sábado, 13 de maio de 2017

A propósito do LEV, levem com esta reflexão


O LEV, festival de Literatura em Viagem, começou esta 6.ª feira com uma conferência de Carlos Fiolhais sobre Einstein, na "sala do planetário" da nossa câmara municipal. Não vou dizer muito sobre o que foi dito, apenas que foi um raro momento em que vimos um conferencista não se pôr em bicos de pés para nos oferecer a sua sabedoria e contar uma história. Nesta caso a história de um génio que percebeu que o tempo e o espaço são relativos e que vivemos num Universo que nos ultrapassa sempre.
Esta iniciativa da CMM, que tem a chancela do vereador Fernando Rocha, não se destina ao grande público. Aliás, ainda estou para saber o que é o grande público, embora esteja quase tentado a falar de Fátima. no festival da canção ou no Benfica. O LEV representa apenas um momento que concentra alguns escritores que aproveitaram as suas viagens pelo mundo para nos contar um pouco mais de nós e do mundo. Pode parecer pouco mas para mim é suficiente.
Não sei quando custam estas "coisas" que muitos trocariam por três festivais de folclore e duas matanças de porco, o que sei é que tudo vale a pena quando nos são proporcionados intervalos como o que aconteceu na noite de 6.ª feira, num espaço desenhado por um arquiteto, Alcino Soutinho, que parecia destinado precisamente a este tipo de intervenções. Soutinho não pensou em Fiolhais nem Fiolhais se lembrou de Soutinho mas foi o que me ocorreu de imediato. Porque, afinal, tudo está ligado. Até a estupidez tem algo a ver com a clarividência e uma sem a outra não viveriam.


sexta-feira, 12 de maio de 2017

A Mota de Adaúlfo, em Perafita, continua à espera de uma intervenção



Identificada pelo Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Matosinhos, a Mota de Adaulfi foi apresentada na memorável exposição "O Rio da Memória", coordenada, em 2011, pelo meu mestre Armando Coelho da Silva. Trata-se de um raríssimo "castelo de madeira", construído sobre uma mamoa artificial de terra, com provável fosso a toda a volta, que esteve ativo no século XI, ou seja, um pouco antes da fundação de Portugal, em pleno período condal. Há milhares de "motas" em França e Inglaterra mas são raríssimas na Península Ibérica (em Portugal só há mais notícia de mais uma, salvo erro em Cabeceiras de Basto). Ao que tudo indica, este "castelo" teria sido mandado construir por um senhor das terras férteis hoje de Perafita, de seu nome Adaúlfo, servindo para aí se proteger sobretudo das forças hostis de nórdicos que assolavam a costa. Os anos vão passando e a intervenção arqueológica não arranca, tendo-se detido no estudo preliminar.


O outeiro com cerca de 40 metros de base, que se eleva a cerca de 7 metros, encontra-se "protegido" por uma rede que delimita o terreno agrícola que é tratado por um lavrador com desvelo e carinho evidentes. É fácil chegar lá. Após a rotunda de Perafita (Mini Preço), sair na direção do Freixieiro e virar logo à esquerda para a Rua das Ribeiras - é logo ali, à vossa direita, nas traseiras da escola secundária. O que podem ver é o que está nas fotografias (12 de maio, 2017). Espera-se que muito em breve seja possível ir mais longe na investigação e na divulgação. Mais fé.



A Brito Capelo não morreu porque há matosinhenses que não a deixam morrer (apesar de continuar a soro)


Hoje parece que vamos estar focados na Brito Capelo. Pois bem, é lá que "mora" a Universidade Sénior Florbela Espanca, onde muitos matosinhenses não se conformam com as facilidades do telecomando e aprendem todos os dias, divertindo-se ao mesmo tempo. A USFE é um dos fatores de animação da Rua Brito Capelo e é nessa rua que alguns dos seus elementos fazem as suas aulas de dança, especificamente no salão nobre do Orfeão de Matosinhos. O Orfeão é outro dos "contribuintes" para a animação da rua. Ontem à noite, por exemplo, ali tinha a funcionar o ensaio de uma peça de teatro, uma exposição de pintura, uma reunião dos seus elementos do grupo de pesca e uma reunião alargada da direção. Ou seja, o OM trouxe para uma rua que à noite muitas vezes é um pavor uma série de pessoas que ajudam na sua dinamização. É o que aconteceu ali ao lado com a Universidade Sénior, quase todos os dias. A rua tem ainda mais possibilidades e bem gostaria, por exemplo, de ali ver instalado um atélier coletivo coletivo, dando sequência a uma ideia do meu amigo Albertino Eduardo.


"Não façam da Brito Capelo uma discoteca", a visão de João Fonseca


O meu amigo João Fonseca e a sua visão, com sustentação técnica, da Rua Brito Capelo.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Ameaça de tornado em Matosinhos


Atenção, este não é o aviso da Proteção Civil.

Este será eventualmente o símbolo da campanha de Narciso Miranda, nesta sua segunda tentativa como independente de retornar ao poder.

A estilização da anémona mais parece um tornado, é verdade, mas se calhar é mesmo essa a mensagem que quer ser passada para um concelho de já foi fustigado por alguns.

A saber:


Greve na Petrogal já parou aeroporto de Lisboa mas parece que nada aconteceu


O preço da gasolina continua a subir embora só as pontuais descidas sejam anunciadas, a economia cresce a passo de caracol e a dívida, essa, continua a crescer pois é impossível camuflar estes números. A "Geringonça" segue a todo o pano. Mas aqui ao lado, na Petrogal, há gente que encheu o saco. A greve que ali decorre já paralisou o aeroporto de Lisboa mas parece que nada aconteceu no país que se preparar para receber o Papa e que até fez deslocar um C-130 para transportar o respetivo Papamobil. O que se passa na Petrogal é gravíssimo, segundo o que me contam. Estamos a falar do maior exportador português, atenção, e não propriamente da mercearia do Sousa. Os poderes instalados permanecem calados e só o partido do costume já se juntou à luta dos trabalhadores da Petrogal, essa empresa quase intocável em Matosinhos e além mar.


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Matosinhos como dificilmente se vê



Imagens extraordinárias da nossa terra...sobretudo vista do mar.

A trapalhada do Partido Socialista tem baile marcado para 6.ª feira


Como se pode ler no "Público" de hoje, a questão relativa à posição 2 na lista a apresentar nas autárquicas pelo Partido Socialista está longe de estar resolvida. A estrutura concelhia não aceita que o grupo de independentes indique o vice-presidente e o presidente da assembleia municipal. Falta saber quem é que a concelhia quer para o lugar. Obviamente, mais uma vez a concelhia do PS vai ser atirada para canto e a lista socialista a apresentar terá apenas a chancela da distrital de Manuel Pizarro.


Por esclarecer está ainda quem são os presidentes de junta a indicar pela candidatura liderada por Luísa Salgueiro. Todos os que estão no poder? Bem, não parece, com os dados mais atualizados a apontarem Rodolfo Mesquita como integrante do projeto de Narciso Miranda, o que deixará pouco espaço para Lurdes Queirós, a alternativa já em carteira para a união de freguesias de Lavra, Perafita e Santa Cruz. Quanto a Matosinhos/Leça, se vos dizer que há no PS quem esteja a disputar a posição que aparentemente seria do omnipresente Pedro Sousa, diriam que estou a especular?


A Petrogal/SACOR e Matosinhos


Quis o destino que me tornasse vizinho da Refinaria da Petrogal no Norte. Já lá vão 11 anos de vizinhança e três acidentes. Continuo à espera que a Petrogal ou a proteção civil me faça chegar um simples manual de procedimentos em caso de emergência, para além dos sinais sonoros que ninguém entende.

Desde a sua criação, esta refinaria provocou polémica. Um histórico presidente de câmara, Fernando Pinto Oliveira, foi mesmo demitido por não concordar com a sua localização (pretendia que fosse implantada mais no interior do concelho).

A verdade é que a antiga SACOR trouxe emprego e vitalidade para Matosinhos. Mas trouxe também outras coisas, com a poluição à cabeça. Hoje, felizmente, a poluição já não é o que era mas uma refinaria é sempre uma refinaria...

Vem isto a propósito de mais uma greve que está em curso na Petrogal, empresa de capitais mistos que continua a acolitar quem passa pelo poder e rapidamente se instala em gabinetes luxuosos da capital, onde não chega o cheiro da refinaria.

O abastecimento de combustíveis está a ser desviado para Aveiras desde que a greve começou, o que é sempre um alívio para vive no entorno nascente da refinaria pois o famoso canal de ligação às auto-estradas continua por fazer apesar de já ter sido apresentado dez vezes.

O que acontece há muitos anos em Matosinhos é que a Petrogal quer, pode e manda, por muitas ameaças que os autarcas possam fazer - o que é facto é que, mais tarde ou mais cedo, acabam por ir comer à mão da administração da refinaria, que não se importa que aqueles se gabem leoninamente de obras custeadas integralmente pela Petrogal.

Na luta em curso dos trabalhadores ainda não vi qualquer sombra de solidariedade por parte de quem está no poder ou ao poder concorre. O que é natural. A lição que Fernando Pinto Oliveira levou ainda está bem presente.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Mais uma pedrada no vazio


Roga-se a uma alma caridosa para que junto de Pedro Sousa o convença de que muitas vezes o que melhor podemos fazer é estar quietos. O que vem muito a propósito da mobilidade anunciada na página da união de freguesias.


Pinheiro bem plantado na sua zona de conforto


Quem tem estado atento à página do Facebook de Eduardo Pinheiro tem reparado que ele está muito vivo nesse rede social. O presidente da câmara em exercício não deixa escapar uma e tem merecido grande interação por parte dos seus seguidores. Curiosamente, mais que a candidata do Partido Socialista da qual, ao que tudo indica, pelo menos até ordem em contrário, será o primeiro dos colaboradores. O homem do Pombal caiu no goto dos matosinhenses e são muitos os que acreditam que o PS iria passear nas autárquicas se tivesse sido ele o eleito. Mas o micro-ondas já estava pronto a funcionar. Falta ainda saber como vai acabar a definição das listas pois Eduardo Pinheiro sempre disse que, na condição de independente, tem uma palavra forte a dizer. Como as contas podem ficar mais difíceis, não será fácil fazer a distribuição entre PS A e PS B mas aí, acreditamos, Eduardo Pinheiro saberá, como sempre, fazer prevalecer os créditos que já conseguiu e que vai aumentando todos os dias. Eu sei que o campeonato do Facebook pode não contar muito mas até ver é a única sondagem que vamos tendo e, aí, só ele consegue morder os calcanhares ao próximo candidato a fazer-se anunciar e com o qual assistiu lado a lado ao título nacional conquistado pelas nossas sereias.

Calisto regressa com tapete vermelho



Estamos ainda a mais de 5 meses das autárquicas de 1 de outubro mas os vários candidatos, sobretudo os que já se assumiram como tal, parece que já estão no fim de um verão quente que ainda não começou. O Partido Socialista está empenhadíssimo em recuperar o poder que no fim de contas nunca perdeu. Nos últimos 4 anos apenas aconteceu uma coisa muito simples: alguns socialistas deixaram o socialismo na gaveta e fizeram de conta que eram independentes. Há 4 anos, Luísa Salgueiro, é bom recordar, esteve na lista de António Parada enquanto Henrique Calisto entregou o cartão - ò ato ignóbil! - e apoiou Guilherme Pinto. Volta agora tudo à primeira forma. Penso conhecer razoavelmente o"profe" e não consigo imaginar um grande contentamento nas hostes, sobretudo entre aqueles cuja única qualidade é fazer número e ir na enxurrada. Mas isto é alguém que nunca teve cartão e nunca o devolveu a pensar que pensa. 

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Quando se faz política de terra queimada há sempre o risco de haraquiri


Manuel Pizarro foi quem escolheu a candidata do Partido Socialista às autárquicas que aí vêm. Agora escolheu-se a si próprio para ser candidato ao Porto pois, como escreveu Luísa Salgueiro, "grande parte do trabalho" feito por Rui Moreira a ele se deve. É extraordinária esta capacidade para despejar sobre o antigo secretário de Estado da saúde esta aura mística de ser ele, afinal, a locomotiva daquilo que o Porto é hoje e que deve a Moreira, a Rio e, sobretudo, ao dono da Ryanair e à iniciativa privada. Não somos bruxos mas arriscamos uma derrota histórica para Pizarro e os seus leais acólitos no Porto, onde nem o bispo nem Pinto da Costa mandam, como todos sabemos. E muitos menos esta nobreza encartada nos corredores do poder.

Rui Moreira só precisava de um pretexto para se livrar do Pizarro. Deu-o a patroa do PS, a inefável Ana Catarina Mendes. De bandeja. O atual presidente da câmara do Porto não precisa dos partidos para governar a cidade, só precisa que os partidos o deixem em paz - e isso está plenamente conseguido.

Por cá, em Matosinhos, também se fez sentir a mãozinha do Pizarro, que não é exemplar único mas encaixa perfeitamente neste retrato que Ian McEwan fez dos políticos, in "Amesterdão":

- Já algum tempo que não via um político de perto e esquecera-se do movimentos dos olhos, da incansável busca de novos ouvintes ou opositores, da proximidade de qualquer figura de estatuto mais elevado, ou de qualquer hipótese importante que lhe pudesse escapar.

Foi precisamente isto que vi quando Pizarro esteve há poucos meses na nossa Brito Capelo, num evento com a presença do primeiro-ministro, quando em Matosinhos tudo se apressava face à decadência física galopante do antigo presidente da câmara.

Vamos ver também do que é capaz de fazer ainda o PS de Matosinhos sob a batuta de Ernesto Páscoa. Já percebemos que não se vai conformar.

Novos Aires na política matosinhense


O pediatra Aires Pereira aceitou ser candidato a presidente da Assembleia Municipal de Matosinhos pelo movimento de cidadãos que apoia a candidatura de António Parada. Trata-se de uma personalidade que nunca precisou da política para viver e que é conhecido de muitos matosinhenses por ter sempre grande disponibilidade. Quem lida com crianças toda a vida sabe bem que é sempre no futuro delas que temos de pensar. Terá sido essa razão que levou Aires Pereira a dizer "sim!" a um movimento de cidadãos que quer libertar Matosinhos dos que vivem do "aparelho" e só para o "aparelho" embora de quatro em quatro anos apareçam a dar palmadinhas nas costas ao povo. Chegou a hora de mudar e estou em crer que quem mais deseja a mudança é quem sufoca há muitos anos nas casas da democracia que de democracia têm muito pouco, aí prevalecendo apenas o despotismo e o clientelismo descarado. Tudo acaba um dia e os matosinhenses têm aqui uma oportunidade para varrer do mapa os abutres da causa política e os que se servem do voto do povo para passear a respetiva vaidade em luxuosos BMW.

A febre dos arquitetos da Champions


Não sei quantos arquitetos há em Portugal mas suponho que não devem ser mais que uma dúzia, fazendo fé nas adjudicações feitas cá na terra, onde praticamente só os "majores" assinam obras, de que é exemplo Souto Moura. Mas de vez em quando chegam-nos notícias de que nem todos são propriamente fãs incondicionais dos grandes nomes da nossa arquitetura. Por exemplo, os juízes do Tribunal de Contas, que acabam de mandar para trás um contrato do arquiteto escolhido para desenhar o "Cais da Língua e das Migrações" (mas o que é isto?). A coisa, estou em crer, irá resolver-se a bem, com a abertura de um concurso público, cumprindo esses aborrecidos processos que a lei determina.

PS - Entretanto, um muito obrigado a todos pelo facto de PdL ter atingido as 400 mil visualizações. 

domingo, 7 de maio de 2017

Gala da Cidade, a sequela


A gala da cidade continua na ordem do dia. Como todos sabem, foram mais de 150 os contemplados com prémios de mérito e excelência. A gratidão é importante e alguns penhorados agradecimentos já foram enviados. Curiosamente, o executivo da junta, surpreendido com isso, está a fazer questão de os divulgar na sua página, ao que tudo indica com autorização dos contemplados, à média de três por dia. Há que lhe dar mérito pelo afã.

sábado, 6 de maio de 2017

Trânsito em Custoias ao nível da sétima avenida

Esta semana passei por Custoias, pelo famoso Largo do Souto, e verifiquei que o centro da freguesia está a bombar e que esta na hora da empresa da Ribeira Brava por alguma ordem nisto. É pena que o mesmo não esteja a acontecer com a bica do jardim...

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Sousa, o ciclista


Alguém que me explique a importância desta foto do presidente da União de Freguesias de Leça da Palmeira/Matosinhos a propósito de uma visita ao território, como gosta de anunciar. Já sabemos todos que está em forma - basta acompanhar a página da junta no Facebook -, mas talvez não fosse preciso saber que também é bom a pedalar em seco. Pelo visto, é mesmo. Candidato independente nas últimas eleições, o carismático e omnipresente Sousa por esta altura já deve estar de novo filiado no Partido Socialista, preparando-se para ser candidato na lista de Luísa Salgueiro, depois de um movimento, gerado não se sabe onde, que o tentava empurrar para cabeça de cartaz. Não será para já, é o que se diz, com Pedro Sousa a estar desde já bem colocado para integrar a lista de deputados do PS nas próximas legislativas. Até lá, é muito provável que ainda o vejamos por aqui a praticar desportos a sério. Por exemplo, voleibol. O seu vice Paulo Ferreira tem muito para lhe ensinar.

PS - A foto reporta-se à renovação de um espaço público de uma conhecida cooperativa leceira que tem a responsabilidade de gerir e administrar o mesmo.

Matosinhos de Castro Pinto


Matosinhos de Castro Pinto é um cidadão brasileiro que vive em Belo Horizonte e que já foi prefeito da cidade de Itambacuri (Minas Gerais). Matosinhos é o seu nome próprio e não espanta pois foram muitos os matosinhenses que emigraram para aquele estado brasileiro. Aliás, é também numa cidade do estado mineiro, Congonhas do Campo, que existe o santuário do Bom Jesus de Matosinhos - o que proporcionou uma das geminações com mais sentido das milhares que, por tudo e por nada, se fizeram neste país. Matosinhos de Castro Pinto, advogado, não é único Matosinhos de nome que temos no imenso Brasil. Uma pesquisa rápida e logo verão que há outros. Este facto apenas vem confirmar a qualidade da nossa diáspora, esta, sim, a merecer uma investigação mais profunda e, quem sabe, uma respetiva casa da memória. Digo eu que não sou ninguém.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Matosinhos, a terra das placas e dos epitáfios


Os matosinhenses já sabem o que a casa gasta. Não há obra pública, de umas alminhas a uma piscina municipal, que não preserve a memória do homem que a patrocinou e pagou, perdão, do autarca que a assinou e inaugurou. Este é apenas um dos muitos exemplos. Cá fica uma proposta para o próximo presidente da câmara: poupar dinheiro em placas e remover todas as existentes, devolvendo-as aos respetivos beneméritos da causa pública.

Mais uma almoçarada no País dos Bimbos


O Governo português, através da ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, antiga diretora de placa do aeroporto de Lisboa, veio a Angeiras em visita oficial anunciar o respetivo portinho. À ministra andou sempre atrelada a deputada socialista Luísa Salgueiro, conhecida por ser uma defensora da causa dos pescadores de Angeiras, digo eu, e até teve direito a sentar-se na primeira fila da sessão de discursos enquanto alguns vereadores ficavam de pé. A antiga número 5 da lista de António Parada, nas autárquicas de 2013, promoveu a seguir um almoço com os pescadores e a ministra, e os capachos do costume, com ou sem gravata, lá apareceram pois é importante que pareçam muitos. A almoçarada, que decorreu n' "O Filipe", justificou muitas fotos mas o final não foi feliz pois os pescadores convidados tiveram de pagar 12 euros pela presença, Mas o efeito estava conseguido, com o Governo da nação a deslocar meios até Angeiras para ficar para um almoço da candidata à autarquia de Matosinhos. Já nos vamos habituando a estas coisas mas não faz mal deixar aqui mais um registo sobre a forma como se consomem dinheiros públicos. Espero que os motoristas do Ministério do Mar tenham tido direito a almoço grátis...


Presidente da junta só soube do desembarque em Angeiras uma hora antes do evento




"Soube deste evento de pompa e circunstância com a senhora ministra Ana Vitorino (PS), do sr. Presidente da Câmara Eduardo Pinheiro, dos candidatos (PS) à câmara e dos candidatos(PS) à Junta,  uma hora antes deste se iniciar!", foi assim que Rodolfo Mesquita, histórico presidente da União de Freguesias de Lavra, Perafita e Santa Cruz do Bispo, comentou o "desembarque" de ministros, altos funcionários públicos, autarcas, deputados e candidatos às próximas autárquicas na manhã desta 4.ª feira, na praia de Angeiras. A propósito do 46.º anúncio do Portinho de Angeiras.

"Hoje viveu- se um dia na Praia de Angeiras que merece ser por todos nós lavrenses comemorado erefletido. Comemorado pelo facto de vermos finalmente concluído um processo burocrático que, e ao contrário do que muitos querem fazer crer aos  lavrenses, se iniciou há muitos e muitos anos : o processo da construção do pontinho de Angeiras", escreveu ainda.

"Nunca será de maior justiça reforçar e enaltecer o verdadeiro e o mais empenhado obreiro desta obra, ainda por iniciar. Falo-vos de uma pessoa que infelizmente já não está no nosso meio, mas que está no nosso pensamento e no nosso coração, o Dr. Guilherme Pinto. A ele e só a ele poderei por certo falar por todos os lavrense o nosso muito obrigado, Dr Guilherme Pinto", sublinhou.

"Mas porque é que este dia, para além de ser comemorado, deve ser também refletido?
Este dia merece a mais profunda reflexão pelos danos que o atraso desta obra trouxe à freguesia, principalmente aos homens e mulheres que vivem dependentes do mar. Nascido e aqui criado, lembro- me das tragédias ocorridas, das lutas permanentes contra a força das ondas e do vento, e até mesmo da angústia de quem esperava aqueles bravos homens que no mar iam ganhar o pão. O dia merece ser refletido pela injustiça que o atraso desta obra causou nas famílias dos pescadores da Praia de Angeiras. Mas este dia merece ser também refletido pela quantidade de presenças neste evento de hoje. Presenças indiferenciadas, para não dizer eleitorais que fotograficamente se vieram expor à Praia de Angeiras. O dia merece ser refletido ainda pelo ensaio pré- eleitoral que muitos dos presentes quiseram deixar registado", rematou.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

O apontador de Leça da Palmeira



É muito difícil encontrar uma foto de Pedro Sousa na página da União de Freguesias de Leça da Palmeira/território de Matosinhos mas sempre que o presidente é focado normalmente aparece a apontar para entulhos ou máquinas de obras. É um tique muito curioso, como aquele que alguns têm quando veem passar uma miúda bonita e giram o pescoço mesmo quando estão acompanhados pela mulher, assim arriscando uma "lamparina". Mas não é o caso do presidente da freguesia de Leça e do território de Matosinhos, cujo bracinho se desloca logo que vislumbra um sinal de obra. É caso para dizer: É obra!


Só faltaram os bombos e foguetes em Angeiras




Foi de pé que António Parada, diretor da Doca Pesca de Matosinhos e antigo adjunto do Ministério do Mar, também vereador da Câmara Municipal de Matosinhos, assistiu esta manhã à apresentação, por Ana Paula Vitorino, do projeto de quase 4 milhões de euros que vai dotar Angeiras finalmente de um molho de cerca de 400 metros e de uma rampa para as embarcações que ali operam. Esta obra já foi anunciada 103 vezes mas parece que é desta que vai para a frente, podendo estar concluída em 2018. O evento contou com a participação de uma candidata às autárquicas já assumida, a deputada Luísa Salgueiro, que foi permanentemente empurrada para a primeira fila da comitiva embora se desconheça que papel desempenhou no desbloqueamento de um projeto que estava arrumado numa gaveta do Ministério do Mar e que só graças a alguns não se tornou numa situação parada para sempre.



Mas o povo é sereno e sabe sempre avaliar quem realmente está com ele, sobretudo fora destes ambientes de pompa e circunstância.



terça-feira, 2 de maio de 2017

Urge promover este congresso em Matosinhos


Em clima de pré-campanha, eis um congresso que importava realizar em Matosinhos, onde há muita gente esquecida do seu passado. Quem vai no andor e quem o carrega.