogadores a história hoje seria outra.

José Mota fez o que pôde mas a manta tinha muitos buracos e era curta. Permitiu que a equipa entrasse numa onda de indisciplina e isso também prejudicou o clube.

Mota fez história no Leixões, onde fez uma época SENSACIONAL. Os leixonenses têm de estar gratos por isso. Eu não esqueço.

Mas chegou a hora de mudar. Chegou a hora também de Mário Jorge Branco mostrar o que sabe de futebol. Julgo que sabe muito. Está nas suas mãos e na de Castro Santos a salvação.

O Leixões não pode cair na II Divisão. Pode ser o fim. Por isso, os leixonenses devem unir-se nesta hora difícil. Quando a época estiver terminado e a permanência assegurada, então sim: desatem as línguas.

* Depois de uma jornada dominada pela bicicletas

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A "FACE OCULTA" DO SISTEMA JUDICIÁRIO


Perguntou-me um operador judiciário do meu círculo de amizades, homem probo e de muita dignidade, qual a minha opinião sobre a decisão do Procurador-Geral da República de não abrir inquérito contra o Primeiro-ministro português face a um conjunto de alegados indícios que lhe foram comunicados por outras autoridades judiciárias.
Num país onde tudo o que se possa imaginar pode acontecer, confesso que não entendo a importância que se tem dado ao assunto. Aliás, dada a rectidão moral e social do meu interlocutor, aconselhei-o a libertar-se imediatamente das cacofonias em que se encontra enastrada a sociedade actual. A bem da sua saúde mental.
Não me inibi de opinar, é certo, mas por mera cortesia, e em abstracto, sem perder o meu tempo a ouvir narrações eufóricas sobre politicantes ou a pesquisar nos jornais diários que concretos indícios ou pseudo-indícios foram disponibilizados ao Procurador-Geral da República.
Do ponto de vista factual, sei apenas que reina um ambiente de absoluto histerismo e que o problema do Primeiro-ministro se colocou por força de uma investigação capitaneada por dois vultos que muito honram os quadros da Polícia Judiciária e do Ministério Público, pelo que, deste ponto de vista, não é crível que o procurador Marques Vidal se haja enleado num engano tão espantoso. Mas enfim...



Em linhas gerais, reza a lei que «a notícia de um crime dá sempre lugar à abertura de um inquérito» e que um crime é o «conjunto de pressupostos de que depende a aplicação ao agente de uma pena ou de uma medida de segurança criminais».
Neste conspecto, toda a «notícia», ainda que decorrente de queixa ou participação, deve ser objecto de uma apreciação preliminar tendente a avaliar da sua admissibilidade. A própria lei adverte que a «notícia» pode ser «manifestamente infundada».
A aferição da admissibilidade de uma «notícia» deve estar alçapremada no conceito de justa causa, dependendo a abertura do inquérito de um juízo de legalidade que importa um exame perfunctório sobre o enquadramento jurídico-penal dos factos e sobre a hipotética prescrição que sobre eles recaia.


Por outras palavras, a instauração de um inquérito não pode estar desacompanhada de um mínimo de elementos de facto que - ancilosados na «notícia» - façam supor a existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança.
De acordo com a teoria geral da infracção, os «pressupostos de que depende a aplicação ao agente de uma pena ou de uma medida de segurança criminais» são, sinteticamente, a acção ou omissão humana, típica, ilícita, culposa e punível.
Parece simples, mas não é. Toda a mecânica criminal versa sobre essa acção ou omissão humana, típica, ilícita, culposa e punível. Afinal, o «crime», o objecto do processo penal.
Sendo axiomático que a instauração de um inquérito pressupõe um juízo de legalidade sobre elementos de facto que faça supor a existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, constitui igualmente dado apodíctico que, numa fase prévia à abertura de um processo, não são exigíveis indícios que versem sobre todos os referidos pressupostos.
Numa linguagem directa e acessível, porque muitas páginas teriam de ser consumidas com este problema, a lei exige, para a abertura de um inquérito, que a «notícia» diga respeito a uma acção humana prevista na lei como desvalor e punível.
Como bem se compreende, não haveria traço de legalidade na instauração de um inquérito para apurar facto cometido por uma formiga (não humano), não previsto na lei (não típico), para assegurar um valor (não ilícito) ou prescrito (não punível).


Por outra banda, atendendo à qualidade de certos visados pelas «notícias de crime» - especialmente políticos e magistrados -, afigura-se-nos da maior conveniência, à luz do ordenamento jurídico no seu conjunto, que a abertura de inquérito deve igualmente ser antecedida da realização de diligências sumárias tendentes a apurar um mínimo de lastro indiciário, de modo a não se violentar injustificadamente a imagem social de pessoas que são o verdadeiro sustentáculo do Estado.
Dir-se-á que, desse modo, a lei não dispensa tratamento igual a todos os cidadãos. Pois não. Seria o caos se o fizesse.
Estes são, na minha óptica, os pressupostos de um raciocínio que se pretende lógico e correcto sobre a decisão do Procurador-Geral da República.
Se dissermos que Confúcio nasceu índio e que todos os índios são biólogos, concluímos que Confúcio é biólogo. Eis um raciocínio lógico mas incorrecto.


Encurtando razões:
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República faziam supor a existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, então, deveria ter aberto inquérito.
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República faziam supor a existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, e se ele realizou diligências prévias que não puseram em xeque o lastro indiciário já existente, então, deveria ter aberto inquérito.
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República faziam supor a existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, e se ele realizou diligências que puseram em xeque o lastro indiciário até então existente, então, não deveria ter aberto inquérito.
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República suscitaram dúvidas em relação à existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, então, deveria ter aberto inquérito.
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República suscitaram dúvidas em relação à existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, e se ele realizou as diligências prévias adequadas, tendo estas assegurado o mínimo de lastro indiciário, então, deveria ter aberto inquérito.
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República suscitaram dúvidas em relação à existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, e se ele realizou as diligências prévias adequadas, não logrando estas assegurar o mínimo de lastro indiciário, então, não deveria ter aberto inquérito.

Terá o Procurador-Geral da República actuado ao arrepio da lei e denegado justiça para salvar a pele do Primeiro-ministro? Eis a questão que se tem colocado.
O que se passou na realidade é algo que não pode saber-se sem uma leitura atenta das peças processuais e dos concretos elementos indiciários que foram disponibilizados ao Procurador-Geral da República.
Entretanto, no país inteiro, o Ministério Público continua a abrir inquéritos relativamente a factos que desde logo se revelam destituídos de tipicidade, nem que seja para os arquivar de imediato, somando os respectivos magistrados, por cada processo-relâmpago, mais uma “baixa” na sua folha de produção. A "face oculta" do sistema judiciário encontra-se pelo menos aqui.


FRANCISCO DE ALMEIDA GARRETT

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

ANOS 60


Obras de arte dos anos 60/70 da arquitectura que se fez em Matosinhos. Antes do grande deboche.


AVISO À NAVEGAÇÃO

Aconselho aqueles que atiram para a caixa de comentários informações (?) sobre negócios imobiliários e possíveis crimes ligados à administração local para o fazerem no sítio correcto: o piquete da Polícia Judiciária.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O DUX EM ANGOLA?

Narciso Miranda fez saber que foi mais uma vez a Angola. Mas as minhas fontes naquele país não o viram por lá. Nem nem ilha, nem no Mussulo e muito menos nos estádios do CAN 2010. Será que foi a Angola USA?