quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Em Vinha d'alho



Um dos grandes desafios para Outubro é o de saber se Pedro da Vinha Costa vai conseguir um pior resultado que o conseguido por Guilherme Aguiar (o que depois vai acontecer já todos sabemos).

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Movimento Renovador de Matosinhos

Está aí o Movimento Renovador de Matosinhos. Ainda não sei muito bem o que isso é mas as fichas para as assinaturas já estão prontas. O movimento diz afirmar-se pela positiva através de um projeto alternativo independente. Isto cheira-me a Guilherme Pinto mas posso estar enganado. Aguardemos.

 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Estação da Fonte da Moura

Entre 1878 e 1914, a ligação entre a rotunda da Boavista e Matosinhos (via Cadouços, Foz do Douro) era feita pela "máquina", uma pequena locomotiva a vapor de dimensões urbanas que levava atreladas várias carruagens com passageiros. A "máquina" descia a avenida da Boavista até à Fonte da Moura, onde inflectia à esquerda, seguindo para a Foz pela atual rua de Correia de Sá.

A conclusão da avenida da Boavista até ao castelo do Queijo só se verificou em 1914, quando a Companhia Carris de Ferro do Porto, apesar da oposição da Câmara Municipal do Porto, decidiu substituir a "máquina" pelos carros eléctricos que passaram a descer a avenida até ao mar (CONTRIBUITO DE JORGE PISCO)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Provavelmente o melhor "spot" de Matosinhos


Boa Nova. Onde o mar acaba e a terra começa. O meu sítio.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O Dux anda a dar música

O homem a quem o meu saudoso amigo António Tavares chamava Lenine - personagem perfeitamente reabilitado a partir do momento que foi citado por Jorge Jesus - continua sem se pronunciar sobre o seu futuro político. Não há muitos dias, deu um abraço a António Parada no dia em que este apresentou a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Matosinhos. Narciso Miranda, o nosso Dux, tem andado escondido mas que ninguém pense que o recato tem a ver com aulas de violino eventualmente dadas num qualquer telhado de Matosinhos. Não, tanto quanto PdL sabe o popular Zé Rodrigues apenas está a fazer sofrer António Parada e Guilherme Pinto. Tem o tempo todo a seu favor. Até porque basta bater palmas para rapidamente reunir uma equipa, se é que esta já não está reunida. E mais não digo porque a professor de violino pediu-me para não dizer. Se calhar até já falei de mais.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O Punk

Não conheço nenhum matosinhense que não goste de Matosinhos. O que acontece é que muitas vezes Matosinhos não gosta dos matosinhenses. O meu amigo Jorge Moreira, mais conhecido por Jorge "Punk", é um daqueles que gostam muito de Matosinhos talvez porque há mais de 20 anos que trabalha no estrangeiro sem nunca ter perdido a ligação à sua terra e aos seus amigos, apesar de alguns períodos em que desaparece em combates que temos de entender devido ao avançar da idade e à acentuada queda de cabelo. Reparem nesta foto. O Punk está apenas a proteger-se do Sol depois de uma  visita à Casa de Chá da Boa Nova no tempo em que esta podia ser visitada, pois hoje está entregue à bicharada. Vem isto a propósito do facto de recentemente, graças ao Facebook, que não serve apenas para combinar umas quecas, como se vê, um grupo de rapazes do meu tempo do liceu de Matosinhos se ter reunido na Adega Leixões não tanto para recordar velhos tempos mas sobretudo para conversar um pouco das nossas vidas. Faltou lá o Punk. Mas acredito que estará no próximo encontro. Temos saudades dele. Mais a mais, sem a sua presença não vou ter ninguém a quem dar um chocho.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Guilherme, o tal

Guilherm Aguiar protagonizou a última candidatura PSD/CDS à Câmara Municipal de Matosinhos. Com o PS partido a meio, os laranjas e os centristas tiveram um resultado desastroso (17,18%) mas mesmo assim elegeram dois elementos para o executivo municipal. Como Narciso Miranda, com 30,30%, elegeu quatro elementos e o PS cinco,  PSD e CDS tiveram na mão a oportunidade histórica de ao lado de Narciso e sus muchachos, e muchachas, bloquear o executivo. Mas não. Guilherme e Nelson Cardoso fizeram um acordo com o PS e Paulo Coutinho, do CDS, foi para uma empresa municipal. O costume. Ou seja, a oposição deixou-se domar por um partido que domina Matosinhos desde o 25 de abril de 74. Não foi uma surpresa mas foi, isso sim, a confirmação de que não se pode confiar no PSD e no CDS de Matosinhos para virar a página. Resta saber agora o que vai acontecer ao comentador do "Dia Seguinte". Para já, falhou a sua candidatura a candidato à Câmara Municipal de Gaia, tal como um doa falhou a sua candidatura a candidato a presidente da Liga de Clubes. Mas Guilherme, o tal, vai safar-se. Aposto o que quiserem.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Oliveira Lopes: partiu um camarada

Morreu este sábado, no meu dia de anos, um velho camarada das bancas das redações e um matosinhense que legou à sua história dois livros que durante muitas gerações irão ser consultados, onde deixou plasmado o sentir, o viver, o cantar e o falar dos pescadores de Matosinhos. Conhecia o Oliveira Lopes desde pequenino e passei a conhecê-lo melhor quando fui seu colega, durante quase três anos, no Jornal de Notícias. Era um jornalista desconcertante. Recordarei sempre a sua crónica relativa à viagem até Atalanta, onde se realizavam os Jogos Olímpicos. Duas páginas deliciosas em formato ainda gigante que tive o privilégio de ser o primeiro a ler. Pai dedicado, Oliveira Lopes era também o homem da Rua do Cu Tapado, vulgo Comendador Camacho Teixeira. A notícia saiu hoje no JN, entre as breves e o andebol e sem que Oliveira Lopes merecesse ser tratado pelo seu nome próprio. É assim a vida. O funeral realiza-se esta segunda-feira, às 16 horas, no Tanatório de Matosinhos.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Promenades

Guilherme Pinto esteve hoje com a sua equipa no centro histórico de Leça da Palmeira. O ainda presidente da câmara municipal de Matosinhos está numa onda de visitas às zonas históricas que restam no concelho. O casco histórico de Leça é porventura a joia da coroa. Sou suspeito porque cresci por ali, na Rua Moinho de Vento, numa casa que felizmente continua na família, o n.º 77, e ali retorno com frequência. Todos sabemos que nos últimos 20 anos pouco foi feito pela sua preservação e que a animação que ali existe é apenas fruto da iniciativa dos comerciantes locais. Mas é mesmo melhor termos algumas fachadas a ruir que os técnicos ditos competentes a pensar em formas de preservação modernas. A verdade é que conseguiram, entretanto, substituir o edifício da antiga sede do Leça por uns monólitos disfarçados de casas e bem no meio do casco histórico nasceu uma urbanização dita de luxo que apenas não nos fere as vistas porque está de facto escondida nas ruelas. O que todos sabemos é que só não foram ali construídas as torres gémeas da Facar porque ainda há uma coisa chamada PDM, se bem que no caso recorrente...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Afinal ainda há memória...

Pensei que não mas afinal ainda há memória nos políticos matosinhenses "feitos" por Narciso Miranda. Uma boa memória, como fez questão de sublinhar Guilherme Pinto.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Manel Zé volta à crista da onda

Conheço o Manel Zé há quase tantos anos como os que tenho de vida. Acampei com ele na ria de Aveiro, no Gerês e até na Quarteira. Cantei com ele no coro do Orfeão de Matosinhos. Apaixonámo-nos pelas mesmas gajas, trocámos cromos e só não fumámos charros juntos porque ele era...contra. Desde muito cedo que Manuel Seabra assumiu o seu percurso como político. O objetivo, suponho-o, era chegar à presidência da câmara municipal de Matosinhos. Chegou lá durante aquele ano em que Narciso Miranda achou que era mais aliciante ser secretário de Estado dos portos e das marinas que ser líder da autarquia de Bouças, quíçá o seu maior erro político. Quando voltou já nada era como antes e a ligação com Manuel Seabra quebrou-se. Seabra que viria a conquistar a concelhia concorrente contra Guilherme Pinto, o candidato de Narciso. Foi neste contexto, com Seabra a assumir a candidatura à sucessão de Narciso, que aconteceu o que todos conhecem na Lota de Matosinhos. Durante alguns meses tanto Narciso como Seabra pareciam "queimados" para a política. Parada também estava no filme mas na altura era carta fora do baralho. O tempo passou, os castigos saíram, os castigados estrebucharam e o tempo passou. O tempo tudo resolve. Manuel Seabra fez uma pequena travessia no deserto e tornou-se finalmente deputado da nação e comentador da Benfica TV, depois de ser chefe de gabinete de António Costa na câmara municipal de Lisboa. Terça-feira lá estava num painel da SIC Notícias em pose de estadista, falando das virtudes da "nova geração" do PS que, no seu entender, é capaz de resolver conflitos sem que o partido, o socialista, obviamente, se frature. Deve ser da minha miopia mas não consigo ver grandes virtudes nesta "nova geração" de políticos que teve em José Sócrates o seu expoente máximo. Sou teu amigo, Manel Zé, acho que serei sempre, mas não me desiludas mais. É perfeitamente escusado defender o que não tem defesa, ou seja, que há algo de novo na classe política e que o regime socrático teve virtudes. Não teve. Foi um desastre. Esquece isso. Agora que estás de novo na crista da onda, não mergulhes mais de cabeça no lodo.
E muita saúde!
 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

TV Parada

 Parada já avança com a artilharia pesada enquanto a elite matosinhense casquina e rói as unhas. Custa um bocado ver um "pé descalço" bater o pé a uma aristocracia falida. Aos 24 minutos da entrevista, Parada encontra a pedra filosofal e resolve o problema do desemprego, a propósito de postos de abastecimento de combustível, cabinas de portagens e oficinas de automóveis, criando, assim, 300 mil postos de trabalho. Este homem definitivamente está a concorrer ao posto errado. Espero que alguém no Vaticano me esteja a ler.

Cuidado com os buracos

Há quem diga que Guilherme Pinto se meteu num buraco quando anunciou a sua saída do PS e uma candidatura independente à Casa Amarela. Não penso assim. Guilherme Pinto jogou apenas uma cartada e continua a colocar sob alguma pressão a carneirada. A capacidade do atual presidente da câmara tem sido de certo modo subestimada pela sua oposição interna mas a verdade é que GP continua na corrida e se sair dela vai levar a sua coroa de louros. Até lá também terá uma boa oportunidade para perceber onde é que estão os seus amigos e onde é que já não estão aqueles que apenas se juntaram à equipa porque cheirava a petisco.
 

A revolta dos Paradas


O melhor de Matosinhos: Joel Cleto

                                                        Aí no início dos anos 90, quando colaborava no saudoso "Matosinhos Hoje", conheci o Joel Cleto. Quase de certeza nos cruzamos, aí pelos anos 80, na velha Faculdade de Letras do Porto, no então curso de variante de Arqueologia, mas desses tempos apenas guardei memórias da sua mulher, a Susana, que foi minha colega de turma. Logo no primeiro contacto percebi que Matosinhos estava a ganhar com o entusiasmo do Joel num departamento que até aí nunca tinha sido alvo de grandes investimentos depois do "furacão" Joaquim Neves dos Santos. Está visto que o grande investimento é sempre nas pessoas e não nas estruturas e o que o Joel fez pela História de Matosinhos nos últimos anos é porventura a grande "obra" do chamado "poder autárquico democrático", isto se intuirmos que o "poder autárquico fascista" também fez qualquer coisinha por esta terra e que se saiba nunca deixou ao abandono a Casa de Chá da Boa Nova, tendo um dos presidentes dessa época, Pinto Oliveira, a coragem de afrontar o regime aquando da construção da refinaria da Petrogal (é conhecida a empatia dos últimos autarcas pela mesma). Nestes anos todos, para além do trabalho que desenvolveu, sempre com muitas limitações, contando com poucos meios, o Joel contribuiu para a edição de uma série de livros muito importantes para a História de Matosinhos, dinamizou o departamente e se mais não fez, com a ajuda preciosa do José Manuel Varela, em termos de arqueologia de campo foi porque não o deixaram. E quem passou pela Casa de Santiago e conheceu o mordomo Batista conheceu também outra faceta do "nosso arqueólogo". Temo hoje que o Joel, que se tornou também uma figura da televisão graças a um trabalho original à frente de "Os Caminhos da História, possa vir a ter cada vez menos espaço em Matosinhos e até possa vir a ser "seduzido" por outras câmaras. Também seria para ele redutor confinar os seus estados aqui à terra pois não somos o centro do Mundo. O que eu gostava de ver era o próximo presidente da Câmara chamá-lo, dar-lhe recursos e meios e investir a sério na História e na Arqueologia matosinhense. Não estou a dizer com isto que o atual vereador da cultura, Fernando Rocha, foi de alguma forma pouco eficaz neste campo, pelo contrário. Apenas quero aqui deixar a minha apreensão. O Joel é nosso, o Joel gosta de Matosinhos, o Joel tem trabalho feito e não merece estar ao sabor dos ventos políticos. Está acima disso. Creio que o próximo presidente da câmara terá esta consciência, sabendo acarinhar e estimular o homem que nos últimos 25 anos mais fez pela História do antigo concelho de Bouças. O Cleto é património de Matosinhos (espero que não leves a mal).

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O Pirata da Amorosa

O presidente da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira é um daqueles políticos de berço. Ou seja, antes de dar o primeiro berro afirmou-se como um político de carreira, quiçá erguendo o punho... Pedro Sousa foi o primeiro presidente de junta que conheci que fez questão de transmitir em direto as assembleias leceiras. Suponho que terá tido uma audiência residual mas o que contou foi a intenção. É sempre muito interessante ver e ouvir o José Modesto perorar sobre petroleiros e cocó de canino. Não moro em Leça da Palmeira, embora seja o meu lugar preferido do concelho, pois aí cresci e aí vive mais de metade da minha família, mas consigo perceber  que Pedro Sousa se esforçou para deixar obra. Todos os presidentes de junta têm orçamentos reduzidos e dependem da boa vontade dos executivos camarários mas gostei de ver a funcionar na sede da junta uma miniloja do cidadão que já me fez muito jeito, gostei das feiras do livro, da homenagem ao senhor Ferrinha e dos Piratas na fortaleza de Nossa Senhora das Neves. Suponho que Pedro Sousa não se ficou por aqui. Suponho também que será de novo o candidato do PS. Merece-o. Quanto mais não seja, é um autarca que não se disfarça e cuja imagem pública é aquilo que é.

Parada começa mal


No dia em que apresentou a sua candidatura, António Parada pôs na rua os seus primeiros cartazes. Dois dias depois...e tudo o vento levou.
Não é um bom pontapé de saída, não senhor.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Os imparáveis

No dia em que se soube, através de um dos fundadores deste blogue entretanto retirado, que Guilherme Pinto saiu do PS para se candidatar como independente à presidência da Câmara Municipal de Matosinhos, por acaso Narciso Miranda passou pela sede do PS e encontrou António Parada. Também por acaso estava lá uma fotógrafa da agência Lusa. Pouco depois, Parada apresentou a sua candidatura e na primeira fila estiveram Francisco Assis, Mário de Almeida e Manuel Seabra. António José Seguro esteve anunciado mas preferiu passar o dia na Feira do Fumeiro (opção que não podemos de modo algum contestar). Pelo que me dizem, o discurso do homem que derrotou Nuno Oliveira na concelhia e que ajudou a derrotar Guilherme Pinto na distrital fez um discurso fraquinho, como fraquinho é o seu vídeo biográfico. Mas as eleições não se ganham nem com discursos nem com multimédia e Parada já mostrou que é um animal obviamente político para quem a lota continua sempre. Se voltar a encontrar Narciso na assembleia municipal de Matosinhos, não tenho dúvidas que irá ganhar com maioria absoluta pois Guilherme Pinto rapidamente irá perceber que as sondagens que tem na mão são um embuste. Quanto ao candidato do PSD, está ao nível de um Olhanense-Paços de Ferreira, ou seja, daqueles jogos que aparecem no boletim do totobola para compor o mesmo. O PdL promete continua a acompanhar atentamente esta chicane que termina em Outubro.
PS - Entretanto, Narciso Miranda já veio desmentir que a foto tivesse sido tirada no dia da apresentação de Parada mas sim na véspera, no auditório da Universidade Lusíada. Vai dar quase ao mesmo.