domingo, 30 de julho de 2017

Os situacionistas


Nos tempos que correm é fácil e até tentador confundir os situacionistas com os oportunistas. Mas são espécies completamente diferentes. Vou tentar explicar.
O situacionista é aquele que está há algum tempo instalado na sua posição. Pode não ter um grande vencimento mas também não tem muito trabalho. Chega para as francesinhas. Por isso, tem medo da mudança e arrisca muito pouco. Mas é sempre o mais feroz defensor da situação, sobretudo quando sente que algo pode mudar. Podemos bem com eles.
O oportunista é bem mais perigoso. Arrisca mais, sobretudo quando tem pouco a perder. Assume de imediato o papel de fiel devoto de qualquer causa mas logo que se sente seguro transforma-se num bicho difícil de dominar. Porque, afinal, um verdadeiro oportunista está sempre à procura de oportunidades. É fugir deles, o que não é fácil.
Mas o pior de todos é o situacionista/oportunista. Pode parecer um paradoxo face ao exposto. Mas esta categoria diz respeito àqueles que nunca sabem se há tem ou não "h" e que mesmo assim arriscam. São uma espécie de sacristão que quando acólito já sonhava ser bispo. Têm-se numa conta muito elevada e ninguém o devia levar a sério embora os oportunista situacional ou o situacional oportunista detestem que brinquem com eles. Marquem-nos e evitem-nos ao máximo, é o concelho que dou, perdão, o conselho.


Que se lixe!


Finalmente tudo resolvido no que respeita à recolha de lixos em Matosinhos (fotos de Matosinhos e Perafita).


sexta-feira, 28 de julho de 2017

Fumarolas


Não, não é o cozido das Furnas, em S.Miguel. É apenas um respiro que alguém começou a usar como saída de fumos, na rua Comendador Ferreira de Matos. A situação foi denunciada por uma senhora com 60% de incapacidade que já deixou várias queixas nos serviços "competentes". Debalde.

António Parada formalizou candidatura com mais de 20 mil subscrições

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O Movimento António Parada, Sim!, formalizou esta 6.ª feira a sua candidatura às autárquicas de 1 de outubro, entregando mais de 20 mil subscrições para a câmara, assembleia de freguesias e uniões de freguesia. É a primeira candidatura independente do distrito do Porto a terminar o seu processo, que aguarda agora validação do tribunal.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Matosinhos caiu em 2016 do ranking dos 50 municípios com maior independência financeira


Sucedem-se as inaugurações, as festas, os sunsets e os concertos mas a notícia que vos quero dar é a de que, segundo as contas divulgadas esta semana no Anuário dos Municípios Portugueses relativo a 2016, Matosinhos caiu do ranking dos 50 municípios com maior independência financeira, tal como aconteceu a Porto Santa, Gaia e Castelo de Paiva, entre outros. Este ranking analisa o rácio entre as diferenças entre as receitas próprias e as totais (que deve ser sempre superior a 50%). Apesar da elavada taxa do IMI que por aqui se cobra e que rendeu quase 30 milhões de euros no ano passado, Matosinhos desbancou de um ranking liderado por Lisboa e no qual o Porto ocupa o 6.º lugar. Não sei eu que o estou a dizer, são contas feitas.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Uma forma completamente diferente de despejar um contentor

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Aqui na rua é assim que a nova concessionária do lixo despeja os contentores. A árvore conseguiu sobreviver e falta saber se alguém ficou sem internet ou telefone nas imediações (por aqui, tudo bem!). Quer-me parecer que a antiga concessionária fazia isto de outra maneira apesar de não ter veículos com matrícula de junho de 2017...

O brutal aumento da coleta do IMI em Matosinhos


Quase em plena campanha para as autárquicas, muitos são os candidatos que por esse país fora prometem uma baixa da taxa do IMI. O IMI é apenas mais um imposto direto que o Estado impõe sobre casas pagas por nós quase sempre com muito esforço. É mais um dos impostos indecorosos que a tradição vai justificando e as pobres contas públicas também. O Zé paga sempre a fatura e também as mordomias e as festas. O caso de Matosinhos é paradigmático. Nos últimos sete anos, a coleta do IMI aumentou mais de 6 milhões de euros e já está a tocar os 30 milhões de euros anuais. É muito dinheiro (metade da dívida da autarquia). Por isso, quando alguém vos prometer uma baixa do IMI...no mínimo, desconfiem.

Eles cortam tudo e não pedem nada



Uma cidadã desta terra, Ana Machado, reportou esta situação junto a um parque infantil de Leça da Palmeira. As coisas estavam assim e uma árvore foi cortada para permitir a montagem de um palco temporário. Os nossos autarcas gostam de pavonear-se dizendo que ouvem o povo e que cuidam do espaço público mas a realidade é quase sempre esta, ou seja, fazem o que bem querem sem consultar quem quer que seja e...porque sim. Não é a árvore e a bagunça que aqui são realmente importantes mas a atitude de quem é eleito pelo povo e depois se torna o dono disto tudo. Vale que de quatro em quatro anos tempos oportunidade para cortar também quem nos trata com tanta leviandade.


terça-feira, 25 de julho de 2017

Isto não é uma rotunda, isto é um estacionamento de cartazes


Esta rotunda do Cabo do Mundo vai passar a chamar-se a Rotunda dos Cartazes.

Matosinhos sempre na frente mesmo na dívida


As contas das autarquias de 2016 já são públicas. Matosinhos continua em destaque no ranking dos munícipios com maiores dívidas. Lisboa, por onde passou o primeiro-ministro, é, obviamente, um caso à parte mas não restam dúvidas que estamos muito "bem" na paisagem.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Zangam-se as comadres...


Um Leão zangado é sempre algo de muito perigoso sobretudo na savana dos independentes. Leiam com atenção esta entrevista ao "Jornal de Matosinhos" de um dos patronos da candidatura independente de Guilherme Pinto.

Adoçar a boca


Nos anos 5'0, conforme conta António Yu Costa no seu livro "Os Bons, os Maus e os Outros" houve em Matosinhos e Leça da Palmeira uma chuva de preservativos por ação das agulhetas dos bombeiros que serviram para apagar um incêndio com lotes de algodão. Não é o caso. Desta vez estamos perante uma chuva de rebuçados, oferecidos por uma das candidaturas às autárquicas de 1 de outubro. Quando pensamos que já vimos tudo em campanhas eleitorais, aparece sempre alguém a surpreender-nos.

Cair na Real


Nem sempre aquilo que se "veste" corresponde ao que nos suporta. A Real Vinícola foi inaugurada com glamour, através de um desfile de moda (?), mas ainda ninguém sabe muito bem para que vai servir, para além de passar a albergar a orquestra de jazz. Os pavilhões permanecem vazios mas a placa respetiva já lá está, dando sequência à tradição epigráfica dos nossos autarcas que querem antecipar o respetivo nome numa rua do concelho.


Neste entretanto, o sempre atento deputado municipal Carlos Alberto Ferreira, eleito pelo mesmo Partido Socialista que agora suporta a candidatura de Luísa Salgueiro, Eduardo Pinheiro e Palmira Macedo, mais uma levanta levanta a lebre numa carta à presidente da assembleia municipal:

Na qualidade de deputado à Assembleia Municipal de Matosinhos, nos termos das disposições legais e regimentais aplicáveis, solicito à Srª presidente da Assembleia Municipal para que junto do executivo camarário da CM Matosinhos diligencie o seguinte pedido de esclarecimento.

Através do Aviso no 37/2016 foi aberto concurso público “para arrendamento dos Espaços Previstos no Edifício Real Vinícola" com anúncio público.

No Regulamento do Concurso (que anexo), determinava o Artigo 9º - Prazos de candidatura e locais de entrega, que:
  • "O concurso inicia a 9 de maio, sendo apenas aceites candidaturas entregues até ao dia 15 de junho de 2016..."
E o Artigo 14º - Disposições finais
  • "A ocupação efetiva dos espaços a concurso está prevista para janeiro de 2017"

Julgo que a área ser concessionada corresponde a cerca de dois mil metros quadrados.

Tomando em consideração que já passaram mais de seis meses da data, anunciada, da entrada em funcionamento dos referidos espaços, solicito a V. Exa que me sejam fornecidos dados sobre o referido concurso público, nomeadamente:
Qual a área já ocupada desde janeiro de 2017 em função do concurso
Que ideias diferenciadoras ali já se instalaram?
Que tipo de valências vão ser fruídas pela população?
Que rentabilização está já assegurada do investimento municipal em resultado do concurso?


domingo, 23 de julho de 2017

Esqueceram-se do "Promotor" na Real Vinícola


A Real Vinícola foi inaugurada este sábado à noite. A inauguração esteve programada para outras calendas mas havia uma placa para descerrar. O "Moda Mar" teve glamour e o Carlão atraiu alguns adeptos para junto da passerelle organizada pelo Manuel Serrão. A apresentadora, a Ruth Braga, fez uma tentativa para ser engraçada e acabou por ser mesmo quando perguntou à plateia se estava a gostar. Perante uma resposta fraca, insistiu: "Digam sim!" Foi um momento, digamos, embaraçante. Também vi por lá Narciso Miranda. Encostado a um canto. Ainda lhe perguntei se não tinha um lugar reservado na 'tribuna Vip", onde já estava sentada a também candidata Luísa Salgueiro.


 O homem que, enquanto presidente da câmara, foi responsável pela compra deste espaço por cerca de dois milhões de euros e que está naturalmente envolvido no processo...apenas sorriu. Quanto ao mais, tive oportunidade de ver a primeira instalação artística neste novo espaço que servirá, até novas ordens, como casa para a Orquestra de Jazz de Matosinhos. Sobre os discursos não gostaria de falar pois foi precisamente quando Palmira Macedo fazia campanha política que fui à procura da casa de banho e encontrei a tal instalação artística.





sexta-feira, 21 de julho de 2017

Notícias da Brito Capelo


Vamos lá atualizar o que se passa com a nossa Brito Capelo que tenho visto cheia de turistas, muitos deles peregrinos de Santiago. Uma farmácia que se deslocalizou, a Lopes, e uma ourivesaria cheia de style que abriu no antigo Rei dos Fatos. Esta rua deixa-nos sempre perplexos, sobretudo agora, que tanto se fala na possibilidade de vir a ser o local mais "in" de Matosinhos. O imobiliário, pelo menos, já reparou em tudo isto e upa, upa, o preço do metro quadrado está a galopar. Não sabemos o que vai acontecer a esta rua moribunda, o que sabemos é que estão a acontecer coisas muito estranhas.

A malta do lixo também anda com azar

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Estava placidamente sentado numa esplanada da Brito Capelo - sim, por eu sou um daqueles malucos que defendem a revitalização desta rua e faço questão de passar por lá em vez de me limitar a dar bitaites nas redes sociais... - quando se aproximou um camião da Ecorede. Espera lá, estão a recolher o lixo, finalmente, pensei com os meus botões (por acaso não tinha nenhum à mão). Liguei a cãmara para um direto e pimba, levei com isto. Esta malta que agora anda a recolher o nosso lixo anda mesmo com azar. E nós também.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

A cidade surpreendente


Gosto de caminhar pela cidade e sou sempre surpreendido, mesmo nos sítios onde passo mais vezes. Hoje, por exemplo, queria colocar no lixo um defunto maço de tabaco e fiquei naturalmente baralhado. Mas lá acabei por ver se não havia qualquer fiscal por perto e cumpri o meu dever cívico, o segundo, claro, depois de deixar no estado a maior percentagem do valor do vício diário.
Dei mais uns passos e mais uma revelação. Em primeiro mão posso revelar-vos a razão do caos que vai por aí na recolha do lixo: os carros da Ecorede ainda estão no Porto de Leixões!



quarta-feira, 19 de julho de 2017

Os painéis da Casa Albano


Matosinhos tem sempre algo que nos surpreende também pela positiva. É o caso destes magníficos painéis da Casa Albano, no corner da Brito Capelo com a Rua do Godinho.



Povo que rega na rua


Esta simples imagem de um rega de floreiras feita com um camião cisterna, na nossa Brito Capelo, fez florescer uma onda de comentário indignados da nossa esquerda revolucionária, como se sabe capturada pelo poder nos últimos quatro anos e satisfeita com o facto de andar a pintar ciclovias, perante o sorriso escarninho dos superiores, e celebrar contratos para estacionamento pago com uma empresa sediada numa off-shore de Câmara de Lobos. O que parece ser importante não é o burlesco da situação mas sim a salvaguarda da ordem estabelecida. É triste mas a verdade é que migalhas também matam a fome.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Matosinhos sempre a inovar


Não sei quem pintou estas setas amarelas que aconselham os automobilistas que circulam na Roberto Ivens a subir o passeio para seguir em frente, por causa de um estaleiro de obras. Mas já nos vamos habituando a um pouco de tudo. Neste entretanto, quem não respeitou as setas já deu umas mocadas no estaleiro...

Sem rede e com eco




A Ecorede, a nova responsável pela recolha de lixo em Matosinhos, tem sede na Maia, em Chaves e também em Bogotá. É o que ficamos a saber no seu site, onde se diz também que esta empresa é jovem, multifacetada e dinâmica, depois de ter "nascido no conturbado período que a economia portuguesa vai atravessando" (dava jeito atualizar isto, digo eu...). A Ecorede, que se apresenta em Matosinhos com veículos em geral com matrícula de 2017, diz ambicionar "criar valor" ao assegurar "a excelência dos serviços". O que temos visto até agora é esta empresa a permitir a criação de entulho. A situação está longe de estar regularizada e ficamos todos à espera que não seja necessário a própria câmara continuar fazer funcionar os seus serviços para dar uma mãozinha à nova concessionária e a ter de pôr as relações públicas a emitir comunicados.

Obscenidades


Num parque infantil de Matosinhos.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Mártir


Procissão do Mártir S.Sebastião, 2017. O mordomo foi o professor António Cunha e Silva, presidente do Orfeão de Matosinhos, coletividade responsável pela decoração do andor.

Transportes e mobilidade. Afinal temos um problema!


Verifica-se em final de mandato que afinal Matosinhos tem um problema de mobilidade e transportes (vamos esquecer hoje o lixo, que é tema que já fede). O presidente de câmara em exercício, número dois na lista de Luísa Salgueiro do PS, lançou hoje um ultimato à Resende. Há anos que os matosinhenses sabem que o serviço desta transportadora está longe de ser perfeito e regista-se agora a preocupação do executivo. O que é mais estranho é que quem decida não saiba o que é depender da Resende para as deslocações diárias. São muitos os matosinhenses que dependem desta empresa para trabalhar e viver. O que se espera é que, tal como aconteceu nos lixos, não se troque o que não é bom por algo de pior. E que se atente aos postos de trabalho que a Resende criou a montante a a jusante. Ah, espera, o pelourinho respetivo tem tradição nesta área e certamente não vai fazer de conta que a realidade é apenas o resultado de uma ilusão de (partilha) poder.

domingo, 16 de julho de 2017

Lixo e transportes. Mas afinal o que é que isso interessa?


Por estes dias, Matosinhos é um concelho preocupado com o lixo e os transportes. Não estamos a falar de festas sobre espelhos de água, de vestidos vermelhos, de cartazes ou de súbitos ataques de atenção pelos nossos pequenos problemas. Estamos a falar de dois grandes problemas. O do lixo que se acumula porque não foi cuidada a transição de uma empreitada entregue aos privados; e o dos transportes locais, da responsabilidade da Resende há muitos anos, que semana após semana são notícia por causa de acidentes e incidentes. São temas que gostaríamos de ver tratados, estes sim, com toda a atenção mas que não tarda nada vão desaparecer da atualidade como este veleiro que hoje saía da barra de Leixões enquanto decorria a procissão do Mártir S.Sebastião.
Aposto que amanhã vai sair mais um comunicado.


O povo e o seu santo pescador

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O Mártir S.Sebastião é um culto antigo que está também muito associados aos pescadores de Matosinhos. A devoção permanece viva e a procissão que hoje saiu para as ruas de Matosinhos juntou várias gerações e mostrou que a tradição ainda é o que era. Atrás dos andores, os políticos em exercício e uma deputada da nação que é candidata à presidência da Câmara Municipal. A fechar, o povo, entre o qual um grande grupo da candidatura António Parada, SIM! A Narciso ninguém o viu, ele que por muitos até é tratado por "Senhor de Matosinhos". As conclusões devem ser tiradas por quem de direito. Ou seja, pelo povo que é devoto do santo e que fechou a procissão.



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Foguetório e pirataria


Não há festa sem fogo. Foi assim sábado à noite, nos "Piratas", à volta do Forte de Nossa Senhora das Neves, que apenas nesta altura deixa de ser uma coutada da autoridade marítima. A apropriação de monumentos por serviços do Estado continua a ser uma prática corrente. Recordo-me de um dia ter ali batido à porta para tentar fotografar o interior do forte para um trabalho académico e de levar sopa. O forte funciona, afinal, como uma instalação militar e só com a ajuda dos "Piratas", uma vez por anos, podemos espreitar por dentro da história. Um verdadeiro ato de pirataria e também de pirotecnia, tudo a propósito de um arraial que confirma o seu sucesso de ano para ano, mobilizando não apenas a população leceira.


Honrar o Mártir


António Cunha e Silva e Alfredo Barros - dois vultos da Cultura matosinhense que se juntam em homenagem ao santo dos pescadores, o Mártir S. Sebastião. Sábado, na Casa dos Milagres.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Mas que bela Casinha


O Vítor Lemos começou no saudoso restaurante "Castanheira", na Avenida da República, e estabeleceu-seno Freixieiro, onde teve a sua primeira "A Casinha". Agora está de volta a Matosinhos, ali na Rua do Godinho, entre a França Júnior e a Serpa Pinto. Nem vou falar da excelência da cozinha, apenas aqui quero destacar o bom gosto e a recuperação espetacular deste edifício. Mais uma vez é a iniciativa privada a fazer a reabilitação urbana e a promover a restauração matosinhense. Parabéns, Vítor!

Esta geringonça não está perfeita


                                                          Juro que não fui eu! (Foto Arménio Dias)

Luísa Salgueiro diz "Sim!"


A candidata do PS, Luísa Salgueiro, escreveu hoje um artigo no "Público". O artigo, que me dispenso de comentar, começa assim: 
"Será que Portugal “descobriu” uma nova maneira de fazer política? De um certo ponto de vista, colocar a pergunta é também dar-lhe a resposta: sim!"
Estamos esclarecidos.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Um negócio que já cheira mal


O lixo continua a acumular-se em Matosinhos nos respetivos pontos de recolha. Já todos começamos a perceber o que aconteceu. Houve mudança de concessionário no final do último mês. A SUMA sumiu-se e entrou a Eco Rede. Mas, pelos vistos, a nova empresa que ganhou o concurso internacional válido por uma mão cheia de anos não sabia muito ao que ia e não está fácil encontrar o balanço e as rotas. Quem tem telefonado para a Câmara Municipal de Matosinhos tem sido presenteado com a perplexidade de quem atende o telefone e que até já deu como resposta "não sabemos quem é o responsável da nova empresa que pode resolver isto". Isto é desleixo - ou melhor, é lixo. A CMM lava as mãos enquanto temos as ruas sujas. A situação vai acabar por se normalizar (haja fé) mas o que fica à vista é um cheiro pestilento a incompetência na forma como foi tratada uma transição que nunca seria fácil. É o que temos mas a mais não somos obrigados.

CDU já apresentou armas


Tenho com o PCP/Matosinhos uma relação que penso ser de estima mútua. Sempre vi nos seus responsáveis pessoas realmente interessadas pelo progresso de Matosinhos e, na parte que me toca, aberta a todas as ideias. Confesso que fiquei um bocado preocupado quando, há 4 anos, os dissidentes do PS convidaram José Pedro Rodrigues para a vereação, dando-lhe o pelouro da mobilidade. O JPR ficou com um pelouro que pode ser sempre um pelourinho - e todos sabemos para que serviam estes últimas nos tempos medievais. O JPR arregaçou as mangas e ousou. Ficou com o ónus das multas de estacionamento mas o estacionamento tornou-se realmente mais fácil no centro da cidade de Matosinhos e até em S.Mamede. Mais fácil mas não mais barato. O estacionamento não deve ser nunca um negócio mas um desígnio de qualquer autarquia - em tese, num pais de cofres cheios, o objetivo seria a gratuidade. Aliás, não há um só shopping que sobre um cêntimo por um lugar de estacionamento. Quando se defende o comércio tradicional isto também tem de ser tido em conta pois é difícil concorrer contra quem nos proporciona estacionamento, escadas rolantes e ar condicionado. Mas não é isto que aqui nos traz mas a apresentação dos candidatos da CDU às próximas autárquicas. O José Pedro volta a ser, e bem, o cabeça de lista. Gosto mesmo muito dele...apesar das multas. E também do Ricardo Santos, um "miúdo" com um potencial tremendo e que Matosinhos tem de aproveitar muito mais para ser melhor. Boa sorte, malta!

Não nos lancem fumo para os olhos



Não há um só matosinhense que não conheça uma história relacionada com os autocarros da Resende. Eu, por exemplo, jamais esquecerei o dia em que, na Lomba, olhei pela janela e vi um ciclista ultrapassar o autocarro onde seguia. Os acidentes e os incidentes sucedem-se, os autocarros que chumbam nas inspeções também, há um ano morreu mesmo alguém alegadamente devido a um problema de travões mas...siga para o próximo incidente ou acidente. Também é verdade que sem a Resende muitas zonas do concelho ficariam sem transportes. Ok. Mas essa não é a questão. Todos sabemos o que tem acontecido com o serviço das STCP nos últimos anos, apesar do esforço do vereador responsável, o José Pedro Rodrigues. O serviço privado e o público, no fundo, têm-se entendido, com o patrocínio da autarquia. Há mais quilómetros percorridos pela STCP em Matosinhos? Há mas não se nota muito. O que vamos anotando é esta sucessão de casos com a transportadora que domina Matosinhos. O resto é só fumaça que nos tentam lançar para os olhos. Até quando?

sábado, 8 de julho de 2017

Dez milhões para o "corredor"


Como costuma acontecer em fins de mandatos com cheiro a campanha eleitoral, esteve por cá mais um ministro para anunciar dez milhões de euros para o Corredor Verde do Leça. Obviamente estamos a falar do mesmo rio que está no topo da lista dos mais poluídos do país. Que se saiba, os dez milhões são essencialmente para passadiços e parques. O rio é apenas um pormenor.

A Resende é sempre notícia


Poucas horas depois de mais um incidente com um autocarro da Resende, nesta mesma artéria, a Serpa Pinto, vi-me à rasca para ultrapassar este pulman da última geração. Mas, obviamente, a anos luz do Fórmula 1 que nesse mesmo dia fez furor por aqui...



sexta-feira, 7 de julho de 2017

À espera do Eduardo

Há 4 anos e picos entusiasmado apoiante de Nuno Oliveira (um dos desaparecidos em combate, falta saber até quando...), Eduardo Pinheiro irá terminar o mandato como presidente de câmara. Quem trabalha com ele só tem coisas boas a dizer e há uns largos meses falava-se mesmo na possibilidade de ser ele a dar continuidade ao movimento de independentes gizado por Guilherme Pinto. Mas um PS em crescendo e sob a batuta de Pizarro impôs a sua lei e nomeou Luísa Salgueiro, derrotada há 4 anos na lista socialista. Eduardo Pinheiro resistiu e ponderou face à vaga de fundo, mas esta acabou por se afundar face à velha questão do pássaro na mão. Os "independentes" acabaram por entrar como cordeirinhos na sede da Ló Ferreira. O primeiro ministro ajudou à festa e colocou pressão também sobre o autarca, que de um dia para o outro se viu a ser apresentado como número dois de Luísa Salgueiro, para desilusão dos seus admiradores. Com o Eduardo a vitória era certa, era a tese que se defendia. Isso ninguém sabe. O que se sabe é que Eduardo Pinheiro voltou ao PS e segue na sombra do Salgueiro. Mas o que se diz já é que não será por muito tempo. Só até ao fim de setembro. Depois, aconteça o que acontecer tem o seu lugar garantido na administração da APDL, cujo idoso presidente adiou a aposentação que já devia ter acontecido em janeiro. O que consta também é que Eduardo Pinheiro não irá soutinho, perdão, sozinho.

Matosinhos sempre a inovar


Recolha de lixo no concelho de Matosinhos (Foto Margarida Lima)

Algo não vai bem no reino da Dinamarca


Não tem sido uma semana fácil para a candidatura do PS e nem o colinho do Quim Barreiros pode compensar o que está a acontecer. Agora foi a vez de Manuel Leão, porta-voz do Movimento Guilherme Pinto Por Matosinhos" na assembleia municipal, agitar as águas. O quadro da Petrogal estranha a indignação de Eduardo Pinheiro e Palmira Macedo pela alegada usurpação por Narciso Miranda do nome deste movimento para a sua candidatura como independente. "Estranho a posição agora assumida por Eduardo Pinheiro [presidente da câmara] e Palmira Macedo [presidente da Assembleia Municipal] a propósito da usurpação do nome do grupo por outra candidatura aos órgãos autárquicos matosinhenses, tanto mais que as pessoas em causa chegaram mesmo a reunir para apresentar uma candidatura alternativa a Luísa Salgueiro, traindo assim a vontade de Guilherme Pinto de apoiar esta candidata", referiu em comunicado.

O que Leão disse já quase todos sabiam mas o que aqui importa destacar é o facto de ter feito questão de o ter tornado público, ele que está contra "a anexação do grupo pelo PS" sem deixar "qualquer alternativa a quem integrou um projeto verdadeiro e integrador, tendo Matosinhos como única e exclusiva bandeira". Leão, está visto, não quer entrar nesta selva. Sente-se órfão também. Ora, todos sabemos o que um leão zangado pode fazer nesta fase já de algum põe-te a mexer em que a moda são as calças vermelhas.


quinta-feira, 6 de julho de 2017

Pinheiro bravo


O pombalense que, inesperadamente, se transformou Marquês de Matosinhos prestou esta semana um grande favor a Narciso Miranda. Também estava na hora de render homenagem a quem vindo de Barroselas para S.Mamede de Infesta conseguiu ser presidente da câmara de Matosinhos durante 26 anos, a que juntou mais três como vereador.
Ora, o atual presidente da câmara veio dizer que Narciso Miranda está a tentar fazer-se passar por Guilherme Pinto pois usa o azul que foi a cor do grupo de cidadãos eleitores que elegeu o ex-líder da câmara na condição de independente. Mais, Narciso usa também como logótipo uma onda - a nós parece-nos mais um tornado. Para Pinheiro, o Dux de Bouças está a apropriar-se destes elementos absolutamente originais na tentativa de "baralhar o eleitorado", classificando tudo isto como "manobras" mas sem deixar de considerar o seu opositor um especialista.
Estava na hora de Eduardo Pinheiro sair da toca mas não foi propriamente feliz. Diria mais, nem feliz nem original...




Que se lixe o serviço público


Nos últimos dias, os matosinhenses têm desfrutado de férias pagas em Nápoles sem sair de casa. O pivete que se sente resulta apenas do acumular de lixo nos contentores. Tudo porque, segundo a autarquia, uma empresa privada está a passar a pasta a outra que ganhou um concurso internacional para a recolha de lixo no concelho (um contrato celebrado a poucos meses do final de um mandato). Já todos sabemos que o lixo é um grande negócio e por isso é que a Camorra não abre mão dele no Sul de Itália. O que não sabíamos é que o lixo se recolhe com comunicados e palavrinhas mansas. O povo é sereno, julgarão alguns. Longe vão os tempos em que uma autarquia nos assegurava os serviços básicos; luz, água, saneamento, recolha de lixos... Mas tudo isto dava prejuízo e os privados tomaram, pro bono, conta dos assuntos - estranhamente, até se digladiam pelas concessões. Curiosamente, a CMM tem hoje o triplo dos funcionários que tinham quando assegurava todos estes serviços, o que se entende pois a burocracia é uma hidra difícil de dominar.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

É muita pasta



Estão a ver estas pastas? Correspondem exatamente a isso: a "pasta". No caso concreto, 367 mil euros, entregues com pompa e circunstância por três apoiantes/elementos da candidatura de Luísa Salgueiro, também eles "executores" no ativo da Câmara Municipal de Matosinhos. A "pasta" foi entregue a 54 clubes e instituições que se fizeram representar na sala de sessões da CMM. Nada contra o apoio em net a quem fomenta o desporto, que fique bem claro. O que achamos completamente desnecessário é este show-off e o beija mão correspondente. Mas isso somos nós a pensar que somos chatos e também já por lá passámos para receber uma pastinha...


terça-feira, 4 de julho de 2017

Afundação


A Fundação Gramaxo Oliveira, distinguida pelo seu mérito na última gala da União de Freguesias de Matosinhos e Leça da Palmeira, esta manhã em plena atividade, na Rua Brito Capelo.