quarta-feira, 27 de junho de 2012

A Nova Era e a extinção das freguesias

Vai por aí um grande banzé a propósito de dois assuntos:


- O facto de a Nova Era ter anunciado a sua festa de verão para Matosinhos quando esta decorre na praia do aterro, na freguesia do Paço da Boa Nova.
- A posição assumida por 8 das 10 juntas de freguesia de Bouças contra a extinção de algumas freguesias no âmbito da reforma administrativa que está em curso (mas devagarinho).


São assuntos muito próximos. O primeiro revela um último estertor vernacular, o segundo resulta apenas do apego a determinadas posições políticas ao estilo de rampa de lançamento.
Não é difícil perceber que a história de uma terra não depende do seu estatuto administrativo ou das suas fronteiras imaginárias. Faz-se caminhando e, sobretudo, preservando o património e conhecendo a História. Leça da Palmeira é, nesse aspecto, uma terra privilegiada e não estou a falar apenas do Jorge Bento.


A última grande reforma administrativa ocorreu em meados do século XIX. Ou seja, há um século e meio. Estava na hora de fazer outra, agora também em nome de uma poupança que urge. Mas eis que ressurge o espírito paroquiano no seu pior, quiçá estimulado por forças políticas viciadas nas ações de rua e no pic-nic anual da Quinta da Atalaia, embora com um pseudo-comando do xuxas locais. Dispostos também a debater a localização do Quecódromo, reclamando-o como ex-libris da freguesia do Paço da Boa Nova. O que me faz lembrar a questão da marginal de Leça que sem palmeiras seria sempre do Siza Vieira e que hoje é de todos serenamente, sem termos que andar a esbarrar nas ditas cujas.


Somos do lugar onde nascemos, onde crescemos, onde vivemos e onde desfrutamos de grandes momentos. Não somos nunca de um ponto específico e não somos donos de parcelas do território. Eu, por exemplo, olho para a minha rua não como minha mas como de todos os que lá vivem e lá passam. Não nasci lá e não me importa se vou lá morrer. É uma rua como outras, num local específico do nosso território, envolvida pela história e vivenciada por muita gente. Se ele está em Perafita, como é o caso, na freguesia do Paço da Boa Nova, em Bouças ou no Monte dos Pipos é algo que pouco me importa embora prefira viver a 200 metros do mar em vez de viver num bairro semi-clandestino junto das bouças.


Se Matosinhos perder freguesias, nada ficará a perder.
Há muitos anos que as juntas de freguesia se dedicam apenas a proporcionar bailes e passeios para velhinhos, sempre na perspectiva de angariar votos. A causa é decente mas não prioritária até porque os velhinhos devem ser poupados a esses espectáculos públicos.


Portanto, tudo isto não passa de folclore. A caravana vai passar, a festa de verão vai bombar, a freguesia do Paço da Boa Nova vai desaparecer e tudo continuará como dantes. E em setembro não faltarão couratos e pins do Che Guevara. Quanto aos presidentes de junta que perderão o poleiro, certamente se encontrará um pelouro para os mesmos.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Balões para a Petrogal...

À falta de um plano de segurança para quem mora junto à cerca da Petrogal, todos os anos faço a minha gracinha, mandando balões de ar quente em fogo para o epicentro da refinaria, com a ajuda dos ventos dominantes.

domingo, 24 de junho de 2012

A marginal do Cabo do Mundo

Com custos anunciados na ordem dos 6 milhões de euros, a remodelação da marginal entre a Boa Nova e o Marreco teve o seu fim...anunciado para dezembro de 2010. Palavra de Guilherme Pinto. Estamos no verão de 2012 e a obra ainda não está concluída. Falta-lhe o quase. Enquanto o quase não desaparece, os automobilistas vão estragando as máquinas em tampões que se salientam da estrada e em desníveis incríveis entre troços de vias. Não sei o que aconteceu para que tanto atraso e desleixo tivessem perturbado seriamente precisamente uma das zonas do concelho que mais contribuiu com impostos. Se estivessemos perante um bairro social a concluir em vésperas de eleições, não duvido que não teríamos atrasos.
O que aconteceu é algo que deve envergonhar quem é mandadato pelo povo para pensar e executar.
Esta é a prova de que não basta ter boas ideias - é preciso calcular acima de tudo o interesse público e nesse aspecto assistimos a um falhanço estrondoso.
Recordo o dia, já distante, em que apanhei o nosso presidente da câmara no meio das canivais do antigo Quecódromo instalado num palanque a anunciar esta empreitada. Parei o carro e fui assistir para ver e crer. Acreditei demasiado. Mais uma vez,

quinta-feira, 21 de junho de 2012

A piscininha

Nos meus tempos de menino, a Praia de Leça tinha este aspecto e a sua grande atração era a Piscininha. Sem precisar de recorrer a crédito, alguém ali construíu dois ou três muros e proporcionou uma poça grande onde a miudagem desfrutava e fazia chichi, colocando a temperatura da água do mar de Leça ao nível da temperatura do Mar das Caraíbas.
Aqui também podemos ver o Palacete que foi implodido no início dos anos 70.
A foto é antigo (anos 40 ou 50) mas vem provar uma coisa: para se animar uma praia não é preciso muito dinheiro - uma boa ideia às vezes pode fazer toda a diferença e durante muitos anos...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O ImParada


Ganhou a concelhia sem espinhas e foi importante na vitória de José Luís Carneiro na distrital.
Ninguém pára o Parada.
O antigo segurança de Manuel Seabra está a revelar-se um fenómeno.
É a prova de que a lota continua.
Agora, prepara-se para se apresentar como candidato do PS à Câmara Municipal de Matosinhos.
Tem o pão e o queijo na mão.
Vamos ver se a mercearia lhe dá o resto ou se escorrega na marmelada.