sábado, 30 de maio de 2009

A PROVA



Eis a prova provada de que o dux de Matosinhos é aquele tipo que faz as despesas do jogo e que depois aparece também a cobrar a factura.
Enfim, um todo-o-terreno.

terça-feira, 26 de maio de 2009

NOTA EDITORIAL

É assim, meus amigos.
Como todos sabem, ou têm obrigação de saber, e se não têm devem começar a frequentar o Constantino Nery e não o Macau, não corro por qualquer tacho nem dependo de qualquer caudilho local.
Como também devem ter imaginado, os custos e benefícios deste blogue saem-me do corpinho.
Portanto, acho-me no direito não propriamente de seleccionar o ambiente mas de depurar alguns comentários.
Se todos fossem aqui publicados a taxa de divórcios e de crimes subiria bastante em Matosinhos, partindo do princípio que as denúncias anónimas podem mesmo ser um ponto de partida para estas cenas.
Quem não gosta, tem toda a blogosfera à sua disposição. Também pode dar corda ao relógio ou fazer um xixi contra a parede do vizinho.
A vida nesta traineira com navegador solitário é assim. E até ver tem vindo à rede algum peixe e a mesma lá vai resistindo às marradas, apreciáveis, de mutações de tubarões.

Passem bem.

FERNANDO, O ROCHA AND ROOL


Declaração de interesses: gosto do Fernando Rocha.
Não só porque de vez em quando me oferece algumas edições com a chancela da Câmara Municipal de Matosinhos, cujas opções editoriais podem ser discutíveis (tudo é discutível, sobretudo neste espaço) mas que pelo menos se fazem notar, abrindo espaço para alguns autores do concelho de Bouças. Basta visitar a nossa magnífica Biblioteca Pública para perceber como o acervo tem crescido.
Fernando Rocha - não confundir com o grunho das anedotas - é um político que fez a sua escola na sombra dos políticos e isto só o beneficia porque percebeu bem como se fazem as figurinhas antes de se tornar também uma delas.
Não percebi as críticas que choveram quando assumiu o pelouro da cultura pois quem falou percebe tanto de cultura como eu de feijoada de búzios. Mais uma vez Rocha mostrou, nesse campo, que é um homem que arregaça as mangas. Não elevou a fasquia tão alto como Dias da Fonseca - também era impossível... - mas não ajavardou.
Só quem está lá dentro é que sabe como é difícil valorizar a cultura quando a prioridade são as obras públicas e a política de vão de escada.
Rocha soube ainda fazer a transição de um modelo já ultrapassado da organização das festas do Senhor de Matosinhos e ninguém lhe pode apontar o dedo. A cidade cresceu demasiado e esmagou o espaço de uma festa anacrónica (não se pode exterminá-las?).
Outra coisa que aprecia no FR é a sua frontalidade. Foi o único político matosinhense que não concordando comigo pegou no telefone e espingardou. Antes assim que pela calada. De homem para homem.
Só ainda não percebi se Rocha vai continuar com Guilherme ou se vai saltar para outro concelho da área metropolitana. Espero que não. Os cemitérios estão cheios de insubstituíveis, e agora até temos incinerador, mas Matosinhos só tem a perder se a sua ambição (natural) ultrapassar a missão.
Acredito que vai ficar ao lado de Guilherme. A não ser que o actual presidente caia na esparrela de não o nomear para n.º 2.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

FADOS E GUITARRADAS

Bons fados e boa comida, de 5.ªfeira a domingo, no edifício dos bombeiros voluntários de Leixões. Quem já lá foi, gostou. Muito.

O DUX


Cid, El Campeador, com o seu "estáfe" feminino.

sábado, 23 de maio de 2009

TIRO NO PÉSSEDÊ


O PSD tem para Matosinhos uma estratégia suicidária.
Precisamente no momento em que podia espetar uma lança nesta África, o partido laranja continua a apalpar terreno.
Depois de Marco António e de Paulo Morais, eis Guilherme Aguiar a tentar perceber se tem hipóteses. Já disse que está disponível mas também disse que ainda vai ver como é.
Depois de nas últimas eleições ter ido buscar um candidato à Trofa, o PSD prepara-se agora para pescar em Gaia.
É uma tragédia.
Porque tanto Narciso Miranda como Guilherme Pinto mereciam mais e melhor.
Guilherme Aguiar é dos proto-candidatos o pior de todos.
Não só porque vem de Gaia como também porque é um homem do futebol altamente conotado.
Ok, participa há muitos anos em programas televisivos.
Ok, também o Cláudio Ramos.
Guilherme Aguiar candidato do PSD à Câmara Municipal de Matosinhos é um insulto aos matosinhenses.
Cá por mim, emigrarei se por acaso ganhar (felizmente tal não irá acontecer).
Quanto à imagem que tinha dos homens e mulheres do PSD, apenas confirmei que são uns tontos. Não merecem, de facto, uma oportunidade.
Que do saco de gatos saía o vencedor. Por uma unha negra, nem que seja.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

OS NOVOS FARISEUS

« um contributo de Zeferino A garden party do primeiro comício do dux de Matosinhos. Faz-me lembrar os guerreiros de terracota...

PS- Se clicar na foto vai descobrir o Wally



terça-feira, 19 de maio de 2009

CLUBE MED


Constou-me que Joaquim Jorge não ficou muito satisfeito com o meu registo impressivo sobre a última assembleia dos pensadores. Confesso que fiquei preocupado pois tenho-o como uma pessoa com amplo sentido crítico e bom poder de encaixe. Mas todos temos os nossos dias. Curiosamente, hoje, ao fazer a barba, recordei-me de um estranho sonho durante o qual mantive este diálogo com JJ:

- Olá Quim, obrigado por teres aceite este convite para te sentares aqui ao meu lado nesta praia do Pacífico Sul durante o meu 17.155 sonho, embora me digam que tu aceitas tudo.
- É verdade, caro amigo, o meu clube é verdadeiramente democrático.
- Dizem que tens lá nazis e até bichas...
- Isso não sei. O que te posso dizer é que o espectro é imenso.
- E que um dos nazis até é bicha, o que é interessante sobretudo para aquela teoria que defende que o Hitler dava para dois peditórios.
- Isso não sei. O que sei é que o clube dos pensadores é um espaço livre e cada vez maior.
- Se está livre como é que é cada vez maior?
- Pensa, pá. Tens faltado a algumas sessões, já vi.
- Troca lá isso por miúdos ou, se preferires, não sei se é o caso mas parece que sim, por miúdas.
- É assim: a liberdade é uma entidade colectiva e o colectivo é uma entidade libertária.
- Ok, tens jogado no euromilhões?
- Não.
- Logo vi. Mas olha que há tratamento para isso. Adiante: ouvi dizer que queres ser presidente da Câmara de Matosinhos?
- Ò pá, eu não quero nada, porque o nada...
- Já chega. Vamos a coisas concretas: tens alguma coisa contra o Narciso?
- Nada, porque o nada...
- Chega. Quem nada são os peixes e farto de sermões já eu ando. Concretiza.
- O Narciso irrita-me porque está sempre a roer as unhas e eu, como biólogo que sou, sei bem o que se pode alojar ali.
- Por exemplo...
- Culiformes fecais.
- Merda, queres dizer?
- Sim.
- Bem, já suspeitava.
- Mas não tenho nada contra o homem, embora contra o ente...
- Quim, c..., deixa-te de filosofias de mercearia, não precisas de armar, já sabemos que és o melhor intelectual de S. Mamede e do Padrão da Légua. Diz-me só mais uma coisa: engatas muitas gajas com os teus convívios?
- Caro amigo, sou um homem bem casado, Não preciso, como outros, de andar a petiscar.
- Mas aparecem algumas balzaquianas interessantes na tua fraternidade...
- Isso não me interessa, o que importa é o debate, a metafísica do discurso...
- C...! Não te deves masturbar muitas vezes para estares com essas coisa. Segue o meu conselho: uma p... por dia dá saúde e alegria.
- Mas...
- E se uma não chegar, toca duas. Vai por mim ou vem-te por mim, grande pensador.
- O que é que andas a tomar?
- Nada.
- Pois, o nada...
- Chega. Vamos é tomar um fino com o Modesto, que o homem foi o primeiro no curso de Rangers e nesta altura dá um certo jeito este tipo de protecção.
- Foi ranger o Modesto?
- É verdade. A serra das Meadas nunca mais foi a mesma depois da sua passagem por lá. Consta que ainda ali está atracado um navio de contentores.
- Isto de ser ranger é quase tão bom como ter sido capitão de Abril.
- É melhor. A farda dos rangers é afrodisíaca.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

CÁ ESTÁ ELE, O DUX DE BOUÇAS


Narciso Miranda apresentou-se como candidato independente no quintal de uma casa da rua Brito Capelo. Uma pequena mas compacta multidão levantou-o do chão depois de um discurso com "alma" e "coração" e a surpresa à futebolista de por baixo do jersey oficial exibir uma t-shirt do Partido Socialista. Narciso justificou esta candidatura com "um imperativo de consciência" que nem ele nem ninguém saberá explicar. "Fui dispensado como um guardanapo de papel pelo meu partido", disse. A figura do guardanapo de papel é importante pois pode não ter a força de um Clinex mas também dá jeito, embora não desinfecte, tanto mais que, segundo Narciso, os matosinhenses já tinham entranhado a sua candidatura. Não sei o que dizem as minhas entranhas nem estou disposto a expô-las para adivinhar o futuro, aviso desde já... Garantiu ainda o ex-proto-candidato que Matosinhos vai ter à frente da autarquia "um socialista liberto das garras do aparelho". Saúda-se o espírito libertário e idolátrico de quem esteve 30 anos de alma e coração com o aparelho. Atenção a este pormenor: Narciso tem a certeza que vai ser alvo de campanhas negras mas promete não perder tempo com essa questão embora tenha gasto já alguns minutos a falar do assunto. Vamos lá ver se aquela coisa aparece. Mas adiante. Importante foi o anúncio de que Narciso vai eliminar quadros de chefia na Câmara, o que constituiu um grande momento de lucidez. O dux de Matosinhos finalmente percebeu a sua própria natureza. De facto, é um desperdício gastar dinheiro em chefes quando é Ele e só Ele que põe e dispõe. Chama-se a isto espírito democrático. Não vou comentar a promessa de reduzir os índices de construção, só vão dizer que estes não estão a ser reduzidos, por força da crise, mas sim pulverizados. Novidade foi a promessa de legalizar as casas clandestinas, eu que pensava que Narciso já tinha feito isto, pelo menos tinha prometido que faria... E, pronto, estava feita a festa.
Venha agora a primeira sondagem a sério para se perceber se esta onda narcisista tem ou não a potência que parece ter a correr para uma praia que costuma ter bandeira vermelha.

domingo, 17 de maio de 2009

O ENFARTA BURROS


Curioso este nome. De facto era o nome que DEMOS ao famoso restaurante situado em Lamego quando efectuei o meu curso de Operações Especiais.Sim, aquele curso que sem eu ter ido á Florida nos E.U.A. se denominava RANGER’S. Alguns colegas de Matosinhos estavam comigo, e o mal foi termos realizados as várias provas tão bem que tal atitude nos valeu a permanência durante Ano e Meio em Lamego. O Restaurante era frequentado por toda a recruta, a ementa era sempre a mesma mas dado o esforço físico a dose das fêveras justificava o treino e o preço : 4 a 6 Fêveras, uma travessa de arroz e batata frita, uma garrafa de vinho sem rótulo, café e o maço de cigarros, o preço rondava os 150 escudos.Eu não fumava, aliás não fumo, só quando a pressão aumenta é que de uma forma desajeitada começo a deitar fumo pela boca após o engolir desse fumo esse também desajeitado. Eram Bons Temos e o pré era todo ele gasto na comida, afinal de contas tínhamos um lema que ainda hoje permanece entre todos nós: OS 10 MANDAMENTOS DOS RANGER’S:1º O Ranger é autodisciplinado e de pronta obediência.2º O Ranger resiste À fome, à sede, ao cansaço e á incomunidade.3º O Ranger está sempre pronto porque a sua razão o impõe e a sua preparação o permite.4º O Ranger pondera conscientemente todas as suas decisões não voltando nunca a cara ao perigo.5º O Ranger tem confiança nos chefes, respeita-os e faz-se amar pelos subordinados .6º O Ranger é generoso na vitória e paciente na adversidade.7º O Ranger regula o seu procedimento segundo os ditames da honra e do dever.8 º O Ranger orgulha-se da dignidade da sua missão devotando-se a ela com entusiasmo e abnegação.9º O Ranger é leal e tem no patriotismo a mais nobre as suas virtudes.10º O Ranger supera-se constantemente pela sua firme vontade e pelo seu indómito valor.

Este restaurante ainda hoje não sei o nome dele, apesar de À entrada estar o nome fixado, para nós era o famoso Enfarta Burros. Aplicar estes 10 mandamentos à cidade de Matosinhos é pura e mera coincidência!!!!!


JOSÉ MODESTO, o ranger de Leça

sábado, 16 de maio de 2009

GENÉRICOS


« um contributo de Jorge Punk

LOBO NO MAR


O COMÍCIO DOS PENSADORES

Não, meus amigos, não é uma imagem da recente sessão da meia-noite do Clube dos Pensadores. O Joaquim Oliveira e o Germano Silva estão, por isso, apenas a fazer cenário, bem como aquele tipo sorridente ali atrás que parece o meu amigo Martins. E não, também não foi servido sumo de laranja. Desta vez nem houve doces húngaros, pelo que eu e o meu amigo Modesto, futuro presidente da junta do enclave Perafita/Leça da Palmeira, tivemos que ir matar o bicho com um rissol de camarão e uma mini no café mais próximo do local onde decorreu o debate. Disse debate mas devia ter dito comício porque, sem que Guilherme Pinto tivesse qualquer culpa, a sala encheu e transbordou com apaniguados do actual presidente da Câmara, que transformaram o que costuma ser um espaço de liberdade de pensamento num lavar de roupa suja que só surpreende quem não conhece esta tribo que vive colada ao poder como mexilhão às rochas das nossas praias. Muito fatinho e gravata, portanto, algumas toiletes feminnias, boas coxinhas, porque não dizê-lo?, e eu ali de calça de ganga, sapatilha, um tee-shirt suada e uma camisola coçada por cima das costas (embora com a desculpa de ter vindo directo de umas prospecções arqueológicas) a tentar disfarçar, justificando, consequentemente, o comentário de um dos presentes, que garantiu que naqueles preparos jamais seria atendido no bar do João, o que não acredito pois o João sabe o que a casa gasta e era tipo para me servir uma tosta mista mesmo que lá aparecesse com uma camisola com a cara do Che Guevara a fumar um charro, o que é uma possibilidade técnica. Pois bem, quanto ao debate-comício, a que assisti sentado nas escadas, nos intervalos das cigarradas, foi apenas uma oportunidade para alguns mostrarem ao líder como lhe são fiéis e merecem uma promoção na próxima distribuição de tachos, obviamente com algumas excepções. O único que acabou por pôr o nome aos bois foi Carlos Oliveira, que ali mesmo falou de um conhecido radialista local que lhe apareceu em lágrimas a pedir emprego, tendo Guilherme Pinto, de quem hoje nem o nome soletra, conseguido o tal tachito. Foi um bom exemplo do que acontece nesta terra, onde quase todos orbitam à volta do núcleo magnético do poder. O resto, meus senhores, foi mais do mesmo, com algumas bicadas ao Pedro Taboada, que era o anfitrião e merecia mais respeito. Mas respeito é coisa que esta gente não tem, nem sequer pelo Joaquim Jorge, no fundo o grande culpado por esta pequena vergonha. Mas como já tinha convidado Narciso, tinha de chamar também Guilherme. O presidente da Câmara acabou por ser o melhor do debate. Estava soltinho, com as ideias bem alinhadas, só se atrapalhou uma vez nos números e, claro, provou a sua eloquência suportada por uma voz quase tonitroante. Gostei de o rever, sinto-o preparado para a luta, ou para a lota, que a vai haver. E esteve muito bem na forma como resposdeu, já em tempo extra, ao meu amigo Modesto, que ontem estava com a fixação do tai-Chi Suan ou lá o que seja.

domingo, 10 de maio de 2009

EU NABO ME CONFESSO


O "Correio da Manhã" está a fazer um levantamento das declarações de rendimentos e de propriedades de alguns presidentes de câmara. O resultado tem sido, no mínimo, curioso. Todos eles acumularam um vasto património, têm avultados depósitos e aplicações e justificam a fortuna com "o trabalho de uma vida". É difícil descortinar onde está essa vida pois estamos a falar de autarcas há imensos anos no poder e que não largam o osso. Autarcas que anualmente não arrecadam muito mais de 40 mil euros como resultado do seu vencimento mas que surgem com poupanças na ordem do milhão de euros. Vamos dar de barato que quando chegaram ao trono já tinham esse dinheiro. Vamos dar de barato que, como disse um deles, são poupadinhos. Vamos dar de barato, ainda, que compram a roupa que vestem na feira da Senhora da Hora ou no outlet lá da terra. Só queria que me explicassem como é que com um rendimento na ordem dos referidos posso eu também comprar uma casa em Loulé, ter uma piscina na minha residência e ainda uns trocos jeitosos num banco. Ao ler as explicações dos senhores autarcas confesso que fico deprimido e me acho um esbanjador. Como é que não consigo poupar 1500 euros por mês sobre os dois mil e picos que me pagam? Sou mesmo um nabo!

OS ACÓLITOS

O sr. Orlando Magalhães, que não conheço pessoalmente, escreveu esta prosa no blogue de Narciso Miranda:
"O que nos move e a Narciso Miranda em particular, são os matosinhenses, os desempregados, as mães que sofrem a angústia de não terem uma creche onde deixar os seus filhos, os jovens que vivem preocupados com o amanhã, os idosos que vivem com extremas dificuldades.
O que move Narciso Miranda é a vontade que Matosinhos Retome o Rumo da do Rigor, da Seriedade e da Honestidade, na utilização dos recursos materiais e humanos da Câmara, que em Matosinhos, os matosinhenses possam voltar a acreditar e a ter esperança num futuro melhor."

Respeito a carreira politica e estatal do sr. Orlando Magalhães mas custa-me um pouco a engolir este tipo de bláblá. As "mães que sofrem com angústia", os "idosos que vivem com extremas dificuldades" e os "jovens que vivem preocupados com o amanhã" não passaram procuração ao sr. Magalhães. E, tanto quanto me apercebo, essas mães sofredoras continuam alegremente a prociar, ser idoso por si só já é viver com extremas dificuldades e quanto aos jovens não me parece que estejam muito preocupados com o futuro quando têm cama, mesa e roupa lavada na casa dos papás.

Provavelmente, o sr. Magalhães deve estar a falar de uma sociedade qualquer. Esta não é de certeza. Mas, pronto, eu compreendo: o excesso de zelo é uma qualidade da corte do rei deposto.

sábado, 9 de maio de 2009

NUM RESTAURANTE DE LEÇA...

Aqui se prova que o uso do português é uma ciência parecida com a dos condimentos culinários: muito não é sinal de bem.


quarta-feira, 6 de maio de 2009

BOAS NOTÍCIAS

O presidente da Câmara de Matosinhos anunciou hoje um investimento de cerca de 500 mil euros na requalificação da zona envolvente ao antigo Mosteiro de Bouças, onde há cerca de mil anos nasceu Matosinhos. O autarca, que falava no local onde assinalou o centenário da passagem do concelho de Bouças a concelho de Matosinhos, disse que a zona se encontrava muito desqualificada, com acessos ainda em terra batida e sem saneamento básico."Aproveitamos para requalificar passeios e ruas e avançar com a infraestruturação completa", afirmou o autarca, referindo que a obra já está em execução devendo ficar concluída em Junho.
in Lusa

GOLPE DE TEATRO?

Será este o candidato surpresa do PSD para Matosinhos? Se for, os laranjas finalmente revelam algum bom senso. E ficam em boa posição para vencer as eleições de Outubro.

NINGUÉM PÁRA O PARADA

Ligo a televisão, no noticiário da hora do almoço, e quem é que me aparece no ecrã? António Parada. O presidente de junta mais mediático do país. Agora a propósito de um cartão de descontos que lançou para os menos favorecidos. Sempre na linha da frente. Sempre no pequeno ecrã. Com o povo e para o povo.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

MATOSINHOS NO ENDOVÉLICO


O Endovélico* é a base nacional de sítios e estações arqueológicas (e não só) portugueses e não cobre tudo mas ajuda muito a perceber o que temos, o que queremos continuar a ter e o que devemos estimar como herança patrimonial e histórica. Fica a dica.


VER PORMENORES AQUI: http://www2.ipa.min-cultura.pt/main_page.html
Designação Tipo de Sítio Meio Concelho/Freguesia
Ponte do Carro
Ponte Terrestre Matosinhos/Guifões
Adriano
Miliário Terrestre Matosinhos/São Mamede de Infesta
Angeses
Povoado Fortificado Terrestre Matosinhos/Lavra
Custoias
Povoado Fortificado Terrestre Matosinhos/Custóias
São Mamede
Miliário Terrestre Matosinhos/Custóias
Antela
Anta Terrestre Matosinhos/Lavra
Ponte de Dom Goimil
Ponte Terrestre Matosinhos/Custóias
Ponte de Guifões
Ponte Terrestre Matosinhos/Guifões
Panelas
Anta Terrestre Matosinhos/Leça da Palmeira
Ponte da Pedra
Ponte Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Ponte dos Ronfos/ Ponte de Barreiros/ Ponte da Azenha
Ponte Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Lumbelo
Anta Terrestre Matosinhos/Perafita
Aguiar
Anta Terrestre Matosinhos/Santa Cruz do Bispo
Leça do Bailio
Sepultura Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Brio
Anta Terrestre Matosinhos/Perafita
Adaulfi
Anta Terrestre Matosinhos/Perafita
Moalde
Povoado Fortificado Terrestre Matosinhos/São Mamede de Infesta
Fontão
Vestígios Diversos Terrestre Matosinhos/Perafita
Leça
Ponte Terrestre Matosinhos/Leça da Palmeira
Guifães
Mamoa Terrestre Matosinhos/Guifões
Pampelido/ Sepultura 1 de Montedouro
Necrópole Terrestre Matosinhos/Perafita
Castro do Monte Castelo de Guifões
Povoado Terrestre Matosinhos/Guifões
Angeiras
Complexo Industrial Terrestre Matosinhos/Lavra
Leça da Palmeira
Sepultura Terrestre Matosinhos/Leça da Palmeira
Homem da Maça
Escultura Terrestre Matosinhos/Santa Cruz do Bispo
Sepultura 4 de Montedouro
Sepultura Terrestre Matosinhos/Perafita
Agreja
Mamoa Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Pampelido/ Sepultura 2 de Montedouro
Sepultura Terrestre Matosinhos/Perafita
Sepultura 5 de Montedouro
Sepultura Terrestre Matosinhos/Perafita
Monte Crasto
Povoado Fortificado Terrestre Matosinhos/Lavra
São Gens
Anta Terrestre Matosinhos/Custóias
Núcleo antigo de Recarei
Povoado Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Guifões
Achado(s) Isolado(s) Terrestre Matosinhos/Guifões
Mosteiro de Leça do Bailio
Mosteiro Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Igreja Paroquial de Lavra
Vestígios Diversos Terrestre Matosinhos/Lavra
Sepultura 3 de Montedouro
Sepultura Terrestre Matosinhos/Perafita
Monte Castro
Povoado Fortificado Terrestre Matosinhos/Lavra
Achados romanos - Matosinhos
Achado(s) Isolado(s) Meio Aquático Matosinhos
Submarino de Angeiras U 1277
Naufrágio Meio Aquático Matosinhos
Praia da Memória
Achado(s) Isolado(s) Meio Aquático Matosinhos/Perafita
Praia do Castelo do Queijo
Achado(s) Isolado(s) Meio Aquático Matosinhos
Perlongas - Porto
Naufrágio Meio Aquático Matosinhos/Leça da Palmeira
Leixões 1
Naufrágio Meio Aquático Matosinhos/Leça da Palmeira
Leixões 2
Naufrágio Meio Aquático Matosinhos/Leça da Palmeira
Leixões 3
Achado(s) Isolado(s) Meio Aquático Matosinhos/Leça da Palmeira
* Escultura encontrada em S. João da Mota, Alentejo, que se reporta à Idade do Ferro (600 a.C.-100 d.C), que se presume representar um elemento cosmológico com o mesmo nome

O "NOSSO" MAGALHANO


A Câmara de Matosinhos prepara-se para ceder, gratuitamente, uma propriedade municipal de 26 mil metros quadrados à empresa que produz os computadores Magalhães. A JP Sá Couto, instalada em Perafita, quer expandir a fábrica. A decisão é tomada hoje à tarde na reunião do Executivo. O acordo - a estabelecer ao abrigo das medidas pró activas anti-crise aprovadas pela Autarquia em Março deste ano e que contempla a possibilidade de cedência de terrenos municipais para a instalação de empresas - visa apoiar a sociedade na construção de uma nova unidade industrial para a produção de computadores, de boards e outros produtos informáticos. O objectivo é aumentar a capacidade de fabrico dos computadores Magalhães. Na minuta do protocolo, a que o JN teve acesso, assinala-se que as novas linhas de produção permitirão fabricar cerca de 250 mil portáteis por mês. O investimento da JP Sá Couto na expansão totalizará 11 milhões de euros e permitirá criar 320 "postos de trabalho efectivos". A empresa possui instalações na Rua da Guarda, na freguesia de Perafita. "Graças ao sucesso do portátil Magalhães, aliado à inexistência de produtores de boards na União Europeia, a empresa vê-se obrigada a ampliar a sua capacidade produtiva", pode ler-se na proposta, que deverá ser aprovada. O PS detém a maioria no Executivo.
in JN


PS - Acho muito bem mas, já agora, seria pedir muito à JP Sá Couto que, em nome da sua localização geográfica e da afectividade pelas gentes matosinhenses, desse prioridade à entrega de Magalhães às crianças deste concelho? É que a minha filha continua à espera do dela...

domingo, 3 de maio de 2009

O AVÔ CANTIGAS


Não sei o se passou para o PS mandar o Avô Cantigas para a boca do lobo mau. Pior que uma concentração de comunas proletários só mesmo uma de proletários comunas. E reparem que não estou a falar de higiene, embora pudesse... E o que aconteceu ao douto professor de Direito que derivou da esquerda radical para a esquerda moderada? Bem, parece que levou um encharcado, que lhe puxaram o casaco e que terá sido benzido com um ou outro escarro. Nada de mais. Qualquer árbitro do distrital de futebol sabe que isto são amendoíns. O curioso é que o dito avô Cantinflas, perdão, Cantigas não parou de dar entrevistas enquanto apressava o andamento e que um tal Vítor Gonçalves, rei dos adesivos, aparece sempre a sorrir nas fotografias. Parece-me que quiseram fazer desta descida de Moreira aos Restauradores ou Rossio uma espécie de Marinha Grande. Mas foi muito cedo e ninguém partiu um vidro. Ah, claro, foi um gozo tremendo ver aquele mouro espetar o dedo na cara do professor doutor para lhe dizer que não passa de um urso que esteve a hibernar. Foi brilhante.

ARTE PÚBLICA

Ao ver o deslumbrante "Porto da Minha Infância", de Manoel Oliveira, lembrei-me que também em Matosinhos a arte pública pode ser uma festa. É pena que, no caso dos painéis de José Emídio, que tive o privilégio de ver ainda antes de serem montados, alguém tenha tido a infeliz ideia de plantar árvores à frente dos mesmos. E, como se tal não bastasse, os tais bancos de jardim. A "decoração" que no fundo uma larga maioria imaginou para a marginal desenhada por Siza Vieira em Leça da Palmeira, outro grande momento da cultura matosinhense, numa fusão perfeita de arte, arquitectura e urbanismo.

sábado, 2 de maio de 2009

AS TORRES GÉMEAS


As Torres gémeas da Facar foram eleitos o mamarracho mor de Matosinhos pelos leitores deste blogue. Nada a contestar porque gostos e desgostos não se discutem, na certeza de que, procurando mais um bocadinho, seriamos capazes de encontrar outras preciosidades arquitectónicas, não tão gigantescas, é certo, mas também relevantes em termos de desprezo pela estética e pelas esteticistas.
Ainda a propósito das nossas torres gémeas, recordo um artigo de Magalhães Pinto - um dos poucos intelectuais matosinhenses activos - sobre o assunto, com a devida vénia:


Na última edição, Manuel Seabra deu uma importante entrevista ao "MH". Li-a com muita atenção. Porque nas linhas e nas entrelinhas do que disse estaria, na minha opinião, muito do que Matosinhos vai ser na década que aí vem, pelo menos. E não senti que as minhas esperanças saem defraudadas da entrevista. No final, fiquei com a sensação de ter "ouvido" um homem sereno, que sabe o que quer. Para ele e para a sua (nossa) cidade. Se alguma imagem forte me ficou da leitura, ela foi a do contraste. Enquanto vou assistindo - sobretudo no programa "A Voz da Autarquia", que passa numa rádio do concelho - a tão subtis como nefandos ataques à sua pessoa, por parte do actual Presidente da Câmara, senti, em toda a entrevista de Manuel Seabra, uma notável contenção, quando não a rasgados elogios por si feitos à obra do Presidente. Acho que é assim, realmente, que deve ser. É nas vitórias e nas derrotas que melhor se conhecem os homens. Por mim, sinto-me honrado em conhecer Manuel Seabra.Entre os diferentes assuntos abordados, um há que me tocou de perto. E, por isso mesmo, estou em posição de dar o meu testemunho. Tem a ver com as Torres de Leça. Cuja responsabilidade alguém lhe atribuiu já. E da qual eu o posso inteiramente ilibar. Tal e qual ele conta na sua entrevista. Eu sei. Pela comezinha razão de que eu era, na altura, o presidente da NOVAFACAR. Empresa cujo capital pertencia já, então, à instituição para a qual eu trabalhava, o BPA. Muito jovem ainda, Manuel Seabra nem sonhava - tal e qual como diz - com ser vereador da Câmara.É muito fácil criticar, hoje, o projecto de Entrequintas. Mas não se pode criticar o projecto com os dados que temos hoje. É necessário regressar ao passado e saber porque é que tudo isso aconteceu. Eu conto. Pedindo desculpa ao Director do "MH" por ocupar hoje um pedacinho maior para os meus dizeres. É que acho que, se soubermos a verdade, criticamos seja quem seja com mais justiça. Ao mesmo tempo que deixamos ficar umas notas para a história de Matosinhos.A FACAR foi, durante muito tempo, uma empresa líder do mercado português na sua especialidade. Mas, no "25 de Abril", na vertigem do que se passou em muitas empresas, a FACAR foi reduzida a cacos. E acabou por ser intervencionada. E foi o que se sabe. Enquanto intervencionada, conseguia sobreviver apenas à custa de muito crédito bancário. Quando, pelo fim dos anos setenta, a FACAR foi desintervencionada e devolvida aos seus legítimos donos - os irmãos Carvalho - estava tecnicamente falida, com o mercado arruinado, devedora de milhões à Banca, sem matérias primas. Da empresa brilhante que fora, quase só restava o equipamento - entretanto a desactualizar-se - e os trabalhadores. Tal como foi feito com outras empresas, a Banca (nacionalizada, não esqueçamos) recebeu ordens para facilitar o crédito à FACAR. Sobretudo para aquisição de matérias primas, sem as quais não podia laborar. E, rapidamente, a FACAR fica a dever à Banca - principalmente ao BPA - muitos milhões. Algo que valeria, hoje, qualquer coisa como 12 a 15 milhões de contos.Mas o mercado tinha mudado. E os irmãos Carvalho eram gestores para um outro tipo de mercado. A FACAR não conseguiu recuperar. Em dois ou três anos voltou a ficar na falência. A Banca, entretanto, tinha começado já a ser mais racional no tratamento dos seus devedores. Foram tentadas várias soluções (algumas delas propostas pelo BPA e acompanhadas por mim. Nada resultou. E o Banco tratou de cobrar os seus créditos coercivamente. O resultado era simples. A FACAR seria declarada falida. Na sequência disso, desmantelada. E os trabalhadores, em número de algumas centenas, seriam lançados no desemprego, todos sem indemnizações que se vissem. Porque o único bem com valor existente no activo da FACAR eram os terrenos onde a fábrica estava instalada. E esses estavam hipotecados ao Banco, como garantia dos créditos.A perspectiva doía-me a mim e, creio, também aos responsáveis pela Câmara Municipal de Matosinhos. Especialmente a Narciso Miranda, o qual acompanhava a situação da FACAR muito de perto. Por isso é que consegui propor ao Banco que aguentasse a empresa enquanto se fazia o projecto urbanístico para os terrenos da FACAR, para ver até onde podia ir o Banco no apoio ao seu encerramento. O projecto foi feito com a rapidez possível, num gabinete de arquitectura também pertencente ao Banco - a Compave, de Lisboa, do qual eu era também presidente. E, de algum modo, o projecto foi feito de modo a permitir o desactivar da FACAR com respeito por todos os direitos dos trabalhadores, sobretudo no plano das indemnizações. Era uma tentativa de salvar da miséria muitas das famílias da nossa terra. Pronto o projecto, faltava apenas o acordo da Câmara. A qual deu o seu acordo desde que fossem salvaguardados os direitos dos trabalhadores. Foi assim que, efectivamente, foi aprovada, para aquele espaço, sem bem me lembro, 232.000 metros quadrados de construção (Manuel Seabra arredondou este número para 230.000 na sua entrevista).O que se passa nos finais dos anos noventa eu já não sei. Já não estava no BPA. Mas sei duas coisas. Primeiro, que o alvará do empreendimento de Entrequintas estava totalmente formalizado e não poderia ser alterado - sem acordo do promotor - para menos. E, segundo, que as duas torres existentes eram umas cinco ou seis no projecto inicial, embora algo mais baixas, com excepção de uma.Por tudo isto que eu sei, é que concluo com duas afirmações. É iníquo imputarem-se responsabilidades pelas Torres de Leça a Manuel Seabra. E é iníquo, mesmo, imputá-las a qualquer outra pessoa, tendo em conta o que contei. A não ser que estivéssemos dispostos a ver algumas centenas de famílias da nossa terra sem trabalho e sem dinheiro. Assim, pelo menos, puderam reequilibrar as suas vidas. Graças às Torres de Leça.