sábado, 29 de janeiro de 2011

A NOSSA BIBLIOTECA

Sou um utente da Biblioteca Pública Municipal de Matosinhos, agora baptizada com o nome de Florbela Espanca, cuja última morada permanece ignorada no miolo urbano da cidade, ali ao lado da "Farmácia Campos".
Sou ainda do tempo da antiga biblioteca na Brito Capelo e ainda me lembro do grande livro que tínhamos de assinar antes de qualquer consulta e dos velhos ficheiros.

Muito mudou desde então.

A "nova" biblioteca é, provavelmente, o melhor investimento feito pela autarquia desde o 25 de Abril. Basta entrar lá para verificar o que ficou escrito. Sempre com muito movimento no espaço de leitura de jornais (e não só), com um excelente espaço infanto/juvenil e um acervo que não sendo do outro mundo já ultrapassou os "serviços mínimos" que se conhecem noutros espaços idênticos.

Gosto de passar parte das minhas folgas na nossa biblioteca, até já lá criei um pequeno "ninho" onde me embrenho em leituras, e costumo trazer para casa alguns livros, embora sempre a ponderar se vou ter tempo para os ler pois os prazos são curtos para quem tem uma vida por vezes muito ocupada.

Já aqui o disse mas repito. Esta biblioteca, que presta um serviço público tão importante, nunca devia fechar, devia funcionar 24 horas por dia. E, obviamente, cada vez mais justifica um ESFORÇO SÉRIO no sentido de dotá-la com mais livros e mais documentos, não se permitindo que o crescimento do seu acervo se produza por inércia.

O que está feito e o que a biblioteca já faz pelos matosinhenses justifica plenamente, mesmo em tempo de crise, um investimento sério da autarquia. Mais a mais, não é todos os dias que o investimento de dinheiro público gera projectos de excelência. O dinheiro não abunda mas pelo menos que seja gasto nos projectos que funcionam e que acrescentam valor. Como é, manifestamente, o caso.
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