domingo, 17 de maio de 2009

O ENFARTA BURROS


Curioso este nome. De facto era o nome que DEMOS ao famoso restaurante situado em Lamego quando efectuei o meu curso de Operações Especiais.Sim, aquele curso que sem eu ter ido á Florida nos E.U.A. se denominava RANGER’S. Alguns colegas de Matosinhos estavam comigo, e o mal foi termos realizados as várias provas tão bem que tal atitude nos valeu a permanência durante Ano e Meio em Lamego. O Restaurante era frequentado por toda a recruta, a ementa era sempre a mesma mas dado o esforço físico a dose das fêveras justificava o treino e o preço : 4 a 6 Fêveras, uma travessa de arroz e batata frita, uma garrafa de vinho sem rótulo, café e o maço de cigarros, o preço rondava os 150 escudos.Eu não fumava, aliás não fumo, só quando a pressão aumenta é que de uma forma desajeitada começo a deitar fumo pela boca após o engolir desse fumo esse também desajeitado. Eram Bons Temos e o pré era todo ele gasto na comida, afinal de contas tínhamos um lema que ainda hoje permanece entre todos nós: OS 10 MANDAMENTOS DOS RANGER’S:1º O Ranger é autodisciplinado e de pronta obediência.2º O Ranger resiste À fome, à sede, ao cansaço e á incomunidade.3º O Ranger está sempre pronto porque a sua razão o impõe e a sua preparação o permite.4º O Ranger pondera conscientemente todas as suas decisões não voltando nunca a cara ao perigo.5º O Ranger tem confiança nos chefes, respeita-os e faz-se amar pelos subordinados .6º O Ranger é generoso na vitória e paciente na adversidade.7º O Ranger regula o seu procedimento segundo os ditames da honra e do dever.8 º O Ranger orgulha-se da dignidade da sua missão devotando-se a ela com entusiasmo e abnegação.9º O Ranger é leal e tem no patriotismo a mais nobre as suas virtudes.10º O Ranger supera-se constantemente pela sua firme vontade e pelo seu indómito valor.

Este restaurante ainda hoje não sei o nome dele, apesar de À entrada estar o nome fixado, para nós era o famoso Enfarta Burros. Aplicar estes 10 mandamentos à cidade de Matosinhos é pura e mera coincidência!!!!!


JOSÉ MODESTO, o ranger de Leça

sábado, 16 de maio de 2009

GENÉRICOS


« um contributo de Jorge Punk

LOBO NO MAR


O COMÍCIO DOS PENSADORES

Não, meus amigos, não é uma imagem da recente sessão da meia-noite do Clube dos Pensadores. O Joaquim Oliveira e o Germano Silva estão, por isso, apenas a fazer cenário, bem como aquele tipo sorridente ali atrás que parece o meu amigo Martins. E não, também não foi servido sumo de laranja. Desta vez nem houve doces húngaros, pelo que eu e o meu amigo Modesto, futuro presidente da junta do enclave Perafita/Leça da Palmeira, tivemos que ir matar o bicho com um rissol de camarão e uma mini no café mais próximo do local onde decorreu o debate. Disse debate mas devia ter dito comício porque, sem que Guilherme Pinto tivesse qualquer culpa, a sala encheu e transbordou com apaniguados do actual presidente da Câmara, que transformaram o que costuma ser um espaço de liberdade de pensamento num lavar de roupa suja que só surpreende quem não conhece esta tribo que vive colada ao poder como mexilhão às rochas das nossas praias. Muito fatinho e gravata, portanto, algumas toiletes feminnias, boas coxinhas, porque não dizê-lo?, e eu ali de calça de ganga, sapatilha, um tee-shirt suada e uma camisola coçada por cima das costas (embora com a desculpa de ter vindo directo de umas prospecções arqueológicas) a tentar disfarçar, justificando, consequentemente, o comentário de um dos presentes, que garantiu que naqueles preparos jamais seria atendido no bar do João, o que não acredito pois o João sabe o que a casa gasta e era tipo para me servir uma tosta mista mesmo que lá aparecesse com uma camisola com a cara do Che Guevara a fumar um charro, o que é uma possibilidade técnica. Pois bem, quanto ao debate-comício, a que assisti sentado nas escadas, nos intervalos das cigarradas, foi apenas uma oportunidade para alguns mostrarem ao líder como lhe são fiéis e merecem uma promoção na próxima distribuição de tachos, obviamente com algumas excepções. O único que acabou por pôr o nome aos bois foi Carlos Oliveira, que ali mesmo falou de um conhecido radialista local que lhe apareceu em lágrimas a pedir emprego, tendo Guilherme Pinto, de quem hoje nem o nome soletra, conseguido o tal tachito. Foi um bom exemplo do que acontece nesta terra, onde quase todos orbitam à volta do núcleo magnético do poder. O resto, meus senhores, foi mais do mesmo, com algumas bicadas ao Pedro Taboada, que era o anfitrião e merecia mais respeito. Mas respeito é coisa que esta gente não tem, nem sequer pelo Joaquim Jorge, no fundo o grande culpado por esta pequena vergonha. Mas como já tinha convidado Narciso, tinha de chamar também Guilherme. O presidente da Câmara acabou por ser o melhor do debate. Estava soltinho, com as ideias bem alinhadas, só se atrapalhou uma vez nos números e, claro, provou a sua eloquência suportada por uma voz quase tonitroante. Gostei de o rever, sinto-o preparado para a luta, ou para a lota, que a vai haver. E esteve muito bem na forma como resposdeu, já em tempo extra, ao meu amigo Modesto, que ontem estava com a fixação do tai-Chi Suan ou lá o que seja.

domingo, 10 de maio de 2009

EU NABO ME CONFESSO


O "Correio da Manhã" está a fazer um levantamento das declarações de rendimentos e de propriedades de alguns presidentes de câmara. O resultado tem sido, no mínimo, curioso. Todos eles acumularam um vasto património, têm avultados depósitos e aplicações e justificam a fortuna com "o trabalho de uma vida". É difícil descortinar onde está essa vida pois estamos a falar de autarcas há imensos anos no poder e que não largam o osso. Autarcas que anualmente não arrecadam muito mais de 40 mil euros como resultado do seu vencimento mas que surgem com poupanças na ordem do milhão de euros. Vamos dar de barato que quando chegaram ao trono já tinham esse dinheiro. Vamos dar de barato que, como disse um deles, são poupadinhos. Vamos dar de barato, ainda, que compram a roupa que vestem na feira da Senhora da Hora ou no outlet lá da terra. Só queria que me explicassem como é que com um rendimento na ordem dos referidos posso eu também comprar uma casa em Loulé, ter uma piscina na minha residência e ainda uns trocos jeitosos num banco. Ao ler as explicações dos senhores autarcas confesso que fico deprimido e me acho um esbanjador. Como é que não consigo poupar 1500 euros por mês sobre os dois mil e picos que me pagam? Sou mesmo um nabo!

OS ACÓLITOS

O sr. Orlando Magalhães, que não conheço pessoalmente, escreveu esta prosa no blogue de Narciso Miranda:
"O que nos move e a Narciso Miranda em particular, são os matosinhenses, os desempregados, as mães que sofrem a angústia de não terem uma creche onde deixar os seus filhos, os jovens que vivem preocupados com o amanhã, os idosos que vivem com extremas dificuldades.
O que move Narciso Miranda é a vontade que Matosinhos Retome o Rumo da do Rigor, da Seriedade e da Honestidade, na utilização dos recursos materiais e humanos da Câmara, que em Matosinhos, os matosinhenses possam voltar a acreditar e a ter esperança num futuro melhor."

Respeito a carreira politica e estatal do sr. Orlando Magalhães mas custa-me um pouco a engolir este tipo de bláblá. As "mães que sofrem com angústia", os "idosos que vivem com extremas dificuldades" e os "jovens que vivem preocupados com o amanhã" não passaram procuração ao sr. Magalhães. E, tanto quanto me apercebo, essas mães sofredoras continuam alegremente a prociar, ser idoso por si só já é viver com extremas dificuldades e quanto aos jovens não me parece que estejam muito preocupados com o futuro quando têm cama, mesa e roupa lavada na casa dos papás.

Provavelmente, o sr. Magalhães deve estar a falar de uma sociedade qualquer. Esta não é de certeza. Mas, pronto, eu compreendo: o excesso de zelo é uma qualidade da corte do rei deposto.

sábado, 9 de maio de 2009

NUM RESTAURANTE DE LEÇA...

Aqui se prova que o uso do português é uma ciência parecida com a dos condimentos culinários: muito não é sinal de bem.


quarta-feira, 6 de maio de 2009

BOAS NOTÍCIAS

O presidente da Câmara de Matosinhos anunciou hoje um investimento de cerca de 500 mil euros na requalificação da zona envolvente ao antigo Mosteiro de Bouças, onde há cerca de mil anos nasceu Matosinhos. O autarca, que falava no local onde assinalou o centenário da passagem do concelho de Bouças a concelho de Matosinhos, disse que a zona se encontrava muito desqualificada, com acessos ainda em terra batida e sem saneamento básico."Aproveitamos para requalificar passeios e ruas e avançar com a infraestruturação completa", afirmou o autarca, referindo que a obra já está em execução devendo ficar concluída em Junho.
in Lusa

GOLPE DE TEATRO?

Será este o candidato surpresa do PSD para Matosinhos? Se for, os laranjas finalmente revelam algum bom senso. E ficam em boa posição para vencer as eleições de Outubro.

NINGUÉM PÁRA O PARADA

Ligo a televisão, no noticiário da hora do almoço, e quem é que me aparece no ecrã? António Parada. O presidente de junta mais mediático do país. Agora a propósito de um cartão de descontos que lançou para os menos favorecidos. Sempre na linha da frente. Sempre no pequeno ecrã. Com o povo e para o povo.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

MATOSINHOS NO ENDOVÉLICO


O Endovélico* é a base nacional de sítios e estações arqueológicas (e não só) portugueses e não cobre tudo mas ajuda muito a perceber o que temos, o que queremos continuar a ter e o que devemos estimar como herança patrimonial e histórica. Fica a dica.


VER PORMENORES AQUI: http://www2.ipa.min-cultura.pt/main_page.html
Designação Tipo de Sítio Meio Concelho/Freguesia
Ponte do Carro
Ponte Terrestre Matosinhos/Guifões
Adriano
Miliário Terrestre Matosinhos/São Mamede de Infesta
Angeses
Povoado Fortificado Terrestre Matosinhos/Lavra
Custoias
Povoado Fortificado Terrestre Matosinhos/Custóias
São Mamede
Miliário Terrestre Matosinhos/Custóias
Antela
Anta Terrestre Matosinhos/Lavra
Ponte de Dom Goimil
Ponte Terrestre Matosinhos/Custóias
Ponte de Guifões
Ponte Terrestre Matosinhos/Guifões
Panelas
Anta Terrestre Matosinhos/Leça da Palmeira
Ponte da Pedra
Ponte Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Ponte dos Ronfos/ Ponte de Barreiros/ Ponte da Azenha
Ponte Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Lumbelo
Anta Terrestre Matosinhos/Perafita
Aguiar
Anta Terrestre Matosinhos/Santa Cruz do Bispo
Leça do Bailio
Sepultura Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Brio
Anta Terrestre Matosinhos/Perafita
Adaulfi
Anta Terrestre Matosinhos/Perafita
Moalde
Povoado Fortificado Terrestre Matosinhos/São Mamede de Infesta
Fontão
Vestígios Diversos Terrestre Matosinhos/Perafita
Leça
Ponte Terrestre Matosinhos/Leça da Palmeira
Guifães
Mamoa Terrestre Matosinhos/Guifões
Pampelido/ Sepultura 1 de Montedouro
Necrópole Terrestre Matosinhos/Perafita
Castro do Monte Castelo de Guifões
Povoado Terrestre Matosinhos/Guifões
Angeiras
Complexo Industrial Terrestre Matosinhos/Lavra
Leça da Palmeira
Sepultura Terrestre Matosinhos/Leça da Palmeira
Homem da Maça
Escultura Terrestre Matosinhos/Santa Cruz do Bispo
Sepultura 4 de Montedouro
Sepultura Terrestre Matosinhos/Perafita
Agreja
Mamoa Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Pampelido/ Sepultura 2 de Montedouro
Sepultura Terrestre Matosinhos/Perafita
Sepultura 5 de Montedouro
Sepultura Terrestre Matosinhos/Perafita
Monte Crasto
Povoado Fortificado Terrestre Matosinhos/Lavra
São Gens
Anta Terrestre Matosinhos/Custóias
Núcleo antigo de Recarei
Povoado Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Guifões
Achado(s) Isolado(s) Terrestre Matosinhos/Guifões
Mosteiro de Leça do Bailio
Mosteiro Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Igreja Paroquial de Lavra
Vestígios Diversos Terrestre Matosinhos/Lavra
Sepultura 3 de Montedouro
Sepultura Terrestre Matosinhos/Perafita
Monte Castro
Povoado Fortificado Terrestre Matosinhos/Lavra
Achados romanos - Matosinhos
Achado(s) Isolado(s) Meio Aquático Matosinhos
Submarino de Angeiras U 1277
Naufrágio Meio Aquático Matosinhos
Praia da Memória
Achado(s) Isolado(s) Meio Aquático Matosinhos/Perafita
Praia do Castelo do Queijo
Achado(s) Isolado(s) Meio Aquático Matosinhos
Perlongas - Porto
Naufrágio Meio Aquático Matosinhos/Leça da Palmeira
Leixões 1
Naufrágio Meio Aquático Matosinhos/Leça da Palmeira
Leixões 2
Naufrágio Meio Aquático Matosinhos/Leça da Palmeira
Leixões 3
Achado(s) Isolado(s) Meio Aquático Matosinhos/Leça da Palmeira
* Escultura encontrada em S. João da Mota, Alentejo, que se reporta à Idade do Ferro (600 a.C.-100 d.C), que se presume representar um elemento cosmológico com o mesmo nome

O "NOSSO" MAGALHANO


A Câmara de Matosinhos prepara-se para ceder, gratuitamente, uma propriedade municipal de 26 mil metros quadrados à empresa que produz os computadores Magalhães. A JP Sá Couto, instalada em Perafita, quer expandir a fábrica. A decisão é tomada hoje à tarde na reunião do Executivo. O acordo - a estabelecer ao abrigo das medidas pró activas anti-crise aprovadas pela Autarquia em Março deste ano e que contempla a possibilidade de cedência de terrenos municipais para a instalação de empresas - visa apoiar a sociedade na construção de uma nova unidade industrial para a produção de computadores, de boards e outros produtos informáticos. O objectivo é aumentar a capacidade de fabrico dos computadores Magalhães. Na minuta do protocolo, a que o JN teve acesso, assinala-se que as novas linhas de produção permitirão fabricar cerca de 250 mil portáteis por mês. O investimento da JP Sá Couto na expansão totalizará 11 milhões de euros e permitirá criar 320 "postos de trabalho efectivos". A empresa possui instalações na Rua da Guarda, na freguesia de Perafita. "Graças ao sucesso do portátil Magalhães, aliado à inexistência de produtores de boards na União Europeia, a empresa vê-se obrigada a ampliar a sua capacidade produtiva", pode ler-se na proposta, que deverá ser aprovada. O PS detém a maioria no Executivo.
in JN


PS - Acho muito bem mas, já agora, seria pedir muito à JP Sá Couto que, em nome da sua localização geográfica e da afectividade pelas gentes matosinhenses, desse prioridade à entrega de Magalhães às crianças deste concelho? É que a minha filha continua à espera do dela...

domingo, 3 de maio de 2009

O AVÔ CANTIGAS


Não sei o se passou para o PS mandar o Avô Cantigas para a boca do lobo mau. Pior que uma concentração de comunas proletários só mesmo uma de proletários comunas. E reparem que não estou a falar de higiene, embora pudesse... E o que aconteceu ao douto professor de Direito que derivou da esquerda radical para a esquerda moderada? Bem, parece que levou um encharcado, que lhe puxaram o casaco e que terá sido benzido com um ou outro escarro. Nada de mais. Qualquer árbitro do distrital de futebol sabe que isto são amendoíns. O curioso é que o dito avô Cantinflas, perdão, Cantigas não parou de dar entrevistas enquanto apressava o andamento e que um tal Vítor Gonçalves, rei dos adesivos, aparece sempre a sorrir nas fotografias. Parece-me que quiseram fazer desta descida de Moreira aos Restauradores ou Rossio uma espécie de Marinha Grande. Mas foi muito cedo e ninguém partiu um vidro. Ah, claro, foi um gozo tremendo ver aquele mouro espetar o dedo na cara do professor doutor para lhe dizer que não passa de um urso que esteve a hibernar. Foi brilhante.

ARTE PÚBLICA

Ao ver o deslumbrante "Porto da Minha Infância", de Manoel Oliveira, lembrei-me que também em Matosinhos a arte pública pode ser uma festa. É pena que, no caso dos painéis de José Emídio, que tive o privilégio de ver ainda antes de serem montados, alguém tenha tido a infeliz ideia de plantar árvores à frente dos mesmos. E, como se tal não bastasse, os tais bancos de jardim. A "decoração" que no fundo uma larga maioria imaginou para a marginal desenhada por Siza Vieira em Leça da Palmeira, outro grande momento da cultura matosinhense, numa fusão perfeita de arte, arquitectura e urbanismo.

sábado, 2 de maio de 2009

AS TORRES GÉMEAS


As Torres gémeas da Facar foram eleitos o mamarracho mor de Matosinhos pelos leitores deste blogue. Nada a contestar porque gostos e desgostos não se discutem, na certeza de que, procurando mais um bocadinho, seriamos capazes de encontrar outras preciosidades arquitectónicas, não tão gigantescas, é certo, mas também relevantes em termos de desprezo pela estética e pelas esteticistas.
Ainda a propósito das nossas torres gémeas, recordo um artigo de Magalhães Pinto - um dos poucos intelectuais matosinhenses activos - sobre o assunto, com a devida vénia:


Na última edição, Manuel Seabra deu uma importante entrevista ao "MH". Li-a com muita atenção. Porque nas linhas e nas entrelinhas do que disse estaria, na minha opinião, muito do que Matosinhos vai ser na década que aí vem, pelo menos. E não senti que as minhas esperanças saem defraudadas da entrevista. No final, fiquei com a sensação de ter "ouvido" um homem sereno, que sabe o que quer. Para ele e para a sua (nossa) cidade. Se alguma imagem forte me ficou da leitura, ela foi a do contraste. Enquanto vou assistindo - sobretudo no programa "A Voz da Autarquia", que passa numa rádio do concelho - a tão subtis como nefandos ataques à sua pessoa, por parte do actual Presidente da Câmara, senti, em toda a entrevista de Manuel Seabra, uma notável contenção, quando não a rasgados elogios por si feitos à obra do Presidente. Acho que é assim, realmente, que deve ser. É nas vitórias e nas derrotas que melhor se conhecem os homens. Por mim, sinto-me honrado em conhecer Manuel Seabra.Entre os diferentes assuntos abordados, um há que me tocou de perto. E, por isso mesmo, estou em posição de dar o meu testemunho. Tem a ver com as Torres de Leça. Cuja responsabilidade alguém lhe atribuiu já. E da qual eu o posso inteiramente ilibar. Tal e qual ele conta na sua entrevista. Eu sei. Pela comezinha razão de que eu era, na altura, o presidente da NOVAFACAR. Empresa cujo capital pertencia já, então, à instituição para a qual eu trabalhava, o BPA. Muito jovem ainda, Manuel Seabra nem sonhava - tal e qual como diz - com ser vereador da Câmara.É muito fácil criticar, hoje, o projecto de Entrequintas. Mas não se pode criticar o projecto com os dados que temos hoje. É necessário regressar ao passado e saber porque é que tudo isso aconteceu. Eu conto. Pedindo desculpa ao Director do "MH" por ocupar hoje um pedacinho maior para os meus dizeres. É que acho que, se soubermos a verdade, criticamos seja quem seja com mais justiça. Ao mesmo tempo que deixamos ficar umas notas para a história de Matosinhos.A FACAR foi, durante muito tempo, uma empresa líder do mercado português na sua especialidade. Mas, no "25 de Abril", na vertigem do que se passou em muitas empresas, a FACAR foi reduzida a cacos. E acabou por ser intervencionada. E foi o que se sabe. Enquanto intervencionada, conseguia sobreviver apenas à custa de muito crédito bancário. Quando, pelo fim dos anos setenta, a FACAR foi desintervencionada e devolvida aos seus legítimos donos - os irmãos Carvalho - estava tecnicamente falida, com o mercado arruinado, devedora de milhões à Banca, sem matérias primas. Da empresa brilhante que fora, quase só restava o equipamento - entretanto a desactualizar-se - e os trabalhadores. Tal como foi feito com outras empresas, a Banca (nacionalizada, não esqueçamos) recebeu ordens para facilitar o crédito à FACAR. Sobretudo para aquisição de matérias primas, sem as quais não podia laborar. E, rapidamente, a FACAR fica a dever à Banca - principalmente ao BPA - muitos milhões. Algo que valeria, hoje, qualquer coisa como 12 a 15 milhões de contos.Mas o mercado tinha mudado. E os irmãos Carvalho eram gestores para um outro tipo de mercado. A FACAR não conseguiu recuperar. Em dois ou três anos voltou a ficar na falência. A Banca, entretanto, tinha começado já a ser mais racional no tratamento dos seus devedores. Foram tentadas várias soluções (algumas delas propostas pelo BPA e acompanhadas por mim. Nada resultou. E o Banco tratou de cobrar os seus créditos coercivamente. O resultado era simples. A FACAR seria declarada falida. Na sequência disso, desmantelada. E os trabalhadores, em número de algumas centenas, seriam lançados no desemprego, todos sem indemnizações que se vissem. Porque o único bem com valor existente no activo da FACAR eram os terrenos onde a fábrica estava instalada. E esses estavam hipotecados ao Banco, como garantia dos créditos.A perspectiva doía-me a mim e, creio, também aos responsáveis pela Câmara Municipal de Matosinhos. Especialmente a Narciso Miranda, o qual acompanhava a situação da FACAR muito de perto. Por isso é que consegui propor ao Banco que aguentasse a empresa enquanto se fazia o projecto urbanístico para os terrenos da FACAR, para ver até onde podia ir o Banco no apoio ao seu encerramento. O projecto foi feito com a rapidez possível, num gabinete de arquitectura também pertencente ao Banco - a Compave, de Lisboa, do qual eu era também presidente. E, de algum modo, o projecto foi feito de modo a permitir o desactivar da FACAR com respeito por todos os direitos dos trabalhadores, sobretudo no plano das indemnizações. Era uma tentativa de salvar da miséria muitas das famílias da nossa terra. Pronto o projecto, faltava apenas o acordo da Câmara. A qual deu o seu acordo desde que fossem salvaguardados os direitos dos trabalhadores. Foi assim que, efectivamente, foi aprovada, para aquele espaço, sem bem me lembro, 232.000 metros quadrados de construção (Manuel Seabra arredondou este número para 230.000 na sua entrevista).O que se passa nos finais dos anos noventa eu já não sei. Já não estava no BPA. Mas sei duas coisas. Primeiro, que o alvará do empreendimento de Entrequintas estava totalmente formalizado e não poderia ser alterado - sem acordo do promotor - para menos. E, segundo, que as duas torres existentes eram umas cinco ou seis no projecto inicial, embora algo mais baixas, com excepção de uma.Por tudo isto que eu sei, é que concluo com duas afirmações. É iníquo imputarem-se responsabilidades pelas Torres de Leça a Manuel Seabra. E é iníquo, mesmo, imputá-las a qualquer outra pessoa, tendo em conta o que contei. A não ser que estivéssemos dispostos a ver algumas centenas de famílias da nossa terra sem trabalho e sem dinheiro. Assim, pelo menos, puderam reequilibrar as suas vidas. Graças às Torres de Leça.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

OS NEANDERTAIS DE LEÇA


A junta de Leça fez uma sondagem à população sobre o desenho da marginal do Porto de Leixões, projecto já aprovado pela CMM, objecto de debate público (no qual a junta leceira não participou) e pronto para ser lançado no terreno. Por questões meramente políticas, Pedro Taboada lançou o tema para debate público e recolheu cerca de duas mil respostas, esmagadoramente contra as obras projectadas. Reparem que estamos aqui a falar da requalificação de um espaço público que inclui a principal entrada/saída de Leça da Palmeira. Pois bem, qual é a indignação do povo consultado, amostra que tenho dificuldade em não conotar com as forças do senhor Taboada?
- Não querem que se reduza a pista dos automóveis de quatro para duas faixas.
- Não querem um passeio alargado.
- Querem que se deixe espaço para o metro.

Não brinquem com a nossa inteligência!

Estes leceiros que hoje se pronunciam são aqueles que votam de cruz e que não aparecem nas assembleias de freguesia. Os mesmos que abrem os vidros dos carros e despejam toda a espécie de lixo na via pública, que estacionam os carros em segunda e terceira fila e que nem pelo jardim do condomínio se interessam.

O que está a acontecer é apenas um facto político. Porque o povo não se indigna - os seus direitos e deveres acabam e começam na soleira da porta.

E mesmo que se indignasse, o povo não pode ter voto no que é de todos e de ninguém. Se assim fosse, tínhamos hoje a marginal atlântica de Leça da Palmeira contaminada por palmeiras, canteiros de flores e bancos de jardim.

Se o povo quer exercer os seus direitos cívicos deve ser efectivo sempre. E selectivo na hora de votar ou de se pronunciar sobre uma questão pública.

Estar a discutir duas ou quatro faixas de uma avenidade, a largura de um passeio e o canal para um transporte público que ninguém sabe quando chegará cá é algo de absolutamente ridículo. Sobretudo para aqueles que promovem a iniciativa e que dão ares de virgens ofendidas quando passaram anos e anos a obrar sem dar cavaco a ninguém.

terça-feira, 28 de abril de 2009

ÚLTIMA HORA

Estão a ser realizadas prospecções arqueológicas num conhecido edifício da Avenida D. Afonso Henriques, em Matosinhos. Foi encontrado um cofre com documentos confidenciais e um vaso campaniforme com um número de conta de um banco na Suiça. A PJ já tomou conta do caso.

domingo, 26 de abril de 2009

COLECTIVIDADES E ASSOCIAÇÕES


As Colectividades e Associações não são nada mais nada menos do que organizações resultantes de reuniões com uma ou mais pessoas, com vista a vários objectivos comuns. Está desta forma criada uma Colectividade e uma Associação. Esta forma de Associativismo, enquanto forma de organização Social, deve caracterizar-se pelo seu conteúdo de voluntariado.Estas desempenham vários papéis importantes na nossa Sociedade, muitas delas ultrapassando em algumas áreas as próprias funções que ao Estado compete. Em Matosinhos – Leça da Palmeira existem centenas de Colectividades e Associações em diversas áreas de actuação:Desporto – Lazer – Saúde – Ambiente - Qualidade de Vida - Religião -etc. etc. todas elas com papéis bastante importantes.É uma falta de responsabilidade esperarmos que alguém faça as coisas por nós, por elas, obviamente que não fazemos o que queremos, mas também somos responsáveis pelo que fazemos, por aquilo que elas fazem. A maneira de ajudar os outros é provar-lhes que eles são capazes de pensar e de agir, as nossas Colectividades e Associações devem de ter esse papel de agir de uma forma altruísta e que essa forma nunca seja exagerada, sob a responsabilidade da mesma se desmoronar. Cada Um, Todos nós, somos responsáveis…elas também o são. O objectivo das mesmas é que os meios são mais importantes que os fins, e para isso as mesmas devem serem ajudadas financeiramente pela nossa CMM, mas sempre com a ideia de que nos devemo-nos dedicar às causas e nunca às pessoas.Estou convicto que na actual situação que o nosso País atravessa elas como instituições estarão cada vez mais activas.Por vezes a solidão passa por uma ida ao convívio à sede tentando superar as amarguras que a presente vida nos causa.Estamos atentos a que as entidades que foram eleitas pelo povo saibam estar à altura das nossas Colectividades e Associações. contribuindo desta forma para que as mesmas não desmoronem.Finalizo com Pitágoras: Os afectos podem, às vezes, somar-se. Subtrair-se, nunca.

JOSÉ MODESTO

sábado, 25 de abril de 2009

25 DE ABRIL

Tinha 12 anos quando nasceu o dia 25 de Abril de 1974.
Passaram-se 35 anos e agora tenho 47.
Está visto que ninguém pode parar o Mundo...
O que mudou em Portugal nestes últimos 35 anos? Bem, teremos de dar algum tempo para que a História consolide ideias e teses.
À vista desarmada, Portugal é hoje um país mais moderno mas nem por isso maior.
Havia um canal de televisão e agora temos 245 e fica difícil escolher um decente.
Havia um presidente da República que se vestia de marinheiro e agora temos um PR oriundo de Boliqueime que foi poço e agora é fonte.
Em meados da década de 70, Portugal tinha 17 por cento de analfabetos e hoje temos 10 apesar de todas as reformas educativas. No início do século XX esta taxa rondava os 80 % e a I República e sobretudo o Estado Novo mudaram o paradigma. É uma vergonha para o Portugal moderno que 10 em cada 100 portugueses ainda não saiba ler. Mais preocupante ainda é que entre os que sabem ler, uma larga fatia não consiga interpretar um texto.
Como um dia disse Rodrigo, político pouco lembrado do século XIX, nascemos num país de brutos, crescemos com os brutos e morremos entre brutos.
O 25 de Abril de 74 foi uma catarse colectiva. Quem o pôde viver na plenitude certamente jamais esquecerá o que aconteceu. Obviamente, há quem o festeje e quem o lamente. O processo histórico é sempre assim, sobretudo visto de perto.
Os portugueses querem acreditar que Portugal está melhor mas não acreditam neles. E isso é fatal. Por isso é que continuam a apreciar caudilhos locais e nacionais e perdem o tempo a ver novelas e concursos. Reconheço que são bons paliativos - os caudilhos, pelo que nos divertem, e as novelas, pelo que nos sugerem. Isto é, nada.
Tenho um amigo que por acaso está por cá e que é fanático por Oliveira Salazar. Por acaso era o tipo mais excêntrico da minha geração. Um maluco completamente imprevisível, protótipo do anarca, embora já com alguns tiques nacionalistas. Penso que isto realmente o diverte e como é um bom factor de provocação, carrega sempre nas cores.
Os portugueses vão perceber um dia que Salazar é um dos heróis da história nacional. Com um bocado de jeito ainda acabará beatificado. Dizem-me que um velhinho de 89 anos deu um beijo numa fotografia do ditador e ficou com priapísmo, embora já se tivesse esquecido que tinha tomado as pastilhas azuis do filho...
Salazar não foi pior do que Cavaco, Sócrates, Guterres, Barroso ou Soares. Apenas esteve mais tempo no poder. É a única diferença. Para além de ter apenas de prestar contas aos grandes empreiteiros da indústria nacional e não precisar de se ajoelhar perante uma legião de subempreiteiros com pretensões a capitães da indústria depois de terem conhecido o sucesso a vender hortaliças em grandes superfícies ou rolhas de cortiça para a Líbia.
Salazar tinha mais graça, confesso, sobretudo se visto pela pena delirante da Felícia Cabrita, que lhe inventou amantes como quem tira coelhos da cartola, ou melhor, coelhinhas.
Tenho saudades de o ver passar na Via Rápida, ou seria o Tomás?, num Mercedes negro com as bandeirinhas de Portugal a drapejarem no capot. Tenho saudades, no fundo, de ser um infante. Quando o Mundo era apenas a preto e branco, como os sonhos. Esta vida demasiada colorida que levamos, confesso, tem tanta piada como um discurso de Cavaco Silva.

Vina Salazar! Viva o 25 de Abril!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

UM VELHO NOVO CANDIDATO

Como já devem ter percebido, e se não perceberam também não me interessa, este é um espaço democrático e sem qualquer patrocínio ou objectivo obscuro. O autor não está à espera de benesses mas aceita jantares, finos e tremoços. Por isso, e a pedido de algumas famílias, por norma pouco rotinadas na vida plural, cá fica o pontapé de saída do candidato da CDU, Honório Novo, um autarca que me habituei a respeitar e admirar quando acompanhei mais de perto a vida política de Bouças. Ah, engenheiro, pode não acreditar mas já votei em si...

Honório Novo, o candidato da CDU à Câmara de Matosinhos, acusou Guilherme Pinto de ter passado "quatro anos de mão estendida", pedinchando favores e servindo de "passadeira" ao Governo de José Sócrates.
Num discurso crítico, na sessão de apresentação dos candidatos da CDU a Matosinhos, Honório Novo apontou o dedo à atitude "reverente" do presidente da Câmara que, "para assegurar a sua recandidatura" está a "hipotecar o futuro do concelho e as finanças municipais".
"Guilherme Pinto passou quatro anos a servir de passadeira ao Governo do engenheiro Sócrates", atacou o comunista, lembrando os "desfiles", quase semanais, de ministros e secretários de Estado pelo concelho. "Actos de permanente reverência e subserviência" que levaram a Câmara a assumir responsabilidades que são competência da Administração Central.
E deu exemplos: o protocolo de transferência de competências na Educação, que não assegura "as verbas necessárias para construir todas as instalações previstas na Carta Educativa" e para pagar aos "administrativos e auxiliares que o Governo descartou em cima dos ombros municipais".
Outro exemplo: "a obrigação de dar terreno, de projectar, construir e pagar o novo quartel da GNR de Perafita, cujo âmbito de actuação vai ser metropolitano e distrital, e cuja competência é estritamente governamental".
Mais um: "as várias instalações de saúde do concelho, cujo ónus passou a residir inteiramente no orçamento municipal". E para concluir: "Guilherme Pinto passou quatro anos de mão estendida, pedinchando favores que Matosinhos não tem que mendigar de nenhum Governo".
Os empréstimos que a autarquia vai contrair também não escaparam ao desfiar de críticas de quem promete "mudar tudo". O comunista voltou a defender a extinção das empresas municipais e uma auditoria urgente do Tribunal de Contas ou da Inspecção-Geral de Finanças às contas da Matosinhos Habit e da Matosinhos Sport.
Honório Novo aproveitou o "palco" do cine-teatro Constantino Nery - recuperado após a "iniciativa e constantes insistências da CDU" - para prometer mais fogos sociais, recuperação do parque habitacional e do património degradado dos centros urbanos. Mais emprego com "um programa de emergência social que socorra e ajude os mais atingidos pela crise".
Melhor mobilidade, com o metro até Leça da Palmeira e S. Mamede de Infesta, com a linha de Leixões a servir passageiros e com uma rede inter-concelhia de transportes que sirva bem todas as freguesias. Melhor ambiente com "a sempre anunciada, mas sempre adiada, recuperação ambiental das margens do Rio Leça e de todas as ribeiras do concelho". E melhor democracia com um provedor do munícipe independente.
Com o PS dividido pela candidatura independente de Narciso Miranda, a luta pelo poleiro de Matosinhos promete aquecer. E a CDU não quer "naturalmente" perder a oportunidade de quebrar a maioria absoluta dos socialistas.
A CDU anunciou ainda José Pedro Rodrigues como candidato à Assembleia Municipal. O comunista promete lutar pelo "aprofundamento da democracia" , pelo "desenvolvimento económico, progresso e justiça social".

in JN

UM SUL-COREANO NO MAR


Lee Kang Ho começou hoje a treinar no Leixões. O sul-coreano é guarda-redes e tem apenas 18 anos. No treino realizado na Bataria sofreu dois golos e fez duas boas defesas. Vamos lá ver se é aprovado pelo nosso João Fonseca.

UM CAFÉ COM ANTÓNIO PARADA



Por mero acaso encontrei hoje, ao fim da manhã, o meu presidente da junta. Sim, porque em Matosinhos comecei a votar e em Matosinhos acabarei a fazer o mesmo. Raras foram as vezes em que votei no PS mas quando o assunto era a junta penso que nunca falhei. Depois de Henrique Calisto, António Parada tem honrado a tradição de uma junta dirigida por um matosinhense e com o coração.

Nunca tinha conversado com Parada e foi ele quem me reconheceu. Deu para tomar um café no centro comercial York - onde Carlos Oliveira liderou uma luta famosa contra a IURD ... - e para trocar algumas impressões.

Obviamente, a conversa foi privada e não a vou contar.

Apenas deixo aqui a confirmação de que António Parada não perdeu a humildade e que tem uma capacidade de encaixe que muitos engravatados nunca terão porque lhes falta inteligência para tal.

Correndo o risco de ser indiscreto, fiquei com a impressão que Parada vai recandidatar-se à junta pelo PS. Apesar de tudo. E também percebi que neste entretanto terá recusado pelo menos um convite de alguém que já ouvi dizer ter rejeitado uma oferta nesse sentido. Coisas da vida...

Pelo que aqui ficou expresso, Parada tem em Matosinhos uma popularidade que não podemos julgar fruto apenas de populismo. É um político que arregaça as mangas, que conhece as pessoas, que quer aprender sempre mais (e por isso mesmo está a tirar um curso superior) e que inclusivamente devolveu ao Estado dinheiro recebido que podia ter ficado na sua conta, como outros já fizeram. Mas essa história ele um dia se quiser irá contar.


Quanto ao cafezinho, foi um prazer. Volto a repetir, confirmei o que já sabia.

Ou seja, que António Parada é o caso mais sério da política matosinhense nos últimos dez anos.

Daqui a dez anos, se estivermos cá, voltaremos a falar no assunto. E entretanto pode ser que Scolari volte a Bouças.

sábado, 18 de abril de 2009

EXCLUSIVO PdL

Tendo em conta o banzé resultante do último poste, que ameaça bater recordes de comentários editados e não editados (estes foram guardados para memória futura), fomos para a rua à procura do homem de quem se fala, António Andante. Encontramo-lo no Jardim dos Pilas Moles a jogar à sueca.

- António, toda a gente fala de ti...
- Sabes, Geno, não consigo estar parado. Deve ser por isso.
- É mesmo o ás de trunfo...
- Sim, e o meu adversário tem a manilha seca.
- O que é que fizeste para seres tão popular?
- Bem, pus o Xolari a apanhar piriscas...
- ?
- Atirei-me ao mar com vaga de 5 metros.
- ?
- Dei duas sopas a sem-abrigos.
- ?
- E trabalho quase tanto como o Aranha.
- E vais ser mesmo candidato a dux de Bouças?
- A minha ambição não tem limites. Não sei se sabes mas decorei o livro do Xolari.
- Qual é o teu slogan?
- Junta-te a mim
- É bom. Olha lá, não tens medo do Barroselas?
- Ele é que tem medo de mim. Já me convidou cinco vezes para n.º2.
- Ò homem, era um grande tacho...
- Nada. Já aprendi a tabuada há muito tempo. As minhas equações agora são outras.
- Estás cada vez mais parecido com o Sócrates...
- Há quem me chame o Socas de Matoses.
- O meu amigo Jorge Punk gosta de ti e diz que só tens um problema.
- C..., qual é?
- São coisas da juventude. Adiante. O que queres fazer em Matosinhos?
- Quando for eleito vou fazer uma parada gay.
- ?
- Uma parada militar.
- ?
- E uma equiparada.
- Uau!
- Posso ter começado a levantar os outros nos meu ombros mas eles vão acabar por me vir comer à mão.
- E já tens equipa?
- Sou e mais dez.
- Se precisares de alguma coisa...
- Conto sempre contigo. Sabes que gosto de ti, apesar de seres gordo e anarca.
- Eu sei.
- Podes escolher o posto.
- Quero ser chefe dos paquetes.
- Só isso?
- Dos paquetes que atracam aqui em Leixões.
- Vou ver o que se pode arranjar...
- O meu sonho foi sempre mandar no barco do amor e poder escolher uma velhinha rica americana todas as noites, que elas sabem-na toda. E somos nós sempre a gastar o cartão de crédito delas e não o contrário. Se bem que o contrário também é uma posição interessante...
- Essa boa. Nunca tinha pensado nisso.
- Última pergunta, Toninho, e peço-te só que sejas franco: o que estavas a fazer na lota naquele dia?
- Vou dizer isto pela primeira vez e por ser para ti e porque sei que toda a gente lê o teu blog: fui comprar lulas.
- Por falar em lulas, se deixasses crescer a barba...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

SERÁ VERDADE?

Inúmeros comentários caídos na nossa caixa do correio - onde, infelizmente, continuam a chegar opiniões impublicáveis por demasiado obscenas não apenas no sentido estrito -, António Parada vai ser o candidato do PSD à Câmara Municipal de Matosinhos. Sinceramente, não estou a ver... Sei que Narciso não acredita em Marco António como candidato laranja, nem no morgado Paulo Morais. Agora o Parada... Bem, a verdade é que não sei como estão as coisas no PS profundo de Matosinhos, não sei que equipa Guilherme Pinto está a montar ou se o próprio actual presidente da CMM não estará a ponderar outra via para a sua carreira política. Confesso que gostava de ver uma luta Narciso-Seabra lá para o fim do Verão e com Parada pelo meio é que ia ser. A lota continua.

PS - A imagem acima foi conseguida no momento em que um plumitivo político da nossa terra chorava baba e ranho na escadaria da casa amarela. Mutatis mutandi...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O BENFICA DE HOJE

Sit tibi terra levis