quinta-feira, 6 de maio de 2010

O QUE DIZ ELVIRA


Num momento em que o Leixões passa por uma fase desportiva menos boa, creio que todos os que ao clube se sentem ligados (sócios ou meros simpatizantes) devem fazer uma profunda reflexão, sobretudo em torno do futuro e do que se pretende para a mais importante colectividade do concelho.
Durante muito tempo, sustentou-se que os adeptos dos clubes queriam pontos e divorciavam-se dos contos – isto é, avultavam com vitórias e esqueciam-se do défice. Hoje, esta leitura é insustentável, porque já se percebeu que as colectividades também podem desaparecer ou entrarem em dolorosa agonia. São vários os exemplos por todo o país e se algumas ainda sobrevivem, tal fica a dever-se à notável militância de dirigentes que esquecem a sua vida pessoal e profissional para se envolverem numa indesmentível entrega ao colectivo.
Não esqueçamos (nunca!) esta verdade, trocando-a por uma série de promessas com reduzida sustentação e menor rigor, às quais daremos o nome de aventureirismo.
Por tudo isto, como leixonense, tenho de agradecer ao Presidente da SAD, Carlos Oliveira, o muito que tem feito pelo futebol do clube, quer desportiva, quer financeiramente.
Aos que têm memória mais reduzida, permito-me recordar que o acidente de percurso que agora vivemos em nada belisca o que foi feito nos últimos seis anos. Do ponto de vista desportivo, foi evitada uma despromoção ao C.N.2ª Divisão (então, II B) e conseguida uma promoção à I Divisão, consolidada depois com uma temporada notável.
Mas se os resultados nos alimentam o ego e a alma, não esqueço o que foi conseguido financeiramente. Nos mesmos seis anos, o passivo da SAD desceu de cerca de onze milhões de euros para menos de três milhões. Com esta excelente recuperação, é possível acreditar que a descida de divisão não é uma catástrofe, mas um incidente que poder ser rapidamente debelado, voltando a equipa profissional de futebol ao lugar que é seu por direito próprio.
Do bom que está para trás e do percurso que vai ser necessário percorrer não pode ser dissociada a figura de Carlos Oliveira. Acredito que, sem ele, muita coisa estaria pior.
Hoje, a SAD leixonense transporta a marca do rigor e da credibilidade que lhe foram conferidas pelo seu presidente Carlos Oliveira.
Elvira Castanheira
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