segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Resultado histórico do PS em Matosinhos: 68,67%

O Partido Socialista conseguiu o seu melhor resultado de sempre em eleições autárquicas disputadas em Matosinhos: 68,67% Nem Narciso Miranda, em 1993, conseguiu tanto (65,5%). Ou seja, continuamos a ser um concelho socialista embora com alguns apenas sociais e outros na lista oficial.

Parabéns, Guillherme, esta vitória é especialmente tua

Bem, antes do mais isto: enganei-me.
Depois, isto: votei no PS (câmara) e na CDU (junta e assembleia municipal).
Portanto, não só me enganei na previsão como não votei no vencedor.
Mas, ao contrário do que o Viscoso que anda aí pensa, no seu afã de se colar ao tacho, não concorri a estas eleições, delas não tiro qualquer benefício e não participei em fotos de grupos. Por acaso nesta até está, logo atrás do Guilherme Pinto, o meu querido pai, bem assim como alguns amigos que muito estimo, como o Vítor Oliveira e o Henrique Calisto, entre outros. Ou a Paulinha. Parabéns para todos eles.
Nunca pensei que o PS pudesse perder em Matosinhos. Mas perdeu. O PS já tinha ganho, inclusive, a Narciso Miranda e agora perde com Narciso Miranda. O que é notável.
A força do cartão do cidadão e dos novos recenseamentos e o fenómeno dos independentes num momento de absoluta descrença nos partidos podem ter ajudado neste resultado. Mas o mérito é quase todo de um homem: Guilherme Pinto. Acreditou, ousou, não desistiu e sobretudo revelou grande autoestima, que é o mais importante num líder. Merece, por isso, este terceiro e último mandato.
O primeiro, como todos sabem, caiu-lhe no regaço.
O segundo foi difícil de arrancar.
Este terceiro é todo seu.
Vamos ver o que acontece ao PS de Matosinhos. Guilherme lá não deve retornar e tudo indica que está o caminho aberto para Narciso preencher a ficha e assumir a liderança, isto se entretanto a tropa do Parada não debandar. Gostava que Guilherme Pinto não caísse na tentação de tentar reconquistar o que perdeu. Que olhe para o que aconteceu aos que foram ao tapete.
Quanto a António Parada, pois, paciência. Perdeu pau e bola. A lota continua no mundo do trabalho.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Parada já pode festejar


Vejam-no. Confiante. De rabo tremido. Atento. O próximo presidente da câmara municipal de Matosinhos já pode festejar. Vai ganhar. Falta saber por quantos. Pelas minhas contas, vai dar mais de dez pontos de avanço. Guilherme Pinto bem pode ajoelhar sobre as sondagens que encomendou e que lhe dão quase maioria absoluta mas mais uma vez o Partido Socialista vai mostrar o seu poder em Matosinhos. Um passadiço mal amanhado e que demorou 5 anos a concretizar não chega. Matosinhos precisa de animação e Parada promete-a. Chamem-lhe bronco, populista, arrivista ou até socialista. Chegou onde chegou por mérito próprio. É presidente para 3 mandatos e para mais seria se não houvesse essa lei estúpida da limitação de mandatos.

Ponderei e é nele que vou votar. Sobretudo pela animação e também pela azia que adivinho. Que o Tó aproveite para fazer uma limpeza na Casa Amarela pois está cheia de ratazanas.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Seguro, 0 - Parada, 1

O povo. O que é o povo? Seguro e Parada já sabem o que é e como é. O povo são abraços, sovacos, beijinhos e outros pedaços.
Esta imagem da segunda incursão de Seguro aqui à terra é bem expressiva.
Seguro e Parada disputam esta velhinha como se não houvesse amanhã.
Seguro está concentradíssimo.
Parada, confirmando o seu potencial que um dia o levará a secretário de Estado das marinas e dos portos, já está um passo em frente e topou a objetiva.

sábado, 21 de setembro de 2013

Cuidado com o sigmóide, Parada

Esta expressiva foto publicada hoje pelo "Público" pode ser lida de várias maneira. Podemos ver a tendência beijoqueira de António Parada, a forma como subiu na política ou mesmo uma ameaça séria ao sigmóide do candidato. Isto no dia em que Guilherme Pinto foi ao mercado anunciar uma maioria absoluta com que certamente terá sonhado ou então que lhe veio à ideia em mais um jantar de carne assada com os seus simpatizantes. A campanha segue animada mas atenção senhores candidatos. Não vale tudo para trepar. Há que preservar o sigmóide.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A Diva já está paga

Malta, na sequência do meu manifesto eleitoral, que me encheu a caixa mensagens de palavras de apoio, posso anunciar que cheguei a acordo com esta famosa artista italiana, que será a minha vereadora para a proteção civil. Para os menos atentos recordo o meu manifesto eleitoral para as autárquicas de 2017:
Em 2018 vou candidatar-me a presidente da câmara de Matosinhos e quem votar em mim fica a saber o seguinte:
- Pode estacionar nos lugares de deficientes.
- Sempre que chover uma equipa de 100 funcionários municipais sairá para a rua para colocar detergente nos carros.
- Ao sábado pode jantar com uma das minhas secretárias.
- Sempre que quiser pode requisitar o meu carro, sobretudo para escapadinha...s românticas (mas no fim limpam tudo).
- Ligação direta à Unicer com preço especial sobretudo para quem abdicar da água.
- Estadia para 2 pessoas no farol de Leça com jantar romântico na monobóia.
- Desconto de 50% nos churrascos do crematório.
- Uma visita ao U-Boat afundado no Cabo do Mundo.
- Um pequeno almoço no IKEA.
- Um andante.
- Dois livros do Tio Patinhas.
- Free pass no Macau, com direito a uma garrafa de espumante.
- Oportunidade para pelo menos uma vez na vida manobrar a ponte móvel.
- Um recuado em Guifões.
- Duas pombas do Parque Basílio Teles.
- Uma francesinha no Tone.
- Imunidade para urinar na rua, inclusive à porta do Paço da Boa Nova.
- Uma tíbia da Primavera.
- Uma coxinha da Ferreira.
- 5 litros de crude da Petrogal ou, em alternativa, 5 quilos de amoníaco.
- Um Magalhães devolvido pela Venezuela.
- Um pack da Ramirez ou da Pinhais.
- Entrada gratuita na piscina das marés no Inverno.
- Um para-vento (stock limitado - o que sobrar da campanha do Parada).
- 2 horas de bilhar no Leixões Bilharista.
- Entrada de borla no baile da pinhata do Orfeão de Matosinhos.
- Uma V5 para acelerar na Via Rápida e respetivos batedores.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Socialismo e ratos de esgoto

Felizmente nunca caí na tentação de me filiar no Partido Socialista (a verdade é que também nunca fui convidado) e, por isso, não pertenço ao grupelho a que Dias da Fonseca chamou um dia A Mercearia.
Os socialistas de Matosinhos são aquilo que todos sabemos: notáveis ratos de esgoto. Tanto erguem o punho como cavalgam outra onda qualquer.
Apagar o passado é fácil quando só pensamos no nosso futuro.
Os burros são todos aqueles que não pertencem a esta esterqueira e que no último domingo de setembro vão perder tempo a exercer o respetivo direito de voto. Mas pronto. Também há quem acredite nos 3 pastorinhos de Fátima.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Procura-se: morto ou vivo

Aviso de novo: é no Zé Pedro que vou votar nas próximas autárquicas. É um bocado chato pois é CDU, o braço cosmético do Partido Comunista Português, o que apenas se pode perceber por uma discreta foice e martelo.
Mas, Zé Pedro, não havia necessidade. Fiquei preocupado quando te vi nestes preparos.
Mas a reação não passará!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O dux está aí

 José Rodrigues, dux de Bouças e visconde de Barroselas, está aí. Imparável. Já sabíamos que o homem que civilizou Matosinhos e o Monte dos Pipos era bom bailarino mas agora ficamos a saber que é apoiado por António Parada e Paulo Carvalho. Ah, gostei bastante daquele bom bocadinho que tivemos no sábado passado num banco do jardim Basílio Teles. Deu para confirmar que O Presidente é eterno. Mas atenção: não estivemos os dois a dançar. Não pertencemos a esse clube cada vez com mais efetivos.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Vale tudo

 A campanha para as autárquicas ainda não começou oficialmente mas quem anda por Matosinhos percebe facilmente que as máquinas estão em movimento. Sobretudo na parte que toca ao PS e a António Parada e ao que sobra do PS e Guilherme Pinto. O presidente da junta de freguesia de Matosinhos sente-se bem no meio do povo, o futuro ex-presidente da câmara municipal de Matosinhos esforça-se. As criancinhas, essas, não têm culpa nenhuma desta sanha populista a que alguns pais assistem com um sorriso.
Ok, não faz mal. Elas não votam mas fica-se bem na fotografia. Tanto mais que até ver ainda ninguém pediu aos candidatos para mudar as fraldas aos miúdos ou até para lhes dar de mamar. Cuidem-se.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O PS profundo


O último comício do PS, no Parque Basílio Teles, mostrou-me o PS profundo. O PS das chamadas bases. Do povo que se identifica com o punho erguido, a sardinha assada, o fino e as músicas do José Malhoa. O povo que, no fundo, decide pois sente-se importante na hora de ser chamado a votar. A chamada classe média, essa, por norma passa ao lado deste tipo de manifestações. Faz mal. Estes são momentos de catarse, profundamente vernaculares e que aqui não consigo traduzir por palavras. Por isso recorro às imagens do meu "Sony", nem por isso uma máquina superior a muitas que vi nas mãos desse povo que escolhe os nossos governantes.

domingo, 8 de setembro de 2013

Seguro, Parada, um beijo e um treco


Meus amigos, tenho a confessar que vivi uma tarde de sábado fantástica: fui ao comício do Parada e aproveitei para comprar meia dúzia de coxinhas na Ferreira.
Mais, sentei-me num banco de jardim do Basílio Teles e ao meu lado sentou-se pouco depois o nosso querido Dux, que andava por ali "discretamente". Gostei de o rever. Está, tal como esperava, em grande forma.
Ainda deu para "morder" o ambiente. Não estava muita gente. Apenas os do costume: o pessoal do aparelho e o povo dos bairros. Matosinhos Sul e Lavra Litoral dispensam este tipo de manifestações artísticas.
Mas gostei. Sobretudo das bailarinas do José Malhoa. E do beijinho ternurento a um Seguro que, se repararem bem, não descolava. Isto pouco depois de ter dado um treco a Parada. Não é fácil ajudar o secretário-geral a subir em ombros!
Pensei que ia encontrar mais gente no comício mas a organização informou que estavam 3500 pessoas. Acho que contaram as pombas, 45 pardais, 4 caniches, os 70 jogadores de sueca habituais e também o franciscano de serviço. Mas tá-se bem.
Só vos digo mais uma coisa: não sabem o que estão a perder.
Não percam, por isso, o próximo comício.
É de borla e muito giro.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O debate

 O debate sobre as autárquicas 2013 em Matosinhos ainda está a decorrer mas acho que já há matéria suficiente para afirmar que o melhor era terem ficado todos em casa. Todos? Bem, o candidato do PTP , Orlando Cruz, não. Afinal foi ele quem proporcionou um inédito momento televisivo: um minuto de silêncio (o que é televisão é uma branca monumental), a propósito dos bombeiros. O senhor Orlando é motorista dos bombeiros, informa-se. De resto, o debate esteve quase todo o tempo centrado no desemprego. Ora, todos sabemos que esse é um problema que a câmara só pode ajudar a resolver se lhe permitirem alargar o quadro de funcionários (o que felizmente hoje não é possível). Mas adiante.
Por incrível que pareça, vimos Guilherme Pinto a tentar contrariar o candidato do PTP. A tentar, sublinhamos. O que diz muito.
O senhor Orlando brilhou realmente.
Quanto aos outros candidatos, Vinha da Costa enquanto esteve acordado esteve relativamente bem. Parada fez-se de morto na 1.ª parte mas quando foi para cima de Guilherme Pinto não se saiu mal. Apenas era escusado dizer que nunca entrou no Nery sob o argumento de que é uma casa de espetáculos para intelectuais. Por acaso só lá fui duas vezes e para ver ume espetáculo de humor do Rui Oliveira, um matosinhense, e uma comédia magistralmente protagonizada pelo João Lourival júnior.
O candidato do Bloco de Esquerda, Fernando Queirós, foi o mais sóbrio (e não há aqui qualquer segunda intenção) mas parecia estar zangado. Quanto ao candidato de Ramalde, perdão, Manuel Maio falou um dialeto chinês e o realizador esqueceu-se das legendas.
Falta falar do Zé Pedro, candidato da CDU. Está muito verdinho. Muito mesmo.
Ficamos ainda a saber que o Terminal de Cruzeiros pode salvar Matosinhos e que a câmara impediu os filhos das prisioneiras de Santa Cruz de nadarem na piscina de Perafita. Coisas muito importantes.
Curiosamente, ninguém falou de Narciso Miranda. Nem Guilherme (por ele criado), nem Parada (por ele hoje extraordinariamente apoiado).
Em suma, quem viu o debate até ao fim apenas ficou a saber que Matosinhos está entregue à bicharada. E nada podemos fazer.
 
E.Q.