
O título garrettiano promete. Quanto ao resto, já todos sabemos que as crónicas faladas e mostradas de Joel Cleto são uma delícia. Mas, por favor, não com o comparem com o Saraiva

Está por escrever a história de Guilherme Vilaverde. O homem das cooperativas domina as bases do PS e continua a ser uma referência para as elites. O trabalho que desenvolveu e o apoio incondicional que deu à candidatura que também protagoniza foram factores importantes. Vilaverde era, no fundo, quem melhor conhecia o adversário. E está visto que este tipo de conhecimento é sempre essencial na preparação da refrega.
O rosto de uma campanha de sucesso é este: Nuno Oliveira. O jovem vice-presidente conseguiu, com cerca de 250 mil euros, fazer milagres. A sua inclusão nas listas esteve em dúvida, em nome de um doutoramento, e o facto de ter decidido continuar foi decisivo. Foi a sua cabeça que definiu a estratégia e que congeminou as contra-medidas, mostrando também no campo da política pura e dura que é o Sr. Competência. No que diz respeito às finanças da câmara já não é novidade dizer-se que gere os dinheiros públicos como se estivesse a gerir o seu dinheiro. Obviamente com sentido de serviço público e sem contas paralelas.
Uma vitória expressiva que confirma Guilherme Pinto como o presidente da Câmara Municipal de Matosinhos até 2017.



Já aqui se disse, mas repete-se, que o dux não pode ser subestimado. É uma força da natureza à prova até de sondagens desfavoráveis. Quando mete alguma coisa na cabeça, investe. E não se importa de sujar os sapatos e macular o look casual. Ei-lo em plena selva urbana, tentando conquistar mais um voto. É esta tenacidade, este estilo, esta força...que aconselha prudência àquelas que começam a cantar vitória.