quarta-feira, 26 de agosto de 2009

BADALICES

RESPESCADO DE " O BADALO", UMA CONVERSA COM O PROF. KALISTO:

- Bom dia, professor...
- Bom-dia.
- Já sabia que estava por cá de férias...
- É verdade, vim regar o meu jardim.
- Isso eu percebi.
- Foram muitos anos a viver num apartamento...
- Bem, mas bastante central...
- Era mais no bloco de esquerda.- Mas isso não é problema, essa é uma deriva comum ao próprio presidente da Comissão Europeia...
- Esse era ainda mais radical...
- Bem, eram todos iguais, as gajas é que podiam facilitar mais um bocadinho...
- Águas passadas...
- Sim, que os moinhos ainda se movem. Mas adiante: o que foi fazer ao megajantar do Narciso?
- Comer rojões!
- Mas já não está farto de comer com pauzinhos mandados?-
Em Hanói como de faca e garfo.
- Ah, ok, é que continuamos a ter aquela imagem medieval do Vietname...
- É um país em franco progresso. Uma democracia musculada, como aquela que um dia devia vigorar em certos concelhos de Portugal.
- Falou em democracia?
- Bem...
- O músculo, talvez.- Sem dúvida.
- O que lhe disse o nosso dux?
- Quase fazia chichi nas calças, não estava à espera da companhia de uma personalidade pois há meses que anda rodeado apenas de pés-rapados e de narcisetes e candidatas.
- O homem só fez 60 anos, professor...
- Mas continua incontinente.
- Por aí...-
Achei-o abatido.
- Sim? E porquê?
- Não cheirava a peixe.
- A nova namorada deve ter-lhe oferecido um desodorizante novo...
- Quem quer ganhar a câmara de Matosinhos tem de cheirar a carapau. Como é o teu caso.
- Bem, mas isso é porque não tomo banho.
- Hum...
- Dois dias depois, lá estavas a receber uma medalha do Guilherme...
- Não foi o Guilherme que a entregou, foi o meu amigo Vítor.
- Sim, mas o Guilherme estava lá...
- Parece que faltava um candeeiro para decorar a sala.
- E antes de voltar a Hanói, subiste ao palanque para manifestar o teu apoio ao Guilherme Pinto e ao Parada.
- Foi.
- E então?
- Sou fiel ao meu partido.
- Resquícios de uma velha militância?
- Talvez. Estou a 14 mil quilómetros de Matosinhos, devo ser equidistante. E não esqueço quem me deu a mão.
- Essa mesma mão tanto costuma agarrar como “deslargar”...
- Sim, é a mão morta.
- E tem luxúria canibal?
- Aí não é tanto a mão.
- No meu caso, é.
- Que peninha, com essa idade já devias ter juízo...
- E tenho. Não sei é onde o deixei.- Devias ter continuado na UDP...
- Eh pá, os bilhares do Onda descaíam muito...
- Mas as mamas da Graça não...
- Agora, sim.
- Que conversa da treta...
- Falemos do Leixões.
- Vou mandar para lá um ponta-de-lança.
- É jeitoso?
- Bastante. Tem três nomes e não cai quando remata.
- Oh lá lá
!- Não tem saudades do tempo em que era treinador de futebol?
- Tenho.
- Já me esquecia que deu um jantar na casa do Ribeirinho a por um ponto final na sua carreira de treinador...
- Também eu.
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