quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A Diva já está paga

Malta, na sequência do meu manifesto eleitoral, que me encheu a caixa mensagens de palavras de apoio, posso anunciar que cheguei a acordo com esta famosa artista italiana, que será a minha vereadora para a proteção civil. Para os menos atentos recordo o meu manifesto eleitoral para as autárquicas de 2017:
Em 2018 vou candidatar-me a presidente da câmara de Matosinhos e quem votar em mim fica a saber o seguinte:
- Pode estacionar nos lugares de deficientes.
- Sempre que chover uma equipa de 100 funcionários municipais sairá para a rua para colocar detergente nos carros.
- Ao sábado pode jantar com uma das minhas secretárias.
- Sempre que quiser pode requisitar o meu carro, sobretudo para escapadinha...s românticas (mas no fim limpam tudo).
- Ligação direta à Unicer com preço especial sobretudo para quem abdicar da água.
- Estadia para 2 pessoas no farol de Leça com jantar romântico na monobóia.
- Desconto de 50% nos churrascos do crematório.
- Uma visita ao U-Boat afundado no Cabo do Mundo.
- Um pequeno almoço no IKEA.
- Um andante.
- Dois livros do Tio Patinhas.
- Free pass no Macau, com direito a uma garrafa de espumante.
- Oportunidade para pelo menos uma vez na vida manobrar a ponte móvel.
- Um recuado em Guifões.
- Duas pombas do Parque Basílio Teles.
- Uma francesinha no Tone.
- Imunidade para urinar na rua, inclusive à porta do Paço da Boa Nova.
- Uma tíbia da Primavera.
- Uma coxinha da Ferreira.
- 5 litros de crude da Petrogal ou, em alternativa, 5 quilos de amoníaco.
- Um Magalhães devolvido pela Venezuela.
- Um pack da Ramirez ou da Pinhais.
- Entrada gratuita na piscina das marés no Inverno.
- Um para-vento (stock limitado - o que sobrar da campanha do Parada).
- 2 horas de bilhar no Leixões Bilharista.
- Entrada de borla no baile da pinhata do Orfeão de Matosinhos.
- Uma V5 para acelerar na Via Rápida e respetivos batedores.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Socialismo e ratos de esgoto

Felizmente nunca caí na tentação de me filiar no Partido Socialista (a verdade é que também nunca fui convidado) e, por isso, não pertenço ao grupelho a que Dias da Fonseca chamou um dia A Mercearia.
Os socialistas de Matosinhos são aquilo que todos sabemos: notáveis ratos de esgoto. Tanto erguem o punho como cavalgam outra onda qualquer.
Apagar o passado é fácil quando só pensamos no nosso futuro.
Os burros são todos aqueles que não pertencem a esta esterqueira e que no último domingo de setembro vão perder tempo a exercer o respetivo direito de voto. Mas pronto. Também há quem acredite nos 3 pastorinhos de Fátima.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Procura-se: morto ou vivo

Aviso de novo: é no Zé Pedro que vou votar nas próximas autárquicas. É um bocado chato pois é CDU, o braço cosmético do Partido Comunista Português, o que apenas se pode perceber por uma discreta foice e martelo.
Mas, Zé Pedro, não havia necessidade. Fiquei preocupado quando te vi nestes preparos.
Mas a reação não passará!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O dux está aí

 José Rodrigues, dux de Bouças e visconde de Barroselas, está aí. Imparável. Já sabíamos que o homem que civilizou Matosinhos e o Monte dos Pipos era bom bailarino mas agora ficamos a saber que é apoiado por António Parada e Paulo Carvalho. Ah, gostei bastante daquele bom bocadinho que tivemos no sábado passado num banco do jardim Basílio Teles. Deu para confirmar que O Presidente é eterno. Mas atenção: não estivemos os dois a dançar. Não pertencemos a esse clube cada vez com mais efetivos.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Vale tudo

 A campanha para as autárquicas ainda não começou oficialmente mas quem anda por Matosinhos percebe facilmente que as máquinas estão em movimento. Sobretudo na parte que toca ao PS e a António Parada e ao que sobra do PS e Guilherme Pinto. O presidente da junta de freguesia de Matosinhos sente-se bem no meio do povo, o futuro ex-presidente da câmara municipal de Matosinhos esforça-se. As criancinhas, essas, não têm culpa nenhuma desta sanha populista a que alguns pais assistem com um sorriso.
Ok, não faz mal. Elas não votam mas fica-se bem na fotografia. Tanto mais que até ver ainda ninguém pediu aos candidatos para mudar as fraldas aos miúdos ou até para lhes dar de mamar. Cuidem-se.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O PS profundo


O último comício do PS, no Parque Basílio Teles, mostrou-me o PS profundo. O PS das chamadas bases. Do povo que se identifica com o punho erguido, a sardinha assada, o fino e as músicas do José Malhoa. O povo que, no fundo, decide pois sente-se importante na hora de ser chamado a votar. A chamada classe média, essa, por norma passa ao lado deste tipo de manifestações. Faz mal. Estes são momentos de catarse, profundamente vernaculares e que aqui não consigo traduzir por palavras. Por isso recorro às imagens do meu "Sony", nem por isso uma máquina superior a muitas que vi nas mãos desse povo que escolhe os nossos governantes.

domingo, 8 de setembro de 2013

Seguro, Parada, um beijo e um treco


Meus amigos, tenho a confessar que vivi uma tarde de sábado fantástica: fui ao comício do Parada e aproveitei para comprar meia dúzia de coxinhas na Ferreira.
Mais, sentei-me num banco de jardim do Basílio Teles e ao meu lado sentou-se pouco depois o nosso querido Dux, que andava por ali "discretamente". Gostei de o rever. Está, tal como esperava, em grande forma.
Ainda deu para "morder" o ambiente. Não estava muita gente. Apenas os do costume: o pessoal do aparelho e o povo dos bairros. Matosinhos Sul e Lavra Litoral dispensam este tipo de manifestações artísticas.
Mas gostei. Sobretudo das bailarinas do José Malhoa. E do beijinho ternurento a um Seguro que, se repararem bem, não descolava. Isto pouco depois de ter dado um treco a Parada. Não é fácil ajudar o secretário-geral a subir em ombros!
Pensei que ia encontrar mais gente no comício mas a organização informou que estavam 3500 pessoas. Acho que contaram as pombas, 45 pardais, 4 caniches, os 70 jogadores de sueca habituais e também o franciscano de serviço. Mas tá-se bem.
Só vos digo mais uma coisa: não sabem o que estão a perder.
Não percam, por isso, o próximo comício.
É de borla e muito giro.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O debate

 O debate sobre as autárquicas 2013 em Matosinhos ainda está a decorrer mas acho que já há matéria suficiente para afirmar que o melhor era terem ficado todos em casa. Todos? Bem, o candidato do PTP , Orlando Cruz, não. Afinal foi ele quem proporcionou um inédito momento televisivo: um minuto de silêncio (o que é televisão é uma branca monumental), a propósito dos bombeiros. O senhor Orlando é motorista dos bombeiros, informa-se. De resto, o debate esteve quase todo o tempo centrado no desemprego. Ora, todos sabemos que esse é um problema que a câmara só pode ajudar a resolver se lhe permitirem alargar o quadro de funcionários (o que felizmente hoje não é possível). Mas adiante.
Por incrível que pareça, vimos Guilherme Pinto a tentar contrariar o candidato do PTP. A tentar, sublinhamos. O que diz muito.
O senhor Orlando brilhou realmente.
Quanto aos outros candidatos, Vinha da Costa enquanto esteve acordado esteve relativamente bem. Parada fez-se de morto na 1.ª parte mas quando foi para cima de Guilherme Pinto não se saiu mal. Apenas era escusado dizer que nunca entrou no Nery sob o argumento de que é uma casa de espetáculos para intelectuais. Por acaso só lá fui duas vezes e para ver ume espetáculo de humor do Rui Oliveira, um matosinhense, e uma comédia magistralmente protagonizada pelo João Lourival júnior.
O candidato do Bloco de Esquerda, Fernando Queirós, foi o mais sóbrio (e não há aqui qualquer segunda intenção) mas parecia estar zangado. Quanto ao candidato de Ramalde, perdão, Manuel Maio falou um dialeto chinês e o realizador esqueceu-se das legendas.
Falta falar do Zé Pedro, candidato da CDU. Está muito verdinho. Muito mesmo.
Ficamos ainda a saber que o Terminal de Cruzeiros pode salvar Matosinhos e que a câmara impediu os filhos das prisioneiras de Santa Cruz de nadarem na piscina de Perafita. Coisas muito importantes.
Curiosamente, ninguém falou de Narciso Miranda. Nem Guilherme (por ele criado), nem Parada (por ele hoje extraordinariamente apoiado).
Em suma, quem viu o debate até ao fim apenas ficou a saber que Matosinhos está entregue à bicharada. E nada podemos fazer.
 
E.Q.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Este cartaz é a morte do artista


Cartaz de Parada junto ao cemitério de Sendim.
Nunca um candidato foi tão verdadeiro.
Notável.
Parabéns aos responsáveis da campanha do antigo segurança de Seabra.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

A ilusão das sondagens em Matosinhos

Desde que o PS passou a concorrer aos órgãos locais de Matosinhos com duas candidaturas - algo que corre o risco de tornar-se numa tradição - que as sondagens realizadas têm uma possibilidade de erro maior que a habitual.

Há quatro anos, por exemplo, corria no concelho que a discussão entre os dois candidatos do PS pela vitória seria até ao último voto. Na semana anterior às eleições foi mesmo posto a correr o boato de que Narciso estaria em vantagem. Era mentira, claro.

Em 2009, esta sondagem realizada poucos dias antes da eleições apresentava os seguintes resultados:

Guilherme Pinto: 33,2 a 37,4%
Narciso Miranda: 28,1 a 32,3%

Os resultados finais, no entanto, foram esclarecedores:

Guilherme Pinto: 42,31%
Narciso Miranda: 30,7%

Ou seja, se no caso de Narciso os resultados ficaram dentro do intervalo previsto, os de Guilherme Pinto foram muito superiores, dando uma banhada ao Senhor de Matosinhos.

Serve este exemplo para explicar que, hoje, que estamos a um mês do fecho da campanha, e depois da sondagem revelada pelo Expresso na passada semana, em que vemos mais uma vez os dois candidatos do PS supostamente lado a lado, Matosinhos corre o risco de voltar a transformar umas eleições, que devem basear-se em projectos e programas, numa disputa emocional de um concelho tradicionalmente controlado pelo PS, em que se discutem nome e não o futuro do concelho e das freguesias.

Este panorama interessa aos poderes instalados cá no burgo: supostamente, será preciso votar massivamente numa das caras para impedir que a outra cara ganhe. E assim não se vota em alguém, vota-se contra alguém.

Importa, por isso, desmistificar que em Matosinhos há apenas dois candidatos - não há. Que o voto útil não é contra esta ou aquela cara - o voto útil é nos projectos e na capacidade de trabalho demonstrada, na avaliação de quem esteve ao lado das populações na luta contra as portagens nas SCUT, contra o fecho de serviços públicos. E relembrar que, por exemplo, no caso das SCUT, a luta passou ao lado dos PS de Matosinhos. A explicação não é difícil, a medida foi implementada pelo governo Sócrates.

Transformar estas eleições em mais uma disputa emocional contra esta ou aquela figura é o pior que poderá voltar a acontecer ao concelho. Cabe a nós impedir que isso aconteça.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O monstro

 Muitos são os que se regozijam com o Terminal de Cruzeiros mas a primeira impressão que tenho disto é que é algo de monstruoso e que borra completamente a paisagem. Mas se calhar é defeito meu, que sou chato.

E.Q.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Olha a onda

Que há uma ligação forte entre a Câmara Municipal de Matosinhos e a Tsunami já todos sabíamos. Não era, por isso, preciso exagerar.

Já agora, por falar em ondas, vejam lá se ligam a água na rotunda do Melia. Aquela coisa custou uma pipa de massa e está seca há longos meses.

sábado, 3 de agosto de 2013

Factótum

Nos momentos especiais, Narciso Miranda tem o condão de aparecer por perto dos eventos do próximo presidente da câmara municipal de Matosinhos. Há quem diga que Narciso não acrescenta votos à candidatura de Parada (os crentes e vencidos da vida), há quem garanta que vai passar por ele a vitória do candidato socialista (os fanáticos e os gamelistas militantes). Continuo a achar que nem uma coisa nem outra. A candidatura socialista é sempre vencedora em Matosinhos. Narciso Miranda é apenas um bónus pois a anterior máquina já deu tilt.
É a vida, meus senhores.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Matosinhos perdido



Um texto (mais um) interessante de ANTÓNIO GRAMAXO:
Matosinhos com pessoas, mas sem indústria, sem actividade e sem horizontes.

A mim, que vivi e senti bem por dentro o progresso desta terra, todas referências à industria conserveira e àquelas que lhe eram afins, tais como, as litografias em folha de Flandres, as latoarias, as serralharias, os armazéns de azeite, os madeireiros da zona de Aveiro(sobretudo estes) que forneciam as caixas para a exportação das conservas, as tipografias que faziam os envoltórios para embalar as latas sem impressão, as fundições que forneciam as soldas e estanhos para soldagem das latas e estanhagem das grelhas onde se colocavam as sardinhas em cru, enfim toda uma enormíssima actividade paralela à nossa industria e obviamente, a pesca, fizeram desta terra um polo dos mais importantes senão o mais economicamente viável do nosso País, me dizem tudo à minha experiência e sentido de vida. Igualmente nunca poderia ignorar as pessoas que trabalhavam heroicamente na indú...stria de conservas, milhares e milhares de pessoas, numa percentagem avassaladora de mulheres. Acho que sem elas, o seu saber e grande espírito de sacrifício jamais esta actividade seria possível. Não esquecer que a maior parte delas nem vivia em Matosinhos, mas sim nas freguesias rurais do concelho, donde se deslocavam manhã bem cedo e saíam do trabalho a altas horas da noite, sempre com um sorriso nos lábios e a cantar em grupos enormes e apressados de regresso a suas casas tentando esquecer as agruras e dureza do esforço do trabalho diário porque passavam. Também a verdade é que umas indústrias nunca subsistiriam sem a ajuda das outras e daí que todas elas fossem verdadeiramente complementares em todo o processo. Iniciei-me profissionalmente num período de crise das conservas e das pescas, depois surgiu a ressurreição e o apogeu da indústria até ao seu lento apagamento e daí, praticamente, até ao seu fim. As causas foram todas elas exógenas aos desejos dos verdadeiros interessados no progresso industrial de Matosinhos. Nada se fez para atenuar ou até combater esta situação verdadeiramente criminosa. Só que os culpados foram-se escondendo e passaram incólumes e sem julgamento! Mas eu sei quem eles são!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

A rede

"Ainda me recordo da decisão que tomei para encomendar esta fantástica obra d'arte. Fui, na altura, muito criticado. Não obstante a degradação que nos transmite descuido e desleixo, como aconteceu, durante dois anos com o salão de chá da Boa Nova, a obra continua imponente a marcar a diferença. A decisão foi correta e ficará como a marca qualitativamente superior a impor-se à banalidade e mediocridade. Sinto grande orgulho!!!", escreveu Narciso Miranda na sua página do Facebook.
Reconheço que fui um dos críticos. Continuo a saber quanto custou o monumento a que chamam "Anémona" mas reconheço que é já um dos elementos iconográficos de Matosinhos, ao lado da Ponte Móvel, da Piscina das Marés, do Farol de Leça da Palmeira, do Forte de Nossa Senhora das Neves, do Homem da Massa, das Torres da Facar, do Quecódromo, da Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, do Estádio do Mar e do bar Macau. Não sei também quanto custa a manutenção da coisa mas sei que Narciso Miranda quando abre a janela de casa se confronta sempre com ela, seja em dias serenos, seja em dias de tempestade. A Rede é, aliás, uma boa síntese do que foi a passagem do dux por Matosinhos, onde criou uma teia de contactos e ligações que ainda ninguém sabe como se esboroou. Quer-me parecer que Narciso acabou por se deitar na cama de rede que ele próprio criou mas isso só a distância da História nos irá permitir definir. Por ora, sou obrigado a concordar com o Presidente. A Anémona, ou no seu original "she moves", entranhou-se. Repito: não sei quanto custou nem sei quanto vai custar (talvez NM nos possa explicar aqui) mas sei que é neste momento o melhor bilhete postal de Matosinhos. Depois do Bar Macau, claro.

É tudo nosso!

Ora aqui está um bom exemplo de como eles acham que é tudo deles. Este episódio deve ser o expoente máximo do descaramento e da forma como os autarcas do PS, ex e futuros, eventualmente, olham para Matosinhos.

Esta estrutura do candidato foi colocada em frente a uma outra, da Câmara Municipal de Matosinhos, onde deveriam ser fornecidas aos cidadãos diversas informações relativas ao município. Ora, perante este cenário, podemos exigir algumas explicações à autarquia, já que ao candidato não vale a pena:

- A Câmara Municipal de Matosinhos não tem informações relevantes para prestar aos munícipes e a estrutura é por isso inútil?

- Se a estrutura fosse colocada por qualquer outra candidatura ainda estaria lá?

- Se é verdade que o painel da Câmara Municipal de Matosinhos não está em funcionamento, qual o motivo?

- Se a estrutura da Câmara Municipal de Matosinhos é inútil, por que continua plantada no jardim?

- Quanto custaram as estruturas da Câmara Municipal de Matosinhos que, pelos vistos, agora não funcionam?

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Ai se o ridículo matasse...

O problema de políticos desta estirpe é que confundem muitas vezes a vontade do povo com a própria e os interesses panfletários. Ninguém manda em Matosinhos. Eu pelo menos não quero ser mandado por ninguém, já me basta ser "mandado" trabalhar quase todos os dias e cumprir as minhas obrigações.
O resto é a treta do costume. Parada quer manter todas as dez juntas de portas abertas mesmo após a reforma administrativa que as reduz para quatro. Uma coisa apenas com alguma lógica em Celorico da Beira ou Unhais da Serra. Em Matosinhos, não. Se as quatro juntas e a câmara funcionarem bem, não precisamos de mais repartições e de mais funcionários. Isto sou eu a falar, o tal sujeito a quem comem mais de 200 euros por mês e metade dos subsídios de férias e Natal porque o Estado é uma besta anafada e há que pagar a manutenção da clientela e das repartições. Nestas alturas até me apetecia dizer uma asneira mas apenas vou dizer isto: doutor Parada, preocupe-se com outras coisas! Por exemplo, poupe-nos a vista e retire alguns dos outdoors. E não mande ninguém insultar vereadores quando estes se passeiam junto à Casa Amarela. Não é preciso. O PS já ganhou as próximas autárquicas. Com Parada ou com o Zé Bigodes ganharia sempre. Portanto, rasgue os cartazes e aplique o que sobra do budget da campanha em baralhos de cartas novos para os reformados do Basílio Teles. Vai ver que assim ainda ganha com maioria absoluta.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Bataria, fogo!

O Pavilhão da Bataria, em Leça da Palmeira, encheu-se de comensais. Foi provavelmente mais um execrável almoço de carne assada ou, não tão pior, arroz de pato. António Parada meteu dois mil "apoiantes" no pavilhão para receber o Tozé Seguro. Temia-se que também por ali aparecesse um tal de José Sócrates. Narciso Miranda, esse, ficou-se pelo Melia, a contar os carros e as pessoas que deles saíam. Sempre atento o nosso dux, que deve ter preferido ir ao Miguel. Estes mega almoços representam um momento pindérico e pimba da vida política nacional mas vão continuar a fazer-se, isto até ao dia em que o Ministério Público decida escrutinar a sério a forma como são organizados estes ajuntamentos. É o que temos e mais não podemos pedir a não ser uma sobremesa pelo menos ao nível de um flan Mandarim, esquecendo desde já a zurrapa que é costume servir, bem assim como os croquetes que sobraram da última festa partidária. É triste mas o que é preciso é haver apetite. Tal como a imagem o demonstra, parece que não faltou.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Há mesmo almoços grátis

Parece que no sábado vem cá a Leça da Palmeira o senhor do PS que anda a negociar coisas com o PSD e o PS. Há instantes, aqui pelo bairro, duas pessoas do PS cá do burgo foram, porta-a-porta, convidar as pessoas que têm habitação social para um almoço de borla. Mas só as que têm habitação social, porque quem comprou casa a custos controlados deverá, na óptica, destes senhores, estar menos vulnerável e receptiva a almoços grátis, não é?

A oferta de almoços não é nova. Quando Sócrates esteve também no pavilhão da Bataria, em 2011, o filme repetiu-se. Mas parece que, desta vez, a receptividade foi bem diferente...

Em Matosinhos como no país, mudam os rostos do PS, mas o PS não muda.

Maior aula do mundo de judo em Matosinhos

Sábado, a partir das 17 horas, na praia de Matosinhos.

sábado, 13 de julho de 2013

Quem pagou? Quem autorizou?

Quem pagou?
Quem autorizou?

É só isto.

Parada vermelhão

 Eis o novo cartaz do Tó. Ele quer ser um de nós, ele quer estar mais perto de nós. Ele está muito avermelhado e de punho cerrado. Pouco fotoshop, ao contrário ao concorrente, e um daqueles sorrisos que derretem cricas. A vida faz-se caminhando. Parado é que ele não fica.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

São os mesmos?

Sem mais comentários.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A caminho de Sendim

 MMais uma do pai Queirós:
Noutros tempos Matosinhos terminava no Hospital, pouco mais ou menos. A freguesia era toda virada para o mar. Quando morria alguém o acompanhar do funeral era uma imensa caminhada. A rua de Alfredo Cunha tinha mais terrenos do que casas o que torna o percurso mais doloroso. Lá no alto, quando se chegava junto do pequenino estabelecimento da D. Geninha (sogra do Artur Fonseca, grande glória do Leixões e do Boavista), os vivos respiravam de alívio, pois só faltava calcorrear aquela avenida, ladeada de árvores, até àporta do cemitério. O regresso era mais rápido pois descia-se pelo monte que vinha dar à Casa do Leão e, depois aos terrenos onde foi construído o Bairro dos Pescadores.
Uma outra demonstração do "fim do mundo" matosinhense, foi o chamado Bairro do Tarrafal, nome que lhe ficou por ser construído num local ermo, longe do centro da vila.
Recordo a aventura que era ir até Bouças, à chamada zona do Convento. local onde havia uma fonte com água fresca que me provocou o garrotilho que quase me mandou para o outro mundo não fosse a competência e a dedicação do velho e saudoso dr. Sousinha.
Era um Matosinhos marcado por muita ruralidade. Que o progresso engoliu, mas que a memória a conserva viva.