quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A ponte que nos une

A CMM colocou hoje no seu site uma informação - pode ser lida aqui - relativa ao ponto da situação em relação às pontes que unem as freguesias de Matosinhos e Leça da Palmeira, depois de hoje ter sido cortado o acesso à Ponte Grande junto à Quinta da Conceição. Evidentemente que é um transtorno monumental para quem necessita de sair de Leça em direcção a sul mas a verdade é que não há outra alternativa, pelo que está descrito no referido comunicado. Por pontos, para ser mais fácil para quem acha que descobriu as pólvora com as soluções mais descabidas, em jeito de complemento ao que foi divulgado pela CMM.

1 - Ter uma rótula suplente para uma eventual avaria na Ponte Móvel faz tanto sentido como andar com um radiador no carro, caso o que está em uso fure.

2 - As obras na Ponte Grande só podem ocorrer sem chuva e não podem ser interrompidas uma vez que têm de terminar antes do Inverno.

3 -Na entrada do nó da Quinta da Conceição para a Ponte Grande em direcção a sul é impossível manter o trânsito a circular, uma vez que, ao contrário do que sucede em Matosinhos em direcção a Leça, no caso norte-sul a entrada está já em cima da ponte, não havendo a distância que existe no sentido sul-norte.

4 - A opção circular por dentro do PdL está explicada no comunicado.

5 - Por muito que custe a alguns, Matosinhos tem de facto um vereador dos Transportes e Mobilidade e a sua intervenção, ainda que com menos de um mês, já se faz sentir. Desafio qualquer um a encontrar informação de carácter semelhante no site da CMM, tanto no tempo em que o actual presidente era o bom, como no meio ano em que passou a ser o mau.

6 - Vamos trabalhar todos em prol das freguesias de Matosinhos e Leça da Palmeira e do concelho. As eleições já foram, o povo falou. Fazei a digestão da coisa. Se for preciso, há fármacos para o efeito.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Grande Leixões

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Parada não desampara a loja

Depois da hecatombe eleitoral, o PS/Matosinhos está em brasa.
Parada está a fazer de conta que não aconteceu nada e teme-se que impeça que a concelhia tenha eleições nos próximos 90 dias. A sua equipa, essa, já se desagregou e dela até se prepara para saltar um candidato.
No meio disto tudo, Narciso Miranda continua sem ser militante. Muita coisa depende dele.
Vale que a comandita de Guilherme Pinto já não precisa da mercearia para nada, o que não quer dizer que a pouco e pouco aí vá conseguindo importantes apoios, pois é certo e sabido que os ratos mudam de porão quando sentem que aquele onde estão começa a meter água.
Matosinhos, graças ao cartão de cidadão e ao efeito "estou a cagar-me para os partidos do eixo do poder", deixou de ser um concelho socialista. Apesar da Petrogal, já se respira melhor. Caiu um mito. Matosinhos criou condições para mais vitórias de independentes e não faltam personalidades aqui na terra com capacidade para tal. Há muitos anos eram os paroquianos que escolhiam o padre.
Vamos ver o que vai acontecer à mercearia socialistas de Matosinhos. Para já, os nabos continuam nabos, ou seja, ainda não perceberam o que lhes aconteceu.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O erro do professor

No portal de Leça da Palmeira, o professor Joaquim Monteiro tenta defender que, apesar da agregação da freguesia de Leça da Palmeira por Matosinhos, tudo continuará na mesma. A questão é que não é verdade em vários aspectos.

Se, por um lado, as transcrições da lei são correctas, a interpretação que delas é feita pode variar. E este governo adora (a)variar). Indo por pontos:

"Assim, foram estabelecidas regras para a agregação das freguesias e apontadas datas para que os órgãos autárquicos, nomeadamente as Assembleias Municipais se pronunciassem. Os municípios que avançassem com propostas de reorganização beneficiariam de uma majoração maior no orçamento e teriam uma palavra a dizer na nova organização das freguesias dos seus concelhos. Os municípios que não apresentassem essas propostas perderiam o direito a esse reforço no orçamento e caberia a uma Unidade Técnica a definição da agregação das freguesias".

O que o professor aqui explica chama-se, em linguagem corrente, chantagem. O pretendido pelo governo foi comprar as Assembleias Municipais com um reforço do orçamento, numa altura em que são cada vez mais as transferências de competência do poder central para o poder local, sem que a isso sejam associados a vocação e os meios das autarquias para tal. E o papel miserável do PSD e CDS na Assembleia Municipal e nas Assembleias de Freguesia durante este processo também não pode ser esquecido.

Recordemos que o deputado Carlos Abreu Amorim esteve em Matosinhos, a convite da JSD local, para assegurar que Leça da Palmeira não deixaria de ser freguesia.

"Em segundo lugar, convém referir que a mesma lei, no seu artigo 9º, no número 3, diz que «a agregação das freguesias não põe em causa o interesse da preservação da identidade cultural e histórica, incluindo a manutenção dos símbolos das anteriores freguesias», ou seja, Leça da Palmeira não vai desaparecer do mapa nem da toponímia local."

"Relativamente aos edifícios atuais das juntas e aos funcionários, a Lei n.º 22/2012, de 30 de maio, no seu artigo 9º, no número 2, afirma que «a freguesia criada por efeito da agregação constitui uma nova pessoa coletiva territorial, dispõe de uma única sede e integra o património, os recursos humanos, os direitos e as obrigações das freguesias agregadas», o que implica que os edifícios e os trabalhadores passam a integrar a nova junta. Logo, não há nada na lei que implique o despedimento de trabalhadores, nem o encerramento dos serviços das atuais juntas de freguesia."

Podemos daqui concluir várias coisas, diversas daquelas que são defendidas pelo professor. O que está escrito na lei é o que está escrito na lei. O que o povo diz, escreve e faz é outra coisa. É por isso que hoje escrevemos farmácia e não pharmácia. Não sei se me faço entender. Aliás, o professor, inadvertidamente, reconhece a minha teoria, escrevendo ao abrigo do novo AO. No papel, formalmente, poderá continuar a existir toda a independência entre Matosinhos e Leça da Palmeira. Na prática, isso não acontecerá e, para quem não é de Leça, Leça passará a ser Matosinhos.

A minha visão também não coincide com a do professor no que respeita à garantia dos postos de trabalho dos trabalhadores da administração local. Se a intenção da lei não fosse despedir, de que serviu a reforma? Reduzir o peso das senhas de presença no OE? Cortar o salário dos presidentes das juntas agregadas? Ambos sabemos que o valor de tudo isto junto não chega a meio ano de despesas do gabinete de Passos ou de Portas. E apenas contribui para afastar as populações dos centros de decisão do poder local, uma conquista de Abril.

A menos que o professor garanta que haverá autocarros da STCP ou da empresa privada que transporte, por exemplo, os cidadãos de Leça do Balio ou de Guifões que queiram assistir a uma assembleia de freguesia que terá lugar em Custóias. E podemos contar com os custos associados a esse transporte.

A intenção é despedir e, infelizmente, mais cedo do que tarde, seremos confrontados com esssa questão. Mais: a intenção é que, à medida que os trabalhadores que não forem despedidos forem abandonando o sistema, este não seja renovado.


O que o professor se esquece de referir em relação à extinção/agregação de freguesias é o que a elas está associado. Há uma série de serviços que estão organizados numa lógica de freguesia. CTT, centros de saúde, escolas, eventualmente, Segurança Social, serviços de Finanças, etc.

Sobre estes últimos, a intenção já passou à prática: De acordo com as notícias de hoje, Está previsto o encerramento de metade das Repartições de Finanças em todo o país, sendo que também as duas de Matosinhos passarão a estar "fundidas". O motivo é este e passo a citar:

"A reorganização dos serviços de finanças, para ajustar as estruturas locais da Autoridade Tributária e Aduaneira à extinção, agregação ou criação de novas freguesias, entrou em vigor nesta quarta-feira".

Aqui está uma das implicações da extinção/agregação das freguesias que o professor se esquece de referir. E outras virão. E a todas elas que visem degradar a qualidade do serviço público podem contar com a nossa oposição firme e tudo faremos para mobilizar a população em defesa daquilo que é seu.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Estamos de volta!


Estamos de volta.À Câmara Municipal, três eleitos na Assembleia Municipal e eleitos em todas as Uniões de Freguesia, entre eles eu próprio, em Matosinhos-Leça da Palmeira.


Sobre o que sucedeu no dia das eleições, a vergonha à porta das assembleias de voto, podem ler aqui.

A luta vai continuar!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Resultado histórico do PS em Matosinhos: 68,67%

O Partido Socialista conseguiu o seu melhor resultado de sempre em eleições autárquicas disputadas em Matosinhos: 68,67% Nem Narciso Miranda, em 1993, conseguiu tanto (65,5%). Ou seja, continuamos a ser um concelho socialista embora com alguns apenas sociais e outros na lista oficial.

Parabéns, Guillherme, esta vitória é especialmente tua

Bem, antes do mais isto: enganei-me.
Depois, isto: votei no PS (câmara) e na CDU (junta e assembleia municipal).
Portanto, não só me enganei na previsão como não votei no vencedor.
Mas, ao contrário do que o Viscoso que anda aí pensa, no seu afã de se colar ao tacho, não concorri a estas eleições, delas não tiro qualquer benefício e não participei em fotos de grupos. Por acaso nesta até está, logo atrás do Guilherme Pinto, o meu querido pai, bem assim como alguns amigos que muito estimo, como o Vítor Oliveira e o Henrique Calisto, entre outros. Ou a Paulinha. Parabéns para todos eles.
Nunca pensei que o PS pudesse perder em Matosinhos. Mas perdeu. O PS já tinha ganho, inclusive, a Narciso Miranda e agora perde com Narciso Miranda. O que é notável.
A força do cartão do cidadão e dos novos recenseamentos e o fenómeno dos independentes num momento de absoluta descrença nos partidos podem ter ajudado neste resultado. Mas o mérito é quase todo de um homem: Guilherme Pinto. Acreditou, ousou, não desistiu e sobretudo revelou grande autoestima, que é o mais importante num líder. Merece, por isso, este terceiro e último mandato.
O primeiro, como todos sabem, caiu-lhe no regaço.
O segundo foi difícil de arrancar.
Este terceiro é todo seu.
Vamos ver o que acontece ao PS de Matosinhos. Guilherme lá não deve retornar e tudo indica que está o caminho aberto para Narciso preencher a ficha e assumir a liderança, isto se entretanto a tropa do Parada não debandar. Gostava que Guilherme Pinto não caísse na tentação de tentar reconquistar o que perdeu. Que olhe para o que aconteceu aos que foram ao tapete.
Quanto a António Parada, pois, paciência. Perdeu pau e bola. A lota continua no mundo do trabalho.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Parada já pode festejar


Vejam-no. Confiante. De rabo tremido. Atento. O próximo presidente da câmara municipal de Matosinhos já pode festejar. Vai ganhar. Falta saber por quantos. Pelas minhas contas, vai dar mais de dez pontos de avanço. Guilherme Pinto bem pode ajoelhar sobre as sondagens que encomendou e que lhe dão quase maioria absoluta mas mais uma vez o Partido Socialista vai mostrar o seu poder em Matosinhos. Um passadiço mal amanhado e que demorou 5 anos a concretizar não chega. Matosinhos precisa de animação e Parada promete-a. Chamem-lhe bronco, populista, arrivista ou até socialista. Chegou onde chegou por mérito próprio. É presidente para 3 mandatos e para mais seria se não houvesse essa lei estúpida da limitação de mandatos.

Ponderei e é nele que vou votar. Sobretudo pela animação e também pela azia que adivinho. Que o Tó aproveite para fazer uma limpeza na Casa Amarela pois está cheia de ratazanas.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Seguro, 0 - Parada, 1

O povo. O que é o povo? Seguro e Parada já sabem o que é e como é. O povo são abraços, sovacos, beijinhos e outros pedaços.
Esta imagem da segunda incursão de Seguro aqui à terra é bem expressiva.
Seguro e Parada disputam esta velhinha como se não houvesse amanhã.
Seguro está concentradíssimo.
Parada, confirmando o seu potencial que um dia o levará a secretário de Estado das marinas e dos portos, já está um passo em frente e topou a objetiva.

sábado, 21 de setembro de 2013

Cuidado com o sigmóide, Parada

Esta expressiva foto publicada hoje pelo "Público" pode ser lida de várias maneira. Podemos ver a tendência beijoqueira de António Parada, a forma como subiu na política ou mesmo uma ameaça séria ao sigmóide do candidato. Isto no dia em que Guilherme Pinto foi ao mercado anunciar uma maioria absoluta com que certamente terá sonhado ou então que lhe veio à ideia em mais um jantar de carne assada com os seus simpatizantes. A campanha segue animada mas atenção senhores candidatos. Não vale tudo para trepar. Há que preservar o sigmóide.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Parada é mesmo um idiota

O próximo presidente da Câmara Municipal de Matosinhos é o que se pode chamar um idiota. Obra ideias mesmo no WC. O problema é que tem tantas ideias que pelo menos metade delas são de cagar ou chorar a rir. Esta é uma delas: um cordão umbilical humano por causa de uma rampa para o hospital. Preferia, sinceramente, um apêndice. Pelo menos estes ao que se julga não serve para nada.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A Diva já está paga

Malta, na sequência do meu manifesto eleitoral, que me encheu a caixa mensagens de palavras de apoio, posso anunciar que cheguei a acordo com esta famosa artista italiana, que será a minha vereadora para a proteção civil. Para os menos atentos recordo o meu manifesto eleitoral para as autárquicas de 2017:
Em 2018 vou candidatar-me a presidente da câmara de Matosinhos e quem votar em mim fica a saber o seguinte:
- Pode estacionar nos lugares de deficientes.
- Sempre que chover uma equipa de 100 funcionários municipais sairá para a rua para colocar detergente nos carros.
- Ao sábado pode jantar com uma das minhas secretárias.
- Sempre que quiser pode requisitar o meu carro, sobretudo para escapadinha...s românticas (mas no fim limpam tudo).
- Ligação direta à Unicer com preço especial sobretudo para quem abdicar da água.
- Estadia para 2 pessoas no farol de Leça com jantar romântico na monobóia.
- Desconto de 50% nos churrascos do crematório.
- Uma visita ao U-Boat afundado no Cabo do Mundo.
- Um pequeno almoço no IKEA.
- Um andante.
- Dois livros do Tio Patinhas.
- Free pass no Macau, com direito a uma garrafa de espumante.
- Oportunidade para pelo menos uma vez na vida manobrar a ponte móvel.
- Um recuado em Guifões.
- Duas pombas do Parque Basílio Teles.
- Uma francesinha no Tone.
- Imunidade para urinar na rua, inclusive à porta do Paço da Boa Nova.
- Uma tíbia da Primavera.
- Uma coxinha da Ferreira.
- 5 litros de crude da Petrogal ou, em alternativa, 5 quilos de amoníaco.
- Um Magalhães devolvido pela Venezuela.
- Um pack da Ramirez ou da Pinhais.
- Entrada gratuita na piscina das marés no Inverno.
- Um para-vento (stock limitado - o que sobrar da campanha do Parada).
- 2 horas de bilhar no Leixões Bilharista.
- Entrada de borla no baile da pinhata do Orfeão de Matosinhos.
- Uma V5 para acelerar na Via Rápida e respetivos batedores.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Socialismo e ratos de esgoto

Felizmente nunca caí na tentação de me filiar no Partido Socialista (a verdade é que também nunca fui convidado) e, por isso, não pertenço ao grupelho a que Dias da Fonseca chamou um dia A Mercearia.
Os socialistas de Matosinhos são aquilo que todos sabemos: notáveis ratos de esgoto. Tanto erguem o punho como cavalgam outra onda qualquer.
Apagar o passado é fácil quando só pensamos no nosso futuro.
Os burros são todos aqueles que não pertencem a esta esterqueira e que no último domingo de setembro vão perder tempo a exercer o respetivo direito de voto. Mas pronto. Também há quem acredite nos 3 pastorinhos de Fátima.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Procura-se: morto ou vivo

Aviso de novo: é no Zé Pedro que vou votar nas próximas autárquicas. É um bocado chato pois é CDU, o braço cosmético do Partido Comunista Português, o que apenas se pode perceber por uma discreta foice e martelo.
Mas, Zé Pedro, não havia necessidade. Fiquei preocupado quando te vi nestes preparos.
Mas a reação não passará!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O dux está aí

 José Rodrigues, dux de Bouças e visconde de Barroselas, está aí. Imparável. Já sabíamos que o homem que civilizou Matosinhos e o Monte dos Pipos era bom bailarino mas agora ficamos a saber que é apoiado por António Parada e Paulo Carvalho. Ah, gostei bastante daquele bom bocadinho que tivemos no sábado passado num banco do jardim Basílio Teles. Deu para confirmar que O Presidente é eterno. Mas atenção: não estivemos os dois a dançar. Não pertencemos a esse clube cada vez com mais efetivos.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Vale tudo

 A campanha para as autárquicas ainda não começou oficialmente mas quem anda por Matosinhos percebe facilmente que as máquinas estão em movimento. Sobretudo na parte que toca ao PS e a António Parada e ao que sobra do PS e Guilherme Pinto. O presidente da junta de freguesia de Matosinhos sente-se bem no meio do povo, o futuro ex-presidente da câmara municipal de Matosinhos esforça-se. As criancinhas, essas, não têm culpa nenhuma desta sanha populista a que alguns pais assistem com um sorriso.
Ok, não faz mal. Elas não votam mas fica-se bem na fotografia. Tanto mais que até ver ainda ninguém pediu aos candidatos para mudar as fraldas aos miúdos ou até para lhes dar de mamar. Cuidem-se.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O PS profundo


O último comício do PS, no Parque Basílio Teles, mostrou-me o PS profundo. O PS das chamadas bases. Do povo que se identifica com o punho erguido, a sardinha assada, o fino e as músicas do José Malhoa. O povo que, no fundo, decide pois sente-se importante na hora de ser chamado a votar. A chamada classe média, essa, por norma passa ao lado deste tipo de manifestações. Faz mal. Estes são momentos de catarse, profundamente vernaculares e que aqui não consigo traduzir por palavras. Por isso recorro às imagens do meu "Sony", nem por isso uma máquina superior a muitas que vi nas mãos desse povo que escolhe os nossos governantes.

domingo, 8 de setembro de 2013

Seguro, Parada, um beijo e um treco


Meus amigos, tenho a confessar que vivi uma tarde de sábado fantástica: fui ao comício do Parada e aproveitei para comprar meia dúzia de coxinhas na Ferreira.
Mais, sentei-me num banco de jardim do Basílio Teles e ao meu lado sentou-se pouco depois o nosso querido Dux, que andava por ali "discretamente". Gostei de o rever. Está, tal como esperava, em grande forma.
Ainda deu para "morder" o ambiente. Não estava muita gente. Apenas os do costume: o pessoal do aparelho e o povo dos bairros. Matosinhos Sul e Lavra Litoral dispensam este tipo de manifestações artísticas.
Mas gostei. Sobretudo das bailarinas do José Malhoa. E do beijinho ternurento a um Seguro que, se repararem bem, não descolava. Isto pouco depois de ter dado um treco a Parada. Não é fácil ajudar o secretário-geral a subir em ombros!
Pensei que ia encontrar mais gente no comício mas a organização informou que estavam 3500 pessoas. Acho que contaram as pombas, 45 pardais, 4 caniches, os 70 jogadores de sueca habituais e também o franciscano de serviço. Mas tá-se bem.
Só vos digo mais uma coisa: não sabem o que estão a perder.
Não percam, por isso, o próximo comício.
É de borla e muito giro.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O debate

 O debate sobre as autárquicas 2013 em Matosinhos ainda está a decorrer mas acho que já há matéria suficiente para afirmar que o melhor era terem ficado todos em casa. Todos? Bem, o candidato do PTP , Orlando Cruz, não. Afinal foi ele quem proporcionou um inédito momento televisivo: um minuto de silêncio (o que é televisão é uma branca monumental), a propósito dos bombeiros. O senhor Orlando é motorista dos bombeiros, informa-se. De resto, o debate esteve quase todo o tempo centrado no desemprego. Ora, todos sabemos que esse é um problema que a câmara só pode ajudar a resolver se lhe permitirem alargar o quadro de funcionários (o que felizmente hoje não é possível). Mas adiante.
Por incrível que pareça, vimos Guilherme Pinto a tentar contrariar o candidato do PTP. A tentar, sublinhamos. O que diz muito.
O senhor Orlando brilhou realmente.
Quanto aos outros candidatos, Vinha da Costa enquanto esteve acordado esteve relativamente bem. Parada fez-se de morto na 1.ª parte mas quando foi para cima de Guilherme Pinto não se saiu mal. Apenas era escusado dizer que nunca entrou no Nery sob o argumento de que é uma casa de espetáculos para intelectuais. Por acaso só lá fui duas vezes e para ver ume espetáculo de humor do Rui Oliveira, um matosinhense, e uma comédia magistralmente protagonizada pelo João Lourival júnior.
O candidato do Bloco de Esquerda, Fernando Queirós, foi o mais sóbrio (e não há aqui qualquer segunda intenção) mas parecia estar zangado. Quanto ao candidato de Ramalde, perdão, Manuel Maio falou um dialeto chinês e o realizador esqueceu-se das legendas.
Falta falar do Zé Pedro, candidato da CDU. Está muito verdinho. Muito mesmo.
Ficamos ainda a saber que o Terminal de Cruzeiros pode salvar Matosinhos e que a câmara impediu os filhos das prisioneiras de Santa Cruz de nadarem na piscina de Perafita. Coisas muito importantes.
Curiosamente, ninguém falou de Narciso Miranda. Nem Guilherme (por ele criado), nem Parada (por ele hoje extraordinariamente apoiado).
Em suma, quem viu o debate até ao fim apenas ficou a saber que Matosinhos está entregue à bicharada. E nada podemos fazer.
 
E.Q.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Este cartaz é a morte do artista


Cartaz de Parada junto ao cemitério de Sendim.
Nunca um candidato foi tão verdadeiro.
Notável.
Parabéns aos responsáveis da campanha do antigo segurança de Seabra.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

A ilusão das sondagens em Matosinhos

Desde que o PS passou a concorrer aos órgãos locais de Matosinhos com duas candidaturas - algo que corre o risco de tornar-se numa tradição - que as sondagens realizadas têm uma possibilidade de erro maior que a habitual.

Há quatro anos, por exemplo, corria no concelho que a discussão entre os dois candidatos do PS pela vitória seria até ao último voto. Na semana anterior às eleições foi mesmo posto a correr o boato de que Narciso estaria em vantagem. Era mentira, claro.

Em 2009, esta sondagem realizada poucos dias antes da eleições apresentava os seguintes resultados:

Guilherme Pinto: 33,2 a 37,4%
Narciso Miranda: 28,1 a 32,3%

Os resultados finais, no entanto, foram esclarecedores:

Guilherme Pinto: 42,31%
Narciso Miranda: 30,7%

Ou seja, se no caso de Narciso os resultados ficaram dentro do intervalo previsto, os de Guilherme Pinto foram muito superiores, dando uma banhada ao Senhor de Matosinhos.

Serve este exemplo para explicar que, hoje, que estamos a um mês do fecho da campanha, e depois da sondagem revelada pelo Expresso na passada semana, em que vemos mais uma vez os dois candidatos do PS supostamente lado a lado, Matosinhos corre o risco de voltar a transformar umas eleições, que devem basear-se em projectos e programas, numa disputa emocional de um concelho tradicionalmente controlado pelo PS, em que se discutem nome e não o futuro do concelho e das freguesias.

Este panorama interessa aos poderes instalados cá no burgo: supostamente, será preciso votar massivamente numa das caras para impedir que a outra cara ganhe. E assim não se vota em alguém, vota-se contra alguém.

Importa, por isso, desmistificar que em Matosinhos há apenas dois candidatos - não há. Que o voto útil não é contra esta ou aquela cara - o voto útil é nos projectos e na capacidade de trabalho demonstrada, na avaliação de quem esteve ao lado das populações na luta contra as portagens nas SCUT, contra o fecho de serviços públicos. E relembrar que, por exemplo, no caso das SCUT, a luta passou ao lado dos PS de Matosinhos. A explicação não é difícil, a medida foi implementada pelo governo Sócrates.

Transformar estas eleições em mais uma disputa emocional contra esta ou aquela figura é o pior que poderá voltar a acontecer ao concelho. Cabe a nós impedir que isso aconteça.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O monstro

 Muitos são os que se regozijam com o Terminal de Cruzeiros mas a primeira impressão que tenho disto é que é algo de monstruoso e que borra completamente a paisagem. Mas se calhar é defeito meu, que sou chato.

E.Q.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Olha a onda

Que há uma ligação forte entre a Câmara Municipal de Matosinhos e a Tsunami já todos sabíamos. Não era, por isso, preciso exagerar.

Já agora, por falar em ondas, vejam lá se ligam a água na rotunda do Melia. Aquela coisa custou uma pipa de massa e está seca há longos meses.

sábado, 3 de agosto de 2013

Factótum

Nos momentos especiais, Narciso Miranda tem o condão de aparecer por perto dos eventos do próximo presidente da câmara municipal de Matosinhos. Há quem diga que Narciso não acrescenta votos à candidatura de Parada (os crentes e vencidos da vida), há quem garanta que vai passar por ele a vitória do candidato socialista (os fanáticos e os gamelistas militantes). Continuo a achar que nem uma coisa nem outra. A candidatura socialista é sempre vencedora em Matosinhos. Narciso Miranda é apenas um bónus pois a anterior máquina já deu tilt.
É a vida, meus senhores.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Matosinhos perdido



Um texto (mais um) interessante de ANTÓNIO GRAMAXO:
Matosinhos com pessoas, mas sem indústria, sem actividade e sem horizontes.

A mim, que vivi e senti bem por dentro o progresso desta terra, todas referências à industria conserveira e àquelas que lhe eram afins, tais como, as litografias em folha de Flandres, as latoarias, as serralharias, os armazéns de azeite, os madeireiros da zona de Aveiro(sobretudo estes) que forneciam as caixas para a exportação das conservas, as tipografias que faziam os envoltórios para embalar as latas sem impressão, as fundições que forneciam as soldas e estanhos para soldagem das latas e estanhagem das grelhas onde se colocavam as sardinhas em cru, enfim toda uma enormíssima actividade paralela à nossa industria e obviamente, a pesca, fizeram desta terra um polo dos mais importantes senão o mais economicamente viável do nosso País, me dizem tudo à minha experiência e sentido de vida. Igualmente nunca poderia ignorar as pessoas que trabalhavam heroicamente na indú...stria de conservas, milhares e milhares de pessoas, numa percentagem avassaladora de mulheres. Acho que sem elas, o seu saber e grande espírito de sacrifício jamais esta actividade seria possível. Não esquecer que a maior parte delas nem vivia em Matosinhos, mas sim nas freguesias rurais do concelho, donde se deslocavam manhã bem cedo e saíam do trabalho a altas horas da noite, sempre com um sorriso nos lábios e a cantar em grupos enormes e apressados de regresso a suas casas tentando esquecer as agruras e dureza do esforço do trabalho diário porque passavam. Também a verdade é que umas indústrias nunca subsistiriam sem a ajuda das outras e daí que todas elas fossem verdadeiramente complementares em todo o processo. Iniciei-me profissionalmente num período de crise das conservas e das pescas, depois surgiu a ressurreição e o apogeu da indústria até ao seu lento apagamento e daí, praticamente, até ao seu fim. As causas foram todas elas exógenas aos desejos dos verdadeiros interessados no progresso industrial de Matosinhos. Nada se fez para atenuar ou até combater esta situação verdadeiramente criminosa. Só que os culpados foram-se escondendo e passaram incólumes e sem julgamento! Mas eu sei quem eles são!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

A rede

"Ainda me recordo da decisão que tomei para encomendar esta fantástica obra d'arte. Fui, na altura, muito criticado. Não obstante a degradação que nos transmite descuido e desleixo, como aconteceu, durante dois anos com o salão de chá da Boa Nova, a obra continua imponente a marcar a diferença. A decisão foi correta e ficará como a marca qualitativamente superior a impor-se à banalidade e mediocridade. Sinto grande orgulho!!!", escreveu Narciso Miranda na sua página do Facebook.
Reconheço que fui um dos críticos. Continuo a saber quanto custou o monumento a que chamam "Anémona" mas reconheço que é já um dos elementos iconográficos de Matosinhos, ao lado da Ponte Móvel, da Piscina das Marés, do Farol de Leça da Palmeira, do Forte de Nossa Senhora das Neves, do Homem da Massa, das Torres da Facar, do Quecódromo, da Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, do Estádio do Mar e do bar Macau. Não sei também quanto custa a manutenção da coisa mas sei que Narciso Miranda quando abre a janela de casa se confronta sempre com ela, seja em dias serenos, seja em dias de tempestade. A Rede é, aliás, uma boa síntese do que foi a passagem do dux por Matosinhos, onde criou uma teia de contactos e ligações que ainda ninguém sabe como se esboroou. Quer-me parecer que Narciso acabou por se deitar na cama de rede que ele próprio criou mas isso só a distância da História nos irá permitir definir. Por ora, sou obrigado a concordar com o Presidente. A Anémona, ou no seu original "she moves", entranhou-se. Repito: não sei quanto custou nem sei quanto vai custar (talvez NM nos possa explicar aqui) mas sei que é neste momento o melhor bilhete postal de Matosinhos. Depois do Bar Macau, claro.

É tudo nosso!

Ora aqui está um bom exemplo de como eles acham que é tudo deles. Este episódio deve ser o expoente máximo do descaramento e da forma como os autarcas do PS, ex e futuros, eventualmente, olham para Matosinhos.

Esta estrutura do candidato foi colocada em frente a uma outra, da Câmara Municipal de Matosinhos, onde deveriam ser fornecidas aos cidadãos diversas informações relativas ao município. Ora, perante este cenário, podemos exigir algumas explicações à autarquia, já que ao candidato não vale a pena:

- A Câmara Municipal de Matosinhos não tem informações relevantes para prestar aos munícipes e a estrutura é por isso inútil?

- Se a estrutura fosse colocada por qualquer outra candidatura ainda estaria lá?

- Se é verdade que o painel da Câmara Municipal de Matosinhos não está em funcionamento, qual o motivo?

- Se a estrutura da Câmara Municipal de Matosinhos é inútil, por que continua plantada no jardim?

- Quanto custaram as estruturas da Câmara Municipal de Matosinhos que, pelos vistos, agora não funcionam?

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Ai se o ridículo matasse...

O problema de políticos desta estirpe é que confundem muitas vezes a vontade do povo com a própria e os interesses panfletários. Ninguém manda em Matosinhos. Eu pelo menos não quero ser mandado por ninguém, já me basta ser "mandado" trabalhar quase todos os dias e cumprir as minhas obrigações.
O resto é a treta do costume. Parada quer manter todas as dez juntas de portas abertas mesmo após a reforma administrativa que as reduz para quatro. Uma coisa apenas com alguma lógica em Celorico da Beira ou Unhais da Serra. Em Matosinhos, não. Se as quatro juntas e a câmara funcionarem bem, não precisamos de mais repartições e de mais funcionários. Isto sou eu a falar, o tal sujeito a quem comem mais de 200 euros por mês e metade dos subsídios de férias e Natal porque o Estado é uma besta anafada e há que pagar a manutenção da clientela e das repartições. Nestas alturas até me apetecia dizer uma asneira mas apenas vou dizer isto: doutor Parada, preocupe-se com outras coisas! Por exemplo, poupe-nos a vista e retire alguns dos outdoors. E não mande ninguém insultar vereadores quando estes se passeiam junto à Casa Amarela. Não é preciso. O PS já ganhou as próximas autárquicas. Com Parada ou com o Zé Bigodes ganharia sempre. Portanto, rasgue os cartazes e aplique o que sobra do budget da campanha em baralhos de cartas novos para os reformados do Basílio Teles. Vai ver que assim ainda ganha com maioria absoluta.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Bataria, fogo!

O Pavilhão da Bataria, em Leça da Palmeira, encheu-se de comensais. Foi provavelmente mais um execrável almoço de carne assada ou, não tão pior, arroz de pato. António Parada meteu dois mil "apoiantes" no pavilhão para receber o Tozé Seguro. Temia-se que também por ali aparecesse um tal de José Sócrates. Narciso Miranda, esse, ficou-se pelo Melia, a contar os carros e as pessoas que deles saíam. Sempre atento o nosso dux, que deve ter preferido ir ao Miguel. Estes mega almoços representam um momento pindérico e pimba da vida política nacional mas vão continuar a fazer-se, isto até ao dia em que o Ministério Público decida escrutinar a sério a forma como são organizados estes ajuntamentos. É o que temos e mais não podemos pedir a não ser uma sobremesa pelo menos ao nível de um flan Mandarim, esquecendo desde já a zurrapa que é costume servir, bem assim como os croquetes que sobraram da última festa partidária. É triste mas o que é preciso é haver apetite. Tal como a imagem o demonstra, parece que não faltou.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Há mesmo almoços grátis

Parece que no sábado vem cá a Leça da Palmeira o senhor do PS que anda a negociar coisas com o PSD e o PS. Há instantes, aqui pelo bairro, duas pessoas do PS cá do burgo foram, porta-a-porta, convidar as pessoas que têm habitação social para um almoço de borla. Mas só as que têm habitação social, porque quem comprou casa a custos controlados deverá, na óptica, destes senhores, estar menos vulnerável e receptiva a almoços grátis, não é?

A oferta de almoços não é nova. Quando Sócrates esteve também no pavilhão da Bataria, em 2011, o filme repetiu-se. Mas parece que, desta vez, a receptividade foi bem diferente...

Em Matosinhos como no país, mudam os rostos do PS, mas o PS não muda.

Maior aula do mundo de judo em Matosinhos

video
Sábado, a partir das 17 horas, na praia de Matosinhos.

sábado, 13 de julho de 2013

Quem pagou? Quem autorizou?

Quem pagou?
Quem autorizou?

É só isto.

Parada vermelhão

 Eis o novo cartaz do Tó. Ele quer ser um de nós, ele quer estar mais perto de nós. Ele está muito avermelhado e de punho cerrado. Pouco fotoshop, ao contrário ao concorrente, e um daqueles sorrisos que derretem cricas. A vida faz-se caminhando. Parado é que ele não fica.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A caminho de Sendim

 MMais uma do pai Queirós:
Noutros tempos Matosinhos terminava no Hospital, pouco mais ou menos. A freguesia era toda virada para o mar. Quando morria alguém o acompanhar do funeral era uma imensa caminhada. A rua de Alfredo Cunha tinha mais terrenos do que casas o que torna o percurso mais doloroso. Lá no alto, quando se chegava junto do pequenino estabelecimento da D. Geninha (sogra do Artur Fonseca, grande glória do Leixões e do Boavista), os vivos respiravam de alívio, pois só faltava calcorrear aquela avenida, ladeada de árvores, até àporta do cemitério. O regresso era mais rápido pois descia-se pelo monte que vinha dar à Casa do Leão e, depois aos terrenos onde foi construído o Bairro dos Pescadores.
Uma outra demonstração do "fim do mundo" matosinhense, foi o chamado Bairro do Tarrafal, nome que lhe ficou por ser construído num local ermo, longe do centro da vila.
Recordo a aventura que era ir até Bouças, à chamada zona do Convento. local onde havia uma fonte com água fresca que me provocou o garrotilho que quase me mandou para o outro mundo não fosse a competência e a dedicação do velho e saudoso dr. Sousinha.
Era um Matosinhos marcado por muita ruralidade. Que o progresso engoliu, mas que a memória a conserva viva.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Coach Calisto: orgulho de Matosinhos


Arrumadores


Foi aberto um parque de estacionamento em Leça da Palmeira, com direito a placa e tudo, com o nome dos inaugurantes para a posteridade. Um parque semi-subterrâneo, por agora gratuito, com 84 lugares de estacionamento que custaram 600.000 euros de fundos comunitários, segundo informação da Câmara.

O estacionamento é de facto uma questão importante para quem visita as nossas praias – talvez o fosse menos se tivéssemos uma rede adequada de transportes públicos, mas isso é outra história. No entanto, argumentar que é um passo importante para acolher quem nos visita, potenciando o turismo, quando a 500 metros está a Casa de Chá da Boa Nova ao abandono é, no mínimo, ridículo. Não há turismo sem atracções turísticas, nem conseguiremos prender quem chega de fora se só tivermos praia – com o sol não podemos contar sempre.

Por outro lado, é fundamental pensar em quem nos visita mas, se descurarmos quem cá vive, serve de muito pouco. Termos turistas maravilhados com as nossas praias quando, desde Abril, está uma pessoa a viver numa tenda de campismo por baixo da Ponte Móvel, para mim, não faz o mínimo sentido. A Junta de Freguesia já foi contactada, mas não há resultados práticos. Hoje, quando escrever o próximo ponto final, temos um estacionamento, temos praia, e o cidadão continua lá.

Publicado, originalmente, na edição de Julho do Notícias de Matosinhos

Anima-te!

Não há nada calma, Eugénio. Foi um fim-de-semana bem animado, com uma grande apresentação dos candidatos da CDU às Freguesias de Matosinhos, o Vinha da Costa continua a fazer de conta que não é candidato de um dos partidos do governo e o CDS não apresentou o seu candidato à CMM, o homem de Ramalde, porque o Portas estava ocupado a irrevogabilizar-se.

Parada espera por um buraquinho na agenda de Narciso a ver se o JN aparece com uma sondagem melhorzinha, Guilherme Pinto anda ocupado a cortar fitas.

Ainda falta muito para 29 de Setembro, vamos aguardar de olhos bem abertos.

sábado, 6 de julho de 2013

Calma de morte


O termómetro está maluco e setembro promete estourar com ele de vez.
Os dois grandes candidatos à presidência da Câmara Municipal entraram numa fase de acalmia.
Tal como as obras de requalificação da casa de chá da Boa Nova, que parecem ter parado, depois do parecer do Tribunal de Contas.
Tal como o acordo com as gasolineiras, chumbado por grande parte do PS na última assembleia municipal.
Guilherme Pinto e António Parada ganham lanço para a campanha pura e dura.
Parece que um deles até já chamou a polícia.
Parece que vai ser marcado um debate. Na Lota.
Matosinhos estiola e fede.
Não merecíamos isto mas é o que temos.

domingo, 30 de junho de 2013

Piratas em Leça da Palmeira


A edição que está a decorrer dos Piratas em Leça da Palmeira - onde por acaso não há muitas notícias deles... - está a ser um enorme sucesso, com este calorzinho também a ajudar. Não sei quanto custa esta iniciativa mas garantem-me que não custa muito. Se assim for, prova-se mais uma vez que com pouco se pode fazer muito, com Fernando Rocha de novo a marcar pontos no seu pelourinho.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Entrar a pés juntos

Jogo perigoso, diz-se no futebol, sobre o título com que me estreio no PdL. E, em ano de Autárquicas em Matosinhos, consta mesmo que é jogo perigoso escrever o que seja cá na terra. Não faz mal. O árbitro perceberá que a intenção foi apenas jogar a bola e, no máximo, serei advertido com um cartão amarelo ou com aqueles avisos gestuais, veementes, mas que resultam em nada, na prática.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

É um facto: voltou

A imagem corre nas redes sociais, sobretudo nos chats, com muitos likes.

O dux está de volta. A verdade é que nunca deixou de ser O Presidente.

domingo, 23 de junho de 2013

ADN Narciso

O que está a dar é zurzir em Narciso Miranda e António Parada por se terem conluiado depois de um longo noivado. Todos sabemos que Parada esteve do lado da barricada de Seabra contra Narciso Miranda, Guilherme Pinto e Henrique Calisto. Seabra ganhou essa batalha mas não conseguiu "matar o pai" por causa de uma infeliz coincidência. A vida seguiu, Narciso cansou-se e saiu e até apoiou Guilherme Pinto na sua primeira eleição. O atual presidente da câmara nunca teria chegado onde chegou se Seabra não tivesse ousado atacar Narciso quando este era dono e senhor do reduto socialista de Matosinhos. Hoje, apesar da grave doença que o afeta, Manuel Seabra encontra-se bem cravado na equipa de António Parada, embora na condição de deputado da nação. Tudo isto apenas para vos dizer que o que está a dar é o que sempre esteve a dar. Ou seja, um mapa político de Matosinhos dominado, desde os finais dos anos 70 do século passado, pela personalidade forte, carismática e por vezes ignóbil de José Rodrigues Narciso Miranda. Sempre tive um carinho especial por ele, até quando me quis calar com processos. Reconheço: exagerei um bocadinho, sobretudo quando o tratei por parolo de Barroselas. É muito injusto para Barroselas pois Matosinhos está cheia de parolos e Barroselas não sei porque apenas passei por lá a caminho do "Camelo". O que sei é que Narciso é o pai de toda esta tribo que vive da política em Matosinhos. Foi o modelo, o mentor, o promotor e o autor de todas estas figuras que hoje lhe apontam os piores defeitos mas que se esquecem das virtudes que Narciso lhes ofereceu por vezes numa bandeja. Mas esta gente é assim. Quem se baixa para comer da gamela fica sempre com problemas de coluna. E bom S. João!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Ricardo Santos: reforço PdL

 Porto de Leixões vai passar a contar com um reforço de peso: Ricardo M. Santos. Um jovem leceiro com sangue na guelra, de escrita fina e grande sentido crítico. Ou não fosse membro de uma das famílias leceiras que mais admiro. Acho que vamos ficar todos a ganhar.
Força, Ricardo!

Juntos vencerão

Tal como se previa e temia, Narciso Miranda vai integrar a equipa de António Parada provavelmente como candidato a presidente da Assembleia Municipal. É uma dupla apenas improvável para quem não conhece o meândrico mundo da política matosinhenses, escatologicamente viciado por este tipo de movimento centrífugos que nem uma Bamby da última evolução consegue igualar. As contas não são simples de fazer e certamente que Narciso não transporta para o lado de Parada os 31% que teve nas últimas eleições mas é um aliado de peso. Não tarda nada e vamos ter em Matosinhos pelo menos uma avenida com o nome de Sousa Franca. Ou quiçá o nome do antigo candidato a PR na lota cá da terra.
Para Guilherme Pinto sobra o desafio de se bater contra o dinossauro da política matosinhense e ao mesmo tempo contra o antigo braço armado de Manuel Seabra. É assim a vida. Alegre e divertida.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Arre que já chateia!

 A questão que se coloca é: quantas mais entrevistas vai o Rafael Barbosa, perdão, o JN fazer a Guilherme Pinto até ao dia das eleições autárquicas?

domingo, 16 de junho de 2013

E viva o Leixões

Duas boas notícias sobre as eleições do Leixões. Venceu a lista que em princípio permite manter o clube a respirar. A outra é que temos quase 700 sócios com as quotas em dia.

É só.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Uma obra notável

Quis o destino que o autor desta biografia, Magalhães Pinto, tivesse falecido poucos dias antes da apresentação desta notabilíssima obra. Uma das melhores lançadas pela Câmara Municipal de Matosinhos. Reli-a ontem. É um grande trabalho de pesquisa, de rigor nas fontes, e de erudição. Até tem um toque de romance. Os matosinhenses não podem deixar pelo menos de passar os olhos por esta biografia de um presidente da câmara que fazia questão sempre de dizer que era o povo quem lhe pagava o ordenado. Ok, era um homem do regime. Sim, mas um Homem que honrou o serviço público e Matosinhos. Já não se fazem homens assim. Os políticos que temos são todos de aviário.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Guilherme pagou a bandeirada

O movimento "Por Matosinhos" abriu a sua temporada no Cabo do Mundo. Mais um jantar. Este no Rochedo, Com os taxistas de Matosinhos. Suspeito que houve carne assada ou, quando muito, bacalhau com natas. Mas adiante. Apenas para deixar o meu protesto. Está na hora do ainda presidente da câmara municipal de Matosinhos reunir com os apanhadores de mexilhão, os colecionadores de selos e, quiçá, as moças do farol. Na parte que me toca, seria interessante um encontro com os Amigos do Faísca mas, claro, com um menu pelo menos com cinco pratos. É uma sugestão que deixo ao diligente líder do movimento "Por Matosinhos", sem dúvida pujante, pelo menos no que toca a jantaradas.

domingo, 9 de junho de 2013

quinta-feira, 6 de junho de 2013

O Sete

 
Há um ditado popular que diz: “nunca digas que estás bem”.


E foi isso que aconteceu ao amigo Joaquim, que estava sossegado no seu remanso dos 79.


Há mais de SETE dias o filho do Delfim alfaiate foi convidado  para ir conviver com os seus conterrâneos que, as senhoras e os senhores que sabem escrever e que possuem imensos leitores


Mas o pior estava para acontecer e que era ele  ter de dizer alguma coisa, mais ainda, com um aviso de tom severo e  solene:  não falar mais de sete minutos!


O aviso seria para acelerar o programa ou para se verem mais cedo do convidado?


Ele, no entanto, aceitou, sem prever no sarilho em que se estava a meter. Pensou, voltou a pensar, e lá se atirou para o teclado do computador, mas sempre com o credo na boca e com o SETE sempre apontado para as suas fragilidades literárias.


Contou os sete dias da semana e verificou que os sete minutos teriam de ser bem argamassados e espremidos e logo num dia anterior ao 7º. dia da semana, dia primeiro do sexto mês, que, como se sabe,  é prenunciador da chegada do sétimo.


Mas, há que ter receio desta baralhada que o sete provoca!


Entretanto, ajudado pelo riscar da vida, começou a chegar à conclusão que não era assim tão difícil andar à volta do sete, pois desde os seus primeiros momentos de vida fora mantido  sete meses no ventre de sua mãe.


Nasceu antes do tempo. Tal como o Churchil (convém dar esta nota para valorizar o autor).


Ao menos isso.


E tudo começaria aí.


Não aconteceu no dia 7, mas no 3x7 do mês de Abril.


Assim, o 7 o perseguiu nos primeiros tempos da vida.
Até nasceu no 147 da Brito e Cunha a menos de 700 metros do mar.
Uma maré cheia de setes.


Como tinha nascido sem estar pronto para tal, esteve quase SETE meses entre botijas de água quente e algodão em rama.


Lá estava o SETE a marcá-lo, e marcou-o até hoje.


A 7 de Outubro foi aprender as primeiras letras e a 17 do 7, quatro anos depois, prestou provas de que sabia ler e escrever.


A 7 de Junho disseram-lhe que não servia para a tropa. A ele e a sete amigos.


Aos 17 anos de vida começou a trabalhar até às 7 horas da tarde e depois a estudar à noite, tomando o 1 para apanhar o 17 no Castelo do Queijo para a Praça da Batalha..


Conheceu a menina dos seus olhos a 7 de Janeiro e durante 7  anos fizeram quase um oito, quanto ao que respeita às andanças e contradanças do amor. Ela nascera em 1937.


Beijos e abraços. Risos e amuos. Até ao sim.


Tem graça, o Amor precisa de duas doses reforçadas de letras para ultrapassar o SETE, mas é bom que assim seja, porque resulta, normalmente, num delicioso OITO.


Voltando atrás, casou a 27 de Maio. O padre Alcino, que o casou, não tinha 47 anos, quase 48.



O casalinho foi residir para o 237 duma bonita rua de Leça da Palmeira.
A noite de núpcias foi uma noite de SETE fôlegos, a pedir meças ao destemido 007.


E passados poucos anos lá em casa já havia sete pessoas.


O SETE continuaria  a acompanhar a vida de todos.


Para variar, para dar um certo ar erudito ao autor, ele aponta o SETE da  7ª. Arte, antecedida pela Música, Pintura, Escultura, Arquitectura, Literatura e Coreografia., isto, ainda, a par das sete maravilhas com a Pirâmide de Gizé, Jardins Suspensos da Babilónia, Farol de Alexandre, Colosso de Rodes, Mausoléu de Halicaman, Estátua de Zeus em Olímpia e Templo de Artémis em Éfeso.


Bem, isto já é pretensão de     querer ser um intelectual. O que na verdade não é chinelo para o pé do Joaquim..


O autor cai num PINTAR O SETE que  não dá para tirar sequer a prova dos nove do que pretende dizer. Está metido numa camisa de sete varas, perdão, a camisa tem 12 varas.


É de ficar baralhado.


Mas     que se fechem os olhos à vergonha e continuemos.


Os sábios, os que sabem e não os que impingem uma sabedoria de loja de chinês, mostram à evidência que a Filosofia também se intromete com o SETE, tantas são as suas virtudes:




A Esperança
A Fortaleza
A Prudência
O Amor
A Justiça
A Temperança e
A Fé


Bem, mas sem ocultar,  os pecados mortais que, por coincidência, são também SETE e andam por aí bem espalhados nos tempos que passam.


A Vaidade
A Avareza
A Ira
A Preguiça
A Luxúria
A Inveja e
A Gula.



Mas as virtudes também são SETE. Pois são.


A Castidade
A Generosidade
A Temperança
A Diligência
A Paciência
A Caridade e
A Humildade.



E até temos as sete cores do arco-iris:


Vermelho
Laranja
Amarelo
Verde
Azul
Anil e
Violeta.



Francamente, o que havia de dar ao SETE!


Esta prosa está mesmo a tornar-se numa lenga-lenga.


E nem sequer ainda batemos as teclas das sete notas musicais, retinindo o dó no pensamento daqueles que estão a ser martirizados pela audácia deste autor se meter por sete caminhos.





Sem estilo e sem vergonha. Um autor  de sete e meio.  


Pois, mas deixem o Joaquim espalhar-se ainda mais um pouco nas teclas do computador.


Ele ainda pretende arranjar oportunidade para recordar o tempo de menino e a Branca de Neve e os seus sete anões: o Atchim, o Soneca, o Zangado, o Feliz, Dengoso, o Mestre e o Dunga, que pintavam o sete..


Raio de coisa! Ó Joaquim, já chega!


E agora: não aparece a porta de saída.


Ó sete, sai da frente. Vê se apanhas o ponto final.


Há o receio, evidente, que já foi pisado sete, o pico e o oito e tal.


Por isso, feche-se a conversa a sete chaves.


Mas, esperem, há uma surpresa que valerá vários setes. Os 27 escritores que aqui estiveram merecem isso.


Por isso, o Joaquim foi pedir a ajuda ao inesquecível Zeca Afonso, para nos falar das sete fadas que o fadaram. Sete fadas. E com 337 letrinhas.









Ora, escreve e canta ZECA:


Sete fadas me fadaram
Sete irmãos m’arrenegaram
Sete vacas me morreram
Outras sete me mataram


Sete setes desvendei
Sete laranjinhas de oiro
Sete piados de agoiro
Sete coisas que eu cá sei


Sete cabras mancas
Sete bruxas velhas
Sete salamandras
Sete cega-regas


Sete foles
Sete feridas
Sete espadas
Sete dores
Sete mortes
Sete vidas
Sete amores
Sete estrelas me ocultaram
Sete luas, sete sóis
Sete sonhos me negaram
Aqui d’el rei é demais!


E, pode-se, finalmente, respirar fundo. Chegamos ao fim.


Os SETE minutos já lá vão.  As  palavras jorraram  pelas sete bicas do minguado saber do autorr.


Um verdadeiro diabo a sete este bocadinho de vida.


O tema escolhido pelo autor,  era mesmo um bicho de sete cabeças. Foi uma rasteira que pregaram ao Joaquim.


Onde já onde vão os sete minutos a que se obrigou?


Com jeito chegávamos aos 77.


No entanto, mesmo com o confrangimento que se vê nas vossas caras,  não custa confessar, que o autor aspira voltar aqui, para o ano, com 80 já feitos, isto é, depois de já  ter despachado 10 setes.!


E talvez amparado a uma bengala parecida com um sete.


Não gostaram do que ouviram?
E tem razão para tal. Isso percebe-se nos vossos olhos de misericórdia.


Esperavam outra coisa. Mas, repetimos, a culpa foi do sete que obrigaram o autor a cumprir. O tempo do tema multiplicou-se.


Morreu a intenção. Matamos o SETE.


Sem sentido do ridículo pintamos o sete de diabruras no sentido das palavras; pusemos quem nos ouviu a procurar compreender tiradas incompreensíveis; causou-se indiferença e muitos olharam para o tecto; provocou-se escândalo ao trazer um texto destes para este Encontro; houve desordem nas palavras, nas linhas e entrelinhas.


Uma vergonha!


Mas, já agora, perdido por sete, perdido por setenta, o Joaquim quer redimir-se, pedir perdão a quem aguentou estes enormes sete minutos, trazendo para ponto final, os Sete Erros apontados pelo grande Mahatma Gandhi:


E eles são:


Riqueza sem trabalho;


Prazer sem consciência;


Conhecimento sem carácter;


Ciência sem humanidade;


Comércio sem moralidade;


Adoração sem sacrifício;


Política sem princípio.










Chegamos à última página.


O autor certamente que conseguiu ser perdoado.


Mas nunca mais aceita nem sete, nem setenta minutos.
JOAQUIM QUEIRÓS