
Um matosinhense que faz pela vida e um leixonense que - eu vi - teve a coragem de apoiar a sua equipa no Estádio D. Afonso Henriques.
Ver aqui: http://bussola.blogs.sapo.pt/157432.html

Finalmente fui ao "Nery". Para ver a peça do ARAL "Os Meninos à volta da Mamã", uma encenação de João Lourival. A minha miúda adorou e eu também. Comédia ligeira mas muito divertida, com uma grande performance de João Lourival Júnior, muito bem acompanhado por Nuno Silva, Cristina Parafita, Carolina Ribeiro, Pedro Lourival, Vera Lúcia Neto, Isabel Sousa e Joaquim Silva. O teatro está um espectáculo, o espectáculo estava teatral.
Esta noite ia para casa quando me lembrei de que era noite de visitar o museu da Quinta de Santiago tendo como guia o mordomo Baptista.
O presidente da câmara e a vereadora do ambiente fizeram uma conferência de Imprensa a propósito do balanço...da época balnear. A próxima, imagino, será sobre a migração das rolas. São inutilidades deste tipo que nos fazem pensar que o poder local não passa de folclore. Já todos sabemos a câmara, após anos de inércia, fez um grande esforço no sentido de qualificar as nossas praias, copiando o que outros já fizeram se calhar sem tanto alarido, mas não queremos saber manifestamente se este ano foram feitos mais salvamentos que no ano passado ou se as águas estão próprias para banhos depois de tomados os mesmos banhos. As 303 ocorrências registadas, com a subjectivade que se adivinha, na época balnear de 2009 foram comparadas com as 32 deste ano, aqui se incluíndo ainda o aparecimento de cadáveres de animais - 7 em 2009, nenhum este ano. Já todos sabemos que as nossas praias estão melhores, não havia necessidade nenhuma de promover o produto. Mas, infelizmente, os nossos políticos continuam convencidos que governam estúpidos. Se calhar têm razão.
A feira medieval de Leça do Balio foi mais uma vez um grande sucesso. Sucesso, bem entendido, no sentido castelhano de acontecimento. Ou seja, foi um grande acontecimento, com grande participação de público, excelentes momentos cénicos de recriação, bons petiscos e convívio. Não sei quanto custa isto nem me interessa embora me digam que até nem é muito se tivermos em conta os patrocínios conseguidos. O que sei é que é assim que se trabalha na área da cultura, é assim que se recupera o passado e é assim que se aproveita o património edificado. Pena é que o dono da chave do mosteiro continue impunemente a criar obstáculos a este GRANDE ACONTECIMENTO aqui retratado magnificamente por FRANCISCO TEIXEIRA, um artista matosinhense que tem de ser rapidamente reconhecido através de uma mostra dos seus trabalhos ou de uma edição..jpg)



Como sou um tipo nitidamente azarado, fui à feira medieval de Leça do Balio e encontrei-me com o presidente Pinto e com o vereador Rocha mas não vi a bela deputada socialista (Luísa Salgueiro). Pelos vistos alguém teve mais sorte e apanhou o trio durante a ceia medieval do programa da (bonita) festa. Como dá para ver, o presidente já despachou tudo o que tinha a despachar, só deixou mesmo prato de pão, enquanto Fernando Rocha parece surpreendido com o fotógrafo. Quem seria ele? PdL deixa algumas hipóteses:
O meu amigo José Modesto costuma empurrar-me para as assembleias de freguesia de Leça da Palmeira e mais uma vez conseguiu convencer-me. Ali chegado, não arranjei lugar na sala e tive de me alapar numa cadeirinha do hall, ainda a tempo de ouvir as intervenções dos fregueses, entre as quais a habitual palestra do Modesto. Entretanto, não sei como, o meu telemóvel passou para o modo de fotografia e a minha mão tremeu quando um dos membros da assembleia de freguesia se levantou. Quando o inévitável Monteiro da Mota (?) começou a falar, desci alguns degraus, na proporção do aumento dos decibéis e espantei-me com os computadores Apple da zona de atendimento ao público, com um deles a transmitir em directo o que se passava no andar de cima. Fiquei, portanto, ali alguns minutos com a imagem plasmada e o som ao vivo do senhor Mota, posto o que fui à vidinha, cumprimentei o sem afável Pinto Lobão e hoje ao verificar as imagens da câmara fotográfica do meu Nokia eis-me surpreendido com esta diáfana imagem de uma ninfa emergindo da assembleia do povo.
É um ritual que não dispenso: parar o carro na ponte móvel, ver os tabuleiros a subir, esperar pelo barco que vai para algures, fumar um cigarro, absorver o ambiente Blade Runner, passar em fim para a outra margem. É um ritual de passagem que acaba por estar no nosso código genético, mesmo quando não nascemos por aqui mas em Barroselas ou em Cinfães do Douro.