quarta-feira, 10 de julho de 2013

A caminho de Sendim

 MMais uma do pai Queirós:
Noutros tempos Matosinhos terminava no Hospital, pouco mais ou menos. A freguesia era toda virada para o mar. Quando morria alguém o acompanhar do funeral era uma imensa caminhada. A rua de Alfredo Cunha tinha mais terrenos do que casas o que torna o percurso mais doloroso. Lá no alto, quando se chegava junto do pequenino estabelecimento da D. Geninha (sogra do Artur Fonseca, grande glória do Leixões e do Boavista), os vivos respiravam de alívio, pois só faltava calcorrear aquela avenida, ladeada de árvores, até àporta do cemitério. O regresso era mais rápido pois descia-se pelo monte que vinha dar à Casa do Leão e, depois aos terrenos onde foi construído o Bairro dos Pescadores.
Uma outra demonstração do "fim do mundo" matosinhense, foi o chamado Bairro do Tarrafal, nome que lhe ficou por ser construído num local ermo, longe do centro da vila.
Recordo a aventura que era ir até Bouças, à chamada zona do Convento. local onde havia uma fonte com água fresca que me provocou o garrotilho que quase me mandou para o outro mundo não fosse a competência e a dedicação do velho e saudoso dr. Sousinha.
Era um Matosinhos marcado por muita ruralidade. Que o progresso engoliu, mas que a memória a conserva viva.
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