quarta-feira, 22 de abril de 2009

UM CAFÉ COM ANTÓNIO PARADA



Por mero acaso encontrei hoje, ao fim da manhã, o meu presidente da junta. Sim, porque em Matosinhos comecei a votar e em Matosinhos acabarei a fazer o mesmo. Raras foram as vezes em que votei no PS mas quando o assunto era a junta penso que nunca falhei. Depois de Henrique Calisto, António Parada tem honrado a tradição de uma junta dirigida por um matosinhense e com o coração.

Nunca tinha conversado com Parada e foi ele quem me reconheceu. Deu para tomar um café no centro comercial York - onde Carlos Oliveira liderou uma luta famosa contra a IURD ... - e para trocar algumas impressões.

Obviamente, a conversa foi privada e não a vou contar.

Apenas deixo aqui a confirmação de que António Parada não perdeu a humildade e que tem uma capacidade de encaixe que muitos engravatados nunca terão porque lhes falta inteligência para tal.

Correndo o risco de ser indiscreto, fiquei com a impressão que Parada vai recandidatar-se à junta pelo PS. Apesar de tudo. E também percebi que neste entretanto terá recusado pelo menos um convite de alguém que já ouvi dizer ter rejeitado uma oferta nesse sentido. Coisas da vida...

Pelo que aqui ficou expresso, Parada tem em Matosinhos uma popularidade que não podemos julgar fruto apenas de populismo. É um político que arregaça as mangas, que conhece as pessoas, que quer aprender sempre mais (e por isso mesmo está a tirar um curso superior) e que inclusivamente devolveu ao Estado dinheiro recebido que podia ter ficado na sua conta, como outros já fizeram. Mas essa história ele um dia se quiser irá contar.


Quanto ao cafezinho, foi um prazer. Volto a repetir, confirmei o que já sabia.

Ou seja, que António Parada é o caso mais sério da política matosinhense nos últimos dez anos.

Daqui a dez anos, se estivermos cá, voltaremos a falar no assunto. E entretanto pode ser que Scolari volte a Bouças.

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