O problema de políticos desta estirpe é que confundem muitas vezes a vontade do povo com a própria e os interesses panfletários. Ninguém manda em Matosinhos. Eu pelo menos não quero ser mandado por ninguém, já me basta ser "mandado" trabalhar quase todos os dias e cumprir as minhas obrigações.
O resto é a treta do costume. Parada quer manter todas as dez juntas de portas abertas mesmo após a reforma administrativa que as reduz para quatro. Uma coisa apenas com alguma lógica em Celorico da Beira ou Unhais da Serra. Em Matosinhos, não. Se as quatro juntas e a câmara funcionarem bem, não precisamos de mais repartições e de mais funcionários. Isto sou eu a falar, o tal sujeito a quem comem mais de 200 euros por mês e metade dos subsídios de férias e Natal porque o Estado é uma besta anafada e há que pagar a manutenção da clientela e das repartições. Nestas alturas até me apetecia dizer uma asneira mas apenas vou dizer isto: doutor Parada, preocupe-se com outras coisas! Por exemplo, poupe-nos a vista e retire alguns dos outdoors. E não mande ninguém insultar vereadores quando estes se passeiam junto à Casa Amarela. Não é preciso. O PS já ganhou as próximas autárquicas. Com Parada ou com o Zé Bigodes ganharia sempre. Portanto, rasgue os cartazes e aplique o que sobra do budget da campanha em baralhos de cartas novos para os reformados do Basílio Teles. Vai ver que assim ainda ganha com maioria absoluta.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Bataria, fogo!
O Pavilhão da Bataria, em Leça da Palmeira, encheu-se de comensais. Foi provavelmente mais um execrável almoço de carne assada ou, não tão pior, arroz de pato. António Parada meteu dois mil "apoiantes" no pavilhão para receber o Tozé Seguro. Temia-se que também por ali aparecesse um tal de José Sócrates. Narciso Miranda, esse, ficou-se pelo Melia, a contar os carros e as pessoas que deles saíam. Sempre atento o nosso dux, que deve ter preferido ir ao Miguel. Estes mega almoços representam um momento pindérico e pimba da vida política nacional mas vão continuar a fazer-se, isto até ao dia em que o Ministério Público decida escrutinar a sério a forma como são organizados estes ajuntamentos. É o que temos e mais não podemos pedir a não ser uma sobremesa pelo menos ao nível de um flan Mandarim, esquecendo desde já a zurrapa que é costume servir, bem assim como os croquetes que sobraram da última festa partidária. É triste mas o que é preciso é haver apetite. Tal como a imagem o demonstra, parece que não faltou.
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quinta-feira, 18 de julho de 2013
Há mesmo almoços grátis
Parece que no sábado vem cá a Leça da Palmeira o senhor do PS que anda a negociar coisas com o PSD e o PS. Há instantes, aqui pelo bairro, duas pessoas do PS cá do burgo foram, porta-a-porta, convidar as pessoas que têm habitação social para um almoço de borla. Mas só as que têm habitação social, porque quem comprou casa a custos controlados deverá, na óptica, destes senhores, estar menos vulnerável e receptiva a almoços grátis, não é?
A oferta de almoços não é nova. Quando Sócrates esteve também no pavilhão da Bataria, em 2011, o filme repetiu-se. Mas parece que, desta vez, a receptividade foi bem diferente...
Em Matosinhos como no país, mudam os rostos do PS, mas o PS não muda.
A oferta de almoços não é nova. Quando Sócrates esteve também no pavilhão da Bataria, em 2011, o filme repetiu-se. Mas parece que, desta vez, a receptividade foi bem diferente...
Em Matosinhos como no país, mudam os rostos do PS, mas o PS não muda.
sábado, 13 de julho de 2013
Parada vermelhão
Eis o novo cartaz do Tó. Ele quer ser um de nós, ele quer estar mais perto de nós. Ele está muito avermelhado e de punho cerrado. Pouco fotoshop, ao contrário ao concorrente, e um daqueles sorrisos que derretem cricas. A vida faz-se caminhando. Parado é que ele não fica.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
A caminho de Sendim
MMais uma do pai Queirós:Uma outra demonstração do "fim do mundo" matosinhense, foi o chamado Bairro do Tarrafal, nome que lhe ficou por ser construído num local ermo, longe do centro da vila.
Recordo a aventura que era ir até Bouças, à chamada zona do Convento. local onde havia uma fonte com água fresca que me provocou o garrotilho que quase me mandou para o outro mundo não fosse a competência e a dedicação do velho e saudoso dr. Sousinha.
Era um Matosinhos marcado por muita ruralidade. Que o progresso engoliu, mas que a memória a conserva viva.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Arrumadores
Foi aberto um parque de estacionamento em Leça da Palmeira,
com direito a placa e tudo, com o
nome dos inaugurantes para a posteridade. Um parque semi-subterrâneo, por agora
gratuito, com 84 lugares de estacionamento que custaram 600.000 euros de fundos
comunitários, segundo informação da Câmara.
O estacionamento é de facto uma questão importante para quem
visita as nossas praias – talvez o fosse menos se tivéssemos uma rede adequada
de transportes públicos, mas isso é outra história. No entanto, argumentar que
é um passo importante para acolher quem nos visita, potenciando o turismo,
quando a 500 metros
está a Casa de Chá da Boa Nova ao abandono é, no mínimo, ridículo. Não há
turismo sem atracções turísticas, nem conseguiremos prender quem chega de fora
se só tivermos praia – com o
sol não podemos contar sempre.
Por outro lado, é fundamental pensar em quem nos visita mas,
se descurarmos quem cá vive, serve de muito pouco. Termos turistas maravilhados
com as nossas praias quando, desde Abril, está uma pessoa a viver numa tenda de
campismo por baixo da Ponte Móvel, para mim, não faz o mínimo sentido. A Junta
de Freguesia já foi contactada, mas não há resultados práticos. Hoje, quando
escrever o próximo ponto final, temos um estacionamento, temos praia, e o
cidadão continua lá.
Publicado, originalmente, na edição de Julho do Notícias de Matosinhos
Anima-te!
Não há nada calma, Eugénio. Foi um fim-de-semana bem animado, com uma grande apresentação dos candidatos da CDU às Freguesias de Matosinhos, o Vinha da Costa continua a fazer de conta que não é candidato de um dos partidos do governo e o CDS não apresentou o seu candidato à CMM, o homem de Ramalde, porque o Portas estava ocupado a irrevogabilizar-se.Parada espera por um buraquinho na agenda de Narciso a ver se o JN aparece com uma sondagem melhorzinha, Guilherme Pinto anda ocupado a cortar fitas.
Ainda falta muito para 29 de Setembro, vamos aguardar de olhos bem abertos.
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sábado, 6 de julho de 2013
Calma de morte
O termómetro está maluco e setembro promete estourar com ele de vez.
Os dois grandes candidatos à presidência da Câmara Municipal entraram numa fase de acalmia.
Tal como as obras de requalificação da casa de chá da Boa Nova, que parecem ter parado, depois do parecer do Tribunal de Contas.
Tal como o acordo com as gasolineiras, chumbado por grande parte do PS na última assembleia municipal.
Guilherme Pinto e António Parada ganham lanço para a campanha pura e dura.
Parece que um deles até já chamou a polícia.
Parece que vai ser marcado um debate. Na Lota.
Matosinhos estiola e fede.
Não merecíamos isto mas é o que temos.
domingo, 30 de junho de 2013
Piratas em Leça da Palmeira
A edição que está a decorrer dos Piratas em Leça da Palmeira - onde por acaso não há muitas notícias deles... - está a ser um enorme sucesso, com este calorzinho também a ajudar. Não sei quanto custa esta iniciativa mas garantem-me que não custa muito. Se assim for, prova-se mais uma vez que com pouco se pode fazer muito, com Fernando Rocha de novo a marcar pontos no seu pelourinho.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Entrar a pés juntos
segunda-feira, 24 de junho de 2013
É um facto: voltou
A imagem corre nas redes sociais, sobretudo nos chats, com muitos likes.
O dux está de volta. A verdade é que nunca deixou de ser O Presidente.
O dux está de volta. A verdade é que nunca deixou de ser O Presidente.
domingo, 23 de junho de 2013
ADN Narciso
O que está a dar é zurzir em Narciso Miranda e António Parada por se terem conluiado depois de um longo noivado. Todos sabemos que Parada esteve do lado da barricada de Seabra contra Narciso Miranda, Guilherme Pinto e Henrique Calisto. Seabra ganhou essa batalha mas não conseguiu "matar o pai" por causa de uma infeliz coincidência. A vida seguiu, Narciso cansou-se e saiu e até apoiou Guilherme Pinto na sua primeira eleição. O atual presidente da câmara nunca teria chegado onde chegou se Seabra não tivesse ousado atacar Narciso quando este era dono e senhor do reduto socialista de Matosinhos. Hoje, apesar da grave doença que o afeta, Manuel Seabra encontra-se bem cravado na equipa de António Parada, embora na condição de deputado da nação. Tudo isto apenas para vos dizer que o que está a dar é o que sempre esteve a dar. Ou seja, um mapa político de Matosinhos dominado, desde os finais dos anos 70 do século passado, pela personalidade forte, carismática e por vezes ignóbil de José Rodrigues Narciso Miranda. Sempre tive um carinho especial por ele, até quando me quis calar com processos. Reconheço: exagerei um bocadinho, sobretudo quando o tratei por parolo de Barroselas. É muito injusto para Barroselas pois Matosinhos está cheia de parolos e Barroselas não sei porque apenas passei por lá a caminho do "Camelo". O que sei é que Narciso é o pai de toda esta tribo que vive da política em Matosinhos. Foi o modelo, o mentor, o promotor e o autor de todas estas figuras que hoje lhe apontam os piores defeitos mas que se esquecem das virtudes que Narciso lhes ofereceu por vezes numa bandeja. Mas esta gente é assim. Quem se baixa para comer da gamela fica sempre com problemas de coluna. E bom S. João!sexta-feira, 21 de junho de 2013
Ricardo Santos: reforço PdL
Porto de Leixões vai passar a contar com um reforço de peso: Ricardo M. Santos. Um jovem leceiro com sangue na guelra, de escrita fina e grande sentido crítico. Ou não fosse membro de uma das famílias leceiras que mais admiro. Acho que vamos ficar todos a ganhar.
Força, Ricardo!
Força, Ricardo!
Juntos vencerão
Tal como se previa e temia, Narciso Miranda vai integrar a equipa de António Parada provavelmente como candidato a presidente da Assembleia Municipal. É uma dupla apenas improvável para quem não conhece o meândrico mundo da política matosinhenses, escatologicamente viciado por este tipo de movimento centrífugos que nem uma Bamby da última evolução consegue igualar. As contas não são simples de fazer e certamente que Narciso não transporta para o lado de Parada os 31% que teve nas últimas eleições mas é um aliado de peso. Não tarda nada e vamos ter em Matosinhos pelo menos uma avenida com o nome de Sousa Franca. Ou quiçá o nome do antigo candidato a PR na lota cá da terra.
Para Guilherme Pinto sobra o desafio de se bater contra o dinossauro da política matosinhense e ao mesmo tempo contra o antigo braço armado de Manuel Seabra. É assim a vida. Alegre e divertida.
Para Guilherme Pinto sobra o desafio de se bater contra o dinossauro da política matosinhense e ao mesmo tempo contra o antigo braço armado de Manuel Seabra. É assim a vida. Alegre e divertida.
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terça-feira, 18 de junho de 2013
Arre que já chateia!
A questão que se coloca é: quantas mais entrevistas vai o Rafael Barbosa, perdão, o JN fazer a Guilherme Pinto até ao dia das eleições autárquicas?
domingo, 16 de junho de 2013
E viva o Leixões
Duas boas notícias sobre as eleições do Leixões. Venceu a lista que em princípio permite manter o clube a respirar. A outra é que temos quase 700 sócios com as quotas em dia.
É só.
É só.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Uma obra notável
Quis o destino que o autor desta biografia, Magalhães Pinto, tivesse falecido poucos dias antes da apresentação desta notabilíssima obra. Uma das melhores lançadas pela Câmara Municipal de Matosinhos. Reli-a ontem. É um grande trabalho de pesquisa, de rigor nas fontes, e de erudição. Até tem um toque de romance. Os matosinhenses não podem deixar pelo menos de passar os olhos por esta biografia de um presidente da câmara que fazia questão sempre de dizer que era o povo quem lhe pagava o ordenado. Ok, era um homem do regime. Sim, mas um Homem que honrou o serviço público e Matosinhos. Já não se fazem homens assim. Os políticos que temos são todos de aviário.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Guilherme pagou a bandeirada
O movimento "Por Matosinhos" abriu a sua temporada no Cabo do Mundo. Mais um jantar. Este no Rochedo, Com os taxistas de Matosinhos. Suspeito que houve carne assada ou, quando muito, bacalhau com natas. Mas adiante. Apenas para deixar o meu protesto. Está na hora do ainda presidente da câmara municipal de Matosinhos reunir com os apanhadores de mexilhão, os colecionadores de selos e, quiçá, as moças do farol. Na parte que me toca, seria interessante um encontro com os Amigos do Faísca mas, claro, com um menu pelo menos com cinco pratos. É uma sugestão que deixo ao diligente líder do movimento "Por Matosinhos", sem dúvida pujante, pelo menos no que toca a jantaradas.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
O Sete
Há um ditado popular que diz: “nunca digas que estás bem”.
E foi isso que aconteceu ao amigo Joaquim, que estava sossegado no seu remanso dos 79.
Há mais de SETE dias o filho do Delfim alfaiate foi convidado para ir conviver com os seus conterrâneos que, as senhoras e os senhores que sabem escrever e que possuem imensos leitores
Mas o pior estava para acontecer e que era ele ter de dizer alguma coisa, mais ainda, com um aviso de tom severo e solene: não falar mais de sete minutos!
O aviso seria para acelerar o programa ou para se verem mais cedo do convidado?
Ele, no entanto, aceitou, sem prever no sarilho em que se estava a meter. Pensou, voltou a pensar, e lá se atirou para o teclado do computador, mas sempre com o credo na boca e com o SETE sempre apontado para as suas fragilidades literárias.
Contou os sete dias da semana e verificou que os sete minutos teriam de ser bem argamassados e espremidos e logo num dia anterior ao 7º. dia da semana, dia primeiro do sexto mês, que, como se sabe, é prenunciador da chegada do sétimo.
Mas, há que ter receio desta baralhada que o sete provoca!
Entretanto, ajudado pelo riscar da vida, começou a chegar à conclusão que não era assim tão difícil andar à volta do sete, pois desde os seus primeiros momentos de vida fora mantido sete meses no ventre de sua mãe.
Nasceu antes do tempo. Tal como o Churchil (convém dar esta nota para valorizar o autor).
Ao menos isso.
E tudo começaria aí.
Não aconteceu no dia 7, mas no 3x7 do mês de Abril.
Assim, o 7 o perseguiu nos primeiros tempos da vida.
Até nasceu no 147 da Brito e Cunha a menos de 700 metros do mar.
Uma maré cheia de setes.
Como tinha nascido sem estar pronto para tal, esteve quase SETE meses entre botijas de água quente e algodão em rama.
Lá estava o SETE a marcá-lo, e marcou-o até hoje.
A 7 de Outubro foi aprender as primeiras letras e a 17 do 7, quatro anos depois, prestou provas de que sabia ler e escrever.
A 7 de Junho disseram-lhe que não servia para a tropa. A ele e a sete amigos.
Aos 17 anos de vida começou a trabalhar até às 7 horas da tarde e depois a estudar à noite, tomando o 1 para apanhar o 17 no Castelo do Queijo para a Praça da Batalha..
Conheceu a menina dos seus olhos a 7 de Janeiro e durante 7 anos fizeram quase um oito, quanto ao que respeita às andanças e contradanças do amor. Ela nascera em 1937.
Beijos e abraços. Risos e amuos. Até ao sim.
Tem graça, o Amor precisa de duas doses reforçadas de letras para ultrapassar o SETE, mas é bom que assim seja, porque resulta, normalmente, num delicioso OITO.
Voltando atrás, casou a 27 de Maio. O padre Alcino, que o casou, não tinha 47 anos, quase 48.
O casalinho foi residir para o 237 duma bonita rua de Leça da Palmeira.
A noite de núpcias foi uma noite de SETE fôlegos, a pedir meças ao destemido 007.
E passados poucos anos lá em casa já havia sete pessoas.
O SETE continuaria a acompanhar a vida de todos.
Para variar, para dar um certo ar erudito ao autor, ele aponta o SETE da 7ª. Arte, antecedida pela Música, Pintura, Escultura, Arquitectura, Literatura e Coreografia., isto, ainda, a par das sete maravilhas com a Pirâmide de Gizé, Jardins Suspensos da Babilónia, Farol de Alexandre, Colosso de Rodes, Mausoléu de Halicaman, Estátua de Zeus em Olímpia e Templo de Artémis em Éfeso.
Bem, isto já é pretensão de querer ser um intelectual. O que na verdade não é chinelo para o pé do Joaquim..
O autor cai num PINTAR O SETE que não dá para tirar sequer a prova dos nove do que pretende dizer. Está metido numa camisa de sete varas, perdão, a camisa tem 12 varas.
É de ficar baralhado.
Mas que se fechem os olhos à vergonha e continuemos.
Os sábios, os que sabem e não os que impingem uma sabedoria de loja de chinês, mostram à evidência que a Filosofia também se intromete com o SETE, tantas são as suas virtudes:
A Esperança
A Fortaleza
A Prudência
O Amor
A Justiça
A Temperança e
A Fé
Bem, mas sem ocultar, os pecados mortais que, por coincidência, são também SETE e andam por aí bem espalhados nos tempos que passam.
A Vaidade
A Avareza
A Ira
A Preguiça
A Luxúria
A Inveja e
A Gula.
Mas as virtudes também são SETE. Pois são.
A Castidade
A Generosidade
A Temperança
A Diligência
A Paciência
A Caridade e
A Humildade.
E até temos as sete cores do arco-iris:
Vermelho
Laranja
Amarelo
Verde
Azul
Anil e
Violeta.
Francamente, o que havia de dar ao SETE!
Esta prosa está mesmo a tornar-se numa lenga-lenga.
E nem sequer ainda batemos as teclas das sete notas musicais, retinindo o dó no pensamento daqueles que estão a ser martirizados pela audácia deste autor se meter por sete caminhos.
Sem estilo e sem vergonha. Um autor de sete e meio.
Pois, mas deixem o Joaquim espalhar-se ainda mais um pouco nas teclas do computador.
Ele ainda pretende arranjar oportunidade para recordar o tempo de menino e a Branca de Neve e os seus sete anões: o Atchim, o Soneca, o Zangado, o Feliz, Dengoso, o Mestre e o Dunga, que pintavam o sete..
Raio de coisa! Ó Joaquim, já chega!
E agora: não aparece a porta de saída.
Ó sete, sai da frente. Vê se apanhas o ponto final.
Há o receio, evidente, que já foi pisado sete, o pico e o oito e tal.
Por isso, feche-se a conversa a sete chaves.
Mas, esperem, há uma surpresa que valerá vários setes. Os 27 escritores que aqui estiveram merecem isso.
Por isso, o Joaquim foi pedir a ajuda ao inesquecível Zeca Afonso, para nos falar das sete fadas que o fadaram. Sete fadas. E com 337 letrinhas.
Ora, escreve e canta ZECA:
Sete fadas me fadaram
Sete irmãos m’arrenegaram
Sete vacas me morreram
Outras sete me mataram
Sete setes desvendei
Sete laranjinhas de oiro
Sete piados de agoiro
Sete coisas que eu cá sei
Sete cabras mancas
Sete bruxas velhas
Sete salamandras
Sete cega-regas
Sete foles
Sete feridas
Sete espadas
Sete dores
Sete mortes
Sete vidas
Sete amores
Sete estrelas me ocultaram
Sete luas, sete sóis
Sete sonhos me negaram
Aqui d’el rei é demais!
E, pode-se, finalmente, respirar fundo. Chegamos ao fim.
Os SETE minutos já lá vão. As palavras jorraram pelas sete bicas do minguado saber do autorr.
Um verdadeiro diabo a sete este bocadinho de vida.
O tema escolhido pelo autor, era mesmo um bicho de sete cabeças. Foi uma rasteira que pregaram ao Joaquim.
Onde já onde vão os sete minutos a que se obrigou?
Com jeito chegávamos aos 77.
No entanto, mesmo com o confrangimento que se vê nas vossas caras, não custa confessar, que o autor aspira voltar aqui, para o ano, com 80 já feitos, isto é, depois de já ter despachado 10 setes.!
E talvez amparado a uma bengala parecida com um sete.
Não gostaram do que ouviram?
E tem razão para tal. Isso percebe-se nos vossos olhos de misericórdia.
Esperavam outra coisa. Mas, repetimos, a culpa foi do sete que obrigaram o autor a cumprir. O tempo do tema multiplicou-se.
Morreu a intenção. Matamos o SETE.
Sem sentido do ridículo pintamos o sete de diabruras no sentido das palavras; pusemos quem nos ouviu a procurar compreender tiradas incompreensíveis; causou-se indiferença e muitos olharam para o tecto; provocou-se escândalo ao trazer um texto destes para este Encontro; houve desordem nas palavras, nas linhas e entrelinhas.
Uma vergonha!
Mas, já agora, perdido por sete, perdido por setenta, o Joaquim quer redimir-se, pedir perdão a quem aguentou estes enormes sete minutos, trazendo para ponto final, os Sete Erros apontados pelo grande Mahatma Gandhi:
E eles são:
Riqueza sem trabalho;
Prazer sem consciência;
Conhecimento sem carácter;
Ciência sem humanidade;
Comércio sem moralidade;
Adoração sem sacrifício;
Política sem princípio.
Chegamos à última página.
O autor certamente que conseguiu ser perdoado.
Mas nunca mais aceita nem sete, nem setenta minutos.
JOAQUIM QUEIRÓS
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Obras no Visconde de Trevões, chumbadas! Obras de requalificação da Casa de Chá da Boa Nova, chumbadas! Nova Casa Mortuária de Lavra, chumbada! O Tribunald e Contas mais uma vez despejou chumbo grosso sobre projetos anunciados com fanfarra por Guilherme Pinto. O ainda presidente da câmara diz que o Tribunal de Contas não faz lei e que apenas emite pareceres. Para quem não percebeu, é este o espírito de muitos autarcas portugueses que endividaram as respetivas autarquias e não aprenderam com isso. Reparem, GP proclama que a CMM tem uma capacidade de endividamento de 60 milhões de euros e se o Governo não a tivesse limitado a 2,5 milhões acreditem que era isso que ia fazer. Não aprendemos com os erros e as palhaçadas continuam. Como esta aqui ao lado.