segunda-feira, 18 de outubro de 2010
ESMOLINHAS
Há um percurso na SCUT a que chamam A41/42 que custa 10 míseros cêntimos, é no sétimo pórtico a contar de Matosinhos. O pormenor se não fosse macabro era delicioso. O glutão Estado nem uma migalha pode dispensar, depois de anos de desperdício a encher a mula. Paga o cidadão. Mas, vá lá, desta vez há um sinal de aviso: o "piiiiiiiii" da Via Verde, sempre que passamos num pórtico, a dizer-nos "morcão, não te esqueças desta vez de penalizar quem não te sabe governar".
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
À NOITE NO MUSEU
Esta noite ia para casa quando me lembrei de que era noite de visitar o museu da Quinta de Santiago tendo como guia o mordomo Baptista.Uma vez por mês, sempre à quinta-feira, se calhar com um interregno nos meses de Inverso, Joel Cleto liga a máquina do tempo e faz-nos recuar cem anos, dando-nos a conhecer os cantos da casa dos Santiago Carvalho, a família nobre que escolheu a margem direita da foz Leça como seu campo de sonhos.
Quem me conhece sabe que há muito tempo que aprecio o trabalho que o "nosso arqueólogo" tem feito por Matosinhos e pelos matosinhenses. Mas a verdade é que não conhecia este seu jeito para a representação de um papel.
Os 80 minutos que durou a viagem nocturna pela casa dos Santiagos passaram depressa, com o bónus proporcionado pela exposição de alguns dos melhores trabalhos de Augusto Gomes, que por sí só justificam uma visita durante o horário normal do museu.
São coisas assim que nos reconfortam e reconciliam com o serviço público, quando este nos é prestado com sabedoria, dedicação e verdadeiro empenho, não deixando morrer o nosso melhor património: a memória.
Obrigado, Baptista!
SCUTEM O SILÊNCIO
A partir das zero horas de hoje a indignidade abateu-se sobre Matosinhos.
Passamos a pagar as nossas deslocações periféricas dentro do concelho (para Custóias, S. Mamede e Leça do Balio) sem que um só deputado "eleito" por Matosinhos tenha levantado a voz ou ousado sequer falar do assunto. O presidente da câmara anda também desaparecido deste combate, melhor, está do outro lado da trincheira. Este silêncio dos "nossos" políticos é ensurdecedor, gritando-nos aos ouvidos a inutilidade de um sistema que elege políticos e não representantes do povo. Já sabia que a democracia tinha muitos buracos, confirma-se agora que nem um buraco merece ser chamada.
Que vergonha!
Passamos a pagar as nossas deslocações periféricas dentro do concelho (para Custóias, S. Mamede e Leça do Balio) sem que um só deputado "eleito" por Matosinhos tenha levantado a voz ou ousado sequer falar do assunto. O presidente da câmara anda também desaparecido deste combate, melhor, está do outro lado da trincheira. Este silêncio dos "nossos" políticos é ensurdecedor, gritando-nos aos ouvidos a inutilidade de um sistema que elege políticos e não representantes do povo. Já sabia que a democracia tinha muitos buracos, confirma-se agora que nem um buraco merece ser chamada.
Que vergonha!
terça-feira, 12 de outubro de 2010
MONTEDOURO
VERGONHA
domingo, 10 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
INUTILIDADES
O presidente da câmara e a vereadora do ambiente fizeram uma conferência de Imprensa a propósito do balanço...da época balnear. A próxima, imagino, será sobre a migração das rolas. São inutilidades deste tipo que nos fazem pensar que o poder local não passa de folclore. Já todos sabemos a câmara, após anos de inércia, fez um grande esforço no sentido de qualificar as nossas praias, copiando o que outros já fizeram se calhar sem tanto alarido, mas não queremos saber manifestamente se este ano foram feitos mais salvamentos que no ano passado ou se as águas estão próprias para banhos depois de tomados os mesmos banhos. As 303 ocorrências registadas, com a subjectivade que se adivinha, na época balnear de 2009 foram comparadas com as 32 deste ano, aqui se incluíndo ainda o aparecimento de cadáveres de animais - 7 em 2009, nenhum este ano. Já todos sabemos que as nossas praias estão melhores, não havia necessidade nenhuma de promover o produto. Mas, infelizmente, os nossos políticos continuam convencidos que governam estúpidos. Se calhar têm razão.domingo, 3 de outubro de 2010
ELEIÇÕES
Esta semana, aqui no café onde costumo abancar, falava com os meus amigos da rua de eleições. Mais uma vez forcei a nota e defendi uma tese de há muito que passa por apenas conceder o direito de voto a quem paga impostos, tirando esse direito a quem nunca se colectou ou àqueles que de alguma forma ludibriaram o Estado e feriram os cidadãos, tendo sido condenados por isso. Sei que é uma tese muito radical e completamente fora de modo nestes tempos liberais mas se repararem bem na hoje muito festejada 1.ª República o direito de votar era um direito de uma elite, dela estando afastadas as mulheres e os analfabetos, entre outros. Vão já começar a dizer que sou um pedante e peras mas, se me permitirem, vou tentar fundamentar o meu pensamento: numa empresa só votam os accionistas e nem todos. Ou seja, quem investe e quem arrisca. Quem ganha e quem perde. Sendo assim, os 700 mil assalariados da função pública também não deviam votar. Estão envolvidos de alguma forma, estão conotados com os poderes, estão contaminados... Provavelmente não me fiz entender mas confesso que me custa participar nesta solenidade na qual até atrasados mentais podem votar.
sábado, 2 de outubro de 2010
EXPOSIÇÃO
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
BELOS VELEIROS
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
FEIRA MEDIEVAL
A feira medieval de Leça do Balio foi mais uma vez um grande sucesso. Sucesso, bem entendido, no sentido castelhano de acontecimento. Ou seja, foi um grande acontecimento, com grande participação de público, excelentes momentos cénicos de recriação, bons petiscos e convívio. Não sei quanto custa isto nem me interessa embora me digam que até nem é muito se tivermos em conta os patrocínios conseguidos. O que sei é que é assim que se trabalha na área da cultura, é assim que se recupera o passado e é assim que se aproveita o património edificado. Pena é que o dono da chave do mosteiro continue impunemente a criar obstáculos a este GRANDE ACONTECIMENTO aqui retratado magnificamente por FRANCISCO TEIXEIRA, um artista matosinhense que tem de ser rapidamente reconhecido através de uma mostra dos seus trabalhos ou de uma edição.terça-feira, 28 de setembro de 2010
LA NAVE VA
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A doca vista da janela do meu carro, na imobilidade possível de quem passa na Ponte Móvel de Leixões, correndo não se sabe para onde, se calhar para sítio nenhum, deixando para trás o sonho de entrar num paquete e de rumar a um fiorde longe do mundo.
Nem de propósito, o JN de hoje, assumindo-se em definitivo como um jornal paroquiano, dedica uma página ao vandalismo que assola a ponte depois da desmobilização dos seguranças que por ali andavam:
"Inaugurada há três anos e galardoada internacionalmente, a ponte móvel de Matosinhos está tomada pela sujidade. Há painéis de acrílico partidos e os elevadores são usados como quarto de banho. Os utentes protestam. A APDL diz que vai reforçar a fiscalização."Ora, todos sabemos que os portugueses passam-se quando abandonam o ambiente caseiro e fazem do espaço público o que um porco não consegue fazer da sua pocilga. Sendo que para ajudar alguns meninos com graves problemas existenciais desatam aos pontapés a vidros, caixotes do lixo e a todo o tipo de mobiliário urbano pensando que estão a exorcizar os fantasmas que habitam nas respectivas casas. É um fenómeno de catarse que se regista. Temos o espaço público que temos, no estado em que está, porque somos, no geral, um povo acívico e desequilibrado mentalmente.
domingo, 26 de setembro de 2010
CRIME, DIGO EU

"De um modo geral, a qualidade ar na região onde se insere o Projecto, de acordo
com os trabalhos de campo e bibliografia consultada, poder-se-á classificar como
média, sendo de salientar que o poluente atmosférico mais vezes responsável por
esta classificação são as emissões de partículas (PM).
Outros aspectos também importantes, são os fenómenos episódicos de SO2 e NO2
que se registam nesta região. É também de destacar, pela negativa, que a ocorrência
de dias com uma qualidade do ar classificada como Muito Boa é inferior aos dias em
que a mesma classificação aponta para uma classificação de Má qualidade.
Os principais contribuintes com poluentes atmosféricos nesta região, são as
industrias, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro e o tráfego automóvel."
com os trabalhos de campo e bibliografia consultada, poder-se-á classificar como
média, sendo de salientar que o poluente atmosférico mais vezes responsável por
esta classificação são as emissões de partículas (PM).
Outros aspectos também importantes, são os fenómenos episódicos de SO2 e NO2
que se registam nesta região. É também de destacar, pela negativa, que a ocorrência
de dias com uma qualidade do ar classificada como Muito Boa é inferior aos dias em
que a mesma classificação aponta para uma classificação de Má qualidade.
Os principais contribuintes com poluentes atmosféricos nesta região, são as
industrias, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro e o tráfego automóvel."
Estudo da GALP, em 2002, sobre a zona Norte (em relação à Petrogal) do concelho de Matosinhos.
Obviamente, dispensa comentários...
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
OUTONO
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
BOLETIM "MARÉ" N.º 78

O Núcleo de Amigos dos Pescadores de Matosinhos continua a prestar um grande serviço comunitário ao editar o boletim "Maré", disponibilizado em várias sítios sobretudo de Matosinhos - na biblioteca pública e, por exemplo, na padaria Leal (avenida Serpa Pinto). O último número (o 78) abre com a história de António Rodrigues Pinto Pinhal Júnior, um dos grandes industriais das conservas de peixe, nascido a 21 de Novembro de 1916. A fábrica de conversas com o nome de família(a Pinhais), que ainda hoje labora, sendo a única a aplicar o método tradicional e dedicando quase toda a sua produção à exportação, foi fundada em 1926 e ampliada em 1945. Pinhal Júnior foi um dos impulsionadores do movimento "Tostão por cabaz de sardinha" que tanto contribuiu para a construção da nova capela de Santo Amaro e do Estádio do Mar. Hoje, com 87 anos de idade, trabalhando na fábrica desde os 20, este industrial e benemérito matosinhense entende que a cidade merece um museu que conte a grandeza do concelho nesta área. Pode ser que em breve tal seja possível...
Ainda neste último número de "Maré" conta-se a história de Carlos Santos Filipe Reis, mais conhecido por Carlos Facas. Apresentado como "um homem de luta". Facas abraçou causas sindicais e chegou a despejar todo o peixe que um pescador queria vender em tempo de greve.
As centrais são dedicadas ao passeio a Peniche e a Serra d'El-Rei dos amigos do núcleo, onde não faltou uma incursão ao imaginário do Mártir São Sebastião.
Vá lá, não custa nada. Procure o "Maré" e entre na onda.
Ainda neste último número de "Maré" conta-se a história de Carlos Santos Filipe Reis, mais conhecido por Carlos Facas. Apresentado como "um homem de luta". Facas abraçou causas sindicais e chegou a despejar todo o peixe que um pescador queria vender em tempo de greve.
As centrais são dedicadas ao passeio a Peniche e a Serra d'El-Rei dos amigos do núcleo, onde não faltou uma incursão ao imaginário do Mártir São Sebastião.
Vá lá, não custa nada. Procure o "Maré" e entre na onda.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
SEXTA-FEIRA, NO BALIO DE LEÇA
Junta de Freguesia da Vila de Leça do Balio vai levar a efeito, dia 24 de Setembro às 21,30 horas, um Debate sobre Políticas Desportivas e Ensino, no Centro Cultural de Leça do Balio (frente ao Mosteiro) onde participarão de entre outras, as seguintes individualidades ligadas ao Desporto e Ensino:
- O Presidente da Junta de Freguesia, Francisco Araújo, que moderará o debate;
- Engº Paulo Paraty, monitor da Federação Portuguesa de Futebol;
- Prof. Dr. Jorge Silvério da Universidade do Minho;
- Mestre José Neto; Professor Universitáio do ISMAI
- Dr. José Guilherme Aguiar, Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Matosinhos;
- Dr. Correia Pinto, Vereador do Ensino da Câmara Municipal de Matosinhos.
Bora lá, malta.
- O Presidente da Junta de Freguesia, Francisco Araújo, que moderará o debate;
- Engº Paulo Paraty, monitor da Federação Portuguesa de Futebol;
- Prof. Dr. Jorge Silvério da Universidade do Minho;
- Mestre José Neto; Professor Universitáio do ISMAI
- Dr. José Guilherme Aguiar, Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Matosinhos;
- Dr. Correia Pinto, Vereador do Ensino da Câmara Municipal de Matosinhos.
Bora lá, malta.
sábado, 18 de setembro de 2010
VELOCIDADE DE CRUZEIRO
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
DUX DE LUX

Ostracizado ou mexilhonizado pelo Partido Socialista, de que foi um dos promotores nos quentes anos pós-PREC, Narciso Miranda vê-se hoje aprisionado num T 1 de um bairro social felizmente com vista para o mar. Ei-lo no intervalo do estrujido de punho erguido enquanto ao fundo a burguesia socialista invade o jardim de um condomínio e monta o cenário de crise com o engenheiro virtual no meio, na rentrée do partido que está de saída de poder. Todos sabem que sempre admirei o nosso dux e é por coisas assim que continuo a gostar dele, o que me vai custando um ou outro dissabor do poder estabelecido. Mas tenho a certeza que esta é a minha sina. Fica aqui o registo de mais uma acção de campanha de quem é um resistente. Quando pensarem que o homem já era, muito cuidado! Este é realmente o animal feroz da nossa política de trazer por casa.
sábado, 11 de setembro de 2010
HOSPITALÁRIOS
Como sou um tipo nitidamente azarado, fui à feira medieval de Leça do Balio e encontrei-me com o presidente Pinto e com o vereador Rocha mas não vi a bela deputada socialista (Luísa Salgueiro). Pelos vistos alguém teve mais sorte e apanhou o trio durante a ceia medieval do programa da (bonita) festa. Como dá para ver, o presidente já despachou tudo o que tinha a despachar, só deixou mesmo prato de pão, enquanto Fernando Rocha parece surpreendido com o fotógrafo. Quem seria ele? PdL deixa algumas hipóteses:- O dux.
- Pinto da Costa.
- Juca Magalhães
- Nuno Álvares Pereira
- José Modesto.
Fica à vossa consideração.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
ASSEMBLEIA DE LEÇA
O meu amigo José Modesto costuma empurrar-me para as assembleias de freguesia de Leça da Palmeira e mais uma vez conseguiu convencer-me. Ali chegado, não arranjei lugar na sala e tive de me alapar numa cadeirinha do hall, ainda a tempo de ouvir as intervenções dos fregueses, entre as quais a habitual palestra do Modesto. Entretanto, não sei como, o meu telemóvel passou para o modo de fotografia e a minha mão tremeu quando um dos membros da assembleia de freguesia se levantou. Quando o inévitável Monteiro da Mota (?) começou a falar, desci alguns degraus, na proporção do aumento dos decibéis e espantei-me com os computadores Apple da zona de atendimento ao público, com um deles a transmitir em directo o que se passava no andar de cima. Fiquei, portanto, ali alguns minutos com a imagem plasmada e o som ao vivo do senhor Mota, posto o que fui à vidinha, cumprimentei o sem afável Pinto Lobão e hoje ao verificar as imagens da câmara fotográfica do meu Nokia eis-me surpreendido com esta diáfana imagem de uma ninfa emergindo da assembleia do povo.Como vêem, mesmo numa simples assembleia de freguesia podemos ser agradavelmente surpreendidos. Pela tecnologia dos homens e pela tecnologia de Deus.
Ámen.
A PONTE
É um ritual que não dispenso: parar o carro na ponte móvel, ver os tabuleiros a subir, esperar pelo barco que vai para algures, fumar um cigarro, absorver o ambiente Blade Runner, passar em fim para a outra margem. É um ritual de passagem que acaba por estar no nosso código genético, mesmo quando não nascemos por aqui mas em Barroselas ou em Cinfães do Douro.segunda-feira, 6 de setembro de 2010
BOA NOVA

Na praia lá da Boa Nova, um dia
Edifiquei (foi esse o grande mal)
Alto castelo, o que é a fantasia
Todo de lápis-lazúli e coral!
Naquelas redondezas não havia
Quem se gabasse dum domingo igual:
Oh Castelo tão alto! parecia
O território dum Senhor feudal!
Um dia (não sei quando, nem sei donde)
Um vento seco de Deserto e spleen
Deitou por terra, ao pó que tudo esconde
O meu condado, o meu condado, sim!
Portque eu já fui um poderoso Conde,
Naquela idade em que se é conde assim...
António Nobre, 1887
PS - Onde se lê conde deve ler-se dux
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