segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

D. HENRIQUE

Henrique Calisto conquistou para o Vietname a Taça do Sudeste asiático. Um feito celebrado por mais de 80 milhões de vietnamitas como se da vitória sobre a América se tratasse. O antigo presidente da junta de freguesia de Matosinhos é rei no Vietname. Faz falta por cá - sobretudo porque tem paixão pela sua terra - mas também está bem em Hanói, depois de passar por Saigão, onde continua a mostrar toda a sua competência também como treinador. O próximo desafio, e quando digo próximo não me refiro aos anos imediatos, será a presidência da Cãmara de Matosinhos. Vai chegar a sua hora.

AGORA NA GARE DE PASSAGEIROS...

O clube de jazz de Matosinhos B Flat reabre na noite de passagem de ano, com o músico cabo-verdiano Dany Silva. Este espaço, gerido pelo casal António Ferro/Otília Dourado, está agora em novas instalações, na Estação de Passageiros do Porto de Leixões, na Avenida dr. Antunes Guimarães, Doca 1 Norte, em Leça da Palmeira, junto à ponte móvel. No arranque da nova programação, sexta e sábado próximos, (os concertos iniciam-se sempre às 23 horas), apresenta-se o trio do pianista francês Ivan Paduart, um músico que tem já uma longa colaboração com o belga Toots Thielemans, entre outros. Dia 7 de Janeiro surge a primeira das quatro actuações do B Flat Jazz Trio, composto por Luís Pedro Trigo (violino, harmónica e saxofone), Sandro Norton (guitarra) e António Ferro (baixo), que acontecerá sempre às quartas. As quintas estarão por conta do pianista convidado do mês, Telmo Marques. No fim de semana de 8 e 10, as sessões serã protagonizadas pelo Pedro Guedes Quinteto. Segue-se, a 16 e 17, uma performance de peso com a Orquestra de Jazz de Matosinhos. Os dias 23 e 24 ficarão marcados pela actuação de Miki Nérvio & The Bluesmakers, um colectivo galego com uma década de existência. O último fim de semana de Janeiro, a 30 e 31, terá como protagonista a guitarra de António Mão de Ferro, que se apresenta com o seu sexteto.
in JN

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O BADALÓ


"Tenho recordações marcantes do jornal “O Badalo” fundado pela ilustre e grande figura da Cultura, Santos Lessa."

Narciso Miranda, no seu blog.


Alertados por um leitor atento, fomos confirmar. É verdade. Narciso Miranda, o Mahmoud Ahmadinejad * de Matoses, já era badalado no início do sec. XX. Teme-se o pior para as hostes de Guilherme Pinto. O homem é mesmo um daqueles "highlanders", os imortais. Só mesmo cortando-lhe a cabeça é que a coisa se pode compor. Se assim não for, o Barroselas vai continuar a dar ao badalo. E ai se aquele badalo falasse...

* O (feliz) baptismo é do Carlos Abreu Amorim, para que conste.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

PAPAI BARROSELAS

Tenho um primo pequenito que pensa que o Pai Natal é o Narciso Miranda. Tantas vezes o viu, nesta quadra, disfarçado de S. Nicolau que assimilou a coisa... E se calhar é ele que tem razão. Reparem nas barbas: não são postiças. Reparem na pose: é genuína. E até consta que o homem é do Benfica, embora tenha sido visto na tribuna VIP do Dragão a festejar um golo do FCP contra os encarnados, espantando o próprio Pinto da Costa. Narciso tem, valha a verdade, tudo a ver com o Homem das Barbas. Sobretudo para as criancinhas e o velhinhos, é omnipresente e, segundo as peixeiras do mercado, "uma rica prenda". E, tal como a vetusta figura, também se faz transportar num trenó puxado por duas parelhas de renas amestradas. E reparem nisto: mesmo aqueles que não acreditam nele, lá no fundo gostavam de acreditar... Esta figura incontornável da política portuguesa também anda aí para nos chatear a todos. Sim, cambada, afinal quem é que gosta do Natal, sobretudo em tempo de crise? Só mesmo pelo bacalhau e pelas batatas mais, para mim, o respectivo molho fervido lá para o dia 24... Eu que me habituei a ver o João Lourival, ou o seu saudoso sogro, vestido de Pai Natal e que também já me vi nessa figura só tenho a acrescentar que para Narciso o Natal e o Carnaval é quando ele quiser. E até pode acontecer em Outubro. Com os outros provavelmente a terem de pôr, aí, as barbas de molho. Ou será que vamos assistir finalmente à morte do Pai Natal? Está visto que não vale de nada mandar o Mário a Matosinhos para tentar apaziguar os ânimos e desviar o homem desta sua obsessão. Uns bons filetes de pescada são sempre argumento suficiente para acabar com qualquer tentativa de golpe de Estado.

TABUADA DOS NOVE

clique para apreciar a polémica

E o comunicado de Aníbal Araújo, que foi quem me deu nota deste assunto:
“QUEM NÃO SE SENTE, NÃO É FILHO DE BOA GENTE”
VEM ESTE TÍTULO A PROPÓSITO da notícia, “Quem cala consente”, publicada no JornalMatosinhos Hoje na sua edição de 26 de Novembro de 2008, na qual um tal de Sr. José Ferreira, membro doExecutivo da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira e Militante (de cartão) do Partido de Socialista,demonstra o seu baixo carácter e a sua inépcia política ao tecer considerações baseadas em alegadas,mas falsas declarações do Secretário Coordenador do órgão socialista local.Efectivamente, e contrariamente do que diz esse Senhor José Ferreira, o Secretário Coordenador do PS temafirmado por diversas vezes que o candidato à Junta de Freguesia ainda não foi escolhido e poderá serqualquer militante do PS (convicto) desde que sempre tenha respeitado os valores e princípios destegrande e plural Partido de Abril.Acresce que nesse mesmo artigo “Quem cala consente”, também publicado no Jornal de Matosinhos(28/11/2008), foram expressas graves considerações sobre a vivência politica na secção do PS local,rematadas com afirmações do mesmo calibre aos microfones da RCM (programa semanal, caracterizadopela profunda honestidade intelectual do entrevistado, que responde “olhos nos olhos” aos cidadãos; havendo,inclusive, lugar para exercer o principio do contraditório, isto é, a oportunidade dos ouvintes entrarem emdirecto via telefone para refutar muito do que o entrevistado afirma).Na qualidade de militante do PS e defensor dos valores de Abril, não posso aceitar que apelidem a Secçãode Leça da Palmeira de local Antidemocrático e Fascista.Não posso aceitar que se diga levianamente que o Secretariado persegue politicamente quem quer que seja.Quem assim fala, ou não sabe o que diz ou está de ma fé e demonstra um total desconhecimento do bomfuncionamento do Secretariado. Esse senhor, bem como os seus correligionários, nunca compareceram àsReuniões de Militantes, onde são livres de participar e discutir qualquer assunto.O desrespeito pelos militantes e desinteresse pelo partido é notório, uma vez que nunca estão presentes nasIniciativas do PS, nem participam nos actos eleitorais internos, não contribuindo em nada para o Reforçoe Dignificação do partido; também não têm a intrepidez suficiente para discutir abertamente, no localpróprio (sede do partido), quaisquer assuntos partidários, preferindo fazê-lo na praça pública. Existe, issosim, um certo gosto e mestria para a política do “Bota-abaixo” e da “Terra Queimada”. Lamento queindivíduos com responsabilidades políticas, desconheçam do que falam e profiram atoardas sem qualquersentido e fundamento.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

APANHADOS NA REDE

Decidiu-se dar à rede de museus de Matosinhos - sinceramente, pensei que Matosinhos só tinha um museu, na Casa de Santiago... - o nome de "Muma", tentando colá-lo ao "Moma" nova-iorquino. É claro que é uma pretensãozinha que sai barato e que até tem a sua graça. Mas logo um amigo danado para a brincadeira me sugeriu outra associação: "Pá, Muma não tá mal, mas Mama é que ficava a matar".
Não consegui responder-lhe.

domingo, 7 de dezembro de 2008

PARADA MEXEU-SE



Contou-me quem esteve na Galiza que António Parada, o presidente da junta de freguesia de Matosinhos, foi "espectacular" no apoio às famílias dos pescadores matosinhenses falecidos no naufrágio do "Rosamar". Esteve a acompanhá-las no terreno desde a primeira hora e ainda teve de levar com alguma animosidade a propósito de um eventual aproveitamente político da situação. Nem sempre o desgosto consegue superar as minudências da vida e houve até quem ousasse em falar em...Narciso Miranda. Mas não era ele quem estava lá, quem estava lá era o António Parada. Incansável em todas as situações, decisivo no acelerar do processo de transladação dos corpos para Matosinhos. É neste momentos que se vê quem percebe o que é o serviço público e salta para o terreno para a apoiar situações de emergência e drama. A resposta de Parada foi superior. De altíssimo nível. Exemplar. Está visto cada vez mais que temos aqui homem para voos mais altos. O que de certo modo pode começar a preocupar algumas pessoas que se habituaram a ter os seus feudos em Bouças de Cima e de Baixo.

PS - Créditos fotos: Pedro Correia/JN


sábado, 6 de dezembro de 2008

LEÇA VIGARIZADO


Um dos negócios do BPN, que levou à demissão do Conselho de Administração da BPN-Créditus do Porto, envolveu dois empréstimos ao Leça Futebol Club. Foi também do BPN que saiu um milhão de euros para a Internacional Foot, cujos sócios compraram depois o Corinthians Alagoano. Mais tarde venderam-no a António Araújo, o empresário envolvido no ‘Apito Dourado’. Os empréstimos do Leça foram repartidos em duas tranches e o do Internacional Foot foi dividido por vários titulares. O Leça Futebol Club e Manuel Lopes Rodrigues, então presidente do mesmo, receberam no espaço de um mês três milhões e 250 mil euros. Desses, a primeira tranche, de um milhão e 750 mil, só esteve algumas horas na conta do clube. O dinheiro foi transferido para a conta pessoal do presidente e daí saiu para a conta de José Fonseca, proprietário de um stand de automóveis e presidente do Tirsense. Parte do dinheiro regressou nesse mesmo dia ao BPN e à conta da Créditos, tendo 175 mil euros sido transferidos para as Ilhas Caimão, um paraíso fiscal, para uma conta da offshore Hersea, no BCP Bank & Trust. Em troca do dinheiro, que afinal nunca esteve no clube, o Leça deu para hipoteca o estádio que hoje ainda pertence ao BPN. A história, sustentada num processo cível que mais tarde opôs Óscar Silva, administrador da BPN-Créditus, a Manuel Lopes Rodrigues, presidente do Leça, remonta a meados do ano 2000. O Leça não tinha dinheiro para pagar às Finanças nem aos jogadores e recorreu ao BPN-Créditus para conseguir que lhe fossem adiantadas verbas. Manuel Rodrigues disse mais tarde que os créditos foram simulados. O primeiro de um milhão e meio não entrou no clube, porque Óscar Silva lhe pediu para fazer "circular" o dinheiro. Para resolver o problema, já que o Leça continuava sem liquidez, acabou por ter de avalizar, ele próprio, um segundo empréstimo. Um dos beneficiados com as mãos largas da financeira do BPN, gerida por Óscar Silva, foi a Internacional Foot, a agência fundada por Nelson Almeida e Rui Neno, sediada na Torre das Antas, por sinal no mesmo edifício onde funcionava a Créditus. O milhão de euros de empréstimo concedidos em 2000 – originalmente 1,1 milhões mas os dez por cento da diferença não se encontra rasto – terão servido para financiar a compra do Corinthians Alagoano, de Maceió, clube de onde saíram para Portugal jogadores como Deco ou Pepe, mas também Elias (Setúbal) e Olberdam (Marítimo). O financiamento foi assumido por oito contratos distintos de 25 mil ou 30 mil contos cada em nome de terceiros – sob a numeração 74981-83-84-87 e 77385-86-88-89. O clube brasileiro passou depois para as mãos do empresário António Araújo, sendo que a Internacional Foot também seria dissolvida passando os seus sócios a ter actividade em nome individual.

in Correio da Manhã

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A CARGA PRONTA NOS CONTENTORES

A Câmara de Matosinhos vai colocar 63 contentores em 19 escolas primárias e jardins de infância do concelho. Muitos alunos terão aulas em edifícios pré-fabricados, mas em alguns estabelecimentos cumprirão outras funções.
A maioria dos contentores colmatará a falta de espaço nas actuais instalações das 19 escolas do Ensino Básico do 1º Ciclo (EB1) e jardins de infância para acolher todos os alunos. Servirá, então, como salas de aula e salas para as actividades extra curriculares. Os contentores só chegarão no início de Abril do próximo ano aos estabelecimentos de ensino.
Tendo em vista o fim dos desdobramentos de horários e os trabalhos de alargamento e de requalificação do parque escolar em curso, a Câmara matosinhense aposta em instalações alternativas e amovíveis. Para isso, o Executivo terá de aprovar, hoje à tarde em reunião privada, o lançamento de um concurso público para aluguer dos prefabricados. O contrato será válido entre 1 de Abril do próximo ano e 30 de Junho de 2010. Os espaços, cuja área total vai desde os 15 aos 135 metros quadrados consoante a finalidade, terão ocupações distintas.
No caso das escolas primárias da Quinta de S. Gens, na Senhora da Hora, da Agra, em Leça do Balio, e de Esposade, em Custóias, os contentores não ficarão tanto tempo. Logo que as obras de remodelação e de ampliação terminem, os 12 prefabricados (oito salas de aula, dois refeitórios e dois sanitários) serão retirados.
Dos 63 contentores, 30 acolherão salas de aulas e sete destinam-se a actividades extra-curriculares. Contam-se, ainda, nove edifícios que servirão de refeitórios; 11 para sanitários; três para salas de professores; dois para bibliotecas; e um para portaria.
in JN

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A MINHA SONDAGEM

Não percebo nada de sondagens e suspeito que os especialistas das mesmas também não, embora continuem a cobrar alto por esses "estudos". O que sei é de ciência própria. Hoje, por exemplo, no fim do almoço, no sítio do costume, aqui no Cabo do Mundo, fiz a pergunta: - Quem daqui é que vota no Narciso? Contei 12 cabeças. Ninguém! Afinal, o apoio popular ao Barroselas pelo menos não parece ter chegado aqui... Mas o que me espantou mais foi a animosidade logo revelada em relação a um eventual regresso do "Senhor de Matosinhos". Também é azar em 12 matosinhenses nenhum deles ter tido direito, nos últimos anos, a uma casinha...