sexta-feira, 22 de julho de 2016

Antes da Páscoa ainda é o Natal

 

Parece que a concelhia do PS, com uma maioria de 60 por cento, decidiu indicar o seu líder, Ernesto Páscoa, como candidato a presidente da autarquia lá para Outubro de 2017. Não é propriamente uma surpresa. O próprio já tinha feito saber que gostava de ser candidato mas até nem foi disso que se falou quando, recentemente, numa iniciativa do Orfeão de Matosinhos, Páscoa se encontrou com Luísa Salgueiro na rua Brito Capelo. Pude testemunhar que não houve qualquer tentativa de atirar alguém para a linha do metro, conforme ajudar a explicar esta foto do Mário Rega Santos...
Ora, todos sabemos também que a direção do PS e a distrital querem que a candidata do PS seja Luísa Salgueiro. A própria já está no terreno a marcar a sua posição, como é legítimo.
Todos sabemos também que a implosão, embora controlada, do PS de Matosinhos começou com uma guerra entre Narciso Miranda e Manuel Seabra. O primeiro lançou vários petardos na direção do segundo mas todos (de Henrique Calisto a Guilherme Pinto) falharam. Seabra ganhou a concelhia e consolidou aí o seu poder. Teria sido o presidente da câmara se não tivesse acontecido o incidente da lota, ainda hoje por deslindar completamente. Foi aí que a liderança da câmara cai nos braços de Guilherme Pinto. Seguiram-se 4 anos de alguma tranquilidade mas a seguir António Parada, vindo a da presidência da junta principal do concelho, atacou. E perdeu estrondosamente como candidato indicado pela concelhia do PS de Matosinhos.
Com isto, podemos concluir que nem sempre é boa para o PS de Matosinhos a indicação de um candidato. O PS cá da terra fez tudo parar gerar a desconfiança da direção distrital e central. Por isso é que António Costa e Manuel Pizarro jogaram na antecipação e deram luz verde a Luísa Salgueiro, antiga vereadora e deputada no ativo, para avançar. Como julgo que irá acontecer porque antes da Páscoa de 2017 ainda teremos o Natal de 2016, para desgosto dos ressabiados e frustrados do costume que aderem ao núcleo do PS de Matosinhos movidos apenas por interesses pessoais.

Poucas horas depois da tal reunião do PS para indicar prematuramente um candidato, aconteceu isto num restaurante de Matosinhos. Acho que é desnecessário fazer mais comentários.



quarta-feira, 20 de julho de 2016

As eleições de Matosinhos em 2017




A mais de um ano das próximas eleições autárquicas, Matosinhos já mexe. Narciso Miranda foi o primeiro a anunciar a sua candidatura e começa com alguma vantagem. Mas Luísa Salgueiro já está no terreno e, apesar de alguma turbulência que se vai sentindo no PS, está também com tudo pronto para se lançar rumo à cadeira de sonho dos paços do concelho, por onde começou integrando uma equipa comandada pelo Dux de Bouças. Narciso, como se sabe, foi o "Senhor de Matosinhos" nas duas décadas e meia que se seguiram ao 25 de abril de 74. Conseguiu fazer de Matosinhos um bastião do PS. O mesmo bastião que atacou, para perder, quando se sentiu ostracizado por aqueles que criou. Conseguiu, há 7 anos, pouco mais de 32 por cento dos votos e o PS só conseguiu ter maioria graças a mais um movimento de contorcionismo do PSD de Matosinhos, quando os Guilhermes deram as mãos. Na sua primeira eleição, o atual presidente da câmara, que luta contra a terrível doença, ganhou com o apoio do PS e de Narciso. Na 2.ª, ganhou contra Narciso. Na 3.ª, ganhou contra o PS, António Parada e Narciso. Confesso que me surpreendeu. Nunca esperei tanto de Guilherme Pinto e tiro-lhe o meu chapéu. Agora, temos esta certeza: o PS de Matosinhos vai continuar partido mas Luísa Salgueiro parte com o apoio das "bases" que deram a GP a última vitória, mais a clientela do PS. É um desafio enorme para Narciso Miranda. Falta agora saber o que vai fazer António Parada mas não é difícil de adivinhar. O atual assessor da secretária de Estado das Pescas foi absorvido pela máquina do partido e deve-lhe obediência. Veremos também se Henrique Calisto tem gás para assumir uma candidatura independente, capaz de baralhar um bocado estas contas. Mas o mais provável é termos a câmara a ser disputada por Narciso e Luísa nas eleições de outubro de 2017. É ainda muito cedo mas já vejo por aí muita gente a não querer meter os ovos todos no mesmo cesto... :)




quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A estupidez não paga mesmo imposto

Em Perafita abriu recentemente um lar para idosos. Tudo bem. Não sei se é da paróquia, do Estado ou de privados. O que sei é que tem por vizinhos o cemitério e a casa mortuária. É quase a mesma coisa que partilhar as instalações de uma agência funerária com uma unidade de cuidados paliativos ou então permitir que a IURD construa um templo ao lado da Igreja do Bom Jesus de Matosinhos. Também não quero imaginar o que seria, por exemplo, concessionar o palacete do Visconde de Trevões a uma casa de alterne.
 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O restauro e os indignados do costume

 
Neste país a facilidade com que qualquer iletrado põe em causa e contesta qualquer decisão relativa ao património impõe uma pequena reflexão. Esta a propósito da Capela do Corpo Santo, em Leça da Palmeira, zona na qual cresceu o meu avô Queirós, que mais tarde se mudou para a Rua Brito e Cunha em Matosinhos, onde manteve uma oficina de alfaiate que era também uma espécie de sala de convívio da malta da rua. Vivemos num tempo sem filtros e onde qualquer um pode aparecer nas redes sociais a falar de assuntos de que só ouviu vagamente falar ou que mesmo nunca abordou. Neste caso concreto, a indignação devia-se à forma como estava a ser feito o restauro desta pequena capela que funciona muitas vezes como capela mortuária de Leça da Palmeira. Contestou-se o reboco. Poucos se informaram, poucos quiseram saber. O que está a ser feito é apenas devolver à capela a sua imagem original pois sempre foi rebocado e só nos últimos 40 anos apareceu com a pedra à vista. Simples. Este é mesmo o país que protesta quando não se faz e que protesta também quando se faz. Um país de doutores e engenheiros. Como diz o povo, da mula ruça.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Estado terminal


Bem, finalmente foi inaugurado o Terminal de Cruzeiros de Leixões.
Falta abrir o restaurante, faltam os acessos, faltam os anunciados 300 investigadores de ciências do mar e falta o passadiço de que fala Guilherme Pinto e que vai permitir que o povo consiga ficar realmente a ver navios.

O responsável pelo terminal fala, significativamente, na urgência de tomar medidas paliativas.

Ou seja, este mamarracho ainda agora nasceu e já está em estado terminal.

País de bacocos, este, que continua a espantar-se com o tiro de foguetes e no fim do mês paga obedientemente a fatura.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Narciso Miranda: "Tudo isto é uma vergonha para a nossa terra!"

"Não, Eugênio, desta vez não concordo de todo...
Eu não estava ali porque não tinha de estar ali naquela peça de teatro de péssima qualidade. Ponto final.
Não poderia estar ali por respeito a Matosinhos, respeito ao povo de Matosinhos e POR RESPEITO A MIM PRÓPRIO.

Tudo isto é uma vergonha para a nossa terra!!!!!"

As palavras são de Narciso Miranda, que não consta desta foto que junta Guilherme Pinto, ex-PS, Luísa Salgueiro, deputada do PS, António Costa, secretário-geral do PS, Ernesto Páscoa, presidente da concelhia do PS de Matosinhos, e António Parada, vereador do PS, Estiveram todos a almoçar na mesma traineira. Ao que parece, Narciso Miranda foi convidado mas fez-se constar que estava em Londres. Mas afinal não - estava ainda em Matosinhos. E, conforme esclareceu, só não correspondeu ao convite pelas razões que explicou atrás.

A luta eleitoral de outubro de 2017 promete. Guilherme Pinto está fora pois não pode concorrer, Luísa Salgueiros se o PS ganhar as legislativas será secretária de Estado ou até ministra da Saúde, Ernesto Páscoa só com a força toda do aparelho chegará lá e António Parada tem a sua força nas bases.

Falta saber se não teremos uma ou duas candidaturas independentes.

Uma protagonizada por Palmira Macedo.

Outra pelo homem que vindo de Barroselas colocou Matosinhos no mapa. Guilherme Pinto, responsável por dois KO técnicos, um a Narciso e outro a Parada, talvez ainda tenha uma palavra a dizer nesta guerra, assim a saúde o permita.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A ponte que nos une

A CMM colocou hoje no seu site uma informação - pode ser lida aqui - relativa ao ponto da situação em relação às pontes que unem as freguesias de Matosinhos e Leça da Palmeira, depois de hoje ter sido cortado o acesso à Ponte Grande junto à Quinta da Conceição. Evidentemente que é um transtorno monumental para quem necessita de sair de Leça em direcção a sul mas a verdade é que não há outra alternativa, pelo que está descrito no referido comunicado. Por pontos, para ser mais fácil para quem acha que descobriu as pólvora com as soluções mais descabidas, em jeito de complemento ao que foi divulgado pela CMM.

1 - Ter uma rótula suplente para uma eventual avaria na Ponte Móvel faz tanto sentido como andar com um radiador no carro, caso o que está em uso fure.

2 - As obras na Ponte Grande só podem ocorrer sem chuva e não podem ser interrompidas uma vez que têm de terminar antes do Inverno.

3 -Na entrada do nó da Quinta da Conceição para a Ponte Grande em direcção a sul é impossível manter o trânsito a circular, uma vez que, ao contrário do que sucede em Matosinhos em direcção a Leça, no caso norte-sul a entrada está já em cima da ponte, não havendo a distância que existe no sentido sul-norte.

4 - A opção circular por dentro do PdL está explicada no comunicado.

5 - Por muito que custe a alguns, Matosinhos tem de facto um vereador dos Transportes e Mobilidade e a sua intervenção, ainda que com menos de um mês, já se faz sentir. Desafio qualquer um a encontrar informação de carácter semelhante no site da CMM, tanto no tempo em que o actual presidente era o bom, como no meio ano em que passou a ser o mau.

6 - Vamos trabalhar todos em prol das freguesias de Matosinhos e Leça da Palmeira e do concelho. As eleições já foram, o povo falou. Fazei a digestão da coisa. Se for preciso, há fármacos para o efeito.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Parada não desampara a loja

Depois da hecatombe eleitoral, o PS/Matosinhos está em brasa.
Parada está a fazer de conta que não aconteceu nada e teme-se que impeça que a concelhia tenha eleições nos próximos 90 dias. A sua equipa, essa, já se desagregou e dela até se prepara para saltar um candidato.
No meio disto tudo, Narciso Miranda continua sem ser militante. Muita coisa depende dele.
Vale que a comandita de Guilherme Pinto já não precisa da mercearia para nada, o que não quer dizer que a pouco e pouco aí vá conseguindo importantes apoios, pois é certo e sabido que os ratos mudam de porão quando sentem que aquele onde estão começa a meter água.
Matosinhos, graças ao cartão de cidadão e ao efeito "estou a cagar-me para os partidos do eixo do poder", deixou de ser um concelho socialista. Apesar da Petrogal, já se respira melhor. Caiu um mito. Matosinhos criou condições para mais vitórias de independentes e não faltam personalidades aqui na terra com capacidade para tal. Há muitos anos eram os paroquianos que escolhiam o padre.
Vamos ver o que vai acontecer à mercearia socialistas de Matosinhos. Para já, os nabos continuam nabos, ou seja, ainda não perceberam o que lhes aconteceu.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O erro do professor

No portal de Leça da Palmeira, o professor Joaquim Monteiro tenta defender que, apesar da agregação da freguesia de Leça da Palmeira por Matosinhos, tudo continuará na mesma. A questão é que não é verdade em vários aspectos.

Se, por um lado, as transcrições da lei são correctas, a interpretação que delas é feita pode variar. E este governo adora (a)variar). Indo por pontos:

"Assim, foram estabelecidas regras para a agregação das freguesias e apontadas datas para que os órgãos autárquicos, nomeadamente as Assembleias Municipais se pronunciassem. Os municípios que avançassem com propostas de reorganização beneficiariam de uma majoração maior no orçamento e teriam uma palavra a dizer na nova organização das freguesias dos seus concelhos. Os municípios que não apresentassem essas propostas perderiam o direito a esse reforço no orçamento e caberia a uma Unidade Técnica a definição da agregação das freguesias".

O que o professor aqui explica chama-se, em linguagem corrente, chantagem. O pretendido pelo governo foi comprar as Assembleias Municipais com um reforço do orçamento, numa altura em que são cada vez mais as transferências de competência do poder central para o poder local, sem que a isso sejam associados a vocação e os meios das autarquias para tal. E o papel miserável do PSD e CDS na Assembleia Municipal e nas Assembleias de Freguesia durante este processo também não pode ser esquecido.

Recordemos que o deputado Carlos Abreu Amorim esteve em Matosinhos, a convite da JSD local, para assegurar que Leça da Palmeira não deixaria de ser freguesia.

"Em segundo lugar, convém referir que a mesma lei, no seu artigo 9º, no número 3, diz que «a agregação das freguesias não põe em causa o interesse da preservação da identidade cultural e histórica, incluindo a manutenção dos símbolos das anteriores freguesias», ou seja, Leça da Palmeira não vai desaparecer do mapa nem da toponímia local."

"Relativamente aos edifícios atuais das juntas e aos funcionários, a Lei n.º 22/2012, de 30 de maio, no seu artigo 9º, no número 2, afirma que «a freguesia criada por efeito da agregação constitui uma nova pessoa coletiva territorial, dispõe de uma única sede e integra o património, os recursos humanos, os direitos e as obrigações das freguesias agregadas», o que implica que os edifícios e os trabalhadores passam a integrar a nova junta. Logo, não há nada na lei que implique o despedimento de trabalhadores, nem o encerramento dos serviços das atuais juntas de freguesia."

Podemos daqui concluir várias coisas, diversas daquelas que são defendidas pelo professor. O que está escrito na lei é o que está escrito na lei. O que o povo diz, escreve e faz é outra coisa. É por isso que hoje escrevemos farmácia e não pharmácia. Não sei se me faço entender. Aliás, o professor, inadvertidamente, reconhece a minha teoria, escrevendo ao abrigo do novo AO. No papel, formalmente, poderá continuar a existir toda a independência entre Matosinhos e Leça da Palmeira. Na prática, isso não acontecerá e, para quem não é de Leça, Leça passará a ser Matosinhos.

A minha visão também não coincide com a do professor no que respeita à garantia dos postos de trabalho dos trabalhadores da administração local. Se a intenção da lei não fosse despedir, de que serviu a reforma? Reduzir o peso das senhas de presença no OE? Cortar o salário dos presidentes das juntas agregadas? Ambos sabemos que o valor de tudo isto junto não chega a meio ano de despesas do gabinete de Passos ou de Portas. E apenas contribui para afastar as populações dos centros de decisão do poder local, uma conquista de Abril.

A menos que o professor garanta que haverá autocarros da STCP ou da empresa privada que transporte, por exemplo, os cidadãos de Leça do Balio ou de Guifões que queiram assistir a uma assembleia de freguesia que terá lugar em Custóias. E podemos contar com os custos associados a esse transporte.

A intenção é despedir e, infelizmente, mais cedo do que tarde, seremos confrontados com esssa questão. Mais: a intenção é que, à medida que os trabalhadores que não forem despedidos forem abandonando o sistema, este não seja renovado.


O que o professor se esquece de referir em relação à extinção/agregação de freguesias é o que a elas está associado. Há uma série de serviços que estão organizados numa lógica de freguesia. CTT, centros de saúde, escolas, eventualmente, Segurança Social, serviços de Finanças, etc.

Sobre estes últimos, a intenção já passou à prática: De acordo com as notícias de hoje, Está previsto o encerramento de metade das Repartições de Finanças em todo o país, sendo que também as duas de Matosinhos passarão a estar "fundidas". O motivo é este e passo a citar:

"A reorganização dos serviços de finanças, para ajustar as estruturas locais da Autoridade Tributária e Aduaneira à extinção, agregação ou criação de novas freguesias, entrou em vigor nesta quarta-feira".

Aqui está uma das implicações da extinção/agregação das freguesias que o professor se esquece de referir. E outras virão. E a todas elas que visem degradar a qualidade do serviço público podem contar com a nossa oposição firme e tudo faremos para mobilizar a população em defesa daquilo que é seu.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Estamos de volta!


Estamos de volta.À Câmara Municipal, três eleitos na Assembleia Municipal e eleitos em todas as Uniões de Freguesia, entre eles eu próprio, em Matosinhos-Leça da Palmeira.


Sobre o que sucedeu no dia das eleições, a vergonha à porta das assembleias de voto, podem ler aqui.

A luta vai continuar!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Resultado histórico do PS em Matosinhos: 68,67%

O Partido Socialista conseguiu o seu melhor resultado de sempre em eleições autárquicas disputadas em Matosinhos: 68,67% Nem Narciso Miranda, em 1993, conseguiu tanto (65,5%). Ou seja, continuamos a ser um concelho socialista embora com alguns apenas sociais e outros na lista oficial.

Parabéns, Guillherme, esta vitória é especialmente tua

Bem, antes do mais isto: enganei-me.
Depois, isto: votei no PS (câmara) e na CDU (junta e assembleia municipal).
Portanto, não só me enganei na previsão como não votei no vencedor.
Mas, ao contrário do que o Viscoso que anda aí pensa, no seu afã de se colar ao tacho, não concorri a estas eleições, delas não tiro qualquer benefício e não participei em fotos de grupos. Por acaso nesta até está, logo atrás do Guilherme Pinto, o meu querido pai, bem assim como alguns amigos que muito estimo, como o Vítor Oliveira e o Henrique Calisto, entre outros. Ou a Paulinha. Parabéns para todos eles.
Nunca pensei que o PS pudesse perder em Matosinhos. Mas perdeu. O PS já tinha ganho, inclusive, a Narciso Miranda e agora perde com Narciso Miranda. O que é notável.
A força do cartão do cidadão e dos novos recenseamentos e o fenómeno dos independentes num momento de absoluta descrença nos partidos podem ter ajudado neste resultado. Mas o mérito é quase todo de um homem: Guilherme Pinto. Acreditou, ousou, não desistiu e sobretudo revelou grande autoestima, que é o mais importante num líder. Merece, por isso, este terceiro e último mandato.
O primeiro, como todos sabem, caiu-lhe no regaço.
O segundo foi difícil de arrancar.
Este terceiro é todo seu.
Vamos ver o que acontece ao PS de Matosinhos. Guilherme lá não deve retornar e tudo indica que está o caminho aberto para Narciso preencher a ficha e assumir a liderança, isto se entretanto a tropa do Parada não debandar. Gostava que Guilherme Pinto não caísse na tentação de tentar reconquistar o que perdeu. Que olhe para o que aconteceu aos que foram ao tapete.
Quanto a António Parada, pois, paciência. Perdeu pau e bola. A lota continua no mundo do trabalho.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Parada já pode festejar


Vejam-no. Confiante. De rabo tremido. Atento. O próximo presidente da câmara municipal de Matosinhos já pode festejar. Vai ganhar. Falta saber por quantos. Pelas minhas contas, vai dar mais de dez pontos de avanço. Guilherme Pinto bem pode ajoelhar sobre as sondagens que encomendou e que lhe dão quase maioria absoluta mas mais uma vez o Partido Socialista vai mostrar o seu poder em Matosinhos. Um passadiço mal amanhado e que demorou 5 anos a concretizar não chega. Matosinhos precisa de animação e Parada promete-a. Chamem-lhe bronco, populista, arrivista ou até socialista. Chegou onde chegou por mérito próprio. É presidente para 3 mandatos e para mais seria se não houvesse essa lei estúpida da limitação de mandatos.

Ponderei e é nele que vou votar. Sobretudo pela animação e também pela azia que adivinho. Que o Tó aproveite para fazer uma limpeza na Casa Amarela pois está cheia de ratazanas.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Seguro, 0 - Parada, 1

O povo. O que é o povo? Seguro e Parada já sabem o que é e como é. O povo são abraços, sovacos, beijinhos e outros pedaços.
Esta imagem da segunda incursão de Seguro aqui à terra é bem expressiva.
Seguro e Parada disputam esta velhinha como se não houvesse amanhã.
Seguro está concentradíssimo.
Parada, confirmando o seu potencial que um dia o levará a secretário de Estado das marinas e dos portos, já está um passo em frente e topou a objetiva.

sábado, 21 de setembro de 2013

Cuidado com o sigmóide, Parada

Esta expressiva foto publicada hoje pelo "Público" pode ser lida de várias maneira. Podemos ver a tendência beijoqueira de António Parada, a forma como subiu na política ou mesmo uma ameaça séria ao sigmóide do candidato. Isto no dia em que Guilherme Pinto foi ao mercado anunciar uma maioria absoluta com que certamente terá sonhado ou então que lhe veio à ideia em mais um jantar de carne assada com os seus simpatizantes. A campanha segue animada mas atenção senhores candidatos. Não vale tudo para trepar. Há que preservar o sigmóide.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Parada é mesmo um idiota

O próximo presidente da Câmara Municipal de Matosinhos é o que se pode chamar um idiota. Obra ideias mesmo no WC. O problema é que tem tantas ideias que pelo menos metade delas são de cagar ou chorar a rir. Esta é uma delas: um cordão umbilical humano por causa de uma rampa para o hospital. Preferia, sinceramente, um apêndice. Pelo menos estes ao que se julga não serve para nada.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A Diva já está paga

Malta, na sequência do meu manifesto eleitoral, que me encheu a caixa mensagens de palavras de apoio, posso anunciar que cheguei a acordo com esta famosa artista italiana, que será a minha vereadora para a proteção civil. Para os menos atentos recordo o meu manifesto eleitoral para as autárquicas de 2017:
Em 2018 vou candidatar-me a presidente da câmara de Matosinhos e quem votar em mim fica a saber o seguinte:
- Pode estacionar nos lugares de deficientes.
- Sempre que chover uma equipa de 100 funcionários municipais sairá para a rua para colocar detergente nos carros.
- Ao sábado pode jantar com uma das minhas secretárias.
- Sempre que quiser pode requisitar o meu carro, sobretudo para escapadinha...s românticas (mas no fim limpam tudo).
- Ligação direta à Unicer com preço especial sobretudo para quem abdicar da água.
- Estadia para 2 pessoas no farol de Leça com jantar romântico na monobóia.
- Desconto de 50% nos churrascos do crematório.
- Uma visita ao U-Boat afundado no Cabo do Mundo.
- Um pequeno almoço no IKEA.
- Um andante.
- Dois livros do Tio Patinhas.
- Free pass no Macau, com direito a uma garrafa de espumante.
- Oportunidade para pelo menos uma vez na vida manobrar a ponte móvel.
- Um recuado em Guifões.
- Duas pombas do Parque Basílio Teles.
- Uma francesinha no Tone.
- Imunidade para urinar na rua, inclusive à porta do Paço da Boa Nova.
- Uma tíbia da Primavera.
- Uma coxinha da Ferreira.
- 5 litros de crude da Petrogal ou, em alternativa, 5 quilos de amoníaco.
- Um Magalhães devolvido pela Venezuela.
- Um pack da Ramirez ou da Pinhais.
- Entrada gratuita na piscina das marés no Inverno.
- Um para-vento (stock limitado - o que sobrar da campanha do Parada).
- 2 horas de bilhar no Leixões Bilharista.
- Entrada de borla no baile da pinhata do Orfeão de Matosinhos.
- Uma V5 para acelerar na Via Rápida e respetivos batedores.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Socialismo e ratos de esgoto

Felizmente nunca caí na tentação de me filiar no Partido Socialista (a verdade é que também nunca fui convidado) e, por isso, não pertenço ao grupelho a que Dias da Fonseca chamou um dia A Mercearia.
Os socialistas de Matosinhos são aquilo que todos sabemos: notáveis ratos de esgoto. Tanto erguem o punho como cavalgam outra onda qualquer.
Apagar o passado é fácil quando só pensamos no nosso futuro.
Os burros são todos aqueles que não pertencem a esta esterqueira e que no último domingo de setembro vão perder tempo a exercer o respetivo direito de voto. Mas pronto. Também há quem acredite nos 3 pastorinhos de Fátima.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Procura-se: morto ou vivo

Aviso de novo: é no Zé Pedro que vou votar nas próximas autárquicas. É um bocado chato pois é CDU, o braço cosmético do Partido Comunista Português, o que apenas se pode perceber por uma discreta foice e martelo.
Mas, Zé Pedro, não havia necessidade. Fiquei preocupado quando te vi nestes preparos.
Mas a reação não passará!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O dux está aí

 José Rodrigues, dux de Bouças e visconde de Barroselas, está aí. Imparável. Já sabíamos que o homem que civilizou Matosinhos e o Monte dos Pipos era bom bailarino mas agora ficamos a saber que é apoiado por António Parada e Paulo Carvalho. Ah, gostei bastante daquele bom bocadinho que tivemos no sábado passado num banco do jardim Basílio Teles. Deu para confirmar que O Presidente é eterno. Mas atenção: não estivemos os dois a dançar. Não pertencemos a esse clube cada vez com mais efetivos.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Vale tudo

 A campanha para as autárquicas ainda não começou oficialmente mas quem anda por Matosinhos percebe facilmente que as máquinas estão em movimento. Sobretudo na parte que toca ao PS e a António Parada e ao que sobra do PS e Guilherme Pinto. O presidente da junta de freguesia de Matosinhos sente-se bem no meio do povo, o futuro ex-presidente da câmara municipal de Matosinhos esforça-se. As criancinhas, essas, não têm culpa nenhuma desta sanha populista a que alguns pais assistem com um sorriso.
Ok, não faz mal. Elas não votam mas fica-se bem na fotografia. Tanto mais que até ver ainda ninguém pediu aos candidatos para mudar as fraldas aos miúdos ou até para lhes dar de mamar. Cuidem-se.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O PS profundo


O último comício do PS, no Parque Basílio Teles, mostrou-me o PS profundo. O PS das chamadas bases. Do povo que se identifica com o punho erguido, a sardinha assada, o fino e as músicas do José Malhoa. O povo que, no fundo, decide pois sente-se importante na hora de ser chamado a votar. A chamada classe média, essa, por norma passa ao lado deste tipo de manifestações. Faz mal. Estes são momentos de catarse, profundamente vernaculares e que aqui não consigo traduzir por palavras. Por isso recorro às imagens do meu "Sony", nem por isso uma máquina superior a muitas que vi nas mãos desse povo que escolhe os nossos governantes.

domingo, 8 de setembro de 2013

Seguro, Parada, um beijo e um treco


Meus amigos, tenho a confessar que vivi uma tarde de sábado fantástica: fui ao comício do Parada e aproveitei para comprar meia dúzia de coxinhas na Ferreira.
Mais, sentei-me num banco de jardim do Basílio Teles e ao meu lado sentou-se pouco depois o nosso querido Dux, que andava por ali "discretamente". Gostei de o rever. Está, tal como esperava, em grande forma.
Ainda deu para "morder" o ambiente. Não estava muita gente. Apenas os do costume: o pessoal do aparelho e o povo dos bairros. Matosinhos Sul e Lavra Litoral dispensam este tipo de manifestações artísticas.
Mas gostei. Sobretudo das bailarinas do José Malhoa. E do beijinho ternurento a um Seguro que, se repararem bem, não descolava. Isto pouco depois de ter dado um treco a Parada. Não é fácil ajudar o secretário-geral a subir em ombros!
Pensei que ia encontrar mais gente no comício mas a organização informou que estavam 3500 pessoas. Acho que contaram as pombas, 45 pardais, 4 caniches, os 70 jogadores de sueca habituais e também o franciscano de serviço. Mas tá-se bem.
Só vos digo mais uma coisa: não sabem o que estão a perder.
Não percam, por isso, o próximo comício.
É de borla e muito giro.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O debate

 O debate sobre as autárquicas 2013 em Matosinhos ainda está a decorrer mas acho que já há matéria suficiente para afirmar que o melhor era terem ficado todos em casa. Todos? Bem, o candidato do PTP , Orlando Cruz, não. Afinal foi ele quem proporcionou um inédito momento televisivo: um minuto de silêncio (o que é televisão é uma branca monumental), a propósito dos bombeiros. O senhor Orlando é motorista dos bombeiros, informa-se. De resto, o debate esteve quase todo o tempo centrado no desemprego. Ora, todos sabemos que esse é um problema que a câmara só pode ajudar a resolver se lhe permitirem alargar o quadro de funcionários (o que felizmente hoje não é possível). Mas adiante.
Por incrível que pareça, vimos Guilherme Pinto a tentar contrariar o candidato do PTP. A tentar, sublinhamos. O que diz muito.
O senhor Orlando brilhou realmente.
Quanto aos outros candidatos, Vinha da Costa enquanto esteve acordado esteve relativamente bem. Parada fez-se de morto na 1.ª parte mas quando foi para cima de Guilherme Pinto não se saiu mal. Apenas era escusado dizer que nunca entrou no Nery sob o argumento de que é uma casa de espetáculos para intelectuais. Por acaso só lá fui duas vezes e para ver ume espetáculo de humor do Rui Oliveira, um matosinhense, e uma comédia magistralmente protagonizada pelo João Lourival júnior.
O candidato do Bloco de Esquerda, Fernando Queirós, foi o mais sóbrio (e não há aqui qualquer segunda intenção) mas parecia estar zangado. Quanto ao candidato de Ramalde, perdão, Manuel Maio falou um dialeto chinês e o realizador esqueceu-se das legendas.
Falta falar do Zé Pedro, candidato da CDU. Está muito verdinho. Muito mesmo.
Ficamos ainda a saber que o Terminal de Cruzeiros pode salvar Matosinhos e que a câmara impediu os filhos das prisioneiras de Santa Cruz de nadarem na piscina de Perafita. Coisas muito importantes.
Curiosamente, ninguém falou de Narciso Miranda. Nem Guilherme (por ele criado), nem Parada (por ele hoje extraordinariamente apoiado).
Em suma, quem viu o debate até ao fim apenas ficou a saber que Matosinhos está entregue à bicharada. E nada podemos fazer.
 
E.Q.