quinta-feira, 5 de abril de 2018

O Forte de Nossa Senhora das Neves

É apenas um pequeno contributo para a História de Leça da Palmeira. Foi feito com todo o amor e carinho e já o pode adquirir online.


terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Todos os dias é Carnaval em Matosinhos




Foi assim que reagiu o ex-presidente da União de Freguesias da Senhora da Hora e S.Mamede ao carro alegórico da união de freguesias que se apresentou esta 3.ª feira nas ruas da união de freguesias durante o corso:


É de uma indesmentível e descarada infelicidade o que publicaram no carro alegórico da União das Freguesias de S. Mamede de Infesta e Senhora da Hora. Sinto-me indignado, pois só não se sente quem não é filho de boa gente eu, felizmente, graças a Deus sou filho de boa gente. Diz a tradição que pelo carnaval ninguém leva a mal, mas eu levei a mal e acho indecente e próprio de pessoas de mau carácter o que escreveram: "Dei o meu melhor,,, é verdade que dei... acredita quem quiser. Mas, devia ter feito mais!" É verdade que sim. Só que se esqueceram que nem tudo dependia de mim. Vamos aos factos: "O que nós herdamos", pergunto quem a União ou os que fizeram o carro da União?... Ruas esburacadas; (que há sempre, mas cujos arranjos pequenos são da União os grandes da Câmara); Ruas sem passeios (Via Pública da Câmara); Passeios "partidos" (só pequenos arranjos os grandes Câmara); Limpeza das ruas (Câmara) Recolha do Lixo (Câmara); Metro da Senhora da Hora/ Hospital S. João (Governo Central e claro com a ajuda da Câmara) em que houve um estudo que garantia o investimento, cujo o projecto do traçado feito pela Câmara remonta a 2009); Baldios juntos à estação da Refer (responsabilidade da mesma); Parques Infantis (foram sempre da responsabilidade da Câmara pois nunca aceitei assinar a delegação de competências, enquanto não fossem entregues com a chave na mão e aí sim, aceitava-mos a responsabilidade da sua manutenção); Parque Público Sul (para mim parque de lazer a sul da linha férrea (responsabilidade da Câmara que abandonou o projecto encomendado ao Arqto. Sidónio Pardal, autor do Parque da Cidade do Porto); Tenho por isso mesmo a consciência tranquila de que sempre lutei pelo progresso e modernização da União, só que como acima digo não dependia tudo de mim, mas não foi porque não lutasse, embora quem luta nem sempre ganha, mas quem não luta perde sempre e, nesse sentido, de facto perdi. Agora acho de baixo nível aquilo que escreveram sobre mim, Nâo tive a: "arte do saber, que é saber ignorar" Porque: "mastigo as mentiras mas não as engulo" E por hoje, mais não digo!

Pensamos que está quase tudo dito sobre esta brincadeira falhada que apenas deve envergonhar os seus autores. E responsabilizar.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Wifi em sete pontos da cidade de Matosinhos


Matosinhenses, tenham cuidado, há demasiadas ondas não no mar mas no ar, conforme alertou o representante do PAN na última assembleia municipal, e, tal como acontece com a Coca-Cola e a pasta medicinal Couto, ainda não sabemos bem até que pontos estas coisas podem afetar a nossa moleirinha. Adiante. O que importa é que a Câmara Municipal de Matosinhos vai avançar, conforma se soube na última assembleia municipal, com wifi gratuito em sete pontos da cidade. A saber: as marginais de Leça da Palmeira e Matosinhos (espero que tenham pedido autorização ao Siza e ao Souto Moura!), o Parque Basílio Teles, a Rua Brito Capelo, o Mercado de Matosinhos, a Rua Heróis de França e a Câmara Municipal de Matosinhos. A proposta foi do PSD mas a presidente da câmara fez questão de dizer que tal já estava também no programa do PS. Vamos agora para ver quando é que isto acontece, estando já prometido para março, embora o ano não tivesse sido especificado.
Nesta assembleia ficámos também a saber que mais de 83 mil matosinhenses são sujeitos a níveis de ruído acima do normal mas ninguém pareceu muito interessado em fazer muito barulho sobre o assunto.
A assembleia, no geral, foi calminha e pacífica. António Parada assistiu ao início junto do povo e Narciso Miranda só apareceu lá para picar o ponto e, presumo, para ver se já havia wifi gratuito na Câmara Municipal. Calculo que só terá estado 15 minutos no seu lugar porque quis ir verificar se havia rede junto ao farol de Leça.


De resto, confirmou-se que a geringonça de Matosinhos inclui o Bloco de Esquerda e o PAN pois só graças a eles foram aprovadas duas comissões de acompanhamento não percebi bem do quê mas também é o que menos interessa.
Curiosamente, nenhum dos deputados levantou, no período de antes da ordem do dia, qualquer questão quanto à polémica à volta dos apoios da autarquia ao Porto Canal. É no que dá não haver wifi - o pessoal não consegue atualizar as notícias!



Uma nota especial para mais um intervenção enérgica do líder da bancada socialista, o professor Henrique Calisto, que parece estar bem preparado para dar réplica ao peso pesado laranja Pedro Vinha da Costa.
Quanto à senhora presidente, as melhoras, pois não nos pareceu de boa saúde, embora se tenha mantido sempre firme e hirta. Pelo que me dizem, está a trabalhar 12 horas por dia e isso não é bom para ninguém que quer vencer uma maratona sem ter de sprintar nos últimos meses do atual mandato.
Ah, desculpem, quase esquecia o mais importante. Pela voz do representante do PAN, ficamos a saber que um rotetweiller pode ser menos perigoso que qualquer Aurélio com carga no telemóvel numa assembleia municipal. 


José Modesto, da tribuna para a bancada


Durante alguns anos, José Modesto não falhou uma assembleia municipal, aproveitando o período destinado ao público para exercer cidadania. Hoje é deputado pelo Grupo de Cidadãos Narciso Miranda por Matosinhos e esta 2.ª feira fez a sua primeira intervenção. Da tribuna do público para a bancada...foi só descer um bocadinho. Esperamos continuar a ver José Modesto apontar os verdadeiros problemas de Matosinhos e também assinalar as soluções. Cidadania é isto também, quando um cidadão ganha o seu lugar com direito a voto sem ter nascido numa qualquer família política. Parabéns, Ranger!

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Mais uma placa na paixão pelo terceiro mundo


Matosinhos, a terra das placas epigráficas. Não há cantinho onde não se recorde a memória do presidente de câmara que "mandou" edificar. Até o cruzamento das marisqueiras tem uma! Desta vez aconteceu no hospital cá da terra, a propósito de 150 metros de asfalto, a tal ligação à A28 que já devia estar feita há muitos anos mas que, por isto ou por aquilo, foi sendo adiada. A ligação está finalmente concluída e ainda bem. Mas, vamos lá pensar um bocadinho, é caso para tanto aparato? É caso para a presidente se colocar no meio da estrada a debitar generalidades? É obra suficiente para merecer a memória de quem esteve no processo da sua execução. Fazer e querer mostrar não é bonito mas é um tique dos nossos governantes. Pensem só um bocadinho. Pensem é como é comezinho e ridículo este propósito de placar tudo o que mexe, até uma entrada para ambulâncias.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Mamões, campainhas, polícias e vândalos. Estamos apenas a falar de uma reunião de câmara


Estivemos hoje na reunião pública mensal da Câmara Municipal de Matosinhos. Já tínhamos saudades destes espetáculos!
A sessão vespertina começou com a intervenção do povo. Mais uma vez deu para perceber que as pessoas se enganam muito no caminho. A maioria dos oradores devia ter ido à porta ao lado, a Matosinhos Habit, a empresa municipal que gere a chamada habitação social - só a freguesia de Matosinhos tem 13 conjuntos habitacionais deste tipo de um total 4.330 habitações em todo o concelho de que a CMM é senhorio! - ou então ao Tribunal - para dirimir questões entre vizinhos. Uma das cidadãs entrou mesmo em diálogo aceso com a presidente da Câmara e teve de ser gentilmente convidada a sair, precisamente quando dizia algo que nos pareceu semelhante a "melões". Pelo meio, deu para ficar a saber que o problema do lixo continua presente, com a líder autárquica a confessar que há, de facto, problemas na varredura. Não era preciso dizer, já todos sabemos. Vamos lá ver agora se colocam as campainhas no bairro e se os moradores seguem o conselho da presidente Luísa Salgueiro, que instou os moradores a zelarem e velarem pelas campainhas. Estão a ver no que dá quando uma câmara se transforma num grande senhorio?
Ainda pensei expor alguns dos meus problemas habitacionais (por exemplo, tenho alguns azulejos a descolarem na fachada) mas lembrei-me que não sou utente da MatosinhosHabit e que pago muito mais que 30 paus de renda. Temos pena, pá, na próxima vida se te fazes de pobre e deixas de viver apenas como pobre.
Posto isto, tiveram a palavra os vereadores. Os da oposição, claro, pois os da casa só estavam lá para carregar o telemóvel, com a exceção do vereador das ciclovias e das rotundas, que interveio para mostrar a sua satisfação por ter sido aberta mais uma possibilidade de utilizar o ramal de Leixões para transporte público. Não vem muito ao caso a estação de Leixões estar dentro da área portuária e aduaneira e a quilómetros dos núcleos populacionais e de já ter abortado uma primeira experiência "por falta de passageiros", como me parece ter dito a própria presidente da Câmara.
António Parada fez as despesas da oposição e alertou para vários problemas. Por exemplo, a existência de uma ciclovia no meio de um passeio, na rua Alfredo Cunha, que já provocou um acidente; e a dificuldade de estacionamento para cargas e descargas na mesma rua; o vereador do SIM quis saber também o que se passa com a sucata a que o Ministério da Justiça chama depósito de carros que está ali ao lado do tribunal e que recebe entusiasticamente todos aqueles que entram em Matosinhos pelo antigo IP4. Luísa Salgueiro não apreciou propriamente estas considerações e lá mais para a frente fez questão de lembrar ao seu antigo chefe da campanha de 2013 que lhe fez o favor de dar um gabinete e uma secretária. Sempre ingrato, António Parada fez conta que estava a dar corda ao relógio.
Quanto a Narciso Miranda, teve uma performance shakespeariana e flanou em alegorias e outras figuras de estilo no fundo sempre para dizer "sim, senhora presidente".
O PSD, por seu lado, esteve particularmente ativo mas um tanto monocórdico pois só nos recordamos da frase "não aprovo". Mas foi claramente o partido ou movimento com maior peso, tendo em conta as pastas que Jorge Magalhães carregava.
Ainda deu para ouvir a presidente de Câmara perorar sobre segurança, garantindo que o número de furtos tem diminuído em Matosinhos, mas não precisando se se estava a referir à localidade do mesmo nome que existe no Brasil. Para Salgueiro, declaradamente não é a proximidade de uma esquadra ou o policiamento de rua que dissuade o crime.
 As coisas que aprendemos nestes sítios.


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Um sábado com muito para ver e sentir


No âmbito do seu Centenário, que termina a 17 de março de 2018, o Orfeão de Matosinhos promove dois eventos no próximo sábado.
2 (sábado) - Evocação - 70 anos do naufrágio  de 1947 - Auditório da Associação dos Pescadores Aposentados de Matosinhos.
Hora: 16h30 - Comunicações - José Brandão, Fernando Sá Pereira
                     Apresentação de imagens - Mário Rêga
                     Lançamento do livro "Mandar Abrir o Mar"
                     Autor: António Mendes (pintor) - Edição Seda Publicações em parceria com a Câmara Municipal de Matosinhos.

2 (sábado) - Noites Triplex - Salão do Orfeão de Matosinhos
Hora: 21h30 - Jorge Ferro - Albertino e João Botelho



António Azevedo Cunha e Silva, presidente do Orfeão de Matosinhos, quase dispensa apresentações na qualidade de autor prolixo e singular. António Mendes é, por seu lado, um desenhador de excelência que muitos matosinhenses já reconhecem. Quanto à Noite Triplex, que será a segunda, desta vez irá juntar o leceiro Jorge Ferro na guitarra acústica, ele que é o dono do bar Ferro Belho, no Largo do Castelo, João Botelho e as suas fotografias luminosas de Matosinhos e a arte em movimento no pincelo de Albertino Eduardo. As entradas são grátis, como sempre, e o acesso aberto pois o Orfeâo de Matosinhos tudo o que faz não é apenas para os seus 460 sócios mas para toda a comunidade.


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Bem vindos a Beirais de Baixo


Quando pensamos que está tudo visto e inventado, eis que alguém nos surpreende. Bem vindos a Bouças de Baixo, onde os autarcas andam de baloiço e se exibem à populaça a propósito de 90 mil euros que se gastaram em lâmpadas e enfeites de Natal. O Natal, dizem, é quando um homem quiser. Mas também é aquilo que um homem, ou mulher, quiser. Cada um faz como entende. Mas não entendo a razão deste cenário. Presidente da câmara e presidente da junta ficavam muito melhor numa plataforma no mar com o Apeadeiro em fundo. Ou ali para os lados do farol de Leça. Mas isto sou eu a divagar. Quase de certeza que a CDU tem uma solução melhor. Isso mesmo, obrigado, na rotunda final da Serpa Pinto, onde os camiões só conseguem dar a volta em sentido contrário...

PS - Quando se percebe que para quem tem responsabilidades o edifício da Câmara Municipal é o mais importante, pouco mais há para dizer em relação ao estado a que isto chegou.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

ÚLTIMA HORA. Brito Capelo vai ter cobertura


Depois de umas tantas visitas técnicas a bairros sociais e da pré-inauguração do Museu dos Pipos, com a presença do Presidente da República Popular do Bairro Alto, o novo executivo da CMM prepara-se para inovar, colocando uma rede de pesca como cobertura da Rua Brito Capelo. Face ao prolongado defeso da pesca da sardinha, esta é uma medida que à partida irá garantir uma significativa quota de sardinhas com asas - o que é perfeitamente natural tendo em conta que as vacas também voam - e quanto mais não seja a rede irá servir de armadilha para algumas gaivotas que teimosamente continuam a bombardear fachadas, vidros e transeuntes mais preocupados em olhar para o chão (para não tropeçarem nas lajes levantadas) que em olhar para o céu. Não é a pala que Narciso Miranda prometeu em 54 apresentações públicas mas foi o que se pôde arranjar e o que conta aqui é a intenção.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Noites triplex no Orfeão. É já este sábado à noite.


Este sábado damos o pontapé de saídas nas Noites Triplex do Orfeão de Matosinhos. É uma iniciativa que juntará sempre três pessoas/projetos diferentes, tentando, de algum modo, com a colaboração dos autores, combinar os mesmos. O desafio não é fácil mas tentará ser cumprido. Este sábado, a partir das 21.30, tendo como mote o romance "O Jogo da Procura", de Cláudia Pinheiro, o documentário "Alfeião", de André Almeida Rodrigues, e canções de Vítor Jara e Zeca Afonso interpretadas por Manuel Guimarães. O evento não é exclusivo para sócios, como todos os outros, e a entrada é livre. Prometemos ter o bar bem fornecido com preços quase simbólicos para as bebidas. A noite tem hora para começar mas pode acabar quando quiserem.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Quantos mais automóveis temos mais as ruas estreitam


Em meados do século XX, Matosinhos tinha poucos automóveis a circular nas suas ruas. Mas as ruas eram largas. Hoje, tem muito automóveis a circular mas as ruas são cada vez mais estreitas. Se alguém me conseguir explicar bem isto, prometo que tentarei entender.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Matosinhos há 110 anos


A nossa terra (ou grande parte dela) representada num mapa de 1907. Vejam como as coisas mudaram. Tudo muda, embora por vezes não pareça.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Transita-se assim aqui na terra


Sobre as 19 horas de hoje, estava assim a Avenida Menéres. Eu sei, a Sousa Aroso está a ser lentamente estrangulada com obras. Não sei quem pensa a mobilidade das cidades mas presumo que será gente encartada. Falo do que vejo. É cada vez mais difícil circular em Matosinhos e começa a ser mais fácil ir pela Via Lenta do que tentar atravessar de Norte para Sul ou de Sul para Norte através da malha urbana de Matosinhos. Eu sei, o metro que divide a cidade em duas, a Serpa Pinto que nada melhorou e aquela rotunda junto ao porto de Leixões onde os grandes camiões vindos da lota não conseguem virar...também não ajudam. Mas o importante parece ser alargar passeios, fazer mais ciclovias e permitir que a empresa com sede em Câmara de Lobos fature com multas.

Matosinhos e o turismo do Porto



Este sábado tive em casa um casal de amigos que reside em Berlim, um espanhol e outro alemão, o Santi e o Hoger. O Santiago já conhecia o Porto mas há muito tempo que aqui não vinha. O Hoger, não. Tentei ao máximo leva-los por um circuito sem muito fluxo de turistas mas só nesta calçada das Fontainhas consegui algum sossego. Da Ribeiro à Baixa,,,é o mundo que toda a gente conhece. O Porto a booooombar. Um ambiente fantástico num dia fantástico, com restaurantes e lojas cheios, animação de rua, organizada e espontânea, igrejas abertas, museus a pedirem público, boa comida, espetáculos para ver, enfim, toda uma animação que faz do Porto a cidade talvez mais "in" da Europa.
Os matosinhenses olham para isto com natural inveja. Mas não têm de ter. No fim de contas, têm muita sorte pois com uma simples viagem de metro podem ser metidos nesta alegre confusão.
Quanto aos nossos políticos, teve de ser António Parada a colocar na agenda a questão do turismo do Porto que podemos e devemos aproveitar. Parada chamou apeadeiro ao terminal e o céu quase lhe caiu em cima. Mas todos sabemos qual é o destino normal dos passageiros que fazem escala em Leixões. O poder apressou-se a publicar fotos de funcionários a distribuir folhetos sobre Matosinhos! :) Estas coisas até têm alguma graça mas sobretudo foi interessante vermos a campanha eleitoral a terminal com todos os candidatos com o turismo que podemos ter no topo da agenda.
A verdade é que Matosinhos já começa a aproveitar, muito por inércia, o turismo que enche o Porto. É um movimento de estrangeiros que transborda naturalmente mas às pinguinhas. Mas Matosinhos, desenganem-se, jamais poderá oferecer o que o Porto oferece. Porque não tem a sua dimensão nem a sua monumentalidade artística, urbana e paisagística. O Porto é o Porto. Ponto. Matosinhos tem, sim, potencial para se assumir como um circuito alternativo, oferecendo serviços e sobretudo as suas praias. Não será nunca com museu para elites que iremos lá. Nem com folhetos avulsos distribuídos no terminal. Matosinhos tem de se dar a conhecer a quem chega cá para poder ficar à espera de ser mais um sítio onde ir para quem vem ao Porto. Ninguém virá a Matosinhos para ver o Porto. Quem chega cá vem ao Porto. Mas podem ser bem "enganados". De certeza que com fome não partirão nunca.

Só para terminar, quando ia levar o Santi e o Holger à boleia que tinham para Lisboa passamos pela Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, eram 6 da tarde. "Que bonito, vamos ver", disse o Holger. Estava fechada.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Os desafios de Luísa Salgueiro


Pela primeira vez Matosinhos tem uma mulher a conduzir o seu destino. Ter uma mulher a conduzir o nosso destino não é mau - é o melhor que nos pode acontecer (falo por mim). Mas o importante não é o género mas o que se gera.
Quem não votou na Luísa está nesta altura um tanto crispado e na minha opinião demasiado. Não é caso para tanto. A nova presidente chega a esta posição com largos anos de experiência como vereadora e deputada, para além de conhecer bem a terra onde não vive apenas porque, como muitos outros matosinhenses que não deixaram de o ser, optou por viver no concelho vizinho da Maia (se isto é um problema, os matemáticos são dispensáveis).
O processo que conduziu à sua eleição é também contestado por muitos, sobretudo por aqueles que pertencem à "família socialista de Matosinhos" e que por isto ou por aquilo não entraram no autocarro, esse grande grupo que domina o concelho desde o 25 de abril (mal ou bem é algo que não vamos discutir aqui na certeza de que é isto que os matosinhenses que votam na maioria querem). Os elementos dessa família que descolaram do projeto de Luísa Salgueira estão naturalmente feridos e a virulência que já se nota é natural. Mas eu, que não sou da família, preferia que a trocassem por expetativa, se é que se pode pedir tanto a quem vive a política como vive o futebol...
O mais importante, hoje, em Matosinhos, é começar a perceber o que Luísa Salgueiro e a sua equipa podem fazer por Matosinhos. Há grandes desafios pela frente e o que se espera é que pelo menos alguns deles sejam conseguidos - todos, já sabemos que será impossível.
O concelho está farto de obras de aparato e precisa, sobretudo, de ações que promovam a qualidade de vida dos seus cidadãos, nas mais diversas áreas, da habitação à cultura, passando pela mobilidade e pela qualidade dos espaços públicos. Mais importante que uma grande praça de homenagem a este ou aquele é o que essa grande praça, por exemplo, pode trazer de melhor para quem vive e trabalha em Matosinhos. Mais importante que uma bela exposição ou um grande espetáculo de teatro é alargar públicos e não reservar esses investimentos a elites. Mais importantes que importar cultura é promover quem produz cultura em Matosinhos, distribuindo os apoios por quem faz e não por quem apenas está.
Uma boa gestão tem de ter sempre critério. Esse critério nunca agradará a todos mas tem de ser assumido sob a luz de princípios bem claros. Matosinhos tem gente de muito valor e com grande capacidade empreendedora. Não é Matosinhos que tem de estar primeiro mas os matosinhenses. Os vivos.
Matosinhos tem um grande potencial turístico para explorar e a proximidade do porto e do aeroporto, para além das boas acessibilidades (tirando a malfadada Via Lenta), são outros fatores que precisam de ser mais potenciados. Aqui, o trabalho será sobretudo da iniciativa privada mas a câmara precisa urgentemente de agilizar os seus processos e serviços para não complicar a vida a quem quer fazer. Já todos percebemos que a malha tecno-burocrata da autarquia normalmente funciona contra e raramente a favor de quem bate à porta. Veremos se há coragem e determinação para desfazer este imbróglio. Não apostem muito aqui...
Na parte que me toca, porque conheço minimamente as pessoas, acredito que nos próximos 4 anos Matosinhos pode melhorar se se importarem menos com as placas e passarem a preocupar-se sobretudo com as pessoas e com a qualidade do espaço público e dos "produtos" oferecidos à população. E, claro, se o Paço Municipal perder os tiques autocráticos que se têm acentuado de ano para ano, dividindo os matosinhenses entre os amigáveis e os adversários. Como já disse atrás, o problema é quando confundimos isto tudo com um jogo de futebol.
Bom mandato, Luísa!


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

A noite de cristal de Custóias


Esta 4.ª feira, na junta de Custóias, tomou posse o último órgão eleito nas autárquicas de 2017. Tomou posse o executivo e a assembleia da União de Freguesias de Custóias, Leça do Balio e Guifões.
Como se sabe, o PS ganhou com 7.511 votos (36,99%), tendo as restantes forças obtido os seguintes resultados: Narciso Miranda, 3.488 (16,98%), António Parada SIM, 2.935 (14,45%), PSD, 2.247 (11,07%), PCP, 1.408 (6,93%) e Bloco de Esquerda, 1.338 (6,59%). Com isto, o PS elegeu oito pessoas para a assembleia de freguesia, o movimento de Narciso Miranda 4, o Sim 3, o PSD 2 e o PCP e o Bloco um cada.
Na primeira votação, por voto secreto, a lista para o executivo apresentada por Pedro Gonçalves, o presidente reeleito, conseguiu apenas 9 votos contra 10. Ou seja, foi chumbada. Neste momento não se encontrava presente no auditório a nova presidente de câmara, Luísa Salgueiro, nem a presidente da assembleia municipal, Palmira Macedo.
Perante este impasse, instalou-se a dúvida sobre o passo seguinte. Nova votação agora através de votação uninominal? José Leirós, eleito pelo SIM, interveio para dizer que já tinha acontecido na junta de Leça do Balio, antes da união de freguesias. Pedro Gonçalves fez letra morta e disse que há notícias de vários casos no país em cujos processos se procedeu apenas a nova votação de uma lista. Mas não se lembrou de nenhum desses casos. Como era ele quem presidia à assembleia, foi apresentada de novo a lista que tinha sido chumbada.
Nesse entretanto, ao que me contam, houve uma discussão acalorada na casa de banho das senhoras.
Na nova votação, lista aprovada por 10-9. Com a votação a ser feita nas cadeirinhas e de mão aberta, com olhares à direita e à esquerda. Desta vez, o 8 do PS votaram a favor, não houve transfugas. Os elementos do PCP e do Bloco, esses, mantiveram a fidelidade em relação ao poder, como aconteceu noutras uniões de freguesia.
Os matosinhenses ficam a perceber mais uma vez que há muitas formas de votar no Partido Socialista. Mas é isto que os matosinhenses querem. Quando tiverem queixas a apresentar, têm uma solução: dirijam-se à loja de atendimento ao cidadão, na CMM, e tirem uma senha!
Parabéns aos eleitos pelo PSD, pelo SIM e pelo movimento de Narciso Miranda por terem respeitado os 8.670 votos que receberam, mais 1.167 que o partido que está no poder...

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Coisas misteriosas nas IPSS de Matosinhos


Está convocada para amanhã ao princípio da tarde uma ação dos funcionários do Centro Social de Leça do Balio a propósito de atrasos continuados nos pagamentos. A notícia saiu num site mas entretanto desapareceu. Cá estamos nós mais uma vez para chatear, citando a agência Lusa...

Matosinhos, Porto 24 out (Lusa) - Os trabalhadores do Centro Social de Leça do Balio (CSLB), em Matosinhos, promovem na tarde de quinta-feira uma concentração junto às instalações em protesto pelas condições de trabalho e devido a salários em atraso, anunciou hoje fonte sindical.Em comunicado enviado à agência Lusa, o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social (STSSSS) justifica a concentração pelo facto de o presidente do CSLB, Francisco Araújo, "não ter, até à data, cumprido nenhum dos compromissos assumidos" na reunião entre ambas as partes em setembro.Segundo o sindicato, num encontro ocorrido a 08 de setembro, Francisco Araújo "comprometeu-se, até ao final desse mês", a solucionar as dificuldades assinaladas por 30 dos 120 trabalhadores da instituição -- "os que prestam apoio domiciliário e no local aos idosos", explicou o coordenador do sindicato Joaquim Lima."Reorganizar o quadro de pessoal, privilegiando as valências onde há menos funcionários, reclassificar as categorias profissionais, fazendo equivaler o salário ao trabalho prestado e pagar o subsídio de férias de 2016 bem como, o mais depressa possível, o de 2017", foram os compromissos que, denunciou o STSSSS, "não foram cumpridos" pelo responsável.O comunicado refere que na base da reunião está o facto de "faltar pessoal no apoio à Terceira Idade" no CSLB, facto que leva a que, "recorrentemente, trabalhadores da categoria de auxiliares de serviços gerais cumpram as funções de ajudantes de ação direta, sem que sejam pagos por isso".

Como sabemos, as IPSS de Matosinhos estão em dificuldades e em risco. Mas parece que vamos ter aí os cuidadores informais, cidadãos dispostos a cuidar dos idosos nas suas casas sem qualquer retribuição. Não nos opomos ao voluntariado mas primeiro seria interessante o Estado não se demitir das suas responsabilidades também para com os seus funcionários, não tratando as IPSS como trata qualquer sítio onde dá jeito colocar um boy ou uma girl.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Montedouro, um extraordinário sítio arqueológico de Matosinhos



Lugar de Montedouro, Perafita. Um sítio de grande potencial arqueológico que já merecia mais e que até pode ser ligado ao Caminho da Costa para Santiago. Há vestígios de ocupação deste sítio desde o Bronze, com presença mais que certa de vilas romanos no entorno e uma evidente ocupação na Alta Idade Média. Menturio, que surge no Paroquial Suévico, tem muito para ser precisamente Montedouro. Já estava na hora de ir um pouco mais além neste extraordinário sítio. Mais fé.

domingo, 22 de outubro de 2017

Corram para as vossas caves depressa


Matosinhos pode surpreender-nos mesmo no remanso domingueiro. Como me aconteceu hoje, ao passar pela "Rua dos Mestres". O apocalipse costuma ser anunciado por duas testemunhas mas desta vez surgiu no vidro de um carro, junto a um cachecol do Grupo Desportivo de Bragança. Matosinhos sempre a surpreender-nos.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

A Mota de Perafita


Voltamos à Mota de Perafita, o mais que provável castelo construído em madeira que está à espera de uma intervenção arqueológica em Perafita. Fica ali bem perto do Bairro das Ribeiras, junto à antiga Rua da Revolta e da Rua de Manhufe, que deve guardar a memória da "mota de Adaúlfo" de que fala a documentação medieval. Este é o monte artificial que se destaca na paisagem e que serviria de abrigo às populações que aqui viviam ali pelos séculos IX/X, como resposta aos então ataques frequentes de piratas normandos (os famosos vikings). Identificada por José Manuel Varela, a nossa mota é um raro exemplar em Portugal deste tipo de estruturas em território nacional (há provavelmente outra em Cabeceiras de Basto). Está identifica e urge começar a descobrir a História que guardou durante séculos.



Estava assim no dia 2 de outubro de 2017.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

O debate


O primeiro debate autárquicos suscitou vários tipos de reação, conforme as preferências "clubísticas". Mas uma coisa é certa: Matosinhos está no mapa mediático das eleições autárquicas e nada está garantido para ninguém.
Este debate marcou essencialmente o regresso de Narciso Miranda à corrida eleitoral. Não me espanta, sempre o tive como tal. Quem se espanta é até quem o devia conhecer melhor e que até o trata por presidente em público. Narciso está vivo como a sardinha e mostrou mais uma vez que se preparou e que domina os dossiês.
António Parada, por seu lado, tentou expor as suas ideias e sentiu-se confortável com quem estava ao seu lado direito, o mesmo não acontecendo nesse lado em relação ao esquerdo. Nestes debates não dá para discutir muito programas mas Parada conseguiu resolver bem a questão Partido Socialista, garantindo que é passado mas que nunca atacará um passado que também é o seu. Parada quis essencialmente olhar para a frente e tocou alguns pontos essenciais (Brito Capelo e Terminal de Cruzeiros).
Luísa Salgueiro não conseguiu sair dos tacos. Esteve acossada e sem conseguir ripostar. As linhas programáticas que conseguiu lançar (apoio domiciliário aos velhinhos e programa de saúde oral) foram pífias e enganou-se quando disse que Matosinhos tem todas as praias com bandeira azul - ora, Matosinhos tem 18 praias e 11 com a tal bandeira que por vezes é só uma bandeira.
José Pedro Rodrigues litigou e argumentou bem e, como me dizia alguém, "nem parecia um comunista". O vereador mais sexy do executivo parece estar finalmente a "desvincular-se" daqueles que lhe deram boleia e desta vez não levou com alguns assuntos polémicos que têm a sua assinatura.
Do candidato do PSD é muito difícil falar porque pouco dele se ouviu.
No essencial, foi um bom debate, embora demasiadamente centrado na questão das tais três candidaturas da área socialista. Judite enganou-se, e ninguém a corrigiu, quando disse que Matosinhos tem sido sempre governado pelo PS. Mesmo quem tem memória curta se recordará que nos últimos 4 anos foi governado por um grupo de independentes e por um vereador do Partido Comunista. Ou será que não?
Venham mais debates. O próximo é dia 15 de setembro, no Porto Canal, e teremos mais dois, um na Antena 1, outro no "Jornal de Notícias".
Não se ganham eleições em debates mas estes ajudam a ganhar eleições. Não se esqueçam nunca que se pode ganhar o Tour sem vitórias em etapas.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

No charco nada de novo

Matosinhos é um concelho no qual abundam "zonas cegas", uma espécie de terra de ninguém para quem está no poder. Veja-se o estado desta linha de água no Monte dos Pipos, Guifões. A não ser que, seguindo a tese de um presidente de junta em exercício, tudo isto se deva apenas à má educação ambiental dos matosinhenses.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Cada um tem a Broadway que merece


Isto que estão a ver é a famosa Broadway de Matosinhos Sul. Foi inaugurada há um ano e meio, numa cerimónia cheia de glamour que teve direito a placa epigráfica. Os meses foram passando, os automóveis tomaram a diagonal por parque de estacionamento e hoje a polícia tem de estar ali em permanência. É esta a imagem da nossa Broadway que custou uns milhares e que à direita nada mais tem a acrescentar pois confina com o parque de estacionamento de um supermercado. À esquerda podem ver apenas...ruínas. É assim que se consomem os dinheiros públicos, com obras de aparato que permanecem a ganhar pó e lixo. Talvez um diz seja possível recuperar esta ideia do arquiteto Alcino Soutinho para uma das zonas nobres da cidade. Por ora, não parece que nada vá mudar. Basta reparar no que está a acontecer bem perto, na Real Vinícola que foi inaugurada com um desfile de modelos e que depois do show off permanece fechada...para obras.


Continua a cheirar mal


A saga dos lixos prossegue em Matosinhos, apesar de todos os esforços da nova concessionária, que já vimos, no largo do Castelo, em Leça da Palmeira, a descarregar um contentor à mão para uma carrinha de caixa aberta. Eis mais um prova de que ainda vai demorar algum tempo até que esta situação esteja regularizada, como o demonstra o que está a acontecer desde 5.^feira na Rua Dr. José Domingues dos Santos, em Cabanelas.
Ficamos à espera de mais um comunicado da CMM.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O pagador de promessas

Dirigente da Casa do Benfica de Matosinhos, Vítor Oliveira desloca-se anualmente à Hungria para prestar homenagem ao malogrado Miklos Feher. Promessa cumprida mais uma vez.