quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

SÓ SEI QUE ASSEMBLEI



Instado pelo meu amigo José Modesto - na foto -, fui assistir à assembleia de freguesia de Leça da Palmeira, no fundo a minha freguesia natal pois ali vivi os primeiros anos da minha vida, ali voltei muito mais tarde e ali continuo a ir muitas vezes. Sinto-me leceiro e foi nessa condição que apareci na sede da junta, tendo de esperar um bocado até conseguir um lugar sentado. É o primeiro ponto a destacar: a presença de muitos fregueses na assembleia, cada um com o seu problema ou a sua sugestão para apresentar. Louva-se desde já a participação e o envolvimento dos cidadãos. Quanto aos eleitos, fiquei a saber que Pedro Sousa é um presidente a tempo inteiro e que não dispensa o power point para acompanhar as suas dissertações. O que talvez se dispensasse foi a deselegância que mostrou ao responder a Elvira Castanheira, eleita pelo movimento Matosinhos Sempre, numa tentativa absolutamente falhada de "debate socrático", como lhe chamou, que merecidamente não precisou que a sua interlocutora se esforçasse muito para vencer por KO técnico. Não havia necessidade. Fiquei a saber também que o actual executivo convidou a CDU e o Bloco de Esquerda, que não têm representantes na assembleia de freguesia, para integrarem um conselho consultivo. Não me pareceu que a ideia tivesse entusiasmado muito a malta da extrema esquerda dita democrática pois repetiram-me várias vezes que também quando estavam lá davam muitas sugestões e elas ficavam todas no tinteiro. Vamos estar atentos para ver se a mise en céne se repete. Tenho a certeza que Pedro Sousa irá rapidamente perceber que a pior oposição que podemos ter é aquela que nós próprios somos capazes de gerar.

sábado, 26 de dezembro de 2009

A MORDAÇA INGLESA

"A Mordaça Inglesa" foi o único livro que me ofereceram no Natal. Os meus familiares sabem que sou leitor mas olham para mim e rapidamente concluem que o melhor que podem fazer é oferecer-me alguma roupinha. Portanto, no meio de cuecas, peúgas, camisolas e cachecóis lá surgiu também uma mordaça. Inglesa.
Estive apenas duas vezes com Gonçalo Amaral e a minha mãe uma. Bastou-me a reacção da dona Ilídia para fazer um juízo sobre o antigo inspector da PJ. A minha mãe, que tem 71 anos, adora-o! Está plenamente convicta de que GA tem toda a razão quando entende que todos os indícios apontam para um crime acidental e para a consequente ocultação do cadáver de Maddie. Não sei como a minha mãe chegou lá pois tem o tempo mais ocupado que o director de imagem de José Sócrates, entre a lide da casa, as novelas da TVI, a ajuda que dá à minha tia na sua padaria, os netos que de vez em quando lá aterram em casa e, claro, o "tudo incluído" que proporciona ao meu pai no hotel que dirige em Matosinhos. É a minha mãe, e pronto.
Lido o livro, fui automaticamente remetido para o dia 11 de Setembro de 2001. Nunca mais me esquecerei desse dia pois viajei à noite para as Canárias e o meu carro recusou-se a pegar em plena zona de estacionamento proibido de uma gare de Pedras Rubras fortemente militarizada e policiada. Quando me apanhei sentado no avião, confesso que pouco me importava que uma bomba ali explodisse. O que, como já devem ter entendido, não aconteceu.
Lembro o 11 de Setembro porque tem um ponto de contacto com o chamado caso Maddie. Pelo menos no intervalo entre o primeiro e o segundo impacto dos aviões nas torres gémeas. Nesse lapso temporal, o caso foi apenas um terrível acidente. Depois, foi um atentado que se não fez mudar o Mundo pelo menos o deixou menos crente (talvez não seja esta a palavra certa) no seu futuro. Com o caso Maddie aconteceu precisamente o contrário: primeiro foi um crime (de rapto), depois foi um acidente. Um acidente geral. Na sucessão factual e na repercussão do acontecimento mediático. Demos por nós entre a espada (da justiça) e a parede (do instinto natural que nos leva a simpatizar com a dor de qualquer pai ou mãe). Terá mesmo aquela família inglesa, que deixava os seus meninos a dormir sozinhos enquanto se juntava a Pantagruel, inventado um álibi? Gonçalo Amaral acredita que sim. A justiça portuguesa não quer saber. Os pais de Maddie, esses, hoje parecem apenas empenhados em punir Amaral. Sim, porque já todos desistiram de encontrar a menina. Como diz Amaral, Maddie morreu. E ponto. Mas mais uma vez se verifica que a morte não é o fim da história. No caso em apreço, provavelmente até é o seu início.

No fundo, este é apenas mais um episódio da grande comédia humana. E um sorriso, mesmo escarninho, quando muito só poderá ser escondido por uma qualquer mordaça. Se os cães sorrissem, não o deixariam de fazer só pelo facto de estarem açaimados.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

BOM NATAL


Cumpra-se a tradição com o conto de Natal do PDL, esta ano tendo como mote a imagem acima:
José - Maria, gostaste?
Maria - Foi fraquinha, Zé.
José - Desculpa, mas fiz o que podia.
Maria - Eu sei, querido.
José - Aquele caralho lá de cima tem outros instrumentos.
Maria - Deixa lá, tu tens o martelo.
José - Está bem, o dele é eléctrico.
Maria - Eu sei...
José - Vou-te oferecer um a pilhas.
Maria - Obrigado, és muito querido.
José - Queres um Nespresso?
Maria - Apetecia-me dar mais uma...
José - Maria, sabes que estou exausto...
Maria- Só, só, só mais uma.
José - A senhora da farmácia não me vende mais Viagra.
Maria - Vou-te contar um segredo.
José - Diz lá.
Maria - Hoje comprei um pacote de planta.
José - Ups!
(o resto da história infelizmente não posso contar pois corria o risco de ser excomungado)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

BURACO VERDE

Foto Luís Vieira O relvado do Estádio do Mar está tal e qual a equipa: cheio de buracos.

domingo, 20 de dezembro de 2009

UM DESABAFO

Como sou pela transparência, posso revelar que este mês descontei 2500 euros para a máquina fiscal e para a segurança social. Mas a minha contribuição para o Estado, as obras públicas e os vencimentos dos deputados não ficou por aqui. Há poucos dias a Indáqua deixou-me na caixa do correio uma factura que ronda os 1000 euros, pela ligação ao saneamento público que finalmente foi instalado na minha rua. Confesso também que não tenho mil euros para cobrar esta dívida. Mas confesso também a minha perplexidade pelo facto de me cobrarem 1000 euros por uma caixa de ligação externa que não terá custado nem mais nem menos que aquela que instalei no interior da minha casa (150 euros). Estou agora na expectativa para saber a que dizem respeito os outros 850 euros. Ou será que terei direito a privatizar parte da minha rua ou a alugar a conduta que passa à minha frente? Eis o Estado providência em todo o esplendor e também a consequência da demissão do mesmo nas obras essenciais, aquelas nas quais o efeito dos nossos impostos se devia repercutir. Quem "vendeu" o serviços municipalizados de águas e saneamentos de certeza que não recebe cartões de boas-festas como este que eu recebi.

Pobre país.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

ESTA SEMANA HÁ TERTÚLIA


PROTECÇÃO CIVIL?

O mau tempo que ocorreu nas últimas semanas levantou as chapas que protegiam este edifício situado entre a Rua da Aldeia Nova e o Kartódromo do Cabo do Mundo. Estão apenas à espera da próxima nortada para voarem na direcção do pescoço de um pacato cidadão que espere o autocarro sob um abrigo de transportes públicos que não existe.
Está explicada mais uma vez a eficácia dos impostos que todos os meses pagamos.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

ELE VIVE!

O "24 Horas" de ontem deu grande destaque a uma iniciativa de Narciso Miranda. O dux possibilitou a um concorrente do programa Ídolos, residente em S. Mamede, transporte para os seus apoiantes. O Filipe primeiro bateu à porta da junta de freguesia mas o melhor que lhe puderam oferecer foi uma carrinha de 9 lugares. Com esta iniciativa, Narciso prova que continua atento e que não vai atirar a toalha ao chão. É também por isto que gosto tanto dele, o que costuma acontecer pelo menos nos dias 11 de Dezembro de todos os anos que passam. Dele e também da LabMed.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

COISAS QUE ACONTECEM...

» um contributo de José Manuel Simões Lopes

Um ceguinho entra no consultório de um médico.
- Doutor, preciso de uma orientação sua.
- Desculpe, eu sou ginecologista. O senhor deve ter se confundido.
- Não, tem que ser com o senhor mesmo. Eu estou com uma dúvida e só um ginecologista pode me ajudar.
- Está bem, qual é a dúvida?
- É o seguinte, doutor: quanto mede um clitóris?
- Um clitóris? Mais ou menos meio centímetro.
E o ceguinho:
- Merda!!! Chupei uma pila.

...também na política de mercearia