terça-feira, 27 de junho de 2017

Assembleia Municipal: Não sabem o que estão a perder!



A assembleia municipal desta 2.ª feira foi uma rapidinha. É claro que quem fica nas galerias fica sempre sem perceber minimamente o que se discute pois a regra é não disponibilizar qualquer tipo de documentação ao povo, que, valha a verdade, também pouco se interessa por estas coisas. Agora nem podemos contar com o José Modesto no período antes da ordem do dia pois parece que está a atravessar um período de nojo - mas o Aurélio faz sempre questão de nos proporcionar aquele momento que faz com que os vereadores desviem os olhos dos telemóveis ou dos computadores, desta vez para falar do abate de árvores em Leça da Palmeira. Por falar em abate, também se falhou da entunásia que se pratica no canil municipal pois, como todos sabemos, esta questão dos animais de estimação é mesmo de topo de agenda nos tempos que correm. Fiquem mais descansados. O presidente da câmara, no seu tom de contar carneirinhos, explicou que só são abatidos os animais que se revelam perigosos - os cães, obviamente. Ainda apanhei que não há nada a fazer mas lá terá que ser paga uma choruda indemnização a uma empresa qualquer, na sequência de um processo judicial perdido, e foi então que tomou a palavra o deputado Carlos Alberto Ferreira para fazer com que a atenção prestadas aos telemóveis passasse para níveis minimalistas. CAF felicitou o vereador Tiago Maia por se ter retirado do concurso público a que se candidatou e falou também da assessora de Eduardo Pinheiro que continua candidata a um lugar permanente para uma posição nos recursos humanos que requer uma especialista em línguas e literaturas modernas (vá-se lá saber porquê). Carlos Alberto disse estar à procura da ética republicana perdida. Pinheiro, por seu lado, continuou a contar carneiros e foi aí que tive de descer à rua para fumar um cigarrito e não adormecer. Outro assunto tratado foi também o do estacionamento e do tal parecer da comissão de proteção de dados sobre as matrículas registadas no sistema. Conclusão, teria sido melhor que agora não fosse preciso estar sempre a corrigir regulamentos mas Pinheiro não tem dúvidas que os comerciantes e os matosinhenses aplaudem de pé a rotatividade proporcionada pelo sistema de estacionamento pago junto ao mercado e à câmara municipal. Na parte que me toca, sinto-me um acionista da empresa off-shore que gere o estacionamento pago em Matosinhos e numa rua de S.Mamede e confesso que chorei quando o presidente da câmara disse que com as mudanças que a câmara tem sido obrigada a fazer, por estar a operar na ilegalidade, perde dez mil euros por mês. Estive tentado a descer para lhe dar 5 euros mas decidi ir embora pois tinha a 108 para apanhar. À saída, ainda consegui perceber que o tal BMW topo de gama que está há meses na garagem camarária é o carro destinado a viagens de médio e longo curso do presidente ou de um vereador com mais pressa em chegar a um ministério qualquer. Com isto tudo, perdi a 108 e tive de pedir boleia ao Telmo para o Cabo do Mundo. O BMW não estava disponível.

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