sábado, 11 de outubro de 2008

AINDA A COMEZAINA

A pergunta que faço é esta: qual a necessidade de um presidente da Câmara comemorar mais um ano de mandato? Por acaso os eleitores mandatam-no anualmente? Isto é quase como o cidadão comum num simples ano civil comemorar o dia em que andou pela primeira vez de bicicleta, o dia em que tirou o virgolino a uma moça ou o dia em que atropelou dois gatos. Mas percebe-se. O que Guilherme Pinto fez na quinta-feira, Narciso Miranda fez ao longo dos sete dias da semana durante a sua longa permanência no poder. Nada de novo por aqui. O que me deixa um bocado abananado é o afã daqueles que estiveram lá sabendo que se não estivessem as respectivas carreiras podiam ficar comprometidas. Não sei quantos funcionários tem a nossa autarquia (mil? alguém pode ajudar?) e poucos terão sido aqueles que c... de alto para este jantar provavelmente de carne mal assada. E isto porque, infelizmente, o clientelismo é uma doença que progride horrivelmente bem dentro das câmaras municipais e não há purga para ele. Quem lá está, agarra o tacho. Quem está de fora, não passa de gente ingrata, que não reconhece o bem que é o serviço público ou que não gosta de carne assada. Eu gosto mas quanto ao resto, passo. Embora um lugar como chefe de divisão das zero horas às 7 me agradasse profundamente pois tenho algumas ideias perversas para a cúpula do trovão a que alguns chamam sala ogival.
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