quinta-feira, 4 de maio de 2017

Matosinhos, a terra das placas e dos epitáfios


Os matosinhenses já sabem o que a casa gasta. Não há obra pública, de umas alminhas a uma piscina municipal, que não preserve a memória do homem que a patrocinou e pagou, perdão, do autarca que a assinou e inaugurou. Este é apenas um dos muitos exemplos. Cá fica uma proposta para o próximo presidente da câmara: poupar dinheiro em placas e remover todas as existentes, devolvendo-as aos respetivos beneméritos da causa pública.

Mais uma almoçarada no País dos Bimbos


O Governo português, através da ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, antiga diretora de placa do aeroporto de Lisboa, veio a Angeiras em visita oficial anunciar o respetivo portinho. À ministra andou sempre atrelada a deputada socialista Luísa Salgueiro, conhecida por ser uma defensora da causa dos pescadores de Angeiras, digo eu, e até teve direito a sentar-se na primeira fila da sessão de discursos enquanto alguns vereadores ficavam de pé. A antiga número 5 da lista de António Parada, nas autárquicas de 2013, promoveu a seguir um almoço com os pescadores e a ministra, e os capachos do costume, com ou sem gravata, lá apareceram pois é importante que pareçam muitos. A almoçarada, que decorreu n' "O Filipe", justificou muitas fotos mas o final não foi feliz pois os pescadores convidados tiveram de pagar 12 euros pela presença, Mas o efeito estava conseguido, com o Governo da nação a deslocar meios até Angeiras para ficar para um almoço da candidata à autarquia de Matosinhos. Já nos vamos habituando a estas coisas mas não faz mal deixar aqui mais um registo sobre a forma como se consomem dinheiros públicos. Espero que os motoristas do Ministério do Mar tenham tido direito a almoço grátis...


Presidente da junta só soube do desembarque em Angeiras uma hora antes do evento




"Soube deste evento de pompa e circunstância com a senhora ministra Ana Vitorino (PS), do sr. Presidente da Câmara Eduardo Pinheiro, dos candidatos (PS) à câmara e dos candidatos(PS) à Junta,  uma hora antes deste se iniciar!", foi assim que Rodolfo Mesquita, histórico presidente da União de Freguesias de Lavra, Perafita e Santa Cruz do Bispo, comentou o "desembarque" de ministros, altos funcionários públicos, autarcas, deputados e candidatos às próximas autárquicas na manhã desta 4.ª feira, na praia de Angeiras. A propósito do 46.º anúncio do Portinho de Angeiras.

"Hoje viveu- se um dia na Praia de Angeiras que merece ser por todos nós lavrenses comemorado erefletido. Comemorado pelo facto de vermos finalmente concluído um processo burocrático que, e ao contrário do que muitos querem fazer crer aos  lavrenses, se iniciou há muitos e muitos anos : o processo da construção do pontinho de Angeiras", escreveu ainda.

"Nunca será de maior justiça reforçar e enaltecer o verdadeiro e o mais empenhado obreiro desta obra, ainda por iniciar. Falo-vos de uma pessoa que infelizmente já não está no nosso meio, mas que está no nosso pensamento e no nosso coração, o Dr. Guilherme Pinto. A ele e só a ele poderei por certo falar por todos os lavrense o nosso muito obrigado, Dr Guilherme Pinto", sublinhou.

"Mas porque é que este dia, para além de ser comemorado, deve ser também refletido?
Este dia merece a mais profunda reflexão pelos danos que o atraso desta obra trouxe à freguesia, principalmente aos homens e mulheres que vivem dependentes do mar. Nascido e aqui criado, lembro- me das tragédias ocorridas, das lutas permanentes contra a força das ondas e do vento, e até mesmo da angústia de quem esperava aqueles bravos homens que no mar iam ganhar o pão. O dia merece ser refletido pela injustiça que o atraso desta obra causou nas famílias dos pescadores da Praia de Angeiras. Mas este dia merece ser também refletido pela quantidade de presenças neste evento de hoje. Presenças indiferenciadas, para não dizer eleitorais que fotograficamente se vieram expor à Praia de Angeiras. O dia merece ser refletido ainda pelo ensaio pré- eleitoral que muitos dos presentes quiseram deixar registado", rematou.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

O apontador de Leça da Palmeira



É muito difícil encontrar uma foto de Pedro Sousa na página da União de Freguesias de Leça da Palmeira/território de Matosinhos mas sempre que o presidente é focado normalmente aparece a apontar para entulhos ou máquinas de obras. É um tique muito curioso, como aquele que alguns têm quando veem passar uma miúda bonita e giram o pescoço mesmo quando estão acompanhados pela mulher, assim arriscando uma "lamparina". Mas não é o caso do presidente da freguesia de Leça e do território de Matosinhos, cujo bracinho se desloca logo que vislumbra um sinal de obra. É caso para dizer: É obra!


Só faltaram os bombos e foguetes em Angeiras




Foi de pé que António Parada, diretor da Doca Pesca de Matosinhos e antigo adjunto do Ministério do Mar, também vereador da Câmara Municipal de Matosinhos, assistiu esta manhã à apresentação, por Ana Paula Vitorino, do projeto de quase 4 milhões de euros que vai dotar Angeiras finalmente de um molho de cerca de 400 metros e de uma rampa para as embarcações que ali operam. Esta obra já foi anunciada 103 vezes mas parece que é desta que vai para a frente, podendo estar concluída em 2018. O evento contou com a participação de uma candidata às autárquicas já assumida, a deputada Luísa Salgueiro, que foi permanentemente empurrada para a primeira fila da comitiva embora se desconheça que papel desempenhou no desbloqueamento de um projeto que estava arrumado numa gaveta do Ministério do Mar e que só graças a alguns não se tornou numa situação parada para sempre.



Mas o povo é sereno e sabe sempre avaliar quem realmente está com ele, sobretudo fora destes ambientes de pompa e circunstância.



terça-feira, 2 de maio de 2017

Urge promover este congresso em Matosinhos


Em clima de pré-campanha, eis um congresso que importava realizar em Matosinhos, onde há muita gente esquecida do seu passado. Quem vai no andor e quem o carrega.

Narciso Miranda também apareceu na abertura da faina


Na abertura da faina esteve uma candidata, Luísa Salgueiro, mais os ferrinhos do costume, e António Parada, que se contentou com a minha companhia e a de um amigo. Mas Narciso Miranda também esteve lá, conforme apurou o PdL junto de fonte geralmente bem informada. Como tudo o que vem às redes, não apenas as sociais, há sempre alguém que se materializa numa coisa qualquer para ver de perto o que se passa. Não subestimem o dux de Bouças, não foi por acaso que ele esteve 29 anos no poder...

Falta apenas saber se Narciso vai responder à bojarda que Pedro Sousa, o presidente da União de Freguesias de Leça da Palmeira/Matosinhos, lhe lançou a propósito de um post que aqui o "je" colocou na sua página do Facebook.

Disse Pedro sobre o Lobo:

Meu caro, surpreende-me (ou não) este tipo de comentário vindo de alguém que foi quase 30 anos Presidente de Câmara e que, mesmo depois de derrotado em 2009, volta a apresentar-se como putativo candidato às eleições de 01 de Outubro do corrente ano, mas agora "Por Matosinhos" e, alegadamente, "sem ir contra ninguém".
Pois bem, estimado Narciso, pela consideração que me merece todo o seu percurso, enquanto ex-presidente da Câmara, não irei descer de nível, pois não sou apologista da demagogia, nem do populismo barato, antes do exercício nobre das funções políticas. Acredite que o seu comentário, além de despropositado e sem qualquer cabimento, é um grande insulto aos cerca de 150 homenageados naquela Gala da Cidade.
A melhor resposta a este seu comentário será dada no próximo dia 01 de Outubro. Recorde-se que o "povo é sábio e sereno" e já o demonstrou em 2009 e 2013. Há que aprender com os erros do passado e "mudar de disco". Caso consiga formalizar a sua candidatura, como espero a bem da Democracia, falaremos no dia 02 de Outubro sobre esta sua forma de se relacionar com eventuais adversários políticos e com as instituições que temos na nossa Cidade.
Termino dizendo que "sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura".
Um grande abraço e felicidades.

Só gostava de saber onde é que esta malta encontra as citações que usa como arma de arremesso mas provavelmente basta ir à FNAC...e depois abrir uma página ao calhas.

Abriu a 'companha'


Noite de 1/2 de maio. Começa a época da captura da sardinha. António Parada anuncia no seu Facebook que mais uma vez vai participar no primeiro lanço, cumprindo uma tradição que vem de longe. O antigo presidente da junta de freguesia de Matosinhos e mais que provável candidato à presidência da autarquia teve lugar a bordo da "Camacinhos", tendo participado na noite de faina ao largo de Espinho. Mas teve direito a comité de receção e despedida. Luísa Salgueiro e a sua vasta equipa marcaram presença também na partida dos nossos barcos de pesca e todos só arredaram pé quando a "Camacinhos", sob o comando do patrão de costa António Parada, apontou à barra de Leixões. A companha, perdão, a campanha já começou. Com marcação homem a homem ou mulher a homem. Boa faina para todos e que a pescaria seja feita com bom senso e sem truques. Para já, ninguém caiu ao mar e aqui o risco maior foi sempre de Parada pois embarcou na "Camacinhos" e apanhou mar cão...mas já todos sabemos que o protocandidato está habituado a ondas.


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Quando o mérito vai para a cloaca máxima



Como se sabe, a União de Freguesias de Matosinhos e Leça da Palmeira, perdão, de Leça da Palmeira e Matosinhos organizou uma gala da cidade de mérito e excelência com a presença de 900 pessoas, confiando nos torniquetes oficiais, para distribuir prémios de mérito e de excelência por TODAS, repito, TODAS as associações da freguesia, na pessoa dos seus presidentes, pois claro, pois mais ninguém trabalha nessas associações - no fundo, aplica-se a lógica que prevalece na união de freguesias, onde só o presidente parece existir, mesmo quando delega no fotógrafo a representação nos eventos menos mediáticos.

Se o critério para a distribuição de méritos é discutível mas pode ser compreendido num contexto de pré-campanha eleitoral, deve ser sempre alvo de algum escrutínio. Sem investigar muito verifiquei, por isso, que o presidente de uma fundação fantasma com sede na Rua Brito Capelo, em Matosinhos, também recebeu a sua medalha. A respetiva fundação está sempre de porta fechada mas o homem que a gere faz-nos o favor de abrir as janelas em certos dias para nos deixar vislumbrar um pouco do interior, esforço que, temos de reconhecer, justifica plenamente o prémio de mérito que lhe foi atribuído - não é qualquer um que sabe abrir janelas.

Se tudo isto não fosse verdade, teria alguma graça. Como não é assim, nem sabemos o que dizer. A não ser que vamos continuar atentos ao que se passa na nossa freguesia. É um direito constitucional que nos assiste embora não garanta qualquer medalha de lata. O que é excelente e mérito nosso também.

domingo, 30 de abril de 2017

Na fogueira das vaidades vale tudo para fazer chama


Tivemos mais um jantar de gala na nossa cidade, se é que se pode chamar gala a um jantar de carne assada com batatas cruas. Nas marisqueiras não é esse o menu, já todos sabemos, mas o que importa mesmo nestes momentos é cerrar fileiras e sorrir para a fotografia. Mas o que eu gostava mesmo de saber é por que razão o empregado de mesa também teve direito a entrar na fotografia. O resto não é uma surpresa - apenas a confirmação de que a política é uma porca com muitas tetas.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Pizarro, o conquistador

Francisco Pizarro liquidou o império Inca, uma das mais belas criações da humanidade, em duas penadas, espalhando a gripe a golpes de espada. Um outro Pizarro (e não Piçarro como já o ouvi ser tratado) acaba de passar por Matosinhos para impor uma candidatura. Como não podia deixar de ser, não faltou à festa de apresentação, onde foi o campeão dos aplausos e dos gritos. O dono disto tudo já deixou de ser conhecido apenas por frequentar o camarote presidencial do Estádio do Dragão. Agora foi ele quem montou o palanque e subiu ao mesmo. Os matosinhenses adoram-no!

Onde estava a Polícia Municipal?


Esta 5.ª feira fui assistir à assembleia municipal - sim, é um facto, estava bastante deprimido - e, como sempre, estacionei o meu carro na envolvente do Parque Basílio Teles, onde há poucos dias fui convidado a contribuir com um donativo de 8 euros para a empresa que explora o estacionamento público em Matosinhos. Qual não foi o meu espanto quando verifiquei todo este aparato em zona onde habitualmente é difícil aparcar. Lembrei-me logo de um recente evento noturno na Rua Brito Capelo e que foi alvo de um assalto da Polícia Municipal, que correu a multas todos os carros que ali estavam estacionados. Tentei telefonar para a Polícia Municipal mas estava sem carga no telemóvel e o telefone público da nossa câmara estava neste estado...



quinta-feira, 27 de abril de 2017

Autárquicas 2017 em modo 3D


Durante algumas semanas permaneceu a dúvida sobre a posição a assumir por Eduardo Pinheiro em relação às autárquicas 2017. Muitos foram aqueles que lhe pediram para assumir uma candidatura como independente. Afinal, é presidente da câmara nessa condição. Mas está visto que Eduardo Pinheiro vai ser o n.º 2 da equipa de Luísa Salgueiro. Há um compromisso, assumido com Guilherme Pinto, para honrar. Falta agora saber se o atual líder autárquico vai conseguir manter a pressão alta na negociação de lugares nas diversas listas. Como não pode haver sorteio, chegou a hora do rateio. A bola anda de lá para cá mas a cada dia que passa os socialistas que perderam as últimas eleições começam a ganhar força nesta corrida a três pelo poder. Mas como Eduardo Pinheiro é um homem inteligente e que não dá um passo sem ter o pé de apoio bem firme, ei-lo já pronto para o que aí vem e cheio de confiança, como pode apreciar quem acompanha a sua página pessoal no Facebook, onde os mais distraídos podem pensar estar perante o candidato a presidente da câmara...

Matosinhenses estão a ser alvo de um 'assalto à mão armada'


Ficam emboscados à espera do ataque. São os fiscais das multas de estacionamento, que até já vi com blusões com símbolos da câmara municipal embora se saiba que é uma empresa que trata destes assuntos. Ficou mais fácil estacionar em certos locais de Matosinhos para quem lá vai eventualmente mas ficou muito mais difícil para quem lá reside ou trabalha ou ali vai com muita frequência. Não acho mal que se pague para estacionar no centro das cidades, o que não entendo é que tal proporcione uma verdadeira caça à multa - o que entendo pois é receita para as partes envolvidas! Não basta os impostos que já pagamos e somos agora vítima de uma cilada. É o que está a acontecer em Matosinhos, curiosamente nas barbas de um departamento dirigido por um vereador comunista ( :) ). Veja-se o que aconteceu a este cidadão matosinhense:

- Quero pedir desculpa à Câmara Municipal de Matosinhos por, ao final de um dia de trabalho, não ter conseguido dar a minha corrida semanal ao ritmo que me tinha inicialmente proposto. Nunca pensei que isso me fosse custar mais € 8,60 se não tinha-me esforçado mais um bocado.
Quero também desejar ao fiscal 4209 que ao longo da sua vida tenham para com ele a mesma tolerância que ele teve (deve ter ficado ao lado do carro à espera que passassem as 19h11 para me multar as 19h12). Fica-lhe muito bem assim como à classe profissional que ele representa.
A multa já está paga, não seja por isso que a Câmara não acabe as obras da Rua Serpa Pinto/Heróis de França ou as da EN107 que me obrigar a gastar bem mais do que isso em gasóleo Scuds à mais de um ano.


É isto que acontece quando se entrega o espaço público sem controlo e, sobretudo, sem uma recomendação firme de bom senso. Mas felizmente o vereador José Pedro Rodrigues está atento e acabo de saber que este caso foi apresentado e rapidamente resolvido, com a restituição do valor da multa. Este caso terá mesmo provocado uma alteração do regulamento, que passará a prever uma tolerância de 10 minutos para além do tempo pago de estacionamento. É, na minha opinião, ainda assim uma margem curta. É bom que se regule o estacionamento de forma a facilitar o acesso a zonas comerciais da cidade mas acima de tudo está o cidadão e o respeito pelos impostos que este já paga de forma pesada. Deve também uma câmara municipal fazer tudo para proporcionar parques de estacionamento gratuitos ou low coast, não deixando apenas para os privados o 'negócio'.

Entretanto, fiquei também a saber, pelo vereador do pelouro, que desde meados de março que não há conhecimento de qualquer situação do género e que os oito euros e tal vão baixar para seis euros e pouco, com a alteração no regulamento.

É bom sentir que temos resposta aos nossos alertas. É raro e por isso ainda melhor.

Boa Nova a ver-se ao espelho


O templete de Santo António da Boa Nova, implantado no local onde durante cerca de 80 anos funcionou um pequeno eremitério de franciscanos, é um dos 'spots' preferidos dos matosinhenses e em especial dos leceiros. Ali se fez recentemente uma importante intervenção arqueológica que identificou dois momentos relativos ao edifício do antigo lar dos franciscanos que depois se mudaram para a atual Quinta da Conceição, e a igreja foi também objeto de uma operação que foi para além do simples restauro. Esta nova ala, a norte, que se vê na foto de Humberto Gomes da Silva, realça a novidade, com uma superfície espelhada que, acredito, primeiro se estranhou mas que já se vai entranhando. Todas as intervenções em edifícios antigos são polémicas. Há sempre quem defenda a integralidade histórica e há quem abra espaço para alguma inovação (como aconteceu aqui). Mas o mais importante não é restaurar e o modo como se restaura. O mais importante é fazê-lo com o objetivo de proporcionar o usufruto. O que não acontece. O templete está muito mais bonito, a sua história foi acrescentada...mas continua geralmente fechado e quem ali vai - e por ali passam muitos peregrinos rumo a Santiago - chega e parte com a mesma informação. Ou seja, sem perceber o que encontrou nesta pequena mas bela finisterra leceira. Não basta investir na obra quando se fala de património. Esse é apenas o ponto de partida. Mas este é, infelizmente, um tique dos nossos políticos, que perdem todo o entusiasmo depois do corte da fita e da fotografia da ordem.

PS - Curiosamente, no dia em que os meus colegas arqueólogos divulgaram ali o resultado dos seus trabalhos a capela naturalmente esteve aberta mas só ali compareceram 10 ou 12 pessoas. Ninguém viu por lá o presidente da junta. Também é verdade que estava a chover muito e que a plateia era minimalista.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Em Matosinhos o 25 de abril foi a 24


Tivemos uma profusão de eventos relativos a mais um 25 de abril por todo o concelho (alguns presidentes de junta andaram num virote, mais os respetivos assessores de imagem). Mas foi na Câmara Municipal que o mais importante aconteceu. Eduardo Pinheiro hasteou a bandeira ao lado do ministro Santos Silva e ouviu este depois dizer, já na sala do planetário, que Matosinhos precisa de dar continuidade ao trabalho feito por Guilherme Pinto. Se estou bem lembrado é o que Luísa Salgueiro tem vindo a dizer desde que começou a sua pré-campanha. Não vou falar de mais uma homenagem a Guilherme Pinto por respeito a quem já não está cá, apenas vou acrescentar a minha perplexidade perante a indiferença vista entre aqueles que se sentaram na primeira fila e que foram eleitos na mesma lista em 2013. Mas isso já todos entendemos melhor. Aqueles que há 4 anos andavam com António Parada ao colo são os mesmos que agora procuram dar amparo à candidata do Partido Socialista do Porto. Não sei até quando a quem interessa o nome do malogrado Guilherme Pinto vai continuar a ser usado. Espero que haja bom senso e, sobretudo, respeito.

Cuidado com o excesso de Fotoshop


A candidatura de Luísa Salgueiro já está no terreno. Temos tido por aqui frequentes visitas do doutor Pizarro que o confirmam. Faltam só os cartazes. Por ora só o temos visto no Facebook. Como sou daltónico, peço-vos ajuda para me explicarem se as cores estão bem combinadas mas mesmo a preto e branco já tenho algo a dizer: Cuidado com o excesso de Fotoshop e tenham em conta que um bom bronzeado fica sempre bem sobretudo a quem é do Partido Socialista de António Costa. Luísa Salgueiro é uma cara bonita mas confesso que tive de tirar os óculos e aproximar-me do monitor para confirmar que é mesmo ela que está na fotografia e não uma Ana Catarina Mendes completamente filtrada por um programa de computador. Não estraguem o que está bem é uma regra que até na política vale...


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Antes da Páscoa ainda é o Natal

 

Parece que a concelhia do PS, com uma maioria de 60 por cento, decidiu indicar o seu líder, Ernesto Páscoa, como candidato a presidente da autarquia lá para Outubro de 2017. Não é propriamente uma surpresa. O próprio já tinha feito saber que gostava de ser candidato mas até nem foi disso que se falou quando, recentemente, numa iniciativa do Orfeão de Matosinhos, Páscoa se encontrou com Luísa Salgueiro na rua Brito Capelo. Pude testemunhar que não houve qualquer tentativa de atirar alguém para a linha do metro, conforme ajudar a explicar esta foto do Mário Rega Santos...
Ora, todos sabemos também que a direção do PS e a distrital querem que a candidata do PS seja Luísa Salgueiro. A própria já está no terreno a marcar a sua posição, como é legítimo.
Todos sabemos também que a implosão, embora controlada, do PS de Matosinhos começou com uma guerra entre Narciso Miranda e Manuel Seabra. O primeiro lançou vários petardos na direção do segundo mas todos (de Henrique Calisto a Guilherme Pinto) falharam. Seabra ganhou a concelhia e consolidou aí o seu poder. Teria sido o presidente da câmara se não tivesse acontecido o incidente da lota, ainda hoje por deslindar completamente. Foi aí que a liderança da câmara cai nos braços de Guilherme Pinto. Seguiram-se 4 anos de alguma tranquilidade mas a seguir António Parada, vindo a da presidência da junta principal do concelho, atacou. E perdeu estrondosamente como candidato indicado pela concelhia do PS de Matosinhos.
Com isto, podemos concluir que nem sempre é boa para o PS de Matosinhos a indicação de um candidato. O PS cá da terra fez tudo parar gerar a desconfiança da direção distrital e central. Por isso é que António Costa e Manuel Pizarro jogaram na antecipação e deram luz verde a Luísa Salgueiro, antiga vereadora e deputada no ativo, para avançar. Como julgo que irá acontecer porque antes da Páscoa de 2017 ainda teremos o Natal de 2016, para desgosto dos ressabiados e frustrados do costume que aderem ao núcleo do PS de Matosinhos movidos apenas por interesses pessoais.

Poucas horas depois da tal reunião do PS para indicar prematuramente um candidato, aconteceu isto num restaurante de Matosinhos. Acho que é desnecessário fazer mais comentários.



quarta-feira, 20 de julho de 2016

As eleições de Matosinhos em 2017




A mais de um ano das próximas eleições autárquicas, Matosinhos já mexe. Narciso Miranda foi o primeiro a anunciar a sua candidatura e começa com alguma vantagem. Mas Luísa Salgueiro já está no terreno e, apesar de alguma turbulência que se vai sentindo no PS, está também com tudo pronto para se lançar rumo à cadeira de sonho dos paços do concelho, por onde começou integrando uma equipa comandada pelo Dux de Bouças. Narciso, como se sabe, foi o "Senhor de Matosinhos" nas duas décadas e meia que se seguiram ao 25 de abril de 74. Conseguiu fazer de Matosinhos um bastião do PS. O mesmo bastião que atacou, para perder, quando se sentiu ostracizado por aqueles que criou. Conseguiu, há 7 anos, pouco mais de 32 por cento dos votos e o PS só conseguiu ter maioria graças a mais um movimento de contorcionismo do PSD de Matosinhos, quando os Guilhermes deram as mãos. Na sua primeira eleição, o atual presidente da câmara, que luta contra a terrível doença, ganhou com o apoio do PS e de Narciso. Na 2.ª, ganhou contra Narciso. Na 3.ª, ganhou contra o PS, António Parada e Narciso. Confesso que me surpreendeu. Nunca esperei tanto de Guilherme Pinto e tiro-lhe o meu chapéu. Agora, temos esta certeza: o PS de Matosinhos vai continuar partido mas Luísa Salgueiro parte com o apoio das "bases" que deram a GP a última vitória, mais a clientela do PS. É um desafio enorme para Narciso Miranda. Falta agora saber o que vai fazer António Parada mas não é difícil de adivinhar. O atual assessor da secretária de Estado das Pescas foi absorvido pela máquina do partido e deve-lhe obediência. Veremos também se Henrique Calisto tem gás para assumir uma candidatura independente, capaz de baralhar um bocado estas contas. Mas o mais provável é termos a câmara a ser disputada por Narciso e Luísa nas eleições de outubro de 2017. É ainda muito cedo mas já vejo por aí muita gente a não querer meter os ovos todos no mesmo cesto... :)




quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A estupidez não paga mesmo imposto

Em Perafita abriu recentemente um lar para idosos. Tudo bem. Não sei se é da paróquia, do Estado ou de privados. O que sei é que tem por vizinhos o cemitério e a casa mortuária. É quase a mesma coisa que partilhar as instalações de uma agência funerária com uma unidade de cuidados paliativos ou então permitir que a IURD construa um templo ao lado da Igreja do Bom Jesus de Matosinhos. Também não quero imaginar o que seria, por exemplo, concessionar o palacete do Visconde de Trevões a uma casa de alterne.
 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O restauro e os indignados do costume

 
Neste país a facilidade com que qualquer iletrado põe em causa e contesta qualquer decisão relativa ao património impõe uma pequena reflexão. Esta a propósito da Capela do Corpo Santo, em Leça da Palmeira, zona na qual cresceu o meu avô Queirós, que mais tarde se mudou para a Rua Brito e Cunha em Matosinhos, onde manteve uma oficina de alfaiate que era também uma espécie de sala de convívio da malta da rua. Vivemos num tempo sem filtros e onde qualquer um pode aparecer nas redes sociais a falar de assuntos de que só ouviu vagamente falar ou que mesmo nunca abordou. Neste caso concreto, a indignação devia-se à forma como estava a ser feito o restauro desta pequena capela que funciona muitas vezes como capela mortuária de Leça da Palmeira. Contestou-se o reboco. Poucos se informaram, poucos quiseram saber. O que está a ser feito é apenas devolver à capela a sua imagem original pois sempre foi rebocado e só nos últimos 40 anos apareceu com a pedra à vista. Simples. Este é mesmo o país que protesta quando não se faz e que protesta também quando se faz. Um país de doutores e engenheiros. Como diz o povo, da mula ruça.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Estado terminal


Bem, finalmente foi inaugurado o Terminal de Cruzeiros de Leixões.
Falta abrir o restaurante, faltam os acessos, faltam os anunciados 300 investigadores de ciências do mar e falta o passadiço de que fala Guilherme Pinto e que vai permitir que o povo consiga ficar realmente a ver navios.

O responsável pelo terminal fala, significativamente, na urgência de tomar medidas paliativas.

Ou seja, este mamarracho ainda agora nasceu e já está em estado terminal.

País de bacocos, este, que continua a espantar-se com o tiro de foguetes e no fim do mês paga obedientemente a fatura.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Narciso Miranda: "Tudo isto é uma vergonha para a nossa terra!"

"Não, Eugênio, desta vez não concordo de todo...
Eu não estava ali porque não tinha de estar ali naquela peça de teatro de péssima qualidade. Ponto final.
Não poderia estar ali por respeito a Matosinhos, respeito ao povo de Matosinhos e POR RESPEITO A MIM PRÓPRIO.

Tudo isto é uma vergonha para a nossa terra!!!!!"

As palavras são de Narciso Miranda, que não consta desta foto que junta Guilherme Pinto, ex-PS, Luísa Salgueiro, deputada do PS, António Costa, secretário-geral do PS, Ernesto Páscoa, presidente da concelhia do PS de Matosinhos, e António Parada, vereador do PS, Estiveram todos a almoçar na mesma traineira. Ao que parece, Narciso Miranda foi convidado mas fez-se constar que estava em Londres. Mas afinal não - estava ainda em Matosinhos. E, conforme esclareceu, só não correspondeu ao convite pelas razões que explicou atrás.

A luta eleitoral de outubro de 2017 promete. Guilherme Pinto está fora pois não pode concorrer, Luísa Salgueiros se o PS ganhar as legislativas será secretária de Estado ou até ministra da Saúde, Ernesto Páscoa só com a força toda do aparelho chegará lá e António Parada tem a sua força nas bases.

Falta saber se não teremos uma ou duas candidaturas independentes.

Uma protagonizada por Palmira Macedo.

Outra pelo homem que vindo de Barroselas colocou Matosinhos no mapa. Guilherme Pinto, responsável por dois KO técnicos, um a Narciso e outro a Parada, talvez ainda tenha uma palavra a dizer nesta guerra, assim a saúde o permita.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A ponte que nos une

A CMM colocou hoje no seu site uma informação - pode ser lida aqui - relativa ao ponto da situação em relação às pontes que unem as freguesias de Matosinhos e Leça da Palmeira, depois de hoje ter sido cortado o acesso à Ponte Grande junto à Quinta da Conceição. Evidentemente que é um transtorno monumental para quem necessita de sair de Leça em direcção a sul mas a verdade é que não há outra alternativa, pelo que está descrito no referido comunicado. Por pontos, para ser mais fácil para quem acha que descobriu as pólvora com as soluções mais descabidas, em jeito de complemento ao que foi divulgado pela CMM.

1 - Ter uma rótula suplente para uma eventual avaria na Ponte Móvel faz tanto sentido como andar com um radiador no carro, caso o que está em uso fure.

2 - As obras na Ponte Grande só podem ocorrer sem chuva e não podem ser interrompidas uma vez que têm de terminar antes do Inverno.

3 -Na entrada do nó da Quinta da Conceição para a Ponte Grande em direcção a sul é impossível manter o trânsito a circular, uma vez que, ao contrário do que sucede em Matosinhos em direcção a Leça, no caso norte-sul a entrada está já em cima da ponte, não havendo a distância que existe no sentido sul-norte.

4 - A opção circular por dentro do PdL está explicada no comunicado.

5 - Por muito que custe a alguns, Matosinhos tem de facto um vereador dos Transportes e Mobilidade e a sua intervenção, ainda que com menos de um mês, já se faz sentir. Desafio qualquer um a encontrar informação de carácter semelhante no site da CMM, tanto no tempo em que o actual presidente era o bom, como no meio ano em que passou a ser o mau.

6 - Vamos trabalhar todos em prol das freguesias de Matosinhos e Leça da Palmeira e do concelho. As eleições já foram, o povo falou. Fazei a digestão da coisa. Se for preciso, há fármacos para o efeito.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013