domingo, 9 de janeiro de 2011

S. CLEMENTE DAS PENHAS (Boa Nova)*



O sítio da Boa Nova faz parte do imaginário não apenas da população de Leça da Palmeira. É uma das muitas “finisterras” que se assinalam na costa norte atlântica da Península Ibérica que sobrevive sempre reinventando-se. Sítio “mágico”, especial, o destes penedos acantonados sobre um mar em visão de 180 graus. É o mar sobretudo que ali importa, não tanto a terra suavemente ondeante que ali começa ou acaba em praias rochosas e de pouca areia fina.
“Boa Nova” é um nome moderno que sucedeu ao de S. Clemente das Penhas, sendo
tudo o que se retém na memória colectiva. Mas para trás estarão certamente outros nomes, outros sinais, outros propósitos e diferentes discursos. Mas não ousemos avançar por esse caminho porque “um enunciado é sempre um acontecimento que nem a língua nem o sentido podem esgotar por inteiro” (1).
Na Boa Nova do hoje que já é ontem persiste uma certa maravilha que resulta do espaço natural e aberto, selvagem quase, e também de três referências que podemos de certa forma sublimar: a Casa de Chá imaginada nos anos 50 do século XX por Siza Vieira, a capela que simboliza o velho eremitério de frades menores que ali viveram na transição do século XIV para o XV e os versos de António Nobre cravados num rochedo entre os dois edifícios:

Na Praia lá da Boa Nova, um dia
Edifiquei (foi esse o grande mal)
Alto castelo, o que é a fantasia
Todo de lápis-lazúli e coral!

É certo que entender o “maravilhoso” remete-nos para o reconhecimento adequado do próprio termo (2), embora o poeta de “Só” nesta simples quadra diga muito sobre o “espírito” do lugar, ele que, à sua maneira, viveu nele a experiência que hoje alguns arqueólogos chamam “dwelling”. A forma como o poeta leu, absorveu e reescreveu o lugar importa muito. É uma espécie de documento histórico, onde se reproduz a transcendência de um lugar que nas páginas seguintes também precisa de ser “estoriado” pois o património não pode ser apenas objecto de uma leitura técnica. Tanto mais que, está visto, o homem é capaz de edificá-lo apenas com palavras (será esse o grande mal?)

Partindo do princípio que a realidade humana “é evanescente por definição e a sua observação e explicação também” (3) – e aqui já estamos a somar uma proposição a uma conclusão –, sente-se ainda hoje nos penhascos da Boa Nova o impulso de parar o relógio. Como aconteceu quando, em 1992, por ocasião do 600.º aniversário da instalação dos franciscanos no local, se passou para a pedra um “frame” dessa realidade humana perdida e que ainda assim somos tentados a querer observar. No que não foi mais que um momento de adição patrimonial num sítio que também se reinventa quando é recordado.
Esta pedra epigrafada que hoje passa despercebida entre os “chorões” apenas evoca. Ao contrário da lápide com os versos de Nobre, que provocam. Mas tanto a efeméride como a poesia se inspiram, embora em planos distintos, no tal breve momento de 83 anos que deixou poucas sobrevivências materiais mas grandes valências culturais.
“Desde 1392 que existia, na solidão inóspita dos areais da Boa Nova, apartado do convívio terreno para de todo se entregarem aos louvores e culto de Deus, um mosteiro dos Frades Menores da Observância, chamado S. Clemente das Penhas” (4).

Atente-se que o próprio historiador, ainda imbuído de resquícios românticos, se deixa “contaminar” pela poesia de um lugar ainda hoje considerado ideal para os jovens casais de namorados, numa reclusão apartada também voluntária do mundo, tal como a dos frades da Baixa Idade Média, mas numa modalidade de amor bem mais telúrica.
“Meditei nos frades, no convento, no refúgio dos desamparados do mundo, nas lápides profanadas que mãos ímpias arrancaram de sobre as cinzas de muitos corações, extintos com o segredo de sublimes torturas. Meditei, e maldisse a civilização (…). A minha angústia era ainda imensa, por que eu não podia dispensar-me de Deus, e dos homens, que apontavam o caminho de melhor mundo (5).”
Camilo Castelo Branco, no terceiro quartel século XIX, também por aqui e também aqui se deixou impressionar por um sítio então ainda mais retirado do Mundo e da civilização. Espaço sem tempo para quem não tem tempo, de sons uterinos, mar e vento, vento e mar, sal e sol, sol e sal. A música do silêncio.
Não se faça esperar mais a entrada do protagonista. Não é o Património. Mas apenas aquele que o provoca. Antes e depois, num “durante” aparentemente interminável, de memórias reinventadas, de vivências partilhadas, de histórias sem escrita, de escrita com estórias. Num processo, tal como W. Benjamin referiu, de permanente “reaurização”.
O convento franciscano de S. Clemente das Penhas, por seu lado, nunca ousou ser mais que o lugar. Por isso as palavras “conventinho” e “modesto” são repetidas por muitos autores que a ele se referiram. Modesto e minimal, sim, mas nem por isso menos significante. Rezam as crónicas que Afonso V se deslocou “ao humilde mosteirinho de S. Clemente em peregrinação”, após uma batalha (Toro) em que o rei saiu derrotado e o filho (o futuro D. João II) vencedor.
A S. Clemente também chamaram oratório de que sobrou a “triste e romântica ermidinha” moderna (6), a tal “capelinha à beira-mar” que António Nobre cantou e onde quis construir um torreão que não pôde erguer na eira e que fez “debaixo do chão”.
Tomemos como referência duas datas: 1392 – a da instalação no lugar de um pequeno punhado de frades – e 1481 - embora documento do séc. XVII (7), relativo ao processo de transferência do convento, fale apenas em 83 anos de utilização “da praça de S. Clemente, colocando o fim deste 1.º ciclo em 1476. Pouco importa.

Gonçalo Marinho foi o frade fundador desta pobre “ermida do glorioso S. Clemente”, conforme ainda Manoel da Esperança. Localizada, como descreve, num sítio “inculto”, “desabrido” e “estéril”, onde os frades “nem água tinham para beberem se não a de uma fonte que lhes ficava longe”. Os penhascos defronte dos quais a ermida se implantou já eram conhecidos por S. Clemente (naturalmente das penhas). Resguardo do vento mas nem sempre das vagas alterosas que tornavam mais dura a vida do pequeno grupo de frades que aproveitou a penedia para abrir as suas celas (ainda hoje se podem perceber algumas dessas marcas).
Tanto mar, tanta solidão. E o deserto desejado pelos anacoretas. De que se ocupavam os frades? Meditavam, escreviam livros, rezavam. Uma rotina invariável quer no rigoroso Inverno quer nos picos do estio. Esta inclemência vivida em S. Clemente ditou o fim do eremitério. A ordem dos franciscanos crescia em influência, gozava de privilégios reais e garantiu melhor colocação, na margem direita da foz do rio Leça, mais ao abrigo dos ventos, longe das marés vivas. Do deserto para a placidez do preguiçoso Leça que se abria em dois braços (o doce e o salgado) antes do mergulho oceânico.
“O frade minore, ao contrário dos seus irmãos religiosos das ordens mais antigas, ao sair do espaço conventual, da recolecção claustral e da segurança da cela, partiu pelos caminhos da vida e do mundo como um peregrino, sofrendo, ensinando, orando, cantando, pregando, levando a humildade seráfica e a sua força de vida junto daqueles que eram mais esquecidos pelo clero tradicional (…) A pobreza, a caridade e a alegria foram as virtudes essenciais do apostalado franciscano e os elementos definidores de uma personalidade colectiva única” (8).
Ainda segundo Vítor G. Teixeira, 1214 é uma data que resulta de uma “lenda duvidosa” que atribui a S. Francisco a fundação desta ordem em Portugal, concretamente em Bragança. Dois anos depois fundam-se eremitérios em Alenquer, Guimarães e Coimbra, sendo provável a fundação do convento de Évora em 1224 e o de Leiria em 1233. Seguem-se Covilhã, Guarda, Estremoz, Santarém, Portalegre, Lamego…e as famosas clarissas de Vila do Conde em 1317.
O acto fundacional de- S. Clemente das Penhas, em 1392, resulta de um movimento de regresso à matriz da ordem fransciscana, com a adopção da observância, quase por oposição à regra claustral. Um movimento recorrente nesta ordem mendicante, que conheceu ondas sucessivas de “purificação”, com o regresso ao ascetismo original.
Mosteiró, em Valença, conhece a primeira revivificação, no final do século XIV, deste momento que, no caso, desceu da Galiza para o Norte de Portugal. Seguiu-se logo a fundação de outros eremitérios: S. Paio do Monte (Cerveira), Nossa Senhora da Ínsua (Caminha), S. Francisco do Monte (Viana do Castelo) e S. Clemente das Penhas. Todas eles formados por pequenas comunidades que nunca excederiam os 10/12 frades
Este regresso ao deserto, à solidão e à meditação – numa época em que se declaram os primeiros sintomas renascentistas – corresponde também a uma espécie de rebate de consciência, quando alguns religiosos decidem romper com o estar no Mundo de um clero que engordava com os impostos que cobrava em nome de Deus. Alguns séculos depois, vemos algumas estrelas de Hollywood trocarem o mundanismo por conventos de monges tibetanos.

“Os recintos são sítios construídos, mantidos e eventualmente transformados ao longo de períodos variáveis de tempo, por vezes em pontos destacados da paisagem, ou seja, marcos incontornáveis de referência visual” (9).
O que resta hoje do recinto que foi S. Clemente das Penhas é aparentemente quase nada – o sítio está a pedir uma prospecção geofísica para apurar eventuais estruturas – mas a verdade é que temos “matéria” para imaginando fazermos a nossa reconstrução. Repare-se na moderna referência visual sobre os penhascos que abrigaram os frades, no topo do qual se construiu também um farol de que restam as fundações. No final do primeiro quartel do séc. XX, ali se construiu uma torre quadrada de três andares com uma lâmpada verde luz branca fixa que esteve 8 anos em funcionamento, acabando os seus breves dias como caserna de alunos-faroleiros.

O novo farol, de 46 metros de altura, instalado 200 metros a Sul, começou a varrer o mar com três lampejos intervalados 14 segundos, 57 metros acima do nível marinho, com um alcance máximo de 28 milhas. Ao mesmo mais tarde foi anexado um forte sinal sonoro, obtido através de duas trompas sopradas por dois compressores a que o povo dava o nome de “Ronca”. Cinco segundos terríficos sobretudo para as crianças mas não tanto como os intervalos de silêncio de 14 segundos. Sim, porque bem pior que o medo é a certeza de que algo de terrível está a chegar…
Os frades “minores” que ali viveram também teriam os seus, em noites de poderosa invernia, nas trevas, com os demónios transformados em salpicos marinhos. Imaginamo-los deitados nas suas pobres enxergas, cobertos por gastos mantos de burel, gelados pelo medo e pelo frio. Mas também os podemos supor em dias solares, com o olhar pousado no Oeste, contemplando um mar bêbado de azul e em breve não tão infinito quanto se julgava.


“(…)Não há memória colectiva que não se desenvolva num quadro espacial. Ora, o espaço é uma realidade que dura: as nossas impressões afastam-se umas às outras, não há nada que fique no nosso espírito e não compreenderíamos que pudéssemos rever o passado se ele não se conservasse com efeito pelo meio natural que nos envolve” (10).”
Três planos sucessivos, três “realidades”. A ermida moderna que simboliza o antigo eremitério, a casa de chá da Boa Nova desenhada por Álvaro Siza em 1954 e o farol de Leça de que se falou atrás. Podendo ainda ver-se, na foto, as novas urbanizações nascidas recentemente, que preencheram finalmente o largo espaço entre a velha povoação de Leça da Palmeira e os penhascos de S. Clemente.
A casa de chá-restaurante da Boa Nova caiu nas mãos do arquitecto Siza Vieira de forma quase acidental pois o projecto foi entregue inicialmente a Fernando Távora. Compromissos que este tinha no estrangeiro motivaram a sua aposta no então jovem arquitecto.
“O processo de projectar, no início, faz-se de forma muito global, quase nebulosa. Portanto, o que vem de referências não é citação; é a carga que tem o nosso computador pessoal e intransmissível” (11)
A Casa de Chá-Restaurante da Boa Nova é a 9ª obra de Siza Vieira, sucedendo à cozinha da casa da avó, ao portão da casa do tio, ao quarto de banho da casa de Irene Gramacho, a quatro habitações em Matosinhos, ao centro paroquial de Matosinhos, a um projecto não concretizado, ao jazigo da família Siza e à casa de Carneiro de Melo no Porto. Ainda estava longe o projecto da igreja de Santa Maria, no Marco de Canaveses, mas já Siza Vieira pisava terreno sagrado, no caso concreto do projecto da casa de chá dividindo a penedia com a velha ermida.Curiosamente, a este projecto seguir-se-ia a piscina da Quinta da Conceição, em 1958. Realizando, deste modo, o mesmo percurso dos frades franciscanos que abandonaram S. Clemente e se foram instalar na então chamada Quinta da Granja, onde ergueram o Convento da Conceição “em louvor da Senhora Mãe de Deus”, deixando em S. Clemente apenas a ermida e “desfazendo” tudo o resto” (12). Uma coincidência que se regista.
A ordem dos diversos planos é relativa em relação ao tempo para o utente deste espaço aberto onde a terra acaba e o mar começa. Os edifícios como que nascem do maciço rochoso onde as ondas se abatem neste pedaço da orla costeira hoje encravado entre uma refinaria e um porto artificial que transformaram radicalmente não apenas a paisagem mas que nem por isso “transformaram” quer a velha ermida, quer os modernos farol e casa de chá, quer a visão romântica e fatalista de um poeta maior das nossas letras.
Ainda sobre a casa de chá…
“A sala se a memória separou as cores dos sentidos era verde verde limosa como as paredes de um poço, os rostos apagaram-se num filtro de espuma pouco a pouco foram fendendo a treva era assim nas noites a lembrança da noite nos corpos em brasa o toque das línguas nas bocas ásperas de sal, depois os copos chocalhavam luziam em nossas mãos embaciavam-se desapareciam” (13).

Quase cinco séculos depois, do estirador de um arquitecto saiu mais um edifício que sobressaiu das pedras nesta espécie de palimpsesto de arquitecturas e funcionalidades.
“Primeiro”, a ermida e as celas dos monges.
Depois, o farol que ilumina o mar.
Agora, a “casa incomum” de janelas abertas para o horizonte.
E, antes da chegada do avanço urbanístico, a leitura do poeta António Nobre talvez como maior contributo para a “captura” de um passado de que nos queremos sempre apoderar mas que acaba sempre por se escapar na corrente das palavras, soprado por um vento que nos empurra sempre para onde não queremos ir…
Resta esperar. Um lugar como este certamente terá mais para somar a um sítio onde homens quiseram fazer um deserto tendo apenas como certo a infinitude do mar e do espaço.


1 – Cf. Michel Foucault, A Arqueologia do Saber, Coimbra, 2005, p. 57
2 – Cf. Jacques Le Goff, O Maravilhoso e o Quotidiano no Ocidente Medieval, 2010, Lisboa, p. 15
3 – Cf. Vítor Oliveira Jorge, “Das Sete Vidas do Objecto”, Revista da Faculdade de Letras do Porto (Departamento de Ciências e Técnicas do Património”, 2003, pág.84
4 – Cf. Guilherme Felgueiras, Monografia de Matosinhos, 1957, Matosinhos, pág. 364
5 – Amor de Salvação, 1864, Lisboa, pág. 93
6 – Cf. Guilherme Felgueiras, Monografia de Matosinhos, pág. 368
7 – Cf. Fr. Manoel da Esperança, História Seráfica da Ordem dos Frades Menores de S.
8 – Cf. Vítor Gomes Teixeira, O Maravilhoso no Mundo Franciscano Português da Baixa Idade Média, Estarreja, 1999
9 – Cf. Susana Oliveira Jorge, O Passado é Redondo, 2005, S. M. da Feira, pág, 169
10 – Cf. Halbwachs, 1968
11 – Cf. Siza Vieira, Abril de 2005, “Diário de Notícias”
12 – Cf. Fr. Manoel da Esperança, 1666, Lisboa

13 – Cf. Mário Cláudio, “Homenagem ao Arquitecto Álvaro Siza Vieira”, 2005, Porto

* relatório para a disciplina de "Teoria do Património", regida pelo prof. dr. Vítor Manuel de Oliveira Jorge, do Mestrado de Arqueologia, FLUP

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

PLACAS

Não liguem ao que está em primeiro plano, é apenas o famoso JPunk a tapar o Sol com as mãos.
Atrás dele, o que interessa.
A placa a assinalar o autor da obra (Casa de Chá da Boa Nova) e também a remodelação empreendida no tempo em que o presidente da câmara era Narciso Miranda (o que parece ter sido já há muitos séculos...).
É tempo de Matosinhos acabar com estas coisas. De tirar as placas de circulação. Poluem a paisagem, conspurcam os monumentos. E relegam para plano secundário o meu principal amigo.
Não está bem.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

sábado, 18 de dezembro de 2010

MAIS UM ARTIGO DE JOSÉ MODESTO

DO FUTEBOL PARA O FUTEBOL

Esta semana os Matosinhenses e os Leceiros, ficaram a saber que a CMM iria adquirir os seus estádios.
O estádio do Leixões e o estádio do Leça Futebol Clube. Até aqui nada de novo, o que me surpreende é
que quase todos os clubes devem dinheiro ao fisco…porquê?
Como Leceiro e amante do desporto até posso concordar com a medida, já que durante anos a CMM esteve
na actual SAD do Leixões, quando nunca deveria estar, beneficiando assim um clube em detrimento dos outros.
Quando os clubes da nossa cidade não ofereceram a capacidade de gestão necessária, e como consequência,
não conseguiram suportar a propriedade de infra-estruturas publicas, como foi o caso destes dois clubes,
penso que é correcta e legitima a iniciativa pública de adquirir estas propriedades em substituição dos erros que durante anos
pareceu existir nestes dois clubes.
Estando em causa propriedades construídas com recursos colectivos (sócios) e encontrando-se os processos a serem executados
fiscalmente (fisco), no caso para pagarem responsabilidades de impostos que não puderam ser satisfeitos, não fará por isso sentido,
uma outra escolha senão esta que a CMM pensa tomar.
Em consequência dos referidos propriedade construída com recursos colectivos, que se encontra a ser executada fiscalmente, no caso para pagar responsabilidades de impostos que não puderam ser satisfeitos. Não fará por isso sentido, até, outra escolha. Mas, em consequência desta iniciativa, não deverá ocorrer nenhum tipo de interferência interna, do ente público, sobre o/s ente/s associativo/s privado/s.espaços serem municipalizados e depois cedidos aos clubes, não deverá ocorrer nenhum tipo de
Interferência interna, do ente publico, sobre os ente associativos privados.
Devendo somente existir a regulamentação da utilização destas duas infra-estruturas de forma a se promoverem objectivos de justiça e
equidade do seu usufruto, pelas populações.

É uma falta de responsabilidade esperarmos que alguém faça as coisas por nós, por eles , obviamente que não fazemos
o que queremos, mas também somos responsáveis pelo que fazemos, por aquilo que estes clubes fazem.

A maneira de ajudar os outros é provar-lhes que eles são capazes de pensar de agir, o Leixões e o Leça Futebol Clube
devem de ter esse papel de agir de uma forma altruísta e que essa forma nunca seja exagerada sob a responsabilidade dos mesmos se
desmoronarem…
A atenção terá que ser redobrada, já que apesar de eu não ser sócio de nenhum dos clubes, não posso e nem devo estar á margem do que se passou.
Cada Um, Todos nós, somos responsáveis…eles os clubes também o são

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

NOVO MONUMENTO EM MATOSINHOS


PdL sabe que a autarquia matosinhense encomendou uma estátua igual a esta para colocar no lugar da Anémona, que será transplantada para o lugar mais obscuro da freguesia de Custóias.
Como todos já perceberam, o monumento será uma homenagem ao dux que governou Matosinhos durante quase 30 anos, baptizado de "Lenine" pelo famoso António Tavares.

sábado, 4 de dezembro de 2010

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

MODÉSTIA À PARTE


NUM RIGOROSO EXCLUSIVO MUNDIAL, PdL PUBLICA A ÚLTIMA INTERVENÇÃO DO HERMENEUTA JOSÉ MODESTO NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE MATOSINHOS:


HOJE VOU FALAR DE DESPORTO…E NÃO VOU DAR ALERTAS,
VOU SIMPLESMENTE DIZER: ESTÁ A VALER A PENA.

O DESPORTO EM QUALQUER PAÍS OU CIDADE NO MUNDO,
APROXIMA OS CIDADÃOS.

CONTRA FACTOS, NÃO EXISTEM ARGUMENTOS

COM ESTA EXPRESSÃO, TIREI TODAS AS DÚVIDAS QUE
TINHA EM MIM SOBRE O CANDIDATO ELEITO PELO PSD DE
MATOSINHOS, O ACTUAL VEREADOR DO DESPORTO DR.JOSÉ
GUILHERME AGUIAR.
AS MINHAS DESCULPAS POR NÃO TER ACREDITADO.

VOLVIDOS UM ANO E 25 DIAS DAS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS, E
APESAR DO ESFORÇO ORÇAMENTAL QUE O ACTUAL GOVERNO
IMPÔS ÀS AUTARQUIAS, CONGRATULO-ME, MELHOR DIZENDO
CONGRATULAMO-NOS COM O EXCELENTE TRABALHO QUE ESTÁ
A SER FEITO EM PROL DO DESPORTO NA NOSSA CIDADE.

PARTINDO DA IDEIA DE QUE OS CIDADÃOS SÃO PARTE ACTIVA
DA SUA CIDADE, NA SEMANA PASSADA TIVE A OPORTUNIDADE
DE VISITAR AS OBRAS DESPORTIVAS QUE ESTÃO EM CURSO,
FIQUEI REALMENTE ESTUPEFACTO COM AS REFERIDAS OBRAS
E A VELOCIDADE COM QUE AS MESMAS SE ESTÃO A REALIZAR.

A REMODELAÇÃO DO PAVILHÃO MUNICIPAL DA BIQUINHA

A REMODELAÇÃO DO PAVILHÃO MUNICIPAL DE CUSTOIAS

A CONSTRUÇÃO INICIAL DO CAMPO DO ALDEIA NOVA EM
PERAFITA.

A REMODELAÇÃO DO POLIDESPORTIVO DO BAIRRO DOS
PESCADORES

A REMODELAÇÃO DO COMPLEXO DESPORTIVO DA BATERIA EM
LEÇA DA PALMEIRA.

A REMODELAÇÃO DO CAMPO DOS LUSITANOS EM STA.CRUZ DO
BISPO.

A REMODELAÇÃO DO CAMPO DA ARROTEIA EM S.MAMEDE
INFESTA.

NÃO TENHO DÚVIDAS DO RESULTADO FINAL DAS
MESMAS…AFINAL>>>>
MATOSINHOS MERECE
NÃO TENHO DÚVIDAS DO RESULTADO FINAL DAS MESMAS AO
EXECUTIVO, AO SEU VEREADOR: PARABÉNS OS MATOSINHENSES
MERECEM.
TERMINO ESTA MINHA INTERVENÇÃO COM UMA OBSERVAÇÃO:
AQUELES QUE NÃO ACREDITAM E QUE CONSTANTEMENTE
PASSAM A VIDA A CRITICAR O PSD DO MESMO COLABORAR COM
A POLITICA DESTA CÂMARA, ( E VEJO AQUI ALGUNS) DOU O
SEGUINTE CONSELHO:VISITEM, VEJAM COM OS VOSSOS PRÓPRIOS
OLHOS...AFINAL MATOSINHOS MERECE.
UMA BOA NOITE A TODOSNÃO TENHO DÚVIDAS DO RESULTADO FINAL
DAS MESMAS AO EXECUTIVO, AO SEU VEREADOR: PARABÉNS OS
MATOSINHENSES MERECEM.
TERMINO ESTA MINHA INTERVENÇÃO COM UMA OBSERVAÇÃO:
AQUELES QUE NÃO ACREDITAM E QUE CONSTANTEMENTE
PASSAM A VIDA A CRITICAR O PSD DO MESMO COLABORAR COM
A POLITICA DESTA CÂMARA, ( E VEJO AQUI ALGUNS) DOU O
SEGUINTE CONSELHO:VISITEM, VEJAM COM OS VOSSOS PRÓPRIOS
OLHOS...AFINAL MATOSINHOS MERECE.
UMA BOA NOITE A TODOS
TERMINO ESTA MINHA INTERVENÇÃO COM UMA OBSERVAÇÃO:

AQUELES QUE NÃO ACREDITAM E QUE CONSTANTEMENTE
PASSAM A VIDA A CRITICAR O PSD DO MESMO COLABORA COM
A POLITICA SEGUIDA DESTA CÂMARA,( E VEJO AQUI ALGUNS..)
DOU O SEGUINTE CONSELHO:
VISITEM, VEJAM COM OS VOSSOS PRÓPRIOS OLHOS...FINAL
MATOSINHOS MERECE.

BOA NOITE A TODOS E ATÉ Á PRÓXIMA

NÃO TENHO DÚVIDAS DO RESULTADO FINAL DAS MESMAS AO
EXECUTIVO, AO SEU VEREADOR: PARABÉNS OS MATOSINHENSES
MERECEM.
TERMINO ESTA MINHA INTERVENÇÃO COM UMA OBSERVAÇÃO:
AQUELES QUE NÃO ACREDITAM E QUE CONSTANTEMENTE
PASSAM A VIDA A CRITICAR O PSD DO MESMO COLABORAR COM
A POLITICA DESTA CÂMARA, ( E VEJO AQUI ALGUNS) DOU O
SEGUINTE CONSELHO:VISITEM, VEJAM COM OS VOSSOS PRÓPRIOS
OLHOS...AFINAL MATOSINHOS MERECE.
UMA BOA NOITE A TODOS

domingo, 28 de novembro de 2010

A CRISE CHEGOU AO CLUBE DO PESSOAL



CLICK PARA AUMENTAR

FOZ CÔA


Para além da neblina, o caminho continua.
A arte paleolítica do Côa musealizada com excelência.
Os painéis com gravuras já ultrapassam as mil unidades.
São três horas de caminho desde o Porto (com muito para ver pelo meio).
8.50 euros custa a entrada, com mais 3 euros pode visitar-se o núcleo da Penascosa.
Acreditem, vale a pena.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

UMA EMPRESA DE EXCELÊNCIA

No passado fim-de-semana tive o prazer de (re)conhecer Vítor Fonseca, um dos sócios da empresa de Arqueologia e Património, sedeada em Santa Cruz do Bispo, na Rua do Chouso. Por acaso até foi o Vítor que me reconheceu pois era amigo dos meus irmãos e frequentava a nossa velha casa da rua 1.º de Maio (ex-28 de Maio). Trata-se de uma empresa muito bem estruturada, arrojada e que se pode considerar de ponta na sua área. É sempre bom sermos surpreendidos por este tipo de iniciativas sobretudo quando as mesmas operam numa área do nosso agrado e com a nossa gente. Parabéns, Vítor.

sábado, 6 de novembro de 2010

PEDRO SOUSA FAZ BALANÇO

Já tinha percebido que Pedro Sousa, o jovem presidente da junta de freguesia de Leça da Palmeira, é todo pelas novas tecnologias, gravando mesmo as assembleias de freguesia e só nas as transmitindo em directo porque coincide com o horário das novelas da TVI. Eis que me chegou à caixa postal este vídeo de balanço de quem cuida dos "filhos da igreja", ou seja, os fregueses.

A gerência agradece e lamenta o atraso mas o vídeo foi por engano para a lixeira.

VIAGEM NA MINHA TERRA

Na passada sexta-feira tive o privilégio de passar a tarde e um bocado da noite com o meu amigo-irmão Jorge Punk. Começámos na "Margarida" e fomos a seguir beber um scotch à casa-de-chá da Boa Nova, ainda na companhia do Jorge Reis. Até aqui nada de estranho, tirando o facto de o Punk nunca ter entrado no bar-restaurante que é monumento nacional e cuja classificação terá de ser revista depois de registada a sua presença no local. Como o "Cabazinho" tem sempre agenda, seguimos apenas os dois rumo a Angeiras, para um PO à maneira e duas canecas. E foi aí que demos de caras com o senhor José António, que vive num barraquito ali junto à praia. O antigo construtor naval abancou ao nosso lado e a conversa fluiu, até que lhe perguntei:
- Diga lá, o que é que faz hoje na vida?
A resposta:
- Bebo vinho.
Este nirvana não é para qualquer um. Também eu gostava de poder dizer que a minha profissão é beber vinho, apanhar sol e dar duas de letras num cenário magnífico.
Seguimos para o chamado Bar da Olga, junto à biblioteca de Matosinhos, para um encontro com dois amigos. A meio do mesmo apareceu, de Super Bock na mão, o Guilherme. Este não bebe vinho - bebe cerveja. Ainda lhe sinto o bafo.
Siga a marinha rumo ao Tubarão, ali junto à lota, provavelmente o melhor tasco do mundo onde se podem comer sardinhas e lulas assadas. Foram-se as travessas, o Punk ainda ficou com uma lagrimazita no olho, chegou a Eugénia ainda a tempo de comer as suas sardinhas mas já sem hipóteses de provar o verde "Miguel Ângelo", e é por aí que entra no restaurante um famoso médico de Matosinhos amante de sado-masoquismo. Dando sinais de ter sido baleado, sentou-se na mesa ao lado a ler um livro em inglês de poesia. Foi aí que se fez um click. Com a excepção das duas primeiras etapas, nas restantes três sempre que nos sentamos fomos surpreendidos pela aparição de um amante de Baco.

Matosinhos é, de facto, diferente. Um mundo à parte.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

DANIEL SÁ


Um matosinhense que faz pela vida e um leixonense que - eu vi - teve a coragem de apoiar a sua equipa no Estádio D. Afonso Henriques.

OS MENINOS À VOLTA DA MAMÃ

Finalmente fui ao "Nery". Para ver a peça do ARAL "Os Meninos à volta da Mamã", uma encenação de João Lourival. A minha miúda adorou e eu também. Comédia ligeira mas muito divertida, com uma grande performance de João Lourival Júnior, muito bem acompanhado por Nuno Silva, Cristina Parafita, Carolina Ribeiro, Pedro Lourival, Vera Lúcia Neto, Isabel Sousa e Joaquim Silva. O teatro está um espectáculo, o espectáculo estava teatral.
Parabéns a todos.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

ESMOLINHAS

Há um percurso na SCUT a que chamam A41/42 que custa 10 míseros cêntimos, é no sétimo pórtico a contar de Matosinhos. O pormenor se não fosse macabro era delicioso. O glutão Estado nem uma migalha pode dispensar, depois de anos de desperdício a encher a mula. Paga o cidadão. Mas, vá lá, desta vez há um sinal de aviso: o "piiiiiiiii" da Via Verde, sempre que passamos num pórtico, a dizer-nos "morcão, não te esqueças desta vez de penalizar quem não te sabe governar".

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

À NOITE NO MUSEU

Esta noite ia para casa quando me lembrei de que era noite de visitar o museu da Quinta de Santiago tendo como guia o mordomo Baptista.
Uma vez por mês, sempre à quinta-feira, se calhar com um interregno nos meses de Inverso, Joel Cleto liga a máquina do tempo e faz-nos recuar cem anos, dando-nos a conhecer os cantos da casa dos Santiago Carvalho, a família nobre que escolheu a margem direita da foz Leça como seu campo de sonhos.
Quem me conhece sabe que há muito tempo que aprecio o trabalho que o "nosso arqueólogo" tem feito por Matosinhos e pelos matosinhenses. Mas a verdade é que não conhecia este seu jeito para a representação de um papel.
Os 80 minutos que durou a viagem nocturna pela casa dos Santiagos passaram depressa, com o bónus proporcionado pela exposição de alguns dos melhores trabalhos de Augusto Gomes, que por sí só justificam uma visita durante o horário normal do museu.
São coisas assim que nos reconfortam e reconciliam com o serviço público, quando este nos é prestado com sabedoria, dedicação e verdadeiro empenho, não deixando morrer o nosso melhor património: a memória.

Obrigado, Baptista!

SCUTEM O SILÊNCIO

A partir das zero horas de hoje a indignidade abateu-se sobre Matosinhos.
Passamos a pagar as nossas deslocações periféricas dentro do concelho (para Custóias, S. Mamede e Leça do Balio) sem que um só deputado "eleito" por Matosinhos tenha levantado a voz ou ousado sequer falar do assunto. O presidente da câmara anda também desaparecido deste combate, melhor, está do outro lado da trincheira. Este silêncio dos "nossos" políticos é ensurdecedor, gritando-nos aos ouvidos a inutilidade de um sistema que elege políticos e não representantes do povo. Já sabia que a democracia tinha muitos buracos, confirma-se agora que nem um buraco merece ser chamada.

Que vergonha!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

MONTEDOURO


No lugar de Montedouro, sítio provável de ocupação antiga, subsiste o único núcleo de sepulturas medievais rupestres do concelho de Matosinhos. O local está sinalizado razoavelmente em Perafita mas as cinco sepulturas continuam ao Deus-dará, estando uma delas (imagem 2) num caminho de pé posto, junto a um charco cheio de óleos e lixo. A sepultura "principal" destaca-se não apenas devido à sua localização mas também devido ao seu contorno artístico. Muitos matosinhenses não conhecem este lugar onde se respira história, e de onde se desfruta um fantástico panorama, e que merecia outro tipo de divulgação e também outro tipo de cuidado. Mas, já se sabe, o dinheiro faz muito mais falta nos bairros dos mitras.

VERGONHA

De que servem conferências de Imprensa e mais blá-blá sobre ambiente quando em Matosinhos continuam a ocorrer lixeiras a céu aberto paredes-meias com residências e com o único núcleo de sepulturas medievais rupestres do concelho?
Acontece em Montedouro, Perafita.

domingo, 10 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

INUTILIDADES

O presidente da câmara e a vereadora do ambiente fizeram uma conferência de Imprensa a propósito do balanço...da época balnear. A próxima, imagino, será sobre a migração das rolas. São inutilidades deste tipo que nos fazem pensar que o poder local não passa de folclore. Já todos sabemos a câmara, após anos de inércia, fez um grande esforço no sentido de qualificar as nossas praias, copiando o que outros já fizeram se calhar sem tanto alarido, mas não queremos saber manifestamente se este ano foram feitos mais salvamentos que no ano passado ou se as águas estão próprias para banhos depois de tomados os mesmos banhos. As 303 ocorrências registadas, com a subjectivade que se adivinha, na época balnear de 2009 foram comparadas com as 32 deste ano, aqui se incluíndo ainda o aparecimento de cadáveres de animais - 7 em 2009, nenhum este ano. Já todos sabemos que as nossas praias estão melhores, não havia necessidade nenhuma de promover o produto. Mas, infelizmente, os nossos políticos continuam convencidos que governam estúpidos. Se calhar têm razão.

domingo, 3 de outubro de 2010

ELEIÇÕES

Esta semana, aqui no café onde costumo abancar, falava com os meus amigos da rua de eleições. Mais uma vez forcei a nota e defendi uma tese de há muito que passa por apenas conceder o direito de voto a quem paga impostos, tirando esse direito a quem nunca se colectou ou àqueles que de alguma forma ludibriaram o Estado e feriram os cidadãos, tendo sido condenados por isso. Sei que é uma tese muito radical e completamente fora de modo nestes tempos liberais mas se repararem bem na hoje muito festejada 1.ª República o direito de votar era um direito de uma elite, dela estando afastadas as mulheres e os analfabetos, entre outros. Vão já começar a dizer que sou um pedante e peras mas, se me permitirem, vou tentar fundamentar o meu pensamento: numa empresa só votam os accionistas e nem todos. Ou seja, quem investe e quem arrisca. Quem ganha e quem perde. Sendo assim, os 700 mil assalariados da função pública também não deviam votar. Estão envolvidos de alguma forma, estão conotados com os poderes, estão contaminados... Provavelmente não me fiz entender mas confesso que me custa participar nesta solenidade na qual até atrasados mentais podem votar.

sábado, 2 de outubro de 2010

EXPOSIÇÃO


Inaugura hoje, sábado, 2 de Outubro, no bar "Ai Quem Me Dera", em Leça da Palmeira, à rua dos Dois Amigos. Sérgio Aires, um artista matosinhense, põe quase tudo a nu.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

BELOS VELEIROS

Mais um contributo de José Modesto sobre o movimento portuário em Leixões. Dois belos veleiros atracados no cais Norte: o Sorlandet, de 57 metros, e o Alva, de 52.