Narciso anunciou, através de um dos fundadores deste blogue, aliás o mesmo que lhe deu o título, contra a vontade deste que continua a carregar com isto às costas, que não será candidato nas próximas autárquicas. Vai, por isso, assistir de palanque à chacina anunciada. Isto é, se António Parada não pensar já que está no papo, aceitando fazer um refresh na comandita que o acompanha, sedenta do tal tachinho. Parada precisa de subir o nível se não quiser ter uma surpresa desagradável embora nestas eleições seja uma proeza o candidato do Partido Socialista não ganhar. Mas como já todos vimos um porco a andar de bicicleta e um candidato presidencial a voar na lota de Matosinhos...
O Júlio Pinto da Costa procura - e bem - sempre falar das coisas bonitas e saudosas de Matosinhos. Da nossa terra. E no FB escreveu uma recordação da famosa equipa de famosos frequentadores da "Farmácia", a Adega Campos que começou com um pequeno anexo para servir a merenda de bacalhau frito a alguns empresários conserveiros, incitados pelo Anibal Pinto de Almeida (Patelinha), também faz parte das minhas recordações. E vou contar uma.
Tive a infelicidade do brigadeiro Passos Esmeriz, na madrugada de 10 de Maio de 1974, me indicar, para fazer parte da Comissão Administrativa da Câmara de Matosinhos. Um dia, fomos visitados por três secretários de Estado, entre os quais o arq. Ribeiro Telles. O presidente da CA - o saudoso dr. Miguel Martins - pretendeu oferecer um almoço e pediu-me um conselho. E eu dei: Farmácia Campos. Ele torceu o nariz, mas como o eng. Orlando Gomes foi de igual proposta, lá fomos todos almoçar ao famoso local. O arq. Ribeiro Telles, que eu acompanhava, quando entrou ficou confuso. Mesa comum e uma barulheira infernal. Na madeira do tampo da mesa a panela da sopa e o Manel a informar que o prato do dia era o célebre "Bacalhau de Caralho ao Ombro". E disse-o em voz alta. O arquitecto saltou. Mas a comida chegou e o arquitecto limitou-se ao andamento do garfo e do copo, até que me perguntou: como se chama esta rua? E de imediato me informou que quando viesse com a família ao Norte um dos destinos seria a Farmácia, rematando: a comida aqui é uma maravilha e, já agora, o ambiente também.
Mas há mais histórias que eu contarei. Se não for tomado como um chato das saudades.
* Cá fica mais uma das histórias do meu "velhote" Joaquim Queirós, espero que gostem.
Tive a infelicidade do brigadeiro Passos Esmeriz, na madrugada de 10 de Maio de 1974, me indicar, para fazer parte da Comissão Administrativa da Câmara de Matosinhos. Um dia, fomos visitados por três secretários de Estado, entre os quais o arq. Ribeiro Telles. O presidente da CA - o saudoso dr. Miguel Martins - pretendeu oferecer um almoço e pediu-me um conselho. E eu dei: Farmácia Campos. Ele torceu o nariz, mas como o eng. Orlando Gomes foi de igual proposta, lá fomos todos almoçar ao famoso local. O arq. Ribeiro Telles, que eu acompanhava, quando entrou ficou confuso. Mesa comum e uma barulheira infernal. Na madeira do tampo da mesa a panela da sopa e o Manel a informar que o prato do dia era o célebre "Bacalhau de Caralho ao Ombro". E disse-o em voz alta. O arquitecto saltou. Mas a comida chegou e o arquitecto limitou-se ao andamento do garfo e do copo, até que me perguntou: como se chama esta rua? E de imediato me informou que quando viesse com a família ao Norte um dos destinos seria a Farmácia, rematando: a comida aqui é uma maravilha e, já agora, o ambiente também.
Mas há mais histórias que eu contarei. Se não for tomado como um chato das saudades.


















