quarta-feira, 27 de março de 2013

João Pereira Coutinho

João Pereira Coutinho é um matosinhense que orgulha Matosinhos embora Matosinhos nem sempre se orgulhe dos seus matosinhenses. Intelectual de corpo inteiro, apesar da calvície galopante, JPC está agora na antena da CMTV (canal 8 da Meo), numa parceria, sem dúvida muito interessante, com Joana Amaral Dias, à 4.ª feira à noite. É um prazer ouvi-lo, tanto mais que é um bom amigo. Gostava, porém, de o ver mais envolvido na vida da nossa terra pois fiquei com água na boca no volume dedicado a biografias que integra a Nova Monografia de Matosinhos, em coautoria com o seu saudoso pai. Acredito que um dia o teremos por cá quase a tempo inteiro e que nesse dia Matosinhos saberá não só orgulhar-se dos matosinhenses mas também aproveitar o melhor que estes podem dar a Matosinhos.

domingo, 24 de março de 2013

Sim, é mesmo ao quadrado

Não havia necessidade de tanto amadorismo embrulhado em tantas banalidades.

sábado, 23 de março de 2013

A refinaria de Matosinhos

O nosso presidente da Câmara postou no seu Facebook esta notícia e notei algum orgulho na intenção. Ok, a Refinaria da Petrogal passa a chamar-se Refinaria de Matosinhos? E depois? O que mudou? Nada. O risco sobretudo para os habitantes de Perafita e de Leça da Palmeira continua a ser alto e ainda estamos todos para saber, porque não interessa, os níveis de poluição no local. Cheira-me, repito, cheira-me que serão algo elevados... Sei também que dentro da Petrogal se faz um trabalho de excelência ao nível da segurança. Mas uma refinaria é sempre uma refinaria e, como todos sabemos, o perigo de acidente está sempre lá. É algo com que temos que viver mas eu, por exemplo, que vivo a 300 metros dos Aromáticos, gostava de ser convidado a visitar a refinaria e pôr os olhos num plano de emergência para o caso de acidente. Ou seja, gostava de saber para onde fugir, eu que em 7 anos de residência ao lado da "bomba" já assisti a cinco acidentes e nunca vi ninguém da Petrogal aparecer lá na rua a explicar o que se estava a passar...

quinta-feira, 21 de março de 2013

Manuéis, benfiquistas e matosinhenses

Podem perguntar: afinal, mandamos deputados para Lisboa para os vermos como comentadores da Benfica TV? Aparentemente, sim, no que diz respeito a Manuel Seabra e Manuel dos Santos, dois matosinhenses com lugar cativo em S. Bento, mas o segundo que o primeiro embora mais seguro o primeiro que o segundo. Bem, futebol é futebol e não podemos levar a coisa muito a sério. E, claro, os dois Manuéis têm a desculpa de serem do Benfica, o que revela não apenas bom gosto. Na partr que me toca, tudo bem. Apenas gostava de vê-los mais vezes a falar de Matosinhos e, já agora, do Leixões. Mas isto sou eu a falar e conta pouco ou nada para o totobola embora, conforme pode ser confirmado nas audiências deste blogue, haja quem dê demasiada importância a estes meus devaneios.

sábado, 16 de março de 2013

Adesivos, aderentes e outros vermes

Exultam os apoiantes de António Parada e o próprio, presumo, com o atingir dos mil aderentes (também podiam ser tratados por adesivos) à página do candidato no projeto que visa entronizá-lo como conde de Bouças de Cima, de Baixo e do Meio. Para muitos mais de Baixo que do Meio ou de Cima. O mais curioso disto tudo é que, verifico agora, sou um desses mil. Estou lá porque gosto destas coisas das partilhas e das redes sociais. Bem, mas mil likes não vão de modo nenhum eleger Parada no outubro que se aproxima nesta corrida que por ora faz em solitário, à espera que Guilherme Pinto consiga apoios e que Narciso Miranda espere que Guilherme Pinto se decida. No PS profundo de Matosinhos o que se diz é que Narciso já decidiu e vai aparecer ao lado de Parada na campanha. Não sei. Acho que o Dux ainda está no jogo. Basta, aliás, consultar a sua página no Facebook e verificar os 5121 amigos que o Presidente tem, entre os quais também me conto, o que, confesso, me torna também um potencial adesivo.

sexta-feira, 15 de março de 2013

O melhor de Matosinhos

Esta é apenas mais uma iniciativa de excelência da nossa câmara, na esteira das visitas guiadas do mordo Batista, na casa de Santiago. Grande ideia, realmente luminosa. O serviço público prestado pela nossa autarquia passa muito por aqui mas também pela nossas piscinas municipais e pelos seus funcionários e por uma biblioteca que só não é melhor porque não tem muito dinheiro para adquirir novas edições. Também eu já caí na análise fácil de afirmar que o dinheiro dos meus impostos vai todo para o lixo mas não é verdade. Na parte que me toca, orgulho-me de iniciativas deste tipo, sempre que posso participo e sou um utente satisfeito da piscina municipal de Perafita e da Biblioteca Municipal de Matosinhos. Às vezes é bom parar para verificar que serviço público não é apenas um conceito - também pode algo de perfeito. Obrigado.

quinta-feira, 14 de março de 2013

O Tino merecia muito mais

Foi um dos maiores jogadores da história do Leixões e também fez carreira no Boavista e no FC Porto, chegando a internacional. Albertino Eduardo Pereira, eis o homem e o artista. Não percebo nada de pintura mas gosto muito dos seus quadros. Há muitos anos que o Albertino, Tino para os amigos, vive da sua arte e faz da arte a sua vida. Já expôs em muitos países mas nunca teve a oportunidade de expor na sua terra, Matosinhos. Outros que nunca cá puseram os pés já o fizeram mas o Tino não. Está na hora de emendar a mão e de homenagear este artista matosinhense. O Tino merece.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Eles não gostam de ti, António

Penso que António Parada já percebeu há muito tempo que a teocracia matosinhense está irritada com a perspetiva de um regime falocrático. Por outras palavras, a média e pequena burguesia de Bouças, mais de de baixo que a de cima, não tolera que um pé-rapado tenha conquistado o direito de se tornar comes desta terra. A entrevista de hoje do JN a Parada é um bom exemplo desta irritação. Entende-se que os poderes instalados, muitas vezes sobre a ilusão de desentendimentos sempre sanáveis, fundada em posições de boa empregabilidade, em fusões sociais, em pactos de sangue, em jantares e almoços, palmadinhas nas costas e trocas de cromos, se incomodem perante a perspetiva de o governo da "nação" passar para as mãos de desalinhados e de frequentadores de tascas. Há que defender o bom nome e a honra de Matosinhos, há que de defender o alinhamento e o posicionamento, que a coisa está preta e agora, sim, é preciso assegurar o dia de amanhã. O problema é que o amanhã que se anuncia é o de António Parada, o antigo guarda-costas e guarda-redes, na presidência da Câmara Municipal de Matosinhos. Para além de se recear que o poder literalmente caia na rua, receia-se que Parada surja em outubro com uma vassoura na mão, pronto para varrer o pó que se acumulou nos últimos anos nos diversos departamentos municipais. Por isso mesmo é que estou a gostar de ver este espetáculo que nesta primeira fase visa reduzir Parada à dimensão que muitos matosinhenses ainda pensam que apenas tem. Daqui a uns meses, muito provavelmente, tudo isto irá mudar e alguém vai descobrir em António Parada um génio das autarquias, passando a tratá-lo por doutor, esquecendo mesmo que o atual presidente da junta conseguiu o seu curso numa universidade onde até o bêbado da minha rua seria capaz de completar um doutoramento.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Guilherme preparado para a luta

O proto-candidato à presidência da Câmara Municipal de Matosinhos e o proto-candidato à presidência da Câmara Municipal de Gaia vestiram hoje meio kimono. É estranho ver um projeto de judoca de gravata e calças mas mais estranho ainda é pensar que Matosinhos pode entrar no mapa por causa da maior aula de judo do Mundo. Isto no dia em que João Baião esteve a apalpar melões no mercado de Matosinhos.

Isto é que vai uma animação!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Narciso Miranda levanta o véu


Tomo a liberdade de aqui publicar a última posição pública do próximo presidente da câmara municipal de Matosinhos (os sublinhados são meus):

A hipocrisia, muito característica na vida política, chegou, em força ao universo autárquico.
Nos últimos tempos parte do espaço, dos órgãos de comunicação social, tem sido ocupado com a questão das medidas legislativas, de limitação de mandatos autárquicos dos presidentes de órgãos executivos.
Só passados anos e em consequência de se iniciar, nas próximas eleições autárquicas, a aplicação do normativo legal que impede um número muito significativo de presidentes de câmaras e juntas de freguesia, de se recandidatarem a novo mandato.
É para mim absolutamente claro, por muito que digam e/ou escrevam o contrário os " entendidos" nesta matéria, que presidente DE câmara ou DE junta não tem o mesmo significado que presidente DA câmara ou DA junta.
O que considero absolutamente estranho é que só, passados todos estes anos se encontrem as motivações para se discutir esta questão.

Talvez seja dos poucos cidadãos a ficar pouco, muito pouco, surpreendido.
De fato há quatro anos, quando apresentei candidatura, suportada por Grupo de Cidadãos Eleitores, constatei duas grosseiras inconstitucionalidades na legislação portuguesa.

A primeira resulta do fato de, nas despesas, legalmente estabelecidas, para as campanhas eleitorais, os candidatos dos partidos não pagam IVA, enquanto os candidatos independentes têm de pagar. Concluindo-se portanto que os candidatos Independentes têm menos 23% do valor atribuído, por uma lei, nesta matéria, inconstitucional, que os candidatos dos partidos.
A CTE (comissão técnica eleitoral), por duas vezes, concordou com esta tese.
No entanto os órgãos de soberania (Assembleia da República, Governo ou Presidente da República) ainda não quiseram, puderam, ou souberam, resolver esta injusta e inconstitucional norma.
A segunda grave inconstitucionalidade que "descobri", o tribunal confirmou, resulta de, nos termos da lei, as candidaturas independentes não terem direito, como os partidos, a símbolos. Para os independentes foi imposta na lei, a alternativa de se fazer um sorteio de numeração romana, de um a vinte, para substituir o símbolo.
Pelo menos em Matosinhos, na candidatura que apresentei, o Tribunal aceitou o recurso, contra esta imposição legal, manifestamente inconstitucional, e tive direito a símbolo.
Acontece que passados quase quatro anos o poder legislativo e político ainda não teve, não soube, ou não quis, resolver esta questão.
Talvez, em Julho/ Agosto com a apresentação das candidaturas, teremos mais um debate e uma nova polémica para a nos entretermos a alimentarmos a auto estima de alguns.

Perante toda esta polémica questiono a oportunidade de provocar o debate e escrutínio público e publicado sobre a dimensão da lei de delimitação de mandatos.

Com base na "polémica", levantada por uma parte significativa da opinião publicada, relativamente ao "caso Matosinhos" com a impossibilidade do presidente da câmara local não se candidatar, pelo seu partido, por não ter desistido de ir a votos, no cumprimento das regras estatutariamente definidas, questiono a oportunidade de aprofundar este debate de forma mais ampla.
Este caso provocou um "coro" de artigos e as mais diversa opiniões. Uma dos argumentos sempre usados foi que "podia fazer o terceiro mandato e este direito foi interrompido pela estrutura do seu partido..."
O presidente da câmara de Matosinhos, está em funções autárquicas, ininterruptamente há 23 anos, a tempo inteiro, sendo esta a sua única atividade profissional. Os 16 anos primeiros, ininterruptamente, como Vereador a tempo inteiro e os últimos sete anos, também ininterruptamente, a tempo inteiro, como presidente de câmara.
É, por isso, autarca, ou político profissional, há 23 anos consecutivos.

Face a este exemplo, em concreto, com largas dezenas de casos idênticos no País, questiono o que será mais relevante e substantivo debater-se.

Será que desta forma a legislação, de limitação de mandatos autárquicos, acautela globalmente as motivações, objetivas e subjacentes, que estiveram na sua base política?
Gostaria de ver este assunto a ser, construtivamente, debatido.
Assim tomo a iniciativa de fazer estas "provocações" para um desejável debate sobre, estas três questões, que também são, do meu ponto de vista, relevantes, na abordagem sobre a agenda das próximas eleições autárquicas.
Aqui fica o desafio.

terça-feira, 5 de março de 2013

Os noivos do Senhor de Matosinhos

O jornal "Matosinhos Hoje", que ficará na história de Matosinhos não apenas como exemplo de um jornal digno desse nome, organizou durante alguns anos uma iniciativa chamada "Noivos do Senhor de Matosinhos". Foi um sucesso tremendo sobretudo para quem agarrou a oportunidade e pôde iniciar uma vida nova. Para o jornal, ao contrário das más línguas do costume, não foi um grande negócio mas ficou a gratidão de quem participou graças ao empenho de um pequeno grupo de pessoas, entre os quais a minha irmã Teresa, a grande mobilizadora. A iniciativa terminou por falta de apoios. Os responsáveis sabem porquê. Mas ainda vão a tempo de emendar a mão e de retomar uma iniciativa que constitui um verdadeiro serviço público e quanto mais não seja é um incentivo à natalidade. Custa muito menos que uma escultura tipo "A Onda", que podemos ver à entrada de Leça da Palmeira há largos meses na doca seca.

domingo, 3 de março de 2013

Parada vai na frente

Sem surpresa, António Parada já segue a toda a velocidade na sua campanha. Como os outros estão...parados...acho que será fácil concluir que o antigo guarda-redes de futebol e chefe da guarda pretoriana de Manuel Seabra vai claramente na frente, avançando de jantar de carne assada em jantar de arroz de pato. Não costuma ser difícil juntar umas tantas dezenas de pessoas neste tipo de eventos que normalmente acabam com um bailarico que o candidato lá tem de suportar. O cheiro de sovaco pode ser afrodisíaco, assim como o cheiro de poder. Por ora, meus senhores, não há dúvidas: Parada está em movimento acelerado, à espera que surja alguém para lhe fazer cócegas.