sábado, 8 de novembro de 2008

FÁTIMA FELGUEIRAS

Já nada nos espanta... Depois de outros espectáculos - de que Valentim Loureiro é expoente máximo -, eis a senhora de Felgueiras a sair do tribunal improvisado no salão de bombeiros em ombros e numa quase apoteose, apesar de condenada a perda de mandato. Nada que a incomode pois sabe-se que o seu advogado vai recorrer até ao Inferno e um juiz qualquer acabará por entender que a senhora deve continuar à frente da Câmara Municipal de Felgueiras. "Está provado que não há corrupção na Câmara de Felgueiras", disse e repetiu a senhora, que abriu o telejornal da RTP, onde a filha é jornalista de primeira linha. Depois da fuga para o Brasil, sob a ameaça de prisão preventiva, Fátima Felgueiras renasce como uma espécie de Mumadona e a justiça portuguesa volta a cair nas ruas da amargura. O que é importante não é saber o que a levou a sentar-se no banco dos réus e a ser acusada de tantos crimes ou se os indícios, que os havia, eram ou não suficientes para a condenar. Num país que dá tão poucos meios à investigação e que não escrutina os tribunais, as vias de fuga são imensas e os advogados conhecem-nas bem. Mas não é isto que mais uma vez está em causa. O que está na ordem do dia é a "inocência" de uma autarca...condenada.
É o país que temos e que merecemos.
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