segunda-feira, 4 de maio de 2009

MATOSINHOS NO ENDOVÉLICO


O Endovélico* é a base nacional de sítios e estações arqueológicas (e não só) portugueses e não cobre tudo mas ajuda muito a perceber o que temos, o que queremos continuar a ter e o que devemos estimar como herança patrimonial e histórica. Fica a dica.


VER PORMENORES AQUI: http://www2.ipa.min-cultura.pt/main_page.html
Designação Tipo de Sítio Meio Concelho/Freguesia
Ponte do Carro
Ponte Terrestre Matosinhos/Guifões
Adriano
Miliário Terrestre Matosinhos/São Mamede de Infesta
Angeses
Povoado Fortificado Terrestre Matosinhos/Lavra
Custoias
Povoado Fortificado Terrestre Matosinhos/Custóias
São Mamede
Miliário Terrestre Matosinhos/Custóias
Antela
Anta Terrestre Matosinhos/Lavra
Ponte de Dom Goimil
Ponte Terrestre Matosinhos/Custóias
Ponte de Guifões
Ponte Terrestre Matosinhos/Guifões
Panelas
Anta Terrestre Matosinhos/Leça da Palmeira
Ponte da Pedra
Ponte Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Ponte dos Ronfos/ Ponte de Barreiros/ Ponte da Azenha
Ponte Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Lumbelo
Anta Terrestre Matosinhos/Perafita
Aguiar
Anta Terrestre Matosinhos/Santa Cruz do Bispo
Leça do Bailio
Sepultura Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Brio
Anta Terrestre Matosinhos/Perafita
Adaulfi
Anta Terrestre Matosinhos/Perafita
Moalde
Povoado Fortificado Terrestre Matosinhos/São Mamede de Infesta
Fontão
Vestígios Diversos Terrestre Matosinhos/Perafita
Leça
Ponte Terrestre Matosinhos/Leça da Palmeira
Guifães
Mamoa Terrestre Matosinhos/Guifões
Pampelido/ Sepultura 1 de Montedouro
Necrópole Terrestre Matosinhos/Perafita
Castro do Monte Castelo de Guifões
Povoado Terrestre Matosinhos/Guifões
Angeiras
Complexo Industrial Terrestre Matosinhos/Lavra
Leça da Palmeira
Sepultura Terrestre Matosinhos/Leça da Palmeira
Homem da Maça
Escultura Terrestre Matosinhos/Santa Cruz do Bispo
Sepultura 4 de Montedouro
Sepultura Terrestre Matosinhos/Perafita
Agreja
Mamoa Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Pampelido/ Sepultura 2 de Montedouro
Sepultura Terrestre Matosinhos/Perafita
Sepultura 5 de Montedouro
Sepultura Terrestre Matosinhos/Perafita
Monte Crasto
Povoado Fortificado Terrestre Matosinhos/Lavra
São Gens
Anta Terrestre Matosinhos/Custóias
Núcleo antigo de Recarei
Povoado Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Guifões
Achado(s) Isolado(s) Terrestre Matosinhos/Guifões
Mosteiro de Leça do Bailio
Mosteiro Terrestre Matosinhos/Leça do Bailio
Igreja Paroquial de Lavra
Vestígios Diversos Terrestre Matosinhos/Lavra
Sepultura 3 de Montedouro
Sepultura Terrestre Matosinhos/Perafita
Monte Castro
Povoado Fortificado Terrestre Matosinhos/Lavra
Achados romanos - Matosinhos
Achado(s) Isolado(s) Meio Aquático Matosinhos
Submarino de Angeiras U 1277
Naufrágio Meio Aquático Matosinhos
Praia da Memória
Achado(s) Isolado(s) Meio Aquático Matosinhos/Perafita
Praia do Castelo do Queijo
Achado(s) Isolado(s) Meio Aquático Matosinhos
Perlongas - Porto
Naufrágio Meio Aquático Matosinhos/Leça da Palmeira
Leixões 1
Naufrágio Meio Aquático Matosinhos/Leça da Palmeira
Leixões 2
Naufrágio Meio Aquático Matosinhos/Leça da Palmeira
Leixões 3
Achado(s) Isolado(s) Meio Aquático Matosinhos/Leça da Palmeira
* Escultura encontrada em S. João da Mota, Alentejo, que se reporta à Idade do Ferro (600 a.C.-100 d.C), que se presume representar um elemento cosmológico com o mesmo nome

O "NOSSO" MAGALHANO


A Câmara de Matosinhos prepara-se para ceder, gratuitamente, uma propriedade municipal de 26 mil metros quadrados à empresa que produz os computadores Magalhães. A JP Sá Couto, instalada em Perafita, quer expandir a fábrica. A decisão é tomada hoje à tarde na reunião do Executivo. O acordo - a estabelecer ao abrigo das medidas pró activas anti-crise aprovadas pela Autarquia em Março deste ano e que contempla a possibilidade de cedência de terrenos municipais para a instalação de empresas - visa apoiar a sociedade na construção de uma nova unidade industrial para a produção de computadores, de boards e outros produtos informáticos. O objectivo é aumentar a capacidade de fabrico dos computadores Magalhães. Na minuta do protocolo, a que o JN teve acesso, assinala-se que as novas linhas de produção permitirão fabricar cerca de 250 mil portáteis por mês. O investimento da JP Sá Couto na expansão totalizará 11 milhões de euros e permitirá criar 320 "postos de trabalho efectivos". A empresa possui instalações na Rua da Guarda, na freguesia de Perafita. "Graças ao sucesso do portátil Magalhães, aliado à inexistência de produtores de boards na União Europeia, a empresa vê-se obrigada a ampliar a sua capacidade produtiva", pode ler-se na proposta, que deverá ser aprovada. O PS detém a maioria no Executivo.
in JN


PS - Acho muito bem mas, já agora, seria pedir muito à JP Sá Couto que, em nome da sua localização geográfica e da afectividade pelas gentes matosinhenses, desse prioridade à entrega de Magalhães às crianças deste concelho? É que a minha filha continua à espera do dela...

domingo, 3 de maio de 2009

O AVÔ CANTIGAS


Não sei o se passou para o PS mandar o Avô Cantigas para a boca do lobo mau. Pior que uma concentração de comunas proletários só mesmo uma de proletários comunas. E reparem que não estou a falar de higiene, embora pudesse... E o que aconteceu ao douto professor de Direito que derivou da esquerda radical para a esquerda moderada? Bem, parece que levou um encharcado, que lhe puxaram o casaco e que terá sido benzido com um ou outro escarro. Nada de mais. Qualquer árbitro do distrital de futebol sabe que isto são amendoíns. O curioso é que o dito avô Cantinflas, perdão, Cantigas não parou de dar entrevistas enquanto apressava o andamento e que um tal Vítor Gonçalves, rei dos adesivos, aparece sempre a sorrir nas fotografias. Parece-me que quiseram fazer desta descida de Moreira aos Restauradores ou Rossio uma espécie de Marinha Grande. Mas foi muito cedo e ninguém partiu um vidro. Ah, claro, foi um gozo tremendo ver aquele mouro espetar o dedo na cara do professor doutor para lhe dizer que não passa de um urso que esteve a hibernar. Foi brilhante.

ARTE PÚBLICA

Ao ver o deslumbrante "Porto da Minha Infância", de Manoel Oliveira, lembrei-me que também em Matosinhos a arte pública pode ser uma festa. É pena que, no caso dos painéis de José Emídio, que tive o privilégio de ver ainda antes de serem montados, alguém tenha tido a infeliz ideia de plantar árvores à frente dos mesmos. E, como se tal não bastasse, os tais bancos de jardim. A "decoração" que no fundo uma larga maioria imaginou para a marginal desenhada por Siza Vieira em Leça da Palmeira, outro grande momento da cultura matosinhense, numa fusão perfeita de arte, arquitectura e urbanismo.

sábado, 2 de maio de 2009

AS TORRES GÉMEAS


As Torres gémeas da Facar foram eleitos o mamarracho mor de Matosinhos pelos leitores deste blogue. Nada a contestar porque gostos e desgostos não se discutem, na certeza de que, procurando mais um bocadinho, seriamos capazes de encontrar outras preciosidades arquitectónicas, não tão gigantescas, é certo, mas também relevantes em termos de desprezo pela estética e pelas esteticistas.
Ainda a propósito das nossas torres gémeas, recordo um artigo de Magalhães Pinto - um dos poucos intelectuais matosinhenses activos - sobre o assunto, com a devida vénia:


Na última edição, Manuel Seabra deu uma importante entrevista ao "MH". Li-a com muita atenção. Porque nas linhas e nas entrelinhas do que disse estaria, na minha opinião, muito do que Matosinhos vai ser na década que aí vem, pelo menos. E não senti que as minhas esperanças saem defraudadas da entrevista. No final, fiquei com a sensação de ter "ouvido" um homem sereno, que sabe o que quer. Para ele e para a sua (nossa) cidade. Se alguma imagem forte me ficou da leitura, ela foi a do contraste. Enquanto vou assistindo - sobretudo no programa "A Voz da Autarquia", que passa numa rádio do concelho - a tão subtis como nefandos ataques à sua pessoa, por parte do actual Presidente da Câmara, senti, em toda a entrevista de Manuel Seabra, uma notável contenção, quando não a rasgados elogios por si feitos à obra do Presidente. Acho que é assim, realmente, que deve ser. É nas vitórias e nas derrotas que melhor se conhecem os homens. Por mim, sinto-me honrado em conhecer Manuel Seabra.Entre os diferentes assuntos abordados, um há que me tocou de perto. E, por isso mesmo, estou em posição de dar o meu testemunho. Tem a ver com as Torres de Leça. Cuja responsabilidade alguém lhe atribuiu já. E da qual eu o posso inteiramente ilibar. Tal e qual ele conta na sua entrevista. Eu sei. Pela comezinha razão de que eu era, na altura, o presidente da NOVAFACAR. Empresa cujo capital pertencia já, então, à instituição para a qual eu trabalhava, o BPA. Muito jovem ainda, Manuel Seabra nem sonhava - tal e qual como diz - com ser vereador da Câmara.É muito fácil criticar, hoje, o projecto de Entrequintas. Mas não se pode criticar o projecto com os dados que temos hoje. É necessário regressar ao passado e saber porque é que tudo isso aconteceu. Eu conto. Pedindo desculpa ao Director do "MH" por ocupar hoje um pedacinho maior para os meus dizeres. É que acho que, se soubermos a verdade, criticamos seja quem seja com mais justiça. Ao mesmo tempo que deixamos ficar umas notas para a história de Matosinhos.A FACAR foi, durante muito tempo, uma empresa líder do mercado português na sua especialidade. Mas, no "25 de Abril", na vertigem do que se passou em muitas empresas, a FACAR foi reduzida a cacos. E acabou por ser intervencionada. E foi o que se sabe. Enquanto intervencionada, conseguia sobreviver apenas à custa de muito crédito bancário. Quando, pelo fim dos anos setenta, a FACAR foi desintervencionada e devolvida aos seus legítimos donos - os irmãos Carvalho - estava tecnicamente falida, com o mercado arruinado, devedora de milhões à Banca, sem matérias primas. Da empresa brilhante que fora, quase só restava o equipamento - entretanto a desactualizar-se - e os trabalhadores. Tal como foi feito com outras empresas, a Banca (nacionalizada, não esqueçamos) recebeu ordens para facilitar o crédito à FACAR. Sobretudo para aquisição de matérias primas, sem as quais não podia laborar. E, rapidamente, a FACAR fica a dever à Banca - principalmente ao BPA - muitos milhões. Algo que valeria, hoje, qualquer coisa como 12 a 15 milhões de contos.Mas o mercado tinha mudado. E os irmãos Carvalho eram gestores para um outro tipo de mercado. A FACAR não conseguiu recuperar. Em dois ou três anos voltou a ficar na falência. A Banca, entretanto, tinha começado já a ser mais racional no tratamento dos seus devedores. Foram tentadas várias soluções (algumas delas propostas pelo BPA e acompanhadas por mim. Nada resultou. E o Banco tratou de cobrar os seus créditos coercivamente. O resultado era simples. A FACAR seria declarada falida. Na sequência disso, desmantelada. E os trabalhadores, em número de algumas centenas, seriam lançados no desemprego, todos sem indemnizações que se vissem. Porque o único bem com valor existente no activo da FACAR eram os terrenos onde a fábrica estava instalada. E esses estavam hipotecados ao Banco, como garantia dos créditos.A perspectiva doía-me a mim e, creio, também aos responsáveis pela Câmara Municipal de Matosinhos. Especialmente a Narciso Miranda, o qual acompanhava a situação da FACAR muito de perto. Por isso é que consegui propor ao Banco que aguentasse a empresa enquanto se fazia o projecto urbanístico para os terrenos da FACAR, para ver até onde podia ir o Banco no apoio ao seu encerramento. O projecto foi feito com a rapidez possível, num gabinete de arquitectura também pertencente ao Banco - a Compave, de Lisboa, do qual eu era também presidente. E, de algum modo, o projecto foi feito de modo a permitir o desactivar da FACAR com respeito por todos os direitos dos trabalhadores, sobretudo no plano das indemnizações. Era uma tentativa de salvar da miséria muitas das famílias da nossa terra. Pronto o projecto, faltava apenas o acordo da Câmara. A qual deu o seu acordo desde que fossem salvaguardados os direitos dos trabalhadores. Foi assim que, efectivamente, foi aprovada, para aquele espaço, sem bem me lembro, 232.000 metros quadrados de construção (Manuel Seabra arredondou este número para 230.000 na sua entrevista).O que se passa nos finais dos anos noventa eu já não sei. Já não estava no BPA. Mas sei duas coisas. Primeiro, que o alvará do empreendimento de Entrequintas estava totalmente formalizado e não poderia ser alterado - sem acordo do promotor - para menos. E, segundo, que as duas torres existentes eram umas cinco ou seis no projecto inicial, embora algo mais baixas, com excepção de uma.Por tudo isto que eu sei, é que concluo com duas afirmações. É iníquo imputarem-se responsabilidades pelas Torres de Leça a Manuel Seabra. E é iníquo, mesmo, imputá-las a qualquer outra pessoa, tendo em conta o que contei. A não ser que estivéssemos dispostos a ver algumas centenas de famílias da nossa terra sem trabalho e sem dinheiro. Assim, pelo menos, puderam reequilibrar as suas vidas. Graças às Torres de Leça.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

OS NEANDERTAIS DE LEÇA


A junta de Leça fez uma sondagem à população sobre o desenho da marginal do Porto de Leixões, projecto já aprovado pela CMM, objecto de debate público (no qual a junta leceira não participou) e pronto para ser lançado no terreno. Por questões meramente políticas, Pedro Taboada lançou o tema para debate público e recolheu cerca de duas mil respostas, esmagadoramente contra as obras projectadas. Reparem que estamos aqui a falar da requalificação de um espaço público que inclui a principal entrada/saída de Leça da Palmeira. Pois bem, qual é a indignação do povo consultado, amostra que tenho dificuldade em não conotar com as forças do senhor Taboada?
- Não querem que se reduza a pista dos automóveis de quatro para duas faixas.
- Não querem um passeio alargado.
- Querem que se deixe espaço para o metro.

Não brinquem com a nossa inteligência!

Estes leceiros que hoje se pronunciam são aqueles que votam de cruz e que não aparecem nas assembleias de freguesia. Os mesmos que abrem os vidros dos carros e despejam toda a espécie de lixo na via pública, que estacionam os carros em segunda e terceira fila e que nem pelo jardim do condomínio se interessam.

O que está a acontecer é apenas um facto político. Porque o povo não se indigna - os seus direitos e deveres acabam e começam na soleira da porta.

E mesmo que se indignasse, o povo não pode ter voto no que é de todos e de ninguém. Se assim fosse, tínhamos hoje a marginal atlântica de Leça da Palmeira contaminada por palmeiras, canteiros de flores e bancos de jardim.

Se o povo quer exercer os seus direitos cívicos deve ser efectivo sempre. E selectivo na hora de votar ou de se pronunciar sobre uma questão pública.

Estar a discutir duas ou quatro faixas de uma avenidade, a largura de um passeio e o canal para um transporte público que ninguém sabe quando chegará cá é algo de absolutamente ridículo. Sobretudo para aqueles que promovem a iniciativa e que dão ares de virgens ofendidas quando passaram anos e anos a obrar sem dar cavaco a ninguém.

terça-feira, 28 de abril de 2009

ÚLTIMA HORA

Estão a ser realizadas prospecções arqueológicas num conhecido edifício da Avenida D. Afonso Henriques, em Matosinhos. Foi encontrado um cofre com documentos confidenciais e um vaso campaniforme com um número de conta de um banco na Suiça. A PJ já tomou conta do caso.

domingo, 26 de abril de 2009

COLECTIVIDADES E ASSOCIAÇÕES


As Colectividades e Associações não são nada mais nada menos do que organizações resultantes de reuniões com uma ou mais pessoas, com vista a vários objectivos comuns. Está desta forma criada uma Colectividade e uma Associação. Esta forma de Associativismo, enquanto forma de organização Social, deve caracterizar-se pelo seu conteúdo de voluntariado.Estas desempenham vários papéis importantes na nossa Sociedade, muitas delas ultrapassando em algumas áreas as próprias funções que ao Estado compete. Em Matosinhos – Leça da Palmeira existem centenas de Colectividades e Associações em diversas áreas de actuação:Desporto – Lazer – Saúde – Ambiente - Qualidade de Vida - Religião -etc. etc. todas elas com papéis bastante importantes.É uma falta de responsabilidade esperarmos que alguém faça as coisas por nós, por elas, obviamente que não fazemos o que queremos, mas também somos responsáveis pelo que fazemos, por aquilo que elas fazem. A maneira de ajudar os outros é provar-lhes que eles são capazes de pensar e de agir, as nossas Colectividades e Associações devem de ter esse papel de agir de uma forma altruísta e que essa forma nunca seja exagerada, sob a responsabilidade da mesma se desmoronar. Cada Um, Todos nós, somos responsáveis…elas também o são. O objectivo das mesmas é que os meios são mais importantes que os fins, e para isso as mesmas devem serem ajudadas financeiramente pela nossa CMM, mas sempre com a ideia de que nos devemo-nos dedicar às causas e nunca às pessoas.Estou convicto que na actual situação que o nosso País atravessa elas como instituições estarão cada vez mais activas.Por vezes a solidão passa por uma ida ao convívio à sede tentando superar as amarguras que a presente vida nos causa.Estamos atentos a que as entidades que foram eleitas pelo povo saibam estar à altura das nossas Colectividades e Associações. contribuindo desta forma para que as mesmas não desmoronem.Finalizo com Pitágoras: Os afectos podem, às vezes, somar-se. Subtrair-se, nunca.

JOSÉ MODESTO

sábado, 25 de abril de 2009

25 DE ABRIL

Tinha 12 anos quando nasceu o dia 25 de Abril de 1974.
Passaram-se 35 anos e agora tenho 47.
Está visto que ninguém pode parar o Mundo...
O que mudou em Portugal nestes últimos 35 anos? Bem, teremos de dar algum tempo para que a História consolide ideias e teses.
À vista desarmada, Portugal é hoje um país mais moderno mas nem por isso maior.
Havia um canal de televisão e agora temos 245 e fica difícil escolher um decente.
Havia um presidente da República que se vestia de marinheiro e agora temos um PR oriundo de Boliqueime que foi poço e agora é fonte.
Em meados da década de 70, Portugal tinha 17 por cento de analfabetos e hoje temos 10 apesar de todas as reformas educativas. No início do século XX esta taxa rondava os 80 % e a I República e sobretudo o Estado Novo mudaram o paradigma. É uma vergonha para o Portugal moderno que 10 em cada 100 portugueses ainda não saiba ler. Mais preocupante ainda é que entre os que sabem ler, uma larga fatia não consiga interpretar um texto.
Como um dia disse Rodrigo, político pouco lembrado do século XIX, nascemos num país de brutos, crescemos com os brutos e morremos entre brutos.
O 25 de Abril de 74 foi uma catarse colectiva. Quem o pôde viver na plenitude certamente jamais esquecerá o que aconteceu. Obviamente, há quem o festeje e quem o lamente. O processo histórico é sempre assim, sobretudo visto de perto.
Os portugueses querem acreditar que Portugal está melhor mas não acreditam neles. E isso é fatal. Por isso é que continuam a apreciar caudilhos locais e nacionais e perdem o tempo a ver novelas e concursos. Reconheço que são bons paliativos - os caudilhos, pelo que nos divertem, e as novelas, pelo que nos sugerem. Isto é, nada.
Tenho um amigo que por acaso está por cá e que é fanático por Oliveira Salazar. Por acaso era o tipo mais excêntrico da minha geração. Um maluco completamente imprevisível, protótipo do anarca, embora já com alguns tiques nacionalistas. Penso que isto realmente o diverte e como é um bom factor de provocação, carrega sempre nas cores.
Os portugueses vão perceber um dia que Salazar é um dos heróis da história nacional. Com um bocado de jeito ainda acabará beatificado. Dizem-me que um velhinho de 89 anos deu um beijo numa fotografia do ditador e ficou com priapísmo, embora já se tivesse esquecido que tinha tomado as pastilhas azuis do filho...
Salazar não foi pior do que Cavaco, Sócrates, Guterres, Barroso ou Soares. Apenas esteve mais tempo no poder. É a única diferença. Para além de ter apenas de prestar contas aos grandes empreiteiros da indústria nacional e não precisar de se ajoelhar perante uma legião de subempreiteiros com pretensões a capitães da indústria depois de terem conhecido o sucesso a vender hortaliças em grandes superfícies ou rolhas de cortiça para a Líbia.
Salazar tinha mais graça, confesso, sobretudo se visto pela pena delirante da Felícia Cabrita, que lhe inventou amantes como quem tira coelhos da cartola, ou melhor, coelhinhas.
Tenho saudades de o ver passar na Via Rápida, ou seria o Tomás?, num Mercedes negro com as bandeirinhas de Portugal a drapejarem no capot. Tenho saudades, no fundo, de ser um infante. Quando o Mundo era apenas a preto e branco, como os sonhos. Esta vida demasiada colorida que levamos, confesso, tem tanta piada como um discurso de Cavaco Silva.

Vina Salazar! Viva o 25 de Abril!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

UM VELHO NOVO CANDIDATO

Como já devem ter percebido, e se não perceberam também não me interessa, este é um espaço democrático e sem qualquer patrocínio ou objectivo obscuro. O autor não está à espera de benesses mas aceita jantares, finos e tremoços. Por isso, e a pedido de algumas famílias, por norma pouco rotinadas na vida plural, cá fica o pontapé de saída do candidato da CDU, Honório Novo, um autarca que me habituei a respeitar e admirar quando acompanhei mais de perto a vida política de Bouças. Ah, engenheiro, pode não acreditar mas já votei em si...

Honório Novo, o candidato da CDU à Câmara de Matosinhos, acusou Guilherme Pinto de ter passado "quatro anos de mão estendida", pedinchando favores e servindo de "passadeira" ao Governo de José Sócrates.
Num discurso crítico, na sessão de apresentação dos candidatos da CDU a Matosinhos, Honório Novo apontou o dedo à atitude "reverente" do presidente da Câmara que, "para assegurar a sua recandidatura" está a "hipotecar o futuro do concelho e as finanças municipais".
"Guilherme Pinto passou quatro anos a servir de passadeira ao Governo do engenheiro Sócrates", atacou o comunista, lembrando os "desfiles", quase semanais, de ministros e secretários de Estado pelo concelho. "Actos de permanente reverência e subserviência" que levaram a Câmara a assumir responsabilidades que são competência da Administração Central.
E deu exemplos: o protocolo de transferência de competências na Educação, que não assegura "as verbas necessárias para construir todas as instalações previstas na Carta Educativa" e para pagar aos "administrativos e auxiliares que o Governo descartou em cima dos ombros municipais".
Outro exemplo: "a obrigação de dar terreno, de projectar, construir e pagar o novo quartel da GNR de Perafita, cujo âmbito de actuação vai ser metropolitano e distrital, e cuja competência é estritamente governamental".
Mais um: "as várias instalações de saúde do concelho, cujo ónus passou a residir inteiramente no orçamento municipal". E para concluir: "Guilherme Pinto passou quatro anos de mão estendida, pedinchando favores que Matosinhos não tem que mendigar de nenhum Governo".
Os empréstimos que a autarquia vai contrair também não escaparam ao desfiar de críticas de quem promete "mudar tudo". O comunista voltou a defender a extinção das empresas municipais e uma auditoria urgente do Tribunal de Contas ou da Inspecção-Geral de Finanças às contas da Matosinhos Habit e da Matosinhos Sport.
Honório Novo aproveitou o "palco" do cine-teatro Constantino Nery - recuperado após a "iniciativa e constantes insistências da CDU" - para prometer mais fogos sociais, recuperação do parque habitacional e do património degradado dos centros urbanos. Mais emprego com "um programa de emergência social que socorra e ajude os mais atingidos pela crise".
Melhor mobilidade, com o metro até Leça da Palmeira e S. Mamede de Infesta, com a linha de Leixões a servir passageiros e com uma rede inter-concelhia de transportes que sirva bem todas as freguesias. Melhor ambiente com "a sempre anunciada, mas sempre adiada, recuperação ambiental das margens do Rio Leça e de todas as ribeiras do concelho". E melhor democracia com um provedor do munícipe independente.
Com o PS dividido pela candidatura independente de Narciso Miranda, a luta pelo poleiro de Matosinhos promete aquecer. E a CDU não quer "naturalmente" perder a oportunidade de quebrar a maioria absoluta dos socialistas.
A CDU anunciou ainda José Pedro Rodrigues como candidato à Assembleia Municipal. O comunista promete lutar pelo "aprofundamento da democracia" , pelo "desenvolvimento económico, progresso e justiça social".

in JN

UM SUL-COREANO NO MAR


Lee Kang Ho começou hoje a treinar no Leixões. O sul-coreano é guarda-redes e tem apenas 18 anos. No treino realizado na Bataria sofreu dois golos e fez duas boas defesas. Vamos lá ver se é aprovado pelo nosso João Fonseca.

UM CAFÉ COM ANTÓNIO PARADA



Por mero acaso encontrei hoje, ao fim da manhã, o meu presidente da junta. Sim, porque em Matosinhos comecei a votar e em Matosinhos acabarei a fazer o mesmo. Raras foram as vezes em que votei no PS mas quando o assunto era a junta penso que nunca falhei. Depois de Henrique Calisto, António Parada tem honrado a tradição de uma junta dirigida por um matosinhense e com o coração.

Nunca tinha conversado com Parada e foi ele quem me reconheceu. Deu para tomar um café no centro comercial York - onde Carlos Oliveira liderou uma luta famosa contra a IURD ... - e para trocar algumas impressões.

Obviamente, a conversa foi privada e não a vou contar.

Apenas deixo aqui a confirmação de que António Parada não perdeu a humildade e que tem uma capacidade de encaixe que muitos engravatados nunca terão porque lhes falta inteligência para tal.

Correndo o risco de ser indiscreto, fiquei com a impressão que Parada vai recandidatar-se à junta pelo PS. Apesar de tudo. E também percebi que neste entretanto terá recusado pelo menos um convite de alguém que já ouvi dizer ter rejeitado uma oferta nesse sentido. Coisas da vida...

Pelo que aqui ficou expresso, Parada tem em Matosinhos uma popularidade que não podemos julgar fruto apenas de populismo. É um político que arregaça as mangas, que conhece as pessoas, que quer aprender sempre mais (e por isso mesmo está a tirar um curso superior) e que inclusivamente devolveu ao Estado dinheiro recebido que podia ter ficado na sua conta, como outros já fizeram. Mas essa história ele um dia se quiser irá contar.


Quanto ao cafezinho, foi um prazer. Volto a repetir, confirmei o que já sabia.

Ou seja, que António Parada é o caso mais sério da política matosinhense nos últimos dez anos.

Daqui a dez anos, se estivermos cá, voltaremos a falar no assunto. E entretanto pode ser que Scolari volte a Bouças.

sábado, 18 de abril de 2009

EXCLUSIVO PdL

Tendo em conta o banzé resultante do último poste, que ameaça bater recordes de comentários editados e não editados (estes foram guardados para memória futura), fomos para a rua à procura do homem de quem se fala, António Andante. Encontramo-lo no Jardim dos Pilas Moles a jogar à sueca.

- António, toda a gente fala de ti...
- Sabes, Geno, não consigo estar parado. Deve ser por isso.
- É mesmo o ás de trunfo...
- Sim, e o meu adversário tem a manilha seca.
- O que é que fizeste para seres tão popular?
- Bem, pus o Xolari a apanhar piriscas...
- ?
- Atirei-me ao mar com vaga de 5 metros.
- ?
- Dei duas sopas a sem-abrigos.
- ?
- E trabalho quase tanto como o Aranha.
- E vais ser mesmo candidato a dux de Bouças?
- A minha ambição não tem limites. Não sei se sabes mas decorei o livro do Xolari.
- Qual é o teu slogan?
- Junta-te a mim
- É bom. Olha lá, não tens medo do Barroselas?
- Ele é que tem medo de mim. Já me convidou cinco vezes para n.º2.
- Ò homem, era um grande tacho...
- Nada. Já aprendi a tabuada há muito tempo. As minhas equações agora são outras.
- Estás cada vez mais parecido com o Sócrates...
- Há quem me chame o Socas de Matoses.
- O meu amigo Jorge Punk gosta de ti e diz que só tens um problema.
- C..., qual é?
- São coisas da juventude. Adiante. O que queres fazer em Matosinhos?
- Quando for eleito vou fazer uma parada gay.
- ?
- Uma parada militar.
- ?
- E uma equiparada.
- Uau!
- Posso ter começado a levantar os outros nos meu ombros mas eles vão acabar por me vir comer à mão.
- E já tens equipa?
- Sou e mais dez.
- Se precisares de alguma coisa...
- Conto sempre contigo. Sabes que gosto de ti, apesar de seres gordo e anarca.
- Eu sei.
- Podes escolher o posto.
- Quero ser chefe dos paquetes.
- Só isso?
- Dos paquetes que atracam aqui em Leixões.
- Vou ver o que se pode arranjar...
- O meu sonho foi sempre mandar no barco do amor e poder escolher uma velhinha rica americana todas as noites, que elas sabem-na toda. E somos nós sempre a gastar o cartão de crédito delas e não o contrário. Se bem que o contrário também é uma posição interessante...
- Essa boa. Nunca tinha pensado nisso.
- Última pergunta, Toninho, e peço-te só que sejas franco: o que estavas a fazer na lota naquele dia?
- Vou dizer isto pela primeira vez e por ser para ti e porque sei que toda a gente lê o teu blog: fui comprar lulas.
- Por falar em lulas, se deixasses crescer a barba...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

SERÁ VERDADE?

Inúmeros comentários caídos na nossa caixa do correio - onde, infelizmente, continuam a chegar opiniões impublicáveis por demasiado obscenas não apenas no sentido estrito -, António Parada vai ser o candidato do PSD à Câmara Municipal de Matosinhos. Sinceramente, não estou a ver... Sei que Narciso não acredita em Marco António como candidato laranja, nem no morgado Paulo Morais. Agora o Parada... Bem, a verdade é que não sei como estão as coisas no PS profundo de Matosinhos, não sei que equipa Guilherme Pinto está a montar ou se o próprio actual presidente da CMM não estará a ponderar outra via para a sua carreira política. Confesso que gostava de ver uma luta Narciso-Seabra lá para o fim do Verão e com Parada pelo meio é que ia ser. A lota continua.

PS - A imagem acima foi conseguida no momento em que um plumitivo político da nossa terra chorava baba e ranho na escadaria da casa amarela. Mutatis mutandi...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O BENFICA DE HOJE

Sit tibi terra levis

44,5!

De fonte muito próxima do processo, e antes de um belíssimo salmão assado na grelha, PdL teve acesso à mais recente sondagem sobre as autárquicas matosinhenses. Mas apenas a um resultado, por acaso bem expressivo: 44, 5% para Narciso Miranda. Ou seja, maioria absoluta! É verdade que os números não enganam mas muitas vezes nestas coisas somos traídos por aqueles que "tratam" os números e que vivem disso.

terça-feira, 14 de abril de 2009

O IMPARÁVEL


A imagem de Narciso saiu dos cartazes da sua associação mas continua em destaque nas montras das lojas da baixa de Matosinhos, ao lado dos respectivos horários, do programa de jogos do Leixões e na notícia do passamento da dona Artemisia.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

OS FREGUESES OPINAM (1)


Não é um filme.Em Leça da Palmeira, ultimamente temos assistido por parte de algumas forças políticas, a constantes movimentações no terreno.Sempre acompanhado dos chamados colas, engraxas, escovas, penduras, emplastros…e mais alguns adjectivos que agora não me ocorrem, vejoque várias instituições estão a serem visitadas, com um único objectivo, o da angariação de votos.São visitas á Petrogal, á Associação dos Amigos Aposentados de Leça da Palmeira, aos Ases de Leça Futebol Clube, Cohaemato , aPortuguesa de Leça Futebol Clube, a Escola da Praia a EB23 etc.etc… e ainda se esperam mais.O período eleitoral está aí, até parece que durante estes anos todos as referidas instituições que foram visitadas eram inexistentes ou nem sequer figuravam no panorâmico sócio-recreativo-cultural de Leça da Palmeira.Parece-nos que os emplastros sabem tudo o que se passa na nossa freguesia, e que os mesmos juntamente com o suposto “eleito “vão resolver tudo o que de mal se passa na nossa freguesia… eu Leceiro não acredito.Claro está que os candidatos podem e devem sair do anonimato…para esses teremos sempre que lhes conceder o beneficio da dúvida…eu atéo posso conceder, o que não me impede é de alertar os Leceiros para o facto de que alguns emplastros são mesmo e só emplastros e nada mais…a esses os Leceiros saberam concerteza responder com a indiferença com o ignorar. Leça da Palmeira tem de facto carências que surge resolver, em todo o caso a sintonia com a Câmara Municipal terá que ser perfeita, ede uma forma harmoniosa para que todos esses problemas sejam discutidos em pluralidade com todos os Leceiros.Queremos que essa ficção passe rapidamente á realidade e como tal pedimos o empenhamento de todos os Leceiros, a nossa relação com as instituições devem ser autenticas parcerias de responsabilidade social, os valores devem ser assentes no diálogo, no trabalho, emprego e do desenvolvimento sustentável de Leça da palmeira.Queremos que em Leça da Palmeira os Leceiros se sintam acima de tudo em casa, afinal Leça da Palmeira é a casa deles.Saudações Marítimas (há 46 anos...) em Leça da Palmeira Claro.
JOSÉ MODESTO

domingo, 12 de abril de 2009

AINDA A MARGINAL LECEIRA...

Assinado por Pedro Sousa, do PS/Leça da Palmeira, recebemos esta tomada de posição: «O Secretariado do Partido Socialista lamenta a oportunidade do momento da consulta popular sobre oProjecto de Requalificação da Av. Antunes Guimarães promovida pela Junta de Freguesia de Leçada Palmeira. Entendemos que este tipo de iniciativa deveria ter sido feita há mais tempo, ou seja,aquando da verdadeira discussão pública do Projecto em causa.Contudo, não obstante criticarmos o momento da referida consulta, congratulamo-nos com o facto de oExecutivo da Junta de Freguesia ter seguido o exemplo do Secretariado do Partido Socialista local.Os bons exemplos devem ser seguidos e o facto de Executivo revelar que está atento e que acompanha aactividade do PS local, é motivo de orgulho para todos os Socialistas.No entanto, importa falar verdade aos cidadãos de Leça da Palmeira e partilhar com eles algumas dasvantagens que o referido Projecto prevê.A Saber:Em termos gerais a intervenção propõe uma melhoria significativa das condições de tráfego,ambientais, qualidade de vida dos comerciantes e moradores, segurança rodoviária.Em termos práticos estes objectivos são materializados através dos seguintes itens:• Melhoramento do piso existente• Aumento das áreas verdes e do número de árvores• Trânsito mais disciplinado e fluido através da criação de um único sentido para cada ladoevitando desse modo o estacionamento abusivo uma vez que a via colectora garanteaparcamento quer para moradores quer para os frequentadores da restauração local.• Diminuição significativa dos pontos de conflito rodoviário através da supressão doscruzamentos à esquerda e do aumento das zonas de inversão de marcha.•A via colectora proposta promove um convívio de natureza mais urbana de proximidade eacessos ao casco construído dando suporte ao aparcamento necessário promovendo um tráfego maisde menores velocidades de circulação junto às habitações, lojas e restante comércio existentes.1Aproveitamos este Comunicado para relembrar algumas das sugestões que o Secretariado do PS deLeça da Palmeira foi deixando nos diferentes Fóruns de Discussão sobre o Projecto, onde,lamentavelmente, o Executivo da Junta não marcou presença e quando o fez, os seus elementoslimitaram-se a ouvir as diferentes opiniões, não tendo contribuído com nenhuma ideia, reparo ousugestão.Sugestões do Secretariado de Leça da Palmeira:• Inclusão de mais Paragens para os Transportes Públicos• Ponderação no número final de vias de trânsito• Respeito pela circulação segura dos peões• Delimitação de uma Ciclo via• Reforço da Iluminação e Sinalização Horizontal / Vertical• Aproveitar o momento da Intervenção para Requalificar o Largo do Castelo NªSr.ª NevesO Secretariado do Partido Socialista de Leça da Palmeira deu o seu contributo para este Projecto deRequalificação, ficando a aguardar que algumas das sugestões sejam incluídas na futura e necessáriaIntervenção. A recente repavimentação da Avenida foi uma das Reivindicações deixadas por esteSecretariado ao Sr. Presidente da Câmara, Dr. Guilherme Pinto, que também já se disponibilizoupara requalificar a parte deixada em falta - apesar de ser a título provisório, há uma melhoria substancialdas vias de trânsito.Terminamos este Comunicado, sugerindo ao Executivo da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira, apar do que o Secretariado PS local fez em 2008, a promoção de uma Ampla Sessão de Esclarecimentosobre este Projecto, convidando o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, bem como oArquitecto responsável. A Junta de Freguesia e o seu Executivo devem servir os interesses públicos esalvaguardar os direitos dos cidadãos e esta será uma forma de ouvir as pessoas, recolhendo as suasopiniões.Na expectativa deste Comunicado ser do Vosso interesse Jornalístico, subscrevemo-nos com elevadaestima e consideração, estando totalmente disponíveis para eventuais esclarecimentos futuros.»

sexta-feira, 10 de abril de 2009

OS FERIADOS INDECENTES

Os não católicos, como eu, que acredito mais na possibilidade de ganhar o euromilhões que na existência do reino celestial, a Páscoa não devia ser o privilégio que é para os crentes. Mesmo assim, vou gozar os feriados e se neles trabalhasse até recebia a dobrar. Não está bem. Ateus e agnósticos não deviam poder gozar feriados católicos. Tal como os fascistas não deviam gozar o 25 de Abril ou o 1.º de Maio e aqueles que não conhecem a História de Portugal o 1.º de Dezembro. Temos de ser selectivos. Chega de mamões e de carneirada. Eu cá faço a minha declaração de interesses: não quero mais gozar feriados católicos e afins. Ok, não querem mesmo que vá trabalhar? Ok. Sendo assim, não insisto e vou ali comprar umas amêndoas.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

ASSIM VALE A PENA

O recém-inaugurado posto de turismo de Leça da Palmeira é uma obra que ajuda a qualificar a marginal de Siza. Está à sua altura. Vamos lá ver se em termos funcionais também prima pela excelência e se não um horário igual ao restaurante do Machado, que de manhã não abre e de tarde está aposentado.

PAI BABADO


C0mo nada é impossível, até o meu primo Zé Tó, que tem várias costelas leceiras, deixou a vida libertina e contribuiu para a vida uterina. O resultado està vista e dá pelo nome de Sara. O tipo de barrete com ar de comédia é precisamente o meu primo de estimação, que se mudou para Inglaterra para poder dizer 'yes I can'. Porreiro, pá!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

LEÇA PODE RESPIRAR


Contam-me que a Câmara conseguiu finalmente encontrar uma solução para que o Leça FC resolva a sua, delicada, situação com o fisco. Vai dar pelo menos para aliviar este garrote e para projectar o futuro com outra tranquilidade. Os verdadeiros leceiros bem o merecerem. Foi uma boa Ikea.


OBRAS E OBRADORES

Pedro Taboada está a fazer um inquérito junto da população de Leça sobre o arranjo da Avenida Antunes Guimarães (junto ao porto de Leixões), o que surge como uma espécie de resposta ao facto quase consumado já apresentado por Guilherme Pinto, que ali quer fazer uma pista para ciclistas e para...cavalos. Sendo esta uma das entradas/saídas mais importantes em Leça da Palmeira trata-se, evidentemente, de uma questão sensível e que merece a atenção de todos. Chamar a população para este debate apenas dignifica a democracia, embora muitas vezes este tipo de apelos ao nosso sentido cívico não passe de pretexto para lutas intestinas. E é essa precisamente a minha dúvida. Porque raramente vejo os políticos a andarem de porta em porta tentando perceber como os seus munícipes ou fregueses se sentem a viver no lugar onde vivem e o que gostariam de fazer para o melhorar. O stress da política e o frenesim da luta política, aceito, não deixam muita margem de manobra. E, claro, o tempo que nos vai sobrando também não nos deixa meter tanto o nariz onde de facto somos chamados, situação apenas a evitar quando o assunto é saneamento público...ou privado. E por falar em saneamento, finalmente a "minha rua" vai tê-lo. As máquinas já estão no terreno e quem vive lá à espera da conta que não devia pagar pois foram muitos anos a pagar taxas de saneamento com os esgotos a serem despejados em fossas particulares...

terça-feira, 7 de abril de 2009

TAKE 4

Guilherme, o tal.

Cartazes nos quais não apareça em tronco nu e de luvas de boxe não valem.