
A coisa promete...

No passado fim-de-semana tive o prazer de (re)conhecer Vítor Fonseca, um dos sócios da empresa de Arqueologia e Património, sedeada em Santa Cruz do Bispo, na Rua do Chouso. Por acaso até foi o Vítor que me reconheceu pois era amigo dos meus irmãos e frequentava a nossa velha casa da rua 1.º de Maio (ex-28 de Maio). Trata-se de uma empresa muito bem estruturada, arrojada e que se pode considerar de ponta na sua área. É sempre bom sermos surpreendidos por este tipo de iniciativas sobretudo quando as mesmas operam numa área do nosso agrado e com a nossa gente. Parabéns, Vítor.Já tinha percebido que Pedro Sousa, o jovem presidente da junta de freguesia de Leça da Palmeira, é todo pelas novas tecnologias, gravando mesmo as assembleias de freguesia e só nas as transmitindo em directo porque coincide com o horário das novelas da TVI. Eis que me chegou à caixa postal este vídeo de balanço de quem cuida dos "filhos da igreja", ou seja, os fregueses.
A gerência agradece e lamenta o atraso mas o vídeo foi por engano para a lixeira.
Na passada sexta-feira tive o privilégio de passar a tarde e um bocado da noite com o meu amigo-irmão Jorge Punk. Começámos na "Margarida" e fomos a seguir beber um scotch à casa-de-chá da Boa Nova, ainda na companhia do Jorge Reis. Até aqui nada de estranho, tirando o facto de o Punk nunca ter entrado no bar-restaurante que é monumento nacional e cuja classificação terá de ser revista depois de registada a sua presença no local. Como o "Cabazinho" tem sempre agenda, seguimos apenas os dois rumo a Angeiras, para um PO à maneira e duas canecas. E foi aí que demos de caras com o senhor José António, que vive num barraquito ali junto à praia. O antigo construtor naval abancou ao nosso lado e a conversa fluiu, até que lhe perguntei:
Finalmente fui ao "Nery". Para ver a peça do ARAL "Os Meninos à volta da Mamã", uma encenação de João Lourival. A minha miúda adorou e eu também. Comédia ligeira mas muito divertida, com uma grande performance de João Lourival Júnior, muito bem acompanhado por Nuno Silva, Cristina Parafita, Carolina Ribeiro, Pedro Lourival, Vera Lúcia Neto, Isabel Sousa e Joaquim Silva. O teatro está um espectáculo, o espectáculo estava teatral.
Esta noite ia para casa quando me lembrei de que era noite de visitar o museu da Quinta de Santiago tendo como guia o mordomo Baptista.
O presidente da câmara e a vereadora do ambiente fizeram uma conferência de Imprensa a propósito do balanço...da época balnear. A próxima, imagino, será sobre a migração das rolas. São inutilidades deste tipo que nos fazem pensar que o poder local não passa de folclore. Já todos sabemos a câmara, após anos de inércia, fez um grande esforço no sentido de qualificar as nossas praias, copiando o que outros já fizeram se calhar sem tanto alarido, mas não queremos saber manifestamente se este ano foram feitos mais salvamentos que no ano passado ou se as águas estão próprias para banhos depois de tomados os mesmos banhos. As 303 ocorrências registadas, com a subjectivade que se adivinha, na época balnear de 2009 foram comparadas com as 32 deste ano, aqui se incluíndo ainda o aparecimento de cadáveres de animais - 7 em 2009, nenhum este ano. Já todos sabemos que as nossas praias estão melhores, não havia necessidade nenhuma de promover o produto. Mas, infelizmente, os nossos políticos continuam convencidos que governam estúpidos. Se calhar têm razão.
A feira medieval de Leça do Balio foi mais uma vez um grande sucesso. Sucesso, bem entendido, no sentido castelhano de acontecimento. Ou seja, foi um grande acontecimento, com grande participação de público, excelentes momentos cénicos de recriação, bons petiscos e convívio. Não sei quanto custa isto nem me interessa embora me digam que até nem é muito se tivermos em conta os patrocínios conseguidos. O que sei é que é assim que se trabalha na área da cultura, é assim que se recupera o passado e é assim que se aproveita o património edificado. Pena é que o dono da chave do mosteiro continue impunemente a criar obstáculos a este GRANDE ACONTECIMENTO aqui retratado magnificamente por FRANCISCO TEIXEIRA, um artista matosinhense que tem de ser rapidamente reconhecido através de uma mostra dos seus trabalhos ou de uma edição..jpg)
