José Modesto está hoje para a vida política em Matosinhos como os chorões para o farol da Boa Nova. Ou seja, não se destaca tanto na paisagem mas faz parte dela. Modesto à parte, reconheço alguma responsabilidade minha neste epifenómeno pois sugeri-lhe alguns passos que teria de dar para aparecer na tal paisagem. Por exemplo, comparecer às assembleias municiais. Hoje, não há assembleia municipal ou de freguesia que não conte com um discurso do José Modesto. Uma figura da política matosinhense que já deu entrevistas às televisões, foi manchete no "Jornal de Matosinhos", perdão, e que agora volta à carga no "Jornal Audiência". O Modesto é do PSD mas pouco. Acho que ficava bem melhor no PS pois está visto que em Matosinhos só tem futuro quem pertencer à mercearia, que o diga a amiga do Carlos Alberto. Modesto vai longe e, modéstia à parte, bem merece pois, à sua maneira, se calhar um bocado naif, exerce o que podemos chamar cidadania. É um cidadão interessado, empenhado e entusiasmado. Acredito que um dia vou votar nele e espero que seja eleito e tenha para mim um lugar qualquer na Boa Nova, quiçá a guardar os chorões.
PS - A "Onda" está aí. A Guilherme Pinto só falta mesmo a prancha para mergulhar no etc.
O Júlio Pinto da Costa procura - e bem - sempre falar das coisas bonitas e saudosas de Matosinhos. Da nossa terra. E no FB escreveu uma recordação da famosa equipa de famosos frequentadores da "Farmácia", a Adega Campos que começou com um pequeno anexo para servir a merenda de bacalhau frito a alguns empresários conserveiros, incitados pelo Anibal Pinto de Almeida (Patelinha), também faz parte das minhas recordações. E vou contar uma.
Tive a infelicidade do brigadeiro Passos Esmeriz, na madrugada de 10 de Maio de 1974, me indicar, para fazer parte da Comissão Administrativa da Câmara de Matosinhos. Um dia, fomos visitados por três secretários de Estado, entre os quais o arq. Ribeiro Telles. O presidente da CA - o saudoso dr. Miguel Martins - pretendeu oferecer um almoço e pediu-me um conselho. E eu dei: Farmácia Campos. Ele torceu o nariz, mas como o eng. Orlando Gomes foi de igual proposta, lá fomos todos almoçar ao famoso local. O arq. Ribeiro Telles, que eu acompanhava, quando entrou ficou confuso. Mesa comum e uma barulheira infernal. Na madeira do tampo da mesa a panela da sopa e o Manel a informar que o prato do dia era o célebre "Bacalhau de Caralho ao Ombro". E disse-o em voz alta. O arquitecto saltou. Mas a comida chegou e o arquitecto limitou-se ao andamento do garfo e do copo, até que me perguntou: como se chama esta rua? E de imediato me informou que quando viesse com a família ao Norte um dos destinos seria a Farmácia, rematando: a comida aqui é uma maravilha e, já agora, o ambiente também.
Mas há mais histórias que eu contarei. Se não for tomado como um chato das saudades.
* Cá fica mais uma das histórias do meu "velhote" Joaquim Queirós, espero que gostem.
Tive a infelicidade do brigadeiro Passos Esmeriz, na madrugada de 10 de Maio de 1974, me indicar, para fazer parte da Comissão Administrativa da Câmara de Matosinhos. Um dia, fomos visitados por três secretários de Estado, entre os quais o arq. Ribeiro Telles. O presidente da CA - o saudoso dr. Miguel Martins - pretendeu oferecer um almoço e pediu-me um conselho. E eu dei: Farmácia Campos. Ele torceu o nariz, mas como o eng. Orlando Gomes foi de igual proposta, lá fomos todos almoçar ao famoso local. O arq. Ribeiro Telles, que eu acompanhava, quando entrou ficou confuso. Mesa comum e uma barulheira infernal. Na madeira do tampo da mesa a panela da sopa e o Manel a informar que o prato do dia era o célebre "Bacalhau de Caralho ao Ombro". E disse-o em voz alta. O arquitecto saltou. Mas a comida chegou e o arquitecto limitou-se ao andamento do garfo e do copo, até que me perguntou: como se chama esta rua? E de imediato me informou que quando viesse com a família ao Norte um dos destinos seria a Farmácia, rematando: a comida aqui é uma maravilha e, já agora, o ambiente também.
Mas há mais histórias que eu contarei. Se não for tomado como um chato das saudades.
















Está aí o Movimento Renovador de Matosinhos. Ainda não sei muito bem o que isso é mas as fichas para as assinaturas já estão prontas. O movimento diz afirmar-se pela positiva através de um projeto alternativo independente. Isto cheira-me a Guilherme Pinto mas posso estar enganado. Aguardemos.