segunda-feira, 29 de julho de 2013

A rede

"Ainda me recordo da decisão que tomei para encomendar esta fantástica obra d'arte. Fui, na altura, muito criticado. Não obstante a degradação que nos transmite descuido e desleixo, como aconteceu, durante dois anos com o salão de chá da Boa Nova, a obra continua imponente a marcar a diferença. A decisão foi correta e ficará como a marca qualitativamente superior a impor-se à banalidade e mediocridade. Sinto grande orgulho!!!", escreveu Narciso Miranda na sua página do Facebook.
Reconheço que fui um dos críticos. Continuo a saber quanto custou o monumento a que chamam "Anémona" mas reconheço que é já um dos elementos iconográficos de Matosinhos, ao lado da Ponte Móvel, da Piscina das Marés, do Farol de Leça da Palmeira, do Forte de Nossa Senhora das Neves, do Homem da Massa, das Torres da Facar, do Quecódromo, da Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, do Estádio do Mar e do bar Macau. Não sei também quanto custa a manutenção da coisa mas sei que Narciso Miranda quando abre a janela de casa se confronta sempre com ela, seja em dias serenos, seja em dias de tempestade. A Rede é, aliás, uma boa síntese do que foi a passagem do dux por Matosinhos, onde criou uma teia de contactos e ligações que ainda ninguém sabe como se esboroou. Quer-me parecer que Narciso acabou por se deitar na cama de rede que ele próprio criou mas isso só a distância da História nos irá permitir definir. Por ora, sou obrigado a concordar com o Presidente. A Anémona, ou no seu original "she moves", entranhou-se. Repito: não sei quanto custou nem sei quanto vai custar (talvez NM nos possa explicar aqui) mas sei que é neste momento o melhor bilhete postal de Matosinhos. Depois do Bar Macau, claro.
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