quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A estupidez não paga mesmo imposto

Em Perafita abriu recentemente um lar para idosos. Tudo bem. Não sei se é da paróquia, do Estado ou de privados. O que sei é que tem por vizinhos o cemitério e a casa mortuária. É quase a mesma coisa que partilhar as instalações de uma agência funerária com uma unidade de cuidados paliativos ou então permitir que a IURD construa um templo ao lado da Igreja do Bom Jesus de Matosinhos. Também não quero imaginar o que seria, por exemplo, concessionar o palacete do Visconde de Trevões a uma casa de alterne.
 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O restauro e os indignados do costume

 
Neste país a facilidade com que qualquer iletrado põe em causa e contesta qualquer decisão relativa ao património impõe uma pequena reflexão. Esta a propósito da Capela do Corpo Santo, em Leça da Palmeira, zona na qual cresceu o meu avô Queirós, que mais tarde se mudou para a Rua Brito e Cunha em Matosinhos, onde manteve uma oficina de alfaiate que era também uma espécie de sala de convívio da malta da rua. Vivemos num tempo sem filtros e onde qualquer um pode aparecer nas redes sociais a falar de assuntos de que só ouviu vagamente falar ou que mesmo nunca abordou. Neste caso concreto, a indignação devia-se à forma como estava a ser feito o restauro desta pequena capela que funciona muitas vezes como capela mortuária de Leça da Palmeira. Contestou-se o reboco. Poucos se informaram, poucos quiseram saber. O que está a ser feito é apenas devolver à capela a sua imagem original pois sempre foi rebocado e só nos últimos 40 anos apareceu com a pedra à vista. Simples. Este é mesmo o país que protesta quando não se faz e que protesta também quando se faz. Um país de doutores e engenheiros. Como diz o povo, da mula ruça.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Estado terminal


Bem, finalmente foi inaugurado o Terminal de Cruzeiros de Leixões.
Falta abrir o restaurante, faltam os acessos, faltam os anunciados 300 investigadores de ciências do mar e falta o passadiço de que fala Guilherme Pinto e que vai permitir que o povo consiga ficar realmente a ver navios.

O responsável pelo terminal fala, significativamente, na urgência de tomar medidas paliativas.

Ou seja, este mamarracho ainda agora nasceu e já está em estado terminal.

País de bacocos, este, que continua a espantar-se com o tiro de foguetes e no fim do mês paga obedientemente a fatura.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Narciso Miranda: "Tudo isto é uma vergonha para a nossa terra!"

"Não, Eugênio, desta vez não concordo de todo...
Eu não estava ali porque não tinha de estar ali naquela peça de teatro de péssima qualidade. Ponto final.
Não poderia estar ali por respeito a Matosinhos, respeito ao povo de Matosinhos e POR RESPEITO A MIM PRÓPRIO.

Tudo isto é uma vergonha para a nossa terra!!!!!"

As palavras são de Narciso Miranda, que não consta desta foto que junta Guilherme Pinto, ex-PS, Luísa Salgueiro, deputada do PS, António Costa, secretário-geral do PS, Ernesto Páscoa, presidente da concelhia do PS de Matosinhos, e António Parada, vereador do PS, Estiveram todos a almoçar na mesma traineira. Ao que parece, Narciso Miranda foi convidado mas fez-se constar que estava em Londres. Mas afinal não - estava ainda em Matosinhos. E, conforme esclareceu, só não correspondeu ao convite pelas razões que explicou atrás.

A luta eleitoral de outubro de 2017 promete. Guilherme Pinto está fora pois não pode concorrer, Luísa Salgueiros se o PS ganhar as legislativas será secretária de Estado ou até ministra da Saúde, Ernesto Páscoa só com a força toda do aparelho chegará lá e António Parada tem a sua força nas bases.

Falta saber se não teremos uma ou duas candidaturas independentes.

Uma protagonizada por Palmira Macedo.

Outra pelo homem que vindo de Barroselas colocou Matosinhos no mapa. Guilherme Pinto, responsável por dois KO técnicos, um a Narciso e outro a Parada, talvez ainda tenha uma palavra a dizer nesta guerra, assim a saúde o permita.