terça-feira, 23 de maio de 2017
Câmara apoia a cultura
O Orfeão de Matosinhos e outras coletividades receberam hoje um importante apoio financeiro para as suas atividades culturais. Matosinhos tem pelo menos três centenas de coletividades mas nem todas permanecem com uma atividade corrente. Não é o caso do Orfeão de Matosinhos, que, com grande esforço, com autonomia de meios, tem vindo a promover uma programação provavelmente demasiado ambiciosa mas que tem proporcionado sobretudo a possibilidade de muitos autores e artistas, não apenas de Matosinhos, poderem apresentar os seus trabalhos. Este importante contributo da CMM, proporcionado sobretudo pelo vereador da cultura, Fernando Rocha, destina-se sobretudo à feitura do Livro do Centenário, um documento, a apresentar ao que tudo indica em setembro, que plasmará também parte da história da nossa terra. O presidente da autarquia, Eduardo Pinheiro, acompanhou o interesse e formalizou-o, ele que também tem acompanhado a atividade do Orfeão de Matosinhos num momento tão importante da sua história.
Orfeão de Matosinhos continua a precisar da tua voz
O Orfeão de Matosinhos conseguiu pôr de novo o seu coro a cantar, sob a direção do jovem Igor Reina. Seria impensável viver o Centenário sem o grupo coral em atividade. Grupo que se prepara para fazer, durante as festas do Senhor de Matosinhos, a sua segunda atuação. Os ensaios são sempre à 2.ª feira, das 21.30 às 23 horas, e o Orfeão, que já conta com 20 elementos, continua a precisar de mais vozes. Aqui fica o convite para integrarem um grupo coral com uma longa tradição. Sempre é mais um motivo para pelo menos uma vez por semana visitarem a Rua Brito Capelo, ajudando na sua revitalização.
segunda-feira, 22 de maio de 2017
O Senhor de Matosinhos ou ama-se ou odeia-se
Tive a sorte, ou azar, de crescer com as festas do Senhor de Matosinhos praticamente dentro de casa. A festa dos meus 14 anos não é, obviamente, a festa dos meus 55 mas a verdade é que as sensações podem ser diferentes mas não podíamos viver sem elas. Ou sem as farturas do Mário, como outra em relação à Casal. Até o Sumol de laranja mudou e o Twitter era coisa de crianças comparado com as novas atrações. Bem, os matrecos ainda continuam quase tal e qual e é isso que nos salvou ontem a noite. Vai um tirinho? É sempre um tirinho, sobretudo quando a nortada se esquece de nós e nos deixa tropicalizar na festa. Tive essa sorte e também a de me deparar com o renovado painel de José Emídio devidamente iluminado mas esquecido pelos "festivaleiros". Valeu também pela conversa com o senhor António, que encontrei a falar apenas com uma garrafa de espadal. Pedreiro, emigrante em França, falou-me de ordenamento do território e das florestas que temos sem tratar e dos campos que temos sem cultivar. Estava quase a concordar com ele quando me disse que Portugal precisa de um Salazar em cada freguesia. Foi aí que percebi a virtude de Matosinhos ter passado de dez para quatro freguesias. Quanto mais não seja. livramo-nos de seis Salazares.
O que é isto?
Quem anda por Matosinhos já percebeu que estamos em ano de eleições pois obra-se um pouco por todo o lado. E há também algumas novidades, como é o caso deste "stand" que nasceu em frente à PSP de Matosinhos, em zona nobre da cidade. Não será certamente o Museu do Mar pois o mar não cabe naquele espaço. Vamos esperar para ver. Entretanto, vamos dar uma pista.
A Capela da Boa Nova
Esta capela nada tem a ver com o eremitério que os franciscanos construíram neste pequeno promontório quando as caravelas portuguesas começavam a descobrir o Mundo mas guarda também histórias desse tempo. A mais recente intervenção arqueológica, na qual participou o arqueólogo André Nascimento, revelou novos e interessantes dados. Antes desta capela existiu, praticamente no meu local, o tal sítio de recolhimento dos frades que ali permanecerem cerca de 80 anos, antes de se mudarem para a margem direita da foz do Leça, no local onde hoje existe a Quinta da Conceição. A apresentação destes trabalhos foi feita no último inverno com a presença de uma dúzia de pessoas. Por pensarmos que tem todo o interesse revelar o que foi "descoberto" a mais pessoas interessados, iremos organizar uma nova sessão, sábado à tarde, no Orfeão de Matosinhos. Cá fica o convite.
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Francisco Teixeira, o "Amador" de Matosinhos
A memória de uma terra, nestes tempos de vertigem, quando o ontem se transforma hoje num passado distante, é sempre tudo o que mantém a sua identidade. Por isso, o registo clássico de tudo o que acontece continua a ser o melhor instrumento para essa preservação. O Francisco Teixeira, um rapaz do meu tempo que cresceu na Rua da Seara, continua a, humildemente, sem se por em bicos de pés, fazer o seu trabalho, ao serviço do departamento de imagem da Câmara Municipal de Matosinhos. O seu arquivo é património dos matosinhenses. Tudo o que aconteceu nos últimos 30 anos foi registado pelo "Nito". É nosso porque ele é generoso e nunca quis nada para ele. Sei que os matosinhenses saberão, mais cedo ou mais tarde, valorizar o trabalho que está em curso, aplaudindo quem não corre por aplausos e palcos, amando como poucos a sua terra e as suas gentes.
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sexta-feira, 19 de maio de 2017
Viva o Gordo e o Pedro Sousa!
Coisas que se vêem na net. Quero acreditar que não se trata de uma montagem esta homenagem de Matosinhos/Leça, perdão, de Pedro Sousa a Fernando Mendes. O presidente da união de freguesias continua a surpreender. Está em todo o lado e em toda a parte. De Fátima ao "Preço Certo".
Cooperação e envolvimento entre o Orfeão de Matosinhos e a União de Freguesias
No ano em que comemora o seu Centenário, o Orfeão de Matosinhos encontrou na União de Freguesias de Matosinhos e Leça da Palmeira, liderada por Pedro Sousa, um parceiro que sempre se quis envolver nas comemorações de uma data tão importante. Este é o momento da assinatura do protocolo de cooperação que visa ajudar na edição do Livro do Centenário. Mas o apoio da união de freguesias não se ficou por aqui e tem sido permanente, O Orfeão de Matosinhos, que já realizou uma centena de eventos relativos à programação do seu centenário, tem procurado responder da melhor maneira e a tentar encontrar apoios sobretudo entre os seus amigos e sócios. A vida de uma coletividade não é fácil sobretudo quando esta tem as portas abertas e vontade de promover a cultura e o recreio, como pensamos que tem acontecido. Encontras nas entidade públicas uma resposta positiva é sempre muito bom. A União de Freguesias tem estado com o Orfeão de Matosinhos e o Orfeão de Matosinhos está muito grato por esse posicionamento. Iremos continuar a tentar justificar o interesse e o envolvimento de toda a comunidade matosinhense.
quinta-feira, 18 de maio de 2017
Está tudo a arder em Matosinhos
Segue a turbulência no PS local enquanto António Parada confirma o seu "sim!" a um movimento de cidadãos. Quanto vale o PS em Matosinhos? As últimas autárquicas deixaram toda a gente confusa. Pensava-se que valia mais. Ou será que estava sobrestimado? Narciso Miranda conseguiu, em 1993, quase 53 mil votos para o PS (65,51%), o mesmo partido que nas últimas eleições autárquicasteve pouco menos de 19 mil votos (25,26%), resultado que subiu para 34 mil votos (36,48%) nas legislativas de 2015 mas aqui com uma diferença pequena para a coligação PSD/CDS, que conseguiu quase mil votos. São números que dão que pensar quando o PSD e CDS ainda não apresentaram o seu candidato...
Narciso está na rua
Embora ao que tudo indica não tenha as suas listas fechadas, Narciso Miranda já está na rua, onde se sente como peixe na água, para procurar as 4 mil assinaturas que validarão a sua candidatura. No antigo presidente de câmara nota-se a energia de antigamente e a empatia que sempre foi sua imagem de marca. Quando é preciso, Narciso arregaça as mangas e dá corda aos sapatos.
Parada quer ser a alternativa para a verdadeira mudança
António Parada revelou o acordo de princípios que o fez avançar com uma nova candidatura à presidência da autarquia. Depois de José Pedro Rodrigues (CDU), Ferreira dos Santos (Bloco de Esquerda), Narciso Miranda (independente) e Luísa Salgueiro (Partido Socialista), o antigo presidente da junta de freguesia de Matosinhos deu resposta ao repto que lhe foi lançado por um grupo de cidadãos de Matosinhos. O movimento está aí em força e, tanto quanto se sabe, irá desenvolver em breve as suas linhas de orientação e os objetivos prioritários deste projeto para Matosinhos.
Recorde-se que este movimento de "cidadãos livres" formalizou o seu convite público a António Parada no passado dia 8 de abril, numa tertúlia organizada pelo Orfeão de Matosinhos que contou com a presença de mais de 300 pessoas.
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quarta-feira, 17 de maio de 2017
Não faltam idiotas com ideias terminais
O Terminal de Cruzeiros de Leixões é um investimento da APDL. Isto preciso de ser bem esclarecido pois há sempre a tentação da apropriação de iniciativas alheias pela parte de quem tem responsabilidades públicas. O terminal não é do povo, é propriedade privada e integra uma estrutura portuária. A sua gestão é, por isso, da responsabilidade da administração dos portos do Douro e Leixões. Mas o terminal, como todos sabemos, não foi feito apenas com o objetivo de servir para carga e descarga de passageiros de barcos de cruzeiro - tem outra ambição e pretende ser também um espaço aberto ao público. O que temos visto é que apenas ocasionalmente abre para eventos enquanto já reservou algum do seu espaço à Universidade do Porto. Será a APDL a definir e potenciar este magnífico espaço no qual provavelmente foram envolvidos dinheiros públicos ou ao povo destinados pelos fundos comunitários.
Sobre o terminal já tem sido dito e escrito muita coisa. Qualquer idiota se acha no direito de mandar umas postas de pescada. Só falta mesmo pretender instalar ali um pólo das festas do Senhor de Matosinhos.
O que é importante, porém, não é terminal em si ou as selfies que ali podemos tirar. O que é importante é que os passageiros dos cruzeiros não pensem que Matosinhos é apenas um terminal e que optem também por visitar o concelho e aí deixar algum dinheiro. Preocupemo-nos com isto e não com o acessório e com a panache. O porto de Leixões tem agora outra valência que pode trazer muito a Matosinhos, assim Matosinhos seja capaz de colocar em segundo plano as festas e romarias e passe a olhar para ele como um dos elementos essenciais do seu progresso, deixando de lado qualquer tipo de idiotice.
O "sim!" a que Parada não podia dizer "não"
A notícia da morte política de António Parada era, tal como a de Mark Twain, manifestamente exagerada. O atual diretor técnico da Doca Pesca de Matosinhos, após 14 meses como membro do governo na condição de adjunto do secretário de Estados das Pescas, aceitou mesmo o repto lançado a 8 de abril, no Orfeão de Matosinhos, por um grupo de cidadãos liderado pela professora Emília Fradinho. Parada será candidato a presidente da autarquia numa lista na qual Emília Fradinho é a número dois e o pediatra Aires Pereira o candidato à presidência da Assembleia Municipal. Como todos que andam por aqui sabem, também eu digo "sim!" e digo-o por acreditar que a cidadania pode fazer a diferença. Sem com isto querermos desacreditar os chamados "profissionais da política", acreditamos que Matosinhos precisa de se libertar dos condicionalismos dos partidos (basta ver o que se está a passar no PS local) para poder projetar um futuro mais ambicioso e uma terra que proporcione oportunidades a todos os que nela vivem. António Parada e Emília Fradinho estão bem focados nesse objetivo e vão a jogo sem estar contra quem quer que seja - estão aí apenas por vontade própria, com um um compromisso que nada deve a partidos ou a interesses que normalmente gravitam nesse universo. Já é um excelente acordo de princípios.
terça-feira, 16 de maio de 2017
Arranjem depressa mais uma bandeira azul!
Matosinhos ganhou mais uma bandeira azul (Angeiras Sul) mas coisas como esta continuam a acontecer, como se pode verificar entre o Cabo do Mundo e a Memória. Ou o critério que determina a qualidade das águas é muito liberal ou então o que estamos a sair aqui é só detergente.
Narciso, o pai que todos foram esquecendo
Impedido de se recandidatar em 2005, depois de 26 anos como presidente da câmara municipal de Matosinhos, mais três como vereador, Narciso Miranda demorou pouco tempo a perceber que até o pai de uma grande família pode ser esquecido por todos ou quase todos. Talvez por isso, 4 anos depois candidatou-se como independente e perdeu para uma das suas criações (Guilherme Pinto), embora tenha conseguido 27 mil votos em urna. Passaram-se mais 4 anos e manteve uma posição discreta, até no apoio que manifestou ao candidato do PS nas últimas autárquicas. Agora, ei-lo que ressurge, no melhor do seu estilo, sendo ele a recolher assinaturas para a sua candidatura, como aconteceu esta manhã na esplanada da "Ferreira", em frente ao edifício da câmara que ele mesmo ousou mandar construir sem se importar muito com polémicas estéreis. Narciso Miranda, como sabe bem quem trabalhou com ele, era um "ditador" que "esmagava" quem lhe fazia sombra mas foi também um autarca que nunca se conformou - o que fez por Matosinhos foi feito com essa determinação, gostemos ou não. A verdade é que enquanto Narciso foi poder teve muito amigos e muitas portas abertas. Hoje, estranhamente, na minha modesta perspetiva, não lhe dão muita importância como candidato - aliás, até se duvida que concretize a sua candidatura. Eu não duvido nem um bocadinho. Nunca pertenci às suas equipas e até tive de deixar de escrever no "Matosinhos Hoje" porque o então presidente da câmara não gostava do que lia (e até me processou). Ao contrário do que dizem os novos turcos, Narciso Miranda não morreu politicamente. Ainda vale muitos votos e, sobretudo, continua a ser o mais popular dos matosinhenses. Com 26 anos de comando autárquico, ninguém lhe pode tirar legitimidade para se candidatar de novo. Como quem por aqui anda sabe, serei sempre o último a subestimar o seu potencial. Narciso conta e é bom que os outros candidatos contem com ele.
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Notícias da Rua Brito e Cunha
Luísa Salgueiro vangloriou-se hoje de continuar "a somar apoios rumo à vitória", a propósito de Henrique Calisto e de Isabel Pires de Lima. Estava na hora de a candidata do PS da distrital do Porto conseguir alguém da rua Brito e Cunha na sua equipa. É sempre bom ter do nosso lado aqueles que não concordam connosco, sobretudo numa hora em que as coisas apertam. Ok, se calhar sou eu que sou um exagerado. O PS vai ganhar fácil as próximas autárquicas e conseguir o extraordinário score de 11 vereadores. Aquietem-se, por isso, aqueles que vacilam ainda. Sigam a líder. A terra do leite e do mel é muito mais que uma promessa adiada no dia 2 de outubro. Vão caber todos no autocarro triunfal.
Ser do Leixões é isto!
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De pequenino se aprende a ser do Leixões. O clube do Mar levou mais de mil adeptos a Penafiel na luta permanência na 2.ª Liga,
De pequenino se aprende a ser do Leixões. O clube do Mar levou mais de mil adeptos a Penafiel na luta permanência na 2.ª Liga,
Em Outubro até o Bloco de Esquerda vai a jogo
O Bloco de Esquerda já apresentou o seu candidato e Ferreira dos Santos vai à luta de novo. Podem acusar o Bloco de muita coisa menos de não ajudar a animar a Brito Capelo, onde tem a sua sede e bandeira. A situação a que se assiste na "esquerda", com várias candidaturas no terreno, é algo que, dá para ver, até traz algum conforto ao Bloco de Esquerda. A confusão instalada é uma oportunidade para todos, afinal. Ferreira dos Santos, como se sabe, não pertence à espécie de "Geringonça" que governa Matosinhos e é muito crítico em relação ao que tem sido feito, como percebeu quem já leu o JN de hoje.
O Bloco teve o seu melhor resultado em Matosinhos em 2005, na primeira eleição de Guilherme Pinto pelo PS, quando conseguiu 7,01% dos votos, ficando muito perto do vizinho ideológico, a CDU, que somou 8,62%. De então ara cá, perdeu algum gás e nas últimas eleições apenas capturou 2.623 votos (3,56%), ficando muito longe dos 5.396 da CDU, perdão, do PCP, que até elegeu um vereador que acabou por ser cooptado para o executivo. Aparentemente, o Bloco não é um "player" das próximas eleições mas tal como as coisas estão...até pode vir a ser tal é a fragmentação que se adivinha nos votos em urna.
Aí está o senhor de Matosinhos
Nunca chega no mesmo dia e dura um mês. Aí está de novo o "Senhor de Matosinhos", a grande romaria e a festa do povo. Como não há festa nem romaria sem farturas, cá as temos como sempre e melhor que nunca. Não fazem bem ao colesterol nem às selfies mas quem as pode recusar? Na parte que nos toca já contam umas tantas. Do Mário, claro. Há que aproveitar antes que a campanha eleitoral se lembre que a festa já começou...
sábado, 13 de maio de 2017
Leixões, muito mais que uma paixão
Leixões a lutar pela permanência com a força dos seus adeptos. Eis algumas imagens de uma paixão que calca os limites conhecidos.
A propósito da falta de vergonha
"Após incensar Rui Moreira durante quatro anos, bastaram algumas horas – e uma humilhação merecida – para que o PS invertesse o discurso e passasse a considerar o autarca um perigoso antidemocrata, cuja acção maligna reduzirá o Porto a cinzas. É sabido que a política é propícia à conveniência, à mentira e à falta de vergonha na cara. Mas isto é espectacular."
Alberto Gonçalves, matosinhenses, provavelmente o melhor cronista português. Ler o resto aqui.
A propósito do LEV, levem com esta reflexão
O LEV, festival de Literatura em Viagem, começou esta 6.ª feira com uma conferência de Carlos Fiolhais sobre Einstein, na "sala do planetário" da nossa câmara municipal. Não vou dizer muito sobre o que foi dito, apenas que foi um raro momento em que vimos um conferencista não se pôr em bicos de pés para nos oferecer a sua sabedoria e contar uma história. Nesta caso a história de um génio que percebeu que o tempo e o espaço são relativos e que vivemos num Universo que nos ultrapassa sempre.
Esta iniciativa da CMM, que tem a chancela do vereador Fernando Rocha, não se destina ao grande público. Aliás, ainda estou para saber o que é o grande público, embora esteja quase tentado a falar de Fátima. no festival da canção ou no Benfica. O LEV representa apenas um momento que concentra alguns escritores que aproveitaram as suas viagens pelo mundo para nos contar um pouco mais de nós e do mundo. Pode parecer pouco mas para mim é suficiente.
Não sei quando custam estas "coisas" que muitos trocariam por três festivais de folclore e duas matanças de porco, o que sei é que tudo vale a pena quando nos são proporcionados intervalos como o que aconteceu na noite de 6.ª feira, num espaço desenhado por um arquiteto, Alcino Soutinho, que parecia destinado precisamente a este tipo de intervenções. Soutinho não pensou em Fiolhais nem Fiolhais se lembrou de Soutinho mas foi o que me ocorreu de imediato. Porque, afinal, tudo está ligado. Até a estupidez tem algo a ver com a clarividência e uma sem a outra não viveriam.
sexta-feira, 12 de maio de 2017
A Mota de Adaúlfo, em Perafita, continua à espera de uma intervenção
O outeiro com cerca de 40 metros de base, que se eleva a cerca de 7 metros, encontra-se "protegido" por uma rede que delimita o terreno agrícola que é tratado por um lavrador com desvelo e carinho evidentes. É fácil chegar lá. Após a rotunda de Perafita (Mini Preço), sair na direção do Freixieiro e virar logo à esquerda para a Rua das Ribeiras - é logo ali, à vossa direita, nas traseiras da escola secundária. O que podem ver é o que está nas fotografias (12 de maio, 2017). Espera-se que muito em breve seja possível ir mais longe na investigação e na divulgação. Mais fé.
A Brito Capelo não morreu porque há matosinhenses que não a deixam morrer (apesar de continuar a soro)
Hoje parece que vamos estar focados na Brito Capelo. Pois bem, é lá que "mora" a Universidade Sénior Florbela Espanca, onde muitos matosinhenses não se conformam com as facilidades do telecomando e aprendem todos os dias, divertindo-se ao mesmo tempo. A USFE é um dos fatores de animação da Rua Brito Capelo e é nessa rua que alguns dos seus elementos fazem as suas aulas de dança, especificamente no salão nobre do Orfeão de Matosinhos. O Orfeão é outro dos "contribuintes" para a animação da rua. Ontem à noite, por exemplo, ali tinha a funcionar o ensaio de uma peça de teatro, uma exposição de pintura, uma reunião dos seus elementos do grupo de pesca e uma reunião alargada da direção. Ou seja, o OM trouxe para uma rua que à noite muitas vezes é um pavor uma série de pessoas que ajudam na sua dinamização. É o que aconteceu ali ao lado com a Universidade Sénior, quase todos os dias. A rua tem ainda mais possibilidades e bem gostaria, por exemplo, de ali ver instalado um atélier coletivo coletivo, dando sequência a uma ideia do meu amigo Albertino Eduardo.
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