domingo, 31 de janeiro de 2010

CONTRASTES (ou talvez não)


Na mesma rua da cidade (França Júnior) duas peças de autor. Afinal, já temos o nosso museu de arquitectura. Basta passear um pouco pelas ruas de Matosinhos.

JÁ SABÍAMOS


O que não sabíamos era que não sabiam pôr acentos.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O CEGO E AS LOIRAS

Um cego entra num bar de lésbicas, senta-se ao balcão e pede uma bebida.

A bebida chega e depois de algum tempo o cego grita:

-Vou contar uma piada de loiras!

A mulher ao seu lado diz:

- Já que és cego, vou-te avisar de 5 coisas antes de resolveres contar a piada:

1.ª - O barman é uma mulher loira. -

2.ª - O gerente é uma mulher loira. -

3.ª - Eu sou uma loira de 1, 75m e 90kg. -

4.ª - A mulher ao meu lado é uma loira profissional em Karate. -

5.ª - Do teu outro lado tens uma loira professora de Kung Fu

Ainda queres contar a piada ?

O cego responde:

- Não... Deixa lá... Se vou ter de explicar 5 vezes, desisto...

* um contributo de Jorge Reis

sábado, 23 de janeiro de 2010

MOMENTOS DE ANTOLOGIA

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O QUE RESTA DO PASSADO

Um oásis no meio de uma cidade equivocada entre o moderno e o antigo. Largo de Cartelas Vieira, junto à casa onde viveu Rocha Peixoto. Aqui respira-se o romantismo de Matosinhos do início do século XX. No que resta do núcleo histórico de Matosinhos e de Bouças. Felizmente fora dos circuitos habituais, um lugar onde hoje estive largos minutos a pensar e a fumar. A fumar e a pensar. Parando no tempo enquanto o Mundo continuava a girar.

domingo, 17 de janeiro de 2010

JOSÉ MOTA NO FUTEBOL DE MESA


Antes de viajar até Belém, onde conseguiu 3 preciosos pontos, José Mota foi o convidado do programa "Futebol de Mesa", na NFM, cujo painel tenho o prazer de integrar, tanto mais que o "jogo" se disputa, todas as quintas-feiras, a partir das 21 horas, no restaurante "O Baixinho", em Paredes...

Podem ouvir o primeiro programa aqui:

http://radio.nfm.pt/

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

UM INÉDITO DO CONDE DE PERAFITA



Versão desenvolvida de uma recente dissertação do famoso Conde de Perafita nas páginas de O BADALO, no "Matosinhos Hoje".

Quer acreditem ou não, Portugal é um país de pandegos. Creio que não é difícil acreditar nisto que digo. Este é o País que teve um rei, Afonso II, a quem deram o cognome de "O Gordo" - parece que o monarca sofria de lepra. Também tivemos um rei, dito O Encoberto, ou o Desejado (o que ainda é melhor, como a seguir vão perceber), sobre o qual paira a sombra da homossexualidade. Sebastião, o tal do desastre de Alcácer-Quibir e não o neto do Manoel de Oliveira, o Ricardo...Trepa, nunca se interessou por mulheres e a sua masculinidade foi posta em causa mesmo por fontes coevas (com "o", obviamente). Ao que parece, a impotência do rei devia-se mais ao facto de sofrer terrivelmente de cálculos renais que propriamente tinha origem em qualquer tipo de orientação sexual. Um amigo meu também defende a tese de que Jesus Cristo era gay e que o mesmo se pode dizer de todos os seus díscipulos. Vem tudo isto a propósito da nova lei dos casamentos entre a chamada paneleiragem. Quando chamo paneleiro a um gay não estou a querer ofender os paneleiros, tanto mais que hoje já ninguém faz panelas, são as máquinas industriais que as fazem ou os chineses e estes, sabe-se, nunca protestam e até morrem em segredo ou algures numa qualquer cozinha de um restaurante da especialidade. Como todos sabem, sempre houve paneleiros no Mundo. Quer-me parecer até que o título de um famoso personagem da história foi terrivelmente amputado. Alexandre era conhecido como O Grande Panasca mas alguém apagou a segunda palavra e hoje todos o conhecem apenas por Alexandre, O Grande. A última produção de Hollywood confirma o que estou a dizer. Mas, ao que parece, Alexandre tinha uma paixão assolapada por Hefestion. Oliver Stone, o realizador do famoso filme, analisou assim a situação: "Há fortes evidências (...) que apontam para o comportamento libertino dos monarcas antigos. Nesse sentido, Alexandre poderia ser chamado de Alexandre, o Gay. É preciso, no entanto, relativizar essa afirmação, porque não havia o conceito de 'gay' nos tempos antigos. Os reis viam como privilégio comportar-se com total liberdade sexual. Eram, na verdade, pansexuais. Alexandre fazia sexo com homens, mulheres e eunucos, não raro com muitas pessoas ao mesmo tempo em grandes orgias". Bem, o facto de na antiguidade não existir o conceito de "gay" não quer dizer que a cloaca preferida de alguns homens fosse a sua e a dos outros homens. Charlton Heston, um dos famoso galãs de Hollywood, também era podre de gay e ficou celebrizado pela sua interpretação do másculo Ben-Hur. Nada tenho contra paneleiros e paneleiras e os meus amigos sabem que fui um dos poucos que ousou, há quase 30 anos, dar um chocho a um interessante travesti num obscuro bar de S. Catarina que durante alguns meses foi local de culto da malta que parava no "Leixões Bilharista" e que corria para casa quando na Brito Capelo passava uma gaja boa inspiradora de movimentos onanísmicos (é verdade que na altura não era preciso muito para excitar um rapazola de 18 anos). A questão da homossexualidade é hoje uma daquelas chamadas questões fracturantes (salvo seja!) e a notícia de um político gay ou de um desportista gay já começa a ser tão banal como a de um actor ou cantor gay. Ou seja, a paneleiragem é um padrão cultural. O desvio já não está neles mas naqueles que não os aceitam. Ou que, quando muito, não os valorizam. É mais esse o problema. Foi com base nesse preconceito que o PSD e o CDS não votaram a lei proposta pela PS que o Bloco de Esquerda e o PCP votaram. O PS, note-se, foi o primeiro partido a assumir-se com um candidato a deputado gay, visto muito nas imagens de festa que se geraram na escadaria de S. Bento após a votação da lei. Os nossos paneleiros agora podem casar. Boa sorte, é o que lhes desejo. Não conheço ninguém mais promíscuo que os meus amigos que são gays. Quando ao lado dos respectivos companheiros, são tão amorosos como um gatinho bebé que ronrona. Logo que os abandonam, transformam-se em verdadeiros predadores. Mas se calhar estou a exagerar e tal perspectiva é fruto da minha visão tipo "National Geografhic" em relação aos paneleiros. Os heterossexuais provavelmente têm um nível de depredação idêntico àquele que é exibido por quem leva na bilha ou não gosta de pirilaus (confesso que eu também não). Voltando atrás, ao PSD e ao CDS, não sei os que lhes passou pela cabeça quando quiseram referendar a questão do casamento gay. É algo que apenas interessa aos próprios. Eu, por exemplo, quero lá saber! Mas eles lá sabem... Já concordava, isso sim, com um referendo sobre se os portugueses pensam se Armando Vara recebeu robalos do Godinho ou carcanhol. Ou se acham ou não que Silva Pereira é um clone de José Sócrates. Enfim, meus amigos, uma coisa vos posso garantir: aqui no meu condado, o de Perafita, há muito tempo que o casamento gay foi liberalizado, apenas não permito que violem as galinhas pois o esperma estraga a cabidela. De resto, o povo está autorizado a dar total liberdade à sua líbido. Do alto da torre do meu castelo avisto neste momento um grupo de populares em perseguição a uma égua puro sangue. E logo à noite tenho convite para uma orgia com búlgaras e polacas no solar de um visconde. Ao contrário do filme, participo sempre neste tipo de eventos culturais de olhos bem abertos. A última vez que fui vendado provocou-me uma inflamação no anus. Para finalizar, deixo apenas mais uma prova de que "ir ao cu" está muito longe de ser desagradável. Do blog do Tio Solid, eis um conselho prático de como "comer comer um cu":
- Diferente da vagina, o cu é uma área da anatomia feminina que exige cuidados especiais, seja durante o ato ou durante a parte mais complicada."Mas como pedir o cu?". Essa é uma das dúvidas mais frequentes que recebo por email nesse blog. Muitas mulheres, seja por medo, religião ou preferência pessoal, preferem não liberar o anel. Você, como homem sábio que lê esse blog, sabe que não pode simplesmente chegar para sua querida namorada e dizer: "E ae, vai pica nessa sua bunda gorda?". A abordagem exige técnicas especiais e milenares e algumas delas você pode conferir abaixo:
Uso de mensagens subliminares
Uma das técnicas mais usadas nos dias atuais. Pode ser utilizada durante qualquer tipo de conversa com sua parceria onde surja a oportunidade de falar sobre o assunto e serve para medir o nível de "receptibilidade" dela. A melhor forma de aplicar a técnica é utilizando uma piada clássica: "Estava em um bote perdido no meio do mar, juntamente com o meu cachorro, nabunda. O bote começou a afundar. O que você acha que aconteceu? Nabunda vai ou nabunda fica?". Se ela responder com a curta porém efetiva "O óbvio: Nabunda nada" você provavelmente não terá grandes chances de desbravar a região anal de sua respectiva. Caso ela responda com coisas do tipo "riariariariaria que feiu voxe mi falando ixu hihihi" ou "nabunda? pftttt não xei dai nabunda riariariaria" suas chances de finalmente conseguir lascar-la a piroca é bem grande.
Propor coisas novas
Simples porém efetivo. Chegue para sua namorada e diga que você a ama muito, elogie a performance dela na cama e diga que já que é um namorado atencioso, gostaria de descobrir novas formas de satisfazer-la entre quatro paredes. Quando ela estiver 100% propícia a novas experiências provavelmente irá perguntar "Mas o que você tem em mente?". Nessa hora o que vale é a criatividade. Nada de responder coisas como "queria mesmo é comer sua bunda" ou "pô minha cachorrona, queria mesmo é socar o pinto no seu rabo" porque provavelmente não irá funcionar. Utilize frases temáticas que se encaixem com o assunto atual ou palavras carinhosas como "que tal você emprestar o seu bumbumzinho para mim?" ou mesmo se sua namorada for uma gamer, "que tal você liberar o seu bomb B para eu plantar o meu C4?";
Chantagem
Se você chegou a esse ponto do texto e ainda não conseguiu nada, chantagem é a sua última opção. Ofereça uma noite em um motel caro, vinho fino, jóias e chocolate. Se ela perguntar porque você está agradando tanto ela, diga: "é que queria comer sua bunda".
Pois é, pessoal. Comer rabo é bom. Mas com nabo não é para todos.

SÓ SEI QUE TODOS ASSEMBLAMOS

Fica patente a todos os Leceiros que o referido artigo publicado neste blogue causou impacto para além fronteiras.
Sob o título SÓ SEI QUE ASSEMBLEI e com a Ponte móvel a separar-nos, tudo indica que em 2013 a luta será levada ao rubro
Havendo como pano de fundo uma única ideologia politica ou seja a do PS.

Nada me surpreende já que as alternativas estão em guerra ou em período de reflexão…

Inicialmente e a ver pelo numero de comentários, a referida acção politica terá como protagonistas elementos da mesma
Família Politica, eu calmamente e Leceiro de Gema espero ansiosamente que tudo aquilo que foi dito na campanha sob/ o lema
Construir o Futuro se faça e se cumpra.
Afinal no referido panfleto o repto foi lançado a todos os Leceiros:
Viva a sua energia e participação. Viva a Cidade de Matosinhos-Leça. Viva Leça da Palmeira.
Conto consigo!

Saudações Marítimas
José António Terroso Modesto

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A QUINTA DOS INGLESES

A

censura foi, sempre, uma fortíssima condicionante da nossa cultura. Pegue-se na história e rapidamente se constata que, desde muito cedo, fomos sujeitos a leis que limitavam a liberdade de expressão. A crer nos historiadores, a mordaça chegou a Portugal pelas mãos da Igreja Católica – pontificava então Gregório XI – que, a pedido do rei D. Fernando, instituiu a censura episcopal.

F

oi a alavanca porque esperava o Poder Civil que, logo a seguir, passou a regulamentar as opiniões, sobretudo quando escritas. E a coisa durou até há pouco, até ao final do regime a que chamámos Estado Novo e que tinha na Censura um dos seus principais esteios, institucionalizando um estrito controlo dos meios de comunicação. Mas não só já que exercia uma abominável pressão sobre a opinião e pensamento de qualquer um de nós. Censura prévia das publicações, apreensão sistemática de muitas delas, detenções e prisões de quem ousava dar voz ao pensamento, enfim, enormidades muitas das vezes “legitimadas” por tribunais que, de resto e na sua maioria, funcionavam como um dos braços da repressão dessa canalha.

A

té que veio o 25 de Abril e com ele a explosão das vozes há tanto tempo caladas (pelo menos desde D. Fernando). Há quem diga que houve exageros. Opiniões. Uma voz livre, por muito disparatada que seja, é sempre melhor que ver um homem amordaçado. E legislou-se nesse sentido.



Tout est bien qui finit bien”, pensávamos, olhando para trás (sem nostalgia). É o eras. Não foi preciso muito para ver que mais forte que a Lei escrita e aceite era, por exemplo, a tutoria dos Ingleses que desde há séculos nos mantêm como trabalhadores desta sua quinta. Há tempos vieram cá alguns desses patrões, alegadamente de férias. Dois deles, um casal, trouxe três filhos e, num dia de copos – ou seja, um dia comum para eles – desses três filhos sobraram apenas dois. O outro, uma menina, desapareceu enquanto os pais e amigos festejavam, quiçá uma ida ao supermercado (ou outro motivo fútil que eles tanto gostam de solenizar) com mais de uma dezena de garrafas de vinho, uns brandys e outras coisas que entontecem. Nunca é demais relembrar que enquanto isto, as crianças sozinhas num quarto, longe da vigilância de quem tinha a obrigação de delas cuidar. Mas isso se calhar é só para nós, parolos que povoam esta quinta de ingleses!

B

om, adiante que se faz tarde: a menina desapareceu, os pais, quando se aperceberam (?) chamaram imediatamente as televisões (do seu país) e só depois a polícia. Anos (e muitas complicações depois) continuamos sem saber o que sucedeu à pobre menina. Devo salientar que durante a investigação os ingleses (em cujo país desaparecem mensalmente dezenas de crianças e nem todas reaparecem) viram-se, a determinada altura, em perigo de, pelo menos, serem acusados de negligência grosseiríssima. E para obstar a tal (e às tantas a muito pior) mandaram para cá polícias deles, atitude que mereceu o acordo do nosso feitor (já sabem o nome). O problema é que as policias deles que cá vieram meter o bedelho chegaram à mesma conclusão dos nossos especialistas nessas coisas. E como não podia ser – até porque os pais da menina são amigos do “premier” de Sua Majestade – tratou-se de mandá-los regressar à base enquanto aqui se despedia o parolo que coordenava a investigação. Depois fez-se mais umas diligências e outras ninharias (para inglês e português verem) até que se arquivou o processo.



Mais mal é de quem foi”, diz-se por cá. E por isso aceite-se a fatalidade, esqueça-se o assunto e voltem todos aos copos.

E

ra assim que suas excelências, os nossos patrões, queriam, pelo que teríamos de cumprir.

M

as o policia português obrigado a abandonar a busca por ordem – ao que me parece, directamente emanada do nº 10 de Downing Street – não quis aceitar a (falta de) resolução para o caso. E porque sendo policia estava proibido de falar sobre a investigação, decidiu abandonar a profissão para o poder fazer. E foi assim que, já homem livre, Gonçalo Amaral escrevinhou o testemunho do que foi apurado em milhares de diligências, muitas delas feitas fora das fronteiras da quinta que habitámos.

E

m forma de livro, o testemunho do que estava no inquérito – e apenas isso, sem opiniões - vendeu-se aos milhares. Porque a imensa maioria destes parolos que somos não consegue dormir em paz sem saber o que aconteceu à pobre menina. Mas quem não gostou da “veleidade” foram os pais dela. E, para provar que continuam a cá mandar, pediram a um tribunal português que amordaçasse Gonçalo Amaral. E já que estava com a mão na massa, que fizesse como se fazia em tempos de má memória: que fossem apreendidos os livros que ainda sobravam.

O

tribunal acedeu. E assim ficámos a saber que essa coisa da liberdade de expressão ou direito de opinião, plasmados na nossa Constituição como direitos fundamentais, deixam de o ser, sobressaindo como muito mais fundamentais os interesses de dois súbditos da rainha Isabel II.

P

odemos barafustar mas nem sei se vale a pena já que aqueles que elegemos para legislar e garantir a nossa liberdade, ao tomar conhecimento da estranhíssima e inaceitável decisão do tribunal lisboeta, decidiram que o melhor era meter a viola ao saco...

E

quem cala, consente!


E

sta decisão teve pelo menos um mérito: deixou claro que continuámos a ser a quinta dos ingleses.

Autor: ÓSCAR QUEIRÓS

A PROPÓSITO DESTE CASO, VEJAM O QUE SE PASSA NESTE BLOG:
http://noticias-aunnodescubiertas.blogspot.com/

ENERGIA


Logo este ano em que eu me propunha estudar os dossiers até mais tarde, para saber um pouco mais de politica
Não é que apesar de não haver qualquer justificação possível para este aumento, decididamente a nossa maior empresa Energética
resolve brindar os portugueses com um presente envenenado: o aumento da tarifa energética!!!
Alguém resolve dizer que o aumento de 2,9% é muito superior á inflação prevista, e o governo eleito por nós livremente no no ano passado resolve dizer que sim.
Alguém, esse mesmo alguém, já tinha dito que a nossa tarifa energética era a mais alta da União Europeia, mesmo assim resolve-se
dizer que sim!!! Afinal que país é este, cuja empresa pública apresenta resultados superiores a 835 milhões de Euros e apesar desta
verba ser insignificante para eles o Governo diz que sim?
Alguém anda doente, será a gripe ou uma nova estirpe que de uma forma silenciosa começa a dizer que sim a tudo.
Bolas…835 milhões de lucro é muito dinheiro!!!

Saudações Marítimas

JOSÉ MODESTO