quinta-feira, 30 de agosto de 2012
domingo, 26 de agosto de 2012
O cão e a vereadora
Um cão matou uma mulher numa casa de Matosinhos.
Tentei perceber o que aconteceu nas televisões mas só vi a vereadora Joana Felício a falar de raças caninas energéticas que não suportam espaços fechados.
É verdade que pode estar em causa a protecção civil - o pelouro da vereadora em questão - mas também é verdade que o mastim há dois anos que vivia naquela casa da Rua de S. Sebastião. Felizmente, segundo um morador, só foi visto duas vezes na rua entretanto.
Quanto à senhora vereadora, parabéns: aproveitou muito bem o tempo de antena embora o tema fosse pouco exaltante.
Homem que mordeu o cão é sempre uma história mais interessante e num passado muito recente aconteceu na política matosinhense e não consta que tenha sido chamada a protecção cívil.
Tentei perceber o que aconteceu nas televisões mas só vi a vereadora Joana Felício a falar de raças caninas energéticas que não suportam espaços fechados.
É verdade que pode estar em causa a protecção civil - o pelouro da vereadora em questão - mas também é verdade que o mastim há dois anos que vivia naquela casa da Rua de S. Sebastião. Felizmente, segundo um morador, só foi visto duas vezes na rua entretanto.
Quanto à senhora vereadora, parabéns: aproveitou muito bem o tempo de antena embora o tema fosse pouco exaltante.
Homem que mordeu o cão é sempre uma história mais interessante e num passado muito recente aconteceu na política matosinhense e não consta que tenha sido chamada a protecção cívil.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
O fantasma de Narciso
O senhor presidente da câmara fez questão de informar, na última assembleia municipal, que a autarquia vai vender em hasta pública um BMW 7281 com 14 anos e 301.890 km e um BMW 3161 com 15 anos e 223.666 km que estiveram ao serviço de Narciso Miranda. Confirma-se: o fantasma ainda anda por ali, na Casa Amarela.
Cuida-te, mordomo Batista,
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Matosinhos antes de Narciso
PdL tem a honra de apresentar uma imagem inédita do concelho de Matosinhos antes da chegada de Narciso Miranda a esta terra.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Caldo entornado
Isto não se faz!
Os homens assim nem podem aproveitar os dias de praia...
Já adivinhava isto mas confesso que nunca esperei que o sprint fosse lançado tão cedo. Cuidado.
domingo, 29 de julho de 2012
Triste fado
Sempre que avança uma nova geração temos a esperança de que algo vai mudar.
Mas não muda.
O fado do aproveitamento político e do populismo continua a ser cantado.
Por estes dias, em Leça da Palmeira, nas festas de Santa Ana
Mas não muda.
O fado do aproveitamento político e do populismo continua a ser cantado.
Por estes dias, em Leça da Palmeira, nas festas de Santa Ana
quinta-feira, 26 de julho de 2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Vergonha

Esta foto de José Rua do único monumento nacional da freguesia do Paço da Boa Nova diz tudo quanto à incúria de quem de direito. Nem é preciso dizer mais nada.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Jô Soares entrevista João Pereira Coutinho
Um dos muitos matosinhenses que não dependem da gamela e que se impõem pelo seu valor.
Mais nada.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Folclore
Diz o nosso presidente da câmara que nós, os cidadãos de Matosinhos, ou melhor, aqueles que pagam impostos e não vivem de subsídios do Estado, contribuímos com 1/4 do orçamento da autarquia via IMI. Confirmo: este ano contribuiu com pelo menos 600 euros...
O que nos oferece GP? A possibilidade de escolher as obras públicas.
Eis as minhas sugestões:
- O corte mensal da relva do meu jardim pelos respectivos serviços.
- Uma plataforma e duas pranchas na praia do aterro.
- O nivelamento das tampas de esgoto da minha rua.
O poder pelos vistos caiu na rua em Matosinhos. A mesma autarquia que há três anos se esfalfa para arranjar 3 quilómetros de marginal pede-nos agora uma contribuição.
Temo o pior quando chegar a vez do José Modesto.
Isto não é populismo, meus amigos. Isto é fazer de todos nós estúpidos. Não é difícil perceber que isto não passa de folclore. É mais que sabido que o povo não participa no processo democrático e que este é e continuará a ser uma coutada de quem vive da política.
Poupem-nos, por isso, a estes filmes típicos da silly season ou de presidentes de junta que reúnem em confeitarias. Cuidado com as imitações - por norma não resultam...
quarta-feira, 27 de junho de 2012
A Nova Era e a extinção das freguesias
Vai por aí um grande banzé a propósito de dois assuntos:
- O facto de a Nova Era ter anunciado a sua festa de verão para Matosinhos quando esta decorre na praia do aterro, na freguesia do Paço da Boa Nova.
- A posição assumida por 8 das 10 juntas de freguesia de Bouças contra a extinção de algumas freguesias no âmbito da reforma administrativa que está em curso (mas devagarinho).
São assuntos muito próximos. O primeiro revela um último estertor vernacular, o segundo resulta apenas do apego a determinadas posições políticas ao estilo de rampa de lançamento.
Não é difícil perceber que a história de uma terra não depende do seu estatuto administrativo ou das suas fronteiras imaginárias. Faz-se caminhando e, sobretudo, preservando o património e conhecendo a História. Leça da Palmeira é, nesse aspecto, uma terra privilegiada e não estou a falar apenas do Jorge Bento.
A última grande reforma administrativa ocorreu em meados do século XIX. Ou seja, há um século e meio. Estava na hora de fazer outra, agora também em nome de uma poupança que urge. Mas eis que ressurge o espírito paroquiano no seu pior, quiçá estimulado por forças políticas viciadas nas ações de rua e no pic-nic anual da Quinta da Atalaia, embora com um pseudo-comando do xuxas locais. Dispostos também a debater a localização do Quecódromo, reclamando-o como ex-libris da freguesia do Paço da Boa Nova. O que me faz lembrar a questão da marginal de Leça que sem palmeiras seria sempre do Siza Vieira e que hoje é de todos serenamente, sem termos que andar a esbarrar nas ditas cujas.
Somos do lugar onde nascemos, onde crescemos, onde vivemos e onde desfrutamos de grandes momentos. Não somos nunca de um ponto específico e não somos donos de parcelas do território. Eu, por exemplo, olho para a minha rua não como minha mas como de todos os que lá vivem e lá passam. Não nasci lá e não me importa se vou lá morrer. É uma rua como outras, num local específico do nosso território, envolvida pela história e vivenciada por muita gente. Se ele está em Perafita, como é o caso, na freguesia do Paço da Boa Nova, em Bouças ou no Monte dos Pipos é algo que pouco me importa embora prefira viver a 200 metros do mar em vez de viver num bairro semi-clandestino junto das bouças.
Se Matosinhos perder freguesias, nada ficará a perder.
Há muitos anos que as juntas de freguesia se dedicam apenas a proporcionar bailes e passeios para velhinhos, sempre na perspectiva de angariar votos. A causa é decente mas não prioritária até porque os velhinhos devem ser poupados a esses espectáculos públicos.
Portanto, tudo isto não passa de folclore. A caravana vai passar, a festa de verão vai bombar, a freguesia do Paço da Boa Nova vai desaparecer e tudo continuará como dantes. E em setembro não faltarão couratos e pins do Che Guevara. Quanto aos presidentes de junta que perderão o poleiro, certamente se encontrará um pelouro para os mesmos.
- O facto de a Nova Era ter anunciado a sua festa de verão para Matosinhos quando esta decorre na praia do aterro, na freguesia do Paço da Boa Nova.
- A posição assumida por 8 das 10 juntas de freguesia de Bouças contra a extinção de algumas freguesias no âmbito da reforma administrativa que está em curso (mas devagarinho).
São assuntos muito próximos. O primeiro revela um último estertor vernacular, o segundo resulta apenas do apego a determinadas posições políticas ao estilo de rampa de lançamento.
Não é difícil perceber que a história de uma terra não depende do seu estatuto administrativo ou das suas fronteiras imaginárias. Faz-se caminhando e, sobretudo, preservando o património e conhecendo a História. Leça da Palmeira é, nesse aspecto, uma terra privilegiada e não estou a falar apenas do Jorge Bento.
A última grande reforma administrativa ocorreu em meados do século XIX. Ou seja, há um século e meio. Estava na hora de fazer outra, agora também em nome de uma poupança que urge. Mas eis que ressurge o espírito paroquiano no seu pior, quiçá estimulado por forças políticas viciadas nas ações de rua e no pic-nic anual da Quinta da Atalaia, embora com um pseudo-comando do xuxas locais. Dispostos também a debater a localização do Quecódromo, reclamando-o como ex-libris da freguesia do Paço da Boa Nova. O que me faz lembrar a questão da marginal de Leça que sem palmeiras seria sempre do Siza Vieira e que hoje é de todos serenamente, sem termos que andar a esbarrar nas ditas cujas.
Somos do lugar onde nascemos, onde crescemos, onde vivemos e onde desfrutamos de grandes momentos. Não somos nunca de um ponto específico e não somos donos de parcelas do território. Eu, por exemplo, olho para a minha rua não como minha mas como de todos os que lá vivem e lá passam. Não nasci lá e não me importa se vou lá morrer. É uma rua como outras, num local específico do nosso território, envolvida pela história e vivenciada por muita gente. Se ele está em Perafita, como é o caso, na freguesia do Paço da Boa Nova, em Bouças ou no Monte dos Pipos é algo que pouco me importa embora prefira viver a 200 metros do mar em vez de viver num bairro semi-clandestino junto das bouças.
Se Matosinhos perder freguesias, nada ficará a perder.
Há muitos anos que as juntas de freguesia se dedicam apenas a proporcionar bailes e passeios para velhinhos, sempre na perspectiva de angariar votos. A causa é decente mas não prioritária até porque os velhinhos devem ser poupados a esses espectáculos públicos.
Portanto, tudo isto não passa de folclore. A caravana vai passar, a festa de verão vai bombar, a freguesia do Paço da Boa Nova vai desaparecer e tudo continuará como dantes. E em setembro não faltarão couratos e pins do Che Guevara. Quanto aos presidentes de junta que perderão o poleiro, certamente se encontrará um pelouro para os mesmos.
Etiquetas:
Bouças,
extinção das freguesias,
Leça da Palmeira
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Balões para a Petrogal...
À falta de um plano de segurança para quem mora junto à cerca da Petrogal, todos os anos faço a minha gracinha, mandando balões de ar quente em fogo para o epicentro da refinaria, com a ajuda dos ventos dominantes.
domingo, 24 de junho de 2012
A marginal do Cabo do Mundo
Com custos anunciados na ordem dos 6 milhões de euros, a remodelação da marginal entre a Boa Nova e o Marreco teve o seu fim...anunciado para dezembro de 2010. Palavra de Guilherme Pinto. Estamos no verão de 2012 e a obra ainda não está concluída. Falta-lhe o quase. Enquanto o quase não desaparece, os automobilistas vão estragando as máquinas em tampões que se salientam da estrada e em desníveis incríveis entre troços de vias. Não sei o que aconteceu para que tanto atraso e desleixo tivessem perturbado seriamente precisamente uma das zonas do concelho que mais contribuiu com impostos. Se estivessemos perante um bairro social a concluir em vésperas de eleições, não duvido que não teríamos atrasos.
O que aconteceu é algo que deve envergonhar quem é mandadato pelo povo para pensar e executar.
Esta é a prova de que não basta ter boas ideias - é preciso calcular acima de tudo o interesse público e nesse aspecto assistimos a um falhanço estrondoso.
Recordo o dia, já distante, em que apanhei o nosso presidente da câmara no meio das canivais do antigo Quecódromo instalado num palanque a anunciar esta empreitada. Parei o carro e fui assistir para ver e crer. Acreditei demasiado. Mais uma vez,
O que aconteceu é algo que deve envergonhar quem é mandadato pelo povo para pensar e executar.
Esta é a prova de que não basta ter boas ideias - é preciso calcular acima de tudo o interesse público e nesse aspecto assistimos a um falhanço estrondoso.
Recordo o dia, já distante, em que apanhei o nosso presidente da câmara no meio das canivais do antigo Quecódromo instalado num palanque a anunciar esta empreitada. Parei o carro e fui assistir para ver e crer. Acreditei demasiado. Mais uma vez,
quinta-feira, 21 de junho de 2012
A piscininha
Nos meus tempos de menino, a Praia de Leça tinha este aspecto e a sua grande atração era a Piscininha. Sem precisar de recorrer a crédito, alguém ali construíu dois ou três muros e proporcionou uma poça grande onde a miudagem desfrutava e fazia chichi, colocando a temperatura da água do mar de Leça ao nível da temperatura do Mar das Caraíbas.
Aqui também podemos ver o Palacete que foi implodido no início dos anos 70.
A foto é antigo (anos 40 ou 50) mas vem provar uma coisa: para se animar uma praia não é preciso muito dinheiro - uma boa ideia às vezes pode fazer toda a diferença e durante muitos anos...
Aqui também podemos ver o Palacete que foi implodido no início dos anos 70.
A foto é antigo (anos 40 ou 50) mas vem provar uma coisa: para se animar uma praia não é preciso muito dinheiro - uma boa ideia às vezes pode fazer toda a diferença e durante muitos anos...
quarta-feira, 20 de junho de 2012
O ImParada
Ganhou a concelhia sem espinhas e foi importante na vitória de José Luís Carneiro na distrital.
Ninguém pára o Parada.
O antigo segurança de Manuel Seabra está a revelar-se um fenómeno.
É a prova de que a lota continua.
Agora, prepara-se para se apresentar como candidato do PS à Câmara Municipal de Matosinhos.
Tem o pão e o queijo na mão.
Vamos ver se a mercearia lhe dá o resto ou se escorrega na marmelada.
domingo, 16 de outubro de 2011
Narciso vai voltar
sábado, 15 de outubro de 2011
Leça é grande, não precisa de junta
Quando Siza Vieira quis fazer a marginal de Leça à sua maneira, alguns leceiros, sobretudo os imigrados em condomínios de luxo, indignaram-se sob o lema "Leça é da palmeira e não do Siza Vieira". Ao que consta, defendiam a plantação de palmeiras na marginal, quiçá para compensar a liamba que desapareceu com os antigos canaviais (ou será canabiais?).Tal como PdL antecipou, Leça da Palmeira vai perder a sua junta de freguesia.
Nada se perde.
Uma junta de freguesia é uma perfeita inutilidade. Que me lembre, apenas precisei dela para me lembrarem o número do cartão de eleitor.
Leça da Palmeira tem uma história grande e os leceiros não a esquecem. É o mais importante. Manter esta identidade não depende, obviamente, de qualquer junta de freguesia apenas preocupada na manutenção de um pequeno poder. Compete a cada um de nós, leceiros, manter Leça da Palmeira tal e qual ela é, ou seja, um lugar com história, com identidade, com referências e com futuro.
A junta não era nem nunca foi um facto de fomento, foi sempre um obstáculo à iniciativa pessoal dos leceiros.
Vamos deixar de ter esse obstáculo.
Bendita reforma administrativa!
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Mar Nosso
Matosinhos tem uma iconografia muito associada ao Mar.Aliás, durante muitos anos os seus naturais sentiam-se orgulhosos quando eram tratados por peixeiros. Hoje, nem por isso...
A comunidade foi-se desligando o mar e o mar deixou de ser a base da economia local. A atividade mercantil do porto comercial e a refinaria depressa superaram o viver tradicional. A decadência da indústria conserveira ajudou à festa...
Mas nem por isso Matosinhos perdeu a sua ligação ao mar, bem traduzida no nome do ainda estádio do Leixões, construído muito graças ao empenho dos nossos pescadores.
Temos ainda o Mar Shopping, animando o pólo comercial de Leça da Palmeira, uma rotunda-onda ainda na mesma localidade e uma Anémona que simboliza os perigos do mar implantada quase no jardim de Narciso Miranda.
O mar não "deslarga" Matosinhos. Ainda bem. Há sempre a esperança de que uma tempestade perfeita vinda do mar varra a porcaria que empesta a nossa terra.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Pimbalhada fora do ar
Lá se foi a Rádio Clube de Matosinhos.
Na minha modesta opinião, nada se perdeu.
Mas há quem entenda o contrário e já esteja com saudades da pimbalhada que o dinheiro dos nossos impostos também patrocinou durante alguns anos.
SIC em Matosinhos
As freguesias de Matosinhos
O tema parece escaldar mas ninguém fala num novo mapa das freguesias matosinhenses.
A procura excede sempre a oferta deste tipo de lugares e compreendo o embaraço.
Mas a verdade é que Matosinhos podia e devia tomar a iniciativa de partir para uma reorganização paroquial.
Lavra e Perafita, por exemplo, são duas freguesias que nada perdiam em unirem-se.
Bem assim como Santa Cruz e Guifões.
Ou Leça do Balio e Custódias.
E até Matosinhos e Leça da Palmeira, até porque ambas integram a mesma cidade.
Mas ninguém vai querer sequer aflorar este assunto. O jogo das cadeiras ia ficar muito mais difícil e os poderes dos presidentes da junta reforçados. Nem uma coisa nem outra interessam a quem faz da política local a sua carreira.
A procura excede sempre a oferta deste tipo de lugares e compreendo o embaraço.
Mas a verdade é que Matosinhos podia e devia tomar a iniciativa de partir para uma reorganização paroquial.
Lavra e Perafita, por exemplo, são duas freguesias que nada perdiam em unirem-se.
Bem assim como Santa Cruz e Guifões.
Ou Leça do Balio e Custódias.
E até Matosinhos e Leça da Palmeira, até porque ambas integram a mesma cidade.
Mas ninguém vai querer sequer aflorar este assunto. O jogo das cadeiras ia ficar muito mais difícil e os poderes dos presidentes da junta reforçados. Nem uma coisa nem outra interessam a quem faz da política local a sua carreira.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
A Boa Nova não é do Siza, é de todos nós

Muitos antes de Siza Vieira se ter apropriado da Boa Nova já este sítio era de todos nós. Como continua felizmente a ser, apesar de quem decide pouco se importar com o que os leceiros em particular e os matosinhenses em geral pensam sobre o assunto.
A Boa Nova já foi um sítio muito mais bonito - como dá para ver - mas a vida é um processo de mudança e só um parvalhão pretenderá que tudo continue tal e qual. A Boa Nova mudou. Já não tem lá o velho farol - resta a base de sustentação - mas a capelinha e os penhascos ali permanecem, lembrando-nos os anacoretas que ali viveram há meio milénio. A Boa Nova também tem a Casa de Chá e ainda bem, sendo apenas pena que a mesma não tenha sido objecto já de um restauro (presumo que o último foi realizado ainda no tempo do dux).
A Boa Nova melhorou também, e muito, com a ligação pela borda praia entre este sítio e o Cabo do Mundo. Só se estranha que tenha demorado tanto tempo até os nossos políticos descobrirem que todo o dinheiro gasto ali não seria debalde, sendo apenas serviço público.
Mas a Boa Nova não tem tudo o que queremos. Não basta fazer passeios e estrada, passadiços e restaurantes. A Boa Nova merecia que a sua memória, e as dos faróis, também pudesse ser conhecido por quem lá vai. Não seria preciso muito. Um simples painel bastaria.
Entretanto, caso estejam interessados aqui vos deixo um link para um trabalho meu sobre este lugar especial e aberto, que muitos de nós gostam de frequentar não apenas para dar quecas mas também para meditar (a ordem é arbitrária).
Etiquetas:
Cabo do Mundo,
Casa de Chá da Boa Nova,
Leça da Palmeira,
Siza Vieira
Subscrever:
Mensagens (Atom)










