« uma cortesia de Jorge Reis
Um mendigo entra num bar e pede a um homem que lhe pague um café. Com pena,o
homem oferece-lhe uma cerveja. O mendigo diz:
- Não obrigado, não bebo, só quero o café.
Então, o homem lhe oferece a compra de um bilhete de Lotaria.
- Não obrigado, não jogo, só quero o café.
Com muita insistência, o homem oferece-lhe um cigarro.
- Não fumo, só quero o cafézinho. - recusa o mendigo.
O homem insiste novamente e diz que paga uma noitada com uma prostituta.
- Não obrigado, eu não traio a minha mulher, só quero um café.
Então o homem leva o mendigo para sua casa e diz à mulher para lhe preparar
o café. Curiosa, ela pergunta ao marido:
- Por que trouxeste para casa um mendigo sujo só para tomar um café?
- Para te mostrar como fica um homem que não bebe, não joga, não fuma e não
dá uma queca por fora de vez em quando.
sexta-feira, 19 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
FESTAROLA
Grande festarola no sábado à noite com jantar incluído, animação do tal Barbosa, ali junto ao espelho de água da biblioteca. Dizem-me que foi uma homenagem a Guilherme Pinto mas que o presidente só lá passou para o beija-mão.
Porque é que nunca me convidam para estas coisas?
Porque é que nunca me convidam para estas coisas?
quarta-feira, 10 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
SOL NA EIRA
Verifico, com prazer, que o passadiço está quase a unir a Boa Nova ao Cabo do Mundo. Uma osmose perfeita, rumo à requalificação total da orla costeira de Matosinhos, desprezada durante todos aqueles anos durante os quais o mais importante foi o betão armado por especuladores imobiliários e por construtores civis que muito jeito deram no financiamento de um partido que todos conhecem. Finalmente começamos a perceber que o serviço público não é apenas servir-se do público.
Deixem-nos, pois, gozar esta breve réstea de Sol.
Deixem-nos, pois, gozar esta breve réstea de Sol.
segunda-feira, 8 de março de 2010
A ANTA
A anta rosna.
Coça-se.
Fuma.
Bebe.
Engole em seco.
Tira os óculos.
Rói as garras.
E ataca.
Ataca.
Arrebata, abocanha, morde e estraçalha.
A anta rosna.
Agora de prazer.
Olha embevecida para o ecrã da TV, para as imagens do engenheiro de cuecas, correndo nas ruas de Moçambique.
A anta olha à sua volta.
Não vê ninguém.
O prazer solitário não é pecado.
A anta sorri.
Coça-se.
Fuma.
Bebe.
Engole em seco.
Tira os óculos.
Rói as garras.
E ataca.
Ataca.
Arrebata, abocanha, morde e estraçalha.
A anta rosna.
Agora de prazer.
Olha embevecida para o ecrã da TV, para as imagens do engenheiro de cuecas, correndo nas ruas de Moçambique.
A anta olha à sua volta.
Não vê ninguém.
O prazer solitário não é pecado.
A anta sorri.
CLUBE DE LEÇA
Encontrei hoje nas estantes da livraria "Leitura", no Bom Sucesso, este interessante livro de António Ramalho de Almeida sobre os 125 anos do selecto Clube de Leça, onde de vez em quando tenho o prazer de beber uns finos e fumar umas cigarradas com o meu bom amigo Francisco de Almeida Garrett. Só não o comprei porque custa 35 euros e já tinha pago um exemplar com um preço idêntico e prometi a mim mesmo que qualquer surtida a uma livraria não me levará a gastar mais que 50 euros, caso contrário é a minha desgraça...Espero que a nossa Biblioteca Municipal se apresse a adquirir esta obra que contém imagens muitos importantes sobre Leça da Palmeira antiga.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
RUNENYOGA

Posturas Mágicas
O Corpo como Celebração do Poder Divinatório das Runas
A meditação através do uso de posturas psicodinâmicas corporais abre um novo horizonte no contacto com as entidades celestes que se “escondem” num simples símbolo rúnico e, assim, activam memórias subconscientes. O som, cor e o seu significado, quando sentidos e experimentados numa sequência de posturas rúnicas (a partir dos 24 sigilos mágicos do FUTHARK), transformam o corpo no melhor instrumento de captação de energias numimosas com as quais poderemos trabalhar num contexto divinhatório e, ao mesmo tempo, activar o processo de autodesenvolvimento. A proposta aqui apresentada visa criar um veículo de revelação dos Mistérios da Natureza a partir de dentro de cada indivíduo. Através das experiências individuais, nestes exercícios, vai-se elaborando e enriquecendo um sistema complexo de caracteres de uma linguagem mágica, que se vai incorporando no quotidiano invididual. As Runas vão revelando os seus segredos de acordo com as emoções e os sentidos de cada participante.
Recorrendo às Asanas do Ioga e à Euritmia de Rudolf Steiner, o alemão Frieddrich B. Marby, no início do século XX, criou um método de meditação corporal assente nos sigilos rúnicos: Runenyoga. Para cada runa, uma postura, acentuada com um mantra. O corpo toma a forma da runa, concentrando a mente no seu significado, chamando para o exterior o som mágico e traz à superfície a energia psíquica presente na sonoridade da fórmula sagrada ou da divindade, incorporando-a no corpo. Ao interagirmos dinamicamente com o corpo e com o conjunto de 24 Runas desvelamos, então, uma nova faceta de cada Runa, em função do impacto que cria na consciência individual. As experiências diferem de caso para caso, o que permitirá formar conceitos muito pessoais sobre o significado de cada um dos símbolos. Os exercícios fortalecerão o corpo e, sobretudo, estarão a reaproximar-nos intimamente às forças dos mundos celestes e subterrâneos que marcam o compasso dos ritmos do meio natural.
Os objectivos da prática de Runenyoga são os seguintes:
Controle do corpo através da postura, exercitando impulsos de movimentos.
Controle dos pensamentos através do som, ou seja galdr (mantra)
Controle da respiração
Controle das emoções com o propósito de abrir janelas à visualização.
Despertar os sentidos internos às mensagens das runas que ressoam do nosso Ser e dos Mundos da Árvore do Conhecimento.
Controle da vontade no sentido de a direccionar a um determinado objectivo.
Divido em três sessões por mês, durante seis meses, o workshop arrancará em Abril, estendendo-se até Junho. A segunda fase começará em Setembro.
PRIMEIRA FASE
Abril: 6 (Terça-feira), 14 (Quarta-feira) e 23 (Sexta-feira)
Maio: 30 de Abril (Sexta-feira), 18 (Terça-feira) e 25 (Terça-feira)
Junho: 2 (Quarta-feira), 11 (Sexta-feira) e 18 (Sexta-feira)
Todas as sessões serão em horário pós-laboral das 19 horas às 20,30 horas
LOCAL
Estúdio Ganesh, Praça dos Lóios, 37- 2º andar, Porto.
Contribuição mensal: 25 euros.
Desconto para membros do Projecto Karnayna.
Inscrições/Informações
valquiria@projectokarnayna.com
Telemóvel: 91 722 78 85
Cada participante deverá trazer:
- roupa confortável e calçado ou peúgas indicados para meditação
- Lápis de cor, canetas ou aguarelas.
- um baralho de Runas, caso o tenham
Este trabalho constituiu uma etapa complementar à temática desenvolvida no livro “As Moradas Secretas de Odin”, de Valquíria Valhalladur.
AQUI FICA DIVULGADA ESTA INTERESSANTE INICIATIVA DA MINHA COLEGA DE "O JOGO" CRISTINA AGUIAR
O Corpo como Celebração do Poder Divinatório das Runas
A meditação através do uso de posturas psicodinâmicas corporais abre um novo horizonte no contacto com as entidades celestes que se “escondem” num simples símbolo rúnico e, assim, activam memórias subconscientes. O som, cor e o seu significado, quando sentidos e experimentados numa sequência de posturas rúnicas (a partir dos 24 sigilos mágicos do FUTHARK), transformam o corpo no melhor instrumento de captação de energias numimosas com as quais poderemos trabalhar num contexto divinhatório e, ao mesmo tempo, activar o processo de autodesenvolvimento. A proposta aqui apresentada visa criar um veículo de revelação dos Mistérios da Natureza a partir de dentro de cada indivíduo. Através das experiências individuais, nestes exercícios, vai-se elaborando e enriquecendo um sistema complexo de caracteres de uma linguagem mágica, que se vai incorporando no quotidiano invididual. As Runas vão revelando os seus segredos de acordo com as emoções e os sentidos de cada participante.
Recorrendo às Asanas do Ioga e à Euritmia de Rudolf Steiner, o alemão Frieddrich B. Marby, no início do século XX, criou um método de meditação corporal assente nos sigilos rúnicos: Runenyoga. Para cada runa, uma postura, acentuada com um mantra. O corpo toma a forma da runa, concentrando a mente no seu significado, chamando para o exterior o som mágico e traz à superfície a energia psíquica presente na sonoridade da fórmula sagrada ou da divindade, incorporando-a no corpo. Ao interagirmos dinamicamente com o corpo e com o conjunto de 24 Runas desvelamos, então, uma nova faceta de cada Runa, em função do impacto que cria na consciência individual. As experiências diferem de caso para caso, o que permitirá formar conceitos muito pessoais sobre o significado de cada um dos símbolos. Os exercícios fortalecerão o corpo e, sobretudo, estarão a reaproximar-nos intimamente às forças dos mundos celestes e subterrâneos que marcam o compasso dos ritmos do meio natural.
Os objectivos da prática de Runenyoga são os seguintes:
Controle do corpo através da postura, exercitando impulsos de movimentos.
Controle dos pensamentos através do som, ou seja galdr (mantra)
Controle da respiração
Controle das emoções com o propósito de abrir janelas à visualização.
Despertar os sentidos internos às mensagens das runas que ressoam do nosso Ser e dos Mundos da Árvore do Conhecimento.
Controle da vontade no sentido de a direccionar a um determinado objectivo.
Divido em três sessões por mês, durante seis meses, o workshop arrancará em Abril, estendendo-se até Junho. A segunda fase começará em Setembro.
PRIMEIRA FASE
Abril: 6 (Terça-feira), 14 (Quarta-feira) e 23 (Sexta-feira)
Maio: 30 de Abril (Sexta-feira), 18 (Terça-feira) e 25 (Terça-feira)
Junho: 2 (Quarta-feira), 11 (Sexta-feira) e 18 (Sexta-feira)
Todas as sessões serão em horário pós-laboral das 19 horas às 20,30 horas
LOCAL
Estúdio Ganesh, Praça dos Lóios, 37- 2º andar, Porto.
Contribuição mensal: 25 euros.
Desconto para membros do Projecto Karnayna.
Inscrições/Informações
valquiria@projectokarnayna.com
Telemóvel: 91 722 78 85
Cada participante deverá trazer:
- roupa confortável e calçado ou peúgas indicados para meditação
- Lápis de cor, canetas ou aguarelas.
- um baralho de Runas, caso o tenham
Este trabalho constituiu uma etapa complementar à temática desenvolvida no livro “As Moradas Secretas de Odin”, de Valquíria Valhalladur.
AQUI FICA DIVULGADA ESTA INTERESSANTE INICIATIVA DA MINHA COLEGA DE "O JOGO" CRISTINA AGUIAR
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
ELE SABE-A TODA

Mais uma vez o imparável mostrou a sua raça. Apostou no "cavalo" certo, isto é, em Filipe Pinto. Quem está no poder desprezou o pedido de ajuda. Narciso viu ali logo uma oportunidade. E agarrou-a. Marcou pontos. Mostrando que não está morto politicamente. Menosprezá-lo será porventura o mais erro de quem parece ter adormecido depois da vitória de Outubro. Aqui e na marginal do Cabo do Mundo.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
BLOGUES E POLÍTICA
Com a moderação de Carlos Mouta, falou-se sexta à noite, no Café da Biblioteca, um espaço (bem) renovado, de política e de blogues. A Juventude Socialista convidou alguns bloggers locais, entre os quais o accionista maioritário e único do PdL, para além de Vítor Maganinho, José Modesto, Otília Gradim, Carlos Alberto e Américo Freitas. Esteve presente também uma doutoranda mas que me desculpe pois o nome varreu-se-me. O debate durou um pouco mais de duas horas e nele entrou, de forma veemente, a engenheira Olga Maia, no seu estilo bem característico, para se queixar de alguns bloggers e dos comentários que estes não filtram e que terão atingido a sua pessoa (aparentemente sem lhe causarem mossa). Pode dizer-se que foi uma noite de revelações embora sem grande participação do público. A conversa prolongou-se depois para uma mesa onde já se podia fumar e onde a água não era o elemento líquido dominante e terminou quase às 3 da manhã junto ao espelho de água da biblioteca com o desenvolvimento do palpitante tema "Como seria bom se fossemos todos polígamos". Aviso desde já que se atiraram foguetes mas ninguém se baixou, prudentemente, para apanhar as canas pois o Modesto estava a ameaçar ligar a "Máquina de Furar". Gostei de estar com todos, gostei do espaço, gostei da simpatia dos jovens socialistas, gostei do "Tango" e só não gostei de ver mais gente na plateia porque é nestes momentos, raros, que acontece aquilo a que se chama exercício de cidadania. Obrigado pelo convite e pela consequente catarse.sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
A VIDA QUE TEMOS
Este país é mesmo surpreendente.
O primeiro-ministro fez questão de abrir os telejornais, ontem, para sublinhar o que considera 3 verdades.
Acabou a falar de falsidades.
Da cabala (ou do robalo) montada em Aveiro.
Das radiações solares.
Das deambulações que deviam ficar "cofinadas" ao seu círculo de poder, povoado por "boys" que fizeram o tirocínio na juventude partidária lá do sítio que tiveram percursos meteóricos em diversas administrações públicas e semi-públicas.
Depois, temos o Mário Crespo a vender t-shirts na AR.
José Manuel Fernandes a explicar o que Belmiro já tinha explicado numa recente entrevista, isto é, que é bom rapaz, faz muitos twites mas tem pouco jeito para vender jornais.
Para ajudar à festa, Rangel propõe que se comecem a preparar as crianças para uma profissão aos 12 anos. Presumo que está a falar de políticos e não de sapateiros.
O que sobra é a espuma dos dias.
É a inteligência do Ruben Micael naquele livre que deu o 2-1 ao FC Porto.
É o FC Porto-Sp-Braga que aí vem.
O Medina Carreira.
O cone de amêndoa do McDonald's.
O Ferreira Fernandes a fingir que não se passa nada.
O senhor da AMI a declarar já a situação de calamidade pública ao candidatar-se à presidência não se sabe bem de que República.
O Narciso nos "Ídolos" a querer aparecer na fotografia.
O Guilherme Pinto desaparecido em combate sem conseguir rematar a marginal do Cabo do Mundo.
Guilherme Aguiar entretido com a conversa da treta.
E o Inverno que nunca mais acaba.
Bem, o caso é sério. Vou pedir o rendimento mínimo, o telefone da Tele Pizza e enfiar-me debaixo dos cobertores até sentir algum calorzinho.
O primeiro-ministro fez questão de abrir os telejornais, ontem, para sublinhar o que considera 3 verdades.
Acabou a falar de falsidades.
Da cabala (ou do robalo) montada em Aveiro.
Das radiações solares.
Das deambulações que deviam ficar "cofinadas" ao seu círculo de poder, povoado por "boys" que fizeram o tirocínio na juventude partidária lá do sítio que tiveram percursos meteóricos em diversas administrações públicas e semi-públicas.
Depois, temos o Mário Crespo a vender t-shirts na AR.
José Manuel Fernandes a explicar o que Belmiro já tinha explicado numa recente entrevista, isto é, que é bom rapaz, faz muitos twites mas tem pouco jeito para vender jornais.
Para ajudar à festa, Rangel propõe que se comecem a preparar as crianças para uma profissão aos 12 anos. Presumo que está a falar de políticos e não de sapateiros.
O que sobra é a espuma dos dias.
É a inteligência do Ruben Micael naquele livre que deu o 2-1 ao FC Porto.
É o FC Porto-Sp-Braga que aí vem.
O Medina Carreira.
O cone de amêndoa do McDonald's.
O Ferreira Fernandes a fingir que não se passa nada.
O senhor da AMI a declarar já a situação de calamidade pública ao candidatar-se à presidência não se sabe bem de que República.
O Narciso nos "Ídolos" a querer aparecer na fotografia.
O Guilherme Pinto desaparecido em combate sem conseguir rematar a marginal do Cabo do Mundo.
Guilherme Aguiar entretido com a conversa da treta.
E o Inverno que nunca mais acaba.
Bem, o caso é sério. Vou pedir o rendimento mínimo, o telefone da Tele Pizza e enfiar-me debaixo dos cobertores até sentir algum calorzinho.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
MOÇÕES E LOÇÕES
Nas assembleias municipais e de freguesia a que já assisti pude deliciar-me com a apresentação das mais disparatadas moções. Desde moções pró-Timor a moções pró-liberdade dos piriquitos...tudo serve para que obscuros deputados municipais brinquem aos verdadeiros tribunos, fazendo perder tempo e dinheiro aos contribuintes e munícipes. O que nunca tinha visto era uma moção apresentada pelo público, no caso pelo meu amigo José Modesto, em prol da pontualidade dos senhores deputados. O excesso de gel anda claramente a perturbar o pensamento do homem das saudações marítimas.
As melhoras.
As melhoras.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
A SAÍDA DE MOTA*
Concordo inteiramente consigo caro...anónimo.
A cobardia é mesmo uma coisa muito feia.
Quanto à demissão do José Mota, não me surpreendeu. Há algum tempo que se percebia que o treinador do Leixões andava a patinar. Não que tenha muita culpa mas a verdade é que também deixou as coisas andarem.
A saída de Vítor Oliveira, já quando a época tinha começado, deixou mossa. Oliveira, o treinador, nunca explicou as razões da sua saída e se o tivesse feito provavelmente hoje perceberiamos todos melhor que se está a passar esta época no Leixões.
E o que se está a passar é o seguinte.
O investimento na equipa foi feito à pressa. E com muito pouco dinheiro. Obrigado a vender Beto e Bruno China, simplesmente os esteios da equipa, o Leixões não foi capaz de garantir a continuidade do central Élvis e do ponta-de-lança Roberto. Com esses quatro jogadores a história hoje seria outra.
José Mota fez o que pôde mas a manta tinha muitos buracos e era curta. Permitiu que a equipa entrasse numa onda de indisciplina e isso também prejudicou o clube.
Mota fez história no Leixões, onde fez uma época SENSACIONAL. Os leixonenses têm de estar gratos por isso. Eu não esqueço.
Mas chegou a hora de mudar. Chegou a hora também de Mário Jorge Branco mostrar o que sabe de futebol. Julgo que sabe muito. Está nas suas mãos e na de Castro Santos a salvação.
O Leixões não pode cair na II Divisão. Pode ser o fim. Por isso, os leixonenses devem unir-se nesta hora difícil. Quando a época estiver terminado e a permanência assegurada, então sim: desatem as línguas.
* Depois de uma jornada dominada pela bicicletas
A cobardia é mesmo uma coisa muito feia.
Quanto à demissão do José Mota, não me surpreendeu. Há algum tempo que se percebia que o treinador do Leixões andava a patinar. Não que tenha muita culpa mas a verdade é que também deixou as coisas andarem.
A saída de Vítor Oliveira, já quando a época tinha começado, deixou mossa. Oliveira, o treinador, nunca explicou as razões da sua saída e se o tivesse feito provavelmente hoje perceberiamos todos melhor que se está a passar esta época no Leixões.
E o que se está a passar é o seguinte.
O investimento na equipa foi feito à pressa. E com muito pouco dinheiro. Obrigado a vender Beto e Bruno China, simplesmente os esteios da equipa, o Leixões não foi capaz de garantir a continuidade do central Élvis e do ponta-de-lança Roberto. Com esses quatro jogadores a história hoje seria outra.
José Mota fez o que pôde mas a manta tinha muitos buracos e era curta. Permitiu que a equipa entrasse numa onda de indisciplina e isso também prejudicou o clube.
Mota fez história no Leixões, onde fez uma época SENSACIONAL. Os leixonenses têm de estar gratos por isso. Eu não esqueço.
Mas chegou a hora de mudar. Chegou a hora também de Mário Jorge Branco mostrar o que sabe de futebol. Julgo que sabe muito. Está nas suas mãos e na de Castro Santos a salvação.
O Leixões não pode cair na II Divisão. Pode ser o fim. Por isso, os leixonenses devem unir-se nesta hora difícil. Quando a época estiver terminado e a permanência assegurada, então sim: desatem as línguas.
* Depois de uma jornada dominada pela bicicletas
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
A "FACE OCULTA" DO SISTEMA JUDICIÁRIO

Perguntou-me um operador judiciário do meu círculo de amizades, homem probo e de muita dignidade, qual a minha opinião sobre a decisão do Procurador-Geral da República de não abrir inquérito contra o Primeiro-ministro português face a um conjunto de alegados indícios que lhe foram comunicados por outras autoridades judiciárias.
Num país onde tudo o que se possa imaginar pode acontecer, confesso que não entendo a importância que se tem dado ao assunto. Aliás, dada a rectidão moral e social do meu interlocutor, aconselhei-o a libertar-se imediatamente das cacofonias em que se encontra enastrada a sociedade actual. A bem da sua saúde mental.
Não me inibi de opinar, é certo, mas por mera cortesia, e em abstracto, sem perder o meu tempo a ouvir narrações eufóricas sobre politicantes ou a pesquisar nos jornais diários que concretos indícios ou pseudo-indícios foram disponibilizados ao Procurador-Geral da República.
Do ponto de vista factual, sei apenas que reina um ambiente de absoluto histerismo e que o problema do Primeiro-ministro se colocou por força de uma investigação capitaneada por dois vultos que muito honram os quadros da Polícia Judiciária e do Ministério Público, pelo que, deste ponto de vista, não é crível que o procurador Marques Vidal se haja enleado num engano tão espantoso. Mas enfim...
Num país onde tudo o que se possa imaginar pode acontecer, confesso que não entendo a importância que se tem dado ao assunto. Aliás, dada a rectidão moral e social do meu interlocutor, aconselhei-o a libertar-se imediatamente das cacofonias em que se encontra enastrada a sociedade actual. A bem da sua saúde mental.
Não me inibi de opinar, é certo, mas por mera cortesia, e em abstracto, sem perder o meu tempo a ouvir narrações eufóricas sobre politicantes ou a pesquisar nos jornais diários que concretos indícios ou pseudo-indícios foram disponibilizados ao Procurador-Geral da República.
Do ponto de vista factual, sei apenas que reina um ambiente de absoluto histerismo e que o problema do Primeiro-ministro se colocou por força de uma investigação capitaneada por dois vultos que muito honram os quadros da Polícia Judiciária e do Ministério Público, pelo que, deste ponto de vista, não é crível que o procurador Marques Vidal se haja enleado num engano tão espantoso. Mas enfim...
Em linhas gerais, reza a lei que «a notícia de um crime dá sempre lugar à abertura de um inquérito» e que um crime é o «conjunto de pressupostos de que depende a aplicação ao agente de uma pena ou de uma medida de segurança criminais».
Neste conspecto, toda a «notícia», ainda que decorrente de queixa ou participação, deve ser objecto de uma apreciação preliminar tendente a avaliar da sua admissibilidade. A própria lei adverte que a «notícia» pode ser «manifestamente infundada».
A aferição da admissibilidade de uma «notícia» deve estar alçapremada no conceito de justa causa, dependendo a abertura do inquérito de um juízo de legalidade que importa um exame perfunctório sobre o enquadramento jurídico-penal dos factos e sobre a hipotética prescrição que sobre eles recaia.
Por outras palavras, a instauração de um inquérito não pode estar desacompanhada de um mínimo de elementos de facto que - ancilosados na «notícia» - façam supor a existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança.
De acordo com a teoria geral da infracção, os «pressupostos de que depende a aplicação ao agente de uma pena ou de uma medida de segurança criminais» são, sinteticamente, a acção ou omissão humana, típica, ilícita, culposa e punível.
Parece simples, mas não é. Toda a mecânica criminal versa sobre essa acção ou omissão humana, típica, ilícita, culposa e punível. Afinal, o «crime», o objecto do processo penal.
Sendo axiomático que a instauração de um inquérito pressupõe um juízo de legalidade sobre elementos de facto que faça supor a existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, constitui igualmente dado apodíctico que, numa fase prévia à abertura de um processo, não são exigíveis indícios que versem sobre todos os referidos pressupostos.
Numa linguagem directa e acessível, porque muitas páginas teriam de ser consumidas com este problema, a lei exige, para a abertura de um inquérito, que a «notícia» diga respeito a uma acção humana prevista na lei como desvalor e punível.
Como bem se compreende, não haveria traço de legalidade na instauração de um inquérito para apurar facto cometido por uma formiga (não humano), não previsto na lei (não típico), para assegurar um valor (não ilícito) ou prescrito (não punível).
De acordo com a teoria geral da infracção, os «pressupostos de que depende a aplicação ao agente de uma pena ou de uma medida de segurança criminais» são, sinteticamente, a acção ou omissão humana, típica, ilícita, culposa e punível.
Parece simples, mas não é. Toda a mecânica criminal versa sobre essa acção ou omissão humana, típica, ilícita, culposa e punível. Afinal, o «crime», o objecto do processo penal.
Sendo axiomático que a instauração de um inquérito pressupõe um juízo de legalidade sobre elementos de facto que faça supor a existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, constitui igualmente dado apodíctico que, numa fase prévia à abertura de um processo, não são exigíveis indícios que versem sobre todos os referidos pressupostos.
Numa linguagem directa e acessível, porque muitas páginas teriam de ser consumidas com este problema, a lei exige, para a abertura de um inquérito, que a «notícia» diga respeito a uma acção humana prevista na lei como desvalor e punível.
Como bem se compreende, não haveria traço de legalidade na instauração de um inquérito para apurar facto cometido por uma formiga (não humano), não previsto na lei (não típico), para assegurar um valor (não ilícito) ou prescrito (não punível).
Por outra banda, atendendo à qualidade de certos visados pelas «notícias de crime» - especialmente políticos e magistrados -, afigura-se-nos da maior conveniência, à luz do ordenamento jurídico no seu conjunto, que a abertura de inquérito deve igualmente ser antecedida da realização de diligências sumárias tendentes a apurar um mínimo de lastro indiciário, de modo a não se violentar injustificadamente a imagem social de pessoas que são o verdadeiro sustentáculo do Estado.
Dir-se-á que, desse modo, a lei não dispensa tratamento igual a todos os cidadãos. Pois não. Seria o caos se o fizesse.
Estes são, na minha óptica, os pressupostos de um raciocínio que se pretende lógico e correcto sobre a decisão do Procurador-Geral da República.
Se dissermos que Confúcio nasceu índio e que todos os índios são biólogos, concluímos que Confúcio é biólogo. Eis um raciocínio lógico mas incorrecto.
Encurtando razões:
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República faziam supor a existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, então, deveria ter aberto inquérito.
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República faziam supor a existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, e se ele realizou diligências prévias que não puseram em xeque o lastro indiciário já existente, então, deveria ter aberto inquérito.
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República faziam supor a existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, e se ele realizou diligências que puseram em xeque o lastro indiciário até então existente, então, não deveria ter aberto inquérito.
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República suscitaram dúvidas em relação à existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, então, deveria ter aberto inquérito.
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República suscitaram dúvidas em relação à existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, e se ele realizou as diligências prévias adequadas, tendo estas assegurado o mínimo de lastro indiciário, então, deveria ter aberto inquérito.
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República suscitaram dúvidas em relação à existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, e se ele realizou as diligências prévias adequadas, não logrando estas assegurar o mínimo de lastro indiciário, então, não deveria ter aberto inquérito.
Terá o Procurador-Geral da República actuado ao arrepio da lei e denegado justiça para salvar a pele do Primeiro-ministro? Eis a questão que se tem colocado.
O que se passou na realidade é algo que não pode saber-se sem uma leitura atenta das peças processuais e dos concretos elementos indiciários que foram disponibilizados ao Procurador-Geral da República.
Entretanto, no país inteiro, o Ministério Público continua a abrir inquéritos relativamente a factos que desde logo se revelam destituídos de tipicidade, nem que seja para os arquivar de imediato, somando os respectivos magistrados, por cada processo-relâmpago, mais uma “baixa” na sua folha de produção. A "face oculta" do sistema judiciário encontra-se pelo menos aqui.
FRANCISCO DE ALMEIDA GARRETT
Dir-se-á que, desse modo, a lei não dispensa tratamento igual a todos os cidadãos. Pois não. Seria o caos se o fizesse.
Estes são, na minha óptica, os pressupostos de um raciocínio que se pretende lógico e correcto sobre a decisão do Procurador-Geral da República.
Se dissermos que Confúcio nasceu índio e que todos os índios são biólogos, concluímos que Confúcio é biólogo. Eis um raciocínio lógico mas incorrecto.
Encurtando razões:
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República faziam supor a existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, então, deveria ter aberto inquérito.
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República faziam supor a existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, e se ele realizou diligências prévias que não puseram em xeque o lastro indiciário já existente, então, deveria ter aberto inquérito.
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República faziam supor a existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, e se ele realizou diligências que puseram em xeque o lastro indiciário até então existente, então, não deveria ter aberto inquérito.
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República suscitaram dúvidas em relação à existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, então, deveria ter aberto inquérito.
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República suscitaram dúvidas em relação à existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, e se ele realizou as diligências prévias adequadas, tendo estas assegurado o mínimo de lastro indiciário, então, deveria ter aberto inquérito.
Se os elementos de facto que foram transmitidos ao Procurador-Geral da República suscitaram dúvidas em relação à existência de um «crime» em termos de juízos de probabilidade e verosimilhança, e se ele realizou as diligências prévias adequadas, não logrando estas assegurar o mínimo de lastro indiciário, então, não deveria ter aberto inquérito.
Terá o Procurador-Geral da República actuado ao arrepio da lei e denegado justiça para salvar a pele do Primeiro-ministro? Eis a questão que se tem colocado.
O que se passou na realidade é algo que não pode saber-se sem uma leitura atenta das peças processuais e dos concretos elementos indiciários que foram disponibilizados ao Procurador-Geral da República.
Entretanto, no país inteiro, o Ministério Público continua a abrir inquéritos relativamente a factos que desde logo se revelam destituídos de tipicidade, nem que seja para os arquivar de imediato, somando os respectivos magistrados, por cada processo-relâmpago, mais uma “baixa” na sua folha de produção. A "face oculta" do sistema judiciário encontra-se pelo menos aqui.
FRANCISCO DE ALMEIDA GARRETT
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
AVISO À NAVEGAÇÃO
Aconselho aqueles que atiram para a caixa de comentários informações (?) sobre negócios imobiliários e possíveis crimes ligados à administração local para o fazerem no sítio correcto: o piquete da Polícia Judiciária.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
O DUX EM ANGOLA?
Narciso Miranda fez saber que foi mais uma vez a Angola. Mas as minhas fontes naquele país não o viram por lá. Nem nem ilha, nem no Mussulo e muito menos nos estádios do CAN 2010. Será que foi a Angola USA?
domingo, 31 de janeiro de 2010
CONTRASTES (ou talvez não)
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
O CEGO E AS LOIRAS
Um cego entra num bar de lésbicas, senta-se ao balcão e pede uma bebida.
A bebida chega e depois de algum tempo o cego grita:
-Vou contar uma piada de loiras!
A mulher ao seu lado diz:
- Já que és cego, vou-te avisar de 5 coisas antes de resolveres contar a piada:
1.ª - O barman é uma mulher loira. -
2.ª - O gerente é uma mulher loira. -
3.ª - Eu sou uma loira de 1, 75m e 90kg. -
4.ª - A mulher ao meu lado é uma loira profissional em Karate. -
5.ª - Do teu outro lado tens uma loira professora de Kung Fu
Ainda queres contar a piada ?
O cego responde:
- Não... Deixa lá... Se vou ter de explicar 5 vezes, desisto...
* um contributo de Jorge Reis
A bebida chega e depois de algum tempo o cego grita:
-Vou contar uma piada de loiras!
A mulher ao seu lado diz:
- Já que és cego, vou-te avisar de 5 coisas antes de resolveres contar a piada:
1.ª - O barman é uma mulher loira. -
2.ª - O gerente é uma mulher loira. -
3.ª - Eu sou uma loira de 1, 75m e 90kg. -
4.ª - A mulher ao meu lado é uma loira profissional em Karate. -
5.ª - Do teu outro lado tens uma loira professora de Kung Fu
Ainda queres contar a piada ?
O cego responde:
- Não... Deixa lá... Se vou ter de explicar 5 vezes, desisto...
* um contributo de Jorge Reis
sábado, 23 de janeiro de 2010
O QUE RESTA DO PASSADO
Um oásis no meio de uma cidade equivocada entre o moderno e o antigo. Largo de Cartelas Vieira, junto à casa onde viveu Rocha Peixoto. Aqui respira-se o romantismo de Matosinhos do início do século XX. No que resta do núcleo histórico de Matosinhos e de Bouças. Felizmente fora dos circuitos habituais, um lugar onde hoje estive largos minutos a pensar e a fumar. A fumar e a pensar. Parando no tempo enquanto o Mundo continuava a girar.domingo, 17 de janeiro de 2010
JOSÉ MOTA NO FUTEBOL DE MESA

Antes de viajar até Belém, onde conseguiu 3 preciosos pontos, José Mota foi o convidado do programa "Futebol de Mesa", na NFM, cujo painel tenho o prazer de integrar, tanto mais que o "jogo" se disputa, todas as quintas-feiras, a partir das 21 horas, no restaurante "O Baixinho", em Paredes...
Podem ouvir o primeiro programa aqui:
http://radio.nfm.pt/
Podem ouvir o primeiro programa aqui:
http://radio.nfm.pt/
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
UM INÉDITO DO CONDE DE PERAFITA

Versão desenvolvida de uma recente dissertação do famoso Conde de Perafita nas páginas de O BADALO, no "Matosinhos Hoje".
Quer acreditem ou não, Portugal é um país de pandegos. Creio que não é difícil acreditar nisto que digo. Este é o País que teve um rei, Afonso II, a quem deram o cognome de "O Gordo" - parece que o monarca sofria de lepra. Também tivemos um rei, dito O Encoberto, ou o Desejado (o que ainda é melhor, como a seguir vão perceber), sobre o qual paira a sombra da homossexualidade. Sebastião, o tal do desastre de Alcácer-Quibir e não o neto do Manoel de Oliveira, o Ricardo...Trepa, nunca se interessou por mulheres e a sua masculinidade foi posta em causa mesmo por fontes coevas (com "o", obviamente). Ao que parece, a impotência do rei devia-se mais ao facto de sofrer terrivelmente de cálculos renais que propriamente tinha origem em qualquer tipo de orientação sexual. Um amigo meu também defende a tese de que Jesus Cristo era gay e que o mesmo se pode dizer de todos os seus díscipulos. Vem tudo isto a propósito da nova lei dos casamentos entre a chamada paneleiragem. Quando chamo paneleiro a um gay não estou a querer ofender os paneleiros, tanto mais que hoje já ninguém faz panelas, são as máquinas industriais que as fazem ou os chineses e estes, sabe-se, nunca protestam e até morrem em segredo ou algures numa qualquer cozinha de um restaurante da especialidade. Como todos sabem, sempre houve paneleiros no Mundo. Quer-me parecer até que o título de um famoso personagem da história foi terrivelmente amputado. Alexandre era conhecido como O Grande Panasca mas alguém apagou a segunda palavra e hoje todos o conhecem apenas por Alexandre, O Grande. A última produção de Hollywood confirma o que estou a dizer. Mas, ao que parece, Alexandre tinha uma paixão assolapada por Hefestion. Oliver Stone, o realizador do famoso filme, analisou assim a situação: "Há fortes evidências (...) que apontam para o comportamento libertino dos monarcas antigos. Nesse sentido, Alexandre poderia ser chamado de Alexandre, o Gay. É preciso, no entanto, relativizar essa afirmação, porque não havia o conceito de 'gay' nos tempos antigos. Os reis viam como privilégio comportar-se com total liberdade sexual. Eram, na verdade, pansexuais. Alexandre fazia sexo com homens, mulheres e eunucos, não raro com muitas pessoas ao mesmo tempo em grandes orgias". Bem, o facto de na antiguidade não existir o conceito de "gay" não quer dizer que a cloaca preferida de alguns homens fosse a sua e a dos outros homens. Charlton Heston, um dos famoso galãs de Hollywood, também era podre de gay e ficou celebrizado pela sua interpretação do másculo Ben-Hur. Nada tenho contra paneleiros e paneleiras e os meus amigos sabem que fui um dos poucos que ousou, há quase 30 anos, dar um chocho a um interessante travesti num obscuro bar de S. Catarina que durante alguns meses foi local de culto da malta que parava no "Leixões Bilharista" e que corria para casa quando na Brito Capelo passava uma gaja boa inspiradora de movimentos onanísmicos (é verdade que na altura não era preciso muito para excitar um rapazola de 18 anos). A questão da homossexualidade é hoje uma daquelas chamadas questões fracturantes (salvo seja!) e a notícia de um político gay ou de um desportista gay já começa a ser tão banal como a de um actor ou cantor gay. Ou seja, a paneleiragem é um padrão cultural. O desvio já não está neles mas naqueles que não os aceitam. Ou que, quando muito, não os valorizam. É mais esse o problema. Foi com base nesse preconceito que o PSD e o CDS não votaram a lei proposta pela PS que o Bloco de Esquerda e o PCP votaram. O PS, note-se, foi o primeiro partido a assumir-se com um candidato a deputado gay, visto muito nas imagens de festa que se geraram na escadaria de S. Bento após a votação da lei. Os nossos paneleiros agora podem casar. Boa sorte, é o que lhes desejo. Não conheço ninguém mais promíscuo que os meus amigos que são gays. Quando ao lado dos respectivos companheiros, são tão amorosos como um gatinho bebé que ronrona. Logo que os abandonam, transformam-se em verdadeiros predadores. Mas se calhar estou a exagerar e tal perspectiva é fruto da minha visão tipo "National Geografhic" em relação aos paneleiros. Os heterossexuais provavelmente têm um nível de depredação idêntico àquele que é exibido por quem leva na bilha ou não gosta de pirilaus (confesso que eu também não). Voltando atrás, ao PSD e ao CDS, não sei os que lhes passou pela cabeça quando quiseram referendar a questão do casamento gay. É algo que apenas interessa aos próprios. Eu, por exemplo, quero lá saber! Mas eles lá sabem... Já concordava, isso sim, com um referendo sobre se os portugueses pensam se Armando Vara recebeu robalos do Godinho ou carcanhol. Ou se acham ou não que Silva Pereira é um clone de José Sócrates. Enfim, meus amigos, uma coisa vos posso garantir: aqui no meu condado, o de Perafita, há muito tempo que o casamento gay foi liberalizado, apenas não permito que violem as galinhas pois o esperma estraga a cabidela. De resto, o povo está autorizado a dar total liberdade à sua líbido. Do alto da torre do meu castelo avisto neste momento um grupo de populares em perseguição a uma égua puro sangue. E logo à noite tenho convite para uma orgia com búlgaras e polacas no solar de um visconde. Ao contrário do filme, participo sempre neste tipo de eventos culturais de olhos bem abertos. A última vez que fui vendado provocou-me uma inflamação no anus. Para finalizar, deixo apenas mais uma prova de que "ir ao cu" está muito longe de ser desagradável. Do blog do Tio Solid, eis um conselho prático de como "comer comer um cu":
- Diferente da vagina, o cu é uma área da anatomia feminina que exige cuidados especiais, seja durante o ato ou durante a parte mais complicada."Mas como pedir o cu?". Essa é uma das dúvidas mais frequentes que recebo por email nesse blog. Muitas mulheres, seja por medo, religião ou preferência pessoal, preferem não liberar o anel. Você, como homem sábio que lê esse blog, sabe que não pode simplesmente chegar para sua querida namorada e dizer: "E ae, vai pica nessa sua bunda gorda?". A abordagem exige técnicas especiais e milenares e algumas delas você pode conferir abaixo:
Uso de mensagens subliminares
Uma das técnicas mais usadas nos dias atuais. Pode ser utilizada durante qualquer tipo de conversa com sua parceria onde surja a oportunidade de falar sobre o assunto e serve para medir o nível de "receptibilidade" dela. A melhor forma de aplicar a técnica é utilizando uma piada clássica: "Estava em um bote perdido no meio do mar, juntamente com o meu cachorro, nabunda. O bote começou a afundar. O que você acha que aconteceu? Nabunda vai ou nabunda fica?". Se ela responder com a curta porém efetiva "O óbvio: Nabunda nada" você provavelmente não terá grandes chances de desbravar a região anal de sua respectiva. Caso ela responda com coisas do tipo "riariariariaria que feiu voxe mi falando ixu hihihi" ou "nabunda? pftttt não xei dai nabunda riariariaria" suas chances de finalmente conseguir lascar-la a piroca é bem grande.
Propor coisas novas
Simples porém efetivo. Chegue para sua namorada e diga que você a ama muito, elogie a performance dela na cama e diga que já que é um namorado atencioso, gostaria de descobrir novas formas de satisfazer-la entre quatro paredes. Quando ela estiver 100% propícia a novas experiências provavelmente irá perguntar "Mas o que você tem em mente?". Nessa hora o que vale é a criatividade. Nada de responder coisas como "queria mesmo é comer sua bunda" ou "pô minha cachorrona, queria mesmo é socar o pinto no seu rabo" porque provavelmente não irá funcionar. Utilize frases temáticas que se encaixem com o assunto atual ou palavras carinhosas como "que tal você emprestar o seu bumbumzinho para mim?" ou mesmo se sua namorada for uma gamer, "que tal você liberar o seu bomb B para eu plantar o meu C4?";
Chantagem
Se você chegou a esse ponto do texto e ainda não conseguiu nada, chantagem é a sua última opção. Ofereça uma noite em um motel caro, vinho fino, jóias e chocolate. Se ela perguntar porque você está agradando tanto ela, diga: "é que queria comer sua bunda".
Pois é, pessoal. Comer rabo é bom. Mas com nabo não é para todos.
SÓ SEI QUE TODOS ASSEMBLAMOS
Fica patente a todos os Leceiros que o referido artigo publicado neste blogue causou impacto para além fronteiras.
Sob o título SÓ SEI QUE ASSEMBLEI e com a Ponte móvel a separar-nos, tudo indica que em 2013 a luta será levada ao rubro
Havendo como pano de fundo uma única ideologia politica ou seja a do PS.
Nada me surpreende já que as alternativas estão em guerra ou em período de reflexão…
Inicialmente e a ver pelo numero de comentários, a referida acção politica terá como protagonistas elementos da mesma
Família Politica, eu calmamente e Leceiro de Gema espero ansiosamente que tudo aquilo que foi dito na campanha sob/ o lema
Construir o Futuro se faça e se cumpra.
Afinal no referido panfleto o repto foi lançado a todos os Leceiros:
Viva a sua energia e participação. Viva a Cidade de Matosinhos-Leça. Viva Leça da Palmeira.
Conto consigo!
Saudações Marítimas
José António Terroso Modesto
Sob o título SÓ SEI QUE ASSEMBLEI e com a Ponte móvel a separar-nos, tudo indica que em 2013 a luta será levada ao rubro
Havendo como pano de fundo uma única ideologia politica ou seja a do PS.
Nada me surpreende já que as alternativas estão em guerra ou em período de reflexão…
Inicialmente e a ver pelo numero de comentários, a referida acção politica terá como protagonistas elementos da mesma
Família Politica, eu calmamente e Leceiro de Gema espero ansiosamente que tudo aquilo que foi dito na campanha sob/ o lema
Construir o Futuro se faça e se cumpra.
Afinal no referido panfleto o repto foi lançado a todos os Leceiros:
Viva a sua energia e participação. Viva a Cidade de Matosinhos-Leça. Viva Leça da Palmeira.
Conto consigo!
Saudações Marítimas
José António Terroso Modesto
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
A QUINTA DOS INGLESES
A
censura foi, sempre, uma fortíssima condicionante da nossa cultura. Pegue-se na história e rapidamente se constata que, desde muito cedo, fomos sujeitos a leis que limitavam a liberdade de expressão. A crer nos historiadores, a mordaça chegou a Portugal pelas mãos da Igreja Católica – pontificava então Gregório XI – que, a pedido do rei D. Fernando, instituiu a censura episcopal.
F
oi a alavanca porque esperava o Poder Civil que, logo a seguir, passou a regulamentar as opiniões, sobretudo quando escritas. E a coisa durou até há pouco, até ao final do regime a que chamámos Estado Novo e que tinha na Censura um dos seus principais esteios, institucionalizando um estrito controlo dos meios de comunicação. Mas não só já que exercia uma abominável pressão sobre a opinião e pensamento de qualquer um de nós. Censura prévia das publicações, apreensão sistemática de muitas delas, detenções e prisões de quem ousava dar voz ao pensamento, enfim, enormidades muitas das vezes “legitimadas” por tribunais que, de resto e na sua maioria, funcionavam como um dos braços da repressão dessa canalha.
A
té que veio o 25 de Abril e com ele a explosão das vozes há tanto tempo caladas (pelo menos desde D. Fernando). Há quem diga que houve exageros. Opiniões. Uma voz livre, por muito disparatada que seja, é sempre melhor que ver um homem amordaçado. E legislou-se nesse sentido.
“
Tout est bien qui finit bien”, pensávamos, olhando para trás (sem nostalgia). É o eras. Não foi preciso muito para ver que mais forte que a Lei escrita e aceite era, por exemplo, a tutoria dos Ingleses que desde há séculos nos mantêm como trabalhadores desta sua quinta. Há tempos vieram cá alguns desses patrões, alegadamente de férias. Dois deles, um casal, trouxe três filhos e, num dia de copos – ou seja, um dia comum para eles – desses três filhos sobraram apenas dois. O outro, uma menina, desapareceu enquanto os pais e amigos festejavam, quiçá uma ida ao supermercado (ou outro motivo fútil que eles tanto gostam de solenizar) com mais de uma dezena de garrafas de vinho, uns brandys e outras coisas que entontecem. Nunca é demais relembrar que enquanto isto, as crianças sozinhas num quarto, longe da vigilância de quem tinha a obrigação de delas cuidar. Mas isso se calhar é só para nós, parolos que povoam esta quinta de ingleses!
B
om, adiante que se faz tarde: a menina desapareceu, os pais, quando se aperceberam (?) chamaram imediatamente as televisões (do seu país) e só depois a polícia. Anos (e muitas complicações depois) continuamos sem saber o que sucedeu à pobre menina. Devo salientar que durante a investigação os ingleses (em cujo país desaparecem mensalmente dezenas de crianças e nem todas reaparecem) viram-se, a determinada altura, em perigo de, pelo menos, serem acusados de negligência grosseiríssima. E para obstar a tal (e às tantas a muito pior) mandaram para cá polícias deles, atitude que mereceu o acordo do nosso feitor (já sabem o nome). O problema é que as policias deles que cá vieram meter o bedelho chegaram à mesma conclusão dos nossos especialistas nessas coisas. E como não podia ser – até porque os pais da menina são amigos do “premier” de Sua Majestade – tratou-se de mandá-los regressar à base enquanto aqui se despedia o parolo que coordenava a investigação. Depois fez-se mais umas diligências e outras ninharias (para inglês e português verem) até que se arquivou o processo.
“
Mais mal é de quem foi”, diz-se por cá. E por isso aceite-se a fatalidade, esqueça-se o assunto e voltem todos aos copos.
E
ra assim que suas excelências, os nossos patrões, queriam, pelo que teríamos de cumprir.
M
as o policia português obrigado a abandonar a busca por ordem – ao que me parece, directamente emanada do nº 10 de Downing Street – não quis aceitar a (falta de) resolução para o caso. E porque sendo policia estava proibido de falar sobre a investigação, decidiu abandonar a profissão para o poder fazer. E foi assim que, já homem livre, Gonçalo Amaral escrevinhou o testemunho do que foi apurado em milhares de diligências, muitas delas feitas fora das fronteiras da quinta que habitámos.
E
m forma de livro, o testemunho do que estava no inquérito – e apenas isso, sem opiniões - vendeu-se aos milhares. Porque a imensa maioria destes parolos que somos não consegue dormir em paz sem saber o que aconteceu à pobre menina. Mas quem não gostou da “veleidade” foram os pais dela. E, para provar que continuam a cá mandar, pediram a um tribunal português que amordaçasse Gonçalo Amaral. E já que estava com a mão na massa, que fizesse como se fazia em tempos de má memória: que fossem apreendidos os livros que ainda sobravam.
O
tribunal acedeu. E assim ficámos a saber que essa coisa da liberdade de expressão ou direito de opinião, plasmados na nossa Constituição como direitos fundamentais, deixam de o ser, sobressaindo como muito mais fundamentais os interesses de dois súbditos da rainha Isabel II.
P
odemos barafustar mas nem sei se vale a pena já que aqueles que elegemos para legislar e garantir a nossa liberdade, ao tomar conhecimento da estranhíssima e inaceitável decisão do tribunal lisboeta, decidiram que o melhor era meter a viola ao saco...
E
quem cala, consente!
E
sta decisão teve pelo menos um mérito: deixou claro que continuámos a ser a quinta dos ingleses.
Autor: ÓSCAR QUEIRÓS
A PROPÓSITO DESTE CASO, VEJAM O QUE SE PASSA NESTE BLOG:
http://noticias-aunnodescubiertas.blogspot.com/
censura foi, sempre, uma fortíssima condicionante da nossa cultura. Pegue-se na história e rapidamente se constata que, desde muito cedo, fomos sujeitos a leis que limitavam a liberdade de expressão. A crer nos historiadores, a mordaça chegou a Portugal pelas mãos da Igreja Católica – pontificava então Gregório XI – que, a pedido do rei D. Fernando, instituiu a censura episcopal.
F
oi a alavanca porque esperava o Poder Civil que, logo a seguir, passou a regulamentar as opiniões, sobretudo quando escritas. E a coisa durou até há pouco, até ao final do regime a que chamámos Estado Novo e que tinha na Censura um dos seus principais esteios, institucionalizando um estrito controlo dos meios de comunicação. Mas não só já que exercia uma abominável pressão sobre a opinião e pensamento de qualquer um de nós. Censura prévia das publicações, apreensão sistemática de muitas delas, detenções e prisões de quem ousava dar voz ao pensamento, enfim, enormidades muitas das vezes “legitimadas” por tribunais que, de resto e na sua maioria, funcionavam como um dos braços da repressão dessa canalha.
A
té que veio o 25 de Abril e com ele a explosão das vozes há tanto tempo caladas (pelo menos desde D. Fernando). Há quem diga que houve exageros. Opiniões. Uma voz livre, por muito disparatada que seja, é sempre melhor que ver um homem amordaçado. E legislou-se nesse sentido.
“
Tout est bien qui finit bien”, pensávamos, olhando para trás (sem nostalgia). É o eras. Não foi preciso muito para ver que mais forte que a Lei escrita e aceite era, por exemplo, a tutoria dos Ingleses que desde há séculos nos mantêm como trabalhadores desta sua quinta. Há tempos vieram cá alguns desses patrões, alegadamente de férias. Dois deles, um casal, trouxe três filhos e, num dia de copos – ou seja, um dia comum para eles – desses três filhos sobraram apenas dois. O outro, uma menina, desapareceu enquanto os pais e amigos festejavam, quiçá uma ida ao supermercado (ou outro motivo fútil que eles tanto gostam de solenizar) com mais de uma dezena de garrafas de vinho, uns brandys e outras coisas que entontecem. Nunca é demais relembrar que enquanto isto, as crianças sozinhas num quarto, longe da vigilância de quem tinha a obrigação de delas cuidar. Mas isso se calhar é só para nós, parolos que povoam esta quinta de ingleses!
B
om, adiante que se faz tarde: a menina desapareceu, os pais, quando se aperceberam (?) chamaram imediatamente as televisões (do seu país) e só depois a polícia. Anos (e muitas complicações depois) continuamos sem saber o que sucedeu à pobre menina. Devo salientar que durante a investigação os ingleses (em cujo país desaparecem mensalmente dezenas de crianças e nem todas reaparecem) viram-se, a determinada altura, em perigo de, pelo menos, serem acusados de negligência grosseiríssima. E para obstar a tal (e às tantas a muito pior) mandaram para cá polícias deles, atitude que mereceu o acordo do nosso feitor (já sabem o nome). O problema é que as policias deles que cá vieram meter o bedelho chegaram à mesma conclusão dos nossos especialistas nessas coisas. E como não podia ser – até porque os pais da menina são amigos do “premier” de Sua Majestade – tratou-se de mandá-los regressar à base enquanto aqui se despedia o parolo que coordenava a investigação. Depois fez-se mais umas diligências e outras ninharias (para inglês e português verem) até que se arquivou o processo.
“
Mais mal é de quem foi”, diz-se por cá. E por isso aceite-se a fatalidade, esqueça-se o assunto e voltem todos aos copos.
E
ra assim que suas excelências, os nossos patrões, queriam, pelo que teríamos de cumprir.
M
as o policia português obrigado a abandonar a busca por ordem – ao que me parece, directamente emanada do nº 10 de Downing Street – não quis aceitar a (falta de) resolução para o caso. E porque sendo policia estava proibido de falar sobre a investigação, decidiu abandonar a profissão para o poder fazer. E foi assim que, já homem livre, Gonçalo Amaral escrevinhou o testemunho do que foi apurado em milhares de diligências, muitas delas feitas fora das fronteiras da quinta que habitámos.
E
m forma de livro, o testemunho do que estava no inquérito – e apenas isso, sem opiniões - vendeu-se aos milhares. Porque a imensa maioria destes parolos que somos não consegue dormir em paz sem saber o que aconteceu à pobre menina. Mas quem não gostou da “veleidade” foram os pais dela. E, para provar que continuam a cá mandar, pediram a um tribunal português que amordaçasse Gonçalo Amaral. E já que estava com a mão na massa, que fizesse como se fazia em tempos de má memória: que fossem apreendidos os livros que ainda sobravam.
O
tribunal acedeu. E assim ficámos a saber que essa coisa da liberdade de expressão ou direito de opinião, plasmados na nossa Constituição como direitos fundamentais, deixam de o ser, sobressaindo como muito mais fundamentais os interesses de dois súbditos da rainha Isabel II.
P
odemos barafustar mas nem sei se vale a pena já que aqueles que elegemos para legislar e garantir a nossa liberdade, ao tomar conhecimento da estranhíssima e inaceitável decisão do tribunal lisboeta, decidiram que o melhor era meter a viola ao saco...
E
quem cala, consente!
E
sta decisão teve pelo menos um mérito: deixou claro que continuámos a ser a quinta dos ingleses.
Autor: ÓSCAR QUEIRÓS
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