sexta-feira, 28 de maio de 2010

ANTÓNIO FÉRRINHA


Esta semana fui convidado para participar numa tertúlia leceira a propósito de António Edmundo Dias Férrinha. Foi uma oportunidade para reencontrar algumas pessoas - a propósito, gostei de ver o Carlos Oliveira (não, não é esse...) - e também para perceber toda a dimensão da obra do sr. Férrinha. Já tinha, obviamente, falar nele e na sua empresa mas estava longe de perceber tudo o que fez e tudo o que ensinou. O carinho e a estima que alguns dos seus antigos operários por ele demonstram foi emocionante, bem assim como relato do seu filho mais velho. Elvira Castanheia - presença inevitável neste blog, qual vírus informático dirão alguns... - apresentou, e bem, o power point e Pedro Sousa - o jovem presidente da junta de freguesia leceira - foi um excelente anfitrião, mostrando que, de facto, tem asas para voar alto na política. No fim, a junta comprometeu-se a ajudar a pôr em forma de livro e vida e a obra de um enorme construtor naval que era também um homem bom. E um bom patrão, um bem escasso nos tempos que correm. Os matosinhenses precisam de conhecer bem este exemplo de vida, este homem de FERRO a quem chamavam Férrinha, provavelmente em honra de um antepassado que tocava ferrinhos num grupo de folclore...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

DOIS LIVROS E UM JORNAL



Tive a oportunidade de assistir, muito recentemente, à apresentação de dois livros escritos por outros tantos jornalistas de “A Bola”, um jornal de referência.

O primeiro é da autoria de Germano Almeida, tem o título “Histórias da Casa Branca” e recomendo-o vivamente a quem quiser conhecer e aprofundar os seus conhecimentos sobre o fenómeno Barack Obama.

O autor é um jovem de trinta e dois anos a quem se augura longo êxito profissional e o seu livro, feito a partir de artigos publicados em “A Bola” e no blogue “Casa Branca”, é elogiado por personalidades insuspeitas como o General Loureiro dos Santos e o professor universitário Carlos Santos.

Ao início desta semana, foi Vítor Serpa que deu a conhecer “Tanta Gente em Mim”, um romance “da alma portuguesa, inquieta e insegura, nos trinta anos que se seguiram ao 25 de Abril”.

Perto dos sessenta anos de idade, o autor é director de “A Bola” desde 1992 e estreia-se no romance depois de ter publicado um livro de contos. Já espreitei a obra agora apresentada e percebi que vale a pena.

Estas duas apresentações mereceram-me outras tantas reflexões.

A primeira tem a ver com o tempo de crise e a produção cultural, neste caso a livreira. A “Prime Books” e a “D. Quixote” merecem elogios pela coragem de publicarem títulos em tempo complicado e, no entender de alguns, pouco recomendável para iniciativas deste tipo.

Com curriculum reduzido como escritores, Vítor Serpa e Germano Almeida têm nome conseguido na praça jornalística e, certamente, ajudarão a aguentar o embate com as prioridades financeiras dos portugueses.

A segunda reflexão tem a ver com os facto de os livros terem sido escritos por dois jornalistas oriundos da área do desporto, que alguns, ousada e despropositadamente, consideram menos capaz, ambos de “A Bola”.

Na apresentação de “Tanta Gente em Mim”, Rui Moreira, um portuense lúcido, interessado e atento, lembrou a qualidade de “A Bola”.

Permito-me ir mais longe, acrescentando que o jornal, mesmo antes de ser diário, ensinou muita gente a ler ou a gostar de ler. Recordo-me, por pesquisas já efectuadas neste periódico, de jornalistas como Vítor Santos, Carlos Pinhão, Aurélio Márcio, Álvaro Braga Júnior, Homero Serpa, Carlos Miranda, entre outros, que contribuíram para que muitos portugueses a partir de “A Bola”, adoptassem o prazer de lerem. É para mim irrelevante se o jornal é verde, azul ou vermelho. É relevante, porém, que continua a noticiar mas também a formar quem o lê.

ELVIRA CASTANHEIRA

quinta-feira, 13 de maio de 2010

LEIXÕES MERECE VOTAÇÃO EXPRESSIVA



Quando, há uma semana, expressei aqui uma opinião livre e voluntária, jamais pensei que um gesto tão simples despoletasse um sem número de comentários, dos elogiosos aos insultuosos, passando pelos que, não dizendo nada, parecem dizer muito e acabando nos que cheiram a sinuosa encomenda.
No fundo, sem confundir alhos com bugalhos, o que disse eu? Simplesmente, que o importante é o Leixões e, mesmo a despeito da despromoção desportiva, não dever ser esquecida a recuperação financeira encetada por Carlos Oliveira, algo que rima com rigor e credibilidade, ao contrário de êxitos efémeros, que custam caro e dão curtas alegrias.
Insisto no que já referi: Carlos Oliveira herdou uma SAD desportivamente débil e financeiramente falida. Equilibrou-a no primeiro caso e recuperou-a no segundo. A partir do futebol, tornou todo o clube mais saudável, equilibrado e apetecível.
Será que um desaire futebolístico pode pôr tudo isto em causa? Os adeptos do aventureirismo e dos resultados a qualquer preço dirão que sim. Os que preferem o bom senso e a garantia do amanhã acham que não. Estou neste grupo. Felizmente.
O Leixões S. C. e a sua SAD são dos matosinhenses que neles se revêem. São dos que se riem com os seus êxitos e choram com os seus insucessos. São de uma comunidade piscatória que esquece os perigos da faina nos domingos de vitórias. São de gente simples que gosta de Matosinhos porque Matosinhos é o seu berço e uma das suas razões de ser.
Posto isto, peço que nenhum leixonense fique em casa sexta-feira, 14 de Maio… Então, começa o futuro. E não devemos esquecer que nada está ganho antecipadamente. Até às 19 horas desse dia podem aparecer outras listas candidatas, porventura cheias de promessas mas com bem menos conteúdo, que garantam o sol e a lua mas que nos empurrem para o escuro e o precipício. O passado recente mostra que não devemos deixar para os outros decisões que também nos pertencem.
Repito que, livre e voluntariamente, apoio a Lista A de José Manuel Dias da Fonseca e Carlos Oliveira. Pelo Leixões - simplesmente. E mesmo que alguém, aqui ou ali, assinando com nome pretensamente pomposo, (ou ridículo na cobardia do anonimato) critique a opção, sustentando uma opinião que parece ter-lhe sido soprada e com ela mantendo um lugar para o qual a sua ausência de qualidade não o recomenda.
Teimo em que o importante é o Leixões. E cada voto deve ser contabilizado para que não sejamos surpreendidos quando as urnas encerrarem.

VIVA O LEIXÕES!

Elvira Castanheira

quarta-feira, 12 de maio de 2010

PONTO DE ORDEM (2)

Meu caro Eugénio Queirós:
Sabe a consideração que tenho por si (mesmo quando não concorda com o que penso ou faço) e pelo que tem dado por Matosinhos.
O tom pretensioso/insultuoso/ridículo como alguns comentários se referem a mim no seu blogue, a vacuidade de outros e o anonimato cobarde dos que jamais darão a cara seja pelo que for, merecem-me total indiferença.
O seu blogue, esse não. Entenda que não respondo caso a caso porque o importante é o Leixões e o seu futuro.
Daí que exorte todos os leixonenses a optarem pela solução melhor na próxima sexta-feira, votando na Lista de José Manuel Dias da Fonseca e Carlos Oliveira e derrotando os que, “jogando escondidos com o rabo de fora”, tentam ganhar na "secretaria" o que perderam no "campo".
Os meus cumprimentos.
Elvira Castanheira

domingo, 9 de maio de 2010

PONTO DE ORDEM

Pelo visto o comentário da dr. Elvira Castanheira, que é sempre bem vinda a este espaço de cidadnia, suscitou uma série de comentários impublicáveis sempre sob a manta cobarde do anonimato. Como todos já devem ter percebido, este blogue não está ao serviço de ninguém nem serve o seu autor. Compreendo que alguns tenham alguma dificuldades em perceber estas coisas pois as respectivas vidas não são mais que o resultado de um certo clientelismo e de um oportunismo que infelizmente na nossa terra de vez em quando rende frutos. Gosto de avaliar as pessoas pela sua capacidade intelectual e parece-me que por aí não serão muitos os que podem colocar-se ao nível de Elvira Castanheira, o que de certo modo justifica também a dor de corno que manifestam. Gostava de vos ver dar um pequeno contributo que fosse para a valorização da nossa terra e mantenho essa esperança. Sigam o exemplo da pessoa que agora criticam com tanta força sem perceber que só os burros não mudam. Mesmo os de duas patas.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

CLASSIFICADOS


Caros leitores.
Quase todas as nossas cidades são mencionadas
algumas freguesias também, o que me surpreende não são os nomes de cidades, mas os seus conteúdos
senão vejamos:

Porto 1ª.vez Mulherão
Delicia de Cinquentona
Jovens Apetitosas
Novidade Morena
Carinhosa e Quente
Morena e Meiguinha
Recém Chegada
Trintona, toda boa, sedutora

Etc . etc. etc

São assim os chamados anúncios de relax.
Reparem na linguagem, dificilmente conseguimos afastar o pensamento,
a adjectivação é toda ela perfeitamente indicada e indiciadora de pecado e sedução.
As imagens nem sempre falam por si, mas a linguagem essa é um meio de cativar o leitor ao convite á sedução.

De facto continua a ser a mais antiga profissão do mundo, a abertura de fronteiras causou
impacto na nossa sociedade, quem não se lembra do celebre movimento Mães de Bragança…
Olhando para o lado direito deste blogue…o Priapismo recorda-nos o quanto poderemos ser felizes…
Afinal sonhar é viver.
Tudo isto e muito mais num jornal ou blogue perto de si.

Cumprimentos
JOSÉ MODESTO

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O QUE DIZ ELVIRA


Num momento em que o Leixões passa por uma fase desportiva menos boa, creio que todos os que ao clube se sentem ligados (sócios ou meros simpatizantes) devem fazer uma profunda reflexão, sobretudo em torno do futuro e do que se pretende para a mais importante colectividade do concelho.
Durante muito tempo, sustentou-se que os adeptos dos clubes queriam pontos e divorciavam-se dos contos – isto é, avultavam com vitórias e esqueciam-se do défice. Hoje, esta leitura é insustentável, porque já se percebeu que as colectividades também podem desaparecer ou entrarem em dolorosa agonia. São vários os exemplos por todo o país e se algumas ainda sobrevivem, tal fica a dever-se à notável militância de dirigentes que esquecem a sua vida pessoal e profissional para se envolverem numa indesmentível entrega ao colectivo.
Não esqueçamos (nunca!) esta verdade, trocando-a por uma série de promessas com reduzida sustentação e menor rigor, às quais daremos o nome de aventureirismo.
Por tudo isto, como leixonense, tenho de agradecer ao Presidente da SAD, Carlos Oliveira, o muito que tem feito pelo futebol do clube, quer desportiva, quer financeiramente.
Aos que têm memória mais reduzida, permito-me recordar que o acidente de percurso que agora vivemos em nada belisca o que foi feito nos últimos seis anos. Do ponto de vista desportivo, foi evitada uma despromoção ao C.N.2ª Divisão (então, II B) e conseguida uma promoção à I Divisão, consolidada depois com uma temporada notável.
Mas se os resultados nos alimentam o ego e a alma, não esqueço o que foi conseguido financeiramente. Nos mesmos seis anos, o passivo da SAD desceu de cerca de onze milhões de euros para menos de três milhões. Com esta excelente recuperação, é possível acreditar que a descida de divisão não é uma catástrofe, mas um incidente que poder ser rapidamente debelado, voltando a equipa profissional de futebol ao lugar que é seu por direito próprio.
Do bom que está para trás e do percurso que vai ser necessário percorrer não pode ser dissociada a figura de Carlos Oliveira. Acredito que, sem ele, muita coisa estaria pior.
Hoje, a SAD leixonense transporta a marca do rigor e da credibilidade que lhe foram conferidas pelo seu presidente Carlos Oliveira.
Elvira Castanheira

segunda-feira, 3 de maio de 2010

BORA LÁ, MALTA

É ali entre Cedofeita e a Praça da República, perto da sede do velho Salgueiral.

ACONTECEU

A uma jornada do fim do campeonato, o Leixões aparentemente desceu de divisão. A equipa de Castro Santos terá agora de "garantir" o penúltimo lugar, para a eventualidade de abrir mais uma vaga na primeira - casos Naval e V. Setúbal...
Reparo que no facebook já se procuram culpados para o que aconteceu. É estranho sobretudo quando quem procura culpados apenas viu o Leixões uma vez na I Divisão enquanto foi presidente da Câmara e todos sabemos quanto tempo permaneceu no poder...
Depois de uma época excelente, talvez demasiado boa, o Leixões pagou caro o mau planeamento feito para esta época. Não vou dizer que a saída do director desportivo, Vítor Oliveira, é responsável por esse fatal atraso mas ajudou e aí a culpa não será só dele mas de todos os que tinham poder de decisão. Porque uma coisa era o Leixões pensado por quem sabe de futebol -e que, afinal, devolveu o clube à divisão maior - outra, bem diferente, é um homem de negócios com uma agenda preenchida tentar perceber de futebol.
Se quiser ter um lugar firme na I Divisão o Leixões não tem de ter só bons jogadores. Antes dos bons jogadores é preciso contar com quem é capaz de contratar bons jogadores e baratos. E que depois sabe também gerir um balneário, potenciar uma marca e negociar com os grandes do nosso futebol, tirando das camadas de formação tudo aquilo que elas podem dar. Ora, isto só se faz co investimento sério em bons profissionais. Não em chuteiras ou gravatas mas em gente que sabe o que a casa do futebol gasta e que não se deixa enganar facilmente.
Só com boa vontade não chega. Regista-se o esforço mas confirma-se o défice.

domingo, 2 de maio de 2010

RUI OLIVEIRA - UM ARTISTA MATOSINHENSE


Graças ao facebook - não serve só para combinar quecas... - reencontrei o Rui Oliveira. Fiz com ele, no Orfeão de Matosinhos, algum teatro de fantoches e também uma dupla de palhaços, sendo que este último papel não me custou nada a fazer pois é a minha condição natural. Já então o Ruizinho destilava talento e por isso seguiu o caminho artístico (podem encontrá-lo no Contagiarte). Tínhamos um grupo muito giro e ainda participámos em dois encontros nacionais de teatro de fantoches mas depois as tropas, os estudos e os casamentos acabaram com a bela aventura. Dela ficaram boas memórias e uma amizade para sempre, sempre possível de reatar também. Espero poder ver em breve o nosso artista num palco matosinhense, isto se os artistas contratados em Lisboa e afins assim o permitirem...

sábado, 1 de maio de 2010

PENSO EU DE QUE

Como todos já devem ter percebido, o PdL tem andado o meio-gás. Obviamente, o autor está a atravessar mais um momento de crise existencial a que se soma uma série de compromissos que não lhe tem deixado muito tempo livre para vir a esta tribuna dizer as baboseiras do costume. A verdade também é que não se passa nada na nossa santa terrinha e o mesmo acontece com as tábuas que faltam para completar o passadiço do Cabo do Mundo, a minha região demarcada. Sim, eu sei, parece que o Leixões vai descer de divisão e que o karateca quer ser candidato a candidato a presidente do clube. Quanto ao resto, estou por tudo, depois de ter verificado que o José Modesto foi manchete num jornal aqui da terra na qualidade de especialista em shipping e de cidadão que frequenta as assembleias de freguesia e municipais - o que me deixa algo perplexo, na qualidade de antigo freguês frequente do Macau, do Rex e do Moulin Rouge. Continuo entretanto a passar várias vezes por semana à porta do Traineira e a ver aquilo às moscas nas horas dos espectáculos. Quanto ao famoso LEV, todos sabemos também que o vulcão egrhshdyendjjfksss (se não é isto, é parecido) afectou esse grande momento cultural normalmente abrilhantado pelo Gonçalo Cadilhe ou por qualquer outro globetrotter tuga que julga seguir na peugada de Brito Capelo e Serpa Pinto, embora com a diferença, de somenos, de atravessar África de jipe ou autocarro. Ok, eu sei, mas não tenho culpa, sou mesmo um daqueles tipos que escrevem, como diz o meu amigo Alberto, de dedo em riste e quando não é o dedo é o instrumento, o que é bem pior pois pode provocar-me danos irreversíveis num teclado já pejado de cinza, migalhas, restos de iogurte, ranho, baba e pelos da barba (um dia vou mandar uma amostra para o laboratório e espero não ser detido como perigo para a saúde pública). Confesso que estou com algumas saudades de uma tertuliazinha de bloggers e por isso é que hoje de manhã passei pelo café da amiga Olga mas não encontrei ninguém para além de um árbitro de futebol e de um tipo que me cravou um cigarro e que agradeceu penhoradamente a oferta. Também me perguntaram se a biblioteca estava fechada e lá tive de explicar que era o dia do trabalhador e que nesse dia não se trabalha, o que, como devem entender, não é muito fácil de explicar embora o conceito de trabalho seja, pelo menos no que toca ao funcionalismo público, algo de muito subjectivo. O próprio termo "funcionalismo público" é ambíguo pois todos sabemos como funciona o chamado aparelho do Estado. Por falar nisso, a palavra "aparelho" parece-me de todas a mais adequada dada a elevada promiscuidade sexual que, ao que me contam, ocorre nesses lugares monumentalizados pelos chamados arquitectos do regime, os mesmos que ganham prémios aplicando projectos de piscinas em departamentos de finanças e que fazem piscinas com projectos de departamentos de finanças. Há dias assim, malta. Vim aqui só para dar uma mijinha e explicar uma coisita e acabei por ter um orgasmo. Foi dsm d festa desta que fodsx o teclaaadddo...