quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Um sábado com muito para ver e sentir


No âmbito do seu Centenário, que termina a 17 de março de 2018, o Orfeão de Matosinhos promove dois eventos no próximo sábado.
2 (sábado) - Evocação - 70 anos do naufrágio  de 1947 - Auditório da Associação dos Pescadores Aposentados de Matosinhos.
Hora: 16h30 - Comunicações - José Brandão, Fernando Sá Pereira
                     Apresentação de imagens - Mário Rêga
                     Lançamento do livro "Mandar Abrir o Mar"
                     Autor: António Mendes (pintor) - Edição Seda Publicações em parceria com a Câmara Municipal de Matosinhos.

2 (sábado) - Noites Triplex - Salão do Orfeão de Matosinhos
Hora: 21h30 - Jorge Ferro - Albertino e João Botelho



António Azevedo Cunha e Silva, presidente do Orfeão de Matosinhos, quase dispensa apresentações na qualidade de autor prolixo e singular. António Mendes é, por seu lado, um desenhador de excelência que muitos matosinhenses já reconhecem. Quanto à Noite Triplex, que será a segunda, desta vez irá juntar o leceiro Jorge Ferro na guitarra acústica, ele que é o dono do bar Ferro Belho, no Largo do Castelo, João Botelho e as suas fotografias luminosas de Matosinhos e a arte em movimento no pincelo de Albertino Eduardo. As entradas são grátis, como sempre, e o acesso aberto pois o Orfeâo de Matosinhos tudo o que faz não é apenas para os seus 460 sócios mas para toda a comunidade.


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Bem vindos a Beirais de Baixo


Quando pensamos que está tudo visto e inventado, eis que alguém nos surpreende. Bem vindos a Bouças de Baixo, onde os autarcas andam de baloiço e se exibem à populaça a propósito de 90 mil euros que se gastaram em lâmpadas e enfeites de Natal. O Natal, dizem, é quando um homem quiser. Mas também é aquilo que um homem, ou mulher, quiser. Cada um faz como entende. Mas não entendo a razão deste cenário. Presidente da câmara e presidente da junta ficavam muito melhor numa plataforma no mar com o Apeadeiro em fundo. Ou ali para os lados do farol de Leça. Mas isto sou eu a divagar. Quase de certeza que a CDU tem uma solução melhor. Isso mesmo, obrigado, na rotunda final da Serpa Pinto, onde os camiões só conseguem dar a volta em sentido contrário...

PS - Quando se percebe que para quem tem responsabilidades o edifício da Câmara Municipal é o mais importante, pouco mais há para dizer em relação ao estado a que isto chegou.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

ÚLTIMA HORA. Brito Capelo vai ter cobertura


Depois de umas tantas visitas técnicas a bairros sociais e da pré-inauguração do Museu dos Pipos, com a presença do Presidente da República Popular do Bairro Alto, o novo executivo da CMM prepara-se para inovar, colocando uma rede de pesca como cobertura da Rua Brito Capelo. Face ao prolongado defeso da pesca da sardinha, esta é uma medida que à partida irá garantir uma significativa quota de sardinhas com asas - o que é perfeitamente natural tendo em conta que as vacas também voam - e quanto mais não seja a rede irá servir de armadilha para algumas gaivotas que teimosamente continuam a bombardear fachadas, vidros e transeuntes mais preocupados em olhar para o chão (para não tropeçarem nas lajes levantadas) que em olhar para o céu. Não é a pala que Narciso Miranda prometeu em 54 apresentações públicas mas foi o que se pôde arranjar e o que conta aqui é a intenção.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Noites triplex no Orfeão. É já este sábado à noite.


Este sábado damos o pontapé de saídas nas Noites Triplex do Orfeão de Matosinhos. É uma iniciativa que juntará sempre três pessoas/projetos diferentes, tentando, de algum modo, com a colaboração dos autores, combinar os mesmos. O desafio não é fácil mas tentará ser cumprido. Este sábado, a partir das 21.30, tendo como mote o romance "O Jogo da Procura", de Cláudia Pinheiro, o documentário "Alfeião", de André Almeida Rodrigues, e canções de Vítor Jara e Zeca Afonso interpretadas por Manuel Guimarães. O evento não é exclusivo para sócios, como todos os outros, e a entrada é livre. Prometemos ter o bar bem fornecido com preços quase simbólicos para as bebidas. A noite tem hora para começar mas pode acabar quando quiserem.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Quantos mais automóveis temos mais as ruas estreitam


Em meados do século XX, Matosinhos tinha poucos automóveis a circular nas suas ruas. Mas as ruas eram largas. Hoje, tem muito automóveis a circular mas as ruas são cada vez mais estreitas. Se alguém me conseguir explicar bem isto, prometo que tentarei entender.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Matosinhos há 110 anos


A nossa terra (ou grande parte dela) representada num mapa de 1907. Vejam como as coisas mudaram. Tudo muda, embora por vezes não pareça.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Transita-se assim aqui na terra


Sobre as 19 horas de hoje, estava assim a Avenida Menéres. Eu sei, a Sousa Aroso está a ser lentamente estrangulada com obras. Não sei quem pensa a mobilidade das cidades mas presumo que será gente encartada. Falo do que vejo. É cada vez mais difícil circular em Matosinhos e começa a ser mais fácil ir pela Via Lenta do que tentar atravessar de Norte para Sul ou de Sul para Norte através da malha urbana de Matosinhos. Eu sei, o metro que divide a cidade em duas, a Serpa Pinto que nada melhorou e aquela rotunda junto ao porto de Leixões onde os grandes camiões vindos da lota não conseguem virar...também não ajudam. Mas o importante parece ser alargar passeios, fazer mais ciclovias e permitir que a empresa com sede em Câmara de Lobos fature com multas.

Matosinhos e o turismo do Porto



Este sábado tive em casa um casal de amigos que reside em Berlim, um espanhol e outro alemão, o Santi e o Hoger. O Santiago já conhecia o Porto mas há muito tempo que aqui não vinha. O Hoger, não. Tentei ao máximo leva-los por um circuito sem muito fluxo de turistas mas só nesta calçada das Fontainhas consegui algum sossego. Da Ribeiro à Baixa,,,é o mundo que toda a gente conhece. O Porto a booooombar. Um ambiente fantástico num dia fantástico, com restaurantes e lojas cheios, animação de rua, organizada e espontânea, igrejas abertas, museus a pedirem público, boa comida, espetáculos para ver, enfim, toda uma animação que faz do Porto a cidade talvez mais "in" da Europa.
Os matosinhenses olham para isto com natural inveja. Mas não têm de ter. No fim de contas, têm muita sorte pois com uma simples viagem de metro podem ser metidos nesta alegre confusão.
Quanto aos nossos políticos, teve de ser António Parada a colocar na agenda a questão do turismo do Porto que podemos e devemos aproveitar. Parada chamou apeadeiro ao terminal e o céu quase lhe caiu em cima. Mas todos sabemos qual é o destino normal dos passageiros que fazem escala em Leixões. O poder apressou-se a publicar fotos de funcionários a distribuir folhetos sobre Matosinhos! :) Estas coisas até têm alguma graça mas sobretudo foi interessante vermos a campanha eleitoral a terminal com todos os candidatos com o turismo que podemos ter no topo da agenda.
A verdade é que Matosinhos já começa a aproveitar, muito por inércia, o turismo que enche o Porto. É um movimento de estrangeiros que transborda naturalmente mas às pinguinhas. Mas Matosinhos, desenganem-se, jamais poderá oferecer o que o Porto oferece. Porque não tem a sua dimensão nem a sua monumentalidade artística, urbana e paisagística. O Porto é o Porto. Ponto. Matosinhos tem, sim, potencial para se assumir como um circuito alternativo, oferecendo serviços e sobretudo as suas praias. Não será nunca com museu para elites que iremos lá. Nem com folhetos avulsos distribuídos no terminal. Matosinhos tem de se dar a conhecer a quem chega cá para poder ficar à espera de ser mais um sítio onde ir para quem vem ao Porto. Ninguém virá a Matosinhos para ver o Porto. Quem chega cá vem ao Porto. Mas podem ser bem "enganados". De certeza que com fome não partirão nunca.

Só para terminar, quando ia levar o Santi e o Holger à boleia que tinham para Lisboa passamos pela Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, eram 6 da tarde. "Que bonito, vamos ver", disse o Holger. Estava fechada.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Os desafios de Luísa Salgueiro


Pela primeira vez Matosinhos tem uma mulher a conduzir o seu destino. Ter uma mulher a conduzir o nosso destino não é mau - é o melhor que nos pode acontecer (falo por mim). Mas o importante não é o género mas o que se gera.
Quem não votou na Luísa está nesta altura um tanto crispado e na minha opinião demasiado. Não é caso para tanto. A nova presidente chega a esta posição com largos anos de experiência como vereadora e deputada, para além de conhecer bem a terra onde não vive apenas porque, como muitos outros matosinhenses que não deixaram de o ser, optou por viver no concelho vizinho da Maia (se isto é um problema, os matemáticos são dispensáveis).
O processo que conduziu à sua eleição é também contestado por muitos, sobretudo por aqueles que pertencem à "família socialista de Matosinhos" e que por isto ou por aquilo não entraram no autocarro, esse grande grupo que domina o concelho desde o 25 de abril (mal ou bem é algo que não vamos discutir aqui na certeza de que é isto que os matosinhenses que votam na maioria querem). Os elementos dessa família que descolaram do projeto de Luísa Salgueira estão naturalmente feridos e a virulência que já se nota é natural. Mas eu, que não sou da família, preferia que a trocassem por expetativa, se é que se pode pedir tanto a quem vive a política como vive o futebol...
O mais importante, hoje, em Matosinhos, é começar a perceber o que Luísa Salgueiro e a sua equipa podem fazer por Matosinhos. Há grandes desafios pela frente e o que se espera é que pelo menos alguns deles sejam conseguidos - todos, já sabemos que será impossível.
O concelho está farto de obras de aparato e precisa, sobretudo, de ações que promovam a qualidade de vida dos seus cidadãos, nas mais diversas áreas, da habitação à cultura, passando pela mobilidade e pela qualidade dos espaços públicos. Mais importante que uma grande praça de homenagem a este ou aquele é o que essa grande praça, por exemplo, pode trazer de melhor para quem vive e trabalha em Matosinhos. Mais importante que uma bela exposição ou um grande espetáculo de teatro é alargar públicos e não reservar esses investimentos a elites. Mais importantes que importar cultura é promover quem produz cultura em Matosinhos, distribuindo os apoios por quem faz e não por quem apenas está.
Uma boa gestão tem de ter sempre critério. Esse critério nunca agradará a todos mas tem de ser assumido sob a luz de princípios bem claros. Matosinhos tem gente de muito valor e com grande capacidade empreendedora. Não é Matosinhos que tem de estar primeiro mas os matosinhenses. Os vivos.
Matosinhos tem um grande potencial turístico para explorar e a proximidade do porto e do aeroporto, para além das boas acessibilidades (tirando a malfadada Via Lenta), são outros fatores que precisam de ser mais potenciados. Aqui, o trabalho será sobretudo da iniciativa privada mas a câmara precisa urgentemente de agilizar os seus processos e serviços para não complicar a vida a quem quer fazer. Já todos percebemos que a malha tecno-burocrata da autarquia normalmente funciona contra e raramente a favor de quem bate à porta. Veremos se há coragem e determinação para desfazer este imbróglio. Não apostem muito aqui...
Na parte que me toca, porque conheço minimamente as pessoas, acredito que nos próximos 4 anos Matosinhos pode melhorar se se importarem menos com as placas e passarem a preocupar-se sobretudo com as pessoas e com a qualidade do espaço público e dos "produtos" oferecidos à população. E, claro, se o Paço Municipal perder os tiques autocráticos que se têm acentuado de ano para ano, dividindo os matosinhenses entre os amigáveis e os adversários. Como já disse atrás, o problema é quando confundimos isto tudo com um jogo de futebol.
Bom mandato, Luísa!


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

A noite de cristal de Custóias


Esta 4.ª feira, na junta de Custóias, tomou posse o último órgão eleito nas autárquicas de 2017. Tomou posse o executivo e a assembleia da União de Freguesias de Custóias, Leça do Balio e Guifões.
Como se sabe, o PS ganhou com 7.511 votos (36,99%), tendo as restantes forças obtido os seguintes resultados: Narciso Miranda, 3.488 (16,98%), António Parada SIM, 2.935 (14,45%), PSD, 2.247 (11,07%), PCP, 1.408 (6,93%) e Bloco de Esquerda, 1.338 (6,59%). Com isto, o PS elegeu oito pessoas para a assembleia de freguesia, o movimento de Narciso Miranda 4, o Sim 3, o PSD 2 e o PCP e o Bloco um cada.
Na primeira votação, por voto secreto, a lista para o executivo apresentada por Pedro Gonçalves, o presidente reeleito, conseguiu apenas 9 votos contra 10. Ou seja, foi chumbada. Neste momento não se encontrava presente no auditório a nova presidente de câmara, Luísa Salgueiro, nem a presidente da assembleia municipal, Palmira Macedo.
Perante este impasse, instalou-se a dúvida sobre o passo seguinte. Nova votação agora através de votação uninominal? José Leirós, eleito pelo SIM, interveio para dizer que já tinha acontecido na junta de Leça do Balio, antes da união de freguesias. Pedro Gonçalves fez letra morta e disse que há notícias de vários casos no país em cujos processos se procedeu apenas a nova votação de uma lista. Mas não se lembrou de nenhum desses casos. Como era ele quem presidia à assembleia, foi apresentada de novo a lista que tinha sido chumbada.
Nesse entretanto, ao que me contam, houve uma discussão acalorada na casa de banho das senhoras.
Na nova votação, lista aprovada por 10-9. Com a votação a ser feita nas cadeirinhas e de mão aberta, com olhares à direita e à esquerda. Desta vez, o 8 do PS votaram a favor, não houve transfugas. Os elementos do PCP e do Bloco, esses, mantiveram a fidelidade em relação ao poder, como aconteceu noutras uniões de freguesia.
Os matosinhenses ficam a perceber mais uma vez que há muitas formas de votar no Partido Socialista. Mas é isto que os matosinhenses querem. Quando tiverem queixas a apresentar, têm uma solução: dirijam-se à loja de atendimento ao cidadão, na CMM, e tirem uma senha!
Parabéns aos eleitos pelo PSD, pelo SIM e pelo movimento de Narciso Miranda por terem respeitado os 8.670 votos que receberam, mais 1.167 que o partido que está no poder...

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Coisas misteriosas nas IPSS de Matosinhos


Está convocada para amanhã ao princípio da tarde uma ação dos funcionários do Centro Social de Leça do Balio a propósito de atrasos continuados nos pagamentos. A notícia saiu num site mas entretanto desapareceu. Cá estamos nós mais uma vez para chatear, citando a agência Lusa...

Matosinhos, Porto 24 out (Lusa) - Os trabalhadores do Centro Social de Leça do Balio (CSLB), em Matosinhos, promovem na tarde de quinta-feira uma concentração junto às instalações em protesto pelas condições de trabalho e devido a salários em atraso, anunciou hoje fonte sindical.Em comunicado enviado à agência Lusa, o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social (STSSSS) justifica a concentração pelo facto de o presidente do CSLB, Francisco Araújo, "não ter, até à data, cumprido nenhum dos compromissos assumidos" na reunião entre ambas as partes em setembro.Segundo o sindicato, num encontro ocorrido a 08 de setembro, Francisco Araújo "comprometeu-se, até ao final desse mês", a solucionar as dificuldades assinaladas por 30 dos 120 trabalhadores da instituição -- "os que prestam apoio domiciliário e no local aos idosos", explicou o coordenador do sindicato Joaquim Lima."Reorganizar o quadro de pessoal, privilegiando as valências onde há menos funcionários, reclassificar as categorias profissionais, fazendo equivaler o salário ao trabalho prestado e pagar o subsídio de férias de 2016 bem como, o mais depressa possível, o de 2017", foram os compromissos que, denunciou o STSSSS, "não foram cumpridos" pelo responsável.O comunicado refere que na base da reunião está o facto de "faltar pessoal no apoio à Terceira Idade" no CSLB, facto que leva a que, "recorrentemente, trabalhadores da categoria de auxiliares de serviços gerais cumpram as funções de ajudantes de ação direta, sem que sejam pagos por isso".

Como sabemos, as IPSS de Matosinhos estão em dificuldades e em risco. Mas parece que vamos ter aí os cuidadores informais, cidadãos dispostos a cuidar dos idosos nas suas casas sem qualquer retribuição. Não nos opomos ao voluntariado mas primeiro seria interessante o Estado não se demitir das suas responsabilidades também para com os seus funcionários, não tratando as IPSS como trata qualquer sítio onde dá jeito colocar um boy ou uma girl.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Montedouro, um extraordinário sítio arqueológico de Matosinhos



Lugar de Montedouro, Perafita. Um sítio de grande potencial arqueológico que já merecia mais e que até pode ser ligado ao Caminho da Costa para Santiago. Há vestígios de ocupação deste sítio desde o Bronze, com presença mais que certa de vilas romanos no entorno e uma evidente ocupação na Alta Idade Média. Menturio, que surge no Paroquial Suévico, tem muito para ser precisamente Montedouro. Já estava na hora de ir um pouco mais além neste extraordinário sítio. Mais fé.

domingo, 22 de outubro de 2017

Corram para as vossas caves depressa


Matosinhos pode surpreender-nos mesmo no remanso domingueiro. Como me aconteceu hoje, ao passar pela "Rua dos Mestres". O apocalipse costuma ser anunciado por duas testemunhas mas desta vez surgiu no vidro de um carro, junto a um cachecol do Grupo Desportivo de Bragança. Matosinhos sempre a surpreender-nos.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

A Mota de Perafita


Voltamos à Mota de Perafita, o mais que provável castelo construído em madeira que está à espera de uma intervenção arqueológica em Perafita. Fica ali bem perto do Bairro das Ribeiras, junto à antiga Rua da Revolta e da Rua de Manhufe, que deve guardar a memória da "mota de Adaúlfo" de que fala a documentação medieval. Este é o monte artificial que se destaca na paisagem e que serviria de abrigo às populações que aqui viviam ali pelos séculos IX/X, como resposta aos então ataques frequentes de piratas normandos (os famosos vikings). Identificada por José Manuel Varela, a nossa mota é um raro exemplar em Portugal deste tipo de estruturas em território nacional (há provavelmente outra em Cabeceiras de Basto). Está identifica e urge começar a descobrir a História que guardou durante séculos.



Estava assim no dia 2 de outubro de 2017.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

O debate


O primeiro debate autárquicos suscitou vários tipos de reação, conforme as preferências "clubísticas". Mas uma coisa é certa: Matosinhos está no mapa mediático das eleições autárquicas e nada está garantido para ninguém.
Este debate marcou essencialmente o regresso de Narciso Miranda à corrida eleitoral. Não me espanta, sempre o tive como tal. Quem se espanta é até quem o devia conhecer melhor e que até o trata por presidente em público. Narciso está vivo como a sardinha e mostrou mais uma vez que se preparou e que domina os dossiês.
António Parada, por seu lado, tentou expor as suas ideias e sentiu-se confortável com quem estava ao seu lado direito, o mesmo não acontecendo nesse lado em relação ao esquerdo. Nestes debates não dá para discutir muito programas mas Parada conseguiu resolver bem a questão Partido Socialista, garantindo que é passado mas que nunca atacará um passado que também é o seu. Parada quis essencialmente olhar para a frente e tocou alguns pontos essenciais (Brito Capelo e Terminal de Cruzeiros).
Luísa Salgueiro não conseguiu sair dos tacos. Esteve acossada e sem conseguir ripostar. As linhas programáticas que conseguiu lançar (apoio domiciliário aos velhinhos e programa de saúde oral) foram pífias e enganou-se quando disse que Matosinhos tem todas as praias com bandeira azul - ora, Matosinhos tem 18 praias e 11 com a tal bandeira que por vezes é só uma bandeira.
José Pedro Rodrigues litigou e argumentou bem e, como me dizia alguém, "nem parecia um comunista". O vereador mais sexy do executivo parece estar finalmente a "desvincular-se" daqueles que lhe deram boleia e desta vez não levou com alguns assuntos polémicos que têm a sua assinatura.
Do candidato do PSD é muito difícil falar porque pouco dele se ouviu.
No essencial, foi um bom debate, embora demasiadamente centrado na questão das tais três candidaturas da área socialista. Judite enganou-se, e ninguém a corrigiu, quando disse que Matosinhos tem sido sempre governado pelo PS. Mesmo quem tem memória curta se recordará que nos últimos 4 anos foi governado por um grupo de independentes e por um vereador do Partido Comunista. Ou será que não?
Venham mais debates. O próximo é dia 15 de setembro, no Porto Canal, e teremos mais dois, um na Antena 1, outro no "Jornal de Notícias".
Não se ganham eleições em debates mas estes ajudam a ganhar eleições. Não se esqueçam nunca que se pode ganhar o Tour sem vitórias em etapas.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

No charco nada de novo

Matosinhos é um concelho no qual abundam "zonas cegas", uma espécie de terra de ninguém para quem está no poder. Veja-se o estado desta linha de água no Monte dos Pipos, Guifões. A não ser que, seguindo a tese de um presidente de junta em exercício, tudo isto se deva apenas à má educação ambiental dos matosinhenses.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Cada um tem a Broadway que merece


Isto que estão a ver é a famosa Broadway de Matosinhos Sul. Foi inaugurada há um ano e meio, numa cerimónia cheia de glamour que teve direito a placa epigráfica. Os meses foram passando, os automóveis tomaram a diagonal por parque de estacionamento e hoje a polícia tem de estar ali em permanência. É esta a imagem da nossa Broadway que custou uns milhares e que à direita nada mais tem a acrescentar pois confina com o parque de estacionamento de um supermercado. À esquerda podem ver apenas...ruínas. É assim que se consomem os dinheiros públicos, com obras de aparato que permanecem a ganhar pó e lixo. Talvez um diz seja possível recuperar esta ideia do arquiteto Alcino Soutinho para uma das zonas nobres da cidade. Por ora, não parece que nada vá mudar. Basta reparar no que está a acontecer bem perto, na Real Vinícola que foi inaugurada com um desfile de modelos e que depois do show off permanece fechada...para obras.


Continua a cheirar mal


A saga dos lixos prossegue em Matosinhos, apesar de todos os esforços da nova concessionária, que já vimos, no largo do Castelo, em Leça da Palmeira, a descarregar um contentor à mão para uma carrinha de caixa aberta. Eis mais um prova de que ainda vai demorar algum tempo até que esta situação esteja regularizada, como o demonstra o que está a acontecer desde 5.^feira na Rua Dr. José Domingues dos Santos, em Cabanelas.
Ficamos à espera de mais um comunicado da CMM.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O pagador de promessas

Dirigente da Casa do Benfica de Matosinhos, Vítor Oliveira desloca-se anualmente à Hungria para prestar homenagem ao malogrado Miklos Feher. Promessa cumprida mais uma vez. 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

As listas dos candidatos às autárquicas 2017


As listas dos candidatos às autárquicas de 1 de outubro já estão expostas no Tribunal de Matosinhos, penduradas por um cordel, não vá alguém ter a tentação de as levar para casa. Não há muitas surpresas e vamos fazer uma curta análise a todas elas, começando pelo SIM de António Parada, que surgirá no topo do boletim de voto.
Parada tem a acompanha-lo Emília Fradinho, presidente do Conselho Geral da Escola Augusto Gomes, que será a vice-presidente. Sérgio Meira, também professor, será o n.º3, seguindo-se os juristas Paula Mesquita e Carlos Cordeiro de Oliveira e ainda o engenheiro Vítor Nogueira da Silva. Pedro Seabra, antigo futebolista do Leixões, é outros dos nomes que surge nos candidatos efetivos. É uma lista encabeçado por alguém com grande experiência autárquica e que resolveu completamente a ligação de longos anos que teve com o Partido Socialista, aceitando liderar um movimento de cidadãos que nunca ocuparam qualquer cargo político.


Narciso Miranda regressa à arena de novo com Ana Fernandes como número dois. O professor universitário Pedro Rodrigues será o 3 num elenco de efetivos no qual se desta a "ativista" Olívia Assunção, presumo que um dos genros de Narciso e o autor da Crónica dos Tugas, Miguel Correia. Não é um elenco propriamente de notáveis mas todos sabemos que o líder tem notabilidade para dar e vender.

No Bloco de Esquerda, Ferreira dos Santos volta à competição e ficamos à espera de mais informações relativamente à equipa que o acompanha. O desafio passa por fazer uma aproximação à CDU, o que não será fácil pois nas últimas eleições os bloquistas recolheram apenas 2.623 votos contra 5.396 dos comunistas.

Para a CDU estas eleições serão um teste após 4 anos de beijo na boca com os independentes que agora são PS. José Pedro Rodrigues tem pela frente o desafio de aumentar o score de 7,32% e de manter pelo menos um deputado, de forma a poder entrar de novo numa qualquer geringonça. Na sua lista não há surpresa, com o histórico Pedro Tavares confortável na 5.ª posição.


Para Jorge Magalhães, agora a corrida é outra mas continua a ser todo o terreno. O médico de Leça da Palmeira tem o colossal objetivo de superar o score negativo histórico de Pedro Vinha da Costa (agora candidato à assembleia municipal), 9,31%. Aparentemente não saiu da sua manga, para o executivo, qualquer trunfo de grande monta mas também aqui ficamos à espera de mais informações e esclarecimentos. O que é certo é que Magalhães espera ter um bom dia no próximo 1 de outubro. O que só acontecerá se conseguir estancar a sangria de militantes do PSD que resultou do atabalhoado processo de escolha do candidato laranja.



O PAM, com Filipe Cayolla, também diz sim às eleições. Será uma estreia, numa eleição na qual ao que tudo indica o eleitorado tradicionalmente do PS não saberá se há de dar corda ao relógio ou ver se amanhã vai chover.


No Partido Socialista versão independentes não há surpresas. Um passarinho tinha-me dito que Fernando Rocha não iria na lista mas vai mesmo e como número 3. Eduardo Pinheiro, presidente da câmara em exercício, tem tido um papel discreto na campanha eleitoral e falta confirmar se já tratou do seu futuro. Na lista para o executivo, é sem surpresa, por outro lado, que Ângela Miranda, filha do histórico Fernando Miranda, surge na posição 4, ela que é a lugar tenente de Luísa Salgueiro. E a seguir temos Correia Pinto, o 3.º ex-independente em cinco, o que é contrabalançado com a posição 6 de Valentim Campos, ele que foi candidato há 4 anos à União de Freguesias da Senhora da Hora e S.Mamede pelo PS, tendo perdido para o atual presidente, que vai com Narciso Miranda desta vez. Surpresa, surpresa é a posição 8 de Tiago Maia, o dínamo da campanha, a sofrer também com a imposição de quotas femininas. Em suma, é uma lista que não tira coelhos da cartola mas que tem no banco um homem de reação intrépida.





terça-feira, 8 de agosto de 2017

O placador


Narciso Miranda publicou hoje uma série de imagens de epígrafes e placas memoriais que tem espalhadas com o seu nome pelo concelho de Matosinhos. Um dia prometo que vou fazer o inventário completo. Mas desta vez fiquei com uma dúvida em relação a esta imagem: será que Narciso assinalou mesmo a inauguração de uma caixa de derivação de eletricidade?
Como todos sabem, esta mania de "placar" em todo o lado, de chafarizes e alminhas, passando por grandes obras, não foi um exclusivo de Narciso Miranda nos seus 26 anos de reinado. Ainda recentemente vimos o jovem presidente de câmara de Matosinhos a inaugurar uma numa Real Vinícola que está cheia de nada e de coisa nenhuma. A proposta que deixo ao próximo presidente é a de que vá no sentido da inovação, não gastando dinheiro em memoriais mas, claro, nunca se poupando nas caixas de derivação de eletricidade.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Presunção e água benta não salvam ninguém de naufrágios


Este é o team de Luísa Salgueiro e do PS. Como se pode perceber, integra muitos dos independentes que há quatro anos fizeram 30 por uma linha para derrotar e humilhar o partido socialista, enquanto Luísa Salgueiro integrava a equipa socialista de António Parada. Lavadas rapidamente as lágrimas, os mesmos independentes que provocaram um rutura histórica no processo autárquica em Matosinhos - pela primeira vez o PS perdeu o poder - fizeram pela vida e só quando a doença de Guilherme Pinto se tornou irreversível é que começaram a pensar em voltar ao conforto do lar. Meu dito, meu feito. Lá foram eles de escantilhão para a Ló Ferreira, sob o patrocínio do líder da distrital socialista, Manuel Pizarro. O processo de reintegração é conhecido e pode ser contabilizado através do número de cartões de militantes socialistas que foram entregues, como protesto pelo assalto realizado. Atente-se de novo no team e em alguns dos presentes, sobretudo com os que andaram com António Parada ao colo e o deixaram cair. São os mesmos que hoje sorriem quando Luísa Salgueiro diz que António Parada é o candidato do CDS. Trata-se, obviamente, de uma piada. Como todos sabem, António Parada, que durante 14 meses foi adjunto do Ministério do Mar, aceitou há mais de um ano ser o líder e o rosto de um movimento de cidadãos que nunca fizeram as suas vidas depender dos resultados eleitorais ou da força dos partidos. Estamos perante um movimento no mínimo tão independente como aquele que levou ao poder mais de 80 por cento da equipa que hoje acompanha Luísa Salgueiro, vencedores do último processo eleitoral certamente também com muitos votos do CDS. O que Luísa Salgueiro hoje disse sobre António Parada e o CDS deve ser, por isso, entendido como a constatação de um facto - o de que está realmente preocupada com o que vai acontecer no próximo dia 1 de outubro.
De resto, é sabido o estado da nação dita socialista. A concelhia está contra a candidatura e irá impugnar as listas, pelo menos um presidente de secção já entregou o cartão e juntou-se a António Parada e vários militantes fizeram o mesmo. Ou seja, António Parada corre o "risco" de neste momento ter com ele mais socialistas de coração que propriamente a candidatura do Partido Socialista do Bonfim.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Vai formosa mas não segura


É certo e sabido que esta candidatura do Partido Socialista, protagonizada por Luísa Salgueiro e com o apoio de algumas eminências pardas do partido, desde logo suscitou uma fratura na concelhia. Mas falando de concelhias é sempre para esse lado que a larga maioria dos eleitores dorme melhor pois não se interessa minimamente com o que se passa nas "mercearias" partidárias. Por isso, por norma o que aí ocorre tem pouco impacto nos resultados eleitorais. Desta vez, porém, parece estar a acontecer algo de diferente.
Há 4 anos, a caixa de Pandora foi aberta quando Guilherme Pinto, depois de perder a concelhia para António Parada, constituiu um grupo de independentes, entregou o cartão e venceu as eleições praticamente com a equipa que vinha a dirigir há 8 anos, em dois mandatos distintos, pois o primeiro contou com o apoio do Pai Narciso Miranda e o segundo com este como adversário no processo eleitoral.
No seu último mandato, como se sabe, Guilherme Pinto foi apanhado pela doença e não conseguiu chegar ao fim. Este facto acelerou o processo eleitoral pois Luísa Salgueiro teve de fazer avançar desde logo as suas peças no tabuleiro. Com Guilherme por cá, o que se pensava era que as próximas eleições seriam favas contadas. Mas a vida tem destas coisas e a partida do presidente da câmara acabou por "ajudar" a...partir tudo mais um bocadinho, deixando hoje um rasto visível de destroços não só entre os socialistas mas também entre os independentes que estiveram com Guilherme Pinto.
Para quem está mais atento, havia uma forma fácil de evitar tudo isto: Eduardo Pinheiro, que acaba o mandato como presidente, ser o cabeça de lista do PS após uma transição negociada para o PS. Mas Luísa Salgueiro estava, e está, determinada. A cavalaria avançou, com Pizarro a entoar as Valquírias wagnerianas. O resultado é o que todos conhecem. Os independentes que voltaram a ser socialistas não sabem o que fazer com os socialistas que não quiseram ser independentes e não tarda nada e teremos aí uma providência cautelar que até pode vir a colocar em causa a candidatura de Luísa Salgueiro. Falta saber como os juízes irão interpretar uma eventual violação dos estatutos do partido mas o mais provável é que tal não passe de uma ameaça. Digo eu.
O que é certo é que a família socialista de Matosinhos está metida numa camisa de sete varas, a que acresce o facto de António Parada, que durante muito anos andou com o partido às costas, ser desta vez candidato independente. Tá bonito! Mas pode ficar muito feio nos tempos que se aproximam sobretudo em relação a uma candidatura que aparentemente ia formosa mas não está segura quando é certo que Narciso Miranda, o dux, estará de novo na corrida eleitoral. 

De portas abertas para a cultura


O projeto "Marionetas Vadias" começou em agosto de 2016 no Orfeão de Matosinhos e teve esta semana a sua 14.ª sessão, voltando de novo ao Orfeão. O OM está a comemorar 100 anos e quer continuar a ter as suas portas abertas para as iniciativas culturais de matosinhenses (e não só). Somos uma coletividade que também conta com apoios públicos, embora de pequena monta, e temos também o dever de colocar as nossas instalações ao serviço da comunidade. Este projeto das marionetas é mais que o OM quer continuar a acarinhar, agora que acaba de acolher da excelente biblioteca (teatro, arte, cinema,,,) do Contagiarte, companhia dirigida por Rui Oliveira e Ana Saltão, o primeiro de Matosinhos e a segunda de Almada, ambos residentes na nossa cidade, que vai promover também nas instalações do OM work shops de teatro e escrita criativa (estejam atentos).

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Narciso vai mesmo a jogo


Narciso entregou esta 3.ª feira as assinaturas necessárias de eleitores matosinhenses para ser de novo candidato à presidência de uma câmara que foi sua durante 26 anos, a que acrescenta três como vereador de uma equipa liderada por Mário Maia. Há 8 anos, Narciso foi a jogo e perdeu para Guilherme Pinto embora tivesse angariado 27.088 votos (30,70% e 4 vereadores eleitos). Guilherme Pinto, um dos "produtos" de Narciso Miranda, sua arma de arremesso contra Manuel Seabra e António Parada quando houve uma luta acesa pela concelhia (ganha por Seabra), contou com o apoio de Narciso na sua primeira eleição, que venceu 47,35% dos votos face a 30,83% da coligação PSD/CDS. Narciso teve o seu melhor resultado de sempre em 1993, na plenitude dos seus mandatos, quando garantiu mais de 52 mil votos (65,61% e 9 vereadores em 11). Por tudo isto, é natural que Narciso Miranda parta mais uma eleição com fé apesar do estigma que carrega de que o seu tempo "já passou". Se passou ou não, é o que iremos saber no próximo dia 1 de outubro. Narciso é um candidato sério contra um Partido Socialista pejado de figuras que ele próprio criou e patrocinou e contra um movimento de cidadãos no qual, curiosamente, António Parada mesmo vindo da família socialista foi um dos poucos que, em plena era narcisista, ousou fazer frente ao Dux de Bouças.

Na lista de Narciso Miranda, Ana Fernandes ocupa a 2ª posição da lista para o executivo. Seguem-se Pedro Rodrigues, professor universitário; Graça Guimarães, que preside a uma das principais IPSS´s de Matosinhos; António Sousa, empresário; Olívia Assunção, da Associação Portuguesa de Pais e Amigos das Crianças Deficientes Mentais; e Joaquim Pedro Polónia, arquitecto. A número oito é uma jovem psicóloga, Patricia Christiane, seguida do escritor Miguel Correia e de Maria Moura, técnica de contas.

A escola de música e dança Alberta Lima


Há largos anos que a Escola de Música e Dança Alberta Lima tem vindo a prestar um serviço público que quem de direito não consegue proporcionar. Quem passa por lá nunca nunca esquece o carinho com que é recebido. Já são várias as gerações matosinhenses que cresceram ali junto ao Constantino Nery e que continuam a fazer parte da mesma família. Esta é também a escola que nos últimos anos tem sido completamente esquecido pelo poder público, vá-se lá saber porquê...

domingo, 30 de julho de 2017

Os situacionistas


Nos tempos que correm é fácil e até tentador confundir os situacionistas com os oportunistas. Mas são espécies completamente diferentes. Vou tentar explicar.
O situacionista é aquele que está há algum tempo instalado na sua posição. Pode não ter um grande vencimento mas também não tem muito trabalho. Chega para as francesinhas. Por isso, tem medo da mudança e arrisca muito pouco. Mas é sempre o mais feroz defensor da situação, sobretudo quando sente que algo pode mudar. Podemos bem com eles.
O oportunista é bem mais perigoso. Arrisca mais, sobretudo quando tem pouco a perder. Assume de imediato o papel de fiel devoto de qualquer causa mas logo que se sente seguro transforma-se num bicho difícil de dominar. Porque, afinal, um verdadeiro oportunista está sempre à procura de oportunidades. É fugir deles, o que não é fácil.
Mas o pior de todos é o situacionista/oportunista. Pode parecer um paradoxo face ao exposto. Mas esta categoria diz respeito àqueles que nunca sabem se há tem ou não "h" e que mesmo assim arriscam. São uma espécie de sacristão que quando acólito já sonhava ser bispo. Têm-se numa conta muito elevada e ninguém o devia levar a sério embora os oportunista situacional ou o situacional oportunista detestem que brinquem com eles. Marquem-nos e evitem-nos ao máximo, é o concelho que dou, perdão, o conselho.


Que se lixe!


Finalmente tudo resolvido no que respeita à recolha de lixos em Matosinhos (fotos de Matosinhos e Perafita).


sexta-feira, 28 de julho de 2017

Fumarolas


Não, não é o cozido das Furnas, em S.Miguel. É apenas um respiro que alguém começou a usar como saída de fumos, na rua Comendador Ferreira de Matos. A situação foi denunciada por uma senhora com 60% de incapacidade que já deixou várias queixas nos serviços "competentes". Debalde.

António Parada formalizou candidatura com mais de 20 mil subscrições


O Movimento António Parada, Sim!, formalizou esta 6.ª feira a sua candidatura às autárquicas de 1 de outubro, entregando mais de 20 mil subscrições para a câmara, assembleia de freguesias e uniões de freguesia. É a primeira candidatura independente do distrito do Porto a terminar o seu processo, que aguarda agora validação do tribunal.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Matosinhos caiu em 2016 do ranking dos 50 municípios com maior independência financeira


Sucedem-se as inaugurações, as festas, os sunsets e os concertos mas a notícia que vos quero dar é a de que, segundo as contas divulgadas esta semana no Anuário dos Municípios Portugueses relativo a 2016, Matosinhos caiu do ranking dos 50 municípios com maior independência financeira, tal como aconteceu a Porto Santa, Gaia e Castelo de Paiva, entre outros. Este ranking analisa o rácio entre as diferenças entre as receitas próprias e as totais (que deve ser sempre superior a 50%). Apesar da elavada taxa do IMI que por aqui se cobra e que rendeu quase 30 milhões de euros no ano passado, Matosinhos desbancou de um ranking liderado por Lisboa e no qual o Porto ocupa o 6.º lugar. Não sei eu que o estou a dizer, são contas feitas.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Uma forma completamente diferente de despejar um contentor


Aqui na rua é assim que a nova concessionária do lixo despeja os contentores. A árvore conseguiu sobreviver e falta saber se alguém ficou sem internet ou telefone nas imediações (por aqui, tudo bem!). Quer-me parecer que a antiga concessionária fazia isto de outra maneira apesar de não ter veículos com matrícula de junho de 2017...

O brutal aumento da coleta do IMI em Matosinhos


Quase em plena campanha para as autárquicas, muitos são os candidatos que por esse país fora prometem uma baixa da taxa do IMI. O IMI é apenas mais um imposto direto que o Estado impõe sobre casas pagas por nós quase sempre com muito esforço. É mais um dos impostos indecorosos que a tradição vai justificando e as pobres contas públicas também. O Zé paga sempre a fatura e também as mordomias e as festas. O caso de Matosinhos é paradigmático. Nos últimos sete anos, a coleta do IMI aumentou mais de 6 milhões de euros e já está a tocar os 30 milhões de euros anuais. É muito dinheiro (metade da dívida da autarquia). Por isso, quando alguém vos prometer uma baixa do IMI...no mínimo, desconfiem.

Eles cortam tudo e não pedem nada



Uma cidadã desta terra, Ana Machado, reportou esta situação junto a um parque infantil de Leça da Palmeira. As coisas estavam assim e uma árvore foi cortada para permitir a montagem de um palco temporário. Os nossos autarcas gostam de pavonear-se dizendo que ouvem o povo e que cuidam do espaço público mas a realidade é quase sempre esta, ou seja, fazem o que bem querem sem consultar quem quer que seja e...porque sim. Não é a árvore e a bagunça que aqui são realmente importantes mas a atitude de quem é eleito pelo povo e depois se torna o dono disto tudo. Vale que de quatro em quatro anos tempos oportunidade para cortar também quem nos trata com tanta leviandade.


terça-feira, 25 de julho de 2017

Isto não é uma rotunda, isto é um estacionamento de cartazes


Esta rotunda do Cabo do Mundo vai passar a chamar-se a Rotunda dos Cartazes.

Matosinhos sempre na frente mesmo na dívida


As contas das autarquias de 2016 já são públicas. Matosinhos continua em destaque no ranking dos munícipios com maiores dívidas. Lisboa, por onde passou o primeiro-ministro, é, obviamente, um caso à parte mas não restam dúvidas que estamos muito "bem" na paisagem.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Zangam-se as comadres...


Um Leão zangado é sempre algo de muito perigoso sobretudo na savana dos independentes. Leiam com atenção esta entrevista ao "Jornal de Matosinhos" de um dos patronos da candidatura independente de Guilherme Pinto.

Adoçar a boca


Nos anos 5'0, conforme conta António Yu Costa no seu livro "Os Bons, os Maus e os Outros" houve em Matosinhos e Leça da Palmeira uma chuva de preservativos por ação das agulhetas dos bombeiros que serviram para apagar um incêndio com lotes de algodão. Não é o caso. Desta vez estamos perante uma chuva de rebuçados, oferecidos por uma das candidaturas às autárquicas de 1 de outubro. Quando pensamos que já vimos tudo em campanhas eleitorais, aparece sempre alguém a surpreender-nos.

Cair na Real


Nem sempre aquilo que se "veste" corresponde ao que nos suporta. A Real Vinícola foi inaugurada com glamour, através de um desfile de moda (?), mas ainda ninguém sabe muito bem para que vai servir, para além de passar a albergar a orquestra de jazz. Os pavilhões permanecem vazios mas a placa respetiva já lá está, dando sequência à tradição epigráfica dos nossos autarcas que querem antecipar o respetivo nome numa rua do concelho.


Neste entretanto, o sempre atento deputado municipal Carlos Alberto Ferreira, eleito pelo mesmo Partido Socialista que agora suporta a candidatura de Luísa Salgueiro, Eduardo Pinheiro e Palmira Macedo, mais uma levanta levanta a lebre numa carta à presidente da assembleia municipal:

Na qualidade de deputado à Assembleia Municipal de Matosinhos, nos termos das disposições legais e regimentais aplicáveis, solicito à Srª presidente da Assembleia Municipal para que junto do executivo camarário da CM Matosinhos diligencie o seguinte pedido de esclarecimento.

Através do Aviso no 37/2016 foi aberto concurso público “para arrendamento dos Espaços Previstos no Edifício Real Vinícola" com anúncio público.

No Regulamento do Concurso (que anexo), determinava o Artigo 9º - Prazos de candidatura e locais de entrega, que:
  • "O concurso inicia a 9 de maio, sendo apenas aceites candidaturas entregues até ao dia 15 de junho de 2016..."
E o Artigo 14º - Disposições finais
  • "A ocupação efetiva dos espaços a concurso está prevista para janeiro de 2017"

Julgo que a área ser concessionada corresponde a cerca de dois mil metros quadrados.

Tomando em consideração que já passaram mais de seis meses da data, anunciada, da entrada em funcionamento dos referidos espaços, solicito a V. Exa que me sejam fornecidos dados sobre o referido concurso público, nomeadamente:
Qual a área já ocupada desde janeiro de 2017 em função do concurso
Que ideias diferenciadoras ali já se instalaram?
Que tipo de valências vão ser fruídas pela população?
Que rentabilização está já assegurada do investimento municipal em resultado do concurso?


domingo, 23 de julho de 2017

Esqueceram-se do "Promotor" na Real Vinícola


A Real Vinícola foi inaugurada este sábado à noite. A inauguração esteve programada para outras calendas mas havia uma placa para descerrar. O "Moda Mar" teve glamour e o Carlão atraiu alguns adeptos para junto da passerelle organizada pelo Manuel Serrão. A apresentadora, a Ruth Braga, fez uma tentativa para ser engraçada e acabou por ser mesmo quando perguntou à plateia se estava a gostar. Perante uma resposta fraca, insistiu: "Digam sim!" Foi um momento, digamos, embaraçante. Também vi por lá Narciso Miranda. Encostado a um canto. Ainda lhe perguntei se não tinha um lugar reservado na 'tribuna Vip", onde já estava sentada a também candidata Luísa Salgueiro.


 O homem que, enquanto presidente da câmara, foi responsável pela compra deste espaço por cerca de dois milhões de euros e que está naturalmente envolvido no processo...apenas sorriu. Quanto ao mais, tive oportunidade de ver a primeira instalação artística neste novo espaço que servirá, até novas ordens, como casa para a Orquestra de Jazz de Matosinhos. Sobre os discursos não gostaria de falar pois foi precisamente quando Palmira Macedo fazia campanha política que fui à procura da casa de banho e encontrei a tal instalação artística.