terça-feira, 4 de junho de 2013

Uma das vozes mais lúcidas da nossa terra (António Gramaxo)


Vou finalmente revelar o enigma que hoje instalei. Finalmente, ACABARAM as festas de Matosinhos. Quem me ouvisse falar ou lesse os meus escritos, poderia pensar, “este tipo adora as festas da sai cidade”. Mentira. Não gosto de festas, nem romarias, nem ajuntamentos de pessoas, muito menos quando alteram o ritmo de vida diário, meu e de milhares pessoas que por aqui residem ou labutam. Isto é, fran...camente, uma enormíssima chatice, para todos os habitantes inseridos no perímetro das festas. Não há paciência que resista. Então aqui na minha zona é um martírio. Dezenas de carrinhas e furgonetas dos feirantes, que fazem delas, armazém, dormitório e refeitório, provocam um mal-estar generalizado, é uma porcaria que os técnicos de limpeza procuram evitar, mas a verdade é que vícios criados, não acabam tão depressa. Este ano, em minha opinião, as “coisas” pioraram ainda mais, a instalação das barracas num local tão pequeno provocou uma pressão enorme onde ninguém se podia mexer, uma barulheira tremenda, enfim, ACABARAM as festas. Numa cidade que se pretende moderna, de horizontes largos, uma romaria deste tipo, num local tão centralizado, é fatalmente um erro enorme. Não se pode fechar o centro administrativo e urbano um mês inteiro, correndo-se o risco das pessoas e instituições se afastarem de vez deste cenário. É preciso pensar, rapidamente e de forma positiva, como se devem organizar as festas de Matosinhos. Ninguém pode só pensar na receita que os comerciantes pagam (garanto-vos que pagam milhares e milhares de euros) correndo-se o risco de se deitar a perder uma romaria com tantas tradições. Um mês é uma eternidade. Quanto muito uma semana e mesmo assim, deveria pensar-se num local que não prejudicasse tantos e tantos milhares de pessoas. É engraçado vir a Matosinhos, passear no picadeiro, mas acabado o passeio, as pessoas voltam para as suas casas e não pensam mais nisso. Agora quem cá vive, não aguenta esta situação. Onde está o cariz popular e de romaria das festas? Não há! A Igreja mostra a sua extraordinária beleza, mas, o resto, é um pavor. Artesanato? Deixem-me rir! . Podem dizer que exagero, mas, francamente, é preciso estar dentro dum problema, para se ter a exacta dimensão dele. O resto, meus Amigos, é demagogia. Da mais pura!




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