O meu Leixões está de parabéns

 


O meu Leixões Sport Club está hoje de parabéns, assinalando 114 anos de história noa quais quase 60 são meus.
Poucos dias antes da minha ignição, consumada a 16 de fevereiro de 1962, o nosso clubes disputou a final da Taça de Portugal no Estádio Nacional das Antas e bateu sem apelo nem agravo o FC Porto.


De melhor maneira não podia ter começado a minha relação com o Leixões, onde não consegui jogar futebol - eram tantos os craques matulões no treino de captação no Maracanãzinho que desisti mesmo de acionar a cunha do meu pai destinada ao senhor Óscar Marques e fui jogar à bola para o ringue - mas tive a sorte de a vestir no mini basquete - e de pisar assim o cimento sagrado do Filatélico - e nas camadas de formação do andebol.
Estive também naquela final do Jamor que nos foi roubada pelo Olegário Benquerença e acompanhei a equipa na gloriosa jornada europeia a Salónica.
Há mais de um ano que não vou ao Estádio do Mar, não sei porquê, mas apeteceu-me dar uma folga ao futebol que também preencheu a minha vida profissional.


Eu sou aquele rapaz dos caracóis na primeira fila, o segundo a contar da direita. Acho que nunca consegui fazer um cesto mas foi por aqui que o meu amor pelo Leixões começou. Aqui e na velhinha bancada de madeira do Estádio do Mar, pela mão do meu pai e depois ali fazendo os meus primeiros serviços para 'O Norte Desportivo', ditando as incidências do jogo por um telefone.
Hoje, o Leixões, o clube, pois só o clube interessa, é dirigido pelo meu amigo Jorge Moreira. Um leixonense puro sangue. Espero que consiga continuar a manter o rumo do barco neste mar cheio de escolhos ali colocados por interesses particulares, ou seja, por 'leixonenses' que tão depressa aqui chegam como depressa daqui vão.
Parabéns, Leixões!