Embora ao que tudo indica não tenha as suas listas fechadas, Narciso Miranda já está na rua, onde se sente como peixe na água, para procurar as 4 mil assinaturas que validarão a sua candidatura. No antigo presidente de câmara nota-se a energia de antigamente e a empatia que sempre foi sua imagem de marca. Quando é preciso, Narciso arregaça as mangas e dá corda aos sapatos.
quinta-feira, 18 de maio de 2017
Parada quer ser a alternativa para a verdadeira mudança
António Parada revelou o acordo de princípios que o fez avançar com uma nova candidatura à presidência da autarquia. Depois de José Pedro Rodrigues (CDU), Ferreira dos Santos (Bloco de Esquerda), Narciso Miranda (independente) e Luísa Salgueiro (Partido Socialista), o antigo presidente da junta de freguesia de Matosinhos deu resposta ao repto que lhe foi lançado por um grupo de cidadãos de Matosinhos. O movimento está aí em força e, tanto quanto se sabe, irá desenvolver em breve as suas linhas de orientação e os objetivos prioritários deste projeto para Matosinhos.
Recorde-se que este movimento de "cidadãos livres" formalizou o seu convite público a António Parada no passado dia 8 de abril, numa tertúlia organizada pelo Orfeão de Matosinhos que contou com a presença de mais de 300 pessoas.
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Sim!
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Não faltam idiotas com ideias terminais
O Terminal de Cruzeiros de Leixões é um investimento da APDL. Isto preciso de ser bem esclarecido pois há sempre a tentação da apropriação de iniciativas alheias pela parte de quem tem responsabilidades públicas. O terminal não é do povo, é propriedade privada e integra uma estrutura portuária. A sua gestão é, por isso, da responsabilidade da administração dos portos do Douro e Leixões. Mas o terminal, como todos sabemos, não foi feito apenas com o objetivo de servir para carga e descarga de passageiros de barcos de cruzeiro - tem outra ambição e pretende ser também um espaço aberto ao público. O que temos visto é que apenas ocasionalmente abre para eventos enquanto já reservou algum do seu espaço à Universidade do Porto. Será a APDL a definir e potenciar este magnífico espaço no qual provavelmente foram envolvidos dinheiros públicos ou ao povo destinados pelos fundos comunitários.
Sobre o terminal já tem sido dito e escrito muita coisa. Qualquer idiota se acha no direito de mandar umas postas de pescada. Só falta mesmo pretender instalar ali um pólo das festas do Senhor de Matosinhos.
O que é importante, porém, não é terminal em si ou as selfies que ali podemos tirar. O que é importante é que os passageiros dos cruzeiros não pensem que Matosinhos é apenas um terminal e que optem também por visitar o concelho e aí deixar algum dinheiro. Preocupemo-nos com isto e não com o acessório e com a panache. O porto de Leixões tem agora outra valência que pode trazer muito a Matosinhos, assim Matosinhos seja capaz de colocar em segundo plano as festas e romarias e passe a olhar para ele como um dos elementos essenciais do seu progresso, deixando de lado qualquer tipo de idiotice.
O "sim!" a que Parada não podia dizer "não"
A notícia da morte política de António Parada era, tal como a de Mark Twain, manifestamente exagerada. O atual diretor técnico da Doca Pesca de Matosinhos, após 14 meses como membro do governo na condição de adjunto do secretário de Estados das Pescas, aceitou mesmo o repto lançado a 8 de abril, no Orfeão de Matosinhos, por um grupo de cidadãos liderado pela professora Emília Fradinho. Parada será candidato a presidente da autarquia numa lista na qual Emília Fradinho é a número dois e o pediatra Aires Pereira o candidato à presidência da Assembleia Municipal. Como todos que andam por aqui sabem, também eu digo "sim!" e digo-o por acreditar que a cidadania pode fazer a diferença. Sem com isto querermos desacreditar os chamados "profissionais da política", acreditamos que Matosinhos precisa de se libertar dos condicionalismos dos partidos (basta ver o que se está a passar no PS local) para poder projetar um futuro mais ambicioso e uma terra que proporcione oportunidades a todos os que nela vivem. António Parada e Emília Fradinho estão bem focados nesse objetivo e vão a jogo sem estar contra quem quer que seja - estão aí apenas por vontade própria, com um um compromisso que nada deve a partidos ou a interesses que normalmente gravitam nesse universo. Já é um excelente acordo de princípios.
terça-feira, 16 de maio de 2017
Arranjem depressa mais uma bandeira azul!
Matosinhos ganhou mais uma bandeira azul (Angeiras Sul) mas coisas como esta continuam a acontecer, como se pode verificar entre o Cabo do Mundo e a Memória. Ou o critério que determina a qualidade das águas é muito liberal ou então o que estamos a sair aqui é só detergente.
Narciso, o pai que todos foram esquecendo
Impedido de se recandidatar em 2005, depois de 26 anos como presidente da câmara municipal de Matosinhos, mais três como vereador, Narciso Miranda demorou pouco tempo a perceber que até o pai de uma grande família pode ser esquecido por todos ou quase todos. Talvez por isso, 4 anos depois candidatou-se como independente e perdeu para uma das suas criações (Guilherme Pinto), embora tenha conseguido 27 mil votos em urna. Passaram-se mais 4 anos e manteve uma posição discreta, até no apoio que manifestou ao candidato do PS nas últimas autárquicas. Agora, ei-lo que ressurge, no melhor do seu estilo, sendo ele a recolher assinaturas para a sua candidatura, como aconteceu esta manhã na esplanada da "Ferreira", em frente ao edifício da câmara que ele mesmo ousou mandar construir sem se importar muito com polémicas estéreis. Narciso Miranda, como sabe bem quem trabalhou com ele, era um "ditador" que "esmagava" quem lhe fazia sombra mas foi também um autarca que nunca se conformou - o que fez por Matosinhos foi feito com essa determinação, gostemos ou não. A verdade é que enquanto Narciso foi poder teve muito amigos e muitas portas abertas. Hoje, estranhamente, na minha modesta perspetiva, não lhe dão muita importância como candidato - aliás, até se duvida que concretize a sua candidatura. Eu não duvido nem um bocadinho. Nunca pertenci às suas equipas e até tive de deixar de escrever no "Matosinhos Hoje" porque o então presidente da câmara não gostava do que lia (e até me processou). Ao contrário do que dizem os novos turcos, Narciso Miranda não morreu politicamente. Ainda vale muitos votos e, sobretudo, continua a ser o mais popular dos matosinhenses. Com 26 anos de comando autárquico, ninguém lhe pode tirar legitimidade para se candidatar de novo. Como quem por aqui anda sabe, serei sempre o último a subestimar o seu potencial. Narciso conta e é bom que os outros candidatos contem com ele.
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Notícias da Rua Brito e Cunha
Luísa Salgueiro vangloriou-se hoje de continuar "a somar apoios rumo à vitória", a propósito de Henrique Calisto e de Isabel Pires de Lima. Estava na hora de a candidata do PS da distrital do Porto conseguir alguém da rua Brito e Cunha na sua equipa. É sempre bom ter do nosso lado aqueles que não concordam connosco, sobretudo numa hora em que as coisas apertam. Ok, se calhar sou eu que sou um exagerado. O PS vai ganhar fácil as próximas autárquicas e conseguir o extraordinário score de 11 vereadores. Aquietem-se, por isso, aqueles que vacilam ainda. Sigam a líder. A terra do leite e do mel é muito mais que uma promessa adiada no dia 2 de outubro. Vão caber todos no autocarro triunfal.
Ser do Leixões é isto!
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De pequenino se aprende a ser do Leixões. O clube do Mar levou mais de mil adeptos a Penafiel na luta permanência na 2.ª Liga,
De pequenino se aprende a ser do Leixões. O clube do Mar levou mais de mil adeptos a Penafiel na luta permanência na 2.ª Liga,
Em Outubro até o Bloco de Esquerda vai a jogo
O Bloco de Esquerda já apresentou o seu candidato e Ferreira dos Santos vai à luta de novo. Podem acusar o Bloco de muita coisa menos de não ajudar a animar a Brito Capelo, onde tem a sua sede e bandeira. A situação a que se assiste na "esquerda", com várias candidaturas no terreno, é algo que, dá para ver, até traz algum conforto ao Bloco de Esquerda. A confusão instalada é uma oportunidade para todos, afinal. Ferreira dos Santos, como se sabe, não pertence à espécie de "Geringonça" que governa Matosinhos e é muito crítico em relação ao que tem sido feito, como percebeu quem já leu o JN de hoje.
O Bloco teve o seu melhor resultado em Matosinhos em 2005, na primeira eleição de Guilherme Pinto pelo PS, quando conseguiu 7,01% dos votos, ficando muito perto do vizinho ideológico, a CDU, que somou 8,62%. De então ara cá, perdeu algum gás e nas últimas eleições apenas capturou 2.623 votos (3,56%), ficando muito longe dos 5.396 da CDU, perdão, do PCP, que até elegeu um vereador que acabou por ser cooptado para o executivo. Aparentemente, o Bloco não é um "player" das próximas eleições mas tal como as coisas estão...até pode vir a ser tal é a fragmentação que se adivinha nos votos em urna.
Aí está o senhor de Matosinhos
Nunca chega no mesmo dia e dura um mês. Aí está de novo o "Senhor de Matosinhos", a grande romaria e a festa do povo. Como não há festa nem romaria sem farturas, cá as temos como sempre e melhor que nunca. Não fazem bem ao colesterol nem às selfies mas quem as pode recusar? Na parte que nos toca já contam umas tantas. Do Mário, claro. Há que aproveitar antes que a campanha eleitoral se lembre que a festa já começou...
sábado, 13 de maio de 2017
Leixões, muito mais que uma paixão
Leixões a lutar pela permanência com a força dos seus adeptos. Eis algumas imagens de uma paixão que calca os limites conhecidos.
A propósito da falta de vergonha
"Após incensar Rui Moreira durante quatro anos, bastaram algumas horas – e uma humilhação merecida – para que o PS invertesse o discurso e passasse a considerar o autarca um perigoso antidemocrata, cuja acção maligna reduzirá o Porto a cinzas. É sabido que a política é propícia à conveniência, à mentira e à falta de vergonha na cara. Mas isto é espectacular."
Alberto Gonçalves, matosinhenses, provavelmente o melhor cronista português. Ler o resto aqui.
A propósito do LEV, levem com esta reflexão
O LEV, festival de Literatura em Viagem, começou esta 6.ª feira com uma conferência de Carlos Fiolhais sobre Einstein, na "sala do planetário" da nossa câmara municipal. Não vou dizer muito sobre o que foi dito, apenas que foi um raro momento em que vimos um conferencista não se pôr em bicos de pés para nos oferecer a sua sabedoria e contar uma história. Nesta caso a história de um génio que percebeu que o tempo e o espaço são relativos e que vivemos num Universo que nos ultrapassa sempre.
Esta iniciativa da CMM, que tem a chancela do vereador Fernando Rocha, não se destina ao grande público. Aliás, ainda estou para saber o que é o grande público, embora esteja quase tentado a falar de Fátima. no festival da canção ou no Benfica. O LEV representa apenas um momento que concentra alguns escritores que aproveitaram as suas viagens pelo mundo para nos contar um pouco mais de nós e do mundo. Pode parecer pouco mas para mim é suficiente.
Não sei quando custam estas "coisas" que muitos trocariam por três festivais de folclore e duas matanças de porco, o que sei é que tudo vale a pena quando nos são proporcionados intervalos como o que aconteceu na noite de 6.ª feira, num espaço desenhado por um arquiteto, Alcino Soutinho, que parecia destinado precisamente a este tipo de intervenções. Soutinho não pensou em Fiolhais nem Fiolhais se lembrou de Soutinho mas foi o que me ocorreu de imediato. Porque, afinal, tudo está ligado. Até a estupidez tem algo a ver com a clarividência e uma sem a outra não viveriam.
sexta-feira, 12 de maio de 2017
A Mota de Adaúlfo, em Perafita, continua à espera de uma intervenção
O outeiro com cerca de 40 metros de base, que se eleva a cerca de 7 metros, encontra-se "protegido" por uma rede que delimita o terreno agrícola que é tratado por um lavrador com desvelo e carinho evidentes. É fácil chegar lá. Após a rotunda de Perafita (Mini Preço), sair na direção do Freixieiro e virar logo à esquerda para a Rua das Ribeiras - é logo ali, à vossa direita, nas traseiras da escola secundária. O que podem ver é o que está nas fotografias (12 de maio, 2017). Espera-se que muito em breve seja possível ir mais longe na investigação e na divulgação. Mais fé.
A Brito Capelo não morreu porque há matosinhenses que não a deixam morrer (apesar de continuar a soro)
Hoje parece que vamos estar focados na Brito Capelo. Pois bem, é lá que "mora" a Universidade Sénior Florbela Espanca, onde muitos matosinhenses não se conformam com as facilidades do telecomando e aprendem todos os dias, divertindo-se ao mesmo tempo. A USFE é um dos fatores de animação da Rua Brito Capelo e é nessa rua que alguns dos seus elementos fazem as suas aulas de dança, especificamente no salão nobre do Orfeão de Matosinhos. O Orfeão é outro dos "contribuintes" para a animação da rua. Ontem à noite, por exemplo, ali tinha a funcionar o ensaio de uma peça de teatro, uma exposição de pintura, uma reunião dos seus elementos do grupo de pesca e uma reunião alargada da direção. Ou seja, o OM trouxe para uma rua que à noite muitas vezes é um pavor uma série de pessoas que ajudam na sua dinamização. É o que aconteceu ali ao lado com a Universidade Sénior, quase todos os dias. A rua tem ainda mais possibilidades e bem gostaria, por exemplo, de ali ver instalado um atélier coletivo coletivo, dando sequência a uma ideia do meu amigo Albertino Eduardo.
quinta-feira, 11 de maio de 2017
Ameaça de tornado em Matosinhos
Atenção, este não é o aviso da Proteção Civil.
Este será eventualmente o símbolo da campanha de Narciso Miranda, nesta sua segunda tentativa como independente de retornar ao poder.
A estilização da anémona mais parece um tornado, é verdade, mas se calhar é mesmo essa a mensagem que quer ser passada para um concelho de já foi fustigado por alguns.
A saber:
Greve na Petrogal já parou aeroporto de Lisboa mas parece que nada aconteceu
O preço da gasolina continua a subir embora só as pontuais descidas sejam anunciadas, a economia cresce a passo de caracol e a dívida, essa, continua a crescer pois é impossível camuflar estes números. A "Geringonça" segue a todo o pano. Mas aqui ao lado, na Petrogal, há gente que encheu o saco. A greve que ali decorre já paralisou o aeroporto de Lisboa mas parece que nada aconteceu no país que se preparar para receber o Papa e que até fez deslocar um C-130 para transportar o respetivo Papamobil. O que se passa na Petrogal é gravíssimo, segundo o que me contam. Estamos a falar do maior exportador português, atenção, e não propriamente da mercearia do Sousa. Os poderes instalados permanecem calados e só o partido do costume já se juntou à luta dos trabalhadores da Petrogal, essa empresa quase intocável em Matosinhos e além mar.
quarta-feira, 10 de maio de 2017
A trapalhada do Partido Socialista tem baile marcado para 6.ª feira
Como se pode ler no "Público" de hoje, a questão relativa à posição 2 na lista a apresentar nas autárquicas pelo Partido Socialista está longe de estar resolvida. A estrutura concelhia não aceita que o grupo de independentes indique o vice-presidente e o presidente da assembleia municipal. Falta saber quem é que a concelhia quer para o lugar. Obviamente, mais uma vez a concelhia do PS vai ser atirada para canto e a lista socialista a apresentar terá apenas a chancela da distrital de Manuel Pizarro.
Por esclarecer está ainda quem são os presidentes de junta a indicar pela candidatura liderada por Luísa Salgueiro. Todos os que estão no poder? Bem, não parece, com os dados mais atualizados a apontarem Rodolfo Mesquita como integrante do projeto de Narciso Miranda, o que deixará pouco espaço para Lurdes Queirós, a alternativa já em carteira para a união de freguesias de Lavra, Perafita e Santa Cruz. Quanto a Matosinhos/Leça, se vos dizer que há no PS quem esteja a disputar a posição que aparentemente seria do omnipresente Pedro Sousa, diriam que estou a especular?
A Petrogal/SACOR e Matosinhos
Quis o destino que me tornasse vizinho da Refinaria da Petrogal no Norte. Já lá vão 11 anos de vizinhança e três acidentes. Continuo à espera que a Petrogal ou a proteção civil me faça chegar um simples manual de procedimentos em caso de emergência, para além dos sinais sonoros que ninguém entende.
Desde a sua criação, esta refinaria provocou polémica. Um histórico presidente de câmara, Fernando Pinto Oliveira, foi mesmo demitido por não concordar com a sua localização (pretendia que fosse implantada mais no interior do concelho).
A verdade é que a antiga SACOR trouxe emprego e vitalidade para Matosinhos. Mas trouxe também outras coisas, com a poluição à cabeça. Hoje, felizmente, a poluição já não é o que era mas uma refinaria é sempre uma refinaria...
Vem isto a propósito de mais uma greve que está em curso na Petrogal, empresa de capitais mistos que continua a acolitar quem passa pelo poder e rapidamente se instala em gabinetes luxuosos da capital, onde não chega o cheiro da refinaria.
O abastecimento de combustíveis está a ser desviado para Aveiras desde que a greve começou, o que é sempre um alívio para vive no entorno nascente da refinaria pois o famoso canal de ligação às auto-estradas continua por fazer apesar de já ter sido apresentado dez vezes.
O que acontece há muitos anos em Matosinhos é que a Petrogal quer, pode e manda, por muitas ameaças que os autarcas possam fazer - o que é facto é que, mais tarde ou mais cedo, acabam por ir comer à mão da administração da refinaria, que não se importa que aqueles se gabem leoninamente de obras custeadas integralmente pela Petrogal.
Na luta em curso dos trabalhadores ainda não vi qualquer sombra de solidariedade por parte de quem está no poder ou ao poder concorre. O que é natural. A lição que Fernando Pinto Oliveira levou ainda está bem presente.
terça-feira, 9 de maio de 2017
Mais uma pedrada no vazio
Roga-se a uma alma caridosa para que junto de Pedro Sousa o convença de que muitas vezes o que melhor podemos fazer é estar quietos. O que vem muito a propósito da mobilidade anunciada na página da união de freguesias.
Pinheiro bem plantado na sua zona de conforto
Quem tem estado atento à página do Facebook de Eduardo Pinheiro tem reparado que ele está muito vivo nesse rede social. O presidente da câmara em exercício não deixa escapar uma e tem merecido grande interação por parte dos seus seguidores. Curiosamente, mais que a candidata do Partido Socialista da qual, ao que tudo indica, pelo menos até ordem em contrário, será o primeiro dos colaboradores. O homem do Pombal caiu no goto dos matosinhenses e são muitos os que acreditam que o PS iria passear nas autárquicas se tivesse sido ele o eleito. Mas o micro-ondas já estava pronto a funcionar. Falta ainda saber como vai acabar a definição das listas pois Eduardo Pinheiro sempre disse que, na condição de independente, tem uma palavra forte a dizer. Como as contas podem ficar mais difíceis, não será fácil fazer a distribuição entre PS A e PS B mas aí, acreditamos, Eduardo Pinheiro saberá, como sempre, fazer prevalecer os créditos que já conseguiu e que vai aumentando todos os dias. Eu sei que o campeonato do Facebook pode não contar muito mas até ver é a única sondagem que vamos tendo e, aí, só ele consegue morder os calcanhares ao próximo candidato a fazer-se anunciar e com o qual assistiu lado a lado ao título nacional conquistado pelas nossas sereias.
Calisto regressa com tapete vermelho
Estamos ainda a mais de 5 meses das autárquicas de 1 de outubro mas os vários candidatos, sobretudo os que já se assumiram como tal, parece que já estão no fim de um verão quente que ainda não começou. O Partido Socialista está empenhadíssimo em recuperar o poder que no fim de contas nunca perdeu. Nos últimos 4 anos apenas aconteceu uma coisa muito simples: alguns socialistas deixaram o socialismo na gaveta e fizeram de conta que eram independentes. Há 4 anos, Luísa Salgueiro, é bom recordar, esteve na lista de António Parada enquanto Henrique Calisto entregou o cartão - ò ato ignóbil! - e apoiou Guilherme Pinto. Volta agora tudo à primeira forma. Penso conhecer razoavelmente o"profe" e não consigo imaginar um grande contentamento nas hostes, sobretudo entre aqueles cuja única qualidade é fazer número e ir na enxurrada. Mas isto é alguém que nunca teve cartão e nunca o devolveu a pensar que pensa.
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Quando se faz política de terra queimada há sempre o risco de haraquiri
Manuel Pizarro foi quem escolheu a candidata do Partido Socialista às autárquicas que aí vêm. Agora escolheu-se a si próprio para ser candidato ao Porto pois, como escreveu Luísa Salgueiro, "grande parte do trabalho" feito por Rui Moreira a ele se deve. É extraordinária esta capacidade para despejar sobre o antigo secretário de Estado da saúde esta aura mística de ser ele, afinal, a locomotiva daquilo que o Porto é hoje e que deve a Moreira, a Rio e, sobretudo, ao dono da Ryanair e à iniciativa privada. Não somos bruxos mas arriscamos uma derrota histórica para Pizarro e os seus leais acólitos no Porto, onde nem o bispo nem Pinto da Costa mandam, como todos sabemos. E muitos menos esta nobreza encartada nos corredores do poder.
Rui Moreira só precisava de um pretexto para se livrar do Pizarro. Deu-o a patroa do PS, a inefável Ana Catarina Mendes. De bandeja. O atual presidente da câmara do Porto não precisa dos partidos para governar a cidade, só precisa que os partidos o deixem em paz - e isso está plenamente conseguido.
Por cá, em Matosinhos, também se fez sentir a mãozinha do Pizarro, que não é exemplar único mas encaixa perfeitamente neste retrato que Ian McEwan fez dos políticos, in "Amesterdão":
- Já algum tempo que não via um político de perto e esquecera-se do movimentos dos olhos, da incansável busca de novos ouvintes ou opositores, da proximidade de qualquer figura de estatuto mais elevado, ou de qualquer hipótese importante que lhe pudesse escapar.
Foi precisamente isto que vi quando Pizarro esteve há poucos meses na nossa Brito Capelo, num evento com a presença do primeiro-ministro, quando em Matosinhos tudo se apressava face à decadência física galopante do antigo presidente da câmara.
Vamos ver também do que é capaz de fazer ainda o PS de Matosinhos sob a batuta de Ernesto Páscoa. Já percebemos que não se vai conformar.
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