terça-feira, 25 de julho de 2017

Isto não é uma rotunda, isto é um estacionamento de cartazes


Esta rotunda do Cabo do Mundo vai passar a chamar-se a Rotunda dos Cartazes.

Matosinhos sempre na frente mesmo na dívida


As contas das autarquias de 2016 já são públicas. Matosinhos continua em destaque no ranking dos munícipios com maiores dívidas. Lisboa, por onde passou o primeiro-ministro, é, obviamente, um caso à parte mas não restam dúvidas que estamos muito "bem" na paisagem.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Zangam-se as comadres...


Um Leão zangado é sempre algo de muito perigoso sobretudo na savana dos independentes. Leiam com atenção esta entrevista ao "Jornal de Matosinhos" de um dos patronos da candidatura independente de Guilherme Pinto.

Adoçar a boca


Nos anos 5'0, conforme conta António Yu Costa no seu livro "Os Bons, os Maus e os Outros" houve em Matosinhos e Leça da Palmeira uma chuva de preservativos por ação das agulhetas dos bombeiros que serviram para apagar um incêndio com lotes de algodão. Não é o caso. Desta vez estamos perante uma chuva de rebuçados, oferecidos por uma das candidaturas às autárquicas de 1 de outubro. Quando pensamos que já vimos tudo em campanhas eleitorais, aparece sempre alguém a surpreender-nos.

Cair na Real


Nem sempre aquilo que se "veste" corresponde ao que nos suporta. A Real Vinícola foi inaugurada com glamour, através de um desfile de moda (?), mas ainda ninguém sabe muito bem para que vai servir, para além de passar a albergar a orquestra de jazz. Os pavilhões permanecem vazios mas a placa respetiva já lá está, dando sequência à tradição epigráfica dos nossos autarcas que querem antecipar o respetivo nome numa rua do concelho.


Neste entretanto, o sempre atento deputado municipal Carlos Alberto Ferreira, eleito pelo mesmo Partido Socialista que agora suporta a candidatura de Luísa Salgueiro, Eduardo Pinheiro e Palmira Macedo, mais uma levanta levanta a lebre numa carta à presidente da assembleia municipal:

Na qualidade de deputado à Assembleia Municipal de Matosinhos, nos termos das disposições legais e regimentais aplicáveis, solicito à Srª presidente da Assembleia Municipal para que junto do executivo camarário da CM Matosinhos diligencie o seguinte pedido de esclarecimento.

Através do Aviso no 37/2016 foi aberto concurso público “para arrendamento dos Espaços Previstos no Edifício Real Vinícola" com anúncio público.

No Regulamento do Concurso (que anexo), determinava o Artigo 9º - Prazos de candidatura e locais de entrega, que:
  • "O concurso inicia a 9 de maio, sendo apenas aceites candidaturas entregues até ao dia 15 de junho de 2016..."
E o Artigo 14º - Disposições finais
  • "A ocupação efetiva dos espaços a concurso está prevista para janeiro de 2017"

Julgo que a área ser concessionada corresponde a cerca de dois mil metros quadrados.

Tomando em consideração que já passaram mais de seis meses da data, anunciada, da entrada em funcionamento dos referidos espaços, solicito a V. Exa que me sejam fornecidos dados sobre o referido concurso público, nomeadamente:
Qual a área já ocupada desde janeiro de 2017 em função do concurso
Que ideias diferenciadoras ali já se instalaram?
Que tipo de valências vão ser fruídas pela população?
Que rentabilização está já assegurada do investimento municipal em resultado do concurso?


domingo, 23 de julho de 2017

Esqueceram-se do "Promotor" na Real Vinícola


A Real Vinícola foi inaugurada este sábado à noite. A inauguração esteve programada para outras calendas mas havia uma placa para descerrar. O "Moda Mar" teve glamour e o Carlão atraiu alguns adeptos para junto da passerelle organizada pelo Manuel Serrão. A apresentadora, a Ruth Braga, fez uma tentativa para ser engraçada e acabou por ser mesmo quando perguntou à plateia se estava a gostar. Perante uma resposta fraca, insistiu: "Digam sim!" Foi um momento, digamos, embaraçante. Também vi por lá Narciso Miranda. Encostado a um canto. Ainda lhe perguntei se não tinha um lugar reservado na 'tribuna Vip", onde já estava sentada a também candidata Luísa Salgueiro.


 O homem que, enquanto presidente da câmara, foi responsável pela compra deste espaço por cerca de dois milhões de euros e que está naturalmente envolvido no processo...apenas sorriu. Quanto ao mais, tive oportunidade de ver a primeira instalação artística neste novo espaço que servirá, até novas ordens, como casa para a Orquestra de Jazz de Matosinhos. Sobre os discursos não gostaria de falar pois foi precisamente quando Palmira Macedo fazia campanha política que fui à procura da casa de banho e encontrei a tal instalação artística.





sexta-feira, 21 de julho de 2017

Notícias da Brito Capelo


Vamos lá atualizar o que se passa com a nossa Brito Capelo que tenho visto cheia de turistas, muitos deles peregrinos de Santiago. Uma farmácia que se deslocalizou, a Lopes, e uma ourivesaria cheia de style que abriu no antigo Rei dos Fatos. Esta rua deixa-nos sempre perplexos, sobretudo agora, que tanto se fala na possibilidade de vir a ser o local mais "in" de Matosinhos. O imobiliário, pelo menos, já reparou em tudo isto e upa, upa, o preço do metro quadrado está a galopar. Não sabemos o que vai acontecer a esta rua moribunda, o que sabemos é que estão a acontecer coisas muito estranhas.

A malta do lixo também anda com azar


Estava placidamente sentado numa esplanada da Brito Capelo - sim, por eu sou um daqueles malucos que defendem a revitalização desta rua e faço questão de passar por lá em vez de me limitar a dar bitaites nas redes sociais... - quando se aproximou um camião da Ecorede. Espera lá, estão a recolher o lixo, finalmente, pensei com os meus botões (por acaso não tinha nenhum à mão). Liguei a cãmara para um direto e pimba, levei com isto. Esta malta que agora anda a recolher o nosso lixo anda mesmo com azar. E nós também.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

A cidade surpreendente


Gosto de caminhar pela cidade e sou sempre surpreendido, mesmo nos sítios onde passo mais vezes. Hoje, por exemplo, queria colocar no lixo um defunto maço de tabaco e fiquei naturalmente baralhado. Mas lá acabei por ver se não havia qualquer fiscal por perto e cumpri o meu dever cívico, o segundo, claro, depois de deixar no estado a maior percentagem do valor do vício diário.
Dei mais uns passos e mais uma revelação. Em primeiro mão posso revelar-vos a razão do caos que vai por aí na recolha do lixo: os carros da Ecorede ainda estão no Porto de Leixões!



quarta-feira, 19 de julho de 2017

Os painéis da Casa Albano


Matosinhos tem sempre algo que nos surpreende também pela positiva. É o caso destes magníficos painéis da Casa Albano, no corner da Brito Capelo com a Rua do Godinho.



Povo que rega na rua


Esta simples imagem de um rega de floreiras feita com um camião cisterna, na nossa Brito Capelo, fez florescer uma onda de comentário indignados da nossa esquerda revolucionária, como se sabe capturada pelo poder nos últimos quatro anos e satisfeita com o facto de andar a pintar ciclovias, perante o sorriso escarninho dos superiores, e celebrar contratos para estacionamento pago com uma empresa sediada numa off-shore de Câmara de Lobos. O que parece ser importante não é o burlesco da situação mas sim a salvaguarda da ordem estabelecida. É triste mas a verdade é que migalhas também matam a fome.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Matosinhos sempre a inovar


Não sei quem pintou estas setas amarelas que aconselham os automobilistas que circulam na Roberto Ivens a subir o passeio para seguir em frente, por causa de um estaleiro de obras. Mas já nos vamos habituando a um pouco de tudo. Neste entretanto, quem não respeitou as setas já deu umas mocadas no estaleiro...

Sem rede e com eco




A Ecorede, a nova responsável pela recolha de lixo em Matosinhos, tem sede na Maia, em Chaves e também em Bogotá. É o que ficamos a saber no seu site, onde se diz também que esta empresa é jovem, multifacetada e dinâmica, depois de ter "nascido no conturbado período que a economia portuguesa vai atravessando" (dava jeito atualizar isto, digo eu...). A Ecorede, que se apresenta em Matosinhos com veículos em geral com matrícula de 2017, diz ambicionar "criar valor" ao assegurar "a excelência dos serviços". O que temos visto até agora é esta empresa a permitir a criação de entulho. A situação está longe de estar regularizada e ficamos todos à espera que não seja necessário a própria câmara continuar fazer funcionar os seus serviços para dar uma mãozinha à nova concessionária e a ter de pôr as relações públicas a emitir comunicados.

Obscenidades


Num parque infantil de Matosinhos.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Mártir


Procissão do Mártir S.Sebastião, 2017. O mordomo foi o professor António Cunha e Silva, presidente do Orfeão de Matosinhos, coletividade responsável pela decoração do andor.

Transportes e mobilidade. Afinal temos um problema!


Verifica-se em final de mandato que afinal Matosinhos tem um problema de mobilidade e transportes (vamos esquecer hoje o lixo, que é tema que já fede). O presidente de câmara em exercício, número dois na lista de Luísa Salgueiro do PS, lançou hoje um ultimato à Resende. Há anos que os matosinhenses sabem que o serviço desta transportadora está longe de ser perfeito e regista-se agora a preocupação do executivo. O que é mais estranho é que quem decida não saiba o que é depender da Resende para as deslocações diárias. São muitos os matosinhenses que dependem desta empresa para trabalhar e viver. O que se espera é que, tal como aconteceu nos lixos, não se troque o que não é bom por algo de pior. E que se atente aos postos de trabalho que a Resende criou a montante a a jusante. Ah, espera, o pelourinho respetivo tem tradição nesta área e certamente não vai fazer de conta que a realidade é apenas o resultado de uma ilusão de (partilha) poder.

domingo, 16 de julho de 2017

Lixo e transportes. Mas afinal o que é que isso interessa?


Por estes dias, Matosinhos é um concelho preocupado com o lixo e os transportes. Não estamos a falar de festas sobre espelhos de água, de vestidos vermelhos, de cartazes ou de súbitos ataques de atenção pelos nossos pequenos problemas. Estamos a falar de dois grandes problemas. O do lixo que se acumula porque não foi cuidada a transição de uma empreitada entregue aos privados; e o dos transportes locais, da responsabilidade da Resende há muitos anos, que semana após semana são notícia por causa de acidentes e incidentes. São temas que gostaríamos de ver tratados, estes sim, com toda a atenção mas que não tarda nada vão desaparecer da atualidade como este veleiro que hoje saía da barra de Leixões enquanto decorria a procissão do Mártir S.Sebastião.
Aposto que amanhã vai sair mais um comunicado.


O povo e o seu santo pescador

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O Mártir S.Sebastião é um culto antigo que está também muito associados aos pescadores de Matosinhos. A devoção permanece viva e a procissão que hoje saiu para as ruas de Matosinhos juntou várias gerações e mostrou que a tradição ainda é o que era. Atrás dos andores, os políticos em exercício e uma deputada da nação que é candidata à presidência da Câmara Municipal. A fechar, o povo, entre o qual um grande grupo da candidatura António Parada, SIM! A Narciso ninguém o viu, ele que por muitos até é tratado por "Senhor de Matosinhos". As conclusões devem ser tiradas por quem de direito. Ou seja, pelo povo que é devoto do santo e que fechou a procissão.



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Foguetório e pirataria


Não há festa sem fogo. Foi assim sábado à noite, nos "Piratas", à volta do Forte de Nossa Senhora das Neves, que apenas nesta altura deixa de ser uma coutada da autoridade marítima. A apropriação de monumentos por serviços do Estado continua a ser uma prática corrente. Recordo-me de um dia ter ali batido à porta para tentar fotografar o interior do forte para um trabalho académico e de levar sopa. O forte funciona, afinal, como uma instalação militar e só com a ajuda dos "Piratas", uma vez por anos, podemos espreitar por dentro da história. Um verdadeiro ato de pirataria e também de pirotecnia, tudo a propósito de um arraial que confirma o seu sucesso de ano para ano, mobilizando não apenas a população leceira.


Honrar o Mártir


António Cunha e Silva e Alfredo Barros - dois vultos da Cultura matosinhense que se juntam em homenagem ao santo dos pescadores, o Mártir S. Sebastião. Sábado, na Casa dos Milagres.