terça-feira, 15 de agosto de 2017

O pagador de promessas

Dirigente da Casa do Benfica de Matosinhos, Vítor Oliveira desloca-se anualmente à Hungria para prestar homenagem ao malogrado Miklos Feher. Promessa cumprida mais uma vez. 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

As listas dos candidatos às autárquicas 2017


As listas dos candidatos às autárquicas de 1 de outubro já estão expostas no Tribunal de Matosinhos, penduradas por um cordel, não vá alguém ter a tentação de as levar para casa. Não há muitas surpresas e vamos fazer uma curta análise a todas elas, começando pelo SIM de António Parada, que surgirá no topo do boletim de voto.
Parada tem a acompanha-lo Emília Fradinho, presidente do Conselho Geral da Escola Augusto Gomes, que será a vice-presidente. Sérgio Meira, também professor, será o n.º3, seguindo-se os juristas Paula Mesquita e Carlos Cordeiro de Oliveira e ainda o engenheiro Vítor Nogueira da Silva. Pedro Seabra, antigo futebolista do Leixões, é outros dos nomes que surge nos candidatos efetivos. É uma lista encabeçado por alguém com grande experiência autárquica e que resolveu completamente a ligação de longos anos que teve com o Partido Socialista, aceitando liderar um movimento de cidadãos que nunca ocuparam qualquer cargo político.


Narciso Miranda regressa à arena de novo com Ana Fernandes como número dois. O professor universitário Pedro Rodrigues será o 3 num elenco de efetivos no qual se desta a "ativista" Olívia Assunção, presumo que um dos genros de Narciso e o autor da Crónica dos Tugas, Miguel Correia. Não é um elenco propriamente de notáveis mas todos sabemos que o líder tem notabilidade para dar e vender.

No Bloco de Esquerda, Ferreira dos Santos volta à competição e ficamos à espera de mais informações relativamente à equipa que o acompanha. O desafio passa por fazer uma aproximação à CDU, o que não será fácil pois nas últimas eleições os bloquistas recolheram apenas 2.623 votos contra 5.396 dos comunistas.

Para a CDU estas eleições serão um teste após 4 anos de beijo na boca com os independentes que agora são PS. José Pedro Rodrigues tem pela frente o desafio de aumentar o score de 7,32% e de manter pelo menos um deputado, de forma a poder entrar de novo numa qualquer geringonça. Na sua lista não há surpresa, com o histórico Pedro Tavares confortável na 5.ª posição.


Para Jorge Magalhães, agora a corrida é outra mas continua a ser todo o terreno. O médico de Leça da Palmeira tem o colossal objetivo de superar o score negativo histórico de Pedro Vinha da Costa (agora candidato à assembleia municipal), 9,31%. Aparentemente não saiu da sua manga, para o executivo, qualquer trunfo de grande monta mas também aqui ficamos à espera de mais informações e esclarecimentos. O que é certo é que Magalhães espera ter um bom dia no próximo 1 de outubro. O que só acontecerá se conseguir estancar a sangria de militantes do PSD que resultou do atabalhoado processo de escolha do candidato laranja.



O PAM, com Filipe Cayolla, também diz sim às eleições. Será uma estreia, numa eleição na qual ao que tudo indica o eleitorado tradicionalmente do PS não saberá se há de dar corda ao relógio ou ver se amanhã vai chover.


No Partido Socialista versão independentes não há surpresas. Um passarinho tinha-me dito que Fernando Rocha não iria na lista mas vai mesmo e como número 3. Eduardo Pinheiro, presidente da câmara em exercício, tem tido um papel discreto na campanha eleitoral e falta confirmar se já tratou do seu futuro. Na lista para o executivo, é sem surpresa, por outro lado, que Ângela Miranda, filha do histórico Fernando Miranda, surge na posição 4, ela que é a lugar tenente de Luísa Salgueiro. E a seguir temos Correia Pinto, o 3.º ex-independente em cinco, o que é contrabalançado com a posição 6 de Valentim Campos, ele que foi candidato há 4 anos à União de Freguesias da Senhora da Hora e S.Mamede pelo PS, tendo perdido para o atual presidente, que vai com Narciso Miranda desta vez. Surpresa, surpresa é a posição 8 de Tiago Maia, o dínamo da campanha, a sofrer também com a imposição de quotas femininas. Em suma, é uma lista que não tira coelhos da cartola mas que tem no banco um homem de reação intrépida.





terça-feira, 8 de agosto de 2017

O placador


Narciso Miranda publicou hoje uma série de imagens de epígrafes e placas memoriais que tem espalhadas com o seu nome pelo concelho de Matosinhos. Um dia prometo que vou fazer o inventário completo. Mas desta vez fiquei com uma dúvida em relação a esta imagem: será que Narciso assinalou mesmo a inauguração de uma caixa de derivação de eletricidade?
Como todos sabem, esta mania de "placar" em todo o lado, de chafarizes e alminhas, passando por grandes obras, não foi um exclusivo de Narciso Miranda nos seus 26 anos de reinado. Ainda recentemente vimos o jovem presidente de câmara de Matosinhos a inaugurar uma numa Real Vinícola que está cheia de nada e de coisa nenhuma. A proposta que deixo ao próximo presidente é a de que vá no sentido da inovação, não gastando dinheiro em memoriais mas, claro, nunca se poupando nas caixas de derivação de eletricidade.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Presunção e água benta não salvam ninguém de naufrágios


Este é o team de Luísa Salgueiro e do PS. Como se pode perceber, integra muitos dos independentes que há quatro anos fizeram 30 por uma linha para derrotar e humilhar o partido socialista, enquanto Luísa Salgueiro integrava a equipa socialista de António Parada. Lavadas rapidamente as lágrimas, os mesmos independentes que provocaram um rutura histórica no processo autárquica em Matosinhos - pela primeira vez o PS perdeu o poder - fizeram pela vida e só quando a doença de Guilherme Pinto se tornou irreversível é que começaram a pensar em voltar ao conforto do lar. Meu dito, meu feito. Lá foram eles de escantilhão para a Ló Ferreira, sob o patrocínio do líder da distrital socialista, Manuel Pizarro. O processo de reintegração é conhecido e pode ser contabilizado através do número de cartões de militantes socialistas que foram entregues, como protesto pelo assalto realizado. Atente-se de novo no team e em alguns dos presentes, sobretudo com os que andaram com António Parada ao colo e o deixaram cair. São os mesmos que hoje sorriem quando Luísa Salgueiro diz que António Parada é o candidato do CDS. Trata-se, obviamente, de uma piada. Como todos sabem, António Parada, que durante 14 meses foi adjunto do Ministério do Mar, aceitou há mais de um ano ser o líder e o rosto de um movimento de cidadãos que nunca fizeram as suas vidas depender dos resultados eleitorais ou da força dos partidos. Estamos perante um movimento no mínimo tão independente como aquele que levou ao poder mais de 80 por cento da equipa que hoje acompanha Luísa Salgueiro, vencedores do último processo eleitoral certamente também com muitos votos do CDS. O que Luísa Salgueiro hoje disse sobre António Parada e o CDS deve ser, por isso, entendido como a constatação de um facto - o de que está realmente preocupada com o que vai acontecer no próximo dia 1 de outubro.
De resto, é sabido o estado da nação dita socialista. A concelhia está contra a candidatura e irá impugnar as listas, pelo menos um presidente de secção já entregou o cartão e juntou-se a António Parada e vários militantes fizeram o mesmo. Ou seja, António Parada corre o "risco" de neste momento ter com ele mais socialistas de coração que propriamente a candidatura do Partido Socialista do Bonfim.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Vai formosa mas não segura


É certo e sabido que esta candidatura do Partido Socialista, protagonizada por Luísa Salgueiro e com o apoio de algumas eminências pardas do partido, desde logo suscitou uma fratura na concelhia. Mas falando de concelhias é sempre para esse lado que a larga maioria dos eleitores dorme melhor pois não se interessa minimamente com o que se passa nas "mercearias" partidárias. Por isso, por norma o que aí ocorre tem pouco impacto nos resultados eleitorais. Desta vez, porém, parece estar a acontecer algo de diferente.
Há 4 anos, a caixa de Pandora foi aberta quando Guilherme Pinto, depois de perder a concelhia para António Parada, constituiu um grupo de independentes, entregou o cartão e venceu as eleições praticamente com a equipa que vinha a dirigir há 8 anos, em dois mandatos distintos, pois o primeiro contou com o apoio do Pai Narciso Miranda e o segundo com este como adversário no processo eleitoral.
No seu último mandato, como se sabe, Guilherme Pinto foi apanhado pela doença e não conseguiu chegar ao fim. Este facto acelerou o processo eleitoral pois Luísa Salgueiro teve de fazer avançar desde logo as suas peças no tabuleiro. Com Guilherme por cá, o que se pensava era que as próximas eleições seriam favas contadas. Mas a vida tem destas coisas e a partida do presidente da câmara acabou por "ajudar" a...partir tudo mais um bocadinho, deixando hoje um rasto visível de destroços não só entre os socialistas mas também entre os independentes que estiveram com Guilherme Pinto.
Para quem está mais atento, havia uma forma fácil de evitar tudo isto: Eduardo Pinheiro, que acaba o mandato como presidente, ser o cabeça de lista do PS após uma transição negociada para o PS. Mas Luísa Salgueiro estava, e está, determinada. A cavalaria avançou, com Pizarro a entoar as Valquírias wagnerianas. O resultado é o que todos conhecem. Os independentes que voltaram a ser socialistas não sabem o que fazer com os socialistas que não quiseram ser independentes e não tarda nada e teremos aí uma providência cautelar que até pode vir a colocar em causa a candidatura de Luísa Salgueiro. Falta saber como os juízes irão interpretar uma eventual violação dos estatutos do partido mas o mais provável é que tal não passe de uma ameaça. Digo eu.
O que é certo é que a família socialista de Matosinhos está metida numa camisa de sete varas, a que acresce o facto de António Parada, que durante muito anos andou com o partido às costas, ser desta vez candidato independente. Tá bonito! Mas pode ficar muito feio nos tempos que se aproximam sobretudo em relação a uma candidatura que aparentemente ia formosa mas não está segura quando é certo que Narciso Miranda, o dux, estará de novo na corrida eleitoral. 

De portas abertas para a cultura

video

O projeto "Marionetas Vadias" começou em agosto de 2016 no Orfeão de Matosinhos e teve esta semana a sua 14.ª sessão, voltando de novo ao Orfeão. O OM está a comemorar 100 anos e quer continuar a ter as suas portas abertas para as iniciativas culturais de matosinhenses (e não só). Somos uma coletividade que também conta com apoios públicos, embora de pequena monta, e temos também o dever de colocar as nossas instalações ao serviço da comunidade. Este projeto das marionetas é mais que o OM quer continuar a acarinhar, agora que acaba de acolher da excelente biblioteca (teatro, arte, cinema,,,) do Contagiarte, companhia dirigida por Rui Oliveira e Ana Saltão, o primeiro de Matosinhos e a segunda de Almada, ambos residentes na nossa cidade, que vai promover também nas instalações do OM work shops de teatro e escrita criativa (estejam atentos).

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Narciso vai mesmo a jogo


Narciso entregou esta 3.ª feira as assinaturas necessárias de eleitores matosinhenses para ser de novo candidato à presidência de uma câmara que foi sua durante 26 anos, a que acrescenta três como vereador de uma equipa liderada por Mário Maia. Há 8 anos, Narciso foi a jogo e perdeu para Guilherme Pinto embora tivesse angariado 27.088 votos (30,70% e 4 vereadores eleitos). Guilherme Pinto, um dos "produtos" de Narciso Miranda, sua arma de arremesso contra Manuel Seabra e António Parada quando houve uma luta acesa pela concelhia (ganha por Seabra), contou com o apoio de Narciso na sua primeira eleição, que venceu 47,35% dos votos face a 30,83% da coligação PSD/CDS. Narciso teve o seu melhor resultado de sempre em 1993, na plenitude dos seus mandatos, quando garantiu mais de 52 mil votos (65,61% e 9 vereadores em 11). Por tudo isto, é natural que Narciso Miranda parta mais uma eleição com fé apesar do estigma que carrega de que o seu tempo "já passou". Se passou ou não, é o que iremos saber no próximo dia 1 de outubro. Narciso é um candidato sério contra um Partido Socialista pejado de figuras que ele próprio criou e patrocinou e contra um movimento de cidadãos no qual, curiosamente, António Parada mesmo vindo da família socialista foi um dos poucos que, em plena era narcisista, ousou fazer frente ao Dux de Bouças.

Na lista de Narciso Miranda, Ana Fernandes ocupa a 2ª posição da lista para o executivo. Seguem-se Pedro Rodrigues, professor universitário; Graça Guimarães, que preside a uma das principais IPSS´s de Matosinhos; António Sousa, empresário; Olívia Assunção, da Associação Portuguesa de Pais e Amigos das Crianças Deficientes Mentais; e Joaquim Pedro Polónia, arquitecto. A número oito é uma jovem psicóloga, Patricia Christiane, seguida do escritor Miguel Correia e de Maria Moura, técnica de contas.

A escola de música e dança Alberta Lima


Há largos anos que a Escola de Música e Dança Alberta Lima tem vindo a prestar um serviço público que quem de direito não consegue proporcionar. Quem passa por lá nunca nunca esquece o carinho com que é recebido. Já são várias as gerações matosinhenses que cresceram ali junto ao Constantino Nery e que continuam a fazer parte da mesma família. Esta é também a escola que nos últimos anos tem sido completamente esquecido pelo poder público, vá-se lá saber porquê...