quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Este cartaz é a morte do artista


Cartaz de Parada junto ao cemitério de Sendim.
Nunca um candidato foi tão verdadeiro.
Notável.
Parabéns aos responsáveis da campanha do antigo segurança de Seabra.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

A ilusão das sondagens em Matosinhos

Desde que o PS passou a concorrer aos órgãos locais de Matosinhos com duas candidaturas - algo que corre o risco de tornar-se numa tradição - que as sondagens realizadas têm uma possibilidade de erro maior que a habitual.

Há quatro anos, por exemplo, corria no concelho que a discussão entre os dois candidatos do PS pela vitória seria até ao último voto. Na semana anterior às eleições foi mesmo posto a correr o boato de que Narciso estaria em vantagem. Era mentira, claro.

Em 2009, esta sondagem realizada poucos dias antes da eleições apresentava os seguintes resultados:

Guilherme Pinto: 33,2 a 37,4%
Narciso Miranda: 28,1 a 32,3%

Os resultados finais, no entanto, foram esclarecedores:

Guilherme Pinto: 42,31%
Narciso Miranda: 30,7%

Ou seja, se no caso de Narciso os resultados ficaram dentro do intervalo previsto, os de Guilherme Pinto foram muito superiores, dando uma banhada ao Senhor de Matosinhos.

Serve este exemplo para explicar que, hoje, que estamos a um mês do fecho da campanha, e depois da sondagem revelada pelo Expresso na passada semana, em que vemos mais uma vez os dois candidatos do PS supostamente lado a lado, Matosinhos corre o risco de voltar a transformar umas eleições, que devem basear-se em projectos e programas, numa disputa emocional de um concelho tradicionalmente controlado pelo PS, em que se discutem nome e não o futuro do concelho e das freguesias.

Este panorama interessa aos poderes instalados cá no burgo: supostamente, será preciso votar massivamente numa das caras para impedir que a outra cara ganhe. E assim não se vota em alguém, vota-se contra alguém.

Importa, por isso, desmistificar que em Matosinhos há apenas dois candidatos - não há. Que o voto útil não é contra esta ou aquela cara - o voto útil é nos projectos e na capacidade de trabalho demonstrada, na avaliação de quem esteve ao lado das populações na luta contra as portagens nas SCUT, contra o fecho de serviços públicos. E relembrar que, por exemplo, no caso das SCUT, a luta passou ao lado dos PS de Matosinhos. A explicação não é difícil, a medida foi implementada pelo governo Sócrates.

Transformar estas eleições em mais uma disputa emocional contra esta ou aquela figura é o pior que poderá voltar a acontecer ao concelho. Cabe a nós impedir que isso aconteça.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O monstro

 Muitos são os que se regozijam com o Terminal de Cruzeiros mas a primeira impressão que tenho disto é que é algo de monstruoso e que borra completamente a paisagem. Mas se calhar é defeito meu, que sou chato.

E.Q.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Olha a onda

Que há uma ligação forte entre a Câmara Municipal de Matosinhos e a Tsunami já todos sabíamos. Não era, por isso, preciso exagerar.

Já agora, por falar em ondas, vejam lá se ligam a água na rotunda do Melia. Aquela coisa custou uma pipa de massa e está seca há longos meses.

sábado, 3 de agosto de 2013

Factótum

Nos momentos especiais, Narciso Miranda tem o condão de aparecer por perto dos eventos do próximo presidente da câmara municipal de Matosinhos. Há quem diga que Narciso não acrescenta votos à candidatura de Parada (os crentes e vencidos da vida), há quem garanta que vai passar por ele a vitória do candidato socialista (os fanáticos e os gamelistas militantes). Continuo a achar que nem uma coisa nem outra. A candidatura socialista é sempre vencedora em Matosinhos. Narciso Miranda é apenas um bónus pois a anterior máquina já deu tilt.
É a vida, meus senhores.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Matosinhos perdido



Um texto (mais um) interessante de ANTÓNIO GRAMAXO:
Matosinhos com pessoas, mas sem indústria, sem actividade e sem horizontes.

A mim, que vivi e senti bem por dentro o progresso desta terra, todas referências à industria conserveira e àquelas que lhe eram afins, tais como, as litografias em folha de Flandres, as latoarias, as serralharias, os armazéns de azeite, os madeireiros da zona de Aveiro(sobretudo estes) que forneciam as caixas para a exportação das conservas, as tipografias que faziam os envoltórios para embalar as latas sem impressão, as fundições que forneciam as soldas e estanhos para soldagem das latas e estanhagem das grelhas onde se colocavam as sardinhas em cru, enfim toda uma enormíssima actividade paralela à nossa industria e obviamente, a pesca, fizeram desta terra um polo dos mais importantes senão o mais economicamente viável do nosso País, me dizem tudo à minha experiência e sentido de vida. Igualmente nunca poderia ignorar as pessoas que trabalhavam heroicamente na indú...stria de conservas, milhares e milhares de pessoas, numa percentagem avassaladora de mulheres. Acho que sem elas, o seu saber e grande espírito de sacrifício jamais esta actividade seria possível. Não esquecer que a maior parte delas nem vivia em Matosinhos, mas sim nas freguesias rurais do concelho, donde se deslocavam manhã bem cedo e saíam do trabalho a altas horas da noite, sempre com um sorriso nos lábios e a cantar em grupos enormes e apressados de regresso a suas casas tentando esquecer as agruras e dureza do esforço do trabalho diário porque passavam. Também a verdade é que umas indústrias nunca subsistiriam sem a ajuda das outras e daí que todas elas fossem verdadeiramente complementares em todo o processo. Iniciei-me profissionalmente num período de crise das conservas e das pescas, depois surgiu a ressurreição e o apogeu da indústria até ao seu lento apagamento e daí, praticamente, até ao seu fim. As causas foram todas elas exógenas aos desejos dos verdadeiros interessados no progresso industrial de Matosinhos. Nada se fez para atenuar ou até combater esta situação verdadeiramente criminosa. Só que os culpados foram-se escondendo e passaram incólumes e sem julgamento! Mas eu sei quem eles são!