quinta-feira, 30 de abril de 2009

OS NEANDERTAIS DE LEÇA


A junta de Leça fez uma sondagem à população sobre o desenho da marginal do Porto de Leixões, projecto já aprovado pela CMM, objecto de debate público (no qual a junta leceira não participou) e pronto para ser lançado no terreno. Por questões meramente políticas, Pedro Taboada lançou o tema para debate público e recolheu cerca de duas mil respostas, esmagadoramente contra as obras projectadas. Reparem que estamos aqui a falar da requalificação de um espaço público que inclui a principal entrada/saída de Leça da Palmeira. Pois bem, qual é a indignação do povo consultado, amostra que tenho dificuldade em não conotar com as forças do senhor Taboada?
- Não querem que se reduza a pista dos automóveis de quatro para duas faixas.
- Não querem um passeio alargado.
- Querem que se deixe espaço para o metro.

Não brinquem com a nossa inteligência!

Estes leceiros que hoje se pronunciam são aqueles que votam de cruz e que não aparecem nas assembleias de freguesia. Os mesmos que abrem os vidros dos carros e despejam toda a espécie de lixo na via pública, que estacionam os carros em segunda e terceira fila e que nem pelo jardim do condomínio se interessam.

O que está a acontecer é apenas um facto político. Porque o povo não se indigna - os seus direitos e deveres acabam e começam na soleira da porta.

E mesmo que se indignasse, o povo não pode ter voto no que é de todos e de ninguém. Se assim fosse, tínhamos hoje a marginal atlântica de Leça da Palmeira contaminada por palmeiras, canteiros de flores e bancos de jardim.

Se o povo quer exercer os seus direitos cívicos deve ser efectivo sempre. E selectivo na hora de votar ou de se pronunciar sobre uma questão pública.

Estar a discutir duas ou quatro faixas de uma avenidade, a largura de um passeio e o canal para um transporte público que ninguém sabe quando chegará cá é algo de absolutamente ridículo. Sobretudo para aqueles que promovem a iniciativa e que dão ares de virgens ofendidas quando passaram anos e anos a obrar sem dar cavaco a ninguém.
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